Açude Dourado, em Currais Novos, ópera com menos de 8% da capacidade

O Açude Dourado, principal reservatório de Currais Novos, voltou a ocupar espaço no noticiário infelizmente, não por boas razões. O manancial está atualmente com apenas 7,5% da sua capacidade máxima, que é de 10.321.600 metros cúbicos (m³). Um número que fala por si e acende o sinal de alerta para o abastecimento do município.
Responsável por grande parte da água que chega às torneiras da cidade, o açude sofre diretamente com a irregularidade das chuvas. Em anos mais generosos, chega a transbordar; em períodos de estiagem prolongada, como o atual, entra em níveis críticos. A ironia é que não faz muito tempo que o cenário era outro: em 2024, o reservatório registrou cheia. Já no fim de 2025 e início de 2026, o volume despencou, conforme monitoramento do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (IGARN).
O dado preocupa porque o Açude Dourado não é apenas um cartão-postal hídrico é peça-chave no sistema de abastecimento de Currais Novos, atuando em conjunto com outros reservatórios da região. Quando ele seca, a margem de segurança da cidade encolhe junto.
Em situação mais confortável aparece o Açude Marechal Dutra (Gargalheiras), localizado em Acari. O manancial está com cerca de 45% da sua capacidade, estimada em 44,4 milhões de metros cúbicos, funcionando como um importante suporte no abastecimento regional. Ainda assim, especialistas alertam que o cenário exige cautela, já que a demanda continua alta e o período chuvoso ainda é incerto.
Com o Dourado praticamente no limite e o Gargalheiras segurando as pontas, a expectativa agora recai sobre a chegada das chuvas na Região Seridoense ao longo de 2026. Até lá, o quadro reforça a necessidade de atenção das autoridades e de uso responsável da água por parte da população.
Simara Araujo
