A vice-prefeita de Currais Novos, Milena Galvão, anunciou a chegada de uma emenda parlamentar no valor de R$ 400 mil destinada ao fortalecimento da saúde do município.
O recurso foi viabilizado junto ao senador Rogério Marinho e já está disponível na conta da Prefeitura de Currais Novos, devendo ser aplicado em ações e serviços que contribuam para melhorar o atendimento à população.
Milena destacou que a conquista é resultado do trabalho permanente de articulação em Brasília e da busca constante por investimentos para o município.
“Nosso compromisso é continuar batendo às portas dos parlamentares e buscando recursos que tragam benefícios concretos para a população. Esse investimento representa mais um avanço para a saúde de Currais Novos”, afirmou.
A vice-prefeita ressaltou ainda que seguirá atuando em defesa dos interesses do município, fortalecendo parcerias e buscando novas oportunidades para garantir melhorias na qualidade de vida da população.
A avaliação negativa da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue superior à positiva. São 38% os que julgam o governo do petista como negativo, enquanto 34% avaliam-no como positivo. Para 26%, o governo é regular.
A aprovação do governo Lula segue em empate técnico. São 48% os que desaprovam o mandato do petista, enquanto 47% o aprovam e 5% não responderam. A desaprovação oscilou um ponto porcentual para baixo desde a rodada anterior, enquanto a aprovação oscilou um ponto porcentual para cima.
A Genial/Quaest fez 2.004 entrevistas a domicilio com brasileiros de 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos porcentuais e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07661/2026.
O levantamento também mediu a intenção de voto para a eleição a presidente. Lula lidera sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na simulação de segundo turno por 44% a 38%.
Três homens foram presos por tráfico de drogas durante duas ações realizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na noite desta quarta-feira (9) nos municípios de São José de Mipibu e Itajá. As ocorrências resultaram na apreensão de entorpecentes avaliados em mais de R$ 1,5 milhão, além de quase R$ 150 mil em dinheiro.
A maior apreensão ocorreu por volta das 19h40, no km 118 da BR-101, em São José de Mipibu. Durante fiscalização de rotina, policiais rodoviários federais localizaram 30 quilos de pasta base de cocaína escondidos no painel de dois veículos modelo Fiat Mobi. Também foram encontrados R$ 149.115 em espécie ocultados nos automóveis.
Segundo a PRF, a carga de droga está avaliada em aproximadamente R$ 1,5 milhão. A ação contou com o apoio do Grupo de Operações com Cães (GOC), e um homem foi detido em flagrante.
Já no município de Itajá, na região do Vale do Açu, outra abordagem foi realizada por volta das 18h15, no km 118 da BR-304. Com apoio da Polícia Militar, os agentes interceptaram uma caminhonete Fiat Toro e encontraram cerca de 1,1 quilo de haxixe e 100 comprimidos de ecstasy.
O motorista e o passageiro do veículo foram autuados em flagrante e presos por envolvimento com o tráfico de drogas.
Os três suspeitos, juntamente com os entorpecentes, o dinheiro e os demais materiais apreendidos, foram encaminhados às autoridades competentes para a realização dos procedimentos legais.
As apreensões fazem parte da Operação Festejos Juninos 2026, que intensifica as ações de fiscalização e combate à criminalidade nas rodovias federais durante o período das festividades juninas.
A produção industrial do Rio Grande do Norte caiu 13,6% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O resultado foi a maior queda observada entre os locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional, divulgados nesta quarta-feira (10).
A queda foi puxada principalmente pelo recuo na fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que teve redução de 27,8% no período. A fabricação de produtos alimentícios também voltou a cair em abril, com variação negativa de 1,7%, após uma variação positiva em março de 2,2%.
De acordo com o analista do IBGE Bernardo de Almeida, o desempenho da indústria potiguar foi influenciado sobretudo pela queda na produção de óleo diesel. No setor de alimentos, a retração ocorreu em menor intensidade e foi associada à redução na produção de castanha de caju beneficiada, sorvetes, picolés, produtos gelados comestíveis, balas e outros confeitos sem cacau.
Na contramão do resultado geral, dois segmentos apresentaram crescimento em abril no Rio Grande do Norte. A confecção de artigos do vestuário e acessórios avançou 56%, enquanto as indústrias extrativistas cresceram 16,3% em relação a abril de 2025.
No país, a indústria cresceu 2,7% em abril, com altas em 12 dos 18 locais pesquisados pelo IBGE. Os maiores avanços foram registrados no Espírito Santo, com 32,9%, e no Rio de Janeiro, com 10,1%. Além do Rio Grande do Norte, tiveram queda no mês Maranhão (-5,4%), Amazonas (-4,2%), Pernambuco (-3,8%), Pará (-2,8%) e Ceará (-0,4%).
Balanço anual
No acumulado do ano, a indústria potiguar registra retração de 17,9%. O resultado reflete quedas nas indústrias extrativistas (-5,6%), na fabricação de produtos alimentícios (-6,2%) e na fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-29,9%). O único segmento com alta no período foi o de confecção de artigos do vestuário e acessórios, com crescimento de 41,5%.
Em 12 meses, a produção industrial do Rio Grande do Norte acumula queda de 12,4%. Nesse recorte, os resultados positivos foram observados nas indústrias extrativistas, com alta de 9,2%, e na confecção de artigos do vestuário e acessórios, com avanço de 50,2%. Já a fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis caiu 24,2%, enquanto a fabricação de produtos alimentícios recuou 1,4%.
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostrou que 60% dos brasileiros defendem que facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas pelo governo brasileiro. Outros 29% discordam da medida, enquanto 11% não souberam ou preferiram não responder.
O levantamento também avaliou a percepção dos entrevistados sobre a decisão do governo dos Estados Unidos, que passou a classificar as duas facções como organizações terroristas em junho deste ano. Nesse caso, 45% concordam com a medida adotada pelos norte-americanos, enquanto outros 45% discordam. Já 10% não opinaram.
A pesquisa ainda investigou a influência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na decisão do governo do presidente Donald Trump. Para 47% dos entrevistados, o parlamentar teve participação no processo. Outros 37% afirmaram que ele não exerceu influência, enquanto 16% não souberam responder.
O anúncio da classificação das facções ocorreu após um encontro entre Flávio Bolsonaro e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. A decisão tem dividido especialistas. Enquanto parte dos analistas em segurança pública avalia que a medida pode representar riscos à soberania nacional, defensores da iniciativa argumentam que ela pode ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.
Durante a sessão plenária desta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o líder do governo na Casa, deputado Francisco do PT, apresentou dados sobre a situação fiscal do Estado e defendeu que houve avanços nos indicadores financeiros nos últimos anos. O pronunciamento vem após uma série de questionamentos ligados ao tema feitos por outros parlamentares.
Ao abordar o tema, Francisco do PT comparou números de 2018 com os mais recentes. Segundo ele, houve redução do comprometimento da receita com despesas de pessoal e da relação entre a dívida estadual e a receita corrente líquida.
“Nós vamos fazer esse debate sobre a situação fiscal e financeira do Rio Grande do Norte de cabeça erguida, porque ela melhorou e são os dados, os números, que comprovam isso”, afirmou.
O parlamentar destacou ainda que o Estado não possui mais salários atrasados e citou a realização de concursos públicos e a política de valorização dos servidores como fatores que refletem a atual condição fiscal do Rio Grande do Norte.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10/6) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu vantagem sobre seu principal adversário até o momento, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no segundo turno das eleições de outubro, que definirão o próximo presidente da República.
A sondagem divulgada nesta quarta mediu impactos no cenário eleitoral da divulgação das conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e do anúncio da possibilidade de novas tarifas do governo de Donald Trump contra o Brasil.
Segundo o novo levantamento, as notícias são boas para Lula. Na pesquisa anterior, realizada em maio, o chefe do Planalto tinha 42% contra 41% do senador, resultado que representava empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.
Na pesquisa desta quarta, Lula abre dianteira de 6 pontos percentuais em relação ao filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sai da margem de empate técnico.
Em abril, o senador havia superado numericamente, pela primeira vez, o chefe do Executivo no 2º turno das eleições presidenciais. No levantamento daquele mês, os números mostravam 42% para Flávio e 40% para Lula.
Zema, Caiado e Renan Lula também aumenta a vantagem em relação ao ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) em eventual disputa de segundo turno. Veja:
Lula: 45% Romeu Zema: 35% Brancos/nulos: 17% Indecisos: 3% Em cenário de segundo turno contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o petista mantém a mesma vantagem da pesquisa Quaest de maio. Confira:
A sondagem também colocou cenário de disputa do atual presidente contra o pré-candidato do Missão, Renan Santos, que diminuiu a diferença em relação a Lula:
A Caixa Econômica Federal libera, nesta quarta-feira (10), uma nova rodada de vales-recarga do programa Gás do Povo. O benefício, que garante a recarga gratuita do botijão de 13 kg, cai sempre no dia 10 de cada mês, independente se for feriado ou fim de semana.
O Gás do Povo é voltado para famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com renda igual ou inferior a meio salário mínimo (R$ 759). A seleção para o recebimento do botijão é feita automaticamente pelo governo, conforme disponibilidade orçamentária, priorizando os beneficiários do Bolsa Família.
O número de botijões anuais dependerá da composição familiar:
Famílias de 2 a 3 pessoas: até 4 recargas por ano, válidas por 3 meses cada.
Famílias com 4 ou mais pessoas: até 6 recargas por ano, válidas por 2 meses cada.
“Essa proporcionalidade é vital para respeitar as diferentes demandas de consumo e maximizar o impacto em cerca de 15,5 milhões de famílias, beneficiando diretamente 50 milhões de brasileiros”, explicou o governo.
A retirada do botijão pode ser feita diretamente nas revendas credenciadas, mediante apresentação do cartão do Bolsa Família, da Caixa ou da confirmação do CPF do beneficiário. A gratuidade é concedida no momento da compra e não podem ser feitas cobranças adicionais, exceto sobre o frete de entrega ou vasilhame vazio, quando não fornecido pela família beneficiária.
O programa é fiscalizado pelos ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social e de Minas e Energia, com apoio da Caixa, da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Para não ter o benefício cancelado, é preciso que o CadÚnico das famílias esteja com atualização de até 24 meses.
Como consultar?
As famílias podem verificar se têm direito ao vale e acompanhar a situação pelos seguintes canais:
Aplicativo “Meu Social – Gás do Povo”
Página oficial do programa no site do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social
Portal Cidadão da Caixa
Telefone 0800 726 0207 (Caixa)
Para esclarecimento de dúvidas, também estão disponíveis:
A combinação entre Copa do Mundo e festas juninas costuma movimentar as cidades com comemorações, música alta e fogos de artifício. Embora o período seja marcado por confraternizações, ele também pode representar um grande pesadelo para cães e gatos, que frequentemente sofrem com medo, ansiedade e estresse provocados pelo excesso de ruídos.
Segundo Ariane Beatriz, médica-veterinária e responsável técnica do Centro Médico Veterinário (CMV) da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de ensino de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, os atendimentos relacionados a alterações comportamentais em animais tendem a aumentar nesta época do ano.
“É muito comum observarmos um crescimento de casos de medo, estresse e ansiedade em cães e gatos durante esse período. A movimentação intensa altera a rotina dos bichinhos e os expõe a estímulos que eles não conseguem compreender”, explica.
Além do desconforto, o medo provocado pelos ruídos pode levar muitos animais a tentarem fugir, aumentando o risco de acidentes, ferimentos e desaparecimentos. A especialista destaca que cães e gatos possuem uma audição muito mais sensível do que a humana, sendo capazes de captar sons em frequências e distâncias maiores.
“Como eles não compreendem a origem nem a duração daquele estímulo, muitos interpretam o barulho como uma ameaça, o que gera insegurança e faz com que procurem esconderijos”, afirma.
Sintomas Segundo Ariane, os sinais de ansiedade podem variar de acordo com cada animal, mas alguns comportamentos são mais frequentes. Tremores, respiração ofegante, salivação excessiva, latidos ou miados constantes, tentativas de se esconder, perda de apetite e busca excessiva pelo tutor estão entre os principais sinais observados.
Alguns grupos apresentam maior vulnerabilidade aos estímulos sonoros, entre eles filhotes que não passaram por um processo adequado de socialização, animais resgatados, pets idosos e aqueles que já vivenciaram situações traumáticas.
“Nesses casos, o acompanhamento veterinário pode ser importante para orientar estratégias de manejo e, quando necessário, indicar tratamentos específicos”, alerta a professora.
Saiba como protegê-los Para reduzir os impactos dos ruídos, a orientação é preparar o ambiente antes do início das comemorações:
“É importante deixar portas, janelas e portões bem fechados para evitar fugas, manter uma música ambiente ou a televisão ligada em volume mais alto para ajudar a mascarar os sons externos, disponibilizar brinquedos ou objetos que transmitam segurança ao pet e deixar por perto algum tecido com o cheiro do tutor”, recomenda.
A especialista também sugere evitar mudanças bruscas na rotina, mantendo horários de alimentação, descanso e passeios o mais próximo possível do habitual, o que ajuda a reduzir o estresse.
Para ela, o principal cuidado é garantir que o animal tenha um local tranquilo para se refugiar durante os momentos de maior movimentação.
“O mais importante é que o pet tenha um ambiente seguro onde possa se sentir protegido. Pequenas medidas preventivas podem fazer toda a diferença para atravessar esse período com mais conforto e bem-estar”, conclui a médica-veterinária da Universidade Potiguar.
Quinze anos não passam em vão. Quem acompanha o Vicunha desde o começo sabe que a história da marca é feita de muito mais do que prateleiras abastecidas e preços baixos. É uma presença que se tornou parte do cotidiano de Currais Novos e de toda a região do Seridó.
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A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia fez na terça-feira (9) novos alertas sobre os impactos da inteligência artificial nas eleições e afirmou que a tecnologia impõe desafios inéditos à Justiça Eleitoral, com potencial para comprometer a liberdade de escolha dos eleitores e desestabilizar o processo democrático.
Ao participar de um debate sobre inteligência artificial e eleições, a ministra e ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que o avanço tecnológico tem criado situações sem precedentes para tribunais eleitorais no Brasil e no exterior.
“Esse é o desafio da Justiça Eleitoral, do Poder Judiciário brasileiro e do Poder Judiciário em todo o mundo. Somos instados por aqueles que se acham prejudicados e pelas instituições que temem pela instabilidade do processo eleitoral.”, declarou.
A ministra destacou que a velocidade de propagação dos conteúdos produzidos por inteligência artificial dificulta a atuação dos órgãos de controle e da própria Justiça.
“Pelo fato da velocidade, quando a própria pessoa interessada diretamente tem ciência daquilo e toma providência de comunicar aos órgãos responsáveis que é preciso providência judicial, já se disseminou.”, afirmou.
Segundo Cármen, a preocupação vai além da circulação de informações falsas e alcança a própria capacidade dos eleitores de formar convicções de maneira autônoma.
“Se houver uma gama tão grande de dados falsos sobre determinadas pessoas que sejam candidatos, elegíveis e que possam comprometer essa elegibilidade, temos realmente o fator de desestabilização do direito das pessoas votarem com liberdade, crítica e escolha pessoal. Isso tudo feito por máquinas a partir das quais temos a mudança de comportamentos em detrimento das liberdades cívicas. E isso é gravíssimo, e inédito.”, disse.
As declarações ocorrem em um momento em que a Justiça Eleitoral se prepara para enfrentar o primeiro pleito presidencial marcado pela popularização das ferramentas de inteligência artificial generativa, capazes de produzir vídeos, áudios e imagens sintéticas com aparência de autenticidade.
Durante o evento, a ex-presidente do TSE também afirmou ter acompanhado o crescimento do uso da tecnologia para disseminação de conteúdos falsos e ataques direcionados a grupos específicos, especialmente mulheres que disputam cargos eletivos.
Rio de Janeiro (RJ), 01/10/2024 – Coletiva de imprensa, no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), sobre as eleições municipais com as participações da diretora-geral Eline Íris, e do secretário de Tecnologia da Informação Michel Kovacs, no Palácio da Democracia, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Apesar do ambiente de forte polarização política observado no Brasil nos últimos anos, a identificação ideológica tem peso reduzido na decisão de voto da maioria dos eleitores. É o que aponta uma pesquisa apresentada no livro A Vida Antes do Voto – Reputação, bem-estar e decisão eleitoral no Brasil, do sociólogo Fábio Gomes, presidente do Instituto Informa, segundo a qual apenas 14,5% dos brasileiros afirmam escolher seus candidatos principalmente pelo posicionamento ideológico.
O levantamento mostra que 55,6% dos entrevistados afirmam votar em candidatos que apresentem boas propostas, independentemente de estarem alinhados à esquerda ou à direita do espectro político. O resultado reforça a percepção de que fatores ligados à vida cotidiana tendem a exercer influência maior sobre o comportamento eleitoral do que a identificação partidária ou ideológica.
Na obra, Fábio Gomes identifica oito aspectos considerados centrais na avaliação que os brasileiros fazem de governos e candidatos: geração de emprego e estabilidade econômica, educação pública de qualidade, saúde eficiente e humanizada, infraestrutura e serviços básicos, qualidade de vida, planejamento de longo prazo, segurança pública e combate à corrupção. Para o pesquisador, esses elementos ajudam a compreender mudanças recentes no comportamento do eleitorado e a oscilação do apoio político a diferentes governos.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o sociólogo afirma que o desgaste enfrentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em regiões e segmentos que historicamente lhe deram sustentação política não deve ser interpretado necessariamente como uma mudança ideológica do eleitorado.
“Isso não necessariamente representa uma mudança ideológica do eleitorado, mas uma transformação de expectativas. À medida que determinadas demandas foram atendidas, outras passaram a ganhar prioridade”, explica.
Na avaliação do pesquisador, essa dinâmica ajuda a entender por que governos que desfrutam de ampla popularidade podem perder apoio entre seus próprios eleitores e por que crises políticas nem sempre produzem os efeitos esperados por situação ou oposição. Segundo ele, a decisão de voto está cada vez mais ligada às experiências concretas vividas pela população do que às narrativas construídas no debate político.
Fábio Gomes também relaciona essa lógica a episódios recentes da política nacional. Para ele, discussões envolvendo o caso do Banco Master e as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros ilustram uma disputa entre governo e oposição pela responsabilização dos problemas, mas não necessariamente determinam o comportamento do eleitor.
Nesse cenário, o pesquisador avalia que a principal disputa eleitoral tende a ocorrer menos entre campos ideológicos tradicionais e mais entre candidatos capazes de convencer a população de que compreendem e apresentam respostas para os problemas concretos enfrentados no dia a dia dos brasileiros.
Parlamentares do Rio Grande do Norte analisam como preocupantes os dados divulgados em “O Globo”, que apontam para insolvência financeira do Estado, a começar do presidente da Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF), deputado estadual Luiz Eduardo (PL), paras quem a situação do Estado “é extremamente grave, mas não surpreende quem acompanha a realidade, o Rio Grande do Norte aparece como o que mais preocupa pelo risco de caixa, mesmo tendo aumentado impostos e arrecadado mais”.
“Quando os gastos sobem 17,7% e a arrecadação cresce apenas 5,3%, fica claro que há um problema de gestão. O Governo Fátima Bezerra (PT) perdeu a capacidade de organizar as contas públicas e isso atinge diretamente a população”, avisou parlamentar.
O Luiz Eduardo considera que “sem equilíbrio fiscal, faltam recursos para saúde, segurança, educação, estradas, turismo e investimentos. O RN não tem um problema de dívida alta; tem um problema de caixa, de planejamento e de prioridade”.
“É por isso que vemos filas na saúde, insegurança nas ruas, serviços precários e pouca obra estruturante. O governo precisa explicar como conseguiu piorar a situação fiscal mesmo depois de aumentar a carga tributária”, continua Luiz Eduardo.
Para o presidente da CFF, ”o dinheiro do contribuinte não pode ser consumido por uma máquina pública desorganizada e sem resultado. Em 2026, a população vai cobrar uma pergunta simples: onde foi parar o dinheiro do povo potiguar?”
O deputado estadual Gustavo Carvalho (PL) também questionou que o Estado “não tem nada a comemorar em relação a notícias positivas, muito pelo contrário, a grande imprensa nacional trouxe esta semana que o Rio Grande do Norte tem uma situação fiscal colapsada. Foi o estado da federação que cresceu 17% às suas despesas, sendo o estado do Brasil que mais cresceu despesas neste ano de 2026 até o momento”.
Em sua exposição, Gustavo Carvalho declarou que essa “é uma preocupação para o presente e futuro do Estado”, porque analistas econômicos e o setor produtivo, bem como os órgãos de controle, ”estão alertando, alertando há bastante tempo o governo do Rio Grande do Norte”, que na sua opinião, “realmente parece não ter escuta e continua errando, não podemos achar que um estado com potencial de desenvolvimento de energia eólica, solar, da carcinicultura, sal, do gás, petróleo, turismo e minérios, possa não ter uma gestão superavitária”.
A despeito da vocação econômica, segundo Carvalho, o que “falta é administração e gestão”, principalmente em relação a estados do Nordeste, que “criam ambientes altamente favoráveis para os investimentos e desenvolvimento econômico, mas nós somos hostis com quem quer investir, o setor produtivo e as indústrias que buscam chegar ao Rio Grande do Norte, com a insegurança jurídica que nós temos hoje”.
Gustavo Carvalho disse que, sem paixão política, “não podemos nos conformar em figurar entre os estados brasileiros com o pior indicador fiscal do país, o desequilíbrio fiscal do Rio Grande do Norte está colapsado. É por isso que não temos saúde e educação, temos o pior índice de medição da educação do Brasil, o Ideb do Rio Grande do Norte, é o último do Brasil com um Estado que se diz governado por uma professora”.
Para resumir, Carvalho acusa o governo Fátima Bezerra de apenas “trabalhar para instrumentalizar um partido político, o PT, é isso que estamos vendo e ainda coloca como pré-candidato ao governo o gerente do colapso fiscal” o ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier.
Pré-candidato a vice-governador numa eventual chapa majoritária liderada pelo ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), o deputado estadual Hermano Morais (MDB) disse que as informações de ”O Globo” com base em dados oficiais, “realmente preocupa, a confirmação daquilo que já imaginávamos desde a votação do Orçamento Geral do Estado (OGE) no ano passado”, com a verificação agora de um déficit R$ 3 bilhões”.
“De fato, estamos com caixa negativa, acumulando dívida de toda ordem, no esforço feito, a receita do Estado tem aumentado, ou seja, o contribuinte tem feito a sua parte, aumentando em 5,3% a receita desse início do ano. Por outro lado, tem a preocupação que já se antevia com relação às despesas, chegando a 17,7%, com descompasso entre o crescimento de receita e despesa de 12,4%”.
Ex-integrante da base aliada do governo estadual, Hermano Morais diz que a atual gestão precisará tomar algumas medidas ‘para amenizar a situação fiscal” do Rio Grande do Norte, assim como o governo que virá em 2027, depois das eleições de outubro deste ano, “a disposição para enfrentar essa questão com medidas sérias, transparentes, bem discutidas junto à população”.
Caso não ocorre o reequilíbrio das contas públicas, segundo Morais, “estaremos só aprofundando a crise, porque além da questão do caos financeiro e fiscal, nós temos outra bronca grande, o rombo da previdência, que precisa ser enfrentado também, deixando um déficit mensal absurdo, o que é preocupante, inclusive para os servidores, se já não bastasse a redução e praticamente o fim da capacidade de investimento próprio do Governo do Estado”.
Já o deputado estadual José Dias (PL) corrobora o posicionamento do companheiro de partido, Gustavo Carvalho, a respeito do papel do ex-secretários Carlos Eduardo Xavier, com aval da governadora Fátima Bezerra, para levar o Estado ao desequilíbrio fiscal, que saiu de R$ 1,5 bilhão para R$ 3 bilhões da virada do ano até o fim do primeiro quadrimestre, que “é recorde na história do Rio Grande do Norte”, causado por uma “gastança desordenada e predatória”.
José Dias diz que a governadora “é responsável pela caneta”, mas acha que “deve ser muito bem captado pelo povo, quem foi o responsável sobre o ponto de vista do arcabouço, a pessoa que era o gênio, que estava por trás de todo esse mal, era o secretário de finanças, é o homem que mandava no cofre do Estado. E o que é mais grave, esse homem é o pré-candidato da governadora para sucedê-la”.
“Vejamos o risco que estamos realmente enfrentando, se o homem não era o dono da caneta, era apenas aquele que falava para que a governadora ou a caneta, assinava. Então, esse caos que estão vivendo tem vários responsáveis. Primeiro o eleitor que votou, segundo a governadora que é responsável e terceiro, o secretário que decidia as finanças do Estado na arrecadação, aumentando o imposto, de forma absurda, trazendo com isso aquilo que nós denunciávamos, que é o excesso de arrecadação, também traz o excesso de sonegação”, destacou Dias.
Finalmente, Dias declarou que “devemos tirar dessa dificuldade, essa lição de tentarmos, porque não vai ser fácil, resolver os problemas do Rio Grande do Norte, como não vai ser fácil resolver os problemas do Brasil. Nós somos um país e o Rio Grande do Norte não é um estado pobre sob o ponto de vista de oportunidade. O Rio Grande do Norte até tem uma janela de oportunidade com os recursos naturais que nós temos, não apenas minerais, mas de energia, que se nós fossemos um Estado dirigido por pessoas com o mínimo de inteligência, já estávamos perseguindo a implantação de empresas de alto consumo de energia para implementar o futuro do nosso Estado”.
Defesa A deputada estadual Isolda Dantas (PT) saiu em defesa do governo Fátima Bezerra, afirmando que os deputados de oposição “esqueceram” de dizer aos servidores públicos “se são contra o aumento salarial que o Estado, se são contra aos planos de cargos e carreira reconhecido nessa casa, vindo do governo da professora Fátima ou se são contra concursos públicos”.
Isolda Dantas destacou que se falou no déficit previdenciário, mas “esqueceram que R$ 1 bilhão foram retirados nos governos Rosalba Ciarlini (2011/2014) e Robinson Faria (2015/2018), dá uma amnésia danada, por isso que o governo do Estado tem que completar a folha dos aposentados todo mês”.
A deputada do PT exemplificou, ainda, que “concurso público é a política mais eficaz para acabar com o problema previdenciário. Porque quando a previdência foi criada, eram três servidores ativos para um aposentado. Hoje a mesma quantidade de aposentado é a mesma quantidade de ativos”.
Com relação ao Ideb, segundo Isolda Dantas, “só descolou pra cima nos últimos anos no governo da professora Fátima, porque sempre descolava pra baixo. É tão desleal as análises que são feitas, que tem índice de educação, que são feitos em alunos de ensino fundamental, que está lá embaixo, mas é responsabilidade de prefeituras”.
Investimentos A respeito baixa capacidade de investimentos do Estado, que resulta em nota de Capag “C” do Tesouro Nacional, a Secretaria Estadual da Fazenda informou à TRIBUNA DO NORTE, já na terça-feira (8), que os investimentos provêm de receitas de operações de crédito (Programa de Equilíbrio Fiscal), que entraram no caixa somente em 2026. “Os desembolsos observados em 2026 refletem a fase de execução de iniciativas que foram estruturadas anteriormente e não uma decisão conjuntural associada ao calendário eleitoral”, diz a nota.
O setor de bares e restaurantes no Brasil deve movimentar cerca de R$ 2,42 bilhões durante a Copa do Mundo de 2026, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. O valor representa crescimento real de 15,7% em relação ao Mundial de 2022, quando o faturamento foi de R$ 2,09 bilhões.
A estimativa considera o impacto direto do evento no consumo fora do lar, especialmente em dias de jogos da seleção brasileira, quando bares e restaurantes costumam registrar aumento significativo de público e ticket médio.
Efeito Copa impulsiona consumo no setor
De acordo com a CNC, nos meses de junho e julho de anos com Copa do Mundo, o faturamento do setor cresce, em média, 5,4% acima do registrado em bimestres equivalentes sem o torneio. O efeito é atribuído ao aumento da frequência de clientes e ao consumo concentrado em horários de transmissão das partidas.
A entidade avalia que a edição de 2026 deve reforçar esse movimento, com jogos disputados em horários que favorecem o público brasileiro, concentrando transmissões no período da tarde e noite.
Inflação e renda influenciam cenário
Apesar da projeção positiva, o ambiente econômico entre as Copas é diferente. Em 2022, o país enfrentava inflação elevada, com o IPCA acumulado em cerca de 11,9%, pressionado por combustíveis, alimentos e logística no período pós-pandemia e após o início da guerra na Ucrânia.
Já em 2026, o cenário é de desaceleração inflacionária, com o índice em torno de 4%, o que contribui para maior previsibilidade de custos no setor. A alimentação fora do domicílio também apresentou menor volatilidade recente, após o pico de reajustes observado em anos anteriores.
Segundo a CNC, a combinação entre inflação mais controlada, mercado de trabalho mais aquecido e maior renda disponível ajuda a sustentar o crescimento real do faturamento projetado.
O deputado estadual Luiz Eduardo está em São Paulo participando do Workshop Azul Viagens “São Paulo Tá On”, um dos importantes eventos do setor turístico nacional, que reúne profissionais, empresas e representantes de destinos de todo o Brasil.
Durante o encontro, o parlamentar tem reforçado parcerias estratégicas e promovido as potencialidades turísticas do Rio Grande do Norte, destacando as belezas naturais, a cultura e as oportunidades que o estado oferece aos visitantes.
Para Luiz Eduardo, o turismo é uma das principais ferramentas para impulsionar o desenvolvimento econômico e social, gerando empregos, renda e novas oportunidades para milhares de famílias potiguares.
“Turismo gera oportunidades, movimenta a economia e transforma vidas. É por isso que seguimos trabalhando pelo nosso estado”, destacou o deputado.
A participação no evento fortalece a divulgação do Rio Grande do Norte no cenário nacional e contribui para atrair novos investimentos e visitantes, ampliando a visibilidade dos destinos potiguares e estimulando o crescimento do setor turístico.