Novo remédio é apontado por pesquisadores como grande avanço para quem tem câncer de pâncreas

Médicos e cientistas de pé para uma salva de palmas de quase um minuto. O motivo é a apresentação de um remédio promissor, que pode renovar a esperança de milhares de pessoas. Uma pílula, tomada uma vez ao dia, dobrou as chances de vida de quem enfrenta o câncer de pâncreas.
A notícia surpreendeu até a comunidade médica durante o encontro anual da sociedade americana de oncologia clínica.
A presidente da sociedade brasileira de oncologia clínica era uma das 30 mil oncologistas presentes. “Há tanto tempo que a gente esperava por um resultado positivo, que todos os oncologistas se levantaram, aplaudiram de pé, muitos emocionados durante a apresentação. o próprio autor do estudo mesmo ficou bastante emocionado”, diz Clarissa Baldotto
O cirurgião oncológico Felipe José Fernández Coimbra revela que 90% dos pacientes com câncer de pâncreas apresentam uma mutação desse material genético, que acelera o desenvolvimento e a gravidade da doença: “Essa droga bloqueia esse gene que estimula a proliferação celular. Ou seja, como se colocasse um pé no freio e tirasse a aceleração desse gene que está mutado.”
Enquanto a quimioterapia pode prolongar a vida dos pacientes em pouco mais 6 meses e meio. O novo medicamento elevou a sobrevida para mais de 13 meses em média, mas segundo os médicos, alguns devem viver bem mais do que isso.
O risco de morte caiu 60% e o remédio ainda dobrou o tempo até a doença voltar de 3 e meio para 7 meses e meio.
Outro ponto positivo do estudo foi que apenas 1,2% dos pacientes apresentaram efeitos colaterais fortes, o que atinge até 11% daqueles tratados com quimioterapia. Mesmo ainda sem cura, pesquisadores afirmam que o medicamento traz uma revolução para o combate a um tipo de câncer considerado um dos mais agressivos.
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