O deputado estadual Nelter Queiroz (Progressistas) apresentou dois importantes projetos de lei, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, voltados à proteção dos consumidores potiguares que enfrentam constantes problemas no abastecimento de água.
As propostas atacam duas reclamações históricas da população no tocante à Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN): a cobrança da conta de água durante períodos sem abastecimento e a medição indevida de ar nos hidrômetros, que pode aumentar artificialmente o valor pago pelos consumidores.
“O cidadão não pode ser obrigado a pagar por uma água que não recebeu. Muito menos pagar por ar passando no hidrômetro. Estamos falando de justiça, respeito ao consumidor e dignidade para milhares de famílias do nosso Estado”, afirmou Nelter Queiroz.
O primeiro projeto proíbe a cobrança de tarifas de água durante períodos de interrupção do abastecimento provocados pela própria prestadora do serviço. A proposta determina que os consumidores não poderão ser cobrados pela tarifa mínima nem por qualquer valor referente aos dias em que não houve fornecimento efetivo de água. A medida vale para situações de racionamento, falhas operacionais, obras ou insuficiência hídrica imputáveis à concessionária.
Segundo o parlamentar, a iniciativa busca corrigir uma situação considerada injusta, especialmente em municípios do interior do Rio Grande do Norte, onde a população convive frequentemente com a escassez de água.
“É inadmissível que uma família abra a torneira e não tenha água durante dias ou semanas, mas continue recebendo a conta para pagar como se o serviço tivesse sido prestado normalmente”, destacou.
Já o segundo projeto estabelece a obrigatoriedade da instalação de dispositivos bloqueadores de ar em todos os hidrômetros das ligações de água do Estado. O objetivo é impedir que o ar presente nas tubulações seja registrado pelos medidores como se fosse consumo real de água, gerando cobranças indevidas aos usuários.
Pela proposta, todos os novos hidrômetros já deverão ser instalados com o equipamento sem qualquer custo para o consumidor. Além disso, quem já possui ligação ativa poderá solicitar gratuitamente a instalação do dispositivo, cabendo à concessionária arcar integralmente com os custos.
Para Nelter Queiroz, as duas iniciativas representam uma defesa concreta do bolso do consumidor. “Quem mora no interior sabe o sofrimento que é conviver com falta d’água. E sabe também a indignação de receber uma conta alta depois de dias sem abastecimento. Nosso mandato está ao lado da população e continuará lutando para impedir abusos e garantir que o consumidor pague apenas pelo serviço que realmente recebeu”, concluiu.
A Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, deflagrou nesta terça-feira (2) uma operação para desarticular uma organização criminosa transnacional investigada por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A ação teve como foco um grupo que, segundo as investigações, utilizava a estrutura portuária do Rio Grande do Norte para enviar cargas de entorpecentes à Europa.
Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão preventiva nos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Pará, São Paulo e Rio de Janeiro. Até o momento, a PF confirmou quatro prisões no Rio Grande do Norte, uma no Rio de Janeiro e duas em São Paulo.
Além de combater o tráfico internacional por via marítima, a operação busca enfraquecer financeiramente a organização criminosa. De acordo com a Polícia Federal, o esquema investigado envolvia fraudes documentais em operações de comércio exterior, uso de empresas de fachada e a utilização de terceiros para ocultar a origem ilícita dos recursos.
Como parte das medidas determinadas pela Justiça, foram bloqueados aproximadamente R$ 30 milhões em contas bancárias e sequestrados cerca de R$ 35 milhões em bens vinculados aos investigados, totalizando R$ 65 milhões em patrimônio alvo da operação.
Dentre as apreensões estão inclusos veículos, joias, dinheiro em espécie, imóveis e outros bens de alto padrão, apontados como possíveis produtos do enriquecimento ilícito obtido com a atividade criminosa.
A ação foi denominada Operação Pele de Sapo e integra os esforços de combate ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de dinheiro praticados por organizações criminosas com atuação transnacional.
Cybercriminal seeing access denied warning on computer display when hacking firewalls. Rogue programmer failing to break into protected database, getting cyber attacks rejected
A rápida popularização das ferramentas de inteligência artificial está ampliando o alcance de um tipo de fraude que combina tecnologia avançada e manipulação digital para enganar vítimas. Conhecidos como deepfakes, esses golpes utilizam recursos capazes de reproduzir rostos, movimentos faciais e vozes com alto grau de realismo, dificultando a identificação das falsificações e aumentando os prejuízos financeiros.
O estudante Giovani Sella, de 22 anos, técnico em tecnologia da informação, descobriu isso na prática. Mesmo atuando na área de tecnologia, ele acabou acreditando em uma campanha fraudulenta divulgada nas redes sociais. O conteúdo apareceu no Instagram em formato de vídeo e utilizava uma voz atribuída ao cantor L7nnon. A publicação trazia a mensagem: “O Quiz do L7 chegou! Agora, você pode adquirir um par da Kenner de graça apenas respondendo um quiz, o meu chegou hoje! Acesse em Saiba Mais”.
Ao clicar, o usuário era direcionado para uma página que reproduzia elementos visuais semelhantes aos utilizados pela loja virtual da marca de chinelos. Na época, o artista mantinha contrato publicitário com a empresa, o que ajudava a dar aparência de legitimidade à oferta.
Convencido pela promoção, Sella preencheu seus dados pessoais e realizou um Pix de R$ 40 para cobrir o suposto frete de um par de chinelos que, nas lojas oficiais, pode custar até R$ 200. A percepção de que se tratava de um golpe veio apenas depois que ele compartilhou a oferta com amigos.
O País aparece entre os principais alvos desse tipo de fraude na região. Dados divulgados pela Sumsub, plataforma internacional especializada em verificação de identidade e prevenção a fraudes, apontam que as tentativas de golpes envolvendo deepfakes aumentaram 126% no Brasil no último ano.
Segundo o levantamento, o país concentrou quatro de cada dez ataques desse tipo registrados na América Latina. A pesquisa foi elaborada a partir da análise de mais de 4 milhões de tentativas de fraude online registradas em todo o mundo. O estudo utilizou informações internas de verificação de identidade e monitoramento de atividades de usuários ao longo de dois anos. A combinação entre elevado grau de digitalização da população brasileira e o acesso cada vez mais simples às ferramentas de inteligência artificial ajuda a explicar o crescimento acelerado dessas fraudes.
O avanço da tecnologia tornou os golpes tão sofisticados que até profissionais do setor de segurança digital podem ser enganados. Foi o que quase aconteceu com Andrea Rozenberg, diretora de mercados emergentes da Veriff, empresa de origem estoniana com atuação no Brasil e especializada em verificação de identidade digital.
Ela relata ter recebido uma videochamada pelo WhatsApp em que a imagem e a voz reproduziam com precisão o presidente da companhia. O contato foi feito por um número desconhecido, mas exibia foto e nome compatíveis com os do executivo.
Durante a conversa, o suposto chefe solicitou que ela enviasse um código de acesso recebido por e-mail. “Desconfiei porque algumas palavras usadas estavam um pouco estranhas, fora da personalidade normal dele. Sendo expert da indústria ou não, todo mundo está sujeito a esses riscos”, afirma Rozenberg.
Na avaliação da executiva, o crescimento dos deepfakes está diretamente ligado à redução dos custos necessários para produzir fraudes digitais.
Isso permite que criminosos gerem conteúdos falsos em poucos segundos e operem em larga escala, sem a necessidade de conhecimentos avançados em tecnologia.
“Quando se pensava em fraude 30 anos atrás, era necessário falsificar um documento, imprimir algo numa impressora boa, recortar uma foto falsa etc. Hoje, com a IA, tudo é muito replicável”, diz a especialista.
A circulação cada vez maior de imagens e vídeos produzidos por inteligência artificial também contribui para a disseminação das fraudes. Pesquisa realizada pela Veriff mostra que 80% dos brasileiros entrevistados afirmaram já ter encontrado deepfakes na internet. Apesar disso, apenas 29% demonstraram capacidade de identificar corretamente um vídeo manipulado.
No estudo, os participantes receberam 16 conteúdos em ordem aleatória para análise. Metade deles era autêntica. Os demais haviam sido produzidos ou alterados com inteligência artificial, incluindo vídeos manipulados e montagens em que o rosto de uma pessoa era inserido no corpo de outra.
Segundo os especialistas, não existe um perfil específico de vítima. A massagista Verônica, de 52 anos, moradora do Pará e identificada por nome fictício, recebeu mensagens de áudio enviadas por alguém que se passava por seu filho. A voz reproduzida era idêntica à dele. A fraude só foi descoberta quando o jovem retornou para casa e a mãe comentou o pedido de ajuda financeira.
O primeiro passo envolve a coleta de dados. Criminosos utilizam informações obtidas em vazamentos de dados, perfis de redes sociais e conteúdos públicos como fotos, vídeos e gravações de voz. Na etapa seguinte, ocorre a abordagem das vítimas e consequente golpe.
Como reduzir os riscos Especialistas recomendam alguns cuidados básicos para diminuir as chances de cair em golpes envolvendo inteligência artificial:
Desconfiar de promoções e ofertas muito vantajosas; Confirmar contatos suspeitos por outros canais oficiais; Evitar compartilhar informações pessoais sem necessidade; Ativar a verificação em duas etapas em aplicativos e redes sociais; Conversar sobre o tema com familiares e amigos para ampliar a conscientização.
A necessidade de garantir maior celeridade nos processos de registro e fiscalização dos Caçadores, Atiradores Desportivos e Colecionadores (CACs), além da definição de critérios objetivos para a concessão das autorizações, pautou a audiência pública realizada nesta segunda-feira (1º), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. O debate foi proposto pelo deputado estadual Coronel Azevedo (PL) e reuniu representantes de clubes de tiro, atiradores, caçadores e entidades do segmento e interessados no tema.
Ao abrir os trabalhos, o deputado Coronel Azevedo destacou a preocupação com o período de transição e os reflexos que a mudança poderá trazer para milhares de cidadãos que dependem da análise dos processos para exercer suas atividades de forma regular.
A audiência discutiu os impactos da transferência das competências de registro, controle e fiscalização das atividades dos CACs do Comando do Exército para a Polícia Federal, mudança estabelecida por decreto federal e que inaugura uma nova etapa na política nacional de controle de armas e munições. Contudo, no debate, também foram expostas ações definidas como perseguição contra os praticantes do tiro esportivo.
“A sociedade tem o direito de conhecer as medidas que o Estado brasileiro pretende adotar para fortalecer o controle sobre um tema tão sensível e diretamente relacionado aos índices de violência. Nesse contexto, a colaboração entre as forças de segurança é fundamental”, disse Coronel Azevedo.
Ao longo do debate, representantes do segmento manifestaram preocupação com possíveis atrasos na tramitação dos pedidos de registro, renovação e demais autorizações sob a responsabilidade da Polícia Federal. A principal reivindicação apresentada foi a adoção de procedimentos que assegurem rapidez na análise dos processos, evitando a formação de filas e o acúmulo de demandas.
Também foi defendida uma estrutura adequada para que a Polícia Federal possa absorver as novas atribuições sem prejuízo à prestação dos serviços. Entre as preocupações apresentadas estão a capacidade operacional do órgão, a disponibilidade de efetivo e a integração com as demais forças de segurança.
Outro ponto amplamente discutido foi a necessidade de estabelecer critérios claros, objetivos e uniformes para a concessão dos registros e autorizações. Os participantes defenderam que as regras sejam transparentes e aplicadas de forma padronizada em todo o país, garantindo segurança jurídica aos cidadãos e previsibilidade na atuação do poder público.
“Não incentivamos ninguém a comprar uma arma de fogo, mas queremos garantir o direito de comprar para quem quer se defender. Queremos critérios objetivos para a posse assim como existe para os CACs”, disse o presidente do PL Segurança, Odair Alves.
Os expositores ressaltaram que a mudança de competência não deve resultar em insegurança para os CACs que cumprem todas as exigências legais. Segundo eles, a definição de parâmetros objetivos para a análise dos processos é fundamental para evitar interpretações divergentes e decisões subjetivas.
Além desse ponto, também foram expostas situações de abusos sofridos por representantes de clubes de tiros, que apontaram a dificuldade que vêm enfrentando e ataques que recebem de órgãos pró-desarmamento. O presidente do PL Defesa de Alagoas e presidente da Confederação Brasileira de Tiro Tático, Giovanni Roncalli, cobrou um confronto às ideias e postura de quem ataca a honra dos praticantes de tiro pelo Brasil.
“O que vocês fizeram? Estamos sendo perseguidos politicamente. Querem vincular os clubes a violência contra as mulheres e fornecimento de armas a traficantes. Vocês estão sendo chamados de bandidos. Levantem a cabeça e não esqueçam que estão tentando tratar a gente como bandido. O distanciamento das escolas mostra que é isso que o Governo pensa. Pode prostíbulo, boca de fumo, a gente não. Mas os bandidos não somos nós. Levante a cabeça que a gente nadou, nadou, nadou e não vai morrer na praia não”, disse Roncalli.
Ao final da audiência, os participantes reforçaram a importância do acompanhamento permanente da transição e da construção de um modelo que concilie fiscalização eficiente, segurança pública e respeito aos direitos dos cidadãos que atuam legalmente como caçadores, atiradores desportivos e colecionadores.
“É um momento de dificuldade, mas nossos mandatos estão vigilantes e já tivemos uma reunião proveitosa com a Polícia Federal, para alinhar alguns pontos. Vocês sabem que podem continuar contando conosco e com nosso mandato”, garantiu Coronel Azevedo.
O ator Wagner Moura apresentou uma queixa-crime contra o pastor Silas Malafaia pelos crimes de difamação e injúria em razão de publicações feitas nas redes sociais em janeiro deste ano. A ação já foi recebida pela Justiça e sustenta que o pastor ultrapassou os limites da liberdade de expressão ao direcionar ofensas ao artista. As informações foram publicadas inicialmente pela Folha de S.Paulo e confirmadas pelo Estadão.
De acordo com a ação, Malafaia utilizou sua conta na rede social X para fazer comentários sobre Wagner Moura. Em uma das publicações, o pastor escreveu: “Para esse artista cretino, governo bom é dar aumento de 18 reais para professores e 18 bilhões para o que eles chamam de cultura”.
Em outra postagem, ele afirmou: “Esquerdopatas defendendo artista que mama grana dos contribuintes para fazer propaganda de governo corrupto”.
Os advogados do ator argumentam que as declarações configuram “ofensas injuriosas e difamatórias, com o nítido intuito de macular” sua honra. A peça também menciona episódios anteriores envolvendo o pastor, incluindo uma condenação judicial por indenização ao influenciador digital Felipe Neto e processos relacionados a declarações contra generais do Exército.
Segundo a defesa de Wagner Moura, esses episódios demonstrariam um padrão de conduta marcado por ataques pessoais que extrapolariam os limites do debate público.
Procurado pela imprensa, Silas Malafaia negou ter cometido qualquer irregularidade e classificou a ação como uma “piada” e um caso de “intolerância”.
O pastor também questionou o fato de ter sido escolhido como alvo do processo entre os milhares de usuários que fizeram críticas ao ator nas redes sociais após a cerimônia do Oscar de 2026.
“Tem milhares de memes contra ele, até com palavrões. Por que ele me escolheu?”, afirmou.
Malafaia atribuiu a ação a motivações políticas e religiosas. “É preconceito religioso ou porque eu tenho influência? Eles querem me calar a todo custo”, declarou.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou a existência do processo. No entanto, informou que a ação tramita sob segredo de Justiça.
Diante do agravamento dos índices de criminalidade no Rio Grande do Norte, o deputado Luiz Eduardo (PL) questionou, nesta terça-feira (2), a necessidade de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa para investigar as causas da violência no estado. O parlamentar criticou a postura do Governo do Estado, que, segundo ele, tem ignorado as sucessivas cobranças feitas pelo Poder Legislativo sobre a insegurança pública.
O parlamentar fundamentou sua proposta relatando episódios recentes de violência, com destaque para a situação em Mossoró. Ele citou a execução de um jovem, atingido por 17 disparos na saída do trabalho, como um reflexo da “calamidade pública” enfrentada pela população. Para o legislador, o Executivo estadual tem feito “ouvido de mercador” diante do sofrimento dos cidadãos e da audácia das organizações criminosas.
Luiz Eduardo também mencionou a afronta das facções ao patrimônio potiguar, citando o caso do Morro do Careca, em Natal. O principal cartão-postal da capital foi recentemente alvo de vandalismo, onde criminosos picharam siglas de organizações criminosas na duna, o que o deputado classificou como um crime ambiental e um desrespeito a um patrimônio histórico e cênico do Rio Grande do Norte.
“Se o governo não investiga, não prende e nem impede os criminosos, eu acho que chegou a vez da Assembleia chegar ao problema. Uma CPI para mapear as causas e os arquitetos da violência seria muito bem-vinda”, afirmou o deputado. Ele defendeu que o trabalho de inteligência e investigação da Segurança Pública precisa ser revisto urgentemente para proteger o trabalhador e a juventude potiguar.
A preocupação do parlamentar estende-se ao calendário cultural do estado. Com a proximidade do “Pingo da Mei Dia”, evento que marca a abertura do Mossoró Cidade Junina no próximo sábado, Luiz Eduardo alertou para o risco que a “guerra civil” urbana impõe aos moradores e turistas. O evento é considerado um dos maiores blocos juninos do país e atrai anualmente centenas de milhares de pessoas ao Corredor Cultural de Mossoró.
Ao final de seu pronunciamento, o representante do PL fez um apelo direto à governadora Fátima Bezerra (PT). “Acorda, Fátima. O Rio Grande do Norte está sendo tomado pelas facções. Já não bastava o que fizeram com o Morro do Careca, agora estamos perdendo nossos jovens com uma frieza tremenda”, concluiu o parlamentar, cobrando uma reação imediata das forças de segurança do estado.
Uma operação integrada realizada nesta terça-feira 2 apreendeu cerca de 52 mil maços de cigarros contrabandeados na Região Metropolitana de Natal. A ação faz parte da terceira fase da Operação Retomada I, que tem como foco o combate à distribuição e à comercialização ilegal de cigarros contrabandeados e falsificados.
Coordenada por forças federais, estaduais e municipais, a operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte em imóveis utilizados para armazenamento dos produtos ilícitos. Também foram realizadas fiscalizações em estabelecimentos suspeitos de comercializar cigarros ilegais no bairro do Alecrim, na Zona Leste de Natal.
Durante as diligências, foram apreendidas 104 caixas de cigarros contrabandeados, o equivalente a aproximadamente 52 mil maços. Segundo os órgãos envolvidos, a carga está avaliada em cerca de R$ 390 mil.
A operação também resultou na apreensão de cinco veículos utilizados pelos investigados. Entre eles estão modelos Fox, Gol, Ford e Prisma. Além dos automóveis, os agentes recolheram telefones celulares, computadores, documentos contábeis e agendas que poderão auxiliar no avanço das investigações.
A Secretaria Estadual da Fazenda (SEFAZ-RN) realizou autuações tributárias que somam aproximadamente R$ 250 mil.
Participaram da ação equipes da Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Secretaria Estadual da Fazenda (SEFAZ-RN) e Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Natal (STTU).
De acordo com os órgãos responsáveis, os cigarros apreendidos serão destruídos após a conclusão dos procedimentos fiscais. Os demais materiais recolhidos passarão por perícia técnica.
O crime de contrabando está previsto no artigo 334-A do Código Penal e pode resultar em pena de reclusão de até cinco anos, além de multa.
Segundo as instituições envolvidas, o comércio ilegal de cigarros provoca prejuízos econômicos e tributários, afeta a saúde pública e pode estar associado a outras atividades criminosas.
A Operação Retomada I reúne ações de inteligência, fiscalização e repressão com o objetivo de combater o mercado clandestino de produtos derivados do tabaco na Grande Natal.
O líder do Governo na Assembleia Legislativa, Francisco do PT, destacou, nesta terça-feira (2), avanços em infraestrutura e segurança pública no Rio Grande do Norte. Durante pronunciamento, o parlamentar celebrou o estágio avançado das obras de recuperação asfáltica da RN-085, que liga a RN-086 ao município de Santana do Seridó, estendendo-se até a divisa com a Paraíba. Segundo o legislador, a via não recebia uma intervenção completa de recapeamento há aproximadamente 30 anos.
Francisco do PT ressaltou que a melhoria na rodovia terá impacto direto no turismo religioso e cultural da região, facilitando o acesso ao “Santo Antônio do Povo”. O evento, que ocorre em meados de junho, é reconhecido como patrimônio cultural e integra o calendário oficial do Estado por iniciativa do próprio deputado.
Ao abordar a pauta da segurança pública, o deputado rebateu críticas da oposição sobre uma suposta omissão da gestão estadual. Ele defendeu que o governo de Fátima Bezerra (PT) tem agido com dinamismo, citando a melhoria nos indicadores criminais e a renovação da frota policial. Como exemplo, o parlamentar mencionou a entrega de novas viaturas, ocorrida nesta terça-feira, para os municípios de Santana do Seridó, Carnaúba dos Dantas e Parelhas.
Em resposta às preocupações levantadas pelo deputado Luiz Eduardo (PL) sobre a violência em Mossoró, o líder governista assegurou que o “Mossoró Cidade Junina” contará com um robusto esquema de segurança. “A cidade vai receber um dos maiores efetivos de segurança pública para que o evento ocorra com tranquilidade”, afirmou o parlamentar, reforçando que o combate ao crime deve ser pautado pela inteligência e pelo sufocamento financeiro das organizações criminosas.
Por fim, o deputado comentou a proposta de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o crime organizado no Estado, sugerida por Luiz Eduardo. Francisco do PT classificou a iniciativa como “salutar” e afirmou que a base governista está pronta para o debate, embora tenha ressaltado que a solução para a insegurança não passa por “pirotecnia”, mas por investimentos contínuos e estratégia institucional.
O ministro aposentado do STF Luís Roberto Barroso defendeu os decretos do governo federal que atualizaram as regras do Marco Civil da Internet e afirmou que a polarização política tem prejudicado o debate sobre regulação das plataformas digitais.
Durante participação no XIV Fórum de Lisboa, em Portugal, Barroso rejeitou críticas de censura às novas medidas. “É uma importantíssima decisão regulando plataformas digitais de uma maneira extremamente moderada, que nem vagamente se aproxima de censura”, afirmou.
Os decretos estabeleceram novas exigências para plataformas digitais, como canal de denúncias, representante legal no Brasil e mecanismos de proteção contra violência digital, especialmente contra mulheres.
As novas regras também permitem, em situações específicas, a remoção de conteúdos considerados criminosos sem necessidade de ordem judicial prévia.
Segundo Barroso, a estrutura central do Marco Civil permanece mantida: a regra geral continua sendo a responsabilização das plataformas apenas em determinadas situações legais e a retirada de conteúdos mediante decisão judicial.
O ministro aposentado afirmou, porém, que crimes graves exigem resposta rápido, como pornografia infantil, terrorismo e conteúdos de instigação ao suicídio, defendendo que esse tipo de material possa ser removido após simples notificação, sem necessidade de aguardar decisão da Justiça.
Barroso disse ainda que o debate sobre regulação digital acabou contaminado pela disputa ideológica. “Não importa se alguém é liberal, conservador ou progressista. A polarização no mundo levou a uma certa perda de senso comum que nós precisamos resgatar”, afirmou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (2), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família ao comentar a proposta do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de aplicar uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros. “Os filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São traidores”, afirmou.
Lula afirmou que Flávio tentou negar apoio à nova taxação contra o Brasil, mas relembrou declarações públicas feitas por ele e sua família após o tarifaço de 2025. O presidente citou manifestações dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro em agradecimento a Donald Trump após o anúncio das sanções e disse que outro filho – o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro – também teria elogiado o presidente norte-americano e defendido a aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.
Segundo o petista, as declarações evidenciam apoio da família Bolsonaro às medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o País “Foi lá (pedir) para o Trump: ‘Trump, dá uma porrada no Lula. Dá no Lula, porque o Lula vai ganhar as eleições. Trump, não deixa. Prejudica o Lula.’ Imbecil. Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula. Ele vai prejudicar é o povo brasileiro”, afirmou o presidente.
A declaração foi dada durante cerimônia de inauguração da nova sede do Campus Catalão do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), obra incluída no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Também participaram do evento os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da República) e Leonardo Barchini (Educação).
A decisão dos EUA detalha investigação sobre temas como pix, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal. As medidas devem entrar em vigor até 15 de julho, após audiência marcada para 6 de julho.
Lula relembrou ainda seu encontro com Trump em 7 de maio, numa reunião de três horas sem a presença do Secretário de Estado Marco Rubio, a quem classificou como contrário à América Latina e ao Brasil.
Segundo o presidente, no encontro, ele entregou quatro documentos a ao presidente norte-americano, incluindo um sobre comércio, para argumentar que os EUA não têm déficit com o Brasil e que os principais produtos americanos entram no País sem pagar imposto. Lula disse ainda que a visita foi bem-sucedida, citou a declaração de Trump sobre haver “química” entre os dois e afirmou que o bolsonarismo reagiu mal ao episódio.
“Eles foram lá. A família foi lá esta semana e foi conversar com o Marco Rubio. Porque aquela fotografia que tiraram… vocês viram? Aquilo era fotografia de campanha. Mas eles foram encontrar o Marco Rubio”, continuou. “E ontem (segunda, dia 1º), eu soube da notícia de que o comércio americano resolveu taxar o Brasil em 25%.”
Lula acusou aliados da família Bolsonaro de buscarem a interferência de um país estrangeiro em decisões brasileiras e afirmou que eles devem ser chamados de “traidores”. O presidente comparou a situação à delação de Tiradentes, durante a Inconfidência Mineira, e questionou o que deveriam merecer aqueles que, segundo ele, pedem intervenção externa no Brasil.
A Prefeitura de Currais Novos publicou o Decreto nº 6.191, de 28 de maio de 2026, estabelecendo ponto facultativo nas repartições públicas municipais diretas e indiretas na próxima sexta-feira, dia 5 de junho.
De acordo com o decreto, a suspensão do expediente não se aplica aos serviços considerados essenciais, que continuarão funcionando normalmente conforme os horários definidos pelos órgãos da Administração Pública Municipal, garantindo a manutenção do atendimento à população nas áreas indispensáveis.
O decreto entrou em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial dos Municípios do Rio Grande do Norte.
O Major Garcia, que atualmente exerce a função de comandante das companhias do 13º Batalhão de Polícia Militar (13º BPM), foi nomeado para assumir o comando da 3ª Companhia Independente de Polícia Rodoviária Estadual (3ª CIPRV), com sede no município de Caicó.
Com a nova designação, o oficial passará a ser o responsável pelo planejamento e coordenação das ações de fiscalização, patrulhamento e segurança nas rodovias estaduais que cortam toda a região do Seridó. A mudança integra a reorganização administrativa da Polícia Militar e reforça a importância estratégica do trabalho desenvolvido pela Polícia Rodoviária Estadual.
Reconhecido pela atuação operacional e pela experiência acumulada ao longo da carreira, Major Garcia assume a nova missão com o desafio de fortalecer as ações preventivas, ampliar a fiscalização de trânsito e intensificar o combate às irregularidades nas estradas da região.
A posse no novo cargo ocorrerá na segunda-feira(8), quando o oficial iniciará oficialmente os trabalhos à frente da 3ª CIPRV, unidade responsável pelo policiamento rodoviário estadual em diversos municípios seridoenses. A expectativa é de continuidade das ações voltadas à segurança viária e à preservação de vidas nas rodovias do Seridó.
Foi publicada no Boletim Geral da Polícia Militar a nomeação do novo comandante do 13º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Currais Novos. O Tenente-Coronel Demilson Quirino de Medeiros passa a comandar a unidade, substituindo o Coronel Mycael Campos.
O Coronel Mycael deixa o comando do batalhão para assumir uma função administrativa junto ao Comando de Policiamento Regional II (CPR-II), com sede na cidade de Caicó.
O novo comandante não é um desconhecido da região. O Tenente-Coronel Medeiros já integrou o efetivo da Polícia Militar em Currais Novos quando ainda ocupava o posto de tenente. Na época, o comando da unidade era exercido pelo então Capitão Costa, atualmente Coronel da Reserva da Polícia Militar.
A chegada do novo comandante marca uma nova fase para o 13º BPM, responsável pelo policiamento de Currais Novos e de diversos municípios da região do Seridó. A expectativa é de continuidade das ações de segurança pública e do fortalecimento das estratégias de combate à criminalidade na área de atuação da unidade.
A solenidade oficial de passagem de comando deverá ser anunciada nos próximos dias pela Polícia Militar.
Washington (DC), 07/05/2026 – Presidente da República, Luíz Inácio Lula da Silva, chega para encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu uma investigação comercial contra o Brasil e afirmou que determinadas políticas e práticas brasileiras são “irracionais” ou “oneram” e “restringem” o comércio americano.
A avaliação foi feita com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O governo americano abriu uma consulta pública para discutir possíveis medidas corretivas, enquanto mantém negociações com o governo brasileiro. A proposta da USTR é aplicação de tarifas de 25% sobre todas as mercadorias do Brasil, com algumas isenções.
Segundo o embaixador Jamieson Greer, apesar de reuniões realizadas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes do governo brasileiro, ainda existem divergências importantes sobre os temas investigados.
O que os EUA questionam?
A investigação apontou seis áreas principais de preocupação:
Comércio digital e serviços de pagamento
Os EUA alegam que decisões da Justiça brasileira contra plataformas americanas de redes sociais restringem atividades dessas empresas e afetam a liberdade de operação no país. O relatório também critica políticas que, segundo o governo americano, favorecem concorrentes locais em serviços de pagamento eletrônico.
Tarifas preferenciais
O USTR afirma que acordos comerciais do Brasil com México e Índia concedem vantagens tarifárias a produtos desses países em setores considerados estratégicos.
Combate à corrupção
O documento sustenta que o Brasil não adota medidas suficientes para prevenir e combater casos de suborno e corrupção.
Propriedade intelectual
Os Estados Unidos apontam falhas no combate à pirataria e à falsificação de produtos, além de demora na análise de pedidos de patentes, especialmente no setor biofarmacêutico.
Mercado de etanol
Segundo o relatório, o Brasil deixou de oferecer tratamento tarifário equivalente ao etanol americano desde 2017, o que teria reduzido o acesso do produto dos EUA ao mercado brasileiro.
Desmatamento ilegal
O governo americano reconhece que o Brasil possui legislação para combater o desmatamento ilegal, mas afirma que a aplicação das normas não tem sido suficientemente eficaz para conter o problema.
O que pode acontecer agora?
O USTR abriu prazo para manifestações públicas e realizará uma audiência em 6 de julho. Após essa etapa, o governo americano poderá decidir pela adoção de medidas comerciais contra o Brasil, caso considere que as divergências não foram resolvidas.
Segundo o cronograma divulgado, uma decisão sobre eventuais medidas deverá ser tomada até 15 de julho de 2026.
Entenda a investigação
Em julho de 2025, o USTR abriu uma investigação sobre possíveis práticas comerciais desleais do Brasil. Na época, a apuração foi justificada como uma forma de analisar atos, políticas e práticas do governo brasileiro que possam onerar ou restringir o comércio norte-americano.
Além do Pix, são citados a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e até a Rua 25 de Março – considerada o maior centro comercial da América Latina – como possíveis práticas “desleais” do país.
A primeira vez que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump falou sobre o tema, foi na carta enviada ao presidente Lula que anunciava a taxação de 50% nas exportações brasileiras.
Entre os temas investigados estão comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
O USTR é o principal órgão responsável por desenvolver e coordenar a política comercial internacional dos EUA, além de negociar acordos comerciais com outros países.
Novo relatório
O Brasil é citado mais de 120 vezes, com um capítulo todo dedicado ao país. Entre as questões comerciais, estão preocupações com a aplicação de leis trabalhistas e a proteção de direitos reconhecidos internacionalmente.
Além da falta de uma proibição para a importação de bens produzidos com trabalho forçado, o que pode criar vantagens competitivas injustas O relatório também cita um estudo que estima que 90% da madeira extraída de forma ilegal, o que prejudicaria empresas americanas que cumprem regras ambientais.
A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de junho indica chuva acima da média em áreas das regiões Norte, Nordeste e Sul. As temperaturas devem ficar acima da média em grande parte do país, principalmente na porção central.Junho será mais quente do que a média na maior parte do país – Agora RNJunho será mais quente do que a média na maior parte do país – Agora RN
Para a Região Sudeste, o prognóstico aponta chuvas abaixo da média no sul de Minas Gerais e em grande parte de São Paulo. Nas demais áreas da região, são previstos volumes próximos à média histórica.
Na Região Sul, a previsão indica chuva acima da média em praticamente todo o Rio Grande do Sul. Por outro lado, em boa parte do Paraná e no nordeste de Santa Catarina são previstos volumes na faixa normal ou abaixo da média.
No Norte, são previstos totais de chuva acima da média em praticamente todo o Pará, sudoeste e centro-leste do Amazonas, centro-sul de Roraima e em todo o Amapá. Por outro lado, são esperados volumes abaixo da média no restante do estado de Roraima e extremo noroeste do Pará.
Em relação à Região Nordeste, é prevista chuva acima da média no norte do Maranhão e Piauí, e em grande parte dos estados de Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Nas demais áreas da região, espera-se volumes de chuva próximos à média.
Temperatura Os termômetros devem registrar temperaturas acima da média para o mês de junho em todas as regiões do país.
No Sudeste, a previsão é de temperaturas acima da média em todos os estados. Em áreas como o norte de Minas Gerais e o oeste de São Paulo, são previstos aumentos de até 1,5 °C em relação à média do mês.
Na Região Sul, a previsão é de temperaturas até 1 °C acima da média em todos os estados. Em algumas áreas, como o norte do Paraná e o extremo oeste de Santa Catarina, pode haver aumento de até 1,5 °C em relação à média de junho.
Para o Centro-Oeste, o Inmet indica temperaturas médias até 1 °C acima da climatologia do mês em todos os estados. Em regiões como o leste de Goiás, noroeste e sudoeste do Mato Grosso e grande parte do Mato Grosso do Sul, são previstos aumentos de até 1,5 °C em relação à média histórica de junho.
Na Região Nordeste, o Inmet prevê temperaturas até 1°C acima da média em grande parte do Matopiba, que reúne os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e Mato Grosso, e nos estados de Pernambuco, Alagoas e Sergipe.
No Norte do país, a previsão indica predomínio de temperaturas acima da média de junho em até 1°C. Exceções ocorrem no extremo noroeste do Pará, centro-sul de Roraima e centro-norte de Rondônia, onde são esperadas temperaturas próximas à média do mês.