PF indicia Vorcaro, Paulo Henrique e mais 13 em Caso Master

Postado em 28 de outubro de 2026

A Polícia Federal indiciou 15 pessoas por fraude bilionária nos negócios entre o Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A conclusão da PF é que controladores, diretores, operadores e advogados cometeran crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa na negociação de R$ 12,2 bilhões em créditos considerados fictícios. A informação é do Metrópoles.

A investigação apura a liquidação de carteiras de crédito sem lastro entre o Banco Master e o BRB. Os enquadramentos penais abrangem crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Entre os indiciados estão Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master; o ex-presidente do BRB, Paulo Costa e mais 13 pessoas.

As operações apontadas pela PF ocorreram entre dezembro de 2024 e abril de 2025. Segundo as investigações, embora o contrato do Master com o BRB previsse que as carteiras adquiridas seriam constituídas por créditos na modalidade Credcesta, originados pelo banco, posteriormente, a apuração demonstrou que o Master, de Daniel Vorcaro, reconheceu participação de terceiros na originação dos ativos e passou a apresentar versões divergentes.

“Em um primeiro momento, a originação de créditos em volume bilionário foi atribuída a operações vinculadas a duas associações sediadas no Estado da Bahia. Posteriormente, contudo, as mesmas originações passaram a ser atribuídas à Tirreno Consultoria Promotoria de Crédito e Participações S.A., empresa que, segundo os elementos apurados em perícia, não detinha capacidade econômico-financeira, estrutura operacional ou meios técnicos compatíveis com a originação de créditos consignados em volume bilionário”, afirmou a PF.

O indiciamento feito pela PF ressaltou que “a fraude financeira materializou-se no âmbito de negócios jurídicos celebrados entre duas instituições financeiras submetidas à supervisão do Banco Central do Brasil, cujos dirigentes, em conluio, deixaram de observar obrigações normativas e contratuais fundamentais relacionadas à comprovação da existência dos ativos negociados, à adoção de procedimentos mínimos de governança e à adequada precipitação das carteiras de crédito cedidas”.

Divisão de tarefas

A lista detalha a divisão funcional do esquema criminoso entre a alta gestão do banco privado, dirigentes do banco público, intermediários de empresas de fachada e membros de comitês de governança. Veja lista:

Chamado núcleo Estratégico e Liderança do Banco Master

  • Daniel Bueno Vorcaro (controlador do Banco Master): indiciado por gestão fraudulenta, prestação de informação falsa e fraude. Além de organização criminosa com papel de liderança e participação de funcionário público e lavagem de dinheiro.
  • Augusto Ferreira Lima (ex-dirigente/operador do Banco Master): indiciado por gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Angelo Antônio Ribeiro da Silva (diretor do Banco Master): indiciado por gestão fraudulenta, falsidade e fraude em operação financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Luiz Antonio Bull (diretor de Gestão de Riscos do Banco Master): indiciado por gestão fraudulenta, falsidade e fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Alberto Félix de Oliveira Neto (superintendente de Tesouraria do Banco Master): indiciado por gestão fraudulenta, falsidade e fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro.Núcleo Operacional e Estruturação de Empresas de Fachada
  • Allan da Silva Machado (coordenador operacional do Banco Master): indiciado por gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Henrique Souza e Silva Peretto (Operador/colaborador do Banco Master): indiciado por gestão fraudulenta, falsidade e fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • André Felipe de Oliveira Seixas Maia (Suposto diretor da SPE/Tirreno): indiciado como partícipe em gestão fraudulenta, falsidade e fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Daniel Lopes Monteiro (Advogado do escritório Monteiro Rusu): indiciado como partícipe em gestão fraudulenta, falsidade e fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Núcleo de Comando e Cúpula do BRB

  • Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa (ex-presidente do BRB): indiciado por gestão fraudulenta e organização criminosa com papel de liderança e presença de funcionário público.
  • Dario Oswaldo Garcia Junior (diretor Executivo de Finanças e Controladoria do BRB): indiciado por gestão fraudulenta e organização criminosa

Núcleo da Diretoria Colegiada (DICOL) do BRB

  • Luana de Andrade Ribeiro (Diretora Executiva de Controle e Riscos do BRB): indiciada por gestão fraudulenta.
  • Cristiane Maria Lima Bukowitz (Diretora Executiva de Gestão de Pessoas do BRB): indiciada por gestão fraudulenta.
  • Diogo Ilário de Araújo Oliveira (Diretor Executivo de Atacado e Governo do BRB): indiciado por gestão fraudulenta.
  • José Maria Correa Dias Junior (Diretor Executivo de Tecnologia do BRB): indiciado por gestão fraudulenta

Os fundamentos dos indiciamentos

De acordo com o relatório da PF, a responsabilização dos membros da Diretoria Colegiada (Dicol) do BRB decorre da adesão reiterada a um método decisório fraudulento.

O documento aponta que operações de alta materialidade financeira foram sistematicamente aprovadas antes da conclusão dos pareceres de controle, mantidas em alçadas inadequadas e renovadas sucessivamente mesmo após alertas expressos de risco de liquidez e irregularidades técnicas.

Em carta, Flávio se declara “verdadeiro presidente eleito do Brasil”

Postado em 28 de outubro de 2026

O senador Flávio Bolsonaro publicou uma carta, nesta quarta-feira (28/10), após fugir para os Estados Unidos. No comunicado, ele se apresenta como “o verdadeiro presidente eleito do
Brasil”.

No documento, Flávio agradece ao presidente da Argentina, Javier Milei, pela “coragem e senso de justiça e legalidade” e ao líder dos Estados Unidos, Donald Trump, por o acolher no país.

O candidato derrotado culpa o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pelos “mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno” conquistados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A afirmação é falsa. Zanin prorrogou as votações até às 19h, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só registrou 34 mil votos após as 17h.

No domingo (25/10), as campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro acionaram o TSE para pedir a prorrogação dos votos para além de 17h. A informação não é citada pelo senador na carta.

“Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível”, diz trecho.

Na carta, Flávio diz que após a “repugnante fraude eleitoral o ministro Alexandre de Moraes, do STF, colocou em prática um “plano previamente elaborado” — o pedido de apreensão do passaporte. Senador afirma que Moraes “muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime”.

Flávio nega ter fugido do Brasil: “Eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.”

Confira a íntegra da carta:

Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil. Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão.

Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema.

Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.

A resposta do regime ao meu questionamento veio rápida. Como num plano previamente elaborado, sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, diretamente citado no inquérito que usou para tentar sequestrar meus passaportes, e que muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime. Sendo impedido de origem e completamente suspeito para iniciar qualquer procedimento judicial contra mim, a sua mera participação em atos processuais mostra o tamanho da arbitrariedade e ilegalidade em andamento.

Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.

Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment. Eis o roteiro da perseguição: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política.

Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional. Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança. Agradeço, mais uma vez, ao Presidente Trump e ao governo americano por nos acolherem e nos darem a segurança jurídica que não temos mais no Brasil.

Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.

Não sou o primeiro a ter que lutar pelo próprio país longe dele. Rui Barbosa foi para o exílio por enfrentar o arbítrio de Floriano Peixoto e de lá seguiu defendendo a lei e a liberdade. Charles de Gaulle liderou a França Livre a partir de Londres, condenado à morte pelo regime de Vichy, e voltou para libertar o seu país. José Martí organizou a luta pela independência de Cuba a partir de Nova York. Na Venezuela, Juan Guaidó e Edmundo González tiveram que deixar o país por enfrentar a ditadura chavista, e María Corina Machado, mesmo perseguida, se recusou a legitimar a fraude e se tornou um símbolo mundial da resistência democrática. Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa.

Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação.

Às instituições brasileiras, faço um apelo: essa sandice precisa acabar. O Brasil vive hoje um caos jurídico, de corrupção e de perseguição política, em que a oposição tem medo de falar e a família de um ex-presidente é tratada como inimiga do Estado. Nenhuma nação consegue viver em paz ou prosperar assim. Ainda há tempo de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e devolver aos brasileiros a confiança que perderam.

À comunidade internacional, peço: não normalizem o que está acontecendo no Brasil. O que acontece hoje no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal.

Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr.

E a você, que votou em mim e sonha com a mudança: não estamos derrotados e não estamos sozinhos. Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil. Peço a cada um que permaneça firme e jamais desista.

Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar.

Que Deus abençoe o Brasil.

Metrópoles

PL decidirá no dia 4 se Rogério Marinho disputará a presidência do Senado

Postado em 28 de outubro de 2026
Parlamentares da oposição conversam com jornalistas sobre julgamento que analisa a abertura de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Líder da oposição no Senado, senador Rogério Marinho (PL-RN) durante entrevista.

Foto: Ton Molina/Agência Senado

O Partido Liberal (PL) deve se reunir na quarta-feira 4 de novembro para decidir sobre uma candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado. A expectativa é que o parlamentar anuncie, depois do encontro, se entrará na disputa pelo comando da Casa.

Parte da oposição defende um acordo entre Marinho e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), também cotada para concorrer. O grupo busca evitar a divisão dos votos contrários à reeleição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

As discussões envolvem a possibilidade de escolher o nome com maior capacidade de conquistar apoio em outras bancadas. Para os defensores de uma candidatura única, a articulação precisa alcançar também parlamentares que não fazem oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Alcolumbre recebeu sinalizações favoráveis de MDB, PSD e PT. Na terça-feira 27, União Brasil e PP anunciaram apoio à sua permanência no cargo.

Tereza Cristina reagiu à posição de seu partido ressaltando que a escolha cabe aos senadores. Ela pode disputar a presidência mesmo sem o respaldo da direção do PP.

A composição do Senado a partir de fevereiro de 2027 prevê o PL como a maior bancada, com 29 parlamentares. Para eleger o presidente da Casa, são necessários 41 votos entre os 81 senadores.

Os cinco partidos que sinalizaram apoio a Alcolumbre terão, juntos, 33 integrantes: dez do PT, oito do MDB, seis do PP, cinco do União Brasil e quatro do PSD. A soma fica oito votos abaixo do mínimo necessário para vencer a eleição.

O apoio das direções partidárias não assegura o voto de todos os integrantes das bancadas. A votação é secreta, e cada senador pode escolher um candidato diferente daquele indicado por sua legenda.

A eleição para a presidência do Senado está prevista para 1º de fevereiro de 2027, em Brasília.

agorarn

MP pede condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

Postado em 28 de outubro de 2026

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a condenação do empresário e influenciador Renato Cariani por associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo informações do g1, a acusação envolve um suposto esquema de desvio de produtos químicos para a produção de drogas, especialmente crack e cocaína. Cariani responde ao processo em liberdade.

A promotoria também solicitou a condenação de Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira pelos mesmos crimes. Em nota enviada ao g1, a defesa de Cariani afirmou que o pedido “não representa nenhuma surpresa” e que demonstrará, “com base na prova produzida ao longo da instrução”, que as teses da acusação são improcedentes.

De acordo com o advogado criminalista Anderson Almeida, caso o pedido seja integralmente acolhido, a pena poderá variar de 16 anos e 4 meses a 51 anos e 8 meses de reclusão para cada réu, além de multas. A estimativa considera condenações por associação para o tráfico, 59 crimes de tráfico de insumos e 59 crimes de lavagem de dinheiro, com reconhecimento da continuidade delitiva nas duas últimas séries e soma das penas dos três grupos de crimes.

O cálculo, segundo Almeida, inclui aumento de dois terços pela continuidade delitiva, conforme a Súmula 659 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sem outras causas de aumento ou diminuição. O advogado ressalta que a pena máxima estimada é diferente do limite legal de cumprimento de prisão, fixado em 40 anos pelo artigo 75 do Código Penal.

Acusação aponta simulação de vendas de produtos químicos

Cariani foi um dos alvos da Operação Hinsberg, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2023. A investigação apontou suspeitas de fraude na venda de insumos pela Anidrol Produtos para Laboratórios, empresa da qual o influenciador era sócio, sediada em Diadema, na Grande São Paulo. Segundo a PF, os produtos eram desviados para o refino de cocaína.

De acordo com os promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a Anidrol simulou, em 59 ocasiões, vendas para empresas que não haviam solicitado os produtos. A acusação sustenta que Cariani também simulou pedidos fictícios para justificar os desvios.

O Gaeco afirma ainda que mensagens extraídas do celular do empresário indicam uma relação próxima com o policial civil Anadré Dziuba, ligado à fiscalização de produtos químicos usados no refino de drogas. Segundo os promotores, Cariani recebia informações sobre diligências, opinava sobre situações e sugeria empresas para fiscalização. Para a acusação, essas condutas serviam para proteger a associação e prejudicar concorrentes. A defesa contesta as teses acusatórias, e o pedido de condenação ainda depende de decisão judicial.

96fm

Democratas criticam decisão de Trump de conceder visto a Flávio Bolsonaro

Postado em 28 de outubro de 2026

O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos criticou a decisão do governo Donald Trump de conceder visto ao senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em publicação na rede social X, o comitê, ligado aos democratas, comparou o tratamento dado ao parlamentar brasileiro à política migratória dos EUA para pessoas que fogem de guerras e conflitos no Sudão e no Haiti. “Negar resultados eleitorais, sim”, afirmou o comitê, ao criticar o que considera um tratamento privilegiado a Flávio Bolsonaro e sua família.

O deputado democrata Joaquin Castro também criticou a decisão. Em publicação no Instagram, afirmou que perder uma eleição não justifica a concessão de asilo e cobrou explicações do governo Trump sobre a possível ajuda ao senador para deixar o Brasil.

Chegada aos Estados Unidos

Flávio Bolsonaro, a esposa e as duas filhas chegaram a Miami nesta quarta-feira (28), após passarem pela Argentina e seguirem de avião para os Estados Unidos, com uma parada no Equador.

Segundo informações divulgadas pela Reuters, um aliado do senador e uma fonte do governo norte-americano confirmaram a viagem na terça-feira (27).

A viagem ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal. O senador não cumpriu o prazo estabelecido pela decisão.

Na véspera, após ser intimado pela Justiça, Flávio havia negado a intenção de deixar o país e afirmado que permaneceria no Brasil para organizar a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Investigação por lavagem de dinheiro

Flávio Bolsonaro é investigado em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro. O advogado Willer Tomaz, apontado como amigo do senador, também é investigado. Ambos negam irregularidades.

A decisão sobre os passaportes foi tomada após Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, defender em uma transmissão nas redes sociais que o senador deixasse o Brasil caso perdesse a eleição presidencial e passasse a liderar a oposição do exterior.

Fátima e Cadu anunciam equipe de transição do Governo do RN; veja os nomes

Postado em 28 de outubro de 2026

A governadora Fátima Bezerra (PT) e o governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT), anunciaram, nesta quarta-feira (28), a formação da equipe responsável pela transição de governo. A comissão será coordenada pela controladora-geral do Estado, Luciana Daltro e terá 14 integrantes, divididos igualmente entre representantes da atual gestão e indicados pelo governador eleito.

O decreto que formaliza a comissão será publicado nesta quinta-feira (29), com os nomes dos representantes dos dois governos. Segundo Cadu, a equipe também contará com integrantes indicados por entidades do setor produtivo, da academia e dos municípios.

Ao anunciar a composição da comissão, Fátima Bezerra afirmou que o governo estadual vai disponibilizar informações administrativas, orçamentárias e sobre projetos em execução para subsidiar o planejamento da próxima gestão.

“Vamos disponibilizar todas as informações necessárias, apresentar os programas, os projetos de execução, os compromissos assumidos e os desafios que ainda temos pela frente”, declarou a governadora.

Luciana Daltro coordenará a transição

A escolha de Luciana Daltro para coordenar os trabalhos foi anunciada por Cadu de Lula. Atual controladora-geral do Estado, ela também foi responsável pela coordenação do plano de governo apresentado pelo petista durante a campanha eleitoral.

Segundo o governador eleito, a comissão terá como principal tarefa produzir um diagnóstico detalhado da situação administrativa e financeira do Estado, com informações de todas as secretarias e órgãos estaduais.

“A gente vai, nessa transição, ter o diagnóstico de cada pasta. […] A gente vai se aprofundar em todas as pastas, em todas as áreas, para ouvir onde os avanços que a gente teve, que a gente teve muitos, focar muito nos desafios”, afirmou Cadu.

O governador eleito destacou que áreas como saúde, educação e segurança pública estarão entre as prioridades da avaliação, com o objetivo de orientar as primeiras decisões da nova administração.

Setor produtivo e municípios terão representantes

Cadu também anunciou que a equipe de transição terá a participação de representantes indicados por entidades externas ao governo estadual.

Entre as instituições mencionadas estão a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio-RN), representantes da academia e a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn).

Segundo o governador eleito, a participação dessas entidades busca ampliar o diálogo com diferentes setores da sociedade e fortalecer a relação institucional entre o governo estadual e os 167 municípios potiguares.

“A gente está convidando membros indicados pela Fiern, pela Fecomércio, pela academia, pela Federação de Municípios também. A gente vai ter uma indicação de um membro indicado pela Federação de Municípios, que é importante essa relação entre o governo do Estado e os 167 municípios”, disse.

Cadu ressaltou que a escolha dos integrantes seguirá critérios técnicos e que a formação da comissão de transição não representa, necessariamente, a definição dos nomes que ocuparão cargos no futuro governo.

“Não é formação de governo ainda, é uma equipe de transição, para a gente ter esse diagnóstico”, explicou.

Comissão vai reunir dados fiscais, orçamentários e administrativos

Responsável pela coordenação dos trabalhos, Luciana Daltro afirmou que a comissão terá como prioridade organizar as informações sobre a situação do Estado, incluindo dados orçamentários, fiscais, contábeis, patrimoniais e de pessoal, além de projetos em andamento.

“A política é a arte de construir consensos e uma comissão de transição que se propõe ser integrada, organizada, colaborativa e transparente precisa ter como centro de decisão a organização de todos os dados do Estado”, afirmou.

Segundo Luciana, além de levantar informações sobre a estrutura administrativa, a comissão deverá identificar os principais desafios e oportunidades de melhoria na gestão pública.

“Para além da realização desse diagnóstico, a nossa comissão pretenderá, sim, apresentar os desafios e as oportunidades de melhoria, de avanços, imprimindo eficiência à administração pública”, acrescentou.

Veja os nomes anunciados por Fátima Bezerra

A governadora anunciou seis dos representantes indicados pela atual administração para integrar a comissão de transição:

  • Luciana Daltro: controladora-geral do Estado e coordenadora da transição;
  • Antenor Roberto: procurador-geral do Estado;
  • Álvaro Bezerra: secretário de Estado da Fazenda;
  • Alexandre de Oliveira Lima: secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão;
  • Virgínia Ferreira Lopes: chefe do Gabinete Civil;
  • Jane Carmem: secretária de Administração.

A comissão terá sete representantes de cada governo. Os demais nomes deverão constar no decreto previsto para publicação nesta quinta-feira (29).

Fátima Bezerra afirmou que a atual gestão pretende assegurar uma transição baseada no diálogo, na transparência e na continuidade administrativa.

“Queremos que Cadu, Larissa e suas equipes encontrem as portas escancaradas, tenham, portanto, todas as condições para planejar os próximos passos e dar continuidade e avançar no trabalho em benefício da nossa população”, concluiu.

Flávio Bolsonaro não é considerado foragido, diz PF

Postado em 28 de outubro de 2026

A Polícia Federal, em nota encaminhada à imprensa nesta quarta-feira (28), informou que o senador Flávio Bolsonaro não é considerado foragido, ou mesmo é alvo de mandado de prisão até o momento. Flávio chegou aos Estados Unidos hoje, com a esposa, Fernanda, e as duas filhas.

Apesar do status atual de Flávio, a PF pontuou que ainda investiga as circunstâncias da saída do senador do país, e o descumprimento da ordem emitida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, referente a entrega dos passaportes em posse dele.

A corporação também esclareceu que não há registro oficial de saída do parlamentar pelos postos de controle migratório brasileiros.

Leia a nota na íntegra:

“A Polícia Federal informa que, no dia 25/10, representou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela adoção de medidas cautelares, incluindo a apreensão de passaportes, a proibição de saída do país e a restrição de contato com outros investigados, após identificar risco de saída do Brasil pelo senador Flávio Bolsonaro, investigado no âmbito da PET nº 16877/DF.

Após a decisão judicial, os passaportes comum e diplomático emitidos pelo Brasil foram cancelados, foi inserido alerta migratório no sistema SONAR e o senador foi intimado na manhã de segunda-feira (26/10) a entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades no prazo de 24 horas, o que não ocorreu.

Não há registro oficial de saída do parlamentar pelos postos de controle migratório brasileiros.

A existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares.

A Polícia Federal investiga as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais pelo investigado, atuando nos limites da legislação e no cumprimento das determinações judiciais.“

A fuga

Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil na terça-feira (27). Rumores e declarações desencontradas de aliados circularam durante o dia de ontem, mas informações atualizadas indicam que ele chegou a Argentina (conforme divulgou fonte oficial do governo argentino) por terra e depois seguiu em voo para o Equador, pousando em solo americano nesta quarta.

O presidente Donald Trump declarou a jornalistas que aprova a chegada de Flávio aos EUA. O Departamento de Estado estadunidense já havia informado, na terça, que concederia vistos para o parlamentar brasileiro e sua família.

O ex-candidato à Presidência deixou o país após ser derrotado por Lula no segundo das eleições, no domingo (25). Ele é alvo de duas investigações, referentes ao dinheiro recebido para a produção do filme “Dark Horse”, e a relação suspeita com o empresário Willer Tomaz.

Tribuna do Norte

Fátima anuncia viagem com Cadu a Brasília para discutir obras no RN

Postado em 28 de outubro de 2026

A governadora Fátima Bezerra (PT) anunciou nesta terça-feira 27 que viajará a Brasília na próxima semana acompanhada do governador eleito Cadu de Lula (PT) para discutir a continuidade de obras e novos investimentos federais no Rio Grande do Norte. A agenda deverá incluir conversas com a Casa Civil sobre empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e propostas como a terceira ponte de Natal.

“É importante ir porque o Rio Grande do Norte tem pressa”, declarou Fátima.

A governadora destacou que Cadu, que a acompanhava em compromissos na capital federal como secretário, participará agora das discussões na condição de sucessor eleito. “Vou na próxima semana para Brasília. Já vou levando o governador junto comigo”, afirmou.

Na avaliação de Fátima, a continuidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Presidência permitirá a Cadu iniciar o mandato em condições mais favoráveis para viabilizar investimentos. A governadora argumentou que, no começo da atual gestão federal, o presidente precisou concentrar esforços na recuperação de políticas públicas e na retomada de obras paralisadas. Disse que os resultados mais expressivos da parceria com o governo estadual começaram a aparecer a partir do ano passado. “Cadu chega agora com as obras já em curso”, afirmou.

Entre os empreendimentos citados, Fátima destacou a duplicação da BR-304. Em setembro, os primeiros 10 quilômetros da obra foram entregues e outros 8 quilômetros deverão ser liberados em dezembro. A governadora manifestou confiança de que a obra será concluída até 2030, durante os próximos mandatos estadual e federal.

Na saúde, a governadora projetou a entrada em funcionamento do Hospital Metropolitano em 2028, já na administração de Cadu. Afirmou que a construção começou e apresentou a unidade como uma resposta a uma necessidade antiga do Estado, com potencial para reduzir a pressão sobre o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. “Esse é um dos grandes legados que nós vamos deixar”, declarou. Fátima classificou o empreendimento como uma obra estruturante para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte.

A infraestrutura hídrica também deverá integrar as discussões sobre a continuidade dos investimentos. Fátima citou a chegada das águas do Rio São Francisco ao Seridó e a Pau dos Ferros e apontou a conclusão dos sistemas adutores do Seridó e do Agreste como compromissos para o próximo período. No caso do Agreste, afirmou que a parceria entre Cadu e Lula permitirá levar água até o município de Santa Cruz.

Sobre a terceira ponte sobre o Rio Potengi, em Natal, a governadora atribuiu a Cadu a iniciativa de apresentar a proposta durante a campanha. Segundo relatou, ele a procurou depois de conversar com profissionais da área e se convencer da importância do equipamento para a mobilidade urbana. “Foi ideia dele”, afirmou. Além de melhorar os deslocamentos e a segurança viária, a ponte foi apresentada pela governadora como um investimento com potencial para beneficiar o turismo da capital potiguar.

Fátima disse que intermediou os primeiros contatos com a Casa Civil e que Cadu passou a conduzir as conversas sobre o projeto. A estimativa mencionada por ela é de um investimento entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões. Segundo a governadora, o compromisso recebeu autorização de Lula, que posteriormente o confirmou durante a visita ao Alecrim, em Natal. “O presidente Lula deu Ok”, declarou.

Ao reunir as obras rodoviárias, hospitalares e de abastecimento, Fátima defendeu que a relação com o governo federal tem resultados concretos a apresentar e deverá sustentar novas entregas. “Nós estamos falando de ações concretas”, afirmou. Na avaliação dela, a manutenção da parceria permitirá ao sucessor avançar em projetos que já passaram pelas primeiras etapas de articulação e execução.

Vitória nas eleições
O anúncio da viagem ocorreu em meio ao balanço que a governadora fez das eleições. Fátima classificou a vitória de Cadu e a reeleição de Lula como o encerramento de uma jornada iniciada no primeiro turno, quando seu grupo ampliou as bancadas estadual e federal e elegeu Samanda de Lula (PT) ao Senado. “O campo democrático e progressista colhe nessas eleições de 2026 o melhor resultado político da sua história no Rio Grande do Norte”, afirmou.

A governadora interpretou a eleição do sucessor como uma renovação da confiança recebida ao longo de sua trajetória política, que inclui mandatos de deputada estadual, deputada federal, senadora e governadora. Disse ter começado a segunda-feira considerando aquele um dos dias mais felizes de sua vida. “Eu não vou esquecer isso nunca, nunca”, declarou, ao agradecer ao eleitorado pela escolha de Cadu e Lula.

Embora tenha reconhecido sua participação nas articulações, Fátima ressaltou que o resultado foi construído coletivamente. “Essa vitória é fruto do esforço coletivo. Ninguém faz nada sozinho”, afirmou. A governadora agradeceu aos parlamentares e às lideranças que apoiaram a candidatura desde o início, aos aliados que chegaram no segundo turno e à militância. Também atribuiu a Lula influência decisiva no resultado estadual e destacou a identificação do presidente com o Nordeste.

Sobre a disputa pelo governo, Fátima disse que passou a acreditar sem dúvidas na vitória quando Cadu chegou ao segundo turno. Na avaliação dela, a comparação de trajetórias e perfis, especialmente nos debates, favoreceu o aliado. “Cadu conseguiu transmitir muita veracidade, muita credibilidade”, afirmou. A governadora também ressaltou que o sucessor assumiu publicamente a ligação com sua administração e demonstrou conhecer tanto os avanços quanto os problemas do Estado.

Projetos a partir de 2027
Ao tratar do que pretende fazer depois de deixar o governo, Fátima afirmou que deseja descansar e tirar férias em janeiro, mas assegurou que continuará participando da vida política. “A militância política faz parte da minha trajetória, da minha história, e você não faz política só estando num mandato eletivo”, declarou. “Eu vou continuar sempre exercendo a militância política, como sempre fiz, sem dúvida nenhuma.”

Questionada sobre a possibilidade de assumir um ministério no próximo mandato de Lula, a governadora negou que tenha discutido o assunto com o presidente. “O presidente Lula nunca conversou comigo sobre isso”, afirmou. Apesar de dizer que não está concentrada nessa hipótese neste momento, deixou aberta a possibilidade de integrar a futura equipe federal. “Evidentemente, se esse convite for feito, claro que eu vou avaliar”, declarou.

AGORA RN

Vale-refeição e alimentação terão novas regras em novembro; veja o que muda nos cartões

Postado em 28 de outubro de 2026

Os cartões de vale-refeição e vale-alimentação deverão ser aceitos em diferentes redes de maquininhas habilitadas no Brasil a partir de novembro, quando termina o prazo de adaptação para a integração dos sistemas. A mudança amplia as opções de estabelecimentos para os trabalhadores, mas não altera o valor dos benefícios nem permite usar o saldo para outras despesas.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informa que a integração entre as redes, chamada de interoperabilidade, deve ocorrer em até 360 dias após a publicação do Decreto nº 12.712, de novembro de 2025. O cronograma prevê a conclusão dessa etapa em novembro de 2026.

Com a integração, a aceitação do cartão deixará de depender exclusivamente da rede da operadora que emitiu o benefício. Restaurantes, supermercados, padarias e outros estabelecimentos habilitados poderão receber pagamentos de diferentes emissores.

A regra não obriga qualquer loja com maquininha a aceitar o vale. O estabelecimento precisa estar habilitado para a modalidade, e a compra deve respeitar a finalidade alimentar. O benefício também não passa a funcionar como cartão de crédito ou débito de uso geral.

A referência a novembro não significa que todos os equipamentos estarão integrados no primeiro dia do mês. Empresas e operadoras devem concluir a adaptação dentro do prazo regulamentar. Até lá, o trabalhador pode continuar usando o cartão nos locais onde ele já é aceito.

O valor recebido não aumenta nem diminui por causa da integração. As regras tratam da operação dos pagamentos, dos custos cobrados do comércio e dos prazos de repasse. Uma eventual redução dessas despesas não gera acréscimo automático no saldo do trabalhador.

Permanece a diferença entre as modalidades. O vale-refeição é destinado ao pagamento de refeições prontas, enquanto o vale-alimentação permite a compra de gêneros alimentícios. A ampliação da rede não elimina as condições de uso de cada benefício.

Os recursos não podem ser utilizados para pagar medicamentos, cursos, academias, planos de saúde ou outras despesas sem relação com alimentação. A presença de diferentes funções em um mesmo cartão não libera o saldo alimentar para qualquer compra.

As alterações também não autorizam o pagamento dos benefícios do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) em dinheiro. O trabalhador não poderá sacar o saldo ou convertê-lo em recursos de uso livre com base nas novas regras.

A adaptação dos sistemas não determina a substituição de todos os cartões. Se alguma providência operacional for necessária, o trabalhador deve acompanhar as orientações da empregadora e da operadora. A empresa pode continuar oferecendo uma única bandeira, desde que a operação respeite as exigências do decreto.

Para os comerciantes, a taxa de desconto sobre as vendas, conhecida como MDR, fica limitada a 3,6%. A tarifa de intercâmbio tem teto de 2% e está incluída nesse limite. Os percentuais não devem ser somados, e não representam autorização para descontar esses valores do saldo dos trabalhadores.

O dinheiro das vendas deve chegar aos estabelecimentos em até 15 dias corridos após a transação. A redução do prazo busca melhorar o fluxo de caixa de restaurantes e mercados.

O cronograma de adaptação foi dividido em etapas. Os limites de taxas e o prazo de repasse tiveram período de adequação de 90 dias, encerrado em fevereiro de 2026. Em maio, terminou o prazo de 180 dias para abertura dos arranjos de pagamento que atendem mais de 500 mil trabalhadores.

Arranjos de pagamento são as regras e os sistemas usados desde a emissão do cartão até o recebimento da venda pelo comerciante. A abertura permite que diferentes empresas participem dessas etapas. A interoperabilidade, prevista para novembro, permite a comunicação entre as redes para processar os cartões.

Contratos em desacordo com o decreto não podem ser prorrogados sem adequação. As empregadoras também não podem receber vantagens financeiras indiretas, como descontos ou bonificações, vinculadas à contratação dos benefícios.

Segundo o MTE, as disposições sobre auxílio-alimentação e auxílio-refeição alcançam também as empresas que concedem os benefícios sem inscrição no PAT. A ausência de cadastro não afasta o cumprimento das regras aplicáveis.

A fiscalização cabe ao ministério, por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho. As irregularidades podem resultar em autuações e multas e, conforme a infração e o participante envolvido, em cancelamento do registro no PAT e consequências sobre incentivos fiscais utilizados.

Se o cartão for recusado, a orientação prática é verificar se o estabelecimento aceita a modalidade e procurar a operadora para esclarecer o problema. Guardar a data, o local e a mensagem exibida na tentativa de pagamento ajuda a registrar a ocorrência. A empregadora também pode orientar sobre mudanças na rede de aceitação.

AGORA RN

Neymar é punido pelo STJD com dois jogos de suspensão após ser expulso pela ‘Lei Vini Jr.’

Postado em 28 de outubro de 2026

A Segunda Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) puniu Neymar, nesta quarta-feira, 28, com dois jogos de suspensão por violar a “Lei Vini Jr.” no empate por 1 a 1 entre Santos e Bahia, último sábado, 24, válido pela 32ª rodada do Brasileirão. A decisão, em primeira instância, cabe recurso no Pleno do tribunal.

Como já teria de cumprir suspensão automática pelo cartão vermelho direto, a punição tira o camisa 10 do Santos de mais um jogo. Além disso, como estava pendurado e recebeu amarelo antes da confusão, o jogador desfalcará o Santos nas próximas três partidas: Palmeiras (Casa), Red Bull Bragantino (Fora) e Coritiba (C).

Neymar foi expulso após o intervalo com a aplicação de cartão vermelho direto por cobrir a boca com a mão durante uma discussão contra Rodrigo Nestor. Ele foi denunciado no tipo do artigo 191, inciso II, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de deixar de cumprir determinação da entidade de administração do desporto que estiver vinculado, já que o ocorrido infringe o item 7 do Protocolo Vini Jr., definido pelo Código Disciplinar da Fifa.

O artigo 191, inciso II, do CBJD prevê pena de multa que pode variar de R$ 100 a R$ 100 mil a depender da gravidade da infração.

“O que se pune é o ato de ocultar a fala, que viola a transparência da disputa, a ética desportiva. Acolho, portanto, o pedido subsidiário. Quanto à gravidade e à extensão da infração, a pena deve superar o patamar mínimo, eu fixo a pena em duas partidas de suspensão, deixando de exercer a faculdade prevista no 258, parágrafo primeiro, porque não entendo como de baixa gravidade”, disse o relator Delmiro Campos, vice-presidente da Comissão.

“Esse não é um caso sobre o que foi dito, é um caso sobre o que foi efetivamente escondido. A norma não trata aqui sobre o conteúdo da fala, o bem jurídico protegido é justamente a transparência da disputa, a capacidade de fiscalização em campo. No plano objetivo, o gesto de cobrir a boca em um contexto de confronto dirigido ao adversário e a consciência da ilicitude é inquestionável, pois o protocolo já integra as regras de jogo e foi amplamente divulgado”, disse a Procuradora Marília Fontenele ao ratificar o pedido da denúncia.

Na defesa de Neymar, o advogado Marcelo Mendes alegou que “a regra visa coibir o comportamento de impedir o acesso àquela fala, mas deve ser observado o contexto no qual esse comportamento é declinado. Não havia animosidade ou conflito veemente entre os atletas, que estavam ali trocando palavras num contexto de resenha e brincadeira. Não é toda atitude de simplesmente tapar a boca que é tipificada pelo Protocolo Vini Jr., e o atleta botou a mão na boca de forma instintiva.”

Neymar deu sua versão sobre o ocorrido logo após a partida. “O que o Nestor fez comigo hoje é muito sério. Essa é uma lei criada contra o racismo e ele quis se beneficiar no jogo por eu botar a mão na boca, não falei nada para ele. Obviamente, a gente estava se xingando, trocando farpas, e está tudo certo, é do futebol. Só que o ele fez é muito sério.”

Por sua vez, Nestor detonou as falas de Neymar para ele durante o confronto. “Fui dar a mão para ele e ele jogou a bola em mim. Depois eu escutei uma série de coisas. Eu fui muito bem educado pela minha mãe e pelo meu pai, eu agradeço muito, sei do lugar que eu vim. Ele sabe o que falou para mim, foi uma coisa muito desrespeitosa em relação a mim e a camisa do Bahia. Eu acho que ele é um ídolo para todo mundo como jogador, mas hoje ele falhou muito como pessoa pela forma como ele falou.”

Estadão Conteúdo

Alcolumbre avalia indulto ou anistia a Bolsonaro para garantir apoio da direita no Senado

Postado em 28 de outubro de 2026

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pretende articular um indulto ou uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em busca de apoio da direita para continuar no comando da Casa por mais dois anos. A estratégia, relatada por dois aliados, também busca reduzir a pressão pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente Alexandre de Moraes.

A proposta prevê uma negociação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em torno de um possível indulto humanitário a Bolsonaro, preso desde agosto de 2025 por participação em uma tentativa de golpe de Estado. Segundo aliados, Alcolumbre pretende aguardar os desdobramentos da eleição presidencial e as consequências da saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil antes de avançar com a iniciativa.

O assunto ainda não foi discutido na primeira conversa entre Alcolumbre e Lula após a votação, na segunda-feira (26). O presidente do Senado pretende procurar o petista para defender o perdão. Caso Lula não concorde, a alternativa seria trabalhar pela aprovação de uma anistia no Congresso Nacional.

A articulação ocorre diante da expectativa de que uma nova bancada de direita assuma o Senado em fevereiro com críticas ao STF e defesa do afastamento de ministros, especialmente Moraes, relator do processo que condenou Bolsonaro. Alcolumbre é contrário ao impeachment de magistrados e busca um acordo que reduza as tensões entre os Poderes.

Uma das possibilidades discutidas por seus aliados é a aprovação de uma anistia restrita aos efeitos penais, sem permitir que Bolsonaro recupere a elegibilidade. O ex-presidente está inelegível até pelo menos 2060, segundo o texto original. Há divergências jurídicas sobre os efeitos de uma eventual anistia na esfera eleitoral.

Antes de avançar, aliados de Alcolumbre também consideram importante que o STF decida sobre a constitucionalidade da lei da dosimetria, aprovada pelo Congresso para reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A norma está suspensa desde maio por decisão de Moraes, à espera de análise do plenário da Corte.

Disputa pela presidência do Senado

Em troca do apoio à reeleição, Alcolumbre pretende obter o compromisso de parlamentares da direita de interromper a pressão pelo impeachment de ministros do Supremo e priorizar uma reforma mais ampla do Judiciário.

Ao menos 49 dos 81 senadores da próxima legislatura defendem o afastamento de ministros, embora nem todos apoiem a medida sem ressalvas. Para aprovar um impeachment no Senado, são necessários 54 votos.

Alcolumbre conta com o apoio da esquerda e do centro, mas precisa ampliar sua base para garantir um novo mandato. Seus adversários são Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS), que apostam na força da direita eleita para disputar o comando da Casa. O PL terá 29 senadores, aos quais se somam três parlamentares do Novo. Partidos do Centrão, como PP e Republicanos, também têm setores mais próximos da oposição.

Com informações da Folha de São Paulo

Flávio Bolsonaro usou passaporte cancelado para entrar nos EUA, diz CNN

Postado em 28 de outubro de 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL) utilizou o passaporte diplomático brasileiro para entrar nos Estados Unidos por Miami, na quarta-feira (28), apesar de o documento ter sido cancelado no dia anterior. A informação foi divulgada pelo Metrópoles e confirmada pela CNN Brasil.

Segundo apuração do analista de Segurança Pública da CNN, Elijonas Maia, a Polícia Federal cancelou o documento na terça-feira (27), após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte determinou o cancelamento dos passaportes comum e diplomático do senador após o descumprimento de uma ordem judicial para a entrega dos documentos.

Registros públicos da U.S. Customs and Border Protection, agência responsável pelo controle de fronteiras dos Estados Unidos, indicam a entrada de Flávio no país na quarta-feira. O número do documento registrado pelas autoridades americanas coincide com o que consta na lista oficial de controle de passaportes diplomáticos do Senado Federal.

Emitido em fevereiro de 2023, o passaporte diplomático tinha validade prevista até 31 de julho de 2027, antes da determinação de cancelamento.

Passagem pela Argentina com passaporte italiano

Antes de chegar a Miami, Flávio passou pela Argentina e pelo Equador. Segundo apuração da correspondente da CNN Brasil, Luciana Taddeo, o senador apresentou o passaporte italiano ao entrar em território argentino. A informação foi relatada à emissora por uma fonte policial sob condição de anonimato.

De acordo com a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio atravessou a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazú, na província de Misiones, por volta das 22h50. Ele estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas.

Fernanda e uma das filhas utilizaram passaportes brasileiros, enquanto a outra apresentou o RG. O órgão argentino informou que os quatro estavam com documentação de viagem válida, não tinham impedimentos legais para ingressar no país e passaram pelo controle migratório sem incidentes.

Ainda segundo a autoridade migratória, o grupo embarcou às 23h30 em um voo privado operado pela empresa Baires Fly S.A. O plano de voo indicava como destino Guayaquil, no Equador.

96FM

Prefeito Horison demonstra força política e protagonismo em Bodó-RN

Postado em 28 de outubro de 2026

O prefeito Horison, de Bodó-RN, enfrentou críticas públicas após um rompimento político, mas o resultado das eleições de 2026 trouxe um dado importante para a análise do cenário municipal: o candidato apoiado por ele, Cadu Xavier, conhecido como Cadu de Lula, recebeu 1.855 votos em Bodó.

Após o rompimento, vídeos e manifestações nas redes sociais passaram a apresentar críticas à administração municipal. Mesmo em meio à disputa política, Horison manteve sua atuação no município e apoiou Cadu Xavier na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.

A votação de Cadu em Bodó passa a integrar a avaliação política sobre a força do grupo liderado pelo prefeito. O resultado também evidencia a importância das articulações locais nas eleições estaduais e o peso das alianças políticas no município.

Com o encerramento do pleito, o desempenho eleitoral e os desdobramentos do rompimento seguem como elementos importantes para compreender os próximos capítulos da política de Bodó.O prefeito Horison, de Bodó-RN, saiu fortalecido das urnas nas eleições de 2026.

Currais Novos realiza Dia D da Coleta Seletiva nesta quinta-feira (29)

Postado em 28 de outubro de 2026

A Escola Municipal Professor Humberto Gama (PHG) realizará, nesta quinta-feira (29), às 8h, uma ação alusiva ao Dia D da Coleta Seletiva, na Praça Tomaz Salustino, em Currais Novos.

A programação contará com panfletagem, distribuição de mudas e orientações à população sobre a importância da reciclagem e do descarte correto dos resíduos.

A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura Municipal, por meio da SEMAAB, além do CMEA, Abraça Seridó e Sebrae, por meio do programa Pró-Catadores.

A ação integra a programação municipal da Semana Lixo Zero, que busca incentivar práticas sustentáveis, fortalecer a conscientização ambiental e estimular a participação da população na construção de uma cidade mais limpa e sustentável.

Avião com Flávio Bolsonaro chega a Miami, nos EUA

Postado em 28 de outubro de 2026

O avião que transportava o senador Flávio Bolsonaro (PL) e sua família chegou a Miami, nos Estados Unidos, às 10h24 desta quarta-feira (28), no horário de Brasília, conforme dados do site FlightAware.

A aeronave é um Gulfstream G400, de matrícula argentina LV-JQW. O voo partiu de Guayaquil, no Equador, às 4h22 no horário local (6h22 em Brasília), e chegou a Miami após cerca de quatro horas de deslocamento.

Flávio Bolsonaro dará uma coletiva de imprensa em Miami nesta quinta-feira (29), segundo o jornalista Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo Bolsonaro (irmão de Flávio Bolsonaro) nos Estados Unidos.

O senador entrou na Argentina na noite de terça-feira, acompanhado da mulher e das filhas, e embarcou em um voo privado para o Equador cerca de 40 minutos depois. A entrada no território argentino foi confirmada pela Direção Nacional de Migrações do país.

Segundo a colunista da CNN Luciana Taddeo, uma fonte policial ouvida sob condição de anonimato afirmou que Flávio utilizou o passaporte italiano para entrar na Argentina por Puerto Iguazú, cidade na fronteira com Foz do Iguaçu. A esposa, Fernanda, e uma das filhas usaram passaportes brasileiros, enquanto a outra filha apresentou carteira de identidade (RG).

Na noite de terça-feira (27), ao ser questionado por jornalistas sobre a ida do senador aos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou que “aprovaria” a entrada da família no país.

A viagem ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o cancelamento dos passaportes brasileiros do senador e proibir sua saída do Brasil.

98fm