Um homem foi preso pela Polícia Federal suspeito de praticar abusos sexuais contra os próprios filhos menores de idade desde que as vítimas tinham, aproximadamente, quatro anos.
A operação Sombra Paterna foi deflagrada nesta sexta-feira (26) para apurar crimes de abuso sexual infanto-juvenil, bem como compartilhamento, pela internet, de imagens envolvendo crianças vítimas de violência sexual. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva no Rio Grande do Norte.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais localizaram, no telefone celular do investigado, arquivos contendo imagens de abuso sexual infanto-juvenil, o que resultou também na prisão em flagrante dele.
O material apreendido será submetido à perícia, e as investigações prosseguem para esclarecer todos os fatos e para identificar eventuais envolvidos.
O investigado poderá responder pelos crimes de estupro de vulnerável, de produção, de armazenamento e de compartilhamento de imagens de abuso sexual infantojuvenil.
A ação rápida da Polícia Militar resultou na apreensão de três adolescentes suspeitos de praticarem um furto qualificado durante a madrugada desta sexta-feira (26), em Cerro Corá.
De acordo com a ocorrência, por volta das 00h40, a guarnição de serviço do dia 25 foi informada sobre o furto de uma motocicleta. Imediatamente, os policiais iniciaram diligências na tentativa de localizar os responsáveis, porém sem sucesso naquele momento.
Já na manhã do dia 26, a equipe formada pelo subtenente Brasão, sargento Vanderlei e soldado Alcântara deu continuidade às buscas. Com o auxílio de imagens de câmeras de segurança, os militares conseguiram identificar três adolescentes envolvidos na ação criminosa. As gravações mostram os suspeitos transitando com uma motocicleta Honda Pop 110, de cor branca, placa RQD-4I31, além de uma bicicleta, enquanto um terceiro seguia a pé.
Dando sequência às diligências, os policiais foram até a residência dos adolescentes. Durante a abordagem, os três confessaram a participação no furto e indicaram o local onde a motocicleta havia sido escondida.
O veículo foi recuperado e, juntamente com os adolescentes apreendidos, encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Cerro Corá, onde foram realizados os procedimentos legais. Os menores foram autuados em flagrante pelo ato infracional análogo ao crime de furto qualificado.
A Polícia Militar destacou que a rápida continuidade das diligências e o uso das imagens de monitoramento foram fundamentais para a identificação dos envolvidos e a recuperação do veículo furtado.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) deferiu liminar contra o pré-candidato ao governo Allyson Bezerra por propaganda eleitoral antecipada nas redes sociais.
A representação foi proposta pelo Diretório Estadual do Partido Novo com base em publicação veiculada em 21 de abril deste ano em cinco perfis simultâneos no Instagram.
Os perfis @rncomallyson, @timeallyson, @allyson_humorado, @allysondopovo e @allysonarrochado publicaram arte com os dizeres “É tempo de Allyson” e “O povo quer #AllysonGovernador”.
O juiz relator Eduardo Bezerra de Medeiros Pinheiro entendeu que as expressões utilizadas configuram pedido implícito de voto, vedado antes de 16 de agosto do ano eleitoral.
A decisão determina ao Instagram/Meta a remoção global do conteúdo em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, e o fornecimento dos dados cadastrais dos responsáveis pelos perfis em cinco dias.
O representado foi citado para apresentar defesa em dois dias, nos termos da Resolução TSE nº 23.608/2019, e deverá se abster de republicar o conteúdo sob pena de multa de R$ 10 mil por dia.
O processo segue para parecer da Procuradoria Regional Eleitoral após cumprimento das determinações iniciais pelo representado e pela plataforma.
O deputado estadual Luiz Eduardo aparece entre os nomes mais lembrados pelos eleitores potiguares na pesquisa espontânea realizada pelo Instituto IP Sensus, registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o nº RN-09520/2026.
No levantamento, Luiz Eduardo alcança 1,27% das intenções de voto espontâneas, integrando o grupo dos parlamentares mais citados pelos entrevistados em todo o estado.
A modalidade espontânea é considerada uma das mais relevantes das pesquisas eleitorais, pois o eleitor responde livremente em quem votaria, sem receber uma relação de nomes. Para Luiz Eduardo, o resultado representa o reconhecimento de um mandato construído com presença nos municípios, defesa da saúde, segurança pública, infraestrutura, turismo e desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte.
“Recebo esse resultado com gratidão e, principalmente, como um incentivo para continuar trabalhando ainda mais pelo nosso estado. O reconhecimento aumenta a responsabilidade de seguir ouvindo as pessoas e defendendo os interesses do Rio Grande do Norte”, afirmou o parlamentar.
A pesquisa ouviu 1.500 eleitores em 70 municípios potiguares, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O aniversário do Sargento Ezequiel foi marcado por uma emocionante homenagem durante um evento realizado na Câmara Municipal de Currais Novos. Na ocasião, ele recebeu um cordel especialmente produzido pela escritora e cordelista Gorete Macêdo, em reconhecimento à sua trajetória de vida, atuação pública e contribuição ao município.
Intitulada “Sargento Ezequiel – Campeão de votos na política currais-novense”, a obra retrata momentos da história do homenageado e destaca sua caminhada política e seu compromisso com a população de Currais Novos.
A homenagem fez parte das comemorações pelo aniversário de Ezequiel e emocionou familiares, amigos e convidados presentes. O gesto simbolizou o carinho e o reconhecimento pela sua dedicação ao longo dos anos.
A autora, Gorete Macêdo, é assistente social, escritora, poetisa e cordelista, com vasta atuação na literatura de cordel do Rio Grande do Norte, sendo reconhecida por registrar em versos a história e a cultura potiguar.
O Rio Grande do Norte registra um prejuízo de R$ 230,52 milhões de 2024 a 2026 com perdas de recursos federais voltados a áreas essenciais da educação, incluindo alimentação, transporte e manutenção das escolas. O problema foi motivado por falhas operacionais e pela ausência de uma ferramenta para o cadastramento dos estudantes no EducaCenso. Apenas neste ano, o Estado deixou de ser contemplado com R$ 44,8 milhões por problemas na inclusão de 4,48 mil estudantes no Censo Escolar 2025.
As informações constam em processo administrativo em curso para a contratação de uma empresa que tentará resolver esses gargalos, cuja documentação foi obtida pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE. No documento, o Grupo de Processamento de Dados (GPD) da Secretaria de Educação do Rio Grande do Norte (Seec/RN) solicita à titular da pasta, a secretária Maria do Socorro da Silva Batista, que a plataforma ZAORI Astrea seja contratada para resolver as inconsistências na declaração de dados ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).
De acordo com o documento, os R$ 44,84 milhões que deveriam ter sido destinados neste ano contemplam repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), salário-educação, Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE). Aliado a isso, o GPD esclarece que as falhas já tinham afetado a complementação do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR) nos exercícios de 2024, 2025 e 2026, por descumprimento da condicionalidade de 80% de participação no Saeb.
“Parte substancial deste déficit originou-se de falhas na base do Censo Escolar, visto que diversos estudantes que realizaram a prova não foram contabilizados como presentes por não constarem na base oficial do Educacenso. Apenas a título de dimensão, a bonificação da complementação VAAR projetada para uma rede do porte da estadual atinge um teto histórico de R$ 36 milhões a R$ 44 milhões em 2026”, aponta o Grupo no documento.
As perdas de complementação do VAAR pelo Estado são estimadas em R$ 27 milhões em 2024, R$ 29 milhões em 2025 e R$ 40 milhões em 2026. Somadas às perdas por omissão de alunos no Censo, estimadas em R$ 134,52 milhões no mesmo período, o prejuízo alcança R$ 230,52 milhões.
A diretora de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado (Sinte/RN), Fátima Cardoso, esclarece que tem acompanhado o processo para recuperação das perdas do Estado desde o ano passado. “Estamos discutindo essa pauta em audiências e conversas com a Secretaria de Educação. Temos pedido que seja buscado um novo programa e formato para não termos mais perdas de recursos. Se a gente não procurar uma resolução, vamos continuar tendo prejuízos danosos para a educação”, destaca.
Segundo a diretora de comunicação, os problemas cadastrais acontecem por falhas tanto no sistema utilizado pela Secretaria de Educação do Estado quanto pela falta de ferramentas adequadas para levantamento de dados nas escolas públicas. “É preciso aperfeiçoar em nível local e na rede como um todo. Se isso não for feito, vamos continuar tendo problema. Então a nossa discussão passa por esses dois eixos”, destaca.
Fátima Cardoso aponta que os principais impactos são na assistência aos estudantes por meio de programas educacionais, além do compromisso no pagamento dos salários dos professores e manutenção das escolas. Estas duas últimas demandas, observa, ainda apresentam uma forte dependência do Fundeb.
Embora o Sinte/RN ainda não tenha informações sobre quando a contratação da Zaori Data LTDA deve ser efetivada, a diretora de comunicação aponta que a entidade considera a medida como uma alternativa para resolver as inconsistências nos dados dos estudantes.
“Nós defendemos a contratação da empresa para evitar esses problemas nos dados que prejudicam o próprio Estado. A gente tem que ter um sistema atualizado e potente que não gere problemas como tivemos em 2025, com mais de quatro mil alunos não cadastrados. Isso revela que o nosso sistema precisa ser mudado”, destaca.
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE questionou o Ministério da Educação sobre a possibilidade de o Rio Grande do Norte reaver os recursos perdidos, as possibilidades de recomposição e se a pasta tem informações sobre o mesmo problema de inconsistência envolvendo outros estados. Até o fechamento desta edição, não obtivemos retorno. O espaço segue aberto.
Estado propõe inexigibilidade de licitação
No processo administrativo, a Seec/RN propõe a contratação da solução da Zaori Data LTDA, a plataforma Zaori Astrea, por um período inicial de 60 meses. A pasta sustenta, ainda, que a contratação seja feita por inexigibilidade de licitação, formato adotado quando a empresa é a única capaz de atender a uma determinada demanda, dispensando competição com outras empresas.
Na justificativa, a Seec aponta que o sistema da empresa executa o processamento e cruzamento do arquivo XLSX do Educacenso em cascata de três níveis (Código INEP, CPF normalizado e algoritmo de similaridade textual de nomes com limiar mínimo de 90%), assegurando pareamento adequado e eliminando subcontagens. Aliado a isso, a plataforma possibilita a correção de distorções cadastrais antes do fechamento das janelas do INEP e pode garantir que a participação do Estado no Saeb seja computada corretamente pelo MEC.
“A robustez da plataforma Zaori Astrea, associada ao seu caráter inovador e à inviabilidade técnica de fragmentação de sua infraestrutura unificada de segurança, possibilidade de controle de acesso federado (Gov.br) e conformidade nativa com a LGPD, qualificam o software como ferramenta estratégica indispensável para o reequilíbrio fiscal, governança orçamentária e eficiência pedagógica da educação pública do Estado do Rio Grande do Norte”, aponta o documento.
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE contatou a empresa Zaori Data LTDA, sediada em Natal, para confirmar em qual ponto está a contratação da plataforma e obter maiores detalhes sobre a solução. Até o fechamento desta edição, não obtivemos retorno.
A corrida presidencial de 2026, antes mesmo do início oficial da campanha, já acumula dezenas de disputas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Levantamentos realizados por PT (Partido dos Trabalhadores) e PL (Partido Liberal) apontam que as campanhas somam quase 120 ações e representações envolvendo publicações nas redes sociais.
Levantamento obtido pela CNN mostra que o PT contabiliza cerca de 60 medidas adotadas entre fevereiro e 18 de junho deste ano. O balanço reúne representações, pedidos de direito de resposta, notícias-crime e ofícios encaminhados às plataformas digitais.
A maior parte das ações mira Flávio Bolsonaro, o PL, parlamentares aliados e perfis nas redes sociais. Os principais alvos são publicações produzidas com inteligência artificial, impulsionamento irregular e propaganda eleitoral antecipada. Também há representações contra conteúdos que relacionam o presidente Lula ao PCC, ao Comando Vermelho, ao Banco Master e à fraude no INSS.
Já o PL apresentou cerca de 58 representações contra Lula, o PT e aliados do começo do ano até aqui . As ações também têm como foco conteúdos publicados nas redes sociais e pedidos de remoção de publicações consideradas irregulares. Em comum, as representações buscam retirar conteúdos do ar e responsabilizar autores e plataformas.
O movimento ganhou novo impulso nesta semana com decisões da ministra Estela Aranha, integrante do colegiado do TSE responsável por analisar as ações de propaganda eleitoral da disputa presidencial. Em liminares recentes, a ministra determinou aos dois partidos a retirada de conteúdos que associavam Flávio e Lula ao crime organizado.
As decisões reforçam o entendimento da Corte de que acusações sem respaldo em fatos concretos podem configurar propaganda eleitoral antecipada negativa.
Nos núcleos jurídicos das campanhas a avaliação é que essa judicialização tende a crescer até o início da campanha oficial, em meados de agosto. Nas duas siglas a atuação passou a ser praticamente em tempo real. O objetivo é retirar publicações do ar e estabelecer limites para a estratégia digital dos adversários.
O deputado estadual Francisco do PT recebeu, nesta quinta-feira, o título de cidadão fernando-pedrozense, concedido pela Câmara Municipal em reconhecimento aos relevantes serviços prestados ao município. A honraria foi proposta pelo vereador Magnos Paulo.
A solenidade reuniu autoridades, lideranças políticas e moradores da cidade para celebrar a homenagem ao parlamentar, que ao longo do mandato tem atuado em defesa de pautas importantes para Fernando Pedroza, destinando emendas parlamentares, acompanhando demandas da população e buscando investimentos para o desenvolvimento do município.
Ao agradecer a homenagem, Francisco destacou a emoção de passar a integrar oficialmente a história da cidade.
“Recebo este título com muita gratidão e responsabilidade. É uma honra me tornar cidadão fernando-pedrozense. Esse reconhecimento fortalece ainda mais o meu compromisso de continuar trabalhando para garantir mais investimentos e melhorias para o município”, afirmou o deputado.
Autor da propositura, o vereador Magnos Paulo ressaltou que a homenagem é um reconhecimento ao compromisso de Francisco com a população de Fernando Pedroza.
“Francisco tem sido um parceiro do nosso município, sempre atento às nossas demandas e contribuindo para importantes conquistas. Este título é um reconhecimento justo pelos relevantes serviços prestados à nossa cidade”, destacou o vereador.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidi pela improcedência do pedido e reconhecendo justa causa, afastando configuração de infidelidade partidária do deputado estadual Luiz Eduardo (PL), pleiteada em ação do primeiro suplente de deputado do partido Solidariedadde, o ex-vereador mossoroense Clayton Jadson Silva Rolim, o “Soldado Jadson”.
A Corte acompanhou, à unanimidade, o voto do relator dos autos, juiz federal Marcello Rocha Lopes, que levou em conta a carta de anuência do próprio SDD, a respeito do desligamento de Luiz Eduardo sem incorrer em perda de mandato.
O deputado Luiz Eduardo falou de sua tranquilidade em relação ao julgamento da ação na segunda instância da Justiça Eleitoral, tendo em vista decisão anterior da Corte: “É desespero para tentar atrapalhar nossa vida, não tenho dúvida que ia ser favorável a gente, até porque não tinha como sair do partido sem autorização”.
Luiz Eduardo contou com favorável do Ministério Público Eleitoral (MPE) à desfiliação partidária do Solidariedade, bem como a anuência sobre liberação do Solidariedade assinada pelo presidente do partido, o advogado Janiel Hercílio da Silva e também pelos vice-presidentes e tesoureiro da sigla.
Como medida preventiva, o deputado Luiz Eduardo já havia acionado a Corte para garantir sua filiação ao PL. Em 15 de janeiro o plenário do TRE, acompanhando voto do mesmo relador Marcello Rocha, seguiu nova jurisprudência do TSE, por entender que ““a probabilidade do direito reside na carta de anuência” e pelo fato do “prazo fatal” para filiação partidária de quem pretende concorrer ao pleito de 2026 expirar apenas em abril, “não era cronograma de eventos sociais ou políticos de nova agremiação motivo jurídico suficiente para caracterizar a urgência jurisdicional”.
O juiz Marcello Rocha considero, naquela ocasião, tese firmada em abril de 2025 pela Corte Superior, de que “a anuência da agremiação, desde que materializada em documento formal do órgão competente e observadas as normas estatutárias, a assegura por si só a saída do eleito sem perda de mandato”.
Como destacou o ministro Nunes Marques, aponto Rocha, “a desjudicialização nestas hipóteses evita custos processuais desnecessários e impede que o Judiciário seja utilizado apenas para “certificar” o que já está documentado e aceito pelas partes no plano extrajudicial”.
Luiz Eduardo comemorou a decisão da Justiça Eleitoral, pois mesmo com o arquivamentos autos, “decidiram que com a carta de anuência estou livre, posso ir pra onde eu quiser”.
Luiz Eduardo também considerou que a decisão também “foi boa para os outros colegas deputados”, que almejam trocar de partidos durante a chamada janela partidária em março.
Por ocasião daquele julgamento, o advogado Artur Lobo Carvalho, que defendeu o deputado Luiz Eduardo, explicava a nova jurisprudência do TSE apontada a desnecessidade de se chancelar a desfiliação partidária autorizada em carta de anuência concedida pelo partido de origem.
“O TSE na verdade fez isso para evitar a judicialização, já tem a carta de anuência, não existe questionamento sobre a veracidade da carta, não havendo, não há sentido de ficar se judicializando só para a justiça declarar que reconhece a carta de anuência”, afirmava Artur Lobo.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, antecipou seu retorno ao Brasil para tentar debelar a crise na família Bolsonaro.
O dirigente da legenda, que estava nos Estados Unidos, decidiu voltar nesta quinta-feira (25) para conversar com Flávio e Michelle Bolsonaro.
“Em primeiro lugar, vou falar com Flavio e Michelle pessoalmente”, disse à CNN.
Para Valdemar, a legenda não pode começar o pleito eleitoral deste ano com uma divisão, ainda mais familiar.
Nesta quinta-feira (25), o senador e pré-candidato defendeu uma “união de forças” e pediu desculpas para a madrasta. Michelle negou briga e disse não ter “raiva de ninguém”.
A ex-primeira-dama já dava sinais nas últimas semanas de que poderia expor a crise instalada com Flávio caso o senador não pedisse desculpa.
Segundo relatos feitos à CNN, Michelle chegou a manifestar expectativa por uma conversa de recomposição com o pré-candidato do PL à sucessão presidencial.
Flávio, porém, não procurou Michelle. Em paralelo, a ex-primeira-dama observou um crescente movimento de críticas contra ela nas redes por parte de perfis de direita.
Ela então avisou o marido, Jair Bolsonaro, que gravaria um vídeo, mas não informou o conteúdo dele.
No PL, a intenção de gravar o vídeo não foi considerada grave, mas o conteúdo com críticas a Flávio foi visto como um erro da ex-primeira-dama.
Uma nova pesquisa PoderData/Aya divulgada na quinta-feira (25) aponta o cenário de rejeição e potencial de voto de dois nomes da política nacional: o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo o levantamento, 50% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula “de jeito nenhum”. Outros 35% dizem que votariam apenas no petista, enquanto 11% declaram que poderiam escolher seu nome em uma disputa eleitoral.
Em relação ao senador Flávio Bolsonaro, 48% dizem que não votariam nele em nenhuma hipótese. Já 32% afirmam que ele é o único em quem votariam, enquanto 15% dizem que poderiam considerar o nome do parlamentar.
Os números indicam estabilidade no cenário em comparação com o levantamento anterior, feito no fim de maio. De acordo com a pesquisa, houve apenas variações leves dentro da margem de erro, sem mudanças significativas no comportamento do eleitorado.
O estudo foi realizado entre os dias 21 e 24 de junho de 2026, com 2.400 entrevistas em 617 municípios de todas as 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-05722/2026.
Empate A nova pesquisa eleitoral aponta um cenário de forte equilíbrio entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma simulação de 2º turno. Segundo levantamento PoderData/Aya, divulgado nesta quinta-feira (25), Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 43%.
A diferença de três pontos percentuais coloca os dois pré-candidatos dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, configurando empate técnico.
O resultado indica um cenário de disputa apertada e de alta competitividade entre os dois nomes testados, sem vantagem consolidada para nenhum dos lados.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou que o Governo do Estado avalie a possibilidade de dividir as vagas por gênero no concurso para policial penal.
A recomendação foi enviada à Secretaria de Estado da Administração (Sead), que terá 10 dias para informar se vai acatar a orientação e quais medidas poderão ser adotadas.
Segundo o MPRN, a questão precisa ser analisada porque os policiais penais realizam atividades que envolvem contato direto com os presos, como revistas e conduções. Pela legislação, esses procedimentos devem ser feitos, em regra, por servidores do mesmo gênero da pessoa privada de liberdade.
O órgão destacou que a definição das vagas deve levar em conta as necessidades do sistema prisional. Entre os exemplos citados estão a abertura de novas unidades femininas, espaços destinados à população transfeminina e o reforço de equipes que atuam em presídios masculinos.
O Ministério Público também apontou que o concurso anterior para o cargo, realizado em 2017, teve divisão de vagas por gênero. Na época, 79% das vagas foram destinadas a homens e 21% a mulheres. Além disso, um levantamento feito pelo órgão mostrou que 17 dos 24 concursos para policial penal analisados em outros estados também adotaram esse modelo.
Dados do sistema penitenciário estadual indicam que o Rio Grande do Norte tem 8.277 pessoas presas. Desse total, 95% são homens e 5% são mulheres. Já o quadro atual de policiais penais conta com 1.381 servidores, sendo 77% homens e 23% mulheres.
De acordo com o MPRN, o processo de abertura do novo concurso não apresentou uma justificativa detalhada para a decisão de não separar as vagas por gênero no edital. Por isso, o órgão recomenda que o tema seja discutido pela comissão organizadora antes de uma definição final.
O Governo do Rio Grande do Norte publicou, nesta quarta-feira (24), o resultado preliminar da prova objetiva do Concurso Público Unificado. A lista contempla os candidatos que atingiram a pontuação mínima exigida no certame, regulamentado pelo Edital nº 001/2026.
A consulta pode ser feita no portal do Instituto Avalia, responsável pela organização do concurso. Os resultados foram disponibilizados em listas separadas para os cargos das Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Norte (Ceasa/RN), do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RN) e do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipern).
Além da classificação preliminar, os participantes podem acessar, na área do candidato, a folha de respostas e o desempenho individual obtido na prova objetiva. Segundo o Governo do Estado, essas informações permanecerão disponíveis para consulta pelo prazo de até 60 dias.
Os candidatos que desejarem contestar o resultado preliminar poderão apresentar recurso nos dias 25 e 26 de junho. O procedimento deve ser realizado exclusivamente por meio do formulário eletrônico disponível no site do Instituto Avalia.
Primeira edição do Concurso Unificado
Com mais de 49 mil inscritos, o Concurso Público Unificado marca a primeira seleção integrada promovida pelo Governo do Rio Grande do Norte, em um formato inspirado no Concurso Público Nacional Unificado (CNU). Coordenado pela Secretaria de Estado da Administração (Sead), o certame oferece 175 vagas distribuídas entre o Detran/RN, o Ipern e a Ceasa/RN.
O concurso foi organizado em blocos de cargos, conforme o nível de escolaridade. Esse modelo permitiu que os candidatos disputassem vagas em mais de um órgão dentro do mesmo bloco, ampliando as possibilidades de classificação. Também foi autorizada a inscrição em blocos distintos dos níveis médio e superior, desde que observadas as regras previstas no edital.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (25) que o banqueiro Daniel Vorcaro seja transferido para o 19° Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
Desde 4 de março deste ano, o banqueiro está preso nas dependências da Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Segundo Mendonça, a transferência do banqueiro para a Papudinha visa retirá-lo das instalações da Polícia Federal (PF) e, ao mesmo tempo, garantir sua segurança.
A Papudinha possui regime mais brando de prisão e tem instalações com quartos sem grades, cozinha e banheiros comunitários, além de área aberta para banho de sol.
O local é destinado a presos especiais, como policiais militares, advogados e juízes, e também já abrigou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Na mesma decisão, Mendonça negou pedido feito pela defesa de Vorcaro para substituir a prisão preventiva pela prisão domiciliar. O ministro seguiu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da PF. Segundo as investigações, dados reunidos mostram movimentações financeiras com “estratégias de ocultação, blindagem ou deslocamento patrimonial”.
“No que concerne ao pedido para substituição de prisão preventiva do requerente pelo regime de custódia domiciliar, indefiro-o, de plano, ante a ausência de novos elementos capazes de afastar a motivação exaustivamente apresentada no bojo da decisão monocraticamente proferida”, afirmou.
Delação rejeitada Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF).
O banqueiro fez duas tentativas de fechar um acordo de delação premiada. A segunda foi rejeitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no último dia 15. Na semana anterior, a Polícia Federal também recusou o acordo.
Henrique Vorcaro, pai do empresário Daniel Vorcaro, enviou uma carta de oito páginas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na qual afirma ter sido preso “por um total e absoluto equívoco”, nega participação nas irregularidades investigadas pela Polícia Federal e relata problemas de saúde enfrentados na prisão. Preso desde 14 de maio na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), ele é investigado na Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de intimidação, vazamento de informações sigilosas e manipulação de conteúdo envolvendo o Banco Master.
No documento, Henrique afirma que não integra organizações criminosas e contesta as acusações da investigação. “Não sou desonesto. Não faço coisas escusas. Ser honesto para mim não é só obrigação, é um prazer. Consegui com muito suor um patrimônio expressivo. Trabalho dia, tarde e noite, sempre. Não sou bandido. Não sou máfia”, escreveu. Segundo pessoas próximas à família, a carta foi elaborada porque ele afirma não ter sido ouvido no processo.
Henrique admite conhecer Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, há cerca de dez anos, mas nega qualquer atividade ilícita. “Não conheço turma. Não sei o que fazem”, afirmou ao tratar das acusações de ligação com o grupo investigado pela Polícia Federal.
O empresário também relata ter passado mal na prisão no último dia 13 e afirma que teme não receber atendimento adequado em caso de emergência. “Fiquei apavorado, mas com a graça de Deus, orei e depois de um tempo, passou. Na cadeia não tenho a menor estrutura, se tiver que sair às pressas, tem só uma UPA por perto que não conseguiria me salvar se tivesse um pico de pressão para baixo ou para cima, poderia ser fatal”, escreveu.
A Polícia Federal aponta Henrique Vorcaro como um dos investigados por suposta participação em um grupo acusado de promover intimidações, coações e obtenção de informações sigilosas, além de contratar ações para remover reportagens críticas ao Banco Master. O empresário nega todas as acusações.