Água, descanso e alimentação leve: orientações para reduzir a ressaca após o carnaval

Postado em 18 de fevereiro de 2026

Com o fim do Carnaval, muitos foliões enfrentam sintomas de ressaca como dor de cabeça, náusea e fadiga. Os sinais costumam surgir entre seis e oito horas após o excesso de álcool e podem permanecer por até 20 horas.

Entre as bebidas mais consumidas estão cerveja, catuaba e caipirinha. Das três, a cerveja tem pouco mais de 100 calorias por lata. Ainda assim, todas podem provocar mal-estar no dia seguinte.

O álcool age no corpo como toxina. Por ser diurético, aumenta a produção de urina e causa desidratação. Também irrita o revestimento do estômago, provocando enjoo, e dilata vasos sanguíneos, o que contribui para dor de cabeça. Há ainda reação inflamatória no sistema imunológico e queda de açúcar no sangue, deixando o corpo trêmulo e debilitado.

Entre os sintomas mais comuns estão mal-estar geral, dor de cabeça, fadiga, náusea, boca seca, sede, falta de apetite e alterações mentais e neurológicas, como dificuldade de concentração e déficit cognitivo.

A intensidade da ressaca também varia conforme a bebida. Opções com grande quantidade de impurezas tóxicas — como metanol, óleos fúseis, álcoois superiores e aldeídos — provocam efeitos mais fortes. Entre elas estão bourbon, uísque e tequila.

A hidratação é apontada como principal medida preventiva. A orientação é beber um copo de água para cada copo de bebida alcoólica e continuar ingerindo água após o consumo.

Como aliviar os sintomas da ressaca
Especialistas indicam cuidados simples para recuperação:

Hidratação é prioridade – Beber água ao longo do dia. Água de coco e isotônicos ajudam a repor líquidos e sais minerais.
Alimentos leves – Preferir frutas como banana e melancia, vegetais e carboidratos complexos, como aveia.
Café com moderação – A cafeína pode aliviar dor de cabeça, mas tem efeito diurético e pode agravar a desidratação.
Reposição de eletrólitos – Sopas e caldos leves repõem sódio; banana e abacate ajudam com potássio.
Não ingerir mais álcool – Consumir bebida alcoólica novamente apenas adia sintomas e sobrecarrega o fígado.
Descanso – Dormir e reduzir atividades ajuda o organismo a metabolizar o álcool.
Chás digestivos – Gengibre e hortelã auxiliam no alívio do enjoo.
As orientações são indicadas para casos leves. Em situações com vômitos persistentes, confusão mental, desmaios ou dor abdominal intensa, a recomendação é procurar atendimento médico.

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