Ano de 2025 é o terceiro mais quente da história, diz observatório europeu

Postado em 14 de janeiro de 2026

mundo registrou um novo recorde de calor. Segundo levantamento do observatório europeu Copernicus, divulgado nesta quarta-feira (14), 2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado, sendo o 11º ano seguido a contabilizar temperaturas históricas.

Segundo os dados, 2025 teve uma temperatura média global de 14,97°C, ficando 0,13°C abaixo do registrado em 2024 — ano mais quente da história. Em relação aos níveis pré-industriais (1850-1900), a temperatura teve elevação de 1,47°C, número próximo ao limite de 1,5ºC estipulado pelo Acordo de Paris.

Em geral, janeiro de 2025 foi o mais quente já registrado, enquanto março, abril e maio foram cada um o segundo mais quente para a época do ano. Todos os meses, exceto fevereiro e dezembro, foram mais quentes do que o mês correspondente em qualquer ano antes de 2023.

As temperaturas do ar e da superfície do mar nos trópicos foram mais baixas do que em 2023 e 2024, mas ainda muito acima da média em muitas áreas fora dos trópicos. Em contraste, as regiões polares apresentaram temperaturas mais altas. A Antártica registrou seu ano mais quente, enquanto o Ártico experimentou seu segundo ano mais quente.

Temperaturas anuais recordes também foram observadas em regiões como o noroeste e sudoeste do Pacífico, o nordeste do Atlântico e a Ásia Central. Na Europa, 2025 também foi o terceiro ano mais quente já registrado, com uma temperatura média de 10,41°C. No ano, março foi o mês mais quente no continente europeu.

Para os pesquisadores, o novo recorde é uma resposta à aceleração do aquecimento global induzido pelo homem. Isso porque muitas atividades humanas emitem uma grande quantidade de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, produzido pela queima de combustíveis fósseis. Essa camada tem ficado cada vez mais espessa, retendo mais calor na Terra, o que aumenta a temperatura da atmosfera.

Outro fator se deve às temperaturas excepcionalmente altas na superfície do mar, associadas a um evento de El Niño e outros fenômenos de variabilidade oceânica. Fatores adicionais incluem mudanças na quantidade de aerossóis e baixa nuvem e variações na circulação atmosférica.

Com base na taxa atual de aquecimento, o limite de 1,5°C do Acordo de Paris para aquecimento global de longo prazo poderia ser alcançado até 2030 — mais de uma década antes do previsto com base na taxa de aquecimento na época da assinatura. O cenário é preocupante, uma vez que o aquecimento acelerado deve provocar consequências extremas para o meio ambiente e a humanidade, como queimadas, secas e chuvas torrenciais em excesso.

“Os gases de efeito estufa atmosférico aumentaram constantemente nos últimos 10 anos. Continuaremos a monitorar gases de efeito estufa, aerossóis e outros indicadores atmosféricos para ajudar os tomadores de decisão a entenderem os riscos das emissões contínuas e responder de forma eficaz, reforçando as sinergias entre as políticas de qualidade do ar e climáticas. A atmosfera está nos enviando uma mensagem, e precisamos ouvir”, disse o diretor do Serviço de Monitoramento da Atmosfera do Copernicus, Laurence Rouil.

SBT