Cadu Xavier diz que PT “não abre mão” do controle do governo do RN em eventual eleição indireta

Postado em 3 de fevereiro de 2026

O pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT) afirmou que o Partido dos Trabalhadores se articula para manter o comando do executivo estadual caso se confirme um cenário de vacância do cargo após a eventual renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) para disputar o Senado e a não assunção do vice-governador Walter Alves (MDB). A declaração foi feita em entrevista nesta segunda-feira (02), no programa Repórter 98, da 98FM Natal.

“Uma coisa que a gente não abre mão é de manter uma pessoa de extrema confiança do Partido dos Trabalhadores tocando o governo nesse período após a renúncia da governadora. Isso a gente vai trabalhar para isso”, declarou Xavier, ao tratar da estratégia política em discussão no Legislativo estadual.

Segundo o petista, seu nome é o principal colocado pelo grupo governista para uma eventual escolha indireta. “Eu, sendo o pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, o candidato da situação, o meu nome será o nome que a gente vai trabalhar dentro da Assembleia Legislativa”, disse. Ele ponderou, no entanto, que há alternativas dentro da legenda caso não seja possível viabilizar sua indicação.

Xavier citou como opções os deputados Francisco do PT, Isolda Dantas e Divaneide Basílio, todos com mandato na Assembleia. “Há outras possibilidades para que a gente viabilize o PT, que foi eleito”, afirmou, ao sustentar que o partido tem legitimidade para conduzir o governo no período final do mandato.

Na avaliação do pré-candidato, seria “justo” que um quadro do PT assuma o comando do Executivo durante os cerca de nove meses finais de gestão. “A governadora foi eleita em 2018 para governar até 31 de dezembro de 2026. Ela renunciando para disputar o Senado Federal e o vice-governador também não assumindo o cargo, eu acho que é justo que a pessoa que toque o governo nesses nove meses seja um quadro do Partido dos Trabalhadores”, disse.

Xavier reconheceu, porém, que a definição dependerá da correlação de forças na Assembleia, que hoje estaria dividida em três grupos políticos. “É inegável que haja três grupos. A gente precisa fazer a maioria dentro desses três grupos”, afirmou, indicando que o governo trabalha para alcançar os votos necessários em um eventual processo de escolha indireta.

O pré-candidato também mencionou movimentos já públicos de parlamentares que se alinharam a campos adversários, como o deputado Kleber Rodrigues, e destacou que as negociações envolvem interesses cruzados entre os principais grupos políticos do Estado. “A política tem nas suas entrelinhas, às vezes, mais questões postas do que nas linhas”, resumiu.

98fm