Campanha da fraternidade 2026 propõe reflexão sobre moradia digna à luz do Evangelho

Postado em 17 de fevereiro de 2026

A Igreja Católica no Brasil, por meio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), lança na Quarta-feira de Cinzas a Campanha da Fraternidade 2026, que neste ano traz como tema “Fraternidade e Moradia” e como lema a passagem bíblica: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). A iniciativa se estende por todo o período da Quaresma e mobiliza paróquias, comunidades e fiéis em todo o país.

Inspirada no mistério da Encarnação — quando o próprio Cristo escolhe habitar no meio da humanidade — a campanha convida os cristãos a refletirem sobre o direito à moradia digna e sobre os demais direitos essenciais para que cada pessoa possa viver com dignidade. A proposta é olhar para a realidade social à luz dos ensinamentos de Jesus, promovendo uma conversão espiritual e concreta, que se traduza em atitudes de solidariedade e compromisso.

A Campanha da Fraternidade acontece anualmente em todas as paróquias do Brasil desde a década de 1960, sempre durante a Quaresma, tempo litúrgico marcado pela oração, pelo jejum e pela caridade. Em 2026, a reflexão ganha contornos ainda mais urgentes diante dos desafios habitacionais enfrentados por milhares de famílias brasileiras, muitas delas vivendo em condições precárias ou sem acesso a políticas públicas eficazes.

Para o bispo da Diocese de Joaçaba, Dom Mário Marquéz, que também acompanha pastoralmente a região de Concórdia, a Campanha é um chamado à coerência cristã. Além da reflexão nas missas, encontros e grupos pastorais, a Campanha culmina na tradicional Coleta Nacional da Solidariedade, realizada no Domingo de Ramos, quando os fiéis são convidados a contribuir financeiramente com projetos sociais em âmbito diocesano e nacional.

Com a temática “Fraternidade e Moradia”, a Igreja reforça que evangelizar também é promover a dignidade humana. Afinal, se Deus escolheu fazer morada entre nós, cada cristão é chamado a ser instrumento para que ninguém viva sem teto, sem esperança e sem o amparo da fraternidade.