É sempre motivo de comemoração quando Currais Novos recebe um novo empreendimento. Cada empresa que chega representa mais empregos, investimentos e oportunidades para a nossa gente. Da mesma forma, é inspirador ver filhos da terra que buscaram o sucesso em outras cidades e estados e, depois de vencerem na vida, escolhem voltar para investir onde nasceram.
Tudo isso merece aplausos.
Mas hoje quero fazer uma reflexão sobre outro grupo de empreendedores, que muitas vezes passa despercebido.
São aqueles que nunca foram embora.
Empresários que decidiram permanecer em Currais Novos quando muitos escolheram partir. Pessoas que enfrentaram as grandes secas, as crises econômicas, as mudanças de governo, administrações boas e ruins, a queda nas vendas e tantos outros desafios. Que continuaram acreditando na cidade quando, para muitos, era mais fácil desistir.
Esses empreendedores mantiveram suas portas abertas, geraram empregos, movimentaram a economia e ajudaram a sustentar centenas de famílias. Investiram aqui, pagaram impostos aqui e acreditaram no potencial de Currais Novos todos os dias, não apenas quando o cenário era favorável.
Eles também merecem reconhecimento.
Porque permanecer exige coragem. Empreender em uma cidade do interior durante décadas exige perseverança, confiança e, acima de tudo, amor pela terra onde se vive.
Por isso, além de celebrar quem chega e quem retorna, precisamos valorizar quem nunca abandonou este chão.
A todos os empresários que construíram sua história sem sair daqui, enfrentando cada desafio com trabalho, resiliência e determinação, fica o nosso respeito, a nossa gratidão e a nossa homenagem.
Currais Novos é o que é hoje também graças a vocês.
O Rio Grande do Norte registrou, no primeiro semestre de 2026, a menor aplicação de recursos próprios em saúde dos últimos dez anos. Segundo o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO), o Estado destinou 7,04% das receitas vinculadas à área até junho. O resultado ocorre em meio às discussões sobre a situação fiscal do Estado e, segundo especialistas, amplia os desafios para o financiamento da rede pública de saúde.
O percentual de 7,04% mostra quanto das receitas de impostos e transferências constitucionais foram efetivamente aplicadas em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), conforme determina a Lei Complementar nº 141/2012, que deve atingir 12% até o final do ano.
O número representa a parcela das receitas de impostos e transferências constitucionais que já foi destinada à saúde ao longo do exercício. Quanto maior o percentual, maior a proporção da arrecadação própria do Estado aplicada em ações e serviços públicos de saúde.
O vice-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-RN), Arthur Néo, explica que adiar a execução orçamentária da saúde para os últimos meses do ano aumenta os riscos para o funcionamento da rede de atendimento. “O Estado precisará praticamente dobrar o ritmo de execução orçamentária no segundo semestre. Isso gera gargalos burocráticos, pressão sobre as comissões de licitação e maior risco de contratações apressadas e ineficientes”, afirma.
Ele também avalia que a saúde pública depende de um fluxo contínuo de recursos e não pode ser tratada como uma despesa que pode ser postergada sem impactos diretos sobre a população.
“A concentração de liquidações no final do ano costuma resultar em um volume elevado de obrigações inscritas em restos a pagar. Se não houver disponibilidade financeira correspondente ao fim do ano, transfere-se o ‘déficit oculto’ para o ano seguinte, empurrando a crise fiscal em bola de neve”, afirma Néo.
As despesas em saúde somaram R$ 668 milhões nos seis primeiros meses de 2026. Em 2026, o valor mínimo que deve ser aplicado até o final do ano em saúde é de R$ 1,138 bilhão, aponta o RREO. Até 2023, o Estado chegava ao fim do primeiro semestre com cerca de 11%. Desde 2024, o índice vem caindo.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) disse que a não regularização dos sequestros judiciais realizados na conta única do Estado impacta diretamente o percentual. E, durante os primeiros meses do ano, é priorizado o pagamento de despesas inscritas em restos a pagar.
A Sesap informou ainda que vem adotando medidas para cumprir o mínimo constitucional de aplicação em saúde até o fim do ano. Entre elas estão o monitoramento da execução orçamentária, a aceleração da liquidação de despesas e a regularização dos bloqueios e sequestros judiciais.
A Tribuna do Norte questionou a pasta sobre quanto foi pago em restos a pagar no primeiro semestre de 2026. Mas não houve resposta.
Segundo a presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern), Giana da Escóssia Melo, a redução dos investimentos se reflete na escassez de insumos, na sobrecarga das equipes médicas e no represamento de atendimentos. “A gestão dos recursos da saúde exige prioridade absoluta, planejamento rigoroso e responsabilidade contínua”, defende.
Para o conselho, embora a situação fiscal do Estado possa afetar a capacidade de custeio e investimento, a saúde deve ser tratada como prioridade orçamentária. “Quando restrições fiscais passam a comprometer a manutenção básica de hospitais, o abastecimento de medicamentos e a regularidade do pagamento de prestadores e profissionais, fica claro que a crise financeira ultrapassou os limites administrativos e atingiu a ponta do atendimento”, revela Melo.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou um procedimento sobre a aplicação de recursos na saúde para acompanhar a execução orçamentária e financeira dos recursos destinados à Sesap.
O procedimento considera que o RN tem apresentado evolução abaixo da esperada no cumprimento do percentual mínimo constitucional de aplicação em saúde. Segundo o Ministério Público, o Estado vem registrando uma média de investimentos próprios em ASPS inferior à de outros estados do Nordeste.
No documento, a promotoria destaca que a previsão orçamentária para a saúde em 2026, apresentada durante reunião do Conselho Estadual de Saúde, foi de R$ 3,579 bilhões, equivalente a 12,5% das receitas estaduais estimadas para o setor.
O procedimento também menciona preocupações levantadas por conselheiros estaduais de saúde durante a discussão do orçamento de 2026, incluindo a redução de dotações previstas para algumas áreas em comparação com a Lei Orçamentária de 2025 e a necessidade de diálogo com parlamentares sobre os recursos destinados ao setor.
Diante desse contexto, o Ministério Público mantém o acompanhamento da execução orçamentária da saúde para verificar se o Estado assegura recursos suficientes para garantir a prestação dos serviços. Uma nova reunião deve acontecer no dia 6 de agosto para discutir o tema.
Saúde tem dívida de R$ 545 milhões
A Sesap acumula R$ 545,31 milhões em restos a pagar processados, que correspondem a despesas já liquidadas — ou seja, com o serviço prestado ou o bem entregue, mas que ainda aguardam pagamento. Para o economista Arthur Néo, o baixo percentual de aplicação de recursos na saúde reflete a crise fiscal enfrentada pelo Estado. “Do ponto de vista da economia do setor público, esse indicador reflete o estrangulamento de caixa e a severa rigidez orçamentária do Estado”, alerta.
O economista avalia ainda que o problema não está na arrecadação, que continua crescendo em termos nominais, mas na falta de fluxo de caixa para manter os pagamentos da saúde em dia.
Em resposta à Tribuna do Norte, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) afirmou que o percentual de aplicação de recursos em saúde apurado ao longo do semestre representa apenas um acompanhamento parcial da execução orçamentária e não indica, por si só, o cumprimento ou descumprimento do mínimo constitucional.
A secretaria citou como exemplo o ano de 2018, quando o Estado registrava um dos maiores percentuais de aplicação até o terceiro bimestre, mas encerrou o exercício com 10,58%, abaixo do mínimo constitucional. A Sefaz acrescentou que, desde 2019, o RN tem cumprido a exigência constitucional de destinar pelo menos 12% das receitas próprias às ações e serviços públicos de saúde.
Uma operação integrada de combate ao tráfico de drogas foi deflagrada na manhã desta terça-feira (04) em Currais Novos. A ação, denominada Operação Solanum, é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar.
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em diferentes pontos da cidade, autorizados pela Justiça como parte de uma investigação relacionada ao tráfico de entorpecentes na região.
As equipes policiais realizaram diligências simultâneas nos endereços alvos da operação, buscando localizar drogas, armas, dinheiro e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.
Até o momento, não houve registro de flagrante nem de prisões decorrentes da operação. As buscas foram concluídas e todo o material eventualmente apreendido será encaminhado para análise pelas autoridades responsáveis pela investigação.
A Operação Solanum faz parte das ações de enfrentamento ao crime organizado e ao tráfico de drogas no Seridó potiguar, e novas informações poderão ser divulgadas pelas forças de segurança ao longo do dia.
Na manhã desta terça-feira (04), uma perseguição tática realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na apreensão de dois caminhões carregados com uma grande quantidade de cigarros possivelmente de origem ilícita na região entre os municípios de Currais Novos e São Vicente, no interior do Rio Grande do Norte.
De acordo com as primeiras informações, os veículos foram interceptados durante uma ação da PRF e os condutores tentaram fugir, dando início a uma perseguição pela rodovia. Durante a fuga, um dos caminhões acabou tombando às margens da estrada.
Mesmo após o acidente, os dois motoristas abandonaram os veículos e fugiram em direção a uma área de mata, conseguindo escapar da abordagem policial até o momento.
Os caminhões e toda a carga de cigarros foram apreendidos e ficaram sob responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal, que dará continuidade aos procedimentos de investigação para identificar a origem do material e localizar os suspeitos envolvidos na ocorrência.
A operação chamou a atenção de motoristas que trafegavam pela região e mobilizou equipes da PRF. O caso deverá ser encaminhado às autoridades competentes para apuração da possível prática de contrabando ou outros crimes relacionados ao transporte da carga.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) negou um pedido do vereador de Mossoró Cabo Deyvison para validar sua saída do MDB, partido pelo qual ele foi eleito em 2024. Sem o reconhecimento da justa causa para desfiliação, ele pode perder o mandato de vereador.
O tema vem sendo discutido no TRE-RN desde março, quando Deyvison ingressou com a ação. O caso já foi julgado no plenário, com decisão desfavorável ao vereador. Na última sexta-feira 31, a presidente do TRE-RN, desembargadora Lourdes Azevêdo, negou mais um recurso apresentado pela defesa de Deyvison, que desta vez buscava levar o tema ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com isso, o processo deu mais um passo para seu encerramento definitivo.
Com a mais recente decisão, permanece válido o entendimento do plenário do TRE-RN de que o apoio do MDB à candidatura do ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União) ao Governo do Estado não representa mudança substancial do programa partidário capaz de autorizar a saída do vereador da legenda com a preservação do mandato.
Deyvison foi eleito vereador de Mossoró pelo MDB em 2024, com 1.766 votos, mas deixou a sigla sem autorização, em abril deste ano, para ingressar no PL — ele é candidato a deputado federal pela nova legenda. O parlamentar alegou que o realinhamento político do MDB no Rio Grande do Norte rompeu a coerência do projeto pelo qual havia sido eleito. Integrante da oposição ao grupo de Allyson em Mossoró, ele sustentou que não poderia permanecer em um partido que passou a apoiar o ex-prefeito na disputa estadual e que indicou o candidato a vice-governador da chapa, o deputado estadual Hermano Morais.
A tese foi rejeitada pelo TRE-RN em 12 de maio. Por unanimidade, a Corte julgou improcedente a ação apresentada por Deyvison para obter o reconhecimento de justa causa para a desfiliação. O relator, juiz federal Hallison Rêgo Bezerra, concluiu que alterações de alinhamento político nos âmbitos local ou regional e composições eleitorais não configuram mudança substancial do programa partidário.
Segundo o entendimento adotado pelo tribunal, a justa causa somente estaria caracterizada se houvesse uma alteração que atingisse a ideologia central da legenda em âmbito nacional. Divergências sobre alianças estaduais, insatisfações com decisões estratégicas e dificuldades de relacionamento com a direção partidária não seriam suficientes para autorizar a troca sem risco de perda do cargo.
Após essa derrota, Cabo Deyvison apresentou embargos de declaração, argumentando que o tribunal havia deixado de analisar pontos relevantes. A defesa sustentou que não se tratava de simples divergência política, mas de uma “ruptura objetiva da coerência político-representativa” do mandato.
Em 9 de julho, entretanto, o plenário rejeitou o recurso por unanimidade. O TRE-RN afirmou que todos os argumentos haviam sido expressamente examinados e que o recurso pretendia, na prática, reabrir a discussão sobre o mérito da decisão. A Corte reiterou que movimentações políticas estaduais em favor de um adversário local não se enquadram nas hipóteses legais de justa causa.
Deyvison tentou então encaminhar a controvérsia ao TSE por meio de um recurso especial. A defesa alegou que o TRE-RN havia criado um requisito não previsto na legislação ao exigir uma mudança ideológica de alcance nacional. Também afirmou que o tribunal não avaliou adequadamente os efeitos concretos da aliança estadual sobre a atuação do vereador como opositor do grupo de Allyson em Mossoró.
Ao analisar a admissibilidade do recurso, Lourdes Azevêdo concluiu que o acórdão do TRE-RN está de acordo com a jurisprudência do TSE, segundo a qual mudanças de alinhamento político local ou regional não constituem desvio programático suficiente para justificar a desfiliação. A desembargadora também considerou que acolher os argumentos de Deyvison exigiria uma nova análise das provas do processo, providência que não é permitida em recurso especial.
Por esses motivos, a presidente da Corte negou seguimento ao recurso, com base nas súmulas 24 e 30 do TSE. A defesa ainda poderá apresentar agravo para tentar fazer com que o próprio TSE examine se o recurso especial deve ser admitido.
A sucessão de decisões desfavoráveis não cassou automaticamente o mandato de Cabo Deyvison. A possível perda do cargo é discutida em outro processo, apresentado pelo diretório nacional do MDB e ainda em tramitação no TRE-RN. Nessa ação, a legenda acusa o parlamentar de infidelidade partidária e pede que a vaga seja entregue ao primeiro suplente do partido, no caso, Yan Granjeiro.
Embora sejam relacionados, os dois processos têm objetos diferentes. Na ação já julgada, Cabo Deyvison buscou o reconhecimento de justa causa para deixar o MDB sem perder o mandato e teve o pedido rejeitado. Na outra, ainda pendente, o MDB procura obter a decretação da perda do cargo em razão da desfiliação.
A rejeição definitiva da tese de justa causa pode pesar contra o vereador no julgamento da ação movida pelo MDB e levá-lo a perder o mandato na Câmara Municipal de Mossoró. Esse processo, porém, ainda não tem data marcada para julgamento, e a cassação dependerá de uma decisão específica do TRE-RN.
O candidato do PT ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, reagiu nesta segunda-feira 3 às críticas feitas pelo adversário Allyson Bezerra (União) ao atraso, por parte do Governo do Estado, do pagamento dos benefícios de julho dos aposentados e pensionistas.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o petista relacionou a candidatura do ex-prefeito de Mossoró ao ex-governador Robinson Faria (PP) e afirmou que “as velhas elites” tentam retornar ao comando do Estado apresentando Allyson como renovação política.
“Allyson Bezerra, caloteiro está ao seu lado, está no seu palanque”, declarou Cadu, em referência a Robinson, aliado da candidatura do ex-prefeito de Mossoró.
Auditor fiscal de carreira e ex-secretário estadual da Fazenda, o petista recordou os atrasos salariais registrados durante a gestão do ex-governador. “Eu sou servidor público, eu vivi os quatro meses de salários atrasados, nos tempos de Robinson Faria, que está no seu projeto”, afirmou. Em seguida, atacou a composição política do adversário: “As velhas elites querendo voltar ao comando do Rio Grande do Norte com uma roupa nova”.
Na legenda da publicação, Cadu reforçou que viveu pessoalmente os efeitos da crise salarial daquele período. “Eu sou servidor público e não esqueço o que vivi. Foram quatro folhas salariais em atraso e um verdadeiro descaso durante o desgoverno de Robinson Faria, que hoje divide o mesmo palanque que Allyson Bezerra”, escreveu.
O candidato governista também buscou deslocar a discussão para a passagem de Allyson pela Prefeitura de Mossoró. Segundo Cadu, o adversário priorizou contratos de terceirização e manteve uma relação conflituosa com o funcionalismo municipal quando foi prefeito. “Em Mossoró, enquanto priorizava contratos milionários de terceirização, Allyson acumulou conflitos com os servidores, enfrentou greves e protestos e foi alvo constante de críticas pela condução da política de pessoal. O servidor mossoroense sabe”, afirmou na publicação.
A reação ocorreu depois de Allyson acusar o Governo do Estado de dar um “calote” nos aposentados e pensionistas, que chegaram ao início de agosto sem receber os benefícios referentes a julho. “O Governo do Estado dá um calote nos aposentados e pensionistas do Rio Grande do Norte. Hoje, dia 3 de agosto, e esses servidores ainda não receberam de forma completa os seus salários”, declarou o candidato do União Brasil em vídeo divulgado pela manhã.
Allyson manifestou solidariedade aos sindicatos e aos beneficiários que realizaram um protesto em frente à Governadoria. O ex-prefeito afirmou que os manifestantes cobravam uma obrigação básica, não uma vantagem adicional. “É o salário de quem contribuiu durante décadas para o Estado, de quem precisa comprar remédio, precisa pagar o aluguel, precisa colocar comida dentro de casa, precisa pagar água, luz, despesas que não atrasam, que têm data e hora para chegar”, disse.
No mesmo vídeo, Allyson apresentou sua gestão na Previdência de Mossoró como contraponto à situação estadual. O candidato afirmou ter assumido o município, em 2021, com salários e décimos terceiros atrasados e declarou ter encerrado o mandato com mais de R$ 240 milhões disponíveis no instituto previdenciário municipal. “Eu sei o que é fazer boa gestão, eu sei o que é entregar resultado, eu sei o que é transformar a Previdência”, afirmou.
Cadu rebateu o discurso e declarou que o Governo do Estado já havia discutido o calendário com dirigentes sindicais momentos antes. “Eu queria falar para os servidores e servidoras que o Governo do Estado já esteve reunido com os presidentes de associações e sindicatos e que, no máximo, até sexta-feira, os salários estarão rigorosamente em dia”, disse. “Isso é compromisso, isso é trabalho de um governo que valoriza e prioriza o servidor público estadual.”
Protesto de servidores e previsão do governo A previsão mencionada por Cadu é mais ampla que o prazo divulgado oficialmente pelo próprio Governo. Em nota, a Secretaria Estadual de Administração (Sead) informou que os aposentados vinculados à Saúde foram pagos nesta segunda-feira e que a quitação dos demais aposentados e pensionistas seria concluída até quarta-feira 5. Segundo a gestão, 80% da folha já foi depositada.
O atraso no pagamento levou dezenas de aposentados e pensionistas a protestarem na manhã desta segunda-feira em frente à Governadoria, com a participação de representantes de sindicatos da Administração Direta e da Saúde. Os manifestantes subiram a rampa do prédio e cobraram “respeito e tratamento igualitário”, uma vez que os servidores ativos receberam os salários de julho na sexta-feira 31.
Após o ato, uma comissão foi recebida por representantes do Executivo. Os sindicatos foram informados de que os aposentados da Saúde receberiam ainda na segunda-feira, os demais aposentados até terça-feira 4 e os pensionistas até quarta-feira 5. Conforme as entidades, integrantes do Governo reconheceram as dificuldades financeiras e admitiram que o problema poderá voltar a ocorrer na folha de agosto.
O Governo atribuiu o atraso à frustração de receitas, especialmente nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE), que teria comprometido o fluxo de caixa. Ao defender a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT), Cadu afirmou que seu grupo representa “quem governa com respeito a quem faz o serviço público acontecer”, em oposição ao projeto político que atribuiu a Allyson e Robinson.
A fuga de 11 detentos da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, na última sexta-feira (31), voltou a colocar a segurança do sistema prisional do Rio Grande do Norte em debate. A ocorrência mobilizou forças de segurança, teve repercussão entre autoridades e reacendeu a discussão sobre as condições de segurança das unidades prisionais do Estado.
Apesar disso, dados divulgados pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) neste sábado (1º) mostram uma queda significativa no número de fugas em presídios potiguares. Entre 2015 e 2018, o sistema penitenciário registrou 877 presos foragidos. De 2019 até este ano, já contando com os 11 detentos que escaparam na última sexta, esse número caiu para 47.
A diferença entre os dois períodos representa uma redução de mais de 94% nas evasões. Segundo a Seap, o resultado está diretamente ligado à modernização das unidades prisionais, ao fortalecimento da Polícia Penal e aos investimentos realizados em infraestrutura, tecnologia e capacitação dos servidores nos últimos anos.
Os dados mostram ainda que, antes da fuga na Rogério Coutinho Madruga, cerca de 80% dos presos que haviam escapado desde 2019 já tinham sido recapturados e encaminhados ao sistema prisional.
Mudança de cenário As fugas em presídios marcaram o sistema penitenciário potiguar durante boa parte da década passada. Em diversos casos, dezenas de detentos escapavam de uma só vez. O maior episódio ocorreu em 2017, quando 88 presos fugiram da Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), em uma das maiores fugas já registradas no sistema prisional do RN.
De acordo com a Seap, esse cenário começou a mudar a partir de 2019, com o reforço das medidas de segurança nas unidades. O levantamento aponta que a média anual de fugitivos caiu de aproximadamente 219 entre 2015 e 2018 para cerca de seis entre 2019 e 2026.
Os números indicam uma redução significativa nas fugas ao longo dos últimos anos. Ainda assim, casos como o registrado na última sexta-feira mostram que o sistema continua sujeito a ocorrências que exigem resposta rápida das forças de segurança.
Investimentos em estrutura e tecnologia A Seap atribui a redução das fugas a uma série de medidas adotadas para reforçar a segurança do sistema penitenciário. Entre elas estão a criação da Polícia Penal, o aumento do efetivo por meio de concurso público, a instalação de pórticos detectores de metais, a aquisição de equipamentos de inspeção corporal (bodyscan) e a ampliação da capacitação dos policiais penais.
A secretaria também cita a renovação da frota operacional, a compra de equipamentos de informática, a expansão dos sistemas de monitoramento e a implantação gradual de câmeras corporais. Segundo a pasta, essas medidas reduziram vulnerabilidades nas unidades e ampliaram o controle sobre a rotina dos presídios.
Reconhecimento em operações nacionais Outro indicador citado pela Seap é o desempenho do RN nas operações Mute, coordenadas pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e com o objetivo de combater a entrada e o uso de celulares dentro das unidades prisionais.
Segundo a pasta, os resultados colocam o Estado entre os que apresentam melhor desempenho no controle da circulação de celulares dentro dos presídios. A medida é considerada estratégica para reduzir a comunicação de organizações criminosas a partir do sistema prisional.
Durante uma reunião de planejamento estratégico realizada no início do ano, o secretário da Administração Penitenciária, Helton Edi, afirmou que o RN alcançou um dos melhores indicadores do país no controle de celulares e na segurança das unidades. Ele disse ainda que, ao longo de 2025, apenas uma fuga foi registrada no sistema estadual, envolvendo dois presos que foram recapturados depois.
Casos recentes e desafios permanentes Apesar da redução nos últimos anos, as fugas recentes mostram que o sistema prisional ainda enfrenta desafios. Em maio, cinco presos fugiram da área de triagem do Pavilhão 1 da Rogério Coutinho Madruga após danificarem a estrutura da cela. Segundo a Seap, a unidade não registrava fugas havia quase cinco anos. Três detentos foram recapturados dias depois, enquanto as buscas pelos demais continuaram.
Em junho, outro caso ocorreu no Complexo Penal Agrícola Doutor Mário Negócio, em Mossoró. Um preso que trabalhava na unidade fugiu enquanto realizava um serviço de soldagem sob supervisão policial. A secretaria informou que abriu investigação para apurar as circunstâncias da evasão e que as forças de segurança iniciaram as buscas imediatamente.
A fuga registrada na última sexta foi a de maior impacto no sistema penitenciário potiguar neste ano. Após a saída dos 11 detentos, a Seap informou que adotou medidas para localizar os foragidos e instaurou procedimentos para investigar como a fuga aconteceu. Além de ter conseguido evitar a fuga de outros dois, que foram pegos ainda dentro da unidade.
Novos investimentos previstos Segundo a Seap, a modernização das unidades deve continuar até o fim do ano. O planejamento prevê cerca de R$ 48 milhões em obras, reformas estruturais e ampliação de vagas no sistema prisional. Outros R$ 78 milhões estão destinados a ações de assistência voltadas à população carcerária.
Também estão previstos novos investimentos na renovação da frota operacional, aquisição de equipamentos tecnológicos, expansão do videomonitoramento e capacitação dos policiais penais.
Atualmente, o sistema penitenciário do RN abriga 14.321 pessoas privadas de liberdade em todos os regimes, conforme dados da própria Seap.
Fugas em números Dados da Seap
2015 a 2018 877 presos fugiram do regime fechado.
2019 a 2026 47 fugitivos, incluindo os 11 detentos que escaparam em 31 de julho.
Resultado Redução superior a 94% no número de evasões.
Recapturas Antes da fuga mais recente, cerca de 80% dos foragidos desde 2019 já haviam sido localizados e retornado ao sistema prisional.
Investimentos citados pela Seap Criação da Polícia Penal. Concurso público para reforço do efetivo. Instalação de pórticos detectores de metais. Equipamentos de inspeção corporal (bodyscan). Renovação da frota operacional. Implantação de câmeras corporais. Aquisição de equipamentos de informática e tecnologia. Capacitação dos policiais penais. R$ 48 milhões previstos para obras e ampliação de vagas. R$ 78 milhões destinados a ações de assistência.
As convenções partidárias que oficializaram as candidaturas à Presidência da República entraram na reta final e consolidaram os principais nomes da disputa eleitoral de 2026. Nos discursos, os presidenciáveis concentraram as mensagens em temas como economia, segurança pública, educação, combate à corrupção, defesa de valores e críticas aos adversários.
Entre os candidatos já oficializados estão Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Em alguns casos, as chapas ainda aguardam a definição do candidato a vice-presidente.
Confira os principais pontos defendidos por cada presidenciável.
Flávio Bolsonaro (PL)
Oficializado em convenção realizada no dia 25 de julho, em São Paulo, Flávio Bolsonaro apresentou sua candidatura como uma continuidade do legado político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O senador afirmou que pretende “devolver o Brasil aos brasileiros” e fez críticas aos governos do PT, associando-os à corrupção, ao aumento da carga tributária e à má gestão pública. Também afirmou que pretende subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do pai em 2027.
Na área de segurança pública, defendeu o endurecimento da legislação penal, propondo a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e a adoção da castração química para condenados por pedofilia. Também criticou o atual governo e alertou para o que considera riscos às instituições democráticas.
O discurso foi encerrado com o lema “Deus, Pátria, Família, Liberdade e Futuro”.
Lula (PT)
Durante a convenção do PT, Lula oficializou sua candidatura à reeleição destacando os programas e investimentos realizados durante sua gestão.
O presidente afirmou que seu histórico administrativo dispensa promessas sem fundamento e destacou ações como o Novo PAC e investimentos em estados e municípios.
Entre as prioridades apresentadas para um eventual novo mandato estão:
ampliação das políticas para educação;
fortalecimento das ações voltadas à população idosa;
combate à violência contra a mulher;
investimentos na indústria de defesa e em tecnologia nacional;
exploração estratégica de minerais críticos e terras raras;
avanço da transição energética.
Lula também afirmou que pretende ampliar reformas estruturais e impedir o retorno da extrema-direita ao comando do país.
Renan Santos (Missão)
Na convenção do partido Missão, Renan Santos apresentou sua candidatura como uma alternativa tanto ao PT quanto ao bolsonarismo.
O candidato relembrou a trajetória iniciada no Movimento Brasil Livre (MBL) e afirmou representar uma nova geração da política nacional. Durante o discurso, fez críticas a lideranças dos dois principais campos políticos do país.
Entre as metas apresentadas estão:
reduzir os homicídios para menos de 10 mil por ano;
manter os juros abaixo de 6%;
alfabetizar nove em cada dez crianças;
posicionar o Brasil entre as cinco maiores economias do mundo em três décadas.
Renan também defendeu uma agenda baseada no que chamou de “geração de sacrifício”, com foco em reformas e crescimento econômico de longo prazo.
Romeu Zema (Novo)
Romeu Zema utilizou sua experiência como governador de Minas Gerais e empresário para defender uma gestão focada na eficiência administrativa.
O candidato criticou os governos petistas, atribuindo ao partido dificuldades econômicas enfrentadas pelo estado e pelo país, e afirmou que pretende levar ao governo federal um modelo baseado na redução de privilégios e no incentivo ao investimento privado.
Na segurança pública, propôs:
enquadrar facções criminosas como organizações terroristas;
construir um presídio de segurança máxima na Amazônia;
adotar medidas inspiradas no modelo implementado em El Salvador.
Na economia, afirmou que pretende ampliar a atração de investimentos e estimular o retorno de brasileiros que vivem no exterior.
Ronaldo Caiado (PSD)
Ronaldo Caiado teve sua candidatura oficializada em convenção realizada no dia 26 de julho, em São Paulo, tendo Gilberto Kassab como candidato a vice-presidente.
Em seu discurso, destacou os resultados obtidos durante sua gestão no Governo de Goiás, especialmente nas áreas de educação e segurança pública.
Caiado afirmou representar uma alternativa à polarização política e criticou tanto o presidente Lula quanto o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O candidato também desafiou Lula para debates durante a campanha e afirmou que pretende priorizar o combate ao narcotráfico e fortalecer as políticas de segurança pública.
Prazo eleitoral
O calendário eleitoral prevê que as convenções partidárias sejam concluídas até 5 de agosto. O registro oficial das candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá ser realizado até 15 de agosto.
Qualquer cidadão poderá denunciar, de forma anônima, conteúdos falsos ou descontextualizados que possam comprometer a integridade das eleições. A iniciativa faz parte do Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE), desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e disponibilizado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) como um instrumento de enfrentamento à desinformação nas plataformas digitais.
Para registrar um alerta, basta informar o link da publicação e descrever o conteúdo considerado irregular. As denúncias passam por análise de uma equipe técnica e, quando identificados indícios de irregularidade, são encaminhadas aos órgãos competentes para adoção das medidas cabíveis.
Entre as medidas adotadas estão memorandos de entendimento firmados com plataformas digitais para fortalecer a cooperação no tratamento de conteúdos que possam afetar a integridade das eleições.
Segundo o presidente da Comissão de Enfrentamento à Desinformação do TRE-RN, Ronivon Beija-Mim, o período eleitoral exige atenção redobrada diante do aumento da circulação de conteúdos falsos, principalmente com o avanço de ferramentas de inteligência artificial.
“O TSE tem esse sistema de alertas, que visa justamente fazer com que a população, o cidadão diante de uma desinformação que afeta o processo eleitoral, possa apresentar essa denúncia no site do TSE e ajudar no tratamento dessa desinformação”, afirmou.
O magistrado explicou que o sistema tem um escopo específico e não recebe denúncias sobre qualquer disputa política ou propaganda eleitoral.
Entre os conteúdos que podem ser alertados estão informações falsas sobre urnas eletrônicas, locais e horários de votação, ataques à Justiça Eleitoral, ameaças contra integrantes da instituição, discursos de ódio, racismo, homofobia, transfobia e uso irregular de inteligência artificial.
Ronivon destacou que o funcionamento da ferramenta ocorre a partir de uma parceria entre o TSE e as plataformas digitais. Após o registro feito pelo cidadão, o conteúdo passa por uma análise técnica no Tribunal Superior Eleitoral, que verifica se a denúncia está dentro dos critérios do sistema e realiza a contextualização com informações oficiais, legislação eleitoral e dados de agências de checagem.
“Então submete esse dossiê à plataforma e a plataforma, a partir desse material, analisa de acordo com suas diretrizes de uso e com a legislação eleitoral”, explicou o juiz.
O presidente da comissão ressaltou ainda que o TSE não determina diretamente a retirada de publicações ou o bloqueio de perfis. Cabe às próprias plataformas avaliar as medidas a serem adotadas, como inclusão de rótulos de alerta, direcionamento para informações confiáveis ou remoção de conteúdos que violem suas regras.
Em casos considerados mais graves, o conteúdo também pode resultar em responsabilização judicial.
De acordo com o magistrado, situações que possam configurar crimes eleitorais podem ser encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral e à Polícia Federal para investigação.
O juiz também destacou que o sistema foi aprimorado após a experiência das eleições de 2022, em que houve aumento da circulação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral. “A gente constata que o índice de desinformação tem aumentado cada vez mais e isso acontece não só no âmbito eleitoral, mas nas demais esferas”, disse Beija-Mim.
A ferramenta funciona de forma permanente, e não apenas durante o período de eleições. “A Justiça Eleitoral tem um programa permanente de enfrentamento à desinformação”, afirmou Ronivon. As denuncias podem ser feitas no site https://www.tse.jus.br/eleicoes/sistema-de-alertas.
O deputado estadual e pré-candidato à reeleição, Nelter Queiroz (Progressistas), iniciará, no próximo dia 16 de agosto, um cenário político significativamente mais robusto do quê o que o levou à conquista de seu nono mandato na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Na eleição de 2022, Nelter contou com o apoio de seis prefeitos e conquistou 38.602 votos, consolidando-se entre 24 deputados estaduais eleitos no Estado. Agora, a dois meses da eleição, o parlamentar está com uma base ampliada, reunindo 13 prefeitos, além de ex-prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e outras lideranças, com uma atuação política organizada em 49 municípios potiguares.
Mais do que dobrar o número de gestores municipais que apoiam seu projeto político, Nelter também ampliou significativamente sua presença em diversas regiões do Rio Grande do Norte, principalmente no Seridó, Vale do Açu e Médio Oeste. Ao longo dos últimos quatro anos, o parlamentar intensificou sua atuação nos municípios, destinando emendas parlamentares, cobrando investimentos em saúde, segurança hídrica, segurança pública e infraestrutura, sempre votando contra o aumento de impostos pra a população e mantendo uma agenda permanente de visitas às cidades potiguares.
“Sempre fiz política com diálogo, presença e compromisso. Nosso mandato está nas estradas, nos municípios, ouvindo as pessoas, defendendo suas causas e buscando soluções para os problemas de cada região. É essa forma de fazer política que fortalece nosso trabalho e nos motiva a continuar lutando pelo Rio Grande do Norte”, destacou Nelter Queiroz.
A expansão de sua base política ocorre em um momento de bom desempenho do parlamentar em 30 pesquisas de intenção de voto divulgadas ao longo dos últimos meses. Em diversos levantamentos, Nelter aparece entre os candidatos mais lembrados pelos eleitores, figurando nas primeiras colocações da disputa para deputado estadual e liderando, em vários cenários, entre os pré-candidatos da Federação União Progressista.
Com uma trajetória iniciada na vida pública como prefeito de Jucurutu e exercendo atualmente seu nono mandato como deputado estadual, Nelter Queiroz busca, em 2026, renovar a confiança do eleitorado potiguar e conquistar o 10º mandato consecutivo na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
A tradicional Festa de Nossa Senhora da Guia, em Acari, será palco de um momento marcante para a música regional. Está oficialmente confirmada a gravação do novo DVD do cantor currais-novense Franck Miranda, que acontecerá na noite do dia 12 de agosto.
Além da gravação do projeto audiovisual, a programação da noite contará com o show de José Orlando, um dos maiores nomes do brega romântico, que se apresenta como uma das principais atrações do evento.
A expectativa é de um grande público para prestigiar tanto a gravação do DVD de Franck Miranda quanto os shows da tradicional festa, que todos os anos reúne moradores e visitantes em Acari.
O Congresso Nacional retoma hoje (3) os trabalhos após duas semanas de recesso parlamentar, sem previsão de sessão plenária deliberativa tanto na Câmara dos Deputados, quanto no Senado.
Os presidentes das Casas concordaram em limitar os trabalhos legislativos a duas semanas de “esforço concentrado” devido ao período eleitoral. A primeira semana será entre os dias 10 e 14 de agosto, e a segunda entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro.
A expectativa é que votações nos plenários da Câmara e do Senado ocorram apenas nessas duas semanas até as eleições gerais de outubro. Historicamente, o semestre de eleições é mais esvaziado no Congresso.
Entre os projetos que não foram votados no primeiro semestre, e que podem entrar nos debates a partir de agosto, está a proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1, que segue na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Apesar da pressão do governo, que deseja votar o tema antes da eleição, não há indicativo de Alcolumbre, quando o tema será encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A oposição defende a votação de uma PEC alternativa, mantendo a possibilidade de escala 6×1.
Outro projeto que o governo gostaria de ver votado é a PEC da Segurança Pública, votada na Câmara, e que aguarda deliberação no Senado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem cobrado Alcolumbre, publicamente, para colocar o tema em votação.
No Senado, há ainda a expectativa de se votar o projeto de lei de regulação da exploração dos minerais críticos, já aprovado pela Câmara.
O Congresso precisaria ainda votar os projetos de lei orçamentários, tanto o de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), quanto o de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027, que deve ser encaminhado pelo governo até o dia 31 de agosto.
O Congresso tem ainda 87 vetos que trancam a pauta do Legislativo, entre eles, ao projeto de regulamentação da reforma tributária, ao Estatuto do Pantanal, às LDO e LOA de 2026, ao marco do setor elétrico e o veto integral à Lei da Dosimetria, que reduz o tempo de prisão para condenados pelo 8 de janeiro.
Outros temas debatidos no semestre anterior, mas que não chegaram ao plenário das Casas, são o PL da Misoginia, que criminaliza a discriminação contra mulheres, e o PL da Inteligência Artificial (IA), que regula a tecnologia no Brasil e foi apresentado como uma das prioridades do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).
Primeira semana após recesso
Nesta primeira semana da volta do recesso, estão previstas apenas sessões solenes, como a homenagem à fundação da Assembleia de Deus – Ministério de Madureira, marcada para esta terça-feira (4) na Câmara.
No Senado, a previsão é de uma sessão, na sexta-feira (7), no plenário, para marcar o Agosto Lilás, voltado à campanha pelo fim da violência contra mulheres.
Algumas comissões convocaram sessões para esta primeira semana. A Comissão Mista do Orçamento (CMO) discute o financiamento da educação infantil do Brasil, em audiência pública na quarta-feira (5). Outra agenda é o debate da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, que debate nesta segunda-feira (3) a campanha Agosto Dourado, dedicada à promoção do aleitamento materno.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai anunciar nesta segunda-feira, 3, um acordo de cooperação com o Observatório da Democracia, da Advocacia-Geral da União (AGU), para elaborar um conjunto de orientações voltadas ao emprego responsável da tecnologia durante as eleições de 2026.
A iniciativa será desenvolvida em parceria com a Escola Judiciária Eleitoral e resultará em uma cartilha destinada a órgãos públicos, partidos políticos, candidatos e plataformas digitais sobre o uso da inteligência artificial no processo eleitoral brasileiro.
A publicação, cuja divulgação é esperada ainda neste mês, reunirá recomendações práticas para ampliar a transparência no uso de ferramentas de IA e reduzir os riscos de manipulação da informação durante a campanha.
O acordo é firmado em um momento em que a Justiça Eleitoral busca transformar em ações concretas as normas aprovadas para disciplinar o uso da inteligência artificial nas campanhas. O tema ganhou ainda mais relevância após a divulgação, durante a convenção que oficializou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de um vídeo produzido por inteligência artificial que reproduzia a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro em manifestação de apoio ao filho.
O episódio reacendeu o debate sobre os chamados “deepfakes positivos” que são conteúdos sintéticos que não atacam adversários nem têm, em tese, a intenção de enganar o eleitorado, mas utilizam a imagem ou a voz de terceiros para fins eleitorais. A resolução do TSE proíbe materiais manipulados com o objetivo de induzir o eleitor ao erro ou promover campanhas negativas.
Debate internacional reforça preocupação
O avanço das tecnologias de IA também esteve no centro das discussões do 2º Seminário Regional sobre Inteligência Artificial e Gestão Eleitoral na América Latina e Caribe, realizado nos dias 29 e 30 de julho, na República Dominicana. Representando o TSE, o ministro Dias Toffoli afirmou que o cenário exige respostas rápidas das autoridades eleitorais diante da velocidade das transformações tecnológicas.
“Quando se fala de inteligência artificial, é como falar da viagem de Cristóvão Colombo. Ele sabia de onde partia, mas não sabia onde chegaria. Estamos aqui começando uma légua desta viagem. O mundo que está diante de nós é um mundo totalmente desconhecido. É um novíssimo mundo”, afirmou.
Durante a apresentação, Toffoli ressaltou que a estrutura tecnológica da Justiça Eleitoral brasileira permitiu que o País construísse mecanismos de segurança reconhecidos internacionalmente. Segundo ele, o cadastro eleitoral é informatizado desde 1986, as urnas eletrônicas funcionam sem conexão à internet desde 1996 e a biometria já alcança cerca de 95% do eleitorado.
Embora reconheça que a inteligência artificial passou a integrar a realidade das campanhas, a Corte afirma que o uso da ferramenta deverá respeitar limites rigorosos. Entre eles está a obrigatoriedade de informar quando um conteúdo foi produzido com auxílio de IA, além da proibição do impulsionamento automatizado por robôs ou chatbots, independentemente de a informação divulgada ser verdadeira ou falsa.
Segundo Toffoli, a responsabilização poderá alcançar candidatos que utilizarem a tecnologia de forma abusiva, inclusive com sanções eleitorais previstas na legislação.
Outra restrição destacada pelo ministro é o chamado “silêncio tecnológico”. Pelas regras estabelecidas pelo TSE, fica proibida a divulgação de conteúdos produzidos ou modificados por inteligência artificial nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas posteriores ao encerramento das eleições. A medida busca reduzir o risco de circulação de materiais enganosos em um dos períodos mais sensíveis do processo eleitoral.
Agosto começou sem o pagamento de aposentados e pensionistas do Governo do Rio Grande do Norte, segundo denúncia do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta (Sinsp/RN). A entidade afirma que os aposentados devem receber apenas nesta terça-feira (4), enquanto os pensionistas podem ter o pagamento realizado somente na quarta-feira (5).
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE procurou o Governo do Estado para confirmar o atraso, a previsão de pagamento e a justificativa para a diferença entre servidores ativos, aposentados e pensionistas, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
De acordo com o Sinsp, servidores ativos receberam os salários, mas parte dos inativos segue sem o pagamento em conta. O sindicato afirma ainda que professores aposentados do ensino básico já receberam, enquanto servidores administrativos aposentados da educação não tiveram o valor depositado.
Para a entidade, a situação caracteriza uma nova forma de diferenciação dentro do funcionalismo. O sindicato também cobra transparência sobre o cronograma de pagamento e tratamento igualitário entre ativos, aposentados e pensionistas.
“Mais uma vez as servidoras e servidores do estado aposentados e pensionistas sofrem com atraso salarial. O governo, mês a mês, está ampliando sua política discriminatória contra essa grande e importante parcela de servidores públicos”, afirmou a presidente do Sinsp/RN, Janeayre Souto.
A sindicalista disse ainda que a categoria cobra respeito aos servidores que dedicaram anos ao serviço público. “Quem dedicou uma vida ao serviço público não merece esperar, nem ser discriminado. O servidor merece respeito, o aposentado merece reconhecimento e o pensionista merece dignidade. Não nos calaremos diante da injustiça. Exigimos transparência, igualdade e respeito agora”, declarou.
Denúncia
A cobrança ocorre após nova denúncia feita pelo sindicato na última sexta-feira (31), quando o Sinsp já havia apontado atraso no pagamento dos inativos. Na ocasião, a entidade informou que aposentados e pensionistas ainda não tinham recebido o pagamento de julho, enquanto os servidores ativos haviam sido pagos.
O Sinsp defende que o Governo do Estado estabeleça um cronograma sem distinção entre servidores ativos, aposentados e pensionistas. A entidade também cobra que os salários sejam considerados quitados apenas quando todos os aposentados e pensionistas tiverem recebido os valores.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que não é cabível a propaganda eleitoral feita por meio de adesivo colocado em carro usado para transporte de passageiros por aplicativo. A informação é do Consultor Jurídico.
A decisão manteve multa de R$ 2 mil aplicada a um candidato a vereador em Caruaru (PE). A punição ocorreu nas eleições de 2024, quando o candidato teve nome e número divulgados em um carro de aplicativo.
O TSE considerou a conduta irregular com base na legislação eleitoral vigente. A proibição está prevista no artigo 37 da Lei 9.504/1997, que veda a veiculação de propaganda de qualquer natureza em bens de uso comum. A norma se aplica independentemente do tipo de propaganda utilizada.
Por maioria de votos, o TSE entendeu que bens de uso comum podem incluir bens privados, desde que acessíveis ao público em geral. O carro usado para transporte por aplicativo se enquadra nessa categoria.
A decisão reforça a interpretação de que veículos particulares destinados a serviços de transporte público de passageiros seguem as mesmas restrições aplicadas a bens públicos. O entendimento vale para casos semelhantes envolvendo propaganda eleitoral.
O caso de Caruaru serve como precedente para futuras análises sobre o uso de veículos de aplicativo em campanhas eleitorais. A multa de R$ 2 mil contra o candidato foi mantida pelo tribunal.