Deputado Francisco homenageia professora que superou câncer de mama em sessão solene do Outubro Rosa

Postado em 29 de outubro de 2026

O deputado estadual Francisco do PT homenageou, nesta quarta-feira (28), a professora aposentada Maria Barros da Costa Santos, conhecida como Maria de Ailton, durante sessão solene realizada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em alusão ao Outubro Rosa. A iniciativa integrou as ações de conscientização sobre o câncer de mama, com foco na prevenção e na importância do diagnóstico precoce.

Diagnosticada com câncer de mama em setembro de 2021, Maria passou por diferentes etapas do tratamento, incluindo quimioterapia, radioterapia e mastectomia. Atualmente, está curada, mas segue em acompanhamento médico e faz uso de medicação, com previsão de manutenção do tratamento por dez anos.

Bióloga e professora aposentada, Maria nasceu em 1º de agosto de 1969 e é casada com o advogado Ailton José dos Santos, com quem tem três filhos.

A homenagem reconheceu a trajetória da educadora e sua experiência no enfrentamento ao câncer de mama. Para o deputado Francisco, histórias como a de Maria ajudam a ampliar a conscientização sobre a doença e a importância dos cuidados com a saúde da mulher.

A sessão solene fez parte da programação alusiva ao Outubro Rosa, campanha realizada anualmente para chamar a atenção da população sobre o câncer de mama e incentivar o diagnóstico precoce, que pode aumentar as chances de sucesso do tratamento.

Em nota, OAB de Currais Novos denuncia violação de prerrogativas de advogado na Câmara Municipal

Postado em 29 de outubro de 2026

A OAB/RN, por meio da Subseção de Currais Novos, divulgou nota pública denunciando violações às prerrogativas de um advogado durante oitivas de um processo sigiloso na Câmara Municipal.

Segundo a entidade, o profissional foi retirado de uma sessão, teve dificuldades de acesso aos autos e não recebeu a documentação prometida. Após intervenção da OAB, foi autorizado a retornar ao plenário, mas o acesso integral ao processo, previsto para o dia 27 de outubro, ainda não havia sido disponibilizado.

Após se declarar presidente eleito, Flávio fez nova carta e se diz líder do Brasil

Postado em 29 de outubro de 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL) alterou a carta divulgada nesta quarta-feira (28), após chegar aos Estados Unidos, e retirou duas referências em que se apresentava como “presidente eleito” do Brasil.

Na nova versão, o parlamentar substituiu a expressão por “líder do Brasil” na abertura do documento e trocou “eu sou o presidente eleito” por “eu sou o líder” em outro trecho.

A primeira versão da carta começava com a frase: “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. No texto alterado, a apresentação passou a ser: “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o líder do Brasil”.

A segunda mudança aparece em um trecho dirigido aos eleitores. Na versão inicial, Flávio afirmava que era “o presidente eleito” e acusava adversários de terem roubado a eleição.

Na versão revisada, ele passou a se definir como “o líder”, mas manteve as acusações contra o processo eleitoral.

A notícia é do R7.

Rogério Marinho admite não ter prova de fraude eleitoral

Postado em 29 de outubro de 2026

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), comentou nesta quarta-feira (28) a carta divulgada pelo candidato após deixar o Brasil e viajar para os Estados Unidos. No documento, Flávio agradece o apoio dos presidentes Donald Trump, dos EUA, e Javier Milei, da Argentina, e faz acusações contra o processo eleitoral brasileiro.

Na primeira versão publicada na rede social X, Flávio se declarou o “verdadeiro presidente eleito do país”. Cerca de 30 minutos depois, o texto foi apagado e substituído por uma nova versão, na qual passou a se apresentar como “líder do Brasil”.

Marinho afirmou que a mudança pode ter ocorrido por um problema na elaboração do documento. Para o senador, Flávio representa atualmente uma das principais lideranças da direita brasileira, em razão do desempenho eleitoral e do papel que exerceu na campanha.

Questionado sobre as acusações de fraude eleitoral feitas por Flávio, Marinho reconheceu que não há provas para sustentar essa afirmação.

“O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido”, declarou.

O senador classificou Flávio como um “exilado”, embora ele tenha deixado o país voluntariamente e, até então, tivesse como medida judicial a determinação de entregar os passaportes à Polícia Federal. Marinho argumentou que, no Brasil, o aliado enfrentaria dificuldades para exercer a liderança da oposição.

Flávio afirmou, na carta, que pretende comandar a oposição a partir dos Estados Unidos. O senador também responde a investigações relacionadas a suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

Marinho comentou ainda a declaração do presidente norte-americano Donald Trump de que não pretende se envolver no caso. O parlamentar disse esperar que não haja interferência estrangeira nos assuntos internos do Brasil.

Acusações de fraude

Na carta, Flávio Bolsonaro questionou a lisura das eleições e criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de estender a votação até as 19h, atendendo a pedidos das campanhas do PL e do PT.

No segundo turno, realizado no domingo (25), Lula recebeu cerca de 64 milhões de votos, enquanto Flávio obteve pouco mais de 59 milhões. A extensão do horário de votação resultou em 34.393 votos computados.

As acusações de fraude foram feitas sem apresentação de provas e contrariam o resultado reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O pleito também foi reconhecido pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e por líderes internacionais.

Após Flávio alegar fraude, TSE diz que “qualquer pessoa” pode auditar urnas

Postado em 29 de outubro de 2026

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) afirmou nesta quarta-feira (28) que “qualquer pessoa” pode baixar os arquivos das urnas e auditar o resultado da eleição. A manifestação ocorreu no mesmo dia em que o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa pela Presidência, voltou a alegar fraude no segundo turno sem apresentar provas.

Em texto publicado em seu site, a Justiça Eleitoral destacou que os Boletins de Urna, o Registro Digital do Voto e os logs de cada equipamento estão disponíveis ao público. Os arquivos permitem verificar, seção por seção, o funcionamento das urnas, como os horários de início e encerramento da votação e o número de eleitores que votaram.

“Esses arquivos contêm informações sobre o funcionamento do equipamento, como os horários de início e encerramento da votação e o número de eleitoras e eleitores que votaram. Qualquer pessoa pode baixar os arquivos e auditar os resultados da eleição”, diz.

A nota foi divulgada horas depois de Flávio publicar uma carta em que contesta a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirma, sem apresentar elementos que sustentem a acusação, ter havido fraude. Na primeira versão, ele se declarava “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, apagou a publicação e a substituiu por outra, sem a frase.

Um dos principais argumentos do senador é a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), de prorrogar a votação até as 19h de domingo (25). Segundo Flávio, a extensão teria produzido uma “impossibilidade matemática”, em referência ao crescimento da votação de Lula entre o primeiro e o segundo turno.

Os dados oficiais não sustentam a tese. De acordo com o TSE, 34.393 votos foram computados após as 17h no segundo turno. Lula venceu por cerca de 4,4 milhões de votos de diferença: 64.256.232 (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio. Mesmo que todos os votos registrados depois das 17h tivessem sido dados ao petista, representariam menos de 1% da vantagem final.

Ainda nesta quarta, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que a eleição transcorreu “dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”. Disse também que questionamentos apresentados “dentro do devido processo legal” serão analisados e respondidos.

No domingo, após a proclamação do resultado, ele já havia declarado ter “absoluta segurança” no processo e que a prorrogação não comprometeu o pleito.

O PL, partido de Flávio, reconheceu a vitória de Lula em nota assinada pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. O candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL-AL), e o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também reconheceram o resultado.

Flávio está nos Estados Unidos com a família e disse que pretende liderar a oposição do exterior. Ele deixou o Brasil na terça (27), apesar de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que o proibia de sair do país e determinava a entrega dos passaportes. O senador seguiu pela Argentina e chegou a Miami na manhã desta quarta.

cnn

Larissa Rosado desabafa sobre ataques aos pais durante campanha: “Tudo tem limite”

Postado em 29 de outubro de 2026

A vice-governadora eleita do Rio Grande do Norte, Larissa Rosado (PSB), desabafou sobre os ataques que, segundo ela, seus pais sofreram durante a campanha eleitoral de 2026. Em entrevista ao programa Dê o Play, da Jovem Pan Natal, nesta quarta-feira (28), Larissa classificou os episódios como dolorosos e criticou a postura do adversário político, afirmando que os embates eleitorais devem respeitar limites, especialmente quando envolvem familiares que não participam diretamente da disputa.

“Foi muito dolorido pra mim, Saulo, ver o adversário, sem limite algum, agredir meu pai com 81 anos e minha mãe aos 75. Eles não estão mais na linha de frente da política, eles são aposentados, são idosos. Tudo tem limite, gente. Você debate com quem está no seu campo de enfrentamento, quem está disputando com você”, afirmou.

Larissa destacou que os pais, apesar de afastados da linha de frente da política, continuam sendo referências importantes em sua trajetória pessoal e pública. A vice-governadora eleita afirmou que sente a necessidade de protegê-los e ressaltou o apoio emocional recebido durante os momentos mais difíceis da campanha.

“Eu tenho muito um sentimento de proteção por eles, pela idade que eles estão, mas eles são lúcidos, ativos, só não estão na política mais na linha de frente. Mas desde o apoio emocional, a presença, alguma companhia numa entrevista, num momento de um comício, num momento desafiador, quem não tem a referência do seu pai e de sua mãe?”, questionou.

Ao comentar o impacto dos episódios sobre a família, Larissa pediu que os eleitores se colocassem em seu lugar e agradeceu aos pais pela maneira como enfrentaram a situação.

“Se o eleitor estivesse no meu lugar, o que é que ele ia achar dos seus pais serem agredidos? Tenho muito a agradecer aos dois, inclusive pela resiliência nesse momento em que foram agredidos”, declarou.

A vice-governadora eleita também lamentou que sua decisão de participar da disputa pelo Governo do Estado tenha, segundo sua avaliação, provocado ataques contra os familiares.

“Ruim saber que o fato de eu querer contribuir para a cidade de Mossoró, trabalhar como política em defesa do nosso Estado, tenha causado isso a eles, a ira do adversário”, concluiu.

98fm

Previdência consome R$ 5,6 bi no RN e tem maior peso do país, com 35% dos gastos

Postado em 29 de outubro de 2026

As despesas com previdência social representaram 35% dos gastos totais do Rio Grande do Norte entre janeiro e agosto de 2026, o maior percentual do país, segundo o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), do Tesouro Nacional. Os gastos previdenciários somaram R$ 5,6 bilhões no período e contribuem para limitar a capacidade de investimento do Estado e a aplicação de recursos em outras áreas.


Na comparação entre os estados, o RN se destaca pelo peso da previdência no orçamento. O percentual é o maior entre os estados e o Distrito Federal, à frente do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, ambos com 25%.
A Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Norte (Sefaz) afirmou que o governo estadual adotou medidas para tentar equilibrar o déficit previdenciário, incluindo mudanças nas regras do sistema e a criação de mecanismos para financiar os pagamentos futuros.

“O governo apresentou um plano de amortização do déficit atuarial com a nova segregação de massas e alíquota patronal suplementar, tentando equilibrar o déficit, bem como a instituição de um fundo patrimonial que destine recursos para pagamentos previdenciários”, considera a Sefaz.


Conforme o relatório, o estado apresentou um superávit orçamentário, passando de R$ 920 milhões para R$ 1,86 bilhão entre janeiro e agosto de 2025 e o mesmo período de 2026. O resultado representa um crescimento de aproximadamente 102% no saldo positivo das contas públicas estaduais.


A Sefaz atribui o resultado à arrecadação do ICMS e à conversão do Imposto de Renda retido em receita. A secretaria ressaltou que a arrecadação ainda é insuficiente para atender às necessidades financeiras do Estado. “Apesar do crescimento, as receitas do Tesouro ainda apresentam insuficiência de arrecadação, o que enseja medidas de contenção de gastos já tomadas pelo governo”, considera a pasta.

Para o economista Arthur Néo, vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Norte (Corecon-RN), o peso da previdência é um dos fatores que limitam a capacidade de investimento do Estado.
Ele explica que o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) tem forte impacto sobre as contas estaduais e contribui para a rigidez do orçamento, ao lado das despesas com servidores ativos.


O economista avalia que a restrição orçamentária compromete a capacidade do Estado de investir em áreas como transporte, saneamento e logística.


Para ele, a baixa aplicação em infraestrutura pode dificultar a atração de empreendimentos privados e limitar o dinamismo econômico. “Menos investimento resulta em menos dinamismo econômico, o que prejudica o crescimento do ICMS, que é o principal imposto de arrecadação do Estado”, explica.


Conforme o relatório, o Rio Grande do Norte destina 5% dos recursos a investimentos. “Eu lhe digo com toda certeza que é um dos estados que tem a menor capacidade de investimentos. Quando a gente tem 35% das receitas do Estado gastas exclusivamente com a previdência social do Estado. Isso tira totalmente a capacidade do Estado de realizar investimentos de modo geral”.

O desequilíbrio previdenciário precisa ser enfrentado para evitar o agravamento das dificuldades financeiras do Estado, conforme o especialista.


“O modelo do regime tem que ser modificado de maneira que os que estão hoje aposentados não sofram com perdas salariais”, afirma Arthur Néo.

RN tem segunda menor participação da saúde nas despesas totais


Na saúde, o Estado liquidou R$ 1,72 bilhão no período, correspondente a 11% da despesa total. A proporção fica acima apenas da registrada por Mato Grosso do Sul, com 9%. O indicador considera a participação da saúde no total gasto.


A Sefaz afirmou que o governo cumpriu o percentual previsto na Constituição Estadual durante todos os anos da gestão da governadora Fátima Bezerra.


Segundo a pasta, o último descumprimento ocorreu em 2018, antes do início da atual gestão. A Sefaz acrescentou que parte dos gastos com saúde é paga por meio de sequestros judiciais e só entra no cálculo após a identificação e a regularização orçamentária dos valores.


De acordo com a Lei Complementar nº 141/2012, os estados devem aplicar, no mínimo, 12% da arrecadação dos impostos e transferências constitucionais em ações e serviços públicos de saúde até o final do ano.

Tribuna do Norte

Governo Federal apura possível participação da Argentina e dos EUA na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil

Postado em 29 de outubro de 2026

O governo brasileiro busca esclarecer se autoridades da Argentina e dos Estados Unidos tiveram participação na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil após a derrota na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Polícia Federal (PF) investiga o trajeto percorrido pelo parlamentar e tenta reconstruir seus deslocamentos antes de chegar à Flórida, na quarta-feira (28).

Integrantes do governo avaliam que ainda existem lacunas sobre o percurso feito por Flávio e sua família. A apuração também procura identificar quem pode ter auxiliado o senador e se houve participação de brasileiros ou argentinos na operação ou na divulgação de informações falsas sobre seu paradeiro.

Em carta publicada na quarta-feira (28), já nos Estados Unidos, Flávio agradeceu ao presidente argentino, Javier Milei, pela “coragem, senso de justiça e legalidade”, além de agradecer ao presidente americano, Donald Trump, pelo acolhimento. As declarações, porém, não esclarecem qual teria sido o envolvimento efetivo dos dois governos em sua saída do Brasil.

Uma das principais dúvidas é onde Flávio permaneceu entre a madrugada de segunda para terça-feira (27) e a noite de terça, quando teria cruzado a fronteira entre Brasil e Argentina. Uma fonte do governo brasileiro descreveu a investigação como “um quebra-cabeça que tem que ser montado”.

A PF também busca confirmar se o senador entrou na Argentina às 22h50 de terça-feira, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazú, acompanhado da mulher e das duas filhas. A informação foi divulgada pela Direção Nacional de Migrações da Argentina.

Outro ponto investigado é se Flávio realmente atravessou a fronteira a pé e qual meio de transporte utilizou para sair de Brasília em direção à região da fronteira. O avião que partiu de Puerto Iguazú fez uma escala em Guayaquil, no Equador, antes de seguir para Miami, nos Estados Unidos.

O órgão de imigração argentino afirmou que não havia “impedimento legal” para a entrada do senador no país.

A reconstrução do percurso foi dificultada pela circulação de informações falsas sobre o paradeiro de Flávio ao longo de terça-feira (27). Enquanto aliados e interlocutores americanos afirmavam que o senador já havia deixado o Brasil e chegado aos Estados Unidos, ele ainda estava em território brasileiro.

Diante da possibilidade de envolvimento de governos estrangeiros, o Executivo brasileiro evita antecipar conclusões. A orientação no Itamaraty é agir com cautela e deixar que o caso seja conduzido pela Justiça.

Senador é investigado em dois inquéritos

Flávio deixou o Brasil após ser intimado pela Polícia Federal, na segunda-feira (26), a entregar seus passaportes. Com a derrota eleitoral, ele ficará sem mandato eletivo pela primeira vez em 24 anos a partir de fevereiro de 2027.

O senador é investigado em um inquérito que apura o financiamento do filme Dark Horse, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação examina recursos atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e busca identificar o destino do dinheiro e a eventual utilização de parte dos valores para custear despesas de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, nos Estados Unidos.

Outra investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz, amigo do senador, em operações relacionadas a empresas de apostas e plataformas de pagamento. Entre os pontos analisados estão o acesso a uma conta de uma empresa ligada ao advogado e o financiamento de viagens.

Flávio nega irregularidades e afirma manter apenas uma relação de amizade com Willer Tomaz. O advogado também contesta as suspeitas.

Com informações do Metrópoles

PF indicia Vorcaro, Paulo Henrique e mais 13 em Caso Master

Postado em 28 de outubro de 2026

A Polícia Federal indiciou 15 pessoas por fraude bilionária nos negócios entre o Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A conclusão da PF é que controladores, diretores, operadores e advogados cometeran crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa na negociação de R$ 12,2 bilhões em créditos considerados fictícios. A informação é do Metrópoles.

A investigação apura a liquidação de carteiras de crédito sem lastro entre o Banco Master e o BRB. Os enquadramentos penais abrangem crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Entre os indiciados estão Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master; o ex-presidente do BRB, Paulo Costa e mais 13 pessoas.

As operações apontadas pela PF ocorreram entre dezembro de 2024 e abril de 2025. Segundo as investigações, embora o contrato do Master com o BRB previsse que as carteiras adquiridas seriam constituídas por créditos na modalidade Credcesta, originados pelo banco, posteriormente, a apuração demonstrou que o Master, de Daniel Vorcaro, reconheceu participação de terceiros na originação dos ativos e passou a apresentar versões divergentes.

“Em um primeiro momento, a originação de créditos em volume bilionário foi atribuída a operações vinculadas a duas associações sediadas no Estado da Bahia. Posteriormente, contudo, as mesmas originações passaram a ser atribuídas à Tirreno Consultoria Promotoria de Crédito e Participações S.A., empresa que, segundo os elementos apurados em perícia, não detinha capacidade econômico-financeira, estrutura operacional ou meios técnicos compatíveis com a originação de créditos consignados em volume bilionário”, afirmou a PF.

O indiciamento feito pela PF ressaltou que “a fraude financeira materializou-se no âmbito de negócios jurídicos celebrados entre duas instituições financeiras submetidas à supervisão do Banco Central do Brasil, cujos dirigentes, em conluio, deixaram de observar obrigações normativas e contratuais fundamentais relacionadas à comprovação da existência dos ativos negociados, à adoção de procedimentos mínimos de governança e à adequada precipitação das carteiras de crédito cedidas”.

Divisão de tarefas

A lista detalha a divisão funcional do esquema criminoso entre a alta gestão do banco privado, dirigentes do banco público, intermediários de empresas de fachada e membros de comitês de governança. Veja lista:

Chamado núcleo Estratégico e Liderança do Banco Master

  • Daniel Bueno Vorcaro (controlador do Banco Master): indiciado por gestão fraudulenta, prestação de informação falsa e fraude. Além de organização criminosa com papel de liderança e participação de funcionário público e lavagem de dinheiro.
  • Augusto Ferreira Lima (ex-dirigente/operador do Banco Master): indiciado por gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Angelo Antônio Ribeiro da Silva (diretor do Banco Master): indiciado por gestão fraudulenta, falsidade e fraude em operação financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Luiz Antonio Bull (diretor de Gestão de Riscos do Banco Master): indiciado por gestão fraudulenta, falsidade e fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Alberto Félix de Oliveira Neto (superintendente de Tesouraria do Banco Master): indiciado por gestão fraudulenta, falsidade e fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro.Núcleo Operacional e Estruturação de Empresas de Fachada
  • Allan da Silva Machado (coordenador operacional do Banco Master): indiciado por gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Henrique Souza e Silva Peretto (Operador/colaborador do Banco Master): indiciado por gestão fraudulenta, falsidade e fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • André Felipe de Oliveira Seixas Maia (Suposto diretor da SPE/Tirreno): indiciado como partícipe em gestão fraudulenta, falsidade e fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Daniel Lopes Monteiro (Advogado do escritório Monteiro Rusu): indiciado como partícipe em gestão fraudulenta, falsidade e fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Núcleo de Comando e Cúpula do BRB

  • Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa (ex-presidente do BRB): indiciado por gestão fraudulenta e organização criminosa com papel de liderança e presença de funcionário público.
  • Dario Oswaldo Garcia Junior (diretor Executivo de Finanças e Controladoria do BRB): indiciado por gestão fraudulenta e organização criminosa

Núcleo da Diretoria Colegiada (DICOL) do BRB

  • Luana de Andrade Ribeiro (Diretora Executiva de Controle e Riscos do BRB): indiciada por gestão fraudulenta.
  • Cristiane Maria Lima Bukowitz (Diretora Executiva de Gestão de Pessoas do BRB): indiciada por gestão fraudulenta.
  • Diogo Ilário de Araújo Oliveira (Diretor Executivo de Atacado e Governo do BRB): indiciado por gestão fraudulenta.
  • José Maria Correa Dias Junior (Diretor Executivo de Tecnologia do BRB): indiciado por gestão fraudulenta

Os fundamentos dos indiciamentos

De acordo com o relatório da PF, a responsabilização dos membros da Diretoria Colegiada (Dicol) do BRB decorre da adesão reiterada a um método decisório fraudulento.

O documento aponta que operações de alta materialidade financeira foram sistematicamente aprovadas antes da conclusão dos pareceres de controle, mantidas em alçadas inadequadas e renovadas sucessivamente mesmo após alertas expressos de risco de liquidez e irregularidades técnicas.

Em carta, Flávio se declara “verdadeiro presidente eleito do Brasil”

Postado em 28 de outubro de 2026

O senador Flávio Bolsonaro publicou uma carta, nesta quarta-feira (28/10), após fugir para os Estados Unidos. No comunicado, ele se apresenta como “o verdadeiro presidente eleito do
Brasil”.

No documento, Flávio agradece ao presidente da Argentina, Javier Milei, pela “coragem e senso de justiça e legalidade” e ao líder dos Estados Unidos, Donald Trump, por o acolher no país.

O candidato derrotado culpa o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pelos “mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno” conquistados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A afirmação é falsa. Zanin prorrogou as votações até às 19h, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só registrou 34 mil votos após as 17h.

No domingo (25/10), as campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro acionaram o TSE para pedir a prorrogação dos votos para além de 17h. A informação não é citada pelo senador na carta.

“Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível”, diz trecho.

Na carta, Flávio diz que após a “repugnante fraude eleitoral o ministro Alexandre de Moraes, do STF, colocou em prática um “plano previamente elaborado” — o pedido de apreensão do passaporte. Senador afirma que Moraes “muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime”.

Flávio nega ter fugido do Brasil: “Eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.”

Confira a íntegra da carta:

Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil. Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão.

Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema.

Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.

A resposta do regime ao meu questionamento veio rápida. Como num plano previamente elaborado, sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, diretamente citado no inquérito que usou para tentar sequestrar meus passaportes, e que muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime. Sendo impedido de origem e completamente suspeito para iniciar qualquer procedimento judicial contra mim, a sua mera participação em atos processuais mostra o tamanho da arbitrariedade e ilegalidade em andamento.

Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.

Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment. Eis o roteiro da perseguição: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política.

Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional. Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança. Agradeço, mais uma vez, ao Presidente Trump e ao governo americano por nos acolherem e nos darem a segurança jurídica que não temos mais no Brasil.

Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.

Não sou o primeiro a ter que lutar pelo próprio país longe dele. Rui Barbosa foi para o exílio por enfrentar o arbítrio de Floriano Peixoto e de lá seguiu defendendo a lei e a liberdade. Charles de Gaulle liderou a França Livre a partir de Londres, condenado à morte pelo regime de Vichy, e voltou para libertar o seu país. José Martí organizou a luta pela independência de Cuba a partir de Nova York. Na Venezuela, Juan Guaidó e Edmundo González tiveram que deixar o país por enfrentar a ditadura chavista, e María Corina Machado, mesmo perseguida, se recusou a legitimar a fraude e se tornou um símbolo mundial da resistência democrática. Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa.

Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação.

Às instituições brasileiras, faço um apelo: essa sandice precisa acabar. O Brasil vive hoje um caos jurídico, de corrupção e de perseguição política, em que a oposição tem medo de falar e a família de um ex-presidente é tratada como inimiga do Estado. Nenhuma nação consegue viver em paz ou prosperar assim. Ainda há tempo de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e devolver aos brasileiros a confiança que perderam.

À comunidade internacional, peço: não normalizem o que está acontecendo no Brasil. O que acontece hoje no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal.

Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr.

E a você, que votou em mim e sonha com a mudança: não estamos derrotados e não estamos sozinhos. Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil. Peço a cada um que permaneça firme e jamais desista.

Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar.

Que Deus abençoe o Brasil.

Metrópoles

PL decidirá no dia 4 se Rogério Marinho disputará a presidência do Senado

Postado em 28 de outubro de 2026
Parlamentares da oposição conversam com jornalistas sobre julgamento que analisa a abertura de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Líder da oposição no Senado, senador Rogério Marinho (PL-RN) durante entrevista.

Foto: Ton Molina/Agência Senado

O Partido Liberal (PL) deve se reunir na quarta-feira 4 de novembro para decidir sobre uma candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado. A expectativa é que o parlamentar anuncie, depois do encontro, se entrará na disputa pelo comando da Casa.

Parte da oposição defende um acordo entre Marinho e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), também cotada para concorrer. O grupo busca evitar a divisão dos votos contrários à reeleição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

As discussões envolvem a possibilidade de escolher o nome com maior capacidade de conquistar apoio em outras bancadas. Para os defensores de uma candidatura única, a articulação precisa alcançar também parlamentares que não fazem oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Alcolumbre recebeu sinalizações favoráveis de MDB, PSD e PT. Na terça-feira 27, União Brasil e PP anunciaram apoio à sua permanência no cargo.

Tereza Cristina reagiu à posição de seu partido ressaltando que a escolha cabe aos senadores. Ela pode disputar a presidência mesmo sem o respaldo da direção do PP.

A composição do Senado a partir de fevereiro de 2027 prevê o PL como a maior bancada, com 29 parlamentares. Para eleger o presidente da Casa, são necessários 41 votos entre os 81 senadores.

Os cinco partidos que sinalizaram apoio a Alcolumbre terão, juntos, 33 integrantes: dez do PT, oito do MDB, seis do PP, cinco do União Brasil e quatro do PSD. A soma fica oito votos abaixo do mínimo necessário para vencer a eleição.

O apoio das direções partidárias não assegura o voto de todos os integrantes das bancadas. A votação é secreta, e cada senador pode escolher um candidato diferente daquele indicado por sua legenda.

A eleição para a presidência do Senado está prevista para 1º de fevereiro de 2027, em Brasília.

agorarn

MP pede condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

Postado em 28 de outubro de 2026

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a condenação do empresário e influenciador Renato Cariani por associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo informações do g1, a acusação envolve um suposto esquema de desvio de produtos químicos para a produção de drogas, especialmente crack e cocaína. Cariani responde ao processo em liberdade.

A promotoria também solicitou a condenação de Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira pelos mesmos crimes. Em nota enviada ao g1, a defesa de Cariani afirmou que o pedido “não representa nenhuma surpresa” e que demonstrará, “com base na prova produzida ao longo da instrução”, que as teses da acusação são improcedentes.

De acordo com o advogado criminalista Anderson Almeida, caso o pedido seja integralmente acolhido, a pena poderá variar de 16 anos e 4 meses a 51 anos e 8 meses de reclusão para cada réu, além de multas. A estimativa considera condenações por associação para o tráfico, 59 crimes de tráfico de insumos e 59 crimes de lavagem de dinheiro, com reconhecimento da continuidade delitiva nas duas últimas séries e soma das penas dos três grupos de crimes.

O cálculo, segundo Almeida, inclui aumento de dois terços pela continuidade delitiva, conforme a Súmula 659 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sem outras causas de aumento ou diminuição. O advogado ressalta que a pena máxima estimada é diferente do limite legal de cumprimento de prisão, fixado em 40 anos pelo artigo 75 do Código Penal.

Acusação aponta simulação de vendas de produtos químicos

Cariani foi um dos alvos da Operação Hinsberg, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2023. A investigação apontou suspeitas de fraude na venda de insumos pela Anidrol Produtos para Laboratórios, empresa da qual o influenciador era sócio, sediada em Diadema, na Grande São Paulo. Segundo a PF, os produtos eram desviados para o refino de cocaína.

De acordo com os promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a Anidrol simulou, em 59 ocasiões, vendas para empresas que não haviam solicitado os produtos. A acusação sustenta que Cariani também simulou pedidos fictícios para justificar os desvios.

O Gaeco afirma ainda que mensagens extraídas do celular do empresário indicam uma relação próxima com o policial civil Anadré Dziuba, ligado à fiscalização de produtos químicos usados no refino de drogas. Segundo os promotores, Cariani recebia informações sobre diligências, opinava sobre situações e sugeria empresas para fiscalização. Para a acusação, essas condutas serviam para proteger a associação e prejudicar concorrentes. A defesa contesta as teses acusatórias, e o pedido de condenação ainda depende de decisão judicial.

96fm

Democratas criticam decisão de Trump de conceder visto a Flávio Bolsonaro

Postado em 28 de outubro de 2026

O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos criticou a decisão do governo Donald Trump de conceder visto ao senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em publicação na rede social X, o comitê, ligado aos democratas, comparou o tratamento dado ao parlamentar brasileiro à política migratória dos EUA para pessoas que fogem de guerras e conflitos no Sudão e no Haiti. “Negar resultados eleitorais, sim”, afirmou o comitê, ao criticar o que considera um tratamento privilegiado a Flávio Bolsonaro e sua família.

O deputado democrata Joaquin Castro também criticou a decisão. Em publicação no Instagram, afirmou que perder uma eleição não justifica a concessão de asilo e cobrou explicações do governo Trump sobre a possível ajuda ao senador para deixar o Brasil.

Chegada aos Estados Unidos

Flávio Bolsonaro, a esposa e as duas filhas chegaram a Miami nesta quarta-feira (28), após passarem pela Argentina e seguirem de avião para os Estados Unidos, com uma parada no Equador.

Segundo informações divulgadas pela Reuters, um aliado do senador e uma fonte do governo norte-americano confirmaram a viagem na terça-feira (27).

A viagem ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal. O senador não cumpriu o prazo estabelecido pela decisão.

Na véspera, após ser intimado pela Justiça, Flávio havia negado a intenção de deixar o país e afirmado que permaneceria no Brasil para organizar a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Investigação por lavagem de dinheiro

Flávio Bolsonaro é investigado em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro. O advogado Willer Tomaz, apontado como amigo do senador, também é investigado. Ambos negam irregularidades.

A decisão sobre os passaportes foi tomada após Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, defender em uma transmissão nas redes sociais que o senador deixasse o Brasil caso perdesse a eleição presidencial e passasse a liderar a oposição do exterior.

Fátima e Cadu anunciam equipe de transição do Governo do RN; veja os nomes

Postado em 28 de outubro de 2026

A governadora Fátima Bezerra (PT) e o governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT), anunciaram, nesta quarta-feira (28), a formação da equipe responsável pela transição de governo. A comissão será coordenada pela controladora-geral do Estado, Luciana Daltro e terá 14 integrantes, divididos igualmente entre representantes da atual gestão e indicados pelo governador eleito.

O decreto que formaliza a comissão será publicado nesta quinta-feira (29), com os nomes dos representantes dos dois governos. Segundo Cadu, a equipe também contará com integrantes indicados por entidades do setor produtivo, da academia e dos municípios.

Ao anunciar a composição da comissão, Fátima Bezerra afirmou que o governo estadual vai disponibilizar informações administrativas, orçamentárias e sobre projetos em execução para subsidiar o planejamento da próxima gestão.

“Vamos disponibilizar todas as informações necessárias, apresentar os programas, os projetos de execução, os compromissos assumidos e os desafios que ainda temos pela frente”, declarou a governadora.

Luciana Daltro coordenará a transição

A escolha de Luciana Daltro para coordenar os trabalhos foi anunciada por Cadu de Lula. Atual controladora-geral do Estado, ela também foi responsável pela coordenação do plano de governo apresentado pelo petista durante a campanha eleitoral.

Segundo o governador eleito, a comissão terá como principal tarefa produzir um diagnóstico detalhado da situação administrativa e financeira do Estado, com informações de todas as secretarias e órgãos estaduais.

“A gente vai, nessa transição, ter o diagnóstico de cada pasta. […] A gente vai se aprofundar em todas as pastas, em todas as áreas, para ouvir onde os avanços que a gente teve, que a gente teve muitos, focar muito nos desafios”, afirmou Cadu.

O governador eleito destacou que áreas como saúde, educação e segurança pública estarão entre as prioridades da avaliação, com o objetivo de orientar as primeiras decisões da nova administração.

Setor produtivo e municípios terão representantes

Cadu também anunciou que a equipe de transição terá a participação de representantes indicados por entidades externas ao governo estadual.

Entre as instituições mencionadas estão a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio-RN), representantes da academia e a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn).

Segundo o governador eleito, a participação dessas entidades busca ampliar o diálogo com diferentes setores da sociedade e fortalecer a relação institucional entre o governo estadual e os 167 municípios potiguares.

“A gente está convidando membros indicados pela Fiern, pela Fecomércio, pela academia, pela Federação de Municípios também. A gente vai ter uma indicação de um membro indicado pela Federação de Municípios, que é importante essa relação entre o governo do Estado e os 167 municípios”, disse.

Cadu ressaltou que a escolha dos integrantes seguirá critérios técnicos e que a formação da comissão de transição não representa, necessariamente, a definição dos nomes que ocuparão cargos no futuro governo.

“Não é formação de governo ainda, é uma equipe de transição, para a gente ter esse diagnóstico”, explicou.

Comissão vai reunir dados fiscais, orçamentários e administrativos

Responsável pela coordenação dos trabalhos, Luciana Daltro afirmou que a comissão terá como prioridade organizar as informações sobre a situação do Estado, incluindo dados orçamentários, fiscais, contábeis, patrimoniais e de pessoal, além de projetos em andamento.

“A política é a arte de construir consensos e uma comissão de transição que se propõe ser integrada, organizada, colaborativa e transparente precisa ter como centro de decisão a organização de todos os dados do Estado”, afirmou.

Segundo Luciana, além de levantar informações sobre a estrutura administrativa, a comissão deverá identificar os principais desafios e oportunidades de melhoria na gestão pública.

“Para além da realização desse diagnóstico, a nossa comissão pretenderá, sim, apresentar os desafios e as oportunidades de melhoria, de avanços, imprimindo eficiência à administração pública”, acrescentou.

Veja os nomes anunciados por Fátima Bezerra

A governadora anunciou seis dos representantes indicados pela atual administração para integrar a comissão de transição:

  • Luciana Daltro: controladora-geral do Estado e coordenadora da transição;
  • Antenor Roberto: procurador-geral do Estado;
  • Álvaro Bezerra: secretário de Estado da Fazenda;
  • Alexandre de Oliveira Lima: secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão;
  • Virgínia Ferreira Lopes: chefe do Gabinete Civil;
  • Jane Carmem: secretária de Administração.

A comissão terá sete representantes de cada governo. Os demais nomes deverão constar no decreto previsto para publicação nesta quinta-feira (29).

Fátima Bezerra afirmou que a atual gestão pretende assegurar uma transição baseada no diálogo, na transparência e na continuidade administrativa.

“Queremos que Cadu, Larissa e suas equipes encontrem as portas escancaradas, tenham, portanto, todas as condições para planejar os próximos passos e dar continuidade e avançar no trabalho em benefício da nossa população”, concluiu.

Flávio Bolsonaro não é considerado foragido, diz PF

Postado em 28 de outubro de 2026

A Polícia Federal, em nota encaminhada à imprensa nesta quarta-feira (28), informou que o senador Flávio Bolsonaro não é considerado foragido, ou mesmo é alvo de mandado de prisão até o momento. Flávio chegou aos Estados Unidos hoje, com a esposa, Fernanda, e as duas filhas.

Apesar do status atual de Flávio, a PF pontuou que ainda investiga as circunstâncias da saída do senador do país, e o descumprimento da ordem emitida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, referente a entrega dos passaportes em posse dele.

A corporação também esclareceu que não há registro oficial de saída do parlamentar pelos postos de controle migratório brasileiros.

Leia a nota na íntegra:

“A Polícia Federal informa que, no dia 25/10, representou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela adoção de medidas cautelares, incluindo a apreensão de passaportes, a proibição de saída do país e a restrição de contato com outros investigados, após identificar risco de saída do Brasil pelo senador Flávio Bolsonaro, investigado no âmbito da PET nº 16877/DF.

Após a decisão judicial, os passaportes comum e diplomático emitidos pelo Brasil foram cancelados, foi inserido alerta migratório no sistema SONAR e o senador foi intimado na manhã de segunda-feira (26/10) a entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades no prazo de 24 horas, o que não ocorreu.

Não há registro oficial de saída do parlamentar pelos postos de controle migratório brasileiros.

A existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares.

A Polícia Federal investiga as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais pelo investigado, atuando nos limites da legislação e no cumprimento das determinações judiciais.“

A fuga

Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil na terça-feira (27). Rumores e declarações desencontradas de aliados circularam durante o dia de ontem, mas informações atualizadas indicam que ele chegou a Argentina (conforme divulgou fonte oficial do governo argentino) por terra e depois seguiu em voo para o Equador, pousando em solo americano nesta quarta.

O presidente Donald Trump declarou a jornalistas que aprova a chegada de Flávio aos EUA. O Departamento de Estado estadunidense já havia informado, na terça, que concederia vistos para o parlamentar brasileiro e sua família.

O ex-candidato à Presidência deixou o país após ser derrotado por Lula no segundo das eleições, no domingo (25). Ele é alvo de duas investigações, referentes ao dinheiro recebido para a produção do filme “Dark Horse”, e a relação suspeita com o empresário Willer Tomaz.

Tribuna do Norte