Grande parte dos brasileiros terminou 2025 endividado. É o que mostra um novo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que contabilizou 78,9% de endividados em dezembro — patamar 2,3 pontos percentuais acima do registrado em 2024.
Na comparação mensal, no entanto, houve melhora dos índices. Após atingir a máxima histórica de 79,5% em outubro, o percentual de famílias endividadas recuou para 78,9% em dezembro, a menor taxa registrada desde julho. O movimento de recuo também foi observado no volume de contas em atraso, que atingiu 29,4% no último mês do ano, o menor patamar desde abril (29,1%).
Entre as principais modalidades de dívidas, o cartão de crédito segue liderando o ranking, sendo utilizado por 85,1% do total de devedores. Em seguida, estão os carnês (16,2%), que voltou a diminuir, o crédito pessoal (12,1%), os financiamentos de casa (9,6%) e de carro (8,6%), e o crédito consignado (5,8%).
Segundo o levantamento, a redução dos indicadores no fim do ano é atribuída a um maior planejamento dos consumidores e ao momento sazonal das festas de fim de ano, que aquece o comércio e o crédito. Em dezembro, o prazo médio de pagamento foi de 7,1 meses, contra 7,4 meses no mesmo período de 2024.
Apesar da melhora no último trimestre, o saldo anual revela um cenário de maior pressão financeira em comparação ao ano anterior. Para o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, a capacidade do brasileiro de quitar dívidas e fugir dos juros para manter o consumo está vinculada a uma redução gradual da Selic por parte do Banco Central.
“Esperamos que, ainda no primeiro semestre, o BC entenda a necessidade de trabalhar com uma taxa Selic mais razoável do que a que vemos desde a metade de 2025. O último trimestre foi de bons resultados, muito por conta do 13º salário e das datas festivas, mas há um risco iminente no ciclo de endividamento, principalmente por cartão de crédito, uma bola de neve das dívidas”, avalia Bentes.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se nesta quarta-feira (14) pelo deferimento parcial dos pedidos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Gonet se posicionou favoravelmente à assistência religiosa, ao início de atividades de leitura para redução de pena e à realização de vistoria institucional no local de prisão, mas foi contrário ao acesso a uma Smart TV com conexão à internet.
Para Gonet, o acesso à internet dificultaria o controle sobre eventual uso de redes sociais ou comunicação com pessoas não autorizadas, o que poderia comprometer a disciplina e as restrições impostas pela Justiça ao ex-presidente.
Como alternativa, o PGR sugere que o acompanhamento de notícias ocorra por meios que não permitam “interação direta ou indireta com terceiros”, como TV a cabo sem acesso à internet, desde que os custos sejam pagos por Bolsonaro.
As manifestações de Gonet atendem a uma determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso. Caberá agora ao magistrado decidir se acolhe ou rejeita os pedidos apresentados pelos advogados de Bolsonaro.
Pré-candidatos a deputado estadual do partido União Brasil não fecham questão quanto apoio incondicional a uma chapa majoritária liderada pelo prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), para o governo do Rio Grande do Norte, no caso dele passar a pedir voto em campanha para a reeleição da presidente estadual do PSD, senadora Zenaide Maia, que integra a base aliada do governo Lula.
Mesmo correndo riscos de punições por infidelidade partidária, caso não acompanhem o posicionamento político de Allyson Bezerra, pré-candidato do União Brasil ao governo do Estado, postulantes de uma cadeira à Assembleia Legislativa do partido devem cuidar de suas próprias campanhas às eleições de 4 de outubro.
A TRIBUNA DO NORTE procurou a vereadora Camila Barreta (União), que no começo de de janeiro, lançou-se como pré-candidata à Assembleia mas ela não respondeu a esses questionamentos, assim como o vereador Matheus Faustino (União), que vai postular mandato de deputado federal, e que prefere não comentar, ainda, nada sobre apoios a pré-candidatos ao governo do Estado e Senado da República.
Nenhum dos dois vereadores recebeu carta de anuência de desfiliação partidária da Executiva Estadual do União Brasil para ingressarem em outra legenda – Camila Araújo almejava se filiar ao Partido Liberal (PL) e Matheus Faustino ao recém-criado partido Missão.
“Os únicos parlamentares que têm janela partidária são aqueles que estão finalizando seu mandato no ano de eleição. Os deputados federais e estaduais. Da mesma forma que vai ter agora, quando for em 2028, que eu vou ter como vereador, janela partidária para poder sair do partido”, pondera Faustino.
Faustino já admitiu que se quisesse sair do União Brasil sem a carta de anuência, perderia mandato: “Não é algo que eu queira fazer, até porque eu fui eleito para representar a população dentro do meu mandato. Então, eu perdendo ou ganhando, se eu ganhar, eu vou para Brasília, perdendo eu vou continuar no meu mandato para representar aqueles votos que eu recebi para vereador”.
Outros dois pré-candidatos do União Brasil para 2026 são: Nina Souza e Robson Carvalho, a deputado federal e estadual, respectivamente. Ambos não retornaram aos contatos da reportagem.
O presidente estadual do União Brasil, ex-senador José Agripino, confirmou que ocorreu, na terça-feira (13), reunião interna da Federação “para apreciar os nomes propostos para compor as nominatas estadual e federal”, mas sem abordagem de cobrança de fidelidade partidária de todos os “candidatáveis” à chapa proporcional a ser oficializada em convenção entre o fim de julho e começo de agosto.
“Não se tratou, até por desnecessidade de nenhuma questão de fidelidade partidária”, desconversou Agripino, cujo partido enfrenta dificuldades em manter a bancada na Assembleia, pois o deputado estadual Ivanildo Oliveira já havia anunciado, em setembro do ano passado, a intenção de desligar-se do União Brasil para se filiar ao MDB por convite do vice-governador Walter Alves.
Além de Oliveira, a bancada do União Brasil conta com o deputado estadual Taveira Júnior.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (14) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue em vantagem em relação ao pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), enquanto o senador vai se consolidando como candidato da direita.
O petista lidera com 36% das intenções de voto, e Flávio está em segundo lugar, com 23%, na disputa do primeiro turno — no segundo turno, Lula tem 45%, e Flávio, 38%. Ratinho Jr. aparece em terceiro lugar, com 9%. Contra o bolsonarista e o governo do Paraná, Lula venceria por 7 pontos percentuais.
Na mesma pesquisa Genial/Quaest, o governo Lula (PT) é desaprovado por 49% dos eleitores e aprovado por 47%. Outros 4% não souberam ou optaram por não responder.
O documento mostra que “44% acham que [Jair] Bolsonaro errou ao indicar Flávio, 43% pensam o contrário”. Em dezembro, 54% consideravam errada a decisão do ex-presidente.
Ainda que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tenha se manifestado contra a intenção de concorrer ao Palácio do Planalto, seu nome aparece como uma terceira via das pesquisas, com 9% das intenções de voto no primeiro turno e 39% no segundo, quase alcançando a pretenção de votos em Lula.
Protocolo
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em entrevistas presenciais realizadas entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00835/2026.
Em dezembro, os números indicavam empate técnico: a aprovação era de 48%, e a desaprovação, de 49%. O mesmo cenário registrado no levantamento anterior, de novembro, quando 50% desaprovavam e 47% aprovavam o governo.
As candidaturas, entretanto, ainda não são oficiais. Precisam ser oficializadas entre julho e agosto, durante as convenções partidárias, e registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto.
Governo Lula é desaprovado por 49%
Pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (14) mostra que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 49% dos eleitores e aprovado por 47%. Outros 4% não souberam ou optaram por não responder.
Em dezembro, os números indicavam empate técnico: a aprovação era de 48% e a desaprovação, de 49%. O mesmo cenário registrado no levantamento anterior, de novembro, quando 50% desaprovavam e 47% aprovavam o governo.
No recorte regional, o presidente mantém avaliação positiva no Nordeste, com 67% de aprovação e 30% de desaprovação. No Sul, 64% desaprovam e 32% aprovam o governo Lula, e no Sudeste, 56% desaprovam e 40% aprovam a gestão. No Centro-Oeste/Norte, os índices ficam próximos: 51% de desaprovação e 45% de aprovação.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.
Avaliação
Quanto à avaliação do governo federal, a pesquisa mostra que, entre os eleitores: 39% consideram negativo; 32% consideram positivo; 27% consideram regular; e 2% não soube responder. A pesquisa também faz um levantamento da avaliação do governo de Lula seccionado em cinco grupos de orientações políticas: lulista; esquerda não lulista; independente; bolsonarista e direita não bolsonarista. Lulistas: 79% consideram positivo; 2% regular e 1% negativo. Esquerda não lulista: 62% consideram positivo, 36% regular e 2% negativo. 1% não soube responder. Independentes: 18% consideram positivo, 39% regular e 38% negativo. 5% não soube responder. Bolsonaristas: 4% consideram positivo, 10% regular e 86% negativo. Direita não bolsonarista: 5% positivo, 18% regular e 77% negativo.
Apesar da retração de 2,3% na produção industrial do Rio Grande do Norte em novembro de 2025, o desempenho do setor de confecções foi determinante para reduzir o impacto negativo da indústria no estado. Dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgados nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a confecção de artigos do vestuário e acessórios cresceu 98% na comparação com o mesmo mês de 2024, o maior avanço do país pelo quinto mês consecutivo.
O resultado contrasta com a queda registrada em segmentos tradicionais, como a fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, que recuou 16,8% em novembro e foi o principal responsável pelo desempenho negativo da indústria geral potiguar. Ainda assim, outros setores apresentaram crescimento, como as indústrias extrativistas (12,4%) e a fabricação de produtos alimentícios (5,6%).
Para o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Roberto Serquiz, os números refletem uma retomada consistente da indústria de transformação no estado, com a confecção exercendo papel estratégico nesse processo. “Quando a gente fala de transformação, que é a indústria que transforma a matéria-prima no produto, a gente fala de confecção, de vestuário, de bonelaria, móveis, alimentos. E essa indústria realmente tem tido uma reação”, afirmou.
Segundo Serquiz, a Fiern tem atuado de forma direta para fortalecer esse movimento. “A própria Federação da Indústria tem colaborado com esse processo que nós chamamos de neoindustrialização”, destacou. Ele chama a atenção, especialmente, para a força das oficinas de costura instaladas no Seridó, região que concentra grande parte da produção de confecções e também de bonelaria do estado. “A confecção é um segmento estratégico. Eu incluiria aí a bonelaria. Nós temos as oficinas de costura que predominantemente estão na região do Seridó e elas têm sido realmente efetivas nesse desempenho da indústria de transformação”, disse.
De acordo com o dirigente, a entidade está desenvolvendo um programa de qualificação dessas oficinas, por meio de recursos oriundos de emenda parlamentar do senador Rogério Marinho, com foco na criação de marcas próprias. “É uma forma de dar a essas oficinas mais uma oportunidade de aumento de produtividade”, pontuou.
A relevância da bonelaria no Seridó é evidenciada pelo Arranjo Produtivo Local (APL) do setor, que envolve municípios como Serra Negra do Norte, Caicó e São José do Seridó. A cidade de Serra Negra do Norte, por exemplo, abriga a maior agência dos Correios do Rio Grande do Norte em volume de encomendas, impulsionada pela produção e comercialização de bonés para todo o país e até para o exterior.
“A bonelaria é o segundo polo boneleiro e está muito bem desenhado o crescimento a partir de um grande indicador: a maior agência dos Correios está exatamente em Serra Negra do Norte”, observou Serquiz.
Na avaliação dele, a confecção deve manter esse protagonismo nos próximos anos. “A confecção pode ser considerada um dos pilares da indústria do estado e assim deve se manter, sem dúvida”, afirmou.
Ele destaca ainda a importância do Complexo Acari Cidade da Moda, cuja entrega está prevista para março de 2026. Orçado em R$ 21,7 milhões, o empreendimento contará com galpões industriais, centro de convenções e espaços para feiras e comercialização de produtos fabricados no próprio estado. “Isso vai dar um outro potencial de mercado e trazer uma evolução do ponto de vista de marca própria”, explicou.
Para o presidente da Fiern, o fortalecimento da confecção também dialoga com outros segmentos da indústria de transformação. “Tudo isso para que não só a confecção e a bonelaria, mas também as bordadeiras da região, a indústria de alimentos e até o potencial da mineração do Seridó contribuam cada vez mais para o desempenho da indústria de transformação”, concluiu.
Variação acumulada
A variação acumulada até novembro de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior seguiu a mesma tendência de meses anteriores, com percentuais positivos em todos os segmentos industriais exceto nos de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, que caíram 23,2%. A atividade das indústrias extrativistas cresceu 13,2%. A confecção de artigos do vestuário e acessórios subiu 42,8%, enquanto a fabricação de produtos alimentícios manteve o crescimento de 5,8%. Mesmo com esses números, o acumulado da indústria geral apresentou uma variação negativa de 11,8% no período.
A variação acumulada em 12 meses, em relação ao período anterior de 12 meses, seguiu a mesma tendência, com números positivos para as indústrias extrativistas (11,1%), fabricação de produtos alimentícios (6,6%) e para a confecção de artigos do vestuário e acessórios (36,3%). Contudo, no mesmo período, o indicador ficou negativo na fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-23,4%), o que fez a indústria geral cair 12,7%.
O deputado federal Sargento Gonçalves (PL-RN) afirmou nesta quarta-feira 14 que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vive uma “prisão política”. Em entrevista ao programa Meio Dia RN, da 96 FM, o parlamentar declarou ainda que os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 são vítima de “injustiça” e “perseguição”, praticadas especialmente pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes – a quem ele chama de “tirano”.
Na avaliação do parlamentar, é “muito clara a perseguição política” contra Jair Bolsonaro. Ao mencionar que o ex-presidente tem 70 anos de idade e enfrenta consequências do atentado à faca sofrido na campanha eleitoral de 2018, o deputado sustentou que, “na pior das hipóteses”, Bolsonaro deveria receber um benefício humanitário, como a possibilidade de cumprir pena em casa. “No mínimo, seria uma domiciliar humanitária”, declarou.
Durante a entrevista, o deputado do PL defendeu que o Congresso Nacional derrube o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria – que prevê redução de pena para os condenados do 8 de janeiro. O texto prevê que Bolsonaro teria a pena reduzida de 27 anos e 3 meses para cerca de 20 anos. Além disso, o tempo de regime fechado cairia para 2 anos e 4 meses. O ex-presidente está cumprindo pena desde o fim de novembro de 2025.
“Eu não tenho dúvida de que o Congresso tem maioria para derrubar o veto. Nós teríamos hoje, aliás, maioria do Congresso para aprovar a anistia ampla, geral e irrestrita, que seria de fato fazer justiça, impedir que continue essa injustiça”, declarou Gonçalves.
Além de Jair Bolsonaro, o parlamentar citou casos de pessoas que, segundo ele, estariam sendo punidas de forma desproporcional por ligação com os atos de 8 de janeiro e relatou nomes de cidadãos que estão com restrições judiciais, como tornozeleira eletrônica e limitações de deslocamento.
Questionado no estúdio sobre o receio de retaliações por críticas ao ministro Alexandre de Moraes, o parlamentar respondeu que já enfrenta processo e atribuiu o caso a perseguição política. “Estou respondendo um processo, inclusive, por abolição violenta do Estado Democrata de Direito”. Segundo ele, a acusação teria decorrido de “postagem de um vídeo”.
Na entrevista, o deputado ampliou suas críticas ao Supremo e ao que chamou de “instabilidade institucional e jurídica” no País. Ele também afirmou que, em sua avaliação, há desproporcionalidade quando compara punições aplicadas a envolvidos nos atos com situações de violência em outros contextos.
Ao falar de sua atuação como policial militar, disse: “O que eu vejo bandido sair e ser colocado em liberdade”, contrapondo ao tratamento dado a pessoas que, segundo ele, “não cometeram crimes” ou que teriam cometido infrações menos graves.
O parlamentar afirmou que a discussão sobre anistia deveria ser vista como “questão de justiça” e não apenas como um embate entre campos ideológicos. “Eu acho que numa pauta de direita, de esquerda, de centro, eu acho que é uma questão de justiça”, declarou.
Gonçalves defende Rogério para o Governo e diz não estar definido ainda sobre Senado Sargento Gonçalves também comentou o cenário eleitoral de 2026. Ele disse que será candidato à reeleição para deputado federal pelo PL. A estimativa do grupo, segundo ele, é eleger três deputados na próxima disputa.
Para a Presidência da República, afirmou que se sente “mais confortável” com a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), embora tenha citado respeito a outros potenciais candidatos da direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e governadores como Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO).
Questionado sobre o risco de divisão na direita com múltiplas pré-candidaturas, Gonçalves respondeu que alguns nomes já haviam anunciado movimentos próprios, mas defendeu que a composição pode ocorrer até o período de registro das candidaturas. “Eu tenho certeza de que a gente vai conseguir juntar, somar um grupo bom”, afirmou.
No cenário estadual, ele disse aprovar a possível candidatura do senador Rogério Marinho (PL) ao Governo do Estado. Para Gonçalves, o senador “representa bem” a oposição no Senado e é um “nome natural” da direita para a disputa eleitoral do RN. Ao ser perguntado sobre a disputa para o Senado, ele afirmou que ainda não definiu seus apoios para a disputa. Em 2026, serão eleitos dois senadores por estado.
“A prioridade é impedir que o PT continue destruindo o estado do Rio Grande do Norte”, finalizou.
A corrida pelo Governo do RN em 2026 já provoca rearranjos importantes entre lideranças políticas do Estado. O vice-governador Walter Alves (MDB) intensificou a aproximação com o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), enquanto o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), mantém conversas com o grupo do senador Rogério Marinho (PL), pré-candidato ao Executivo estadual.
O desenho atual pode resultar em um movimento clássico da política: dividir forças para garantir presença no futuro governo. Com Walter Alves em um campo e Ezequiel Ferreira em outro, ambos ampliam as chances de manter protagonismo independentemente do vencedor da disputa. As articulações foram reveladas pela jornalista Anna Ruth Dantas, da 98 FM Natal, e indicam um cenário em que aliados históricos passam a atuar em campos distintos.
Walter perto de Allyson Segundo interlocutores ligados ao entorno do prefeito de Mossoró, a entrada de Walter Alves na composição política liderada por Allyson é tratada como praticamente certa. As conversas entre os dois continuam, mesmo que em ritmo menos intenso do que nas semanas anteriores.
A avaliação nos bastidores é de que o diálogo segue aberto e estratégico, especialmente diante do peso eleitoral de Mossoró e da influência política acumulada por Walter no MDB potiguar. Ainda de acordo com a apuração, o vice-governador também chegou a dialogar com o grupo de Rogério Marinho, mas sem avanços concretos.
Ezequiel mira outro caminho Enquanto isso, Ezequiel Ferreira não avançou em conversas com o grupo de Allyson Bezerra. Pessoas próximas ao presidente da Assembleia avaliam que uma aliança entre os dois é, neste momento, pouco provável.
Hoje, Ezequiel mantém proximidade com o senador Rogério Marinho, principal nome da oposição ao PT no Estado. Apesar disso, a estratégia do deputado estadual é segurar qualquer ruptura formal com o governo estadual até o limite político possível.
Ruptura calculada com o governo De acordo com a análise, Ezequiel deve permanecer oficialmente na base da governadora Fátima Bezerra até os momentos finais do calendário político, preservando espaços administrativos e influência institucional. A tendência, no entanto, é que o rompimento ocorra mais adiante, já mirando a sucessão estadual.
A avaliação é que a ruptura não será pessoal com a governadora, mas política, atingindo diretamente o projeto do PT para 2026, que deve ter o nome de Cadu Xavier como candidato.
O número de pessoas que vivem em situação de rua continua crescendo no país. Em dezembro de 2024 havia 327.925 pessoas vivendo nas ruas do Brasil. No final do ano passado esse número chegava a 365.822 pessoas. Os dados são de levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da Universidade Federal de Minas Gerais (OBPopRua/Polos-UFMG), divulgado nesta quarta-feira (13).
O levantamento foi feito com base nos dados do Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico), que reúne os beneficiários de políticas sociais, como o Bolsa Família, e serve como indicativo das populações em vulnerabilidade para quantificar os repasses do governo federal aos municípios.
De 2020 a 2021, quando teve início a pandemia da covid-19, o número de pessoas em situação de rua havia caído, passando de 194.824 para 158.191 pessoas. Mas em 2022, voltou a subir e vem crescendo de forma contínua desde então.
A maioria dessa população que vive nas ruas se encontra na Região Sudeste do país, somando 222.311 de pessoas, o que representa 61% do total no país. Em seguida aparece a Região Nordeste, com uma população de 54.801 pessoas em situação de rua.
Só no estado de São Paulo estão concentradas 150.958 pessoas em situação de rua, seguida pelos estados do Rio de Janeiro (33.656) e Minas Gerais (33.139). O Amapá é o estado com o menor número de pessoas nessa condição, somando 292.
Para os pesquisadores do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, quatro situações podem explicar esse aumento:
o fortalecimento do Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) como principal registro da população em situação de rua e de acesso às políticas públicas sociais do país; a ausência ou insuficiência de políticas públicas estruturantes voltadas para essa população, tais como moradia, trabalho e educação; a precarização das condições de vida principalmente após a pandemia; e as emergências climáticas e deslocamentos forçados na América Latina. Em entrevista à Agência Brasil, Robson César Correia de Mendonça, do Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo, disse que apesar das políticas públicas que fizeram a insegurança alimentar grave diminuir no país LINK 3, ainda há muita gente passando fome no país.
“Acho que está crescendo o número de pessoas em situação de rua em todo o Brasil e em São Paulo por uma série de fatores. Mesmo com a questão da queda acentuada das pessoas em alta vulnerabilidade social, ou seja, de combate à fome, ainda existe muita fome no Brasil. Existem pessoas que não conseguem se alimentar porque tem que pagar o aluguel ou porque tem que comprar remédio”, avalia.
Ele mesmo disse que tem dificuldades para pagar por todos os remédios que precisa tomar por seus problemas de saúde. “Se eu tivesse que comprar o que eu tenho que comprar para as doenças que eu tenho, eu precisaria receber dez salários desses para poder comprá-los. Só a máscara que eu preciso usar custa R$ 6 mil. Tem outros remédios que custam entre R$ 700 ou R$ 800. Como é que uma pessoa vai conseguir pagar aluguel, água, luz, alimentação e medicamentos com um ou dois salários mínimos? Ela não tem condições”, ressaltou.
Na opinião de Mendonça, outro fator que tem contribuído para esse aumento é o avanço tecnológico, que tem trazido ainda mais dificuldades para quem busca um emprego. “As pessoas não passam por uma reciclagem para se aperfeiçoarem na questão do trabalho”.
Para ele, a solução para esse problema passa pela capacitação, pelo enfrentamento ao preconceito contra essas pessoas e também por políticas voltadas à moradia e ao emprego.
“É preciso tratar de uma maneira para que não se veja a população de rua como um ser de outro planeta, mas como um cidadão desempregado, que precisa de uma chance para reingressar ao mercado de trabalho. Quando o Brasil tomar conhecimento e quando o governo se conscientizar de que ele não tem que tratar a população em situação de rua criando guetos, mas tratar como cidadão desempregado, criando capacitação e, principalmente, sensibilizando os empresários para que deem empregos para essas pessoas, aí sim isso começa a mudar”, defendeu.
“O problema não está na população de rua, mas no governo que não encara a temática da população em situação de rua como tem que ser encarada, com seriedade, com dignidade e respeito”, acrescentou.
Programas A Secretaria de Desenvolvimento Social do estado de São Paulo informou que “tem trabalhado de forma integrada com os municípios para a redução da população de rua em todo o estado”.
Segundo a secretaria, a pasta já repassou R$ 633 milhões para as prefeituras paulistas desde o início desta gestão, sendo que R$ 145,6 milhões desse valor seriam exclusivos para ações voltadas à população em situação de rua.
Além disso, informa a pasta, foram ampliados os serviços que são ofertados para essa população, tais como a criação de 24 novas unidades do Bom Prato, programa que oferece alimentação de qualidade a um custo acessível. Outro programa que foi ampliado foi o Serviço de Acolhimento Terapêutico Residencial e que permite, segundo a secretaria, “a conquista da autonomia, com renda e moradia às pessoas em situação de rua afetadas pelo uso de substâncias psicoativas”.
Procurado, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania ainda não se pronunciou sobre o levantamento. A Agência Brasil está aberta à manifestações.
A partir de 21 de janeiro, os Estados Unidos suspenderão os vistos emitidos para imigrantes do Brasil e mais 74 países. A restrição não afeta a emissão de vistos para turistas. A informação foi divulgada, em primeira mão, pela Fox News. Ao repórter do Metrópoles Sam Pancher, o Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou que 75 países tiveram a emissão de visto suspensa. A informação foi dada por e-mail, sem detalhar quais nações seriam atingidas pela decisão.
Pelas redes sociais, o Departamento de Estado informou que “suspenderá o processamento de vistos de imigrantes de 75 países cujos migrantes recebem benefícios sociais do povo americano em taxas inaceitáveis. O congelamento permanecerá em vigor até que os EUA possam garantir que os novos imigrantes não irão extrair riqueza do povo americano”.
A medida vale a partir de 21 de janeiro de 2026. Segundo a Fox News, além do Brasil, os países da lista incluem Rússia, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia, Somália e Iêmen.
A medida visa “considerar inelegíveis potenciais imigrantes que se tornariam um fardo para os Estados Unidos e explorariam a generosidade do povo americano”, de acordo com o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggot.
No último dia 12, o perfil oficial no X do Departamento de Estado norte-americano comemorou a revogação de 100 mil vistos irregulares. Na publicação, o órgão diz que continuará deportando “criminosos para manter a América segura”.
Em novembro de 2025, o departamento já havia enviado comunicado a consulados em todo o mundo determinando regras mais rígidas de avaliação com base na cláusula de “encargo público” da legislação migratória.
Os agentes foram orientados a negar vistos a candidatos levando em conta sua saúde (incluindo possibilidade de necessidade de cuidados médicos a longo prazo), idade, domínio do inglês e situação financeira.
Segundo as normas, quem for mais velho, com sobrepeso ou que tenha histórico de uso de assistência financeira governamental também pode ter pedidos de visto americano negados.
Procurado, o Itamaraty informou que o tema deve ser tratado junto à Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. A reportagem entrou em contato com a Embaixada dos EUA no Brasil e aguarda retorno.
Após anunciar a sua filiação ao PP para disputar as eleições de 2026, o deputado estadual Kleber Rodrigues (PSDB) explicou os detalhes de sua decisão e também comentou a sua conversa com a governadora Fátima Bezerra (PT). Ele reforçou que votará no prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, para o governo do Rio Grande do Norte.
Segundo Kléber, o retorno ao Partido Progressista ocorreu de forma tranquila e sem rompimentos políticos. O deputado afirmou manter uma boa relação com diferentes lideranças do estado, independentemente de posicionamentos partidários. “Eu me dou bem com todo mundo, não tenho problema com ninguém”, destacou, citando a convivência política com nomes como Rogério Marinho, Cadu Xavier, Fátima Bezerra e Allyson Bezerra.
O parlamentar relembrou o início de sua trajetória na Assembleia Legislativa e a convivência com Allyson Bezerra, ainda quando ambos ingressaram na Casa. Kléber destacou que os dois dividiram experiências nas comissões permanentes, especialmente na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), o que fortaleceu a relação política e pessoal entre eles.
De acordo com o deputado, a decisão de apoiar Allyson Bezerra para o Governo do Estado em 2026 foi baseada na avaliação da gestão do prefeito em Mossoró. Kléber afirmou que percorre todas as regiões do Rio Grande do Norte e acompanha de perto a realidade dos municípios. Nesse contexto, avaliou que a administração de Allyson apresenta resultados positivos e alta aprovação popular, fatores que, segundo ele, credenciam o prefeito para disputar o Executivo estadual.
Kléber Rodrigues também ressaltou que comunicou sua escolha de forma direta e transparente à governadora Fátima Bezerra, antes mesmo de torná-la pública. Ele, que classificou a conversa como “tranquila” afirmou que mantém respeito pessoal e político pela governadora e que prefere tratar decisões diretamente com os envolvidos. Para o Senado, o deputado afirmou que votará em Fátima Bezerra e em Zenaide Maia.
Ao comentar a reunião com prefeitos e lideranças políticas de diferentes partidos, Kléber destacou que sua decisão foi construída de forma coletiva. Segundo ele, o encontro reuniu representantes de várias regiões do estado e a convergência em torno do apoio a Allyson Bezerra foi unânime. “Eu não tomo decisões de cima para baixo. Tudo é compartilhado, pensado no coletivo”, afirmou.
O deputado relatou ainda que, ao consultar o grupo sobre a possibilidade de caminhar politicamente com Allyson Bezerra, a reação foi de entusiasmo, o que reforçou sua convicção. Para Kléber, a união das lideranças em torno desse projeto demonstra confiança no desempenho administrativo do prefeito de Mossoró e no potencial de sua pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte em 2026.
Alemanha, Suécia e Noruega anunciaram nesta quarta-feira, 14, que enviarão tropas para a Groenlândia, em meio às repetidas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que pretende anexar a ilha. A movimentação ocorre simultaneamente ao anúncio da Dinamarca de que está aumentando sua presença militar na região.
Embora tenha governo autônomo, a Groenlândia permanece sob soberania dinamarquesa e, portanto, protegida pelo guarda-chuva da Otan, a principal aliança militar ocidental.
Segundo um porta-voz do governo alemão, militares serão deslocados para a ilha e devem começar a chegar já nesta quinta-feira, 15. O Ministério da Defesa informou que a missão foi solicitada por Copenhague, com o objetivo de avaliar contribuições adicionais de segurança e reforçar a vigilância no Ártico.
Mais cedo, a Dinamarca já havia confirmado o reforço de seu aparato militar na Groenlândia. A informação foi anunciada pelo ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, que afirmou que a medida envolve a expansão das capacidades de defesa e monitoramento na ilha, com aumento de tropas, aeronaves e navios na região, em cooperação com aliados da Otan.
O movimento ocorre após semanas de declarações de Trump classificando a ilha como “vital” para os interesses estratégicos dos Estados Unidos e sugerindo que Washington deveria controlar o território para impedir um avanço de Rússia ou China no Ártico.
O anúncio também coincide com reuniões diplomáticas em Washington entre autoridades dinamarquesas, groenlandesas e representantes do governo americano, destinadas a discutir o futuro da região ártica e a tentativa de reduzir tensões. Recentemente, líderes de ambos os territórios europeus reafirmaram que a ilha “não está à venda”.
Após o encontro — que contou com a presença do vice-presidente dos EUA, JD Vance, e do secretário de Estado, Marco Rubio — um alto representante dinamarquês afirmou que persiste um Após o encontro — que contou com a presença do vice-presidente dos EUA, JD Vance, e do secretário de Estado, Marco Rubio — um alto representante dinamarquês afirmou que persiste um “desacordo fundamental” com Trump sobre o futuro da Groenlândia.
A ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, afirmou que o território pretende ampliar a cooperação com Washington, mas deixou claro que não aceita ser controlado pelos EUA.
O Prefeito de Currais Novos e Presidente do Consórcio Intermunicipal Georparque Seridó, Lucas Galvão, esteve presente no encontro em que foi anunciado novos investimentos para o território por parte do Governo do Estado do Rio Grande do Norte e Sebrae.
Valores na ordem de R$ 3 milhões irão colaborar no processo de desenvolvimento da região, alcançando áreas com foco na qualificação do turismo, fortalecimento da economia local e geração de novas oportunidades para pequenos negócios.
O prefeito Lucas Galvão destacou a importância da união entre os entes públicos e o Sebrae para o desenvolvimento regional. “O Geoparque Seridó é um projeto que une preservação, identidade cultural e geração de renda. Esse novo investimento reafirma a confiança no potencial da nossa região e no trabalho coletivo dos municípios”, afirmou.
Participaram do anúncio a governadora Fátima Bezerra, a deputada federal Ana Paula, o presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, o superintendente do Sebrae RN, Zeca Melo, o diretor técnico do Sebrae RN, João Hélio e o ex-prefeito Odon Júnior.
Avanços já conquistados
Durante o evento, também foram apresentados os resultados da primeira etapa da parceria, quando o Governo do Estado e o Sebrae investiram R$ 2,5 milhões. Entre as principais ações realizadas estão a implantação de mais de 300 placas de sinalização turística, fortalecendo a identidade visual e a orientação dos visitantes, além da realização da Rural Tur, em Currais Novos, considerada a maior Feira de Turismo Rural do Brasil, que projetou o Seridó em nível nacional.
Nova fase: qualificação e novos produtos
Para esta segunda etapa, os recursos serão destinados à capacitação de empreendedores, criação de novos produtos e roteiros turísticos, realização de festivais culturais e gastronômicos e à abertura de novos mercados, fortalecendo ainda mais a cadeia produtiva do turismo e da produção associada.
Na manhã desta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, o vereador G. Charles esteve acompanhando de perto as obras de reforma da sede da APADEVI (Associação das Pessoas com Deficiências Visuais) em Currais Novos. A melhoria no espaço está sendo realizada graças a recursos destinados por meio de emenda parlamentar do deputado federal Sargento Gonçalves, viabilizada a partir de articulações do mandato do vereador.
A reforma representa um importante avanço para a entidade, que desenvolve um trabalho fundamental de inclusão, apoio e garantia de direitos às pessoas com deficiência visual no município. Com os investimentos, a sede da APADEVI passa por adequações estruturais que vão proporcionar mais conforto, acessibilidade e melhores condições para o atendimento aos usuários.
Durante a visita, o vereador G. Charles destacou a importância da parceria entre os mandatos municipal e federal para fortalecer instituições que prestam relevantes serviços sociais à população. “Nosso compromisso é buscar recursos e parcerias que resultem em benefícios concretos para quem mais precisa. A APADEVI desempenha um papel essencial em Currais Novos, e essa reforma é uma conquista coletiva”, afirmou.
Também esteve presente na visita a presidente da APADEVI, Iane, que agradeceu o apoio e a parceria. Segundo ela, a reforma representa um sonho antigo da instituição. “Esse recurso chega em um momento muito importante e vai impactar diretamente na qualidade do nosso trabalho. Somos gratos ao deputado Sargento Gonçalves e ao vereador G. Charles por essa conquista”, destacou.
A obra segue em andamento e reforça o compromisso com políticas públicas voltadas à inclusão, acessibilidade e valorização das entidades que atuam na promoção da cidadania em Currais Novos.
A Prefeitura de Currais Novos deu início às obras de pavimentação da Rua Manuel Patrício de Medeiros, localizada no bairro José Bezerra. A intervenção faz parte do conjunto de ações da gestão municipal voltadas à melhoria da infraestrutura urbana e da mobilidade nos bairros da cidade.
A pavimentação irá proporcionar mais segurança para os moradores, além de facilitar o tráfego de veículos e pedestres, reduzindo transtornos causados pela poeira e pela lama em períodos chuvosos.
A obra representa mais um avanço no compromisso da Prefeitura com o desenvolvimento urbano e a valorização dos bairros, promovendo melhores condições de acessibilidade e bem-estar para a população.
De todos os 27 governos estaduais, o Governo do Rio Grande do Norte foi o que mais reduziu seus investimentos em 2025. Segundo os dados oficiais, a queda nos investimentos do RN foi de 40,8% de janeiro a outubro de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior.
No setor público, investimento são despesas que ampliam o patrimônio e a capacidade de oferta do governo, como obras, construções, aquisição de máquinas e equipamentos, gerando benefícios futuros. Diferencia-se do custeio, cobre as despesas diárias e a manutenção da máquina administrativa (salários, materiais de consumo e serviços).
Os números são de relatórios resumidos de execução orçamentária enviados pelos próprios estados à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Um relatório com os dados foi divulgado na última segunda-feira 12 pelo jornal Valor Econômico. Os dados de 2025 ainda não estão totalmente fechados porque os estados têm até o fim deste mês para divulgar os números do último bimestre do ano passado (novembro e dezembro de 2025).
Em números totais, o Governo do RN investiu R$ 370 milhões de janeiro a outubro de 2025. Foi o terceiro menor valor entre os 27 governos estaduais, à frente apenas de Rondônia (R$ 350 milhões) e Roraima (R$ 170 milhões) – a população do Rio Grande do Norte é maior que a dos dois estados somados.
Os investimentos subiram em 16 estados e no Distrito Federal. Em 13 deles, o aumento foi superior a 10%, sendo que a taxa superou 30% reais em nove desses entes: Goiás, Rio Grande do Sul, Amapá, Sergipe, Paraná, Maranhão, Acre, Paraíba e Pernambuco.
No Nordeste, apenas dois estados tiveram queda nos investimentos. Além do RN, o outro estado com redução foi a Bahia, com queda de 6,1%. Ainda assim, o governo baiano investiu R$ 5,47 bilhões no período analisado. Estado com população equivalente à do RN, mas com PIB menor, a Paraíba teve investimento de quase R$ 1,8 bilhão de janeiro a outubro de 2025 – quase cinco vezes mais que o estado potiguar.
Procurada pelo AGORA RN, a Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) não comentou os números até o fechamento da edição.
RN perdeu parcela do PEF em 2025 por não atender metas fiscais Um dos fatores que pode ter contribuído para a queda nos investimentos em 2025 foi a saída do Rio Grande do Norte do Programa de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF). Em 2024, com base no programa, o Estado conseguiu um empréstimo de R$ 427 milhões junto ao Banco do Brasil, e o dinheiro foi aplicado na recuperação de estradas.
No ano passado, a expectativa era de uma nova operação de crédito para outros investimentos, mas o Tesouro Nacional não deu aval à transação, sob a alegação de que o governo potiguar não conseguiu cumprir uma meta fiscal – a redução da despesa com pessoal.
Através do PEF, estados e municípios com situação fiscal desfavorável podem buscar empréstimos junto a instituições financeiras com aval da União. Em troca, porém, devem cumprir metas fiscais, sob pena de saída do programa.
Em novembro de 2025, o Governo do RN e o Governo Federal fecharam um acordo para que o Estado volte ao PEF. A retomada vai permitir ao Estado buscar R$ 855 milhões em novos empréstimos. O acordo foi homologado pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Com a volta ao PEF, a gestão estadual se comprometeu a adotar medidas de equilíbrio fiscal. Com o aval, a União vira uma espécie de “fiadora”: ou seja, o Tesouro Nacional arca com as despesas do empréstimo caso o Estado não consiga honrar as parcelas.
Se o Estado cumprir as metas, além dos R$ 855 milhões, poderá captar mais cerca de R$ 430 milhões em uma segunda etapa. Portanto, o acordo permitirá um financiamento total de quase R$ 1,3 bilhão.
Em entrevista ao AGORA RN em novembro, o secretário estadual de Fazenda, Cadu Xavier, disse que, entre outras medidas, o Estado se comprometeu em promover um “crescimento sustentável” da folha de pessoal. Ele não detalhou, porém, que medidas específicas a gestão pretende implementar para atingir a meta. Já está em vigor no RN, desde o início de 2024, uma lei que prevê que, de um ano para o outro, a despesa com pessoal não pode crescer mais que 80% do avanço da receita.
O economista Alberto Borges, sócio da consultoria Aequus, disse ao Valor Econômico que o aumento nos investimentos dos estados se deveu justamente à evolução das operações de crédito. Essas receitas tiveram alta de 34,4% de janeiro a outubro de 2025 contra iguais meses de 2024. Em igual período, a arrecadação própria dos Estados cresceu a ritmo bem menor, de 2%.
Despesa com pessoal limita investimentos Um dos principais fatores que limitam a execução de investimentos com recursos próprios no Estado é o gasto com folha de pagamento de salários. No ano passado, o Estado começou a reduzir sua despesa com pessoal, em relação à receita corrente líquida. No segundo quadrimestre de 2025 (de maio a agosto), o percentual ficou em 55,73%. No quadrimestre anterior (janeiro e abril de 2025), a taxa estava em 56,01%. O último relatório de 2025 deverá ser publicado até o fim deste mês.
Apesar disso, o Estado ainda ultrapassou o limite previsto para esse tipo de gasto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para o Poder Executivo (49%).
Além disso, o Rio Grande do Norte segue sendo o estado com o maior gasto com pessoal do Brasil, em termos proporcionais. Também é o único que ultrapassa o limite previsto na LRF. Em 2º lugar, vem Minas Gerais, com 48,52%. O menor gasto, por sua vez, está no Maranhão (30,06%).
Em números: Investimentos do RN em 2025 – Queda nos investimentos: –40,8% (jan–out/2025 em relação ao mesmo período de 2024)
– Valor investido pelo RN: R$ 370 milhões (terceiro menor entre os 27 estados)
– Comparativo regional:
Bahia: R$ 5,47 bilhões (–6,1%) Paraíba: cerca de R$ 1,8 bilhão (quase 5x o RN)
– Ranking nacional:
RN ficou à frente apenas de Rondônia (R$ 350 milhões) e Roraima (R$ 170 milhões)
– Estados com alta nos investimentos: 16 estados + DF – 9 deles com crescimento acima de 30%
– PEF (Programa de Equilíbrio Fiscal):
RN ficou fora em 2025 Potencial de financiamento com retorno ao programa: até R$ 1,3 bilhão em dois anos