Trump parabeniza democratas após admitir derrota: “Fizeram um bom trabalho”

Postado em 4 de novembro de 2026

Após a confirmação da maioria no Senado e na Câmara obtida pelo Partido Democrata nas eleições de meio de mandato, o presidente dos EUA, o republicano Donald Trump, reconheceu a derrota e, nesta quarta-feira (4/11), teceu elogios — algo raro — aos seus rivais. “Bem, digo o seguinte: parabéns aos democratas. Eles fizeram um bom trabalho”, afirmou Trump em uma entrevista por telefone à Fox News.

O líder republicano, porém, procurou se afastar de qualquer responsabilidade pessoal pelo resultado das urnas — que altera o cenário dos dois anos finais de seu mandato —, preferindo transferir a culpa para seus correligionários republicanos. “Eles [democratas] esperavam por isso há 11 anos e, finalmente, conseguiram. Mas não encaro isso como um golpe contra mim”, disse.

Os comentários elogiosos são bastante atípicos, uma vez que Trump, durante grande parte da campanha eleitoral, rotulou os democratas de comunistas até islamistas.

Trump também reiterou que, ao contrário do que ocorreu após sua derrota na eleição presidencial de 2020, desta vez ele aceitou o resultado das urnas e está disposto a trabalhar com os democratas, agora que eles passarão a controlar o Congresso. “Posso trabalhar com eles em muitas questões”, ressaltou.
Ao mesmo tempo, o presidnete alertou que está pronto para usar seu poder executivo para vetar qualquer legislação democrata que ele desejar. “Eles podem enviar, digamos, 50 projetos de lei excelentes, com os quais estejam todos entusiasmados. Eu simplesmente os devolvo com um carimbo bem claro: ‘Veto’”.

Papel do conflito no Irã
Como as pesquisas indicavam que a guerra no Irã — e a consequente alta nos preços do petróleo — era extremamente impopular entre os eleitores, Trump reconheceu que o conflito, que se arrasta sem solução, contribuiu para o resultado.

“Acho que o Irã teve um papel nisso, mas, ao mesmo tempo, as pessoas entenderam a importância do que fiz em relação ao Irã”, declarou Trump à Fox.

Contudo, o tom conciliador de Trump não se estendeu ao seu próprio partido. Durante a campanha, por diversas vezes, o político de 80 anos pediu aos republicanos que “fingissem que ele estava na cédula eleitoral”.

Mas, nessa terça, ele insistiu que o problema foi, na verdade, o oposto. “Eu não estava na cédula eleitoral e, se estivesse, teríamos vencido com uma vitória esmagadora. Obrigado pela atenção a este assunto”, disse Trump em uma publicação em sua plataforma, Truth Social.

Metrópoles

PL deve anunciar Marinho ao Senado e decisão sobre Câmara segue indefinida

Postado em 4 de novembro de 2026
Plenário do Senado Federal durante sessão de debates temáticos destinada a discutir os impactos sociais, econômicos e produtivos da Proposta de Emenda à Constituição nº 221, de 2019, que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da chamada escala 6×1 no Brasil. A PEC, já aprovada na Câmara dos Deputados, diminui a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso, e estabelece implementação gradual da escala.

À tribuna, em discurso, senador Rogerio Marinho (PL-RN).

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O PL (Partido Liberal) pretende oficializar o senador Rogério Marinho (PL-RN) como o candidato da sigla à presidência do Senado. A previsão de parlamentares do PL ouvidos pela CNN é de que o anúncio possa ser feito já nesta quarta-feira (4), após reunião com senadores da legenda prevista para as 11h.

O nome de Marinho — coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — vem se consolidando internamente há meses e não há resistências de correligionários a ele.

No entanto, se confirmado, a própria direita terá de se entender, pois a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ainda alimenta esperanças de desafiar Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição interna e, em princípio, conta com o apoio do centrão e de governistas. Aliados de Marinho reconhecem que será preciso unir forças com Tereza para vencer Alcolumbre. Ninguém, porém, já cedeu a pré-candidatura.

Lideranças do PL de ambas as Casas se reuniram com o presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, na noite desta terça (3), para tratar das articulações para as presidências do Senado e da Câmara.

“Foi uma conversa entre líderes para a gente poder alinhar inclusive o anúncio que vai ser feito amanhã de lançamento e apoio total, irrestrito, todos irmanados com a candidatura de Rogério Marinho. Vamos, inclusive, construir isso junto com outros partidos”, declarou o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ).

“A gente não pode mais ter na Casa um presidente que tenha rabo preso, porque isso atrapalha a independência e mexe com a harmonia, porque cria uma subserviência entre um Poder com outro. No caso, eu me refiro aqui explicitamente ao Poder Judiciário, especialmente ao STF”, acrescentou, em outro momento.

A perspectiva dentro do PL é de que consigam atrair votos de senadores de siglas de oposição e de centro para obter a maioria necessária. Ainda, de que haja alguma composição com Tereza Cristina, que mantém contato constante com Marinho.

O quanto cada um deve conseguir de votos dos pares e quem sairia na frente, contudo, só deve ser contabilizado com maior precisão no ano que vem, admitem.

A avaliação é de que as articulações acabaram antecipadas – normalmente acontecem em dezembro e janeiro, com a eleição interna no início de fevereiro – com as conversas já em curso e com a polarização persistente perante o resultado das eleições de outubro. O PL vai contar com a maior bancada partidária do Senado (28 senadores) e da Câmara (121 deputados federais).

Uma das maiores preocupações externadas por parlamentares que participaram da reunião desta terça é de que não é possível “trair o eleitor”. Portanto, para estes políticos, é preciso manter independência e coerência com o que foi pregado na campanha eleitoral, e isso inclui enfrentar os atuais mandatários do Congresso.

A situação do PL perante a presidência da Câmara dos Deputados segue indefinida. A previsão é de que um anúncio só seja feito após uma nova reunião de Valdemar da Costa Neto e lideranças com a presença de deputados eleitos do PL marcada para a próxima quarta-feira (11).

Há uma ala que defende uma composição com o atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), até de olho em não perder espaço e o comando de comissões estratégicas. Já outra ala defende o lançamento de um candidato próprio.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) é um dos que afirmam advogar por uma candidatura própria para “manter a identidade” da direita. “Acho que existem coisas maiores em jogo agora do que comissões ou espaço dentro da Câmara.”

Alguns dos nomes cotados dentro do PL para serem lançados à presidência da Câmara são o de Sóstenes Cavalcante (RJ), Altineu Côrtes (RJ) e Luiz Philippe de Orléans e Bragança (SP), por exemplo.

“Temos a convicção de que hoje o PL é uma grife nacional e que não vamos jogar o nome do PL na lama sem nenhum tipo de contrapartida aos nossos eleitores e nossos eleitores estão muito atentos àqueles que nos fizeram a maior bancada na Câmara e no Senado”, disse Sóstenes, ao reforçar que a decisão será tomada com respeito e equilíbrio, também levando em consideração a bancada eleita.

“Estar isolado em um primeiro momento não significa uma má estratégia. Mas não estou decidindo, essa não é uma decisão pessoal da liderança, nem do PL e muito menos da oposição. Faltam 3 meses para essa eleição.”

De acordo com Sóstenes, os cálculos do PL indicam que o partido terá direito regimental ao comando de sete comissões permanentes da Câmara, com base no tamanho da bancada eleita. A distribuição dos colegiados e os comandos efetivos, porém, dependem dos blocos a serem formados para a eleição à presidência da Casa e articulações subsequentes.

CNN

Senado aprova PEC da Segurança Pública sem discutir redução da maioridade penal

Postado em 4 de novembro de 2026

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (3), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, sem incluir a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. O texto recebeu 73 votos favoráveis e nenhum contrário no primeiro turno. Na segunda votação, foram 75 votos a favor e nenhum contra. Com a aprovação, a proposta seguirá para promulgação.

A votação ocorreu após um impasse entre governo e oposição sobre a redução da maioridade penal. A divergência levou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a retirar a PEC da pauta em 15 de outubro. O tema não fazia parte do texto aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi incluído posteriormente por meio de emendas apresentadas em plenário.

Durante a sessão desta terça-feira, os senadores decidiram discutir as propostas de redução da maioridade penal separadamente. O relator da PEC, senador Rogério Carvalho (PT-SE), defendeu que o tema fosse tratado em outra proposta.

Para isso, o plenário aprovou um requerimento que permite o envio das emendas à CCJ, onde serão analisadas como propostas independentes. A votação terminou com 38 votos favoráveis e 36 contrários.

Uma das emendas, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), previa reduzir a maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo, e para 16 anos nos demais delitos. Já a proposta do líder do PT, Camilo Santana (CE), previa a redução para 16 anos apenas em crimes hediondos.

Com a retirada das emendas, a PEC da Segurança foi aprovada conforme o texto da CCJ, sem alterações de mérito. Dessa forma, a proposta não precisará retornar à Câmara dos Deputados.

O que prevê a PEC da Segurança

A proposta estabelece mecanismos de integração entre União, estados, Distrito Federal e municípios na área da segurança pública. Entre as medidas estão a criação de forças-tarefa conjuntas, o compartilhamento de informações e provas e a integração dos sistemas de segurança.

O texto também amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que poderá atuar no policiamento de ferrovias e hidrovias federais.

A PEC prevê regras mais rigorosas para integrantes de facções criminosas, organizações paramilitares e milícias, especialmente para aqueles que ocupam posições de liderança. Entre as medidas estão restrições à progressão de regime e a benefícios processuais, além da possibilidade de confisco de bens relacionados a atividades criminosas e responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas.

A proposta também estabelece proteção a denunciantes e familiares e inclui os direitos das vítimas na Constituição, com garantias de proteção, informação, assistência, acesso à Justiça e participação no processo penal. O texto prevê atenção especial às mulheres.

Outro ponto é a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição. O sistema já está previsto em lei e busca integrar os órgãos responsáveis pela segurança pública em todo o país.

Comissão aprova projetos nas áreas de saúde, esporte, direitos da mulher e patrimônio

Postado em 4 de novembro de 2026

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou, nesta terça-feira (3), projetos de lei sobre saúde, esporte, direitos da mulher, valorização profissional e reconhecimento de entidades e patrimônios estaduais.

Entre as matérias aprovadas está a proposta da deputada Cristiane Dantas (PSDB) que institui a Política Estadual de valorização, proteção e promoção dos direitos da mulher envelhescente e idosa. A parlamentar também é autora do projeto que reconhece a Lagoa de Lajes, em Alexandria, como patrimônio natural, histórico, paisagístico e turístico do estado.

Na área da saúde, foram aprovadas propostas do deputado Taveira Júnior (PSDB), que institui a Semana Estadual de Prevenção e Combate à Depressão da Pessoa Idosa e o Maio Bordô, dedicado à conscientização e prevenção da enxaqueca e de outros tipos de cefaleia. Também foi aprovada a política estadual de bem-estar, saúde e valorização dos profissionais da saúde, de iniciativa do deputado Tomba Farias (PL).

A pauta incluiu ainda a criação da Política Estadual de incentivo à realização de eventos esportivos verdes, proposta por Taveira Júnior; o reconhecimento de utilidade pública estadual da Associação Desportiva Cultural Jardinense (ADCJ), de Jardim de Piranhas, por iniciativa do deputado Ubaldo Fernandes (PV); e do Memorial Combatente Manoel Lino de Paiva, por iniciativa do deputado José Dias (PL).

Os parlamentares também aprovaram uma proposta do Ministério Público que altera a lei estadual que regulamenta o Fundo de Reaparelhamento do Ministério Público (FRMP). A reunião contou ainda com votação secreta de títulos de cidadania.

Na mesma reunião, a CCJ aprovou a indicação do procurador Carlos Roberto Galvão Barros para o cargo de procurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado, no biênio 2027-2028. A indicação segue para apreciação do plenário da Assembleia Legislativa.

Democratas assumem Congresso dos EUA e ampliam oposição ao governo Trump

Postado em 4 de novembro de 2026

O Partido Democrata conquistou a maioria nas duas Casas do Congresso dos Estados Unidos após as eleições legislativas de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3). O resultado representa uma derrota para o presidente republicano Donald Trump, que perde o controle da Câmara dos Representantes e do Senado e terá de enfrentar uma oposição fortalecida pelos próximos dois anos.

No Senado, os democratas chegaram a 54 das 100 cadeiras, enquanto os republicanos conquistaram 44. Outras duas vagas ainda aguardavam definição na última atualização dos resultados.

Na Câmara dos Representantes, os democratas alcançaram 228 assentos, superando os 218 necessários para garantir a maioria absoluta. Os republicanos tinham 139 cadeiras, enquanto 68 disputas permanecem sem resultado definitivo até a última atualização desta matéria.

A mudança no comando do Congresso deve dificultar a aprovação de projetos defendidos pela Casa Branca e ampliar o poder de fiscalização dos parlamentares democratas sobre o governo Trump.

Trump diz que aceitará resultado, mas sinaliza resistência

Após a confirmação da vitória democrata, Donald Trump afirmou, em entrevista ao jornal norte-americano The New York Times, que está disposto a reconhecer o resultado das eleições e trabalhar com a oposição.

“Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados”, declarou o presidente.

Entretanto, Trump também sinalizou que pretende utilizar o poder de veto presidencial para barrar propostas aprovadas pelos democratas. Após os primeiros resultados desfavoráveis aos republicanos, ele publicou uma imagem de um boné vermelho com a palavra “veto”.

Dias antes da votação, o presidente já havia antecipado essa possibilidade durante participação no podcast Pod Force One, do New York Post.

“Acho que vou me tornar o Sr. Veto”, afirmou.

Na entrevista, Trump explicou que pretende rejeitar projetos enviados pelo Congresso até que os democratas aceitem negociar com o governo.

“Eles vão enviar algumas coisas. Você veta. E, eventualmente, depois de um ou dois meses sendo vetados, eles só estão perdendo tempo, vêm até nós e fazemos um acordo”, disse.

Democratas avançam em estados tradicionalmente republicanos

A vitória democrata também foi marcada por resultados expressivos em estados historicamente alinhados aos republicanos.

No Texas, James Talarico derrotou Ken Paxton, candidato apoiado por Trump. Na Carolina do Sul, Annie Andrews também surpreendeu ao vencer Darline Graham, em uma disputa que colocou em xeque a força republicana em um estado conservador.

Em Ohio, o democrata Sherrod Brown derrotou o senador republicano Jon Husted, ampliando as perdas do partido de Trump.

O presidente havia participado diretamente das campanhas republicanas, inclusive com visitas a Ohio para apoiar Husted. No Texas, Trump também havia declarado apoio a Paxton nas primárias, contrariando lideranças republicanas que questionavam a capacidade eleitoral do candidato.

Os democratas ainda conquistaram uma cadeira na Carolina do Norte e conseguiram manter posições importantes em New Hampshire e na Geórgia.

Na Geórgia, o senador democrata Jon Ossoff garantiu a reeleição ao derrotar o deputado Mike Collins. Em New Hampshire, Chris Pappas venceu o ex-senador John Sununu e conquistou a vaga deixada por Jeanne Shaheen, que decidiu não disputar a reeleição.

Outros democratas também conseguiram renovar seus mandatos sem grandes dificuldades, entre eles Cory Booker, em Nova Jersey, Ed Markey, em Massachusetts, e John Hickenlooper, no Colorado.

Em Illinois, Juliana Stratton foi eleita para substituir Dick Durbin no Senado.

Como funcionam as eleições de meio de mandato nos EUA

As eleições legislativas norte-americanas acontecem a cada dois anos. Quando são realizadas na metade do mandato presidencial, recebem o nome de midterms, expressão utilizada para identificar as eleições de meio de mandato.

Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos tem renovação parcial em cada ciclo eleitoral. Os integrantes da Câmara dos Representantes possuem mandatos de dois anos, enquanto os senadores permanecem no cargo por seis anos.

Por isso, a cada dois anos, todas as 435 cadeiras da Câmara são colocadas em disputa. No Senado, aproximadamente um terço das 100 vagas é renovado a cada eleição.

Em 2026, além da totalidade da Câmara dos Representantes, 35 cadeiras do Senado estavam em disputa.

Com a conquista das duas Casas, os democratas passam a controlar a agenda legislativa do Congresso e ganham mais instrumentos para fiscalizar o governo de Donald Trump.

União Progressista escolhe Kleber Rodrigues para negociar eleição da Assembleia Legislativa

Postado em 4 de novembro de 2026

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, decidiu nesta terça-feira 3 delegar ao deputado estadual Kleber Rodrigues (PP) a responsabilidade de coordenar as negociações do grupo para a eleição da próxima Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

A decisão foi tomada durante reunião realizada pela manhã, na sede do União Brasil, em Natal, e anunciada pelo ex-senador José Agripino Maia, presidente da federação no Estado, por meio de uma nota publicada em sua página no Instagram.

O movimento ocorre em meio às articulações para a sucessão do deputado Ezequiel Ferreira (PSDB) na presidência da Assembleia. A deputada estadual Cristiane Dantas (PSDB) é um dos nomes mais cotados para assumir o comando da Casa no biênio 2027-2028, em uma negociação que envolve aliados do governador eleito Cadu Xavier (PT) e parlamentares de diferentes partidos.

A definição da posição da União Progressista é considerada importante porque o grupo reúne seis dos 24 deputados estaduais da próxima legislatura.

Segundo a nota divulgada por Agripino, participaram da reunião o deputado federal João Maia (PP) e os deputados estaduais Kleber Rodrigues, Neilton Diógenes (PP), Nélter Queiroz (PP), Júlio César (PP) e Cinthia de Allyson (União). Também esteve presente Bibiano, eleito pelo MDB, mas identificado no comunicado como integrante do grupo político.

O deputado federal Benes Leocádio (União), que estava ausente de Natal, delegou seu poder de decisão a José Agripino. Já o deputado estadual eleito Robson Carvalho (União) foi representado por seu chefe de gabinete.

De acordo com o comunicado, os participantes decidiram, ao declarar a unidade do grupo, atribuir a Kleber Rodrigues a condução dos entendimentos sobre a escolha da Mesa Diretora.

“A decisão reafirma o compromisso do grupo com o diálogo, a construção de consensos e o fortalecimento institucional da Assembleia Legislativa do RN”, afirma a nota.

Grupo pode definir eleição
A escolha de Kleber como interlocutor ocorre em um momento em que os principais grupos políticos tentam reunir os votos necessários para eleger o próximo presidente da Assembleia. A votação está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando os deputados eleitos tomarão posse.

A próxima legislatura terá 24 parlamentares. Para vencer a disputa no primeiro escrutínio, um candidato precisará reunir pelo menos 13 votos, número correspondente à maioria absoluta da Casa.

O governador eleito Cadu Xavier (PT) já anunciou que pretende formar uma base de sustentação com 16 deputados estaduais. Na semana passada, ele afirmou que um grupo desse tamanho teria condições de definir o comando do Legislativo. “Se a gente formar um grupo de 16 deputados, que é a minha intenção, esse grupo vai eleger o presidente da Assembleia ou a presidente da Assembleia”, declarou Cadu.

Inicialmente, o campo político alinhado ao governador eleito reúne sete parlamentares da federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, além dos três deputados do PSDB: Ezequiel Ferreira, Cristiane Dantas e Gustavo Soares. São dez representantes, número insuficiente para assegurar sozinho a eleição da Mesa Diretora.

Nesse cenário, a posição dos deputados da União Progressista e de Bibiano pode ser decisiva. Kleber Rodrigues, Neilton Diógenes, Nélter Queiroz, Júlio César e Bibiano aparecem entre os parlamentares que podem ser procurados pelo futuro governo para ampliar sua base. Por outro lado, Cinthia de Allyson e Robson Carvalho foram eleitos pelo União Brasil, partido do candidato derrotado ao governo Allyson Bezerra.

A decisão de centralizar as conversas em Kleber Rodrigues permite que os integrantes do grupo negociem conjuntamente, embora não signifique, necessariamente, que todos votarão no mesmo candidato quando ocorrer a eleição. Apesar de ter apoiado Allyson, Kleber Rodrigues integra atualmente a base da governadora Fátima Bezerra (PT).

Cristiane articula sucessão de Ezequiel
As negociações para a presidência da Assembleia ganharam força depois da vitória de Cadu Xavier no segundo turno. Cristiane Dantas passou a ser apontada como uma das principais alternativas para comandar a Casa, em uma articulação que conta com a participação do atual presidente, Ezequiel Ferreira, e do ex-vice-governador Fábio Dantas, marido da deputada.

Uma das possibilidades discutidas nos bastidores prevê que Cristiane assuma a presidência no biênio 2027-2028, com Ezequiel retornando ao cargo nos dois anos seguintes. A composição ainda depende de entendimentos entre os parlamentares e não foi formalmente anunciada.

O grupo político de Cristiane e Fábio Dantas, assim como Ezequiel, apoiou Álvaro Dias (PL) no primeiro turno das eleições estaduais, mas aderiu à candidatura de Cadu no segundo. A aproximação abriu espaço para negociações sobre a composição da futura base governista e a sucessão no Legislativo.

Cadu tem evitado anunciar publicamente um candidato à presidência da Assembleia. Na semana passada, reconheceu o papel de Ezequiel em sua eleição, mas ressaltou que a definição do comando da Casa cabe aos deputados. “Essa pauta da eleição legislativa é uma pauta deles, dos parlamentares”, afirmou. “Claro que nós temos interesse. A gente quer a governabilidade.”

agora rn

El Niño registra em outubro maior aquecimento da série histórica

Postado em 4 de novembro de 2026

O El Niño de 2026 atingiu novos recordes de aquecimento no Oceano Pacífico, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As medições indicam que o fenômeno já apresenta intensidade muito forte.

Em outubro, a temperatura da superfície do mar na região do El Niño 3.4 registrou uma anomalia positiva de 2,47 °C, o maior valor já observado para esse mês. Na região do El Niño 3, que exerce grande influência sobre o clima da América do Sul, a anomalia mensal chegou a 3,56 °C.

Recordes no Oceano Pacífico

Os dados semanais, cuja série histórica começou em 1981, também apontam temperaturas extremas em outras áreas do Pacífico Equatorial.

Na região do El Niño 1+2, próxima à costa do Peru e do Equador, a anomalia chegou a 4,6 °C na última semana de outubro. O resultado igualou o recorde registrado em junho de 1983. Essa área, porém, tem pouca influência sobre o clima brasileiro.

Já na região do El Niño 3, a anomalia atingiu 3,7 °C no mesmo período, superando o recorde anterior de 3,6 °C, registrado em dezembro de 1982.

Impactos do El Niño

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial. O fenômeno altera a circulação atmosférica e pode modificar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do Brasil.

Em 2026, o processo de formação começou em junho e apresentou aquecimento acelerado nos meses seguintes. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, o episódio pode estar entre os mais intensos já registrados.

O Inmet ressalta que os impactos dependem da intensidade do fenômeno, da época do ano e das condições atmosféricas de cada região. Por isso, o acompanhamento das próximas semanas será importante para avaliar a evolução do El Niño e seus possíveis efeitos sobre o clima brasileiro.

Boi na Brasa reinaugura espaço e apresenta novo ambiente ao público

Postado em 3 de novembro de 2026

O Boi na Brasa viveu um momento especial nesta terça-feira, 3 de novembro, com a reinauguração de suas dependências após uma ampla reforma. A ocasião marcou a apresentação de um novo ambiente, pensado para oferecer ainda mais conforto, qualidade e uma melhor experiência aos clientes.

O momento foi celebrado ao lado de amigos, parceiros, familiares e colaboradores, que prestigiaram essa nova etapa do estabelecimento.

Mantendo a tradição e a qualidade que já fazem parte da história do Boi na Brasa, o restaurante agora conta com uma estrutura renovada, unindo modernidade, acolhimento e o compromisso de continuar oferecendo um atendimento especial ao público.

A reinauguração representa não apenas a entrega de um novo espaço, mas também o início de um novo capítulo na trajetória do Boi na Brasa, que segue de portas abertas para receber seus clientes.

Polícia Militar conduz três adolescentes suspeitos de tentativa de assalto na zona rural de Currais Novos

Postado em 3 de novembro de 2026

Policiais militares do 13º Batalhão da Polícia Militar (13º BPM), de Currais Novos, conduziram três adolescentes à Delegacia de Polícia nesta terça-feira (3), suspeitos de envolvimento em uma tentativa de assalto na zona rural do município, na localidade de Machinaré.

De acordo com as informações, os suspeitos teriam ameaçado um homem que reside na zona rural e tentado tomar sua motocicleta. A ação rápida da Polícia Militar resultou na localização e condução dos três adolescentes à delegacia.

Eles estavam em outra motocicleta, que também foi apreendida e deverá passar por verificação policial para identificar se possui registro de furto ou roubo.

O caso ficará sob responsabilidade da Polícia Civil, que deverá adotar os procedimentos cabíveis, conforme prevê a legislação para atos infracionais envolvendo adolescentes.

repórter seridô

Grupo Stella Fernandes expande atuação e agora está em Natal com novos serviços de saúde

Postado em 3 de novembro de 2026

O Grupo Stella Fernandes está ampliando sua atuação e abre mais uma filial na capital do estado. A empresa, já conhecida pelos serviços de Saúde e Segurança do Trabalho (SST), passa a oferecer novas opções de atendimento na área da saúde na capital potiguar.

A expansão inclui a abertura de uma nova unidade na Avenida Nascimento de Castro e a modernização da unidade localizada na Avenida São José. Com isso, o grupo passa a disponibilizar em Natal os mesmos serviços já conhecidos pelos clientes do interior do Rio Grande do Norte.

Entre as opções oferecidas estão odontologia, terapias, exames e diversos outros serviços de saúde, ampliando as possibilidades de atendimento para a população.

Unidades em Natal

A empresa conta com duas unidades na capital potiguar:

Unidade 03: Avenida São José.

Unidade 04: Avenida Nascimento de Castro.

Unidades em Currais Novos

Em Currais Novos, o Grupo Stella Fernandes também mantém suas unidades de atendimento:

Matriz: Avenida Teotônio Freire, nº 589, Centro, Currais Novos/RN.

Filial: Avenida Coronel José Bezerra, Currais Novos/RN.

Agendamentos e informações

Os agendamentos podem ser realizados pelo telefone e WhatsApp (84) 99954-8782 ou pelo site stellafernades.com.br.

Com a expansão para Natal, o Grupo Stella Fernandes fortalece sua presença no Rio Grande do Norte e amplia o acesso dos clientes a diferentes serviços de saúde.

RN registra 3,8 mil amputações em quatro anos e endocrinologistas reforçam alerta sobre diabetes

Postado em 3 de novembro de 2026

O Rio Grande do Norte registrou 3.870 amputações nos últimos quatro anos, conforme dados da Plataforma Regula Vascular, da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN). Os números acendem um alerta sobre a gravidade das complicações associadas ao diabetes e reforçam a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e do acompanhamento contínuo.

Do total registrado, foram 1.865 amputações de dedos, 11 de mão e punho, 1.396 de membros inferiores e 598 de pé e tarso. Os dados evidenciam o impacto que as complicações vasculares e metabólicas podem provocar na vida das pessoas que convivem com o diabetes.

A doença está entre os principais desafios de saúde pública no Brasil, atingindo mais de 16 milhões de pessoas, aproximadamente 7% da população. Quando não diagnosticada ou controlada adequadamente, pode provocar consequências graves, como doenças cardiovasculares, nefropatia diabética (doença renal secundária ao diabetes), problemas de visão, alterações neurológicas e lesões que podem evoluir para amputações. Também está associada ao aumento do risco de morte prematura.

Entre as complicações que merecem atenção estão a retinopatia diabética, uma das principais causas de cegueira na população, especialmente entre adultos em idade produtiva, e a doença renal do diabetes. No Brasil, o diabetes é a segunda principal causa de insuficiência renal que exige terapia de substituição renal, incluindo a diálise, responsável por aproximadamente 32% dos casos.

Diante desse cenário, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Rio Grande do Norte (SBEM-RN) intensifica, durante o mês de novembro, uma ampla mobilização de conscientização sobre o diabetes, destacando a importância da informação, da prevenção, do diagnóstico e do acesso ao tratamento.

O acompanhamento das pessoas com diabetes pode ser realizado gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), que também disponibiliza medicamentos e insumos para medição e controle da glicemia, fundamentais para o tratamento.

Para a endocrinologista Dra. Anna Karina, presidente da SBEM-RN, é fundamental ampliar o conhecimento da população sobre a doença e estimular a busca pelo diagnóstico e pelo acompanhamento médico.

“Nosso objetivo é alertar a população para o diagnóstico precoce e o controle adequado do diabetes, evitando complicações que podem ser graves e até fatais. Os números de amputações no nosso estado são preocupantes e mostram como precisamos fortalecer a conscientização. O controle adequado da doença sob orientação médica, de preferência do endocrinologista, aliado a um acompanhamento multidisciplinar com nutricionista, cardiologista , nefrologista, oftalmologista e angiologista possibilita um tratamento integral do diabetes que é uma doença multisistêmica, ou seja atinge vários órgãos e sistemas”, conclui.

Seca já atinge 86% do RN, e El Niño pode agravar situação nos próximos meses

Postado em 3 de novembro de 2026

A seca já atinge 86% do território do Rio Grande do Norte, segundo os dados mais recentes do Monitor de Secas, coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Em agosto, o percentual era de 79%.

Além do aumento da área afetada, houve agravamento da intensidade do fenômeno: a parcela do Estado classificada em seca moderada passou de 25% para 61% entre agosto e setembro. O cenário amplia a preocupação com os efeitos do El Niño, que deverá ganhar força nos próximos meses e pode reduzir as chuvas em áreas do Nordeste.

Os números estaduais foram divulgados pela ANA em 19 de outubro. Segundo a agência, a extensão da seca no RN alcançou o maior percentual desde março deste ano, quando 93% do território apresentavam algum grau de estiagem. Já a intensidade registrada em setembro foi a maior desde abril de 2026.

O avanço ocorreu em um período de agravamento das condições climáticas em diferentes estados nordestinos. Entre agosto e setembro, a seca se intensificou em 14 unidades da Federação, incluindo o Rio Grande do Norte. No Nordeste, 96% do território apresentava algum grau de seca em setembro, o maior percentual entre as regiões brasileiras.

A preocupação aumentou com a divulgação, na última quinta-feira 29, de um novo boletim do Painel El Niño 2026-2027, elaborado por sete órgãos federais, entre eles o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a ANA e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

O documento indica que o El Niño deverá atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, com possibilidade de figurar entre os episódios mais intensos registrados desde 1950. A previsão é de permanência do fenômeno pelo menos até o primeiro trimestre do próximo ano.

Agravamento da estiagem
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, fenômeno que altera a circulação atmosférica e interfere na distribuição das chuvas em diferentes regiões do planeta.

No Brasil, seus efeitos costumam variar conforme a região. Enquanto o Sul apresenta maior probabilidade de chuvas acima da média, partes do Norte e do Nordeste podem enfrentar precipitações inferiores aos padrões históricos.

Para o trimestre de novembro a janeiro, os modelos climáticos indicam maior probabilidade de chuvas abaixo da média em áreas nordestinas. A previsão também aponta temperaturas superiores aos valores habituais em grande parte do território nacional.

O agravamento da seca já aparece nos indicadores nacionais. Segundo dados parciais de outubro do Cemaden, o número de municípios brasileiros classificados em seca extrema passou de quatro, em agosto, para 68. Na categoria de seca severa, a quantidade aumentou de 153 para 232 municípios.

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Rogério quer voto aberto da direita para derrotar Alcolumbre no Senado

Postado em 3 de novembro de 2026

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), pretende defender que os parlamentares de direita anunciem publicamente seus votos na eleição para a presidência da Casa, marcada para 1º de fevereiro de 2027. A proposta busca impedir que senadores eleitos com apoio do bolsonarismo apoiem, sob o sigilo da votação, a reeleição do atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

“Vou defender. É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre, né?”, afirmou Marinho, ao confirmar a intenção de apresentar a proposta.

A estratégia será discutida pela bancada do PL em reunião prevista para quarta-feira 4. O encontro deverá definir o posicionamento do partido na disputa e pode resultar no lançamento da candidatura de Marinho à presidência do Senado. Outra parlamentar de direita interessada no cargo é Tereza Cristina (PP-MS).

A eleição é realizada por votação secreta, mecanismo que Alcolumbre considera favorável à sua tentativa de permanecer no comando da Casa. O presidente do Senado mantém relações pessoais e políticas com parlamentares de diferentes legendas e trabalha para conquistar votos inclusive entre integrantes dos partidos de oposição.

A possibilidade de uma candidatura própria divide o PL. Parte da bancada defende uma aproximação com Alcolumbre após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na eleição presidencial, argumentando que um confronto poderia deixar o partido novamente afastado dos principais cargos do Senado. Outra ala considera que o crescimento da direita nas eleições criou condições para derrotar o atual presidente.

A nova composição do Senado favorece numericamente os partidos conservadores. O PL terá 29 parlamentares, enquanto o Novo contará com outros três. Republicanos, PP, Podemos e PSDB reunirão mais 15 senadores, boa parte deles eleita com apoio de lideranças bolsonaristas. A eleição para a presidência exige maioria absoluta, correspondente a 41 dos 81 votos.

Tanto Marinho quanto Alcolumbre afirmam contar com o apoio de 48 senadores. Como as duas projeções superam, juntas, o número de integrantes da Casa, há parlamentares incluídos simultaneamente nas contas dos dois grupos.

Além de Rogério Marinho, a bancada do Rio Grande do Norte no Senado terá, a partir de 2027, o início do novo mandato de Styvenson Valentim (Podemos) e a estreia de Samanda Alves (PT). Os dois foram eleitos no pleito de outubro. Até agora, nenhum dos dois revelou intenção de voto na disputa para a presidência da Casa.

Espera-se uma aproximação de Samanda com Alcolumbre, por causa do apoio já anunciado da bancada do PT. A incógnita maior é Styvenson. Ele também é próximo do atual presidente da Casa, mas foi reeleito em 2026 com apoio do PL no RN.

Pressão sobre parlamentares
A defesa da divulgação dos votos está relacionada ao discurso adotado pelos candidatos de direita durante a campanha eleitoral. Muitos deles foram eleitos com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e promessas de pressionar pela abertura de processos de impeachment contra ministros da Corte.

Alcolumbre, por sua vez, resiste a dar andamento a esses pedidos. A posição provocou desgaste com o eleitorado bolsonarista e tornou politicamente difícil, para determinados senadores, justificar um eventual apoio à sua reeleição.

A intenção dos aliados de Marinho é explorar essa contradição. Embora a votação permaneça formalmente secreta, os parlamentares poderiam declarar suas escolhas e mostrar suas cédulas antes de depositá-las na urna. A exposição pública serviria como instrumento de pressão contra possíveis dissidências.

A iniciativa tem precedente na própria trajetória de Alcolumbre. Em 2019, quando disputou pela primeira vez a presidência do Senado, ele defendeu a votação aberta para enfraquecer a candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL).

Na ocasião, Alcolumbre contava com o apoio do então presidente Jair Bolsonaro (PL) e procurava aproveitar a chegada de novos senadores eleitos sob um discurso de renovação política. A tentativa de tornar a votação aberta foi barrada por uma decisão liminar do ministro Dias Toffoli, do STF, durante a madrugada.

Mesmo com a decisão judicial, alguns parlamentares anunciaram voluntariamente seus votos e exibiram as cédulas antes de colocá-las na urna. Agora, aliados de Alcolumbre na direita poderão enfrentar situação semelhante àquela vivida pelos apoiadores de Renan.

Candidatura provoca divergências
Na terça-feira 27 de outubro, a federação formada por União Brasil e PP anunciou apoio à candidatura de Alcolumbre à reeleição. A manifestação, entretanto, não representou uma adesão pública de todos os integrantes das duas legendas.

A maioria dos senadores e dos parlamentares eleitos pelos partidos não declarou apoio ao atual presidente. Tereza Cristina e Guilherme Derrite (PP-SP), por exemplo, criticaram o anúncio nas redes sociais.

O histórico recente do PL também influencia a discussão. Em 2023, Rogério Marinho concorreu à presidência do Senado contra Rodrigo Pacheco (PSB-MG), então candidato à reeleição. Pacheco venceu por 49 votos a 32.

A derrota teve consequências para a participação do PL na estrutura de comando do Legislativo. Durante os dois anos seguintes, o partido ficou sem a presidência de comissões consideradas estratégicas e sem representação na Mesa Diretora.

Em 2025, a legenda mudou de posição e apoiou Alcolumbre, em uma negociação que lhe garantiu espaços de maior relevância, incluindo a vice-presidência do Senado.

A aliança, porém, sofreu desgaste durante a atual gestão. Parlamentares bolsonaristas avaliam que Alcolumbre deu mais atenção às demandas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que às prioridades da oposição.

Uma das principais reclamações envolve a discussão sobre a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A direita acusa o presidente do Senado de enfraquecer a articulação pela medida e favorecer uma alternativa de redução das penas, que ainda não havia sido concretizada.

A resistência de Alcolumbre à abertura de processos de impeachment contra ministros do STF também alimenta as críticas. O assunto ganhou importância na campanha eleitoral e passou a ser apresentado por candidatos bolsonaristas como uma das prioridades da próxima legislatura.

Outro episódio apontado pela oposição ocorreu durante a disputa presidencial deste ano. Alcolumbre colocou em votação a proposta de emenda à Constituição que encerrou a escala de trabalho de seis dias de serviço para um de descanso, conhecida como jornada 6×1. A medida era uma das principais bandeiras de Lula e contribuiu para fortalecer sua campanha no segundo turno.

Diante desse histórico, Marinho pretende transformar o posicionamento dos senadores em relação a Alcolumbre em um compromisso público. O resultado dependerá da capacidade do PL de unificar a bancada e atrair integrantes de outras legendas, especialmente aquelas que elegeram parlamentares com apoio do bolsonarismo, mas mantêm relações políticas com o atual presidente do Senado.

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Flávio pede ao STF devolução de passaportes, fim de restrições de viagem e anulação de decisões de Moraes

Postado em 3 de novembro de 2026

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a entrega dos passaportes do parlamentar e o proibiu de deixar o país. O recurso é um agravo regimental, no qual os advogados pedem que Moraes reconsidere as medidas cautelares.

Se o ministro mantiver a decisão, a defesa quer que o caso seja analisado pela Primeira Turma da Corte. Os advogados também pedem que a investigação sobre Flávio e o advogado Willer Tomaz seja transferida ao ministro André Mendonça. A informação é do Metrópoles.

A defesa solicita ainda o reconhecimento do impedimento ou da suspeição de Moraes para atuar no caso. Segundo os advogados, as restrições foram impostas com base em informações que não demonstram participação do senador em atividades ilícitas.

Os advogados citam informação do Banco Santander de que Flávio não era titular, cotitular ou usuário das contas de empresas do grupo Alcazar, ligadas a Willer. Segundo a defesa, a resposta do banco estava nos autos mais de 10 horas antes de a Polícia Federal (PF) pedir as medidas.

A defesa afirma que a resposta não foi considerada na representação da PF nem na decisão de Moraes. A decisão foi proferida no domingo (25/10), dia em que Flávio perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o segundo turno da eleição presidencial.

Os advogados também contestam o uso de declarações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão do senador, para justificar o risco de fuga. No recurso, pedem a revogação da proibição de contato com Willer.

A defesa pede ainda o restabelecimento da validade dos passaportes brasileiros e a retirada das restrições migratórias. Em outra petição, enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, os advogados alegam que Moraes não deveria conduzir o caso.

Eles apontam possíveis conflitos de interesse ligados ao escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e à empresa Fraction 024, citada nas investigações. Flávio e Willer são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro em suposto esquema com empresas do advogado e apostas esportivas; os pedidos tramitam sob sigilo e ainda não foram analisados por Moraes e Fachin.

98fm

STF pode reduzir pena de Bolsonaro para dois anos e quatro meses

Postado em 3 de novembro de 2026

A proposta de dosimetria aprovada pelo Congresso Nacional pode reduzir o tempo de prisão em regime fechado do ex-presidente Jair Bolsonaro para cerca de dois anos e quatro meses, caso seja considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A estimativa foi apresentada por advogados, especialistas e parlamentares que acompanham o tema, conforme apuração do analista de Política da CNN Matheus Teixeira.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Com a eventual validação da nova legislação, as penas precisariam ser recalculadas individualmente, conforme as regras previstas no texto aprovado pelo Congresso.

Como funcionaria o recálculo da pena?

Caso o STF considere a dosimetria constitucional, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro, deverá recalcular as penas dos condenados. A medida também poderá alcançar generais, delegados e outros envolvidos nos processos.

Depois da revisão, o resultado deverá ser submetido ao plenário do STF ou à Primeira Turma, responsável pela decisão final sobre as novas penas.

Os cálculos apresentados consideram fatores que podem reduzir o tempo de cumprimento da condenação, além das regras de progressão de regime. Pela estimativa divulgada, Bolsonaro poderia alcançar a liberdade parcial no fim de 2027 ou no início de 2028, caso a proposta seja validada.

STF ainda não marcou julgamento

Até o momento, o Supremo não definiu uma data para analisar a constitucionalidade da dosimetria. A decisão dos ministros será determinante para estabelecer se as novas regras poderão ser aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Se o STF considerar a medida inconstitucional, a legislação será derrubada e as penas originais serão mantidas.

Discussão também envolve cenário político no Senado

A discussão ocorre em meio às articulações políticas no Senado Federal. A expectativa de uma bancada de pelo menos 30 senadores alinhados ao bolsonarismo pode influenciar as negociações envolvendo o Supremo, já que o Senado tem atribuições de fiscalização sobre a Corte.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também precisa articular apoio de diferentes grupos políticos para uma eventual reeleição ao comando da Casa. Esse cenário pode ampliar as negociações em torno da proposta de dosimetria.