O Prefeito Lucas Galvão, divulgou nesta quarta-feira (23), as atrações que irão animar uma das principais noites da programação natalina de Currais Novos. No dia 19 de dezembro, subirão ao palco, Galícia, Samba 90 Graus e The Clássicos, garantindo uma programação musical diversificada para currais-novenses e visitantes.
O Natal Luzes do Sertão já virou tradição no município e vem sendo preparado para proporcionar momentos especiais durante o período natalino, reunindo música e o clima de Natal que tradicionalmente movimenta Currais Novos nesta época do ano.
“Estamos preparando uma programação especial para que Currais Novos viva um Natal cheio de alegria. O dia 19 de dezembro será uma grande noite, com atrações para todos os públicos e muita música para celebrarmos juntos esse período tão especial” , destacou o prefeito Lucas Galvão.
A programação musical faz parte do calendário de ações do Natal Luzes do Sertão, que contará com outras atividades ao longo do período natalino, contribuindo para movimentar o comércio, o turismo e a economia local.
O financiamento de veículos somou 683.928 unidades em agosto, o maior volume registrado para o mês em 15 anos, segundo dados da Trillia, linha de negócios da B3 dedicada a dados, analytics e inteligência artificial.
O resultado representa uma alta de 10,4% em relação ao mesmo período de 2025,.
O desempenho é o melhor para agosto desde 2011, quando foram financiados 729.672 veículos. O avanço ocorreu mesmo em um cenário de juros elevados e volatilidade econômica, segundo a empresa.
No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, foram financiados 5,136 milhões de veículos, crescimento de 10% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Os autos leves responderam por 478 mil unidades financiadas em agosto, sendo 350 mil veículos novos e 127 mil usados. Em relação a julho, o segmento registrou alta de 1,4%
Agosto teve uma média de 32.568 veículos financiados por dia útil. Para Thiago Gaspar, superintendente de Relacionamento com Clientes na Trillia, os números mostram a resiliência do mercado diante da volatilidade da economia.
Motos e veículos pesados avançam As motos somaram 178 mil financiamentos em agosto, dos quais 133 mil foram de unidades novas e 45 mil usadas. O resultado representa crescimento de 4,9% em relação ao mesmo mês de 2025.
Entre os veículos pesados, foram registradas 27 mil operações, divididas entre 15 mil modelos novos e 12 mil usados. Na comparação anual, o volume avançou 10,4%.
No recorte regional, o Sudeste concentrou a maior participação nos financiamentos, com 42% do total. Na sequência aparecem Sul, com 20%; Nordeste, com 19,8%; Centro-Oeste, com 10,7%; e Norte, com 7,5%.
Preços de carros novos sobem 2,7% Além dos dados de financiamento, o levantamento mostra que os preços de transação dos veículos zero-quilômetro subiram 2,7% em agosto na comparação com julho, revertendo a queda de 1,2% registrada no mês anterior.
Segundo a Tabela Auto B3, desenvolvida pela Trillia em parceria com a Bright Consulting, todos os segmentos de veículos novos apresentaram aumento de preços no mês. Apesar da alta, no acumulado de 12 meses, a média dos preços dos veículos novos registra queda de 1,1%.
A maior alta mensal ocorreu entre as picapes derivadas de automóveis, com avanço de 7,8%. Crossovers subiram 2,7%; picapes médias, 2,5%; picapes compactas, 2,2%; sedãs, 2,1%; SUVs, 1,2%; e hatchbacks, 0,2%.
Preços dos usados ficam praticamente estáveis No mercado de veículos usados, os preços tiveram variação média negativa de 0,1% em agosto frente a julho, indicando estabilidade depois da queda de 1% registrada no mês anterior.
O desempenho variou entre os segmentos, com três categorias em alta, três em queda e crossovers praticamente estáveis. No acumulado de 12 meses, os preços dos usados apresentam retração média de 3,9%.
Entre as categorias, os hatchbacks tiveram a maior alta mensal, de 1,1%. Na outra ponta, as picapes compactas registraram a maior queda, de 1,2%. Em 12 meses, os maiores recuos aparecem em picapes compactas e SUVs, ambos com queda de 7,4%, seguidos pelos crossovers, com baixa de 7,1%.
Desembargador do TRE-RN afirma que a fala de empresário usada no vídeo não contém o nome de Allyson nem elemento que permita identificá-lo como alvo da acusação.
A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte acolheu o pedido de tutela de urgência apresentado pela coligação “Esperança e Trabalho” e determinou que o candidato Carlos Eduardo Xavier (Cadu de Lula) e sua coligação removam de suas redes sociais uma peça publicitária com acusações manipuladas. A decisão liminar foi proferida nesta terça-feira (22) pelo desembargador eleitoral Fábio Luiz de Oliveira Bezerra, do Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE-RN).
A controvérsia envolve um vídeo divulgado no perfil de Cadu de Lula no Instagram e no programa de TV na última segunda-feira (21), no qual a propaganda utiliza um trecho de uma gravação da PF de um empresário. No entanto, o magistrado observou que o trecho original não faz menção nominal a Allyson Bezerra, tampouco apresenta elementos que permitam identificá-lo como alvo da acusação. Segundo a decisão, a campanha do PT promoveu uma intervenção editorial e uma montagem que induzem o eleitor a compreender a fala do empresário como direcionada ao ex-prefeito de Mossoró, criando uma associação artificial sem suporte fático na gravação.
O desembargador destacou na decisão que a probabilidade do direito decorre da atribuição de uma declaração extremamente vexatória a uma pessoa não identificada como destinatária no próprio trecho utilizado. Com base no perigo de dano e na gravidade da imputação em pleno período eleitoral, a Justiça Eleitoral determinou que Cadu Xavier e a coligação “Time Que Cuida” promovam a remoção imediata da publicação do Instagram no prazo de 24 horas após a intimação.
Além da remoção, os representados estão proibidos de promover nova veiculação, impulsionamento ou reprodução idêntica do material que atribua a Allyson Bezerra a autoria das acusações feitas no vídeo. Para o caso de descumprimento, haverá uma multa diária de R$ 5.000,00, além da expedição de ordem direta à Meta Platforms (Instagram) para o bloqueio da URL da publicação. O mérito da representação eleitoral ainda passará por julgamento definitivo pelo Colegiado do TRE-RN após a defesa dos citados e o parecer do Ministério Público Eleitoral.
A Prefeitura de Currais Novos inaugurou, nesta terça-feira (22), uma nova unidade do Projeto Jantar Popular, expandindo as ações de segurança alimentar e assistência social desenvolvidas pelo município. A nova unidade está localizada no bairro Alto de Santa Rita e passa a oferecer 100 jantares diariamente à população.
A solenidade de inauguração aconteceu no pátio da Capela de Santa Rita de Cássia, reunindo o prefeito Lucas Galvão, representantes da gestão municipal, da Igreja Católica e moradores do bairro.
O projeto funcionará de segunda a sexta-feira, garantindo uma refeição completa e de qualidade para moradores do Alto de Santa Rita.
O Projeto Jantar Popular já atende a população do bairro Dr. José Bezerra, onde são distribuídas 300 refeições diariamente. Com a nova unidade, o município passa a ofertar 400 jantares por dia, fortalecendo a política municipal de segurança alimentar e ampliando o alcance da iniciativa.
Durante a inauguração, o prefeito Lucas Galvão destacou a importância de levar as ações da gestão para mais perto das comunidades. “ A alimentação é um direito e garantir que as famílias tenham acesso a uma refeição digna é também cuidar das pessoas. Hoje estamos ampliando o Jantar Popular para o Alto de Santa Rita e chegando ainda mais perto de quem precisa.” , afirmou.
Com a expansão do Projeto Jantar Popular, a Prefeitura de Currais aumenta as ações que promovem inclusão social e assistência às famílias que mais necessitam, fortalecendo uma rede de proteção e cuidado em diferentes bairros do município.
A análise da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) apontou que o Rio Grande do Norte não cumpriu, em 2025, as três metas previstas no Programa de Equilíbrio Fiscal (PEF). O resultado também impacta a operação de crédito adicional de até 3% da Receita Corrente Líquida (RCL) prevista no acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal, que depende da comprovação de avanços nos indicadores fiscais e do cumprimento das obrigações assumidas pelo Estado. Segundo a Sefaz, ainda há R$ 427 milhões previstos para 2027, caso as metas do acordo sejam cumpridas. O Estado ainda pode apresentar recurso contra as conclusões da STN.
Segundo a análise preliminar da STN, o Estado descumpriu as três metas avaliadas. A Poupança Corrente ficou em 96,77%, acima do limite de 95% estabelecido pelo programa. A Disponibilidade de Caixa Líquida apresentou resultado negativo de R$ 3,65 bilhões, enquanto a meta previa valor superior a zero. Já a Despesa com Pessoal correspondeu a 67,61% da Receita Corrente Líquida, acima do limite de 60%.
A operação de crédito adicional de até 3% da RCL, prevista no acordo, não é automática. Segundo parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), a autorização depende da comprovação técnica de avanço nos indicadores fiscais e do cumprimento das obrigações estabelecidas na composição homologada pelo STF.
O parecer da procuradoria estabelece ainda que o Estado deve apresentar à STN a comprovação do avanço nos indicadores fiscais previstos no acordo.
O acordo estabelece como referências para o avanço fiscal a redução da despesa com pessoal para abaixo de 54% da RCL, a obtenção de disponibilidade de caixa líquida positiva para recursos não vinculados e a redução da relação entre despesas correntes e receitas correntes para abaixo de 90%.
Entre as condições está a realização de um leilão para pagamento de dívidas. Na análise, a STN informou que o Estado ainda não havia apresentado um documento que comprovasse a realização dessa medida, que foi incluída no acordo firmado no STF.
Para comprovar o cumprimento da obrigação, o Estado precisa enviar o documento à STN e também anexá-lo ao processo que tramita no STF.
A STN, então, deve acompanhar o cumprimento das condições e informar, em relatório anual, se houve avanço nos indicadores fiscais previstos no acordo.
Os resultados da análise fiscal ainda podem ser alterados caso o Estado apresente recurso administrativo. O prazo para contestação é de 10 dias a partir do recebimento da análise. Caso não haja recurso, ou depois da análise de eventual contestação, a avaliação fiscal será considerada válida.
O descumprimento das metas do PEF também foi registrado nos exercícios anteriores. Segundo parecer da PGFN, o Rio Grande do Norte não cumpriu as metas referentes a 2023 e 2024. Com a análise preliminar de 2025, o Estado acumula três exercícios consecutivos sem atingir as metas previstas no programa.
Capacidade de pagamento
A análise fiscal preliminar também classificou a capacidade de pagamento do Rio Grande do Norte como C. A chamada Capag é uma avaliação feita pelo Tesouro Nacional para medir a situação financeira dos estados e sua capacidade de cumprir compromissos, considerando indicadores de endividamento, poupança corrente e liquidez.
Na prática, a classificação C coloca o Estado fora das faixas que, pelas regras gerais, são consideradas aptas a receber garantia da União em novas operações de crédito. Isso dificulta a contratação de novos financiamentos com aval federal, embora não signifique que o Estado esteja impedido de contratar qualquer operação de crédito.
A própria Nota Técnica ressalva, no entanto, que a classificação ainda pode ser modificada em razão de recurso administrativo. No caso do Rio Grande do Norte, a autorização específica prevista no acordo judicial para operações de crédito permanece condicionada às exigências estabelecidas na composição homologada pelo STF.
Metas serão cumpridas, diz Sefaz
Em resposta à Tribuna do Norte, a Sefaz informou que trabalha para cumprir o acordo e ter acesso aos recursos restantes do PEF. Segundo a pasta, o acesso à parcela prevista para 2027 está condicionado ao cumprimento do acordo, e “a previsão é o cumprimento de todos os termos firmados ao final do exercício de 2026”.
A secretaria informou ainda que o programa não se encerra ao fim de 2026 e que há uma parcela prevista para 2027. Ao todo, o Estado já acessou R$ 1,28 bilhão entre 2023 e 2026, recursos que, segundo a Sefaz, foram destinados ao programa de recuperação de rodovias. Para 2027, ainda estão previstos R$ 427 milhões, caso as metas do acordo sejam cumpridas.
A Sefaz afirmou que a Nota Técnica faz parte do acompanhamento contínuo realizado pela STN por meio do Programa de Acompanhamento da Transparência Fiscal (PATF), cujo objetivo é promover o reequilíbrio fiscal do Estado.
Conforme a pasta, o cumprimento das metas previstas no programa é uma realidade possível apenas no médio prazo.
Descumprimento pressiona ajuste fiscal
Para o economista Arthur Néo, os resultados mostram que a dificuldade fiscal do Rio Grande do Norte não está concentrada em um único indicador.
“Em termos simples, isso revela que o Estado ainda apresenta dificuldades estruturais de equilíbrio entre receitas e despesas correntes, de geração de caixa e de controle das despesas com pessoal”, comenta.
Néo ressalta, porém, que os números não significam que o Estado esteja insolvente ou sem condições de cumprir suas obrigações. “O que os indicadores mostram é uma situação fiscal pressionada, especialmente porque três dimensões importantes do equilíbrio fiscal apresentam resultados desfavoráveis simultaneamente”, explicou.
Na avaliação de Néo, a classificação C atribuída preliminarmente ao Estado dificulta o acesso a novas operações de crédito. Nesse contexto, a autorização específica prevista no acordo homologado pelo STF não elimina a necessidade de ajuste das contas públicas.
Segundo Néo, novas operações podem dar fôlego financeiro no curto prazo, mas não resolvem o desequilíbrio fiscal. “Crédito pode ser um instrumento importante para financiar investimentos e reorganizar passivos, mas não substitui o ajuste estrutural das contas públicas”, afirmou.
Uma pesquisa AtlasIntel/Estadão divulgada nesta terça-feira (22) aponta que 60,5% dos entrevistados defendem o impeachment imediato do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão das suspeitas relacionadas ao caso Banco Master. Em relação ao ministro Alexandre de Moraes, 49,8% deram a mesma resposta.
O levantamento também perguntou sobre a possibilidade de impeachment somente após a confirmação de envolvimento no caso. Nesse cenário, 26,1% escolheram essa opção para Toffoli, enquanto 31,9% deram a mesma resposta em relação a Moraes.
Entre os entrevistados, 6,5% disseram que Toffoli não deveria sofrer impeachment, enquanto 15,1% responderam o mesmo sobre Moraes. Outros 6,8% afirmaram não saber responder sobre Toffoli, e 3,2% deram essa resposta em relação a Moraes.
A pesquisa foi realizada entre 17 e 21 de setembro, com 1.852 pessoas, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A arrecadação de impostos e contribuições federais até agosto de 2026 somou R$ 2,112 trilhões, informou a Receita Federal nesta terça-feira (22). O montante representa alta de 7,12% na comparação com o mesmo período de 2025, descontada a inflação do período. O resultado acumulado até agosto é o maior para o período desde 2000.
No relatório de divulgação, o Fisco atribui o desempenho da arrecadação em 2026 a alguns destaques, como a Receita Previdenciária, que teve uma arrecadação de R$ 507,179 bilhões, com crescimento real de 5,03%.
Esse resultado se justifica pelo crescimento real de 3,47% da massa salarial e de 5,76% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário de janeiro a agosto de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.
“Além disso, houve crescimento de 16,35% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a agosto de 2025”, escreve no documento.
O Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) somaram uma arrecadação de R$ 411,048 bilhões, representando crescimento real de 6,11%. Esse resultado se deve, principalmente, ao crescimento real de 9,26% na arrecadação do lucro presumido e ao aumento real de 19,43% na arrecadação relativa à declaração de ajuste do IRPJ e da CSLL, relativa a fatos geradores ocorridos em 2025.
Houve também, pagamentos atípicos da ordem de R$ 20,926 bilhões, no período acumulado, sendo R$ 11 bilhões de Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre Lucro Líquido, e outros R$ 9,926 bilhões do Imposto de Exportação de petróleo.
O PIS/Pasep e a Cofins totalizaram uma arrecadação de R$ 412,776 bilhões, representando crescimento real de 4,52%.
O desempenho pode ser explicado pelo aumento de 2,01% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 2,13% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre dezembro de 2025 e julho de 2026, em relação ao período compreendido entre dezembro de 2024 e julho de 2025.
Além disso, pela recuperação da arrecadação relativa a setores inseridos no Perse e ao setor petrolífero; pelo desempenho positivo dos segmentos automotivo, de eletricidade e gás, dos serviços financeiros e do Simples Nacional e pela expansão de 12,01% nas compensações tributárias e dos efeitos da legislação, especialmente as desonerações temporárias sobre diesel, biodiesel e querosene de aviação.
O IOF apresentou uma arrecadação de R$ 67,159 bilhões, representando crescimento real de 24,11%. O governo aumentou a alíquota do IOF em junho de 2025 depois de uma série de impasses com o Congresso. A mudança tem turbinado a arrecadação dessa rubrica.
As campanhas dos candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte declararam R$ 11,067 milhões em receitas e R$ 15,411 milhões em gastos financeiros à Justiça Eleitoral. Os números constam no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultado nesta terça-feira 22. Os dados são atualizados durante a campanha conforme as prestações de contas enviadas pelos concorrentes.
Allyson Bezerra (União Brasil) aparece com o maior volume de gastos financeiros: R$ 6,673 milhões. A campanha informou receitas de R$ 4,653 milhões, sendo R$ 4,055 milhões provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e R$ 597,9 mil de recursos privados. O último relatório financeiro indicado no sistema foi entregue na sexta-feira 18.
Álvaro Dias (PL) registra a maior arrecadação entre os candidatos, com R$ 5,018 milhões. Desse total, R$ 5 milhões vieram do Fundo Eleitoral, R$ 15,1 mil são classificados como recursos privados e R$ 3.360 correspondem a receitas estimáveis em dinheiro, como doações de produtos ou serviços. Os gastos financeiros declarados chegaram a R$ 5,770 milhões.
Cadu de Lula (PT) declarou R$ 1,230 milhão em receitas e R$ 2,873 milhões em gastos financeiros. A arrecadação inclui R$ 1,106 milhão do Fundo Eleitoral, R$ 12,9 mil do Fundo Partidário, R$ 74,2 mil de recursos privados e R$ 37,1 mil em receitas estimáveis. O relatório mais recente registrado pelo candidato também é da sexta-feira 18.
Os três candidatos que lideram a disputa eleitoral concentram 98,5% de todos os gastos financeiros informados pelos concorrentes ao Governo. Juntas, as campanhas de Allyson, Álvaro e Cadu declararam R$ 15,316 milhões em despesas. O valor corresponde a R$ 4,248 milhões a mais que toda a receita registrada pelas candidaturas até o momento.
A diferença entre os valores arrecadados e os gastos financeiros não representa necessariamente dívida vencida ou irregularidade. Durante a campanha, o sistema pode apresentar despesas contratadas antes do ingresso ou da contabilização de novos recursos. As informações também dependem dos relatórios enviados pelas próprias campanhas à Justiça Eleitoral.
Entre os demais concorrentes, Professor Robério Paulino (PSOL) informou R$ 101 mil em receitas. O valor é composto por R$ 90 mil do Fundo Eleitoral e R$ 11 mil em recursos estimáveis. Os gastos financeiros chegaram a R$ 44.926,50.
Arinalda do MLB (UP) declarou R$ 35.530 em receitas estimáveis e ainda não registrava gastos financeiros na comparação do TSE. Dário Barbosa (PSTU) informou R$ 28.002 em recursos do Fundo Eleitoral e R$ 23,5 mil em despesas.
Rodrigo de Bolsonaro (Agir), nome de urna de Karlo Rodrigo Lúcio Vieira, declarou R$ 222,40 em receitas privadas e R$ 26.222,40 em gastos financeiros. Henrique Lyra (PCO) apresentou uma prestação de contas sem movimentação financeira.
Carlos Jararaca e Godeiro Linhares, ambos vinculados ao DC, apareciam sem prestação de contas disponível no comparativo do TSE. O sistema também informa que o registro de Carlos Jararaca está indeferido e que a candidatura de Godeiro Linhares permanece pendente de julgamento. Henrique Lyra teve o registro indeferido, mas ainda está em prazo recursal ou com recurso. A relação e a situação das candidaturas podem mudar conforme novas decisões da Justiça Eleitoral.
A primavera no Brasil começou oficialmente nesta terça-feira (22). Junto com a nova estação, vem o fenômeno de um “El Niño atípico” e mais forte. A tendência é que o Rio Grande do Norte sofra com fortes ondas de calor e estiagem no interior do Estado.
Segundo o gerente do Serviço de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), Gilmar Bristot, o fenômeno vai provocar algumas consequências para cidades do Estado que dependem dos reservatórios de água.
“O interior do Estado pode apresentar pouca umidade agora e nos próximos meses. Isso também vai influenciar na evaporação dos reservatórios, porque se você tem menos água na atmosfera, menos umidade na atmosfera, há uma facilidade de você evaporar essa água na superfície dos mananciais”, detalhou.
O meteorologista, também, alerta para o aumento da sensação térmica no Rio Grande do Norte junto com o início da pré-estação chuvosa nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro.
“A temperatura vai ficar acima do normal. Aqui no litoral, a tendência também é de uma sensação térmica maior, porque vai ter pouca circulação do vento, o ar parado esquenta e dificulta a transpiração das pessoas”, explica.
“Que aí até meados de dezembro você tem a primavera, podem acontecer algumas pancadas de chuvas, porque nós teríamos aí a pré-estação chuvosa. Os sistemas meteorológicos que passam a atuar nesse período, eles independem do comportamento do Oceano Pacífico”.
O El Niño – naturalmente – enfraquece os ventos alísios que chegam até o Rio Grande do Norte. Com isso, a circulação da atmosfera global é alterada, o que favorece a formação de bloqueios atmosféricos que impedem o deslocamento de frentes frias e massas de ar.
No interior do RN, a umidade do ar vai ficar mais baixa por conta desses bloqueios, o qual facilitaria o período de estiagem na região.
“Em outubro, novembro e dezembro quase não chove ou chove muito pouco. Com a presença do “El Niño”, a tendência é chover menos ainda. O “El Niño” vai impor uma mudança na circulação dos ventos, podendo causar alguns bloqueios atmosféricos, favorecendo o aumento da temperatura aqui no litoral, principalmente”, especificou.
As regiões sudeste e sul do Brasil vão sofrer com frentes frias, com os termômetros caindo de forma mais acentuada. No entanto, esse movimento climático pode ter efeitos no Nordeste.
“Então, como o El Ninho facilita a entrada de frentes frias no sul do país, até a região de Minas Gerais, nós poderíamos ter aí algumas chuvas acontecendo em dezembro e janeiro, em virtude da chegada dessas frentes frias e favorecendo, assim, a formação de sistemas transientes aqui no Nordeste, favorecendo a formação de chuvas. Então, tem essa possibilidade”, comentou.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o envio de Força Federal para atuar em Doutor Severiano, na 43ª Zona Eleitoral, durante as Eleições 2026.
O pedido foi apresentado pela presidente do TRE-RN, desembargadora Martha Danyelle Sant’Anna Costa Barbosa, na segunda-feira (21), e aprovado pelo Pleno do tribunal nesta terça-feira (22). Agora, a solicitação será analisada pelo TSE.
Segundo o TRE-RN, a medida tem caráter excepcional e busca garantir a segurança dos eleitores e a normalidade dos trabalhos de votação e apuração. O pedido é baseado na Resolução TSE nº 21.843/2004, que prevê o uso de Força Federal quando houver risco de perturbação das atividades eleitorais.
A decisão cita como fator de preocupação um episódio de violência com uso de arma de fogo ocorrido durante uma mobilização política, em uma área com concentração de pessoas e próximo ao primeiro turno das eleições.
O TRE-RN ressaltou que o pedido não relaciona o crime a nenhuma candidatura nem define a motivação do homicídio. A investigação sobre o caso permanece sob responsabilidade das autoridades criminais.
Para a Justiça Eleitoral, porém, um episódio de violência armada durante uma mobilização política pode provocar insegurança e afetar a participação de eleitores, candidatos, apoiadores e servidores.
Caso seja autorizada, a Força Federal atuará de forma complementar às forças estaduais que já fazem a segurança do município. De acordo com o TRE-RN, a solicitação não representa avaliação de incapacidade ou falta de atuação dos órgãos estaduais, mas um reforço à segurança durante o período eleitoral.
O número de processos registrados na Justiça Eleitoral por violência política de gênero bateu recorde em 2026. Ao todo foram autuados 149 processos por assediar mulheres em infrações previstas pelo Código Eleitoral de janeiro a agosto deste ano. Os dados são do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que faz um levantamento de dados com recorte de gênero em questões eleitorais, e representam um aumento de 380% em relação a 2024, último ano eleitoral, quando foram registrados 31 processos no mesmo período.
Esse é o maior dado já registrado desde o início da série histórica em 2019. Naquele ano foram contabilizados apenas dois processos por violência política contra mulheres. Os casos são enquadrados no artigo 326-B do Código, que classifica o “assedio, constrangimento, humilhação, perseguição ou ameaça, por qualquer meio, contra candidata a cargo eletivo ou detentora de mandato eletivo, utilizando-se de menosprezo ou discriminação à condição de mulher”.
O aumento é ainda mais expressivo se comparado com as últimas eleições gerais. Nos 8 primeiros meses de 2022, foram apenas seis registros de violência política contra mulheres. Aquele ano terminou com somente 15 processos do tipo autuados.
A CNN usou os dados do TSE Mulheres registrados somente até agosto, para comparar com os anos anteriores a partir de dados em meses encerrados, já que o mês de setembro ainda não terminou.
Veja a relação de casos autuados desde 2019, de janeiro a agosto de cada ano:
Em números absolutos, foram 177 casos registrados de janeiro a 21 de setembro de 2026, valor que já supera a contagem total dos anos anteriores.
Segundo a ministra do TSE Estela Aranha, a violência contribui para afastar as mulheres do cenário político.
“A violência contra a mulher se inicia individualmente. Porque essas formas de intimidação, esse constrangimento, o constrangimento moral, fazem a mulher dizer: ‘Por que eu vou estar aqui?’ Até porque, quando elas são atacadas, elas têm dificuldade de se defender, de se posicionar. Então, você tira as que estão tentando, as que poderiam entrar ou pensaram em entrar. Isso é muito grave, porque a democracia pressupõe a participação política e eleitoral de todos que querem participar do debate”, afirmou Aranha.
A ministra destacou ainda que o problema se agrava no ambiente digital, onde os ataques escalam rapidamente. “Quando é digital, isso é pior, porque, obviamente, você tem mais velocidade, mais volume, e elas não têm aonde recorrer. São ataques, às vezes, coordenados”, afirmou.
Segundo Aranha, o impacto ultrapassa as vítimas individualmente e afeta a própria participação feminina no processo democrático.
Monitoramento da sociedade civil
Para movimentos que monitoram a violência política, o aumento nos registros passou a ser contabilizado a partir da lei 14.192 de 2021, que estabelece normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher. Segundo Sonia Coelho, dirigente da Marcha Mundial das Mulheres, essa lei facilitou a notificação das denúncias.
Além disso, ela entende que houve um aumento da violência a partir do aumento da presença de mulheres na política. Para Coelho, a lei é consequência do aumento da violência contra a mulher
“Antes não tinha essa lei para denunciar violência política. Nós temos discutido mais esse tema também, o que encoraja a denúncia. E tem acontecido mais violência também. O avanço da participação das mulheres no poder gera uma reação, isso acirra a violência. Essa violência é uma forma de constranger e humilhar para que as mulheres não estejam nesse espaço”, afirmou à CNN.
A historiadora Flávia Calé explicou à CNN que a violência política “é uma forma de conter o avanço das mulheres”, não apenas por meio do aumento da violência política de gênero, mas também do feminicídio. Segundo ela, o questionamento ao voto de mulheres também é uma tentativa de “contenção da participação feminina”.
Deputada estadual denuncia ameaça O aumento dos casos de violência foi denunciado pelas próprias candidatas. Isolda Dantas (PT) é deputada estadual pelo Rio Grande do Norte e busca a reeleição. Na semana passada, ela denunciou ter recebido ameaças de morte e violência sexual durante a campanha.
Ela acionou a Justiça Eleitoral dizendo ter recebido e-mails no começo de setembro criticando a sua atuação política. Segundo a deputada, os e-mails descreviam violências que seriam cometidas contra a parlamentar. As mensagens afirmavam que o corpo da deputada seria arrastado pelas ruas de Mossoró como forma de punição por suas posições políticas.
Ela encaminhou os e-mails para o Ministério Público, a Procuradoria Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (PRE/RN) e a Ouvidoria da Mulher, que ainda não avançaram com a abertura de investigações.
Novas medidas Na terça-feira (22), o TSE realizou o evento Violência Política TEM Gênero, para tratar da violência contra mulheres na política, especialmente no ambiente digital. Os integrantes do tribunal anunciaram uma série de medidas para enfrentar e prevenir esse tipo de crime.
Além do lançamento do painel nacional para o mapeamento da violência política de gênero – que monitora mais de perto os casos –, a Justiça Eleitoral vai promover a capacitação de tribunais e zonas eleitorais para lidar e prevenir as ocorrências, fortalecer os canais e as redes de denúncia, ampliar a atuação conjunta com o MPE e intensificar o combate à violência no ambiente digital, incluindo ataques coordenados, deep fakes e fake news.
As ações, segundo o TSE, também preveem ampliar a divulgação de informações para que as vítimas consigam identificar e denunciar os casos de violência política.
O TSE lançou também o programa “Política é Substantivo Feminino” em parceria com o Ministério Público para informar e conscientizar a população sobre o enfrentamento à violência contra a mulher.
A partir de 5 de outubro, o preço do garrafão de água mineral de 20 litros terá reajuste de 10% a 15% no Rio Grande do Norte. Segundo o Sindicato das Indústrias de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral do RN (Sicramirn), a alta é atribuída ao aumento dos custos de produção, envase e distribuição.
O percentual de 10% a 15% é uma referência técnica sugerida pelo setor. O valor efetivamente pago pelo consumidor, no entanto, depende também dos custos de distribuição e revenda ao longo da cadeia. “Não estamos falando de um único componente. A indústria vem absorvendo sucessivos aumentos na sua estrutura de custos”, afirmou Daniel Penteado, secretário-executivo do Sicramirn.
Segundo ele, o salário mínimo teve alta de cerca de 6,8% neste ano, enquanto o reajuste médio da energia elétrica foi de 5,4%. Para consumidores de alta tensão, a alta chegou a 10,9%, de acordo com o sindicato.
Além desses custos, o setor cita a inflação oficial acumulada em 12 meses, de 4,22%, e aumentos nos preços de resinas, embalagens, tampas, lacres, combustíveis, logística e mão de obra.
O reajuste não será necessariamente aplicado de forma igual pelas 35 indústrias de águas envasadas do estado. Segundo Daniel Penteado, o valor final também pode variar conforme os custos praticados por distribuidores e revendedores.
Atualmente, o garrafão de 20 litros é vendido no Rio Grande do Norte por valores que variam entre R$ 9 e R$ 15. “A decisão pela correção é individual e soberana de cada indústria e, principalmente, responsabilidade também do revendedor e todos aqueles que prestam esse serviço à população, com garantia da qualidade e selo fiscal obrigatório”, destaca Daniel Penteado.
Segundo o Sicramirn, a possibilidade de novos aumentos nos próximos meses está relacionada a fatores externos, como variações cambiais, políticas tributárias e mudanças nos regimes e preços de importação de insumos plásticos. “O segmento é contrário a quaisquer reajustes que não sejam os pressionados por esses fatores”, defende.
O proprietário da Prezado Distribuidora, Nelson Simões, informou que pretende repassar cerca de R$ 1 do reajuste ao consumidor. Segundo ele, o garrafão é vendido atualmente por cerca de R$ 10 e deve passar para aproximadamente R$ 11 a partir do reajuste.
A empresa dele vai absorver a maior parte do aumento, reduzindo a margem para evitar um repasse maior ao cliente. “Se a gente dobrar o reajuste, vai ficar pesado para o consumidor. Então fica a critério de cada empresa”, afirmou.
O aposentado João Silva se preocupa com o impacto do reajuste no orçamento. Ele afirma que a família consome cerca de quatro garrafões de 20 litros por mês e que qualquer alta no preço pesa no bolso. “Qualquer aumento, por pequeno que seja, impacta”, afirmou.
O militar Francisco Pontes precisou encontrar uma alternativa para reduzir os gastos com água. Segundo ele, a família deixou de comprar garrafões e passou a utilizar um filtro de água. “Essa mudança foi feita justamente como forma de economizar”, revela.
Reajuste acima da inflação
A coordenadora do Procon-RN, Ana Paula Araújo, explica que o valor definido pelo setor produtivo está acima da inflação. “Por si só, ele não é considerado um aumento abusivo. Mas é importante verificar principalmente nos fornecedores, porque é uma informação divulgada pelo setor produtivo, mas não quer dizer que o fornecedor vai aplicar isso para os consumidores”, afirmou.
O Procon-RN informou que já está coletando os preços praticados antes do reajuste para comparar com os valores que serão cobrados a partir de 5 de outubro. “O que a gente recomenda aos consumidores é que possam fazer pesquisa, verificar e, em qualquer caso, também denunciar ao Procon”, orienta.
As denúncias podem ser feitas pelo WhatsApp (84) 98646-6432 ou presencialmente nas Centrais do Cidadão.
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), participou na manhã desta terça-feira de encontro com diretores e associados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no estado (ABIH-RN). Durante o diálogo, apresentou propostas e assumiu compromissos para fortalecer o turismo potiguar.
Allyson respondeu a questionamentos sobre cinco eixos estratégicos: promoção turística e conectividade; infraestrutura, acessibilidade e segurança; ambiente de negócios, investimentos e modernização; governança, profissionalização e dados; e diversificação e interiorização do turismo.
Entre as propostas apresentadas estão a realização de grandes obras de infraestrutura, a ampliação da divulgação dos destinos potiguares, a atração de investimentos e a redução da burocracia para quem deseja empreender no estado.
“Conheço de perto os 167 municípios e sabemos do potencial turístico do Rio Grande do Norte. Temos litoral, serras, sertão, história e cultura, mas precisamos investir para transformar esse potencial em desenvolvimento”, afirmou.
O candidato também defendeu mais agilidade nos processos de licenciamento, apontados como um dos principais entraves para a realização de novos investimentos.
“Estou motivado e com coragem para destravar o Rio Grande do Norte. A nossa meta é fazer com que, já no primeiro ano de governo, o estado consiga emitir licenças com mais rapidez que a Paraíba, oferecendo segurança e agilidade para quem deseja investir”, declarou Allyson.
Allyson reforçou ainda que o turismo será tratado como uma política estratégica de desenvolvimento econômico, com planejamento, diálogo permanente com o setor produtivo e ações voltadas à interiorização da atividade. Ao final do encontro, recebeu a Agenda da Hotelaria Potiguar, documento que reúne as principais demandas e propostas do setor.
O Estado do Rio Grande do Norte foi condenado pela 3ª Vara da Comarca de Ceará-Mirim ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais, além de pensões mensais, após um acidente de trânsito que matou uma mulher e uma criança na BR-405, em 2018. A sentença reconheceu a responsabilidade do Estado, mas também apontou culpa concorrente do condutor da motocicleta envolvida na colisão.
O acidente aconteceu em 6 de dezembro de 2018, no km 161 da BR-405, quando uma motocicleta que transportava três pessoas tentava atravessar a rodovia e foi atingida por uma viatura do sistema prisional. Segundo os autos, o veículo oficial realizava uma ultrapassagem em local proibido. A colisão provocou a morte de uma mulher de 19 anos e de uma criança de aproximadamente um ano.
De acordo com o boletim de acidente de trânsito da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o condutor da motocicleta não era habilitado e nenhum dos ocupantes utilizava capacete. Uma gravação relacionada ao acidente também foi utilizada como prova durante o processo.
Na sentença, o juiz Airton Pinheiro considerou que, apesar de veículos do sistema prisional terem prioridade em situações de emergência, a viatura deveria respeitar as normas de trânsito.
Para o magistrado, a ultrapassagem em local proibido, sobre faixa contínua, configurou imprudência e teve relação direta com a colisão. “Embora possua prioridade de trânsito em situações de emergência, o veículo do sistema prisional deve respeitar as normas de segurança e a sinalização da via”, disse.
“Especialmente quando não demonstrado estar em diligência urgente e evidente que a realização de ultrapassagem em local proibido (faixa contínua) constitui imprudência grave e nexo causal com a colisão relatada nesta demanda”, afirmou o juiz. No processo, foi utilizada como prova uma gravação relacionada ao acidente.
Ao mesmo tempo, a decisão apontou que a conduta do motociclista também contribuiu para o acidente. O magistrado reconheceu culpa concorrente, considerando que tanto o motorista da viatura quanto o condutor da motocicleta contribuíram para o ocorrido. Por causa da culpa concorrente, o valor dos danos morais foi reduzido pela metade. A indenização, que seria de R$ 100 mil, foi fixada em R$ 50 mil.
Além da indenização, a sentença determinou o pagamento de pensão pelos dois óbitos. Pela morte da esposa do autor da ação, a pensão será equivalente a 1/3 do salário mínimo, desde 6 de dezembro de 2018 até a data em que ela completaria 65 anos ou até a morte do beneficiário.
Já pela morte do filho, a pensão será de 1/3 do salário mínimo entre os 14 e os 25 anos que ele completaria e, posteriormente, de 1/6 do salário mínimo até os 65 anos.
A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 42% das intenções de voto contra 41% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Na comparação com o levantamento anterior, Flávio Bolsonaro manteve os 42%, enquanto Lula oscilou um ponto percentual para cima. Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar somam 14%, enquanto 3% estão indecisos.
Outros cenários de segundo turno
A Quaest também testou outros quatro cenários de segundo turno que envolvem Lula. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o atual presidente da República aparece com 41%, enquanto o governador de Goiás registra 39%. Brancos, nulos e quem não pretende votar somam 16%, e 4% estão indecisos.
No cenário com Augusto Cury (Avante), Lula tem 39%, e Cury, 35%. Outros 21% afirmam que votariam em branco ou nulo ou não pretendem votar, enquanto 5% estão indecisos.
Contra Renan Santos (Missão), Lula registra 41%, contra 38% do adversário. Brancos, nulos e quem não pretende votar somam 17%, e 4% estão indecisos.
Já no cenário com Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 46%, e o governador de Minas Gerais tem 32%. Brancos, nulos e quem não pretende votar representam 18%, enquanto 4% estão indecisos.
Metodologia
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 17 e 20 de setembro. As entrevistas foram realizadas pela Quaest, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06004/2026.