“Você quer ficar ao lado de estupradores e assassinos?”, questiona Flávio Bolsonaro na Alesp ao criticar governo Lula

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (27), durante sessão solene na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que o Brasil precisa decidir entre, segundo suas palavras, permanecer “ao lado de assassinos e sequestradores” ou adotar uma política mais rígida de segurança pública, com endurecimento de penas e combate mais severo à criminalidade.
Em discurso direcionado a apoiadores e lideranças do partido, o parlamentar criticou a política criminal vigente e defendeu mudanças na legislação penal para ampliar o tempo de prisão de condenados por crimes graves, especialmente contra mulheres.
“A gente precisa colocar isso no debate público esse ano. Se a gente quer defender as mulheres, vamos trabalhar para que esses covardes, vagabundos, fiquem mais tempo presos, paguem integralmente as suas penas”, declarou.
Endurecimento penal e crítica a audiências de custódia
Flávio afirmou que agressores de mulheres deveriam permanecer presos por mais tempo e criticou decisões judiciais que resultam em soltura após audiências de custódia ou progressão de regime.
“O chefe de facção criminosa vai poder pegar até 65 anos de cadeia, e ficar lá um bom tempo, para passar um recado para quem acha que pode continuar desgraçando as vidas de tantas famílias”, disse.
O senador também questionou o que classificou como “benefícios” concedidos a criminosos, como livramento condicional e visitas íntimas, e defendeu o fim do que chamou de “jeitinho” no cumprimento de penas.
Ataque a Lula e polarização do debate
Sem citar nominalmente, Flávio associou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à suposta comemoração em presídios. “Quando um presidente é declarado eleito, os presídios ficam em festa. Você quer ficar ao lado de estupradores, assassinos, sequestradores?”, questionou.
O senador afirmou que o país vive um momento decisivo para os próximos “40 ou 50 anos” e que a eleição representará uma escolha entre dois projetos distintos de país.
Economia e crítica a Haddad
No campo econômico, Flávio defendeu a redução da carga tributária e comparou o atual governo à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, durante o mandato do pai, havia uma “obsessão” por corte de impostos.
“O presidente Bolsonaro chamava o Paulo Guedes: ‘PG, vamos cortar imposto aonde?’”, afirmou, em referência ao ex-ministro da Economia Paulo Guedes.
O parlamentar também fez críticas ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao afirmar que o governo promove um “massacre” tributário contra contribuintes. “Mais de 37 impostos aumentados ou criados em três anos pelo Lula e agora mais um”, concluiu.















