A empresária Amanda Vasconcelos Tavares Reis, de 28 anos, esposa do cantor sertanejo Henrique, que faz dupla com Juliano, foi presa em Orlando, na Flórida, por dirigir com a carteira de habilitação vencida.
A brasileira foi detida na segunda-feira (2). Até o momento, os registros públicos não informam se houve pagamento de fiança ou se a Justiça da Flórida já concedeu liberdade à empresária.
Segundo informações do g1 o Gabinete do Xerife do Condado de Orange (Orange County Sheriff’s Office), Amanda responde a duas acusações criminais, sendo a principal relacionada à fuga de uma abordagem policial.
Além disso, foi registrada uma contravenção de segundo grau por conduzir um veículo motorizado sem habilitação válida. O relatório policial aponta ainda que a empresária cometeu uma felonia de terceiro grau ao desobedecer a uma ordem de parada. Conforme o estatuto 316.1935(2), ela teria fugido ou tentado escapar de um agente da lei que estava com a viatura com luzes e sirenes acionadas.
Após a leitura da mensagem anual na Câmara Municipal de Caicó nesta segunda-feira (02), o prefeito Dr. Tadeu adotou um tom mais cauteloso ao ser questionado sobre sua pré-candidatura a deputado estadual em 2026. Diferente do discurso mais otimista de ocasiões anteriores, o gestor afirmou que a decisão definitiva só será tomada após o período de Carnaval e condicionou a entrada na disputa à viabilidade partidária e à formação das nominatas. Segundo ele, não pretende deixar a prefeitura para “entrar em aventura política” que não ofereça reais chances de êxito.
Dr. Tadeu destacou que, por se tratar de eleição proporcional, a escolha do partido e da nominata é determinante para o resultado. Ele afirmou que está “fazendo contas” e avaliando cenários antes de anunciar qualquer definição. Em tom comparativo, disse que uma campanha precisa reunir mais possibilidades de vitória do que de derrota, ressaltando que toda disputa envolve riscos, mas que sua decisão será tomada com responsabilidade e baseada em números e articulações partidárias.
Com o tema “Educar com Propósitos: Alfabetização, Equidade e Proficiência”, a Jornada Pedagógica de Currais Novos teve abertura oficial na noite desta segunda-feira (2), no Teatro Ubirajara Galvão, com a presença do prefeito Lucas Galvão, da vice-prefeita Milena Galvão e do secretário municipal de Educação Jorian Santos, reunindo gestores, professores, coordenadores pedagógicos e demais profissionais da educação.
O prefeito Lucas Galvão destacou o compromisso da gestão municipal com a educação e os avanços já alcançados. Em sua fala, a vice-prefeita Milena Galvão ressaltou o valor da educação como causa coletiva.
“É muito bonito ver este teatro cheio por uma causa nobre. Estamos reafirmando nosso compromisso com o desenvolvimento da educação de Currais Novos. Muitos de vocês exercem essa profissão movidos por uma palavra pequena, mas poderosa: amor. Queremos caminhar de mãos dadas com professores, gestores e servidores para garantir uma educação plural, inclusiva e com mais oportunidades para nossas crianças e jovens. Os desafios são muitos, mas precisam ser enfrentados juntos, com união e compromisso”, afirmou.
A abertura contou ainda com a presença de outras autoridades municipais e representantes da área educacional, marcando o início de uma semana de palestras, encontros e atividades voltadas ao fortalecimento da educação no município.
O ovo, uma das proteínas mais consumidas pelos brasileiros, teve redução de preço em todo o país no mês de janeiro, alcançando o menor nível dos últimos seis anos, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). As médias mensais apresentaram uma queda de até 17% em relação a dezembro de 2025. Quando comparado ao mesmo período do ano passado, o recuo é ainda mais expressivo, chegando a 27%. Os índices consideram as informação compiladas até a última quarta-feira (28), com os valores reais, corrigidos pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de dezembro de 2025.
Consumidores da capital potiguar ouvidos pela reportagem afirmaram ter percebido a redução. A diarista Vanderleia Nascimento contou que, com preços melhores, dá para consumir mais. “Lá em casa eu e meu filho consumimos bastante ovo, então, é ótimo que os preços estão melhores”, disse.
A empregada doméstica Vanusa Ferreira foi ao supermercado nesta segunda-feira (2) fazer as compras para a casa onde trabalha, mas revelou que na semana passada aproveitou os preços em conta para levar o produto para as refeições caseiras e também para as vendas do marido, que é comerciante. “Levei três bandejas para mim e 15 para o comércio do meu esposo. Está bem barato mesmo e isso é muito bom, inclusive para quem revende, como é o caso do meu marido”, falou Vanusa.
Mikelyson Góis, presidente da Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn), afirma que a baixa observada tem a ver com a oferta do produto no mercado, mas avalia que os preços devem voltar a subir com a chegada da Quaresma, período em que o consumo de ovo historicamente aumenta. “Realmente, os preços do item nunca estiveram tão baixos”, comentou Mikelyson.“Acontece que nós temos uma produção muito grande, com bastante oferta de ovo e a entrada de novos fornecedores. Então, o mercado ficou competitivo, gerando esses reflexos de preços. Mas nós estamos chegando na Quaresma, época em que as pessoas fazem votos para não comer carne e a procura por ovo aumenta. Consequentemente, os preços dessa proteína se elevam”, acrescenta o presidente da Assurn.
Os dados do Cepea mostram que, até 28 de janeiro, na região de Bastos (SP), uma das principais áreas produtoras do país, o preço médio do ovo branco tipo extra, comercializado a retirar na granja, foi de R$ 105,57 por caixa com 30 dúzias. O valor representa uma queda real de 12% em relação a dezembro de 2025 e de 24,8% na comparação com janeiro do ano passado. Já o ovo vermelho tipo extra, negociado na mesma região, teve cotação média de R$ 118,76 por caixa, recuo de 11% frente ao mês anterior e de 27,3% em relação a janeiro de 2025, também em termos reais.
Para o Cepea, a queda nos valores foi influenciada pelas férias escolares, que diminuiu a demanda pela proteína, e pela redução no preço do milho, principal insumo da avicultura, que apresentava cotação de R$ 66,63 para a saca de 60 quilos até a penúltima semana de janeiro, representando queda de 4,13% no acumulado do mês até aquele período. Entretanto, o Centro de Estudos avalia, no contexto das atividades escolares, que os os preços tendem a se recuperar gradualmente com o retorno das férias.
Já o economista Robespierre do Ó analisa que a perspectiva de recuperação no preço do ovo tem a ver com a projeção de que os valores do milho registrem aumento na safra 2025/2026. “A estimativa é de queda de 1,8% na safra do grão, que vai ficar em torno de 6,3 milhões de toneladas. Com isso, a tendência é de que o milho fique mais caro, influenciando diretamente o preço do ovo, que tem registrado valores mais vantajosos, também por causa da queda nas exportações para os EUA por conta do tarifaço americano”, avalia o economista.
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte volta às atividades em plenário na manhã desta terça-feira (3), com a chamada abertura do ano legislativo, sem a leitura mensagem anual da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT).
Segundo Regimento Interno da Casa, em seu artigo 17, a praxe que é a chefe do Executivo envie a mensagem anual e plano de governo, “lendo-as em Plenário, se assim desejar”.
Mas o líder do governo, deputado estadual Francisco do PT, informou que a governadora do Estado fará essa leitura na terça-feira (10), na semana que antecede o Carnaval.
Já a expectativa entre os deputados estaduais é que mesmo se tratando de uma Casa política, o ano eleitoral em que os 24 parlamentares estarão envolvidos numa campanha de reeleição, não vai atrapalhar o debate em plenário, pelo menos no primeiro semestre.
O deputado estadual Ubaldo Fernandes (PSDB) acha que a eleição indireta para governador, inicialmente, é o tema “mais relevante” a ser discutido internamente até abril, caso se confirme a decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) não assumir a chefia do Executivo e Fátima Bezerra renuncie ao mandato para disputar vaga para o Senado Federal, em 4 de outubro.
Fora isso, Ubaldo Fernandes acredita que a questão da estiagem é o que mais preocupa os parlamentares – “pelas dificuldades que os municípios estão passando”.
Da mesma forma opina o deputado Adjuto Dias (Republicanos): “A seca que aflige o Rio Grande do Norte e creio que seja um tema urgente e que merece um debate mais aprofundado na Assembleia Legislativa no decorrer desse ano de 2026”.
Adjuto Dias alerta que o Estado tem 131 municípios (ou 78,4% do total) em situação de seca grave ou extrema, de acordo com dados da Defesa Civil estadual com base em informações da Agência Nacional das Águas (ANA). “Desse total, 126 estão com emergência reconhecida pelo Governo Federal”, enumera o deputado, avaliando que embora o Governo do Estado tenha anunciado medidas – construção de cisternas, perfuração de poços, a recuperação e instalação de novos sistemas de dessalinizadores, além de obras hídricas estruturantes de médio prazo, “a situação é urgente e essas medidas não tem tido o efeito esperado, cidades como Ouro Branco e São João do Sabugi, na região do Seridó, vivem colapso no abastecimento de água”.
O deputado Nelter Queiroz (PSDB) também aponta a falta de chuvas no semiárido potiguar como uma questão a ser tratada com urgência. “A grande realidade é que desde julho, agosto, desse ano passado, que eu venho fazendo uma discussão, dando a sugestão ao governo do Estado, para fazer um grande mutirão com o governo federal, os prefeitos, as associações, os sindicatos rurais, o Batalhão de Engenharia do Exército, para a perfuração de poços”, disse.
“Estamos enfrentando a pior seca da história do ano, Infelizmente, é uma situação, delicadíssima, isso vai ser o tema número um”, avisa Queiros.
Para o deputado Francisco do PT o Rio Grande do Norte está diante de um desafio, que é a questão da estiagem que afeta nosso Estado. “O governo vem adotando medidas e todos nós torcemos e acreditamos que ainda possamos ter um grande volume de chuvas”, disse.
O líder do governo adiantou que, caso não ocorra inverno, “penso que será um tema muito discutido. Refiro-me as medidas para mitigar os efeitos da estiagem que castiga inúmeros municípios”.
“É óbvio que por se tratar de um ano eleitoral, devemos ter também embates mais intensos sobre vários temas”, complementou o parlamentar petista.
Na análise do deputado estadual Luiz Eduardo (PL) os temas que “precisam de atenção imediata” do governo são a regularização do pagamento dos consignados – “é prioridade”, garantindo previsibilidade e respeito ao servidor público e do fornecimento de medicamentos na Unicat, “assegurando atendimento digno à população que depende do SUS”.
Para Luiz Eduardo, o governo precisa, ainda, promover o reequilíbrio das contas públicas com responsabilidade e avançar no pagamento dos fornecedores do Estado. “Vamos intensificar a fiscalização dos contratos do atual governo”, concluiu.
O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Babá Pereira (PL), confirmou que foi “sondado” para ser candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) na disputa para o Governo do Estado nas eleições de outubro.
Segundo o dirigente, os diálogos para a formação da chapa envolvem lideranças centrais do bloco oposicionista e vêm ocorrendo de forma contínua, em paralelo às articulações com prefeitos e ex-prefeitos de todas as regiões do Estado.
Ex-prefeito do município de São Tomé, Babá Pereira não descartou ir para a disputa. “Eu recebo com muita alegria e muito orgulho também, porque eu não sou filho de um político tradicional do Estado, eu não sou empresário, não venho da classe alta da política. Para mim, é uma honra muito grande ter sido prefeito de uma cidade como São Tomé – que é uma cidade pequena –, ter vindo da zona rural e estar sendo cotado para ser candidato a vice-governador. Isso me deixa muito feliz”, enfatizou, em entrevista ao programa Band Entrevista, da TV Band RN.
Ao comentar a possibilidade de integrar a chapa como vice, Babá relacionou a sondagem ao seu histórico de articulação com prefeitos do interior. Segundo ele, o reconhecimento decorre da relação construída ao longo de sucessivos mandatos à frente da Femurn e de sua atuação municipalista.
“Me deixa muito feliz a confiança que os prefeitos têm depositado na minha gestão na Femurn”, afirmou. Babá lembrou que já presidiu a entidade em dois mandatos e também comandou um consórcio intermunicipal, sempre eleito diretamente pelos gestores municipais.
Em outro trecho, o presidente da Femurn falou do relacionamento que tem com prefeitos de diversas regiões do Estado e se colocou à disposição do PL. “Eu costumo dizer que eu sou um soldado não só do partido, mas do grupo do qual eu faço parte”, declarou.
Durante a entrevista, Babá Pereira manifestou alinhamento com a decisão do presidente estadual do PL, senador Rogério Marinho, de apoiar a pré-candidatura de Álvaro Dias a governador. Ele lembrou que já havia um entendimento político de que, caso Rogério Marinho não fosse candidato ao governo, o nome natural seria o de Álvaro Dias.
No último dia 21 de janeiro, Rogério Marinho retirou sua pré-candidatura ao governo e anunciou a apoio a Álvaro alegando que atuará na coordenação da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Na avaliação do presidente da Femurn, o ex-prefeito de Natal reúne atributos eleitorais relevantes. “É um pré-candidato muito forte”, afirmou, destacando a trajetória política de Álvaro Dias, que já foi deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa, deputado federal e prefeito da capital potiguar.
Babá também ressaltou a base eleitoral do ex-prefeito em diferentes regiões do Estado. “Tem uma densidade eleitoral muito forte aqui em Natal e na região de Seridó também”, disse, associando esse histórico à expectativa de uma campanha competitiva.
Babá Pereira confirmou que as conversas políticas já estão em andamento com as principais lideranças do grupo que ele integra. Ele citou diálogos com Álvaro Dias, os senadores Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB) e o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União).
Segundo o presidente da Femurn, o cenário eleitoral de 2026 está se organizando de forma antecipada, ao contrário de disputas anteriores. “Esse ano está andando tudo muito rápido”, avaliou.
Na sua leitura, a definição da chapa majoritária deve ocorrer antes do prazo final das convenções partidárias. “Acredito que, no final de fevereiro, início de março, essa decisão já esteja tomada”, afirmou, indicando que a desincompatibilização tende a ser o marco decisivo para o fechamento das alianças.
Avaliação do cenário eleitoral de 2026 Ao analisar o quadro eleitoral que se desenha para o pleito de 2026, Babá Pereira apontou a perspectiva de uma disputa intensa. “Eu avalio um quadro de uma campanha bem disputada na rua”, afirmou, prevendo debates e confronto de projetos.
Ele citou a presença de diferentes polos políticos, incluindo o bloco liderado por Álvaro Dias, a possível candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), e o campo governista, que tem a pré-candidatura do secretário de Fazenda, Cadu Xavier (PT).
O dirigente municipalista fez críticas contundentes à situação atual do Estado, associando o debate eleitoral à avaliação da gestão estadual, da governadora Fátima Bezerra (PT). “Hoje o Estado está aí, à deriva”, disse, mencionando atrasos em repasses e dificuldades financeiras.
Babá também lançou um alerta ao eleitorado. “Eu costumo dizer que o voto não tem preço, ele tem consequência”, afirmou, defendendo uma escolha mais criteriosa em 2026. “O Estado está pagando um preço muito alto”, completou.
Perfil do eleitor em 2026 Babá também mencionou pesquisas internas qualitativas que indicariam um cenário favorável à oposição na próxima eleição. “Mostram que a direita hoje tem uma grande chance de fazer o Governo do Estado aqui no Rio Grande do Norte”, afirmou.
Na avaliação de Babá Pereira, o eleitor que irá às urnas em 2026 tende a agir com mais cautela. “Vai ser um eleitor mais cauteloso também na escolha”, disse, apontando uma mudança de comportamento em relação a eleições anteriores.
Ele afirmou que as pesquisas qualitativas indicam uma inclinação maior do eleitorado para pautas associadas à direita. “Vai ser um perfil mais de direita”, resumiu, acrescentando que o desempenho da atual gestão estadual pesa na formação desse cenário.
O pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT) afirmou que o Partido dos Trabalhadores se articula para manter o comando do executivo estadual caso se confirme um cenário de vacância do cargo após a eventual renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) para disputar o Senado e a não assunção do vice-governador Walter Alves (MDB). A declaração foi feita em entrevista nesta segunda-feira (02), no programa Repórter 98, da 98FM Natal.
“Uma coisa que a gente não abre mão é de manter uma pessoa de extrema confiança do Partido dos Trabalhadores tocando o governo nesse período após a renúncia da governadora. Isso a gente vai trabalhar para isso”, declarou Xavier, ao tratar da estratégia política em discussão no Legislativo estadual.
Segundo o petista, seu nome é o principal colocado pelo grupo governista para uma eventual escolha indireta. “Eu, sendo o pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, o candidato da situação, o meu nome será o nome que a gente vai trabalhar dentro da Assembleia Legislativa”, disse. Ele ponderou, no entanto, que há alternativas dentro da legenda caso não seja possível viabilizar sua indicação.
Xavier citou como opções os deputados Francisco do PT, Isolda Dantas e Divaneide Basílio, todos com mandato na Assembleia. “Há outras possibilidades para que a gente viabilize o PT, que foi eleito”, afirmou, ao sustentar que o partido tem legitimidade para conduzir o governo no período final do mandato.
Na avaliação do pré-candidato, seria “justo” que um quadro do PT assuma o comando do Executivo durante os cerca de nove meses finais de gestão. “A governadora foi eleita em 2018 para governar até 31 de dezembro de 2026. Ela renunciando para disputar o Senado Federal e o vice-governador também não assumindo o cargo, eu acho que é justo que a pessoa que toque o governo nesses nove meses seja um quadro do Partido dos Trabalhadores”, disse.
Xavier reconheceu, porém, que a definição dependerá da correlação de forças na Assembleia, que hoje estaria dividida em três grupos políticos. “É inegável que haja três grupos. A gente precisa fazer a maioria dentro desses três grupos”, afirmou, indicando que o governo trabalha para alcançar os votos necessários em um eventual processo de escolha indireta.
O pré-candidato também mencionou movimentos já públicos de parlamentares que se alinharam a campos adversários, como o deputado Kleber Rodrigues, e destacou que as negociações envolvem interesses cruzados entre os principais grupos políticos do Estado. “A política tem nas suas entrelinhas, às vezes, mais questões postas do que nas linhas”, resumiu.
Os afastamentos do trabalho motivados por transtornos mentais cresceram 64% entre 2023 e 2025 no Rio Grande do Norte, acompanhando uma tendência observada em todo o país. Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mostram que o estado passou de 3.783 licenças concedidas em 2023 para os 6.201 de 2025.
O avanço no Rio Grande do Norte segue o movimento nacional, onde o número de licenças por transtornos mentais aumentou 79% em dois anos, saltando de 219,8 mil em 2023 para 393,6 mil até novembro de 2025. No Nordeste, o crescimento foi ainda mais expressivo, com alta de 94%, passando de 35.444 para 68.651 concessões. O Maranhão liderou a variação percentual na região, com aumento de 140%.
Ansiedade e depressão concentram a maior parte dos afastamentos. No Brasil, essas duas condições responderam por 86% das licenças concedidas em 2025. Os afastamentos por transtornos ansiosos cresceram 92% no período, enquanto os relacionados a episódios depressivos e transtorno depressivo recorrente tiveram alta de 71%. Já os casos de burnout, associado diretamente ao ambiente de trabalho, triplicaram, passando de 1.760 em 2023 para 6.985 em 2025.
No Rio Grande do Norte, o aumento dos afastamentos ocorre paralelamente à ampliação da demanda por atendimento em saúde mental. Entre janeiro e setembro de 2025, foram registrados 126,9 mil atendimentos ambulatoriais de assistência psicológica no estado. Os serviços psicossociais atendem casos de sofrimento psíquico, uso de álcool e outras drogas, além de dependência de jogos e apostas, classificados pelos códigos CID 10-Z72.6 e CID 10-F63.0.
Dados oficiais indicam que os atendimentos psicossociais no Rio Grande do Norte cresceram 81% entre 2015 e 2025, passando de 69.933 para 126.994 procedimentos. Em 2025, 25% dos pacientes atendidos estavam na faixa etária entre 40 e 49 anos, e 60% eram homens.
Segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), os números refletem apenas os casos mais graves, que resultam em afastamentos superiores a 15 dias e envolvem trabalhadores formais. “O levantamento mostra os quadros mais graves e de trabalhadores formais, que representam de 45 milhões a 50 milhões de brasileiros. Mas como estão os trabalhadores informais?”, questiona o presidente da entidade, Francisco Cortes Fernandes.
Além do impacto social, o avanço dos transtornos mentais gera reflexos econômicos. Em 2024, os benefícios concedidos pelo INSS relacionados a esses afastamentos custaram cerca de R$ 954 milhões. Especialistas apontam fatores como pressão por metas, jornadas extensas, insegurança no emprego e mudanças no ambiente de trabalho pós-pandemia como elementos que contribuem para o cenário.
A análise por gênero mostra que as mulheres concentram 68% das licenças concedidas por transtornos mentais no país. No recorte etário, a maior incidência está entre trabalhadores de 40 a 49 anos. Para a ANAMT, o cenário reforça a necessidade de que empresas adotem políticas efetivas de prevenção, com atenção aos riscos psicossociais e às exigências da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a incluir a gestão desses riscos no ambiente de trabalho.
Em 2025, 48 cidades do Rio Grande do Norte terminaram o ano sem registrar nenhum Crime Violento Intencional Letal, os chamados CVLIs. Isso representa quase um terço dos municípios do Rio Grande do Norte. Percentualmente, a quantidade representa 28,7% das cidades do RN.
Esse foi o segundo maior número de cidades nessa situação nos últimos 10 anos, de 2016 a 2025. Nesse período, o ano com maior quantidade de cidades que tiveram zero CVLIs foi 2022, quando 49 municípios passaram os 365 dias do ano sem registrar nenhuma morte violenta e intencional em seus territórios.
As informações são do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais, de Rastreabilidade de Armas e Munições, de Material Genético, de Digitais e de Drogas (Sinesp) e são repassados pelas secretarias de segurança dos estados.
No caso, os CVLIs incluem as vítimas de homicídio doloso (com intenção de matar), feminicídio, latrocínio (roubo seguido de morte) e lesão corporal seguida de morte. Historicamente, essas cidades sempre apresentaram um número baixo de registros do tipo.
De acordo com os dados, o terceiro ano que registro mais cidades com registros zero de CVLIs foi 2023. naquele ano, dos 167 municípios, 46 não tiveram nenhum crime desse tipo. Na outra ponta desse levantamento, o ano que registrou menor quantidade de cidades com zero assassinatos foi 2017, quando o estado registrou a maior quantidade de CVLIs de suas história, com 2.272 vítimas.
Em meio a todas essas cidades, há uma que se destaca pelo fato de que nos últimos 10 anos, houve o registro de apenas um CVLI: Ruy barbosa, município que fica a 94km de Natal, tem população de aproximadamente 3.200 pessoas e de 2016 a 2025 registrou um crime do tipo apenas em 2021.
Há outras cidades que também se destacam. Em 8 de 10 anos, as cidades de Fernando Pedroza, Ipueira, Jardim de Angicos, Major Sales e Paraná registraram zero CVLIs. E há também as que conseguiram a marca de 7 de 10 anos sem ter crimes do tipo. São elas: Bodó, Doutor Severiano, Ouro Branco, Pedra Preta, Pilões, Santana do Seridó, São José do Seridó e Viçosa.
O outro lado da lista Na outra ponta dessa lista, há cidades que registraram nos últimos 10 anos crescimentos expressivos. Goianinha, por exemplo, registrou 6 CVLIs em 2016 e 19 em 2025. Brejinho teve um assassinato em 2016 e 10 em 2025. No mesmo período, Governador Dix-sept Rosado saltou de 9 para 16 mortes.
Quando os dados são analisados com anos mais recentes, de 2023 para 2023, as cidades que mais se destacam com relação ao crescimento de mortes são Macaíba, que saiu de 22 vítimas em 2023 para 40 em 2025 (+18); Nísia Floresta, de 13 para 24 vítimas (+11); Parnamirim, que após anos de queda, voltou a subir de 29 (em 2023) para 38 vítimas (em 2025); e João Câmara, que teve zero registros em 2023 e terminou 2025 com 8 mortes.
Lista de cidades com ZERO CVLI em 2025
Acari Água Nova Bodó Caiçara do Norte Caiçara do Rio do Vento Carnaúba dos Dantas Cerro Corá Coronel Ezequiel Encanto Equador Fernando Pedroza Galinhos Ipueira Jandaíra Janduís Jardim de Angicos João Dias José da Penha Jucurutu Jundiá Lagoa de Velhos Lagoa Nova Lajes Lajes Pintadas Lucrécia Major Sales Paraná Parazinho Parelhas Passagem Pilões Rafael Fernandes Ruy Barbosa Santa Maria Santana do Matos São Bento do Norte São Bento do Trairí São Fernando São Pedro São Tomé Serra do Mel Serra Negra do Norte Severiano Melo Sítio Novo Taboleiro Grande Timbaúba dos Batistas Venha-Ver Vila Flor
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta terça-feira (3), a regulamentação para o cultivo da Cannabis medicinal no Brasil. A medida autoriza a produção da planta por pessoas jurídicas, destinada à fabricação de medicamentos e fins farmacêuticos.
Até então, o cultivo da Cannabis era proibido no país, apesar de a legislação permitir a manipulação, o registro e a comercialização de produtos derivados da planta. Na prática, isso obrigava empresas a importar a matéria-prima, o que encarecia a produção de medicamentos e restringia o avanço de pesquisas científicas.
A mudança atende uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, em novembro de 2024, definiu a legalidade da produção da Cannabis “para fins exclusivamente medicinais e/ou farmacêuticos atrelados à proteção do direito à saúde”.
“Ao dar previsibilidade e segurança para pesquisa e fins medicinais, abrimos caminho para que a ciência e o setor produtivo do país desenvolvam soluções de qualidade para crianças, adolescentes, adultos e idosos, colocando o cuidado em primeiro lugar e aproximando inovação de quem mais precisa”, disse o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle.
Ao todo, foram aprovadas três resoluções. A primeira prevê a emissão de uma Autorização Especial (AE) para produção de Cannabis exclusivamente por pessoas jurídicas, com inspeção sanitária prévia e exigência de mecanismos de rastreabilidade, controle e segurança. A produção deverá ser restrita ao teor de THC de até 0,3%, conforme estabelecido pelo STJ.
Segundo a portaria, todo o processo será fiscalizado por um comitê coordenado por Anvisa, Ministério da Justiça, Ministério da Saúde (MS) e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Em caso de padrão não justificado ou outra possível irregularidade, as atividades podem ser suspensas e a produção destruída.
No caso da resolução que trata de pesquisas, os requisitos de segurança e controle também estão previstos e envolvem inspeção prévia do local pela autoridade sanitária, exigência de barreiras físicas de proteção e vigilância 24 horas por dia — com sistema de câmeras e alarmes, acesso restrito e controle de entrada e saída.
Os produtos resultantes da pesquisa não poderão ser comercializados, mas poderão ser compartilhados com outras instituições, devidamente autorizadas pela Anvisa, para realização de análises e outras atividades inerentes à pesquisa. Produtos para pesquisa com THC acima de 0,3%, deverão ser obtidos por meio de importação com autorização prévia da Anvisa e atendimento das exigências estabelecidas pelas Nações Unidas.
Já a terceira resolução cria um instrumento específico para associações de pacientes sem fins lucrativos, que também não prevê autorização para comercialização. O objetivo é avaliar, em ambiente controlado e supervisionado, a viabilidade sanitária da produção e operação em pequena escala, fora do modelo industrial; e produzir dados e evidências sobre qualidade e segurança da produção por essas instituições para decisão regulatória futura da Anvisa.
Você já parou para pensar quanto custa um parlamentar aos cofres públicos? O SBT Brasil fez as contas e os números chamam a atenção.
Em um ano, cada deputado federal custa cerca de R$ 3,5 milhões, considerando salário, verbas de gabinete, cota parlamentar e despesas com viagens oficiais.
Em 12 meses, um deputado federal recebe R$ 556 mil em salário bruto, valor pago mensalmente pela Câmara dos Deputados.
A cota parlamentar é um valor mensal usado para despesas do mandato, como passagens aéreas, aluguel de veículos e combustível. Ao longo de um ano, essa verba soma cerca de R$ 465 mil por deputado.
Outro gasto elevado é a verba de gabinete, usada para pagamento de assessores. Esse valor chega a R$ 1,5 milhão por ano para cada parlamentar.
Despesas com viagens oficiais
As viagens oficiais também pesam no orçamento. Em média, os gastos chegam a R$ 536 mil por deputado ao ano.
Total: R$ 3,5 milhões por deputado
Somando salário, cota parlamentar, verba de gabinete, viagens e outras despesas administrativas — que não entram detalhadamente na conta — o custo anual de um único deputado federal chega a R$ 3,5 milhões, o equivalente a R$ 291 mil por mês.
A Câmara conta atualmente com 513 deputados federais, o que eleva ainda mais o impacto desses gastos no orçamento público.
Quanto custam os Três Poderes por ano?
O levantamento do SBT Brasil também mostra quanto custa manter cada um dos Três Poderes da República:
Legislativo: R$ 15,7 bilhões por ano
Executivo Federal: R$ 391 bilhões por ano
Judiciário: R$ 64 bilhões por ano
Somados, os Três Poderes custam cerca de R$ 471 bilhões por ano aos cofres públicos.
Por volta das 21h do dia 01 de fevereiro de 2026, uma das guarnições de serviço em Currais Novos foi acionada via COPOM para atendimento de uma ocorrência de descumprimento de medida protetiva.
Ao chegar ao local, a vítima relatou que foi agredida verbalmente e ameaçada por seu neto, identificado como o acusado, o qual estava descumprindo a determinação judicial vigente. Diante dos fatos, vítima e acusado foram conduzidos à Delegacia de Polícia para a adoção dos procedimentos legais, ficando o acusado detido em razão do descumprimento da medida protetiva.
O Tenente-Coronel Mycael, comandante do 13º BPMRN, reforça que a Polícia Militar atua com rigor no cumprimento das decisões judiciais, garantindo proteção às vítimas e resposta imediata diante de qualquer violação de medidas protetivas, assegurando a ordem e a segurança da população.
Na tarde desta segunda-feira (02), policiais do 13º Batalhão da Polícia Militar prenderam um homem suspeito de praticar furto em um prédio comercial. A ocorrência foi registrada após a equipe policial ser acionada para averiguar a situação no local.
De acordo com informações repassadas pela PM, o suspeito já havia cometido o mesmo tipo de crime anteriormente, quando furtou fios e cabos da estrutura do prédio que está fechado. Desta vez, ele foi surpreendido durante a ação e detido pelos policiais.
Após a abordagem, o homem foi conduzido à delegacia, onde foi autuado em flagrante pela prática de furto.
O biomédico e ativista nordestino Crismédio Vieira Costa Neto recebeu, recentemente, a bênção do Santo Padre Leão XIV, em reconhecimento à sua trajetória dedicada à promoção dos direitos humanos e à vivência da doutrina social da Igreja.
Esta não é a primeira manifestação de apreço da Santa Sé ao trabalho desenvolvido por Crismédio. Em anos anteriores, ele já havia recebido cartas e uma bênção apostólica do então Papa Francisco (Jorge Mario Bergoglio), reafirmando o valor de sua atuação social e humanitária.
Na correspondência enviada pelo Vaticano, o Santo Padre expressa votos de bênçãos e encoraja o biomédico a manter viva a chama da esperança nas causas em que acredita, com especial destaque para a defesa da dignidade da pessoa idosa e da vida em todas as suas fases.
O julgamento sobre os casos de escalações irregulares por parte do América e do Potyguar Seridoense foi marcado para a 1ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Norte (TJD/RN). A sessão de instrução e julgamento foi aprazada para quinta-feira (5), às 18h30, no Auditório da sede da Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF).
O edital de citação e intimação foi publicado nesta segunda-feira (2) pelo secretário geral do TJD/RN, Rubem Martins Neto. O auditor relator do caso será Ívis Giorgio Tavares Barros Dias.
PROCESSO N° 004/2026
1º Denunciado: AMÉRICA FUTEBOL CLUBE (Primário), clube profissional, incurso no artigo 214 do CBJD, por 3 (três) vezes, aplicando-se a perda de 18 (dezoito) pontos e multa de R$ 15.000,00 (quinze mil reais).
2º Denunciado: ACD POTYGUAR SERIDOENSE, incurso no artigo 214 do CBJD, por 4 (quatro) vezes, aplicando-se a perda de 15 (quinze) pontos e multa de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais).
Na última sexta-feira (30), a FNF publicou uma resolução determinando a aplicação da perda de pontos a América e Potyguar Seridoense no Campeonato Potiguar. A medida se baseia no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) que penaliza em perda de pontos a utilização de atletas irregulares.
Com a aplicação das penas, o América perdeu 18 pontos e caiu para a vice-lanterna da competição, enquanto o Potyguar Seridoense perdeu 15 pontos e ficou em último. A decisão por parte da Federação ocorreu após o recebimento de uma notícia de infração assinada por ABC, Globo, QFC, Laguna, Potiguar de Mossoró e Santa Cruz de Natal informando o cometimento de irregularidades no Campeonato Potiguar pelos outros dois times.
O documento aponta que as duas equipes teriam utilizado os atletas Elias (América), Fabrício (Potyguar) e Toró (Potygar) de forma irregular, uma vez que os estes participaram do Campeonato apresentando contrato amador, mesmo já tendo 20 anos de idade, o que fere o parágrafo 3° do artigo 19 do Regulamento Específico da 1ª Divisão do Campeonato Potiguar 2026, que veda a participação de atleta não profissional a partir da data que completa 20 anos.
Além da perda de pontos, a FNF também encaminhou a Notícia de Infração ao TJD/RN para conhecimento e providências cabíveis no âmbito da Justiça Desportiva.