O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira, 16, esperar que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), coloque logo em votação a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso.
“Eu espero que o Alcolumbre coloque em votação logo, para que a gente possa ter certeza de que a gente vai ter mais tempo para descansar, para cuidar da criança, para passear, para ler alguma coisa – e não para jogar nas bets”, afirmou Lula.
Aprovada pela Câmara em maio e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 2 de setembro, a PEC do fim da escala 6×1 ainda depende de votação no plenário da Casa, comandada por Alcolumbre.
A proposta reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. Sua aprovação é uma das prioridades do governo para apresentar uma entrega aos trabalhadores e reforçar a campanha de Lula à reeleição.
CLT
Durante participação no podcast Desce a Letra, o petista também defendeu mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para adaptá-la ao mundo atual.
Ao abordar a legislação trabalhista, o petista disse que sua defesa da CLT é compatível com mudanças para atualizá-la. “Eu sempre defendi a CLT e, ao mesmo tempo, defendo mudança na CLT. Uma lei que foi criada em 1943 precisa se adaptar ao mundo atual; não pode ficar a mesma coisa. Então, tem que mudar”, declarou.
Contrato coletivo e sindicatos
Lula defendeu o contrato coletivo de trabalho como instrumento para negociar jornada, reajustes salariais e outros direitos.
Ressaltou, porém, a importância de sindicatos fortes para representar os trabalhadores nessas negociações.
O filme cearense “Feito Pipa”, dirigido por Allan Deberton, foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema nesta quarta-feira (16) para representar o país no Oscar 2027, na categoria de “Melhor Filme Internacional”. O longa estreia no dia 5 de novembro.
“O filme Feito Pipa, de Allan Deberton, tem uma narrativa sensível que comunica universalmente e ao mesmo tempo traz uma forte identidade brasileira à partir de uma cidade do interior do Ceará. É sobre família, a cumplicidade entre avó e neto, infância, finitude e já foi premiado em festivais internacionais importantes”, afirmou Clélia Bessa, Presidente da Comissão de Seleção.
A obra estava entre os 15 longas-metragens brasileiros inscritos para a disputa da vaga. “Feito Pipa” foi premiado no Festival Internacional de Cinema de Berlim deste ano.
O filme conta a história de Gugu, um garoto de 12 anos apaixonado por futebol e criado pela avó, Dilma, uma professora aposentada que oferece a ele uma vida livre, afetiva e criativa.
O elenco conta com Lázaro Ramos, Yuri Gomes, Teca Pereira.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta quarta-feira 16, a importação, o armazenamento, a distribuição, a comercialização, a propaganda e o uso do medicamento T36, uma caneta emagrecedora da classe dos agonistas do receptor GLP-1. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União.
Segundo a Anvisa, o T36 não possui registro sanitário no Brasil e não teve segurança e eficácia avaliadas pela agência. O produto é apontado como proveniente do Paraguai.
A decisão ocorre após outra medida adotada pela Anvisa no dia 8, quando a agência proibiu a comercialização de canetas emagrecedoras anunciadas pelo site gopharma.shop.
Anvisa também determina apreensão de outros produtos De acordo com a agência, o site oferecia medicamentos sem registro no Brasil à base de tirzepatida e produtos que alegavam ter retatrutida como princípio ativo. A substância ainda não possui registro em nenhum país do mundo.
Entre os produtos anunciados estavam T.G. 15 mg, Tirzec 15 mg e Lipoless MD 15 mg, que já tinham proibição expressa de ingresso no Brasil. Além da comercialização, a Anvisa determinou a proibição da importação, distribuição, propaganda e uso desses produtos, assim como a apreensão dos itens.
A agência também reforçou que medicamentos só podem ser comercializados no Brasil por farmácias e drogarias regularizadas, incluindo seus canais digitais oficiais. Segundo a Anvisa, produtos adquiridos fora desses ambientes não têm garantia de procedência, composição ou conservação, o que pode comprometer a qualidade, a segurança e a eficácia dos medicamentos.
“2ª fase da Operação Última Chamada”: Polícia Civil, Receita Federal e Sefaz apreendem aparelhos eletrônicos estrangeiros avaliados em R$ 170 mil e prendem homem em flagrante por receptação em Natal
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em ação conjunta com a Receita Federal e a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/RN), realizou, nesta quarta-feira (16), a segunda fase da Operação Última Chamada, em Natal.
Durante a operação, as equipes atuaram de forma integrada na fiscalização e investigação de diferentes alvos na capital potiguar, com a verificação da origem dos produtos e a adoção das medidas legais cabíveis diante das irregularidades constatadas.
Como resultado da ação, um homem foi preso em flagrante pelo crime de receptação. Ao longo das diligências realizadas no dia 16 de setembro, foram retidos pela Receita Federal 77 smartphones, quatro smartwatches e um tablet, com valor total estimado em R$ 170 mil.
A operação também contempla a apuração de possíveis práticas relacionadas a contrabando, descaminho e demais irregularidades identificadas durante as diligências.
O objetivo da ação integrada é combater a receptação e a comercialização irregular de aparelhos celulares, além de identificar produtos provenientes de roubo ou furto e outras irregularidades.
As atividades seguem em andamento, e novos resultados poderão ser divulgados após a conclusão dos trabalhos.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil do RN – SECOMS.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que terminou nesta terça-feira (15) sem uma definição sobre a eventual abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O senador potiguar também voltou a cobrar uma reação do Senado e pressionou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
“Todos nós certamente estamos constrangidos e indignados, porque uma sessão que foi chamada para se permitir a abertura de um inquérito contra um dos mais altos magistrados da República foi um verdadeiro teatro”, afirmou Marinho.
O senador também voltou a defender uma mudança no Regimento Interno do Senado para reduzir o poder do presidente da Casa sobre a tramitação de pedidos de impeachment contra ministros do STF. A proposta defendida pela oposição prevê que o processo avance caso reúna o apoio de 49 dos 81 senadores.
“Nós já propusemos a mudança do regimento interno para retirar esse excesso de discricionariedade por parte do presidente do Senado da República”, disse.
Outros senadores defendem mudanças
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também reagiu à sessão e defendeu que o Senado avance na discussão de uma reforma do Judiciário. Segundo ela, a proposta é reunir, no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), iniciativas que já tramitam no Congresso.
“Um grupo de trabalho para que apresente, em 60 dias, uma ampla reforma do Poder Judiciário no Brasil”, afirmou.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) também defendeu mudanças e criticou o que considera falta de mecanismos de controle sobre integrantes do Supremo.
“Numa democracia de verdade, você não pode ter nenhuma autoridade que seja imune a investigações”, declarou. Vieira também cobrou uma atuação do Senado e criticou Alcolumbre.
Sessão terminou sem definição
O STF não chegou ao mérito sobre uma eventual investigação contra Moraes. A discussão ficou concentrada em uma questão processual sobre a tramitação de petições relacionadas a Moraes e ao ministro André Mendonça.
O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Até a suspensão, o placar estava em 4 a 3 pela análise separada dos casos.
Durante a sessão, Moraes afirmou que não há pedido formal da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República ou de André Mendonça para abertura de investigação.
Na manhã desta quarta-feira (16), o prefeito de Currais Novos, Lucas Galvão, recebeu o Prêmio Legado Ambiental Cápsula do Tempo 2026, reconhecimento concedido pela Organização Atitude Social e Ambiental (OASA), em parceria com o Museu Câmara Cascudo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (MCC/UFRN).
A premiação tem como propósito reconhecer pessoas e instituições cujas trajetórias, ações e iniciativas contribuem de forma relevante para a proteção do meio ambiente, a sustentabilidade e a construção de um legado positivo para as presentes e futuras gerações.
Currais Novos foi contemplada pelo trabalho desenvolvido por meio do projeto “Mais Verde”, realizado no Parque de Exposições, a partir de uma cooperação entre a Prefeitura Municipal e a OASA. A iniciativa atua na produção e disponibilização de mudas nativas e frutíferas, incentivando o plantio e contribuindo para a ampliação da arborização urbana e a recuperação ambiental no município.
A parceria teve início em 2024 e, desde então, vem trabalhando ações voltadas ao reflorestamento, à arborização de praças, canteiros e ruas, além de apoiar projetos de agroflorestas e iniciativas de educação ambiental.
Para o prefeito Lucas Galvão, o reconhecimento demonstra a importância da união entre poder público, organizações da sociedade civil e comunidade na construção de políticas e ações ambientais.
“ Receber esse prêmio é um reconhecimento ao trabalho que vem sendo desenvolvido em Currais Novos e, principalmente, à parceria com a OASA e ao projeto Mais Verde. Estamos plantando hoje pensando no futuro, contribuindo para uma cidade mais arborizada, mais sustentável e com melhor qualidade de vida para as próximas gerações” , destacou.
O Prêmio Legado Ambiental Cápsula do Tempo 2026, simboliza a importância de iniciativas e parcerias voltadas à sustentabilidade, que deixam contribuições concretas para as futuras gerações. É um reconhecimento a ações de preservação ambiental e, sobretudo, ao compromisso de plantar hoje a consciência e a responsabilidade necessárias para construir um futuro mais sustentável.
Durante entrevista ao vivo no RNTN, o senador Styvenson Valentim anunciou que pretende viabilizar em Currais Novos um Hospital Infantil do Seridó semelhante ao que ele já construiu em Mossoró, que funciona como uma unidade de alta complexidade em pediatria com Pronto-Socorro 24 Horas, atendimento de urgência e emergência pediátrica e Estrutura de Leitos para internação.
O Senador direcionou o recado a Milena Galvão, vice prefeita de Currais Novos e escolhida por ele como sua segunda suplente.
O anúncio ganha ainda mais relevância porque o Seridó não dispõe hoje de um hospital exclusivamente infantil.
Quando concretizado, o projeto representará uma estrutura hospitalar dedicada às crianças do Seridó, privilegiando Currais Novos como sede.
Allyson Bezerra foi o grande vencedor do debate promovido pelo Sistema Tribuna de Comunicação. Com firmeza e domínio dos temas, apresentou dados sobre saúde, segurança e finanças públicas, além de propostas para mudar a realidade do Rio Grande do Norte. Na saúde, Allyson afirmou que o Estado investiu apenas 7% da arrecadação própria no primeiro semestre, abaixo dos 12% exigidos pela Constituição. Também destacou que quase 20 mil pessoas aguardam cirurgias eletivas. Como solução, propôs fortalecer os hospitais regionais, implantar cateterismo em Caicó, criar leitos de UTI pediátrica em Pau dos Ferros e garantir uma sala de parto em João Câmara. Na segurança, apresentou dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Segundo Allyson, enquanto o Brasil reduziu os homicídios em 8,2%, o RN registrou aumento de 19,6%. O candidato defendeu mais policiais nas ruas, videomonitoramento, tecnologia e valorização dos profissionais. Allyson também cobrou explicações sobre os quase R$ 400 milhões em consignados que, segundo ele, deixaram de ser repassados pelo Estado ao Banco do Brasil. Outro problema destacado foi a dívida de aproximadamente R$ 185 milhões em repasses obrigatórios aos municípios, conforme números apresentados pela Femurn. Durante o confronto, Cadu evitou responder aos principais dados e direcionou sua participação para ataques. Allyson manteve o foco nas propostas e lembrou os resultados alcançados em Mossoró, como a construção do primeiro hospital municipal, a redução das filas de cirurgias e a conquista da nota A na capacidade de pagamento. “Eu vim aqui para apresentar dados, propostas e soluções. Já mostrei como fazer em Mossoró e vou fazer como governador do Rio Grande do Norte”, afirmou Allyson.
Em uma das manifestações mais contundentes da sessão desta terça-feira (15), a ministra Cármen Lúcia dirigiu-se diretamente ao povo brasileiro, afirmou sentir-se triste e envergonhada com a situação vivida pelo Supremo Tribunal Federal e pediu desculpas por não ter ajudado a evitar o constrangimento provocado pela crise na Corte.
“O Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, e nós criamos intranquilidade”, declarou.
A fala ocorreu depois de uma sessão marcada por acusações, interrupções e duros confrontos entre os ministros. Alexandre de Moraes acusou André Mendonça de tentar envolvê-lo em uma delação relacionada ao caso Banco Master. Mendonça reagiu chamando a afirmação de “mentira”. Gilmar Mendes também entrou em choque com o colega, enquanto o presidente da Corte, Edson Fachin, precisou suspender temporariamente os trabalhos.
O plenário foi convocado para decidir os caminhos da apuração de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e que envolvem Moraes. Pela primeira vez, o Supremo discute formalmente a possibilidade de investigar um de seus próprios integrantes. Durante a sessão, ganhou força a proposta de reunir os casos que envolvem Moraes e Mendonça e encaminhá-los a um novo relator.
Cármen Lúcia permaneceu em silêncio durante boa parte dos embates. Quando decidiu falar, não se limitou às questões processuais que dividem o tribunal. Reconheceu o dano provocado pela exposição pública das disputas internas e assumiu, como integrante da Corte, uma parcela de responsabilidade pela crise.
A ministra afirmou que os acontecimentos provocaram um “mal-estar cívico” e afetaram o sentimento de justiça da população. Lamentou ainda que, a menos de 20 dias das eleições, os brasileiros estejam acompanhando as turbulências do Supremo quando deveriam estar concentrados na escolha de seus representantes e na definição do futuro do país.
O pedido de desculpas é um gesto incomum em uma instituição que, nas últimas semanas, vinha respondendo às críticas principalmente por meio de decisões, notas e manifestações de defesa. Ao reconhecer que o Supremo produziu insegurança justamente quando deveria transmitir estabilidade, Cármen Lúcia deu dimensão institucional ao que o país assistiu no plenário: mais do que uma divergência jurídica, uma crise de confiança.
O julgamento foi suspenso depois que o ministro Flávio Dino pediu vista, diante de um novo bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça. Cármen Lúcia informou que não apresentaria naquele momento seu voto sobre o mérito, mas disse que não poderia encerrar sua manifestação sem pedir desculpas.
“Eu peço desculpas ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente”, afirmou. A ministra também se desculpou com os colegas por não ter contribuído para que a Corte superasse a crise de maneira mais rápida.
Em abril, Cármen Lúcia já havia reconhecido que o Judiciário enfrentava uma crise “séria e grave” de credibilidade. Nesta terça-feira, porém, foi além. Não falou apenas sobre a imagem da Justiça. Falou sobre responsabilidade e reconheceu que o Supremo, cuja função seria transmitir serenidade, provocou intranquilidade no país.
Após a manifestação da ministra, o presidente Edson Fachin encerrou a sessão sem uma decisão definitiva. O placar terminou em 4 a 3 contra julgar Moraes e Mendonça juntos. Quando o processo for devolvido por Flávio Dino, o plenário ainda precisará definir se as apurações serão reunidas, se outros magistrados citados nos documentos do caso Master serão incluídos e se haverá o sorteio de um novo relator. O mérito sobre a eventual abertura de investigação contra Moraes não chegou a ser decidido.
Com redução de 0,9%, o volume de vendas do varejo no Rio Grande do Norte registrou, no comparativo entre junho e julho, a quinta queda consecutiva do ano e a segunda maior de 2026. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira (15). No Nordeste, além do RN, as vendas do varejo sofreram variação negativa na Paraíba (-1,2%) e no Ceará (-0,1). No Brasil também houve retração, de 0,8%. O desempenho do RN, portanto, foi pior do que o índice do país e o segundo mais elevado entre os estados nordestinos.
O cenário de redução é observado desde março, quando, de acordo com a PMC, a queda registrada no varejo potiguar foi de 0,1% na comparação com o mês anterior. Em abril, a redução foi de 0,2%, enquanto que em maio houve retração de 1,4% (a maior do ano), e de 0,3% em junho. O movimento de queda preocupa as entidades do comércio, que atribuem os dados aos juros elevados, inadimplência em alta e menor geração de emprego e renda.
“Os dados divulgados pelo IBGE são um motivo de alerta importante, pois mostram uma desaceleração da atividade comercial no RN”, aponta Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio-RN. Matheus Feitosa, presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA), disse ter observado o desempenho do varejo local ao longo do ano com preocupação. Para ele, a carga tributária do país, aliada ao cenário eleitoral de 2026, contribuem com o desempenho, uma vez que a redução de investimentos no setor também impacta os dados sobre vendas.
“São questões que se conectam ao endividamento da população e geram reflexos no mercado varejista. A gente espera que os números melhorem a partir do final de outubro”, afirma.
Os números apontados pela pesquisa corroboram com a realidade observada no comércio da capital. Leonardo Gabriel, gerente de uma loja de eletrodomésticos localizada na Cidade Alta, conta que as vendas em julho caíram 5% em relação ao mês anterior. “Acredito que isso tem a ver com a situação do bairro, uma vez que existem poucos comércios por aqui e as pessoas preferem ir para o Alecrim ou para os shoppings. E também por causa das compras online”, afirma.
Na loja em que Dayse Mônica trabalha, também na Cidade Alta, as vendas têm oscilado ao longo dos meses, o que, do mesmo modo, é motivo de preocupação, segundo ela. “O mês de julho foi razoável, mas ficou abaixo do resultado de junho. Em agosto, mesmo com o Dia dos País, as coisas só melhoraram depois da segunda quinzena”, comenta a funcionária de uma loja de roupas.
Cenário heterogêneo O presidente da AEBA cita que iniciativas como a Black Friday, em novembro, e as festas de final de ano podem trazer novo fôlego ao varejo. Esta também é a perspectiva de Marcelo Queiroz, da Fecomércio-RN. “O último trimestre do ano tende a ser mais positivo para o comércio. A Federação acredita que 2026 será mais um ano de crescimento da atividade comercial, ainda que abaixo do observado em 2025, refletindo a importância cada vez maior do comércio para a economia potiguar”, disse o presidente.
O economista Arthur Néo indica que deve se formar, nos próximos meses, um cenário mais heterogêneo no estado. “O segundo semestre tradicionalmente traz datas importantes para o comércio, como o Dia das Crianças, Black Friday e Natal, além do pagamento do 13º salário. Esses fatores podem ajudar a recompor o consumo”, projeta.
Por outro lado, ele alerta que o efeito dos juros elevados e das condições de crédito continuará sendo uma restrição importante. “O sinal amarelo está aceso, mas ainda não é sinal vermelho. Os próximos resultados da PMC serão fundamentais para saber se estamos diante de uma correção temporária ou do início de uma desaceleração mais persistente do consumo no RN”, fala.
A explicação para as retrações, conforme mostram a PMC, está no ambiente macroeconômico, na avaliação do economista. “O comércio é muito sensível às condições de crédito e ao comprometimento da renda das famílias. O ciclo de juros elevados reduz a capacidade de financiamento e tende a postergar principalmente compras de maior valor, como móveis, eletrodomésticos e veículos”, analisa.
“Há também um segundo elemento: a economia potiguar vinha de uma base de crescimento bastante forte. Alguns segmentos vinham sustentando esse desempenho, como farmácias, cosméticos, móveis e eletrodomésticos, além de combustíveis e supermercados. Portanto, parte da queda atual pode ser entendida como uma normalização depois de um período de expansão mais forte”, aponta Arthur Néo. Alta no acumulado do ano
Apesar da variação negativa desde março, no acumulado de 2026 os dados do IBGE indicam que as vendas do varejo potiguar apresentaram alta de 4,2% entre janeiro e julho deste ano em relação ao mesmo período de 2025. Já o crescimento acumulado em 12 meses foi de 5,7%, em relação ao período anterior de 12 meses, terceira maior variação do país, atrás de Pernambuco (6,7%) e do Distrito Federal (6,0%).
As vendas do comércio varejista ampliado do estado, por sua vez, cresceram 1,3% em julho, na comparação com junho. Esse foi o sexto maior crescimento observado no País. O segmento inclui comércio de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo. Em relação a julho de 2025, a variação foi de 0,7%. Com isso, o setor acumulou aumento de 2,7% em 2026, em relação ao mesmo período do ano passado, e de 3,2% no acumulado em 12 meses, em relação a igual período anterior.
No Brasil, o volume de vendas no comércio varejista caiu 0,8% frente a junho, na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral para o varejo variou -0,1% no trimestre encerrado em julho de 2026, após registrar -0,2% no trimestre encerrado em junho. Frente a julho de 2025, o volume de vendas do varejo cresceu 1,2%, após alta de 2,8% em junho. No ano, o mercado varejista acumula alta de 1,8% e, nos últimos 12 meses, de 1,6%.
Já no comércio varejista ampliado, o volume de vendas em julho mostrou variação de 0,4% frente ao mês imediatamente anterior, após queda de 1,1% em junho de 2026. Com isso, a média móvel trimestral para o varejo ampliado variou -0,3% no trimestre encerrado em julho, depois do recuo de 0,8% no trimestre encerrado em junho de 2026. Frente ao mesmo mês de 2025, o varejo ampliado cresceu 1,8% após crescer 4,9% em junho de 2026. No ano, o setor avançou 1,9% e, nos últimos 12 meses, 1,2%.
O preço do gás de cozinha voltou a subir no Rio Grande do Norte e pode alcançar cerca de R$ 130 pelo botijão de 13 quilos, dependendo do estabelecimento. O novo reajuste varia entre R$ 4 e R$ 4,50 e começou a ser repassado às distribuidoras nesta terça-feira 15, segundo o Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás do Estado (Singás-RN). É o segundo movimento de alta com impacto relevante sobre as revendas potiguares em 2026.
Segundo o presidente do Singás-RN, Ivo Lopes, o reajuste de setembro está ligado ao repasse de despesas acumuladas pelas distribuidoras, entre elas os custos trabalhistas. “Todo ano, em setembro, existe reajuste da distribuidora por causa dos aumentos de salários, é o período que há esse repasse dos custos anuais”, explicou Lopes. O preço efetivamente cobrado do consumidor pode variar conforme cada revenda.
O aumento acontece cinco meses depois de outra mudança nos preços no Estado. Em abril, o botijão de 13 quilos sofreu reajuste entre R$ 7 e R$ 10, passando a custar entre R$ 120 e R$ 125 em diferentes pontos de venda. Na ocasião, o Singás-RN relacionou a alta aos custos de aquisição do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e ao diesel usado no transporte rodoviário.
O episódio de abril ocorreu em meio às discussões nacionais sobre um leilão de GLP realizado pela Petrobras no fim de março. Depois da repercussão dos preços alcançados no certame, a estatal anunciou em 9 de abril que neutralizaria os efeitos do leilão, devolvendo aos clientes a diferença entre a referência de paridade de importação divulgada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e os valores arrematados pelas distribuidoras.
Distribuidoras afirmaram depois que essa neutralização havia sido parcial. O episódio aconteceu num período de pressão sobre o mercado internacional de energia e de aumento dos custos do produto importado.
A sequência de reajustes mostra também que o valor pago pela família na revenda não depende apenas do preço do GLP na origem. Entram na formação do preço final os tributos, além dos custos e das margens das etapas de distribuição e revenda.
No levantamento nacional referente ao período de 30 de agosto a 5 de setembro, o botijão de 13 quilos tinha preço médio de R$ 114,09 no País. Desse total, R$ 34,73, ou 30,4%, correspondiam à parcela da Petrobras, enquanto distribuição e revenda representavam R$ 60,25, ou 52,8%. O ICMS respondia por R$ 19,11.
A ANP mantém acompanhamento semanal dos preços do botijão de 13 quilos e uma série histórica que permite observar a evolução dos valores nos Estados desde 2004. A agência também publica dados consolidados mensais desde novembro de 2001, incluindo preços e margens nas etapas de produção, distribuição e revenda.
No Rio Grande do Norte, o novo repasse acrescenta pressão sobre um produto de consumo recorrente das famílias. Caso o valor de aproximadamente R$ 130 se confirme nas revendas, o botijão ficará acima da média nacional observada antes do reajuste de setembro. A dimensão efetiva dessa diferença, porém, dependerá das próximas pesquisas da ANP, que acompanha semanalmente os preços praticados ao consumidor.
A divisão do eleitorado entre esquerda e direita não explica, sozinha, o perfil político dos potiguares. Pesquisa Metadata/Grupo Dial mostra que 50,2% dos entrevistados não se identificam diretamente com nenhum dos dois campos ideológicos.
Segundo o levantamento, 25,4% afirmam não estar nem à esquerda nem à direita, enquanto outros 24,8% dizem não se identificar com nenhuma dessas posições. Outros 5% não souberam ou não responderam.
Entre os que se posicionam ideologicamente, há equilíbrio entre os dois campos. 22,8% dos entrevistados se colocam à direita, resultado da soma dos 14,2% que se consideram “mais para a direita” com os 8,6% que se dizem “totalmente de direita“.
Do outro lado, 22,1% se identificam com a esquerda: 13,2% afirmam estar “mais para a esquerda” e 8,9% se consideram “totalmente de esquerda“.
A diferença entre os dois blocos é de apenas 0,7 ponto percentual e está dentro da margem de erro geral da pesquisa, de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
Centro e não identificação somam metade do eleitorado
O principal dado do levantamento está fora dos dois polos. Somados, os eleitores que respondem “nem para a esquerda, nem para a direita” e aqueles que não se identificam com nenhuma dessas posições chegam a 50,2%.
As duas respostas, porém, não devem ser tratadas necessariamente como sinônimos de eleitorado de centro. A primeira expressa uma posição declarada entre os polos apresentados pela pesquisa; a segunda indica ausência de identificação com essas classificações. O levantamento, isoladamente, não permite atribuir uma orientação ideológica específica a esses entrevistados.
O resultado ajuda, contudo, a dimensionar um eleitorado que não adota diretamente os rótulos de esquerda ou direita, mesmo em uma eleição marcada nacionalmente pela disputa entre candidaturas associadas a esses dois campos.
Sobre a pesquisa
A pesquisa Metadata/Grupo Dial ouviu 1.536 eleitores em 63 municípios do Rio Grande do Norte, com entrevistas realizadas entre os dias 10 e 12 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A distribuição das entrevistas contempla municípios de diferentes portes e regiões do estado.
O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-02543/2026, para as disputas no Rio Grande do Norte, e BR-03830/2026, para a pesquisa presidencial.
O número de consumidores com dívidas a pagar continua alto no Brasil. É o que mostra a pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que contabilizou 82% de endividados no mês – mesma porcentagem de julho e sétimo recorde consecutivo.
Ao todo, 12,5% das famílias declaram não ter condições de pagar as contas em atraso, atingindo o maior nível desde fevereiro. Já o grupo que se declara “muito endividado” subiu para 17,4%, enquanto os “pouco endividados” recuaram para 34,9%, evidenciando, segundo a CNC, uma composição subjetiva menos favorável.
A maior parte das dívidas foi contabilizada em cartões de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal e financiamentos.
“A fragilização financeira da base da pirâmide reflete a dependência do crédito para a manutenção do consumo básico e mantêm o quadro de endividamento no patamar recorde. Em setembro, completaremos 12 meses de alta em patamares históricos destes índices, um sinal claro do aperto monetário que precisamos destravar para ver a economia avançar de maneira mais sustentável”, disse o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.
O percentual de inadimplência também mostrou crescimento, atingindo 29,9% em agosto. O tempo médio de atraso das contas subiu para 65 dias, interrompendo uma sequência de três meses de melhorias neste índice. A fatia de devedores com atrasos entre 30 e 90 dias alcançou 29,1%, o maior patamar desde agosto do ano passado (92,2%).
Além de mais tempo atrasadas, aumentou para 19,2% o percentual de famílias que relataram ter mais da metade dos rendimentos vinculados às dívidas, o maior percentual desde março deste ano. Mesmo assim, o percentual médio de comprometimento da renda com dividas permaneceu em 29,5% em agosto.
“Lamentamos o cenário de juros elevados que reforça esse ciclo desde meados de 2025, mas em breve teremos datas importantes como Black Friday, Natal e temporada de férias de verão, que sempre movimentam o comércio e fazem a economia girar, principalmente se tivermos uma taxa de juros mais compatível”, pontuou o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.
O depoimento de Daniel Vorcaro à Polícia Federal foi adiado novamente. O ex-banqueiro do Banco Master seria ouvido nesta terça-feira (15), mas a oitiva foi remarcada para 24 de setembro.
A defesa de Vorcaro havia pedido o adiamento alegando que ainda não teve acesso integral aos elementos da investigação. O depoimento faz parte das apurações sobre o Banco Master e pode trazer novos detalhes sobre as relações do banqueiro com autoridades e outros envolvidos no caso.
Vorcaro está preso preventivamente e é um dos principais personagens das investigações que envolvem o banco. O novo depoimento acontece, agora, nove dias depois da sessão do STF que analisa as informações encontradas no celular do ex-banqueiro.
O processo sobre a relação entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro pode ficar parado no STF (Supremo Tribunal Federal) até pelo menos o mês de dezembro, considerando o pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Antes do fim da sessão da Corte realizada nessa terça-feira (15) e em meio a um bate-boca entre os ministros, Dino pediu vista do caso, suspendendo o julgamento por até 90 dias.
Logo no início da sessão, depois da leitura do relatório do presidente do STF, Edson Fachin, Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem sobre a condução do caso. A discussão acabou dominando o julgamento e colocou o próprio presidente no centro dos questionamentos dos colegas.
Gilmar propôs o julgamento unificado das seguintes petições:
Pet 16.662: procedimento que reúne o relatório da Polícia Federal produzido a partir de dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro e que traz mensagens atribuídas a ele com referências a Moraes (objeto principal do julgamento de terça-feira);
Pet 16.704: concentra questionamentos sobre a atuação de Mendonça na condução de apurações do caso Master e estava prevista para ser julgada em 23 de setembro. A proposta também prevê nova distribuição da relatoria após a reunião dos casos e a identificação de magistrados citados nos processos do Banco Master sobre os quais existissem indícios de recebimento de valores ou benefícios (proposta por Moraes).
Fachin votou para rejeitar a proposta ao argumentar que os procedimentos têm objetos distintos e defendeu a continuidade separada dos julgamentos. Sustentou ainda que cabe à Presidência do STF relatar o caso quando surgem indícios contra um ministro da Corte e que a questão precisava ser submetida ao plenário.
Junto a Fachin, estiveram André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Na ala oposta, acompanharam Gilmar os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Com isso, o STF terminou o dia com 4 votos a 3 para manter a análise separada dos casos sobre Moraes e Mendonça. No início do julgamento, Kassio Nunes Marques se declarou impedido e Dias Toffoli declarou suspeição por foro íntimo; os dois ficaram fora da votação.
Com o pedido de vista de Dino, os 90 dias de intervalo começam a contar. O ministro, pode, se desejar, devolver o caso ao plenário antes de dezembro, quando o prazo limite se encerra. De toda forma, o instrumento que suspendeu a análise do STF coloca a data de julgamentos sobre Moraes e Mendonça em xeque.
A discussão processual impediu que o plenário chegasse ao tema que motivou originalmente a sessão: a ideia era que a Corte decidisse primeiro sobre a nulidade apontada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e, caso ela fosse rejeitada, definisse se a apuração contra Moraes poderia prosseguir.