O Rio Grande do Norte vive um período de altas temperaturas típico dos meses de verão aprofundado pela falta de chuvas e aumento da radiação. Especialistas ouvidos pela TRIBUNA DO NORTE apontam, no entanto, que o estado não vive a chamada onda de calor, que atinge ao menos oito unidades federativas pelo Brasil. A presença do fenômeno, caracterizado pela elevação da temperatura em certas áreas por determinado tempo, não se aplicaria nem mesmo a municípios como Caicó, que em 28 de dezembro do ano passado chegou a registrar 38,8ºC, colocando a cidade em segundo lugar no ranking das mais quentes de todo o País naquele dia.
O meteorologista Cláudio Moisés, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), explica que ondas de calor ocorrem quando uma região registra, por cinco dias seguidos, temperatura superior à máxima climatológica. “Essa máxima equivale à média registrada por um prazo de 30 anos. Se a média desse período for superada durante cinco dias consecutivos, então, temos o evento classificado como onda de calor. E não é isso que ocorre aqui no RN”, afirma o professor.
Para Gilmar Bristot, meteorologista da Empresa de Pequisa Agropecuária do RN (Emparn), o evento não deverá chegar ao estado, o qual, historicamente, dificilmente é afetado diretamente pelo fenômeno. Bristot lembra, no entanto, que em 2024 Caicó chegou a sofrer com ondas de calor, por conta de temperaturas em torno dos 40ºC, registradas em setembro por períodos mais prolongados. Segundo ele, a onda de calor presente no Brasil atualmente é fruto de deslocamentos das massas de ar quente do Deserto do Atacama, no Chile, e também de sistemas como El Niño e La Niña, para a parte central do continente.
“O La Niña e o El Niño são sistemas que podem causar áreas de baixa pressão ou alta pressão. Atualmente temos a La Niña atuando entre o Paraná e o Mato Grosso do Sul. Ela praticamente passou por cima da região Sul e entrou pelo Centro-Oeste, favorecendo um deslocamento de massa de ar quente do Deserto do Atacama em direção ao Centro do Brasil. Como o La Niña é um sistema que não provoca grandes alterações na circulação atmosférica, essa onda de calor não vai se propagar para outras regiões do País”, descreve Bristot.
Segundo o meteorologista, a tendência é de que o fenômeno perca as características iniciais ao se dissipar. Bristot avalia que temperaturas atuais para o RN, de um modo geral, estão dentro do esperado. O professor Cláudio Moisés, da UFRN, frisa que as temperaturas devem permanecer mais elevadas no RN até fevereiro, mas ele também descarta que ondas de calor cheguem por aqui. “As altas temperaturas se devem aos vários dias com muita radiação e pouca chuva”, explica.
Gilmar Bristot, da Empresa de Pequisa Agropecuária do RN, fala que o enfraquecimento do sistema La Niña também colabora para impedir a chegada do fenômeno ao estado.
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) decidiu manter a decisão que leva a júri popular dois acusados de homicídio apontados como integrantes de um grupo de extermínio chamado Os Caras Durões.
Com a decisão, ficou preservado o entendimento da Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas do TJRN, que pronunciou os acusados pelos crimes de homicídio qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo.
A defesa alegou, entre outros pontos, que não haveria provas mínimas suficientes para sustentar a pronúncia. No entanto, a Câmara Criminal entendeu que o conjunto de elementos reunidos no processo é consistente.
“Na hipótese, em contraponto à argumentação, militam depoimentos testemunhais, inclusive de coautor integrante do grupo, amparado pela extração de dados e outros relatos, de teor consistente”, destacou o desembargador Saraiva Sobrinho, relator do caso, que foi seguido pelos demais desembargadores da Câmara Criminal.
Segundo o magistrado, o juiz de primeira instância acertou ao reconhecer a existência de provas suficientes que indicam o envolvimento dos acusados na morte de uma vítima que teria sido assassinada por engano, no lugar do próprio irmão, supostamente ligado ao tráfico de drogas.
O relator também ressaltou que a análise de dados identificou um grupo de mensagens denominado Os Caras Durões, com 24 integrantes. De acordo com a decisão, os conteúdos das conversas estavam relacionados a atividades de extermínio, incluindo declarações como “Juntos somos o maior G E do Estado”.
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), anunciou nesta quarta-feira 7, por meio de um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, a convocação de 1.607 professores e especialistas da educação para a rede estadual de ensino. Segundo ela, a lista com os nomes dos convocados será publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira 8.
A convocação ocorre após quase uma década sem concurso público na área e é considerada pelo governo a maior já realizada na história da educação pública potiguar. As vagas serão distribuídas entre as 16 Diretorias Regionais de Educação (Direcs), contemplando todas as regiões do estado, do litoral ao sertão.
De acordo com o anúncio, a medida permitirá a substituição de contratos temporários e o reforço do quadro efetivo das escolas estaduais já no início do ano letivo. O governo afirma que a iniciativa representa um avanço na valorização do magistério e no fortalecimento da escola pública.
Ainda conforme o comunicado, a chegada dos novos profissionais deve contribuir para a melhoria da qualidade do ensino ofertado aos estudantes da rede estadual.
A secretária de Educação do RN, professora Socorro Batista, destaca que a primeira convocação marca a retomada de uma política de provimento efetivo após quase uma década sem concurso, com impacto na organização das escolas e na valorização da carreira. A medida não impacta nas despesas do Estado, visto que é substituição de profissionais temporários, e fortalece o planejamento pedagógico. “A aposta é que a recomposição do quadro efetivo crie um ambiente propício para sustentar a expansão de ofertas de matrículas, como por exemplo, na Educação em Tempo Integral, que será, por mais um ano, ampliada”, afirmou.
A seleção também responde a um fator administrativo. O último concurso da área foi regido pelo Edital nº 001/2015 e teve sua vigência expirada, o que tornou necessária a abertura de um novo certame para assegurar reposições regulares e planejamento de pessoal na rede.
Do ponto de vista legal e fiscal, a Secretaria Estadual de Educação, Esporte e Lazer (Seec) sustenta que a reposição de profissionais da educação encontra amparo na Lei de Responsabilidade Fiscal, que permite a reposição de pessoal nas áreas de educação, saúde e segurança mesmo em cenários de restrição, por se tratarem de serviços essenciais. O financiamento das contratações, conforme a secretaria, será realizado com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), anunciou nesta semana uma ampla reformulação no secretariado municipal, em mudanças que ocorrem já no início do ano e meses antes de ele precisar se desincompatibilizar do cargo para disputar as eleições de 2026. O prefeito é apontado por pesquisas de diversos institutos como líder nas pesquisas de intenções de votos para o governo do estado, o que tem antecipado movimentos políticos e administrativos na gestão.
As alterações foram confirmadas por ele por meio de publicações nas redes sociais. Segundo Allyson, o objetivo é fortalecer a equipe junto ao vice-prefeito Marcos Medeiros (PSD) e manter o ritmo de trabalho da gestão. “Eu e Marcos estamos fazendo alguns ajustes no nosso secretariado, fortalecendo o time, mantendo o ritmo do trabalho em Mossoró, tudo com responsabilidade e planejamento para a gente continuar avançando nas entregas e melhorando os serviços para o nosso povo”, afirmou.
Na Secretaria de Comunicação Social, Wilson Fernandes deixa o cargo e, para o lugar dele, foi anunciado o jornalista Wesley Duarte. “O Wesley retorna à Secom, agora como secretário, depois de um trabalho importante na direção de comunicação da Câmara Municipal e de já ter integrado nossa equipe no primeiro mandato”, disse.
Outra mudança estratégica ocorre na Secretaria de Gestão e Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Segepe). Marcos Oliveira deixa o comando da pasta após passagem também pela Secretaria de Educação. Quem assume é Rodrigo Forte, até então secretário de Governo. “Rodrigo tem um perfil técnico, preparado e comprometido com a boa gestão pública”, afirmou Allyson.
Com isso, a Secretaria de Governo passa a ser comandada por Isabela Freitas, ex-diretora-geral da Câmara Municipal. Na Cultura, Janaína Holanda deixa o cargo, segundo Allyson, após atuação marcada pelo fortalecimento do diálogo com a classe artística e pela consolidação dos grandes eventos do calendário municipal. O novo secretário é Cícero França, arquiteto e urbanista que vinha atuando na Secretaria de Programas e Projetos Estratégicos. “Cícero já contribuiu muito com nossa gestão, inclusive na organização do Mossoró Cidade Junina, e tem uma história ligada à cultura da cidade”, afirmou o prefeito.
Da Secretaria Municipal de Infraestrutura, sai Rodrigo Lima e entra Josenildo Gomes, que era secretário adjunto. “Josenildo acompanhou de perto o planejamento e a execução das obras que estão transformando Mossoró”, ressaltou o prefeito. Augusto Cavalcante assume como secretário adjunto da pasta. Também houve mudança na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo, que passa a ser comandada pelo ex-vereador Marckuty da Maísa, antes adjunto, reforçando a presença da zona rural na gestão.
Na área administrativa, Washington Filho assume a Secretaria de Administração, deixando a Controladoria-Geral, que terá Luana Lima à frente. Outras mudanças incluem a nomeação de Alessandra Dantas como secretária adjunta da Segepe e de Rosinaldo “Naldo” Feitosa como secretário adjunto de Serviços Urbanos.
Caso se concretize a candidatura de Allyson para as próximas eleições, o prefeito deverá transferir o comando do Executivo municipal ao vice-prefeito até o início de abril, em um movimento que já é interpretado nos bastidores como preparação para a disputa eleitoral de 2026.
A Direção Executiva Nacional do MDB decidiu estender até 15 de março de 2027 o mandato de Walter Alves na presidência do diretório estadual no Rio Grande do Norte. A medida assegura que o dirigente continue à frente da sigla durante o processo de articulação e organização para as Eleições de 2026, etapa considerada estratégica pelo partido.
A prorrogação já está em vigor e, segundo o MDB, reafirma a confiança da direção nacional no trabalho conduzido por Walter no estado. Integrante da própria Executiva Nacional, Walter lidera um período em que o MDB potiguar consolidou-se como a maior força partidária do Rio Grande do Norte, reunindo o maior número de filiados, além de administrar prefeituras e manter presença expressiva em câmaras municipais.
Ao comentar a decisão, Walter Alves afirmou que a ampliação do mandato reforça seu compromisso com o fortalecimento da legenda e com o planejamento eleitoral. Ele destacou que a prioridade agora é preparar o partido para o pleito deste ano. “Vamos continuar trabalhando para fortalecer o MDB, agora com a missão de preparar o partido para as Eleições deste ano. Agradeço a confiança da direção nacional e de todos que constroem o MDB no Rio Grande do Norte”, declarou.
Os atos golpistas do 8 de janeiro de 2023 completam hoje três anos. Para relembrar a data em que os prédios dos três Poderes, em Brasília, foram invadidos e depredados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou um ato que fará tanto a lembrança da data quanto a assinatura do veto ao projeto de lei que diminui as penas dos envolvidos nos atos golpistas, o PL da Dosimetria.
A proposta, que poderia beneficiar, entre outras autoridades, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi aprovado no ano passado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado por ampla maioria. Com a crise política entre o Congresso e o governo, os presidentes das Casas Legislativas, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pautaram o texto. Convidados para a cerimônia de amanhã com o presidente, ambos não comparecerão, o que foi lido como um recado político ao chefe do Executivo.
Além de Brasília, algumas cidades registrarão atos relembrando o 8 de janeiro. No Recife, hoje, a partir das 15h, a Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE) fará uma manifestação na esquina da Rua 7 de Setembro com a Avenida Conde da Boa Vista.
Revisionismo Na oposição, o discurso montado é de que não houve uma tentativa de golpe. No governo, a tentativa de golpe é confirmada pelas ações e provas obtidas pela Polícia Federal. No Congresso, bolsonaristas e petistas protagonizam embates ferozes sobre “velhinhas com a Bíblia nas mãos” e “massa de manobra de golpistas”.
Para o doutor em ciência política e professor da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Antônio Lucena, tanto o lulismo quanto o bolsonarismo tentaram emplacar narrativas sobre o fato histórico. Ele afirma que, mesmo sendo indiscutivelmente uma tentativa de golpe, parte da direita embarcou na negação.
“Os dois grandes campos ideológicos em disputa, o lulismo e o bolsonarismo, tentam emplacar sua narrativa da história. Apesar dos fatos serem bastante claros de uma tentativa de golpe mal sucedida”, aponta.
Comoção A cientista política Fernanda Negromonte relembrou que, na época do 8 de janeiro, os setores políticos e a sociedade foram comovidos diante dos atos de vandalismo. Hoje, no entanto, devido ao clima de polarização, as narrativas sobre o fato histórico são contadas em versões à esquerda e à direita. A maior instabilidade entre os Poderes também ajudou nesse “estremecimento”.
“À época existiu uma comoção pública em relação à democracia. Hoje em dia seria complicado pelo fato desse estremecimento (na relação entre os Poderes)”, disse.
Donald Trump A volta de Donald Trump à Casa Branca pode ter fortalecido esses movimentos de negação e tentativas de revisionismo. Em 2020, os Estados Unidos registraram a invasão do Capitólio, sede do Congresso do país. À época, manifestantes protestavam contra a eleição de Joe Biden, que havia derrotado Trump em novembro do ano anterior, e invadiram a sede do Poder Legislativo para impedir a cerimônia que oficializaria a vitória do democrata.
A insurreição, incentivada por Trump, foi contida. Mas ele não sofreu nenhuma represália da Justiça do país. Com a saúde debilitada e um governo impopular, Biden desistiu da candidatura à reeleição. Em novembro de 2024, Trump venceu a disputa contra a vice-presidente Kamala Harris e tomou posse para um segundo mandato em janeiro do ano seguinte.
Antônio Lucena pondera que, embora semelhantes, os eventos tiveram consequências diferentes no Brasil e nos Estados Unidos. Para ele, atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), no Brasil, foi determinante para que houvesse punição aos golpistas, diferentemente da Suprema Corte e do Departamento de Justiça norte-americanos.
O especialista aponta, ainda, a diferença entre os textos constitucionais entre os dois países como uma das razões disso. “Uma diferença fundamental entre Brasil e Estados Unidos é que a Constituição deles é bem mais antiga que a nossa e reflete um movimento mais de liberalismo e de responsabilização individual dos indivíduos. No caso do Brasil, a Constituição de 88 veio de um momento pós-ditatorial e incorporou exatamente esse tipo penal de abolição do Estado Democrático de Direito. Então, ficou muito mais fácil ter a condenação (dessas ações) aqui do que lá”, explica.
Recados políticos Para Fernanda Negromonte, tanto o fato de Lula vetar o PL da Dosimetria no dia 8 de janeiro quanto as ausências dos presidentes Hugo Motta e Davi Alcolumbre no ato revelam recados políticos e tentativas de posicionamento para as eleições deste ano. “Essa ruptura foi criada por uma divergência de interesses (eleitorais)”, afirma.
Antônio Lucena concorda com a avaliação e aposta que ambos têm olhos em votos que o campo bolsonarista pode proporcionar. “Eles já não têm a simpatia do lulismo mesmo. Então, é melhor ficar em casa, observar de longe esse processo para que, digamos, o custo político não seja ainda maior”, revela.
Por outro lado, Lula quer enfatizar, com a escolha da data para o veto, que não haverá tolerância com atos contra a democracia “Tem toda uma simbologia (o veto ser em 8 de janeiro). Em política, isso é relativamente comum (passar recados através de simbologias)”, aponta Lucena.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (7) uma proclamação que determina a retirada do país de 35 organizaçõesinternacionais que não integram a Organização das Nações Unidas (ONU) e de outras 31 entidades vinculadas ao sistema da ONU
Em comunicado, a Casa Branca afirmou que os organismos atingidos pela medida “operam contrariamente aos interesses nacionais dos Estados Unidos”.
O governo não divulgou a lista das organizações, mas alegou que elas promovem “políticas climáticas radicais, iniciativas de governança global e programas ideológicos incompatíveis com a soberania e a força econômica do país”.
O ministro do Interior da Venezuela, Diossado Cabello, afirmou que o ataque realizado pelos Estados Unidos no país na madrugada do último sábado (3) deixou 100 mortos. Segundo ele, os bombardeios também resultaram num número semelhante de feridos, em balanço que ainda está sendo atualizado.
“Até agora, e repito, até agora, há 100 mortos, e um número semelhante de feridos. O ataque contra o nosso país foi terrível”, afirmou Cabello, em pronunciamento televisivo. “Cilia [Flores, esposa do ditador Nicolás Maduro] foi ferida na cabeça e golpeada no corpo. Nicolás foi ferido numa perna. Felizmente, eles estão se recuperando”, acrescentou.
Este é o primeiro balanço de vítimas divulgado pelo governo venezuelano. Inicialmente, o Exército havia publicado uma lista com os 23 militares mortos no ataque — todos parte do contingente de segurança de Maduro. Cuba também confirmou que 32 de seus cidadãos foram mortos nos bombardeios norte-americanos. Eles estavam no país no âmbito de missões de cooperação e defesa.
O ataque norte-americano ocorreu no último sábado (3), e resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Eles foram levados por um helicóptero até o Iwo Jima, um dos navios de guerra da Marinha norte-americana que estavam posicionados no mar do Caribe, de onde seguiram para Nova York.
A captura ocorreu após quatro meses de tensão militar entre Venezuela e Estados Unidos. Em setembro do ano passado, Washington iniciou uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, perto das costas da Venezuela e da Colômbia. O país acusa o líder chavista de comandar cartéis latino-americanos que transportam drogas para o território norte-americano.
Na segunda-feira (5), Maduro foi apresentado à Justiça. Ele foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos — crimes dos quais se declarou inocente.
Outras cinco pessoas foram indiciadas no mesmo processo, incluindo Flores e Nicolás Ernesto Maduro Guerra, conhecido como ‘Nicolasito’, filho único do casal. A lista também conta com o Ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, o ex-ministro Ramón Rodríguez Chacín, da mesma pasta, e Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”.
Na terça-feira (6), o governo norte-americano recuou da acusação de que Maduro lideraria uma organização criminosa chamada ‘Cartel de los Soles’ e passou a reconhecer que o termo não se refere a um cartel real. No lugar, a administração afirmou que a expressão descreve um “sistema de patronagem” e uma “cultura de corrupção” dentro do Estado venezuelano, alimentada por recursos do narcotráfico.
Em relação à Venezuela, a vice de Maduro, Delcy Rodríguez, tomou posse como presidente interina, enquanto a oposição pede que Edmundo González Urrutia, candidato que reivindica a vitória na eleição presidencial de 2024, assuma a presidência. Ao mesmo tempo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que um grupo de autoridades norte-americanas ficará responsável por administrar Caracas, pressionando o governo venezuelano a cooperar.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve usar a cerimônia simbólica do 8 de janeiro, realizada nesta quinta-feira (8), para vetar o PL da Dosimetria. Já aprovado pelo Congresso, o texto reduz as penas de condenados por tentativa de golpe de Estado, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A informação foi confirmada pelo líder do PT no Senado, Jacques Wagner (RJ). Em entrevista à Rádio Sociedade, o parlamentar afirmou que “o governo é contra a dosimetria” e que “deixaria isso claro” no dia 8 — data em que a invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília, completa três anos.
“O governo é contra a dosimetria e, no dia 8, para não restar dúvida, ele [Lula] vai vetar aquilo que foi aprovado. Depois, vai depender do Congresso se vai derrubar ou não o veto do presidente”, disse.
Originalmente apresentado pelo deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), o PL da Dosimetria altera regras do Código Penal e da Lei de Execução Penal para reduzir penas de acordo com o tipo de condenação. O texto é visto como uma alternativa ao projeto de anistia, atualmente travado na Câmara, que prevê perdão aos condenados pelos atos antidemocráticos do 8 de janeiro de 2023.
Fica estipulado pelo texto:
impedir a soma de penas: quando os crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito ocorrerem no mesmo contexto, aplica-se apenas a pena mais grave, o que reduz significativamente o tempo total de prisão. menos pena para quem estava na multidão: se alguém cometer crimes contra a democracia em um “contexto de multidão”, a pena será reduzida de um terço a dois terços. A medida se aplica só para aqueles que não tiveram papel de liderança e não participaram do financiamento dos atos. flexibilizar a progressão de regime: reduz o percentual necessário para progredir de um regime mais severo para um mais brando. Para condenados primários nos crimes contra o Estado democrático de direito, independentemente de o réu ser reincidente ou usar violência, ou grave ameaça, o índice cairia para 16% do cumprimento da pena.
A proposta vale para processos já julgados ou pendentes sobre a trama golpista. É o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão por organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Caso o projeto se torne lei, a pena pode cair para três anos.
Veto e derrubada Desde a aprovação no Legislativo, o governo federal se mostrou contra o PL. O líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que o presidente Lula iria vetar “totalmente” o projeto, uma vez que o texto pode abrir precedente para “qualquer criminoso” recorrer ao Congresso para redução de penas, o que seria um “atentado” contra o país.
Em caso de veto, integrantes do Congresso afirmam que os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já acertaram derrubar de forma prioritária a decisão de Lula. Para isso, é necessária maioria absoluta dos votos nas Casas, ou seja, 257 deputados e 41 senadores. Se derrubado, a proposta se torna lei.
Neste caso, o governo federal ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Com o tema no plenário, caberá aos ministros decidir se o texto está de acordo com a Constituição Federal. Se for observado inconstitucionalidade, a lei será anulada.
As menções encontradas pela Polícia Federal na investigação sobre desvios do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) que citam um dos filhos do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, são constituídas por diálogos de WhatsApp, passagens aéreas, anotações e o depoimento de uma testemunha.
Como revelou o Estadão, a PF informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que vai investigar essas menções para apurar se Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, seria “sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como líder do esquema criminoso que desviou valores bilionários das aposentadorias. Procurada, a defesa de Lulinha disse que ele nunca teve relação com o INSS e classificou as menções como “ilações”.
Procurado, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atuou anteriormente na defesa de Lulinha, disse que ele está “absolutamente tranquilo e acostumado com esse tipo de ilação”. “Ele reitera que não tem relação direta ou indireta com o INSS. Isso é mais uma vilania, mais uma tentativa de desgastar o governo”, afirmou.
Nessa representação, a PF explicou ter encontrado três conjuntos de citações a Lulinha. O primeiro está baseado no depoimento do empresário Edson Claro; o segundo, nos celulares apreendidos durante as investigações; e o terceiro, em passagens aéreas localizadas pela corporação.
A suposta intermediária na relação entre o Careca do INSS e o filho do presidente seria a empresária Roberta Luchsinger, que fechou um contrato de consultoria com o Careca do INSS e recebeu R$ 1,5 milhão em pagamentos. A investigação diz que, até o momento, não foram encontrados indícios da participação direta dele nos fatos investigados.
Em nota, a defesa de Luchsinger afirmou que ela foi procurada por Antônio Camilo para atuar na regulação do setor de empresas de canabidiol e que os negócios “se mantiveram apenas em tratativas iniciais e não chegaram a prosperar”. “Nenhum contrato público foi jamais celebradoe nem mesmo negociado”, disse em nota. A defesa afirmou ainda que a empresária “possui relação pessoal com Fábio Luís e sua família há vários anos e não é a primeira vez que surgem ataques a Roberta ou a Fábio, fruto de sua amizade”. A defesa de Antônio Camilo afirmou que não ia se manifestar sobre os trechos porque não teve acesso à íntegra da extração do telefone celular dele até o momento nem teve resposta do STF a pedidos feitos sobre averbação de bens e liberação de valores para pagamentos de dívidas trabalhistas.
Depoimento
A PF ouviu no dia 29 de outubro o empresário Edson Claro, que atuava em uma empresa do Careca do INSS destinada à cannabis medicinal. Ele afirmou ter ouvido do empresário que Lulinha seria também sócio no empreendimento e que teria feito pagamentos ao filho do ex-presidente.
No termo de depoimento, ele afirmou: “Antônio afirmou diversas vezes que ‘Fábio Lula’ era seu sócio nesse projeto, e que participou de cerca de três reuniões sobre o tema. Antônio comentou ter enviado dinheiro a Fábio Lula, mencionando um valor aproximado de 25 milhões, sem especificar se em reais, euros ou dólares, e que tais recursos seriam provenientes da comercialização de kits de dengue. Antônio também teria dito ter antecipado valores a Fábio, inclusive pagamentos mensais de cerca de R$ 300 mil, referidos como uma espécie de ‘mesada’”.
Careca do INSS
Nos diálogos do seu WhatsApp, a PF detectou que o empresário Antônio Camilo Antunes ordenou a um funcionário que fizesse um pagamento de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger. Nessa conversa, ele afirmou que o dinheiro seria para o “filho do rapaz”. Para a PF, essa pode ser uma referência a Lulinha. O valor dos pagamentos mensais coincide com a mesada de R$ 300 mil citada no depoimento de Edson Claro.
A PF encontrou diálogos nos quais a empresária Roberta Luchsinger avisa ao Careca do INSS que foi apreendido um envelope com o nome do filho de Lula e manifestou preocupação com a divulgação desse vínculo.
Anotação
A PF de fato apreendeu anteriormente uma anotação que confirmou a informação citada por Roberta Luchsinger. O manuscrito tratava de ingressos para um camarote e indicava a intenção de ocultar que um deles teria Lulinha como destinatário. “Mínimas informações possíveis. CPF – Fábio (filho Lula)”.
A PF identificou diversas passagens aéreas de Roberta e Lulinha vinculadas a um mesmo código localizador – o que significa terem sido compradas em conjunto. Ainda não há informações sobre quem custeou os deslocamentos. Há viagens de São Paulo para Brasília ao longo de 2025 e também um voo deles de São Paulo a Lisboa, local onde o Careca do INSS buscava expandir os negócios de cannabis medicinal.
Médicos de Jair Bolsonaro (PL) disseram nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente teve um “traumatismo craniano leve” e apresentou tonturas, desequilíbrio e oscilação de memória.
A maior hipótese do motivo da queda, segundo a equipe, seria uma possível interação entre os medicamentos que o ex-mandatário faz uso após procedimentos contra hérnia e crise de soluços no hospital DF Star, em Brasília.
“Ele faz uso de vários medicamentos para as crises de soluço e estamos com um problema agora. Se esses quadros forem recorrentes e coloquem ele em uma zona de risco, (teremos que avaliar). Coloco ele em um quadro degradante de soluço ou mantenho a medicação”, disse o cardiologista Brasil Ramos Caiado.
Ao repassar o momento da queda de Bolsonaro, que ocorreu na madrugada de terça (6), o cardiologista disse que ele não teria caído da cama, da maneira como foi relatado. Bolsonaro teria se levantado para caminhar e acabou sofrendo a queda.
“Inicialmente pensamos que foi da cama. Mas depois, conversando com ele, relembrando os fatos, (constatando que) a contusão foi do lado direito, isso nos leva a crer que ele levantou, tentou caminhar e caiu”, afirmou.
Anteriomente os médicos investigavam uma possível “crise convulsiva”, resultado que foi descartado com os exames.
No hospital o ex-mandatário passou por três exames:
Tomografia computadorizada – exame que produz imagens internas e detalhadas da cabeça por meio de raios X;
Ressonância magnética do crânio – técnica que utiliza campos magnéticos para avaliar estruturas do cérebro;
Eletroencefalograma – exame que registra a atividade elétrica cerebral e pode indicar alterações neurológicas.
Após realizar exames, Bolsonaro deixou o hospital na tarde desta quarta. Ele retorna à sala da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
Policiais civis da 11ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Currais Novos cumpriram, na noite desta quarta-feira (07), um mandado de prisão contra um homem que atua como mototaxista no município. A ordem judicial foi expedida após o investigado descumprir uma medida protetiva de urgência determinada pela Justiça.
De acordo com informações da Polícia Civil, o homem é suspeito de ameaçar e perseguir a vítima de forma reiterada, mesmo após ter sido formalmente advertido sobre as restrições impostas pela medida protetiva. As ações configuraram o descumprimento da decisão judicial, motivando a representação pela prisão.
Após diligências, os policiais localizaram o suspeito e deram cumprimento ao mandado. Ele foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.
A Polícia Civil reforça a importância de que vítimas de ameaças, perseguições ou violência doméstica denunciem imediatamente qualquer violação de medidas protetivas, para que as providências cabíveis sejam adotadas com rapidez e segurança.
Até o momento, apenas uma chapa foi registrada para a eleição do Aero Clube, marcada para esta sexta-feira. A chapa inscrita tem o nome de “Renovação” e é formada por membros ligados à atual gestão e ao quadro associativo da entidade.
A Chapa Renovação apresenta como candidato à presidência Afrânio Aurélio Silva Bezerra, tendo Sergio Henrique Maciel Marques como vice-presidente.
A composição completa da chapa registrada é a seguinte:
Presidente: Afrânio Aurélio Silva Bezerra
Vice-presidente: Sergio Henrique Maciel Marques
1º Tesoureiro: Gilson Freire de Araujo
2º Tesoureiro: Mille Donizette Cavalcante Silveira
Abastecer o veículo em Currais Novos tem se tornado um dos maiores motivos de reclamação da população nos últimos dias. O preço da gasolina no município atingiu valores que chamam atenção quando comparados a outras cidades do Rio Grande do Norte. Em alguns postos, o litro já chega a R$ 7,29, enquanto o etanol é vendido a R$ 4,99 e o diesel S10 alcança até R$ 6,99, patamares considerados elevados para a realidade econômica local.
O contraste fica ainda mais evidente ao observar o cenário estadual. Em diversas cidades potiguares, o preço da gasolina permanece bem abaixo do praticado em Currais Novos, inclusive em municípios de porte semelhante ou até menores. Essa diferença reforça a sensação de desigualdade e levanta questionamentos sobre os critérios adotados para a formação dos preços no interior do Estado.
O que mais chama atenção é a diferença de preços quando Currais Novos é comparada a outras cidades do Rio Grande do Norte. Em Natal, a gasolina varia entre R$ 5,59 e R$ 5,69. Já em Tangará e Serra Caiada, o litro é vendido a cerca de R$ 5,70. Em São Vicente, o preço chega a R$ 6,30, enquanto em Santa Cruz e Florânia a gasolina é encontrada por R$ 6,60. Em Cerro Corá, os valores variam entre R$ 6,59 e R$ 6,70, dependendo do posto.
Mesmo com cidades vizinhas praticando preços menores, Currais Novos segue liderando o ranking dos combustíveis mais caros da região.
Para quem depende do veículo diariamente, a comparação pesa tanto quanto o valor exibido na bomba. Motoristas relatam que, ao se deslocarem para outras cidades, percebem a diferença imediata no custo do abastecimento. O resultado é um orçamento cada vez mais apertado para trabalhadores, comerciantes, motoristas de aplicativo e motociclistas que utilizam o veículo como ferramenta de trabalho.
A pergunta que ecoa nas ruas de Currais Novos é simples, mas carregada de revolta: por que o combustível aqui custa tão mais caro do que em outras cidades do Rio Grande do Norte?