Em nota, defesa de Allyson diz que “não há qualquer fato que vincule pessoalmente o prefeito” a operação da PF

Postado em 27 de janeiro de 2026

A defesa do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, vem a público esclarecer que, na data de hoje, foi cumprido mandado judicial de busca e apreensão no âmbito de investigação.

A apuração conduzida pelas autoridades federais tem como objeto central contratos firmados entre municípios do Rio Grande do Norte e empresas de medicamentos, envolvendo fatos ocorridos em diferentes entes municipais, e não se confunde com a atuação pessoal do chefe do Poder Executivo de Mossoró.

Pelo que já se teve acesso, não há qualquer fato que vincule pessoalmente o prefeito Allyson Bezerra, tendo a medida sido deferida com base em diálogos envolvendo terceiras pessoas.

O cumprimento da medida cautelar decorre de decisão judicial proferida em fase investigativa, sem qualquer juízo de culpa, sendo importante destacar que o prefeito Allyson Bezerra não foi afastado de suas funções e não sofreu qualquer medida pessoal restritiva.

Desde o primeiro momento, o prefeito colaborou integralmente com a diligência, franqueando acesso às informações solicitadas, em respeito às instituições e à legalidade, convicto de que a apuração técnica e imparcial dos fatos demonstrará a correção de sua conduta.

Como medida preventiva e de fortalecimento dos mecanismos de controle e transparência, ainda em dezembro de 2023, o prefeito Allyson Bezerra editou o Decreto no 6.994/2023, que tornou obrigatória a utilização do Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica – Hórus como sistema oficial de controle de estoque e dispensação de medicamentos no âmbito da Prefeitura de Mossoró, além de atribuir à Controladoria Geral do Município a responsabilidade direta pela fiscalização e acompanhamento de sua correta utilização.

A defesa reafirma a confiança no trabalho das autoridades, nas garantias constitucionais, na preservação da presunção de inocência.

O prefeito Allyson Bezerra segue exercendo normalmente suas funções, com foco na gestão pública, na transparência administrativa e no interesse da população de Mossoró.

Blog do Gustavo Negreiros

PF encontra grande quantia em dinheiro durante operação que tem prefeito de Mossoró entre os alvos

Postado em 27 de janeiro de 2026

O prefeito de Mossoró Allyson Bezerra, está entre os alvos da operação deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (27) e, durante o cumprimento de mandado em sua residência, teria sido encontrada uma grande quantia em dinheiro guardada dentro de um isopor, segundo informações apuradas pela imprensa local.

A ação é resultado de uma operação conjunta da Polícia Federal com a Controladoria-Geral da União (CGU), que tem como objetivo desarticular um esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em procedimentos licitatórios.

Ao todo, estão sendo cumpridos 35 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Norte, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais.

De acordo com a nota oficial da Polícia Federal, as investigações apontam indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados.

Auditorias identificaram falhas na execução contratual, incluindo indícios de não entrega de materiais, fornecimento inadequado e sobrepreço.

Os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e por fraudes em contratações administrativas.

A Prefeitura de Mossoró ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

PF faz operação contra desvio de recursos no RN; prefeito de Mossoró está entre os alvos

Postado em 27 de janeiro de 2026

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), uma operação para desarticular um esquema criminoso de desvio de recursos públicos e fraudes em processos de licitação de saúde no Rio Grande do Norte (RN).

A TV Globo apurou que o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), está entre os alvos da operação.

Ao todo, a PF cumpre 35 mandados de busca e apreensão no estado.

O g1 entrou em contato com o prefeito, mas ainda não obteve retorno.

Segundo as investigações, há indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados.

A operação tem como base auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU). Documentos do órgão apontam que há falhas na execução contratual. Inclusive, indícios de compra de materiais que não foram entregues, fornecimento inadequado de insumos e sobrepreço dos produtos.

Os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas.

g1

Trump eleva tarifas sobre produtos da Coreia do Sul para 25%

Postado em 27 de janeiro de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (26) o aumento das tarifas de importação sobre produtos da Coreia do Sul para 25%.

A medida atinge principalmente automóveis, madeira serrada e produtos farmacêuticos e ocorre após críticas de Trump ao Legislativo sul-coreano, que, segundo ele, não estaria cumprindo um acordo comercial firmado com Washington.

“Como o Legislativo coreano não cumpriu nosso histórico acordo comercial, o que é prerrogativa deles, estou aumentando as tarifas sul-coreanas sobre automóveis, madeira serrada, produtos farmacêuticos e todas as outras tarifas recíprocas, de 15% para 25%”, escreveu o presidente.

Até a última atualização desta reportagem, a Presidência da Coreia do Sul não havia se manifestado oficialmente sobre o anúncio.

O país asiático vinha trabalhando para implementar um acordo firmado em novembro, que previa a redução das tarifas dos EUA sobre exportações sul-coreanas.

Nos últimos meses, autoridades de Seul também dialogaram com Washington para esclarecer uma investigação contra a empresa de comércio eletrônico Coupang, sediada nos Estados Unidos, após um vazamento de dados em larga escala.

Tarifas como instrumento de política externa

Desde o início de seu segundo mandato, Trump tem usado o aumento de tarifas comerciais como ferramenta de pressão diplomática. Economistas alertam que a estratégia pode impactar o comércio internacional e elevar custos para empresas e consumidores.

A política tarifária do governo norte-americano também enfrenta um teste jurídico, em meio a um processo em andamento na Suprema Corte dos EUA, que questiona os limites do poder presidencial para impor tarifas.

sbt

PF e CGU deflagram operação contra fraudes em contratos da saúde no RN

Postado em 27 de janeiro de 2026

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta terça-feira (27), uma operação para apurar um esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em procedimentos licitatórios relacionados à área da saúde. No Rio Grande do Norte, estão sendo cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, além da aplicação de medidas cautelares e patrimoniais.

De acordo com as investigações, há indícios de irregularidades em contratos para fornecimento de insumos à rede pública de saúde. As apurações envolvem empresas sediadas no Rio Grande do Norte que mantinham contratos com administrações municipais de diferentes estados. Auditorias realizadas no curso da investigação apontaram falhas na execução contratual, como suspeitas de não entrega de materiais, fornecimento inadequado e prática de sobrepreço.

Os investigados poderão responder por crimes relacionados ao desvio de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas. Até a última atualização, a Polícia Federal e a CGU não divulgaram mais detalhes sobre os municípios envolvidos e os valores investigados.

tribuna do norte

RN é o terceiro estado do NE com maior percentual da população endividada

Postado em 27 de janeiro de 2026
Closeup of accountant counting on calculator and working with table

O Rio Grande do Norte é o terceiro estado da região Nordeste com o maior percentual da população adulta endividada. Em dezembro de 2025, 49,65% desse público possuía alguma dívida, o que representa cerca de 1,24 milhão de pessoas. No comparativo com o mesmo período do ano anterior, quando o nível de endividamento foi de 45,65%, houve um aumento de quatro pontos percentuais. Os dados são do Mapa da Inadimplência no Brasil, realizado pela Serasa.

Na região Nordeste, o percentual de endividamento do Rio Grande do Norte perdeu apenas para o registrado no Ceará (51,55%) e em Pernambuco (50,25%). Na sequência, aparecem Alagoas (47,32%), Maranhão (46,06%), Paraíba (44,33%), Bahia (44,07%), Sergipe (44,04%) e Piauí (40,08%).

No Brasil, o último balanço do Serasa aponta que 81,2 milhões de pessoas estavam endividadas no país em dezembro de 2025. No recorte das dívidas, a inadimplência junto a bancos e cartão de crédito lidera com 26,1%, seguida das contraídas com necessidades básicas (ex: conta de água e luz) e as financeiras (19,6%).

O economista Ricardo Valério, superintendente do Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Norte (Corecon/RN), aponta que o crescimento no endividamento no Estado seguiu uma tendência nacional, sendo estimulado pela alta taxa Selic, em 15%, e a facilidade no acesso ao crédito pelos potiguares.

Ele aponta, por outro lado, que alguns fatores pontuais também podem ter favorecido o crescimento em dezembro. É o caso das despesas com Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), matrícula e material escolar das crianças.

“No Rio Grande do Norte, temos ainda as temporadas para quem pode veranear ou ainda curtir nosso verão pelas praias, o que gera gastos extras”, completa o economista.

O especialista em educação financeira da Serasa, Rodrigo Costa, também atribui o cenário à alta taxa de juros e afirma que a elevação está dentro do observado em toda série histórica da entidade. De acordo com ele, desde dezembro de 2024, a Selic apresentou aumentos que foram acompanhados pelo crescimento na inadimplência.

“Isso chega no bolso do consumidor, uma vez que a cesta básica, por exemplo, fica mais cara e a conta de energia flutua por conta dos impostos. Então, mesmo com o desemprego tendo apresentado uma melhora em 2025, ou seja, mais pessoas estão com acesso à renda, o custo de vida ainda é um desafio”, completa.

De acordo com Rodrigo Costa, diante da dificuldade financeira, muitas pessoas acabam cometendo o erro de enxergar no cartão de crédito uma “extensão da própria renda”. O problema é que quando a fatura não é paga integralmente, por exemplo, os juros rotativos vão se acumulando e elevando o valor da dívida. Outro risco está na realização de novos empréstimos para arcar com as contas.

No recorte por faixa etária, o Mapa da Inadimplência no Brasil aponta que a maior parte da população endividada se concentra na faixa etária entre 41 e 60 anos (35,6%), seguida pelos grupos de 26 a 40 anos (33,4%). Segundo Ricardo Valério, o perfil no Rio Grande do Norte acompanha a média nacional. Ele acrescenta que, no caso do público mais jovem, esse crescimento pode estar associado aos novos formatos de trabalho.

O superintendente do Corecon-RN aponta que a prestação de serviços por meio de contratos via Pessoa Jurídica tem sido cada vez mais comum nessa faixa etária, o que gera uma instabilidade na receita orçamentária. Isso porque, enquanto em alguns meses os contratos podem ser mais recorrentes, em outros a remuneração pode ficar abaixo do esperado.

Perspectivas e cuidados

Embora a taxa Selic esteja fixada em 15%, indicando um sinal de estabilidade, Rodrigo Costa aponta que é essencial que os cidadãos continuem tendo cautela para não exceder as despesas mensais ou utilizar o cartão de crédito para produtos não essenciais.

O ideal, de acordo com o especialista, é priorizar o pagamento à vista e evitar o parcelamento de longo prazo. “Mas, se for parcelar, é importante fazer os cálculos para verificar se a parcela cabe dentro do orçamento do mês e não comprometer as contas básicas do dia a dia”, ressalta Rodrigo.

Já Ricardo Valério esclarece que, na hora de encarar as dívidas, o ideal é priorizar o pagamento daquelas com juros maiores, como as com cartão de crédito e cheque especial. Isso porque, apesar da expectativa de redução gradual da taxa de juros ao longo do ano, essa baixa deve começar somente após o carnaval. Ele destaca ainda a necessidade de realização do planejamento financeiro ou de ajustes para quem já se programou para este ano.

tribuna do norte

Ivan Baron rebate críticas da esquerda por se filiar ao MDB: “Não me rendo a rótulos”

Postado em 27 de janeiro de 2026

O ativista potiguar Ivan Baron, que se dedica à pauta da inclusão das pessoas com deficiência, se defendeu das críticas que vem recebendo de militantes de esquerda por ter se filiado ao MDB. Pré-candidato a deputado estadual nas eleições de outubro, Baron declarou que sua atuação política não se submete a “rótulos ideológicos” e que a pauta da inclusão não pode ser apropriada por um único campo político.

Em entrevista à rádio Cidade nesta segunda-feira, o ativista de 27 anos destacou que sua decisão foi tomada a partir de critérios de viabilidade e compromisso com a causa que representa. “Desde o momento em que eu anunciei a minha pré-candidatura, eu já senti, na pele, essa picuinha. Inclusão não tem lado. Eu não me rendo a rótulos. Eu vou para o espectro que melhorar e incluir a vida das pessoas”, disse Baron.

Baron enfatizou que críticas fazem parte do processo político, mas ele relata episódios que extrapolaram o debate. “Eu não esperava ataques e perseguições do tipo me chamarem de ingrato, traíra”, afirmou, ao lembrar que nunca foi filiado a outro partido e, portanto, não rompeu compromissos partidários anteriores.

Ao explicar a escolha pelo MDB, ele afirmou que era necessário buscar uma legenda que oferecesse condições reais de disputa. “É preciso analisar as melhores formas de a gente ter uma candidatura competitiva, viável, que de fato dê segurança. Porque eu não estou entrando numa aventura”, declarou. Segundo o ativista, o objetivo central do projeto é “defender e melhorar a qualidade de vida de tanta gente que ainda é abandonada pelo poder público”.

Ivan também ressaltou que sua aproximação com o MDB não começou agora. Ele contou que passou a dialogar com o partido a convite do vice-governador Walter Alves, presidente estadual da legenda, e que manteve conversas em nível nacional, inclusive com o presidente da sigla, deputado federal Baleia Rossi. Ao tratar dessas articulações, afirmou ter deixado claro que sua pauta não é negociável. “A minha pauta é algo inegociável, porque vai além de política, é uma pauta de vida”, disse, acrescentando: “Não adianta eu vir a um partido ou uma sigla que eu me venda, porque comigo não rola”.

Ao mesmo tempo, o pré-candidato reforçou que não abandonou posições progressistas. Declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou manter proximidade com setores desse campo, sem, contudo, se prender a rótulos. “Eu sempre tive uma aproximação mais à galera progressista. Até porque eu sou um apoiador assumido do presidente Lula. Em 2026, eu apoio a sua reeleição”, afirmou, ponderando que isso não o impede de fazer críticas quando julgar necessário.

Durante a conversa, Ivan voltou a criticar a polarização política e disse que não dialoga com extremismos. “Eu não compactuo, não dialogo com pré-candidatos extremistas, seja tanto do espectro da direita quanto da esquerda. Porque quando radicaliza a discussão, não dá brecha para o debate e principalmente ao diálogo”, afirmou. Para ele, a política precisa ser construída a partir de pessoas e movimentos, e não apenas de siglas.

Trajetória de ativismo
Além de rebater as críticas partidárias, Ivan contextualizou sua trajetória de ativismo. Jovem com paralisia cerebral desde os três anos de idade, ele relatou que as maiores limitações enfrentadas ao longo da vida não foram impostas pela deficiência, mas pelas barreiras sociais. “O que me paralisa mesmo, o que me limita é a própria sociedade preconceituosa, é a negação de oportunidades e a falta de acessibilidade”, disse.

Ele contou que passou a usar as redes sociais, a partir de 2018, como espaço de conscientização, unindo sua formação em pedagogia à militância digital. Em 1º de janeiro de 2023, ganhou projeção nacional ao subir a rampa do Palácio do Planalto durante a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o 3º mandato. Hoje, Baron tem 545 mil seguidores.

“Antes de tudo, eu também sou professor”, lembrou, ao explicar que buscava alguém com “legitimidade e representatividade” para falar sobre vivências de pessoas com deficiência e propor mudanças concretas.

No campo conceitual, Ivan explicou o que é capacitismo, termo que define o preconceito contra pessoas com deficiência. “Capacitismo é um preconceito direcionado às pessoas com deficiência”, afirmou, comparando-o a outras formas estruturais de discriminação. Segundo ele, trata-se de uma pauta que deve ser assumida por toda a sociedade. “Capacitismo é uma luta que não é apenas das pessoas com deficiência, mas de toda a sociedade”, declarou.

Ao final da entrevista, Ivan voltou a destacar que políticas de acessibilidade beneficiam a coletividade. “Todo mundo ganha quando algo é acessível”, disse, citando que medidas desse tipo impactam não apenas pessoas com deficiência, mas diferentes grupos sociais. Para ele, a possível eleição de um deputado estadual com deficiência seria um marco histórico no Estado, mas, mais que isso, um passo na construção de políticas públicas mais inclusivas.

“Eu estou entrando em um projeto que tem como objetivo principal defender e melhorar a qualidade de vida de tanta gente que ainda é abandonada pelo poder público”, resumiu, ao reiterar que sua atuação política seguirá ancorada na causa da inclusão — independentemente da legenda.

agora rn

Gasolina no RN sobe para cerca de R$ 6,59 após alta do ICMS e reajustes na refinaria

Postado em 27 de janeiro de 2026

O consumidor do Rio Grande do Norte sentiu um aumento expressivo no preço da gasolina comum nos últimos dias. Em boa parte dos postos da Região Metropolitana de Natal, o litro do combustível passou a ser comercializado por R$ 6,59, em média – o que representa alta de cerca de 30 centavos.

A razão para o aumento está no reajuste do ICMS (imposto estadual) sobre combustíveis e em sucessivos aumentos praticados pela refinaria Clara Camarão, localizada em Guamaré (RN) e operada pela Brava Energia, empresa privada.

Em janeiro, o preço da gasolina na refinaria potiguar sofreu dois reajustes. No dia 15, o valor saltou de R$ 2,42 para R$ 2,56 por litro. Já no dia 22, houve nova elevação, passando de R$ 2,56 para R$ 2,60. No total, uma alta de 18 centavos em menos de duas semanas.

Nesta segunda-feira 26, a Petrobras anunciou redução de 14 centavos no preço da gasolina vendida às distribuidoras, mas o impacto não deverá ser percebido no Rio Grande do Norte justamente porque a refinaria Clara Camarão é privatizada.

Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN (Sindipostos-RN), Maxwell Flor afirma que, além do custo do combustível na origem, a tributação tem peso decisivo no valor pago pelo consumidor.

Ele explicou que, desde 2023, a gasolina e o diesel deixaram de ser tributados por alíquota percentual e passaram a ser cobrados por um valor fixo por litro. No início do ano, o ICMS da gasolina passou de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro, um aumento de 10 centavos. Somados aos impostos federais, a carga tributária responde por uma fatia significativa do preço final.

“Se você somar já R$ 1,57 com R$ 0,70, passa de R$ 2,20, quase R$ 2,30, só de imposto”, disse Maxwell Flor, em entrevista à rádio CBN Natal nesta segunda-feira 26. Ele reforçou que o posto é o último elo da cadeia e que a margem de lucro da revenda é reduzida diante do peso dos tributos e dos custos de aquisição.

Como o preço do combustível é formado
O presidente do Sindipostos-RN também detalhou como se forma o preço da gasolina até chegar à bomba. A gasolina tipo A é produzida nas refinarias e vendida às distribuidoras, que adicionam o etanol para formar a gasolina tipo C, comercializada pelos postos. “Hoje a distribuidora adquire também o etanol, que corresponde a 30% de um litro de gasolina”, explicou, lembrando que a mistura subiu de 27% para 30%, o que também influencia o custo final do produto.

Sobre a diferença de preços entre postos, Maxwell Flor destacou que o mercado é de livre concorrência e que não há tabelamento. “O preço é livre, tanto na refinaria, quanto na distribuição e na revenda”, afirmou. Segundo ele, a semelhança de valores entre postos costuma ser resultado da concorrência direta, já que revendedores monitoram os preços praticados pelos vizinhos para não perder clientes.

A privatização da refinaria Clara Camarão foi apontada como um fator relevante para o cenário atual. Maxwell explicou que, após a mudança de controle, a unidade passou a importar gasolina e diesel, ficando mais exposta às oscilações do mercado internacional. “Esse preço está atrelado às oscilações do mercado internacional”, disse. Como a Petrobras responde por cerca de 70% do fornecimento nacional, parte do abastecimento no RN depende inevitavelmente da refinaria privada.

Nesse contexto, o preço do petróleo e a cotação do dólar exercem influência direta. Maxwell Flor apresentou dados indicando que o barril do petróleo tipo Brent teve alta superior a 8% no início do ano. “O que está segurando o preço aqui no Brasil, hoje, principalmente para nós, que somos supridos pelo mercado internacional? O dólar”, afirmou, citando a queda recente da moeda norte-americana como fator de equilíbrio.

Ele alertou, no entanto, que o cenário é instável e sujeito a mudanças rápidas, especialmente diante de tensões geopolíticas. “É difícil prever no nosso segmento um cenário a longo prazo”, disse, ao comentar conflitos internacionais e seu potencial impacto sobre o petróleo e os combustíveis.

Segundo o presidente do Sindipostos-RN, embora os revendedores busquem alternativas para reduzir custos, a logística impõe limites importantes. Ele explicou que a compra em outros estados nem sempre é viável. “Para nós revendedores, qual é a alternativa? É tentar adquirir o produto na Paraíba ou em Pernambuco. Paraíba a gente tem uma limitação, por quê? A base da Paraíba, onde a gente carrega os caminhões, por exemplo, é uma base antiga com uma capacidade muito limitada e ela mal atende o estado da Paraíba”, afirmou.

Segundo ele, mesmo quando há possibilidade de buscar combustível fora do Rio Grande do Norte, surgem outros entraves. “Muitas vezes, o revendedor consegue uma condição mais barata em Pernambuco ou até mesmo na Paraíba, mas aí entra outro problema, que é o custo do frete. A gente acaba tendo que se deslocar mais para buscar esse produto fora”, complementou Maxwell.

Ao final da entrevista, Maxwell Flor orientou os consumidores a pesquisarem preços e acompanharem o consumo de seus veículos. Segundo ele, a percepção de que o posto é o principal responsável pelos aumentos não reflete a realidade do setor. “O posto é o final da cadeia”, ressaltou, acrescentando que, sem a carga tributária atual, o preço da gasolina poderia ser significativamente menor.

Carros elétricos ainda não substituem veículos a combustão, avalia Sindipostos-RN
Ao comentar o avanço dos carros elétricos, o presidente do Sindipostos-RN, Maxwell Flor avaliou que o setor de postos não enxerga a eletrificação como uma ameaça direta, mas como uma adaptação gradual do mercado. “O que a gente costuma dizer é que a gente não vende combustível, a gente vende energia. Então, se existe demanda para o carro elétrico, o posto vai ter”, afirmou.

Segundo ele, já é possível observar a instalação de pontos de recarga em diferentes cidades e bairros, mas a expansão ainda ocorre de forma seletiva. “Na ponta do lápis, não é viável ainda para todo posto ter esse carregador”, disse.

Maxwell Flor também apontou limitações práticas no uso dos veículos elétricos, especialmente fora dos centros urbanos. Para ele, o modelo atende melhor a um perfil específico de consumidor. “Do ponto de vista econômico, o carro elétrico tem um perfil de consumidor”, afirmou.

Ao citar situações de viagem, alertou para riscos operacionais. “Você pode ficar na mão do carro elétrico. De repente você está se programando para abastecer no meio da estrada, mas se você chegar lá e tiver quebrado o carregador, você fica na mão. Ou, se de repente você chegar lá e tiver uma fila, você pode perder seu compromisso”, declarou. Na avaliação do presidente do Sindipostos-RN, “a gente enxerga o carro elétrico como um carro tipicamente urbano” e não como um substituto integral dos veículos a combustão.

agora rn

Master pagou R$ 5 milhões a escritório de Lewandowski já como ministro

Postado em 27 de janeiro de 2026

O contrato entre o escritório de advocacia do ex-ministro Ricardo Lewandowski e o Banco Master continuou por quase dois anos depois de ele assumir a pasta da Justiça e Segurança Pública do governo Lula (PT). O contrato de consultoria jurídica tinha o valor de R$ 250 mil mensais.

A coluna da Andreza Matais, do Metrópoles, apurou que a contratação atendeu a um pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O petista também indicou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o Master.

O contrato entre o Master e a Lewandowski Advocacia foi assinado no dia 28 de agosto de 2023, e os pagamentos prosseguiram até o mês de setembro de 2025, quando Lewandowski já estava no Ministério da Justiça havia 21 meses — ele assumiu o cargo em janeiro de 2024.

Ou seja: o contrato com o Master rendeu cerca de R$ 6,5 milhões brutos ao escritório da família de Lewandowski, dos quais R$ 5,25 milhões após a ida dele para o MJSP.

Ao assumir o cargo no MJSP, o ex-ministro deixou a sociedade de advogados. A saída dele foi formalizada no dia 17 de janeiro daquele ano. Atualmente, os sócios são dois filhos do ex-ministro: Enrique de Abreu Lewandowski e Yara de Abreu Lewandowski.

– Escritório de Lewandowski manteve contrato com o Banco Master após ida ao MJSP.

– Valor: R$ 250 mil por mês.

– Contrato foi de agosto/2023 a setembro/2025.

– Após assumir ministério, durou 21 meses.

– Total pago: R$ 6,5 milhões (R$ 5,25 milhões após o MJSP).

– Escritório passou a ser tocado por filhos de Lewandowski.

O objeto do contrato era a “prestação de serviços de consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico” por parte do Lewandowski Advogados para o Master.

Uma das tarefas de Lewandowski era participar das reuniões do Comitê Estratégico do Banco Master. No entanto, durante todo o período do contrato, ele só esteve em duas dessas reuniões, segundo apurou a coluna.

Com a ida dele para o Ministério da Justiça, o escritório passou a ser representado pelo advogado Enrique de Abreu Lewandowski, filho do ministro. Segundo apurou a coluna, Enrique não fez nenhuma entrega significativa para o banco, embora os pagamentos tenham continuado.

À coluna da Andreza Matais, Lewandowski disse, por meio da assessoria, que deixou seu escritório de advocacia após aceitar o convite para o MJSP.

“O ministro Ricardo Lewandowski, depois de deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023, retornou às atividades de advocacia. Além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master”, diz a nota.

“Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos”, diz o texto.

Críticas de Lula ao Master: “Falta vergonha na cara”

Historicamente próximo do PT, Ricardo Lewandowski foi indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal em seu segundo mandato presidencial, em 2006.

A relação próxima do Master com quadros históricos do PT contrasta com o tom agressivo adotado por Lula em relação ao banco ultimamente.

Em um evento na semana passada em Maceió (AL), Lula disse que “falta vergonha na cara” para quem defende Daniel Vorcaro. Ele ainda acusou o Master de dar “um golpe de mais de R$ 40 bilhões”.

“Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica Federal, é o Itaú. Um cidadão que deu um desfalque de quase R$ 40 bilhões neste país”, disse Lula.

Metrópoles

Casos de câncer de pele saltam de 4 mil para mais de 72 mil em 10 anos

Postado em 27 de janeiro de 2026

Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) mostram que o número de diagnósticos de câncer de pele no Brasil saltou de 4.237 em 2014 para 72.728 em 2024. A incidência da doença, segundo a entidade, apresenta um padrão regional claro, com os estados do Sul e do Sudeste concentrando taxas mais elevadas.

A projeção nacional, em 2024, foi de 34,27 casos por 100 mil habitantes, ligeiramente abaixo do pico registrado em 2023 (36,28). Em 2024, Espírito Santo (139,37) e Santa Catarina (95,65) lideraram o ranking, seguidos por Rondônia (85,11), que se destacou fora do eixo regional.

Para a SBD, os índices refletem uma combinação de fatores, incluindo maior exposição solar, predominância de pessoas de pele clara e envelhecimento populacional.

Nas regiões Norte e Nordeste, as taxas permanecem mais baixas, embora estados como Rondônia (85,11) e Ceará (68,64) tenham apresentado elevação em 2024.

“Em unidades historicamente marcadas por baixa notificação, como Roraima, Acre e Amapá, o aumento pode indicar avanço na vigilância epidemiológica, ainda que a subnotificação persista, sobretudo em áreas rurais ou de difícil acesso”, avaliou a entidade.

Diagnóstico precoce
A alta de diagnósticos de câncer de pele no país, segundo a SBD, foi mais expressiva a partir de 2018, quando se passou a exigir o preenchimento do Cartão Nacional de Saúde e da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) em exames para análise laboratorial de células e tecidos coletados para biópsia.

Dados da entidade mostram que usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) têm 2,6 vezes mais dificuldade para agendar uma avaliação com dermatologista quando comparados a usuários da saúde privada.

Para a SBD, ampliar o diagnóstico precoce do câncer de pele depende do aumento da oferta de consultas na rede pública, uma vez que identificar a doença em estágios iniciais eleva as chances de cura e reduz a necessidade de tratamentos mais complexos.

Consultas
Os números mostram que, no SUS, o volume de consultas dermatológicas retornou ao nível pré-pandemia, após queda acentuada em 2020, passando de 4,04 milhões para 2,36 milhões. Nos anos seguintes, houve recuperação gradual, chegando a 3,97 milhões em 2024, próximo da marca de 2019.

Na saúde suplementar, o número de consultas dermatológicas se manteve duas a três vezes acima do SUS, ultrapassando 10 milhões em 2019 e em 2024.

Ainda de acordo com a SBD, entre 2019 e 2024 o número de consultas com especialistas por mil beneficiários variou de 37,96 (2020) a 51,01 (2019), confirmando maior disponibilidade de profissionais no setor privado, onde os usuários tiveram de duas a quase cinco vezes mais acesso a dermatologista.

“Em 2020, essa diferença chegou a 3,4 vezes; em 2024, ainda foi 2,6 vezes maior. Embora nem todas as consultas tenham como objetivo o rastreamento do câncer de pele, o maior volume de atendimentos aumenta a chance de identificar lesões suspeitas precocemente”, destacou a entidade.

“Como o exame clínico visual é a principal porta de entrada para o diagnóstico, essa diferença de acesso pode influenciar diretamente a evolução da doença, especialmente nos casos de melanoma”, completou.

Alta complexidade
Para a SBD, a desigualdade de acesso reflete diretamente na complexidade do tratamento, já que, quando o diagnóstico do câncer de pele não é precoce, os pacientes comumente precisam de procedimentos mais invasivos e prolongados.

O levantamento mostra que municípios do interior do país enfrentam vazios assistenciais e longos deslocamentos para acessar os Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) e as Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).

Estados como São Paulo (57 unidades, sendo 15 Cacons e 42 Unacons), Minas Gerais (31 unidades, 3 Cacons e 28 Unacons) e Rio Grande do Sul (28 unidades, 9 Cacons e 19 Unacons) concentram a maior parte dos ambulatórios especializados, centros de diagnóstico e hospitais habilitados em oncologia dermatológica.

Já unidades federativas como Acre, Amazonas e Amapá contam com apenas um Unacon cada, sem a presença de Cacons. “Essa desigualdade contribui para que pacientes nessas regiões recebam o diagnóstico em estágios mais avançados”, lamenta a SBD.

Tempo entre diagnóstico e tratamento
Os números mostram ainda que, entre 2014 e 2025, o total de casos de câncer de pele tratados no Brasil cresceu, sendo que Sul e Sudeste conseguem iniciar a terapêutica em até 30 dias na maioria dos casos, enquanto no Norte e no Nordeste a espera frequentemente ultrapassa 60 dias, elevando o risco de agravamento do quadro.

“Onde a rede é mais densa, como no Sudeste, os fluxos são mais ágeis e os registros mais completos. Diante desses números, a SBD defende a adoção de medidas urgentes”, ressaltou a entidade, citando garantir o acesso ao protetor solar, ampliar a prevenção e melhorar o diagnóstico precoce.

Protetor solar
Em nota, a entidade informou que pretende sensibilizar parlamentares brasileiros a incluírem o filtro solar na lista de itens considerados essenciais dentro da Reforma Tributária. “Com a redução de impostos, estima-se uma queda de custos, o que ampliaria o acesso da população ao produto”.

Os dados que traçam um panorama do câncer de pele no Brasil, segundo a SBD, foram encaminhados a deputados e senadores. “Os textos pretendem contribuir e estimular a regulamentação da Lei nº 14.758/2023, que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico de Câncer”.

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Mesmo com queda, Brasil é o país que mais mata trans e travestis

Postado em 27 de janeiro de 2026

O Brasil segue em primeiro lugar no ranking de países que mais matam pessoas transexuais e travestis no mundo, com 80 assassinatos registrados em 2025. Os dados são da última edição do dossiê feito pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), lançado nesta segunda-feira (26). 

O resultado representa queda de cerca de 34% em relação ao ano anterior, que registrou 122 crimes desse tipo, porém não tira o país do topo do ranking, posição que ocupa há quase 18 anos. 

Para a presidente da Antra, Bruna Benevides, os dados são resultado de um sistema inteiro que naturaliza a opressão contra pessoas trans.

“Não são mortes isoladas, revelam uma população exposta à violência extrema desde muito cedo, atravessada por exclusão social, racismo, abandono institucional e sofrimento psicológico contínuo.”

Estatísticas de violência 

Os dados para o dossiê foram coletados a partir do monitoramento diário de notícias, denúncias diretas feitas às organizações trans e registros públicos. Para Benevides, essa situação já evidencia uma violência: se a sociedade civil não fizer esse trabalho, as mortes simplesmente não existem para o Estado.

Em 2025, Ceará e Minas Gerais foram os estados com o maior número de assassinatos, sendo oito cada. Ao todo, a violência segue concentrada na Região Nordeste que registrou 38 assassinatos, seguido pelo Sudeste com 17, o Centro-Oeste com 12, o Norte com sete e o Sul com seis. 

Levantamento feito pela Antra, que contabilizou o período de 2017 a 2025, mostrou o estado de São Paulo como o mais letal, registrando 155 mortes. O estudo revelou que a maioria das vítimas é de travestis e mulheres trans, predominantemente jovens, com maior incidência na faixa etária entre 18 e 35 anos, sendo pessoas negras e pardas as principais atingidas.

O dossiê aponta ainda que, por mais que os assassinatos tenham diminuído, houve aumento no número de tentativas de homicídio, o que significa que a queda de 34% em relação a 2024 não se traduz de fato em regressão da violência. 

Em análise no dossiê, a Antra diz que esse cenário é explicado por um conjunto de fatores como subnotificação, descrédito nas instituições de segurança e justiça, retração da cobertura da mídia e ausência de políticas públicas específicas para o enfrentamento da transfobia – crime de preconceito, discriminação e hostilidade direcionados a pessoas transgênero.

Políticas públicas 

Além do diagnóstico, o dossiê apresenta diversas recomendações dirigidas ao poder público, ao sistema de justiça, à segurança pública e às instituições de direitos humanos, buscando diálogo e propostas concretas para romper com a lógica de impunidade e escassez que marca a realidade das pessoas trans no Brasil. 

Bruna Benevides, também autora do dossiê, acredita que o relatório da Antra “constrange o Estado”, informa a sociedade e impede o silêncio. 

“É preciso reconhecer que as políticas de proteção às mulheres precisam estar acessíveis e disponíveis para as mulheres trans por exemplo. Pensar sobre tornar acessível o que existe e implementar o que ainda não foi devidamente alcançado. Há muita produção, inclusive de dados, falta ação por parte de tomadores de decisão”, completou. 

AGENCIA BRASIL

Pedro Bardo lança segundo livro e primeiro cordel em sarau cultural em Currais Novos

Postado em 27 de janeiro de 2026

Dia 30 de janeiro, na próxima sexta-feira, em frente ao Sebo Encanto do Cordel, Pedro Bardo convida os amantes da poesia a participar do Sarau de Lançamento de seu segundo livro e seu primeiro cordel. O Sarau iniciará às 18:00 e o microfone estará aberto para quem quiser apresentar poesias e músicas.

Pedro Bardo é pai, marido, professor de matemática no IFRN (campus Currais Novos), poeta e, agora, cordelista. Como educador popular e professor, busca impactar a vida de muitos com sua paixão pela Poesia, pela arte, pela Matemática e pelo Nordeste, em especial, pela rica tradição cultural seridoense. Tendo publicado De Copo e Alma (2019), livro com poesias dedicadas às indagações sobre quando o corpo vira copo, agora, através da Lei Aldir Blanc 2 de incentivo à cultura, publica a obra Uma Longa Despedida (2025), que é uma declaração de amor à Currais Novos (e região) através do aprendizado de que viver é despedir-se e lança seu primeiro cordel, A Revolta dos Quadriláteros, que tece críticas sociais a partir das características matemáticas dos quadriláteros.

Caminhonete roubada em assalto na zona rural de Currais Novos é localizada horas depois pela Polícia Militar

Postado em 27 de janeiro de 2026

Horas após o assalto registrado no sítio Serrota Preta, na zona rural de Currais Novos, a Polícia Militar localizou a caminhonete Fiat Strada levada por três criminosos durante a ação. O veículo foi encontrado com um dos pneus estourado, nas proximidades do casarão do açude Dourado.

De acordo com informações repassadas pela PM, diligências foram iniciadas logo após o crime, com o objetivo de localizar os suspeitos e recuperar os bens subtraídos. Durante as buscas, os policiais se depararam com a caminhonete.

Apesar da recuperação do veículo, nenhum dos objetos roubados da residência foi encontrado no interior do carro. Os assaltantes conseguiram fugir antes da chegada das viaturas, tomando destino desconhecido.

A caminhonete foi removida e apresentada na Delegacia de Plantão de Currais Novos, onde foram realizados os procedimentos legais. O caso será investigado pela Polícia Civil, que busca identificar e prender os autores do crime.

Repórter Seridó

Assalto à mão armada mobiliza Polícia Militar na zona rural de Currais Novos

Postado em 26 de janeiro de 2026

Na noite desta segunda-feira (26), por volta das 19h, policiais do 13º Batalhão da Polícia Militar foram acionados para atender a uma ocorrência de assalto à mão armada no sítio Serrota Preta, na zona rural de Currais Novos.

De acordo com as primeiras informações repassadas pela Polícia Militar, três indivíduos armados chegaram ao local e anunciaram o assalto, rendendo a vítima. Os criminosos subtraíram uma caminhonete Fiat Strada, além de diversos pertences pessoais, e fugiram em seguida, tomando rumo ignorado.

Assim que tomaram conhecimento do crime, equipes do 13º BPM iniciaram diligências em várias localidades da região, com o objetivo de localizar os suspeitos e recuperar o veículo roubado.

A Polícia Militar orienta que qualquer informação que possa contribuir para a identificação ou localização dos suspeitos seja repassada de forma anônima por meio do telefone 190. O caso será investigado, e novas informações poderão ser divulgadas a qualquer momento.

Repórter Seridó

Moraes pede que Papudinha detalhe rotina de Bolsonaro na prisão

Postado em 26 de janeiro de 2026

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta segunda-feira (26) que a administração da Papudinha apresente um relatório completo sobre as atividades do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão.

As informações precisam ser repassadas, com datas e horários, num prazo de até cinco dias.

Na determinação, o ministro pede informações sobre a rotina do ex-presidente, incluindo as visitas recebidas, consultas e exames médicos realizados, além das sessões de fisioterapia, atividades físicas ou laborais e leituras feitas.

cnn