A cidade de Currais Novos será palco de uma noite dedicada à literatura e à poesia com o lançamento do livro “Versos de Amor e Saudade”, do poeta Leo Medeiros. O evento acontece na próxima sexta-feira, 15 de maio, às 19h, no Auditório Vereador Adailson Pereira de Araújo, na Câmara Municipal de Currais Novos.
A obra reúne poemas marcados por sentimentos, memórias e reflexões sobre o amor e a saudade, trazendo também ilustrações de Paulo Aureliano, que enriquecem ainda mais a experiência do leitor.
O lançamento promete reunir amigos, familiares, amantes da literatura e a comunidade currais-novense em um momento especial de valorização da cultura local e incentivo à leitura.
A organização reforça que o evento é aberto ao público, e todos estão convidados para prestigiar essa importante celebração literária.
Há uma força invisível que une as salas de concerto ao solo resiliente de Currais Novos e Caicó, no Seridó. O Projeto Aldo Parisot, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), leva o ensino de cordas orquestrais ao interior potiguar. Idealizada e criada em 2022 pelo professor Fabio Presgrave, vice-diretor da Escola de Música da UFRN (EMUFRN), a iniciativa oferece ensino gratuito de violino, viola e violoncelo para mais de 50 estudantes de escolas públicas de 10 a 15 anos.
A orquestra subiu ao palco do Teatro Alberto Maranhão nesta segunda-feira (11), em um concerto com músicas autorais, regionais e clássicos do rock nacional. As aulas acontecem três vezes por semana no Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres) e na Faculdade de Educação, Letras e Ciências Sociais (Felcs). Além da Funpec, o projeto conta com parcerias da Escola de Música da UFRN, da Proex/UFRN, do Instituto Brazilian Shift, do Ceres/UFRN e da Felcs/UFRN.
“Na Escola de Música, vinham muitos meninos do interior estudar e as meninas não vinham. Alguma coisa acontecia nesse caminho, e era a falta de oportunidade. No interior, há muitos instrumentos de bandas, mas não havia as cordas”, descreve Presgrave. Ele explica que o ambiente exclusivamente feminino faz com que as participantes se sintam seguras. “Não temos como mensurar o impacto na vida delas. Para todas, a UFRN agora é parte de suas realidades. Para nós, não importa se seguirão na Música, Medicina, Sociologia ou Arquitetura; o fundamental é que essas meninas vislumbrem o ensino superior como algo acessível a elas.”
Fabio afirma que a meta é expandir o projeto para os quatro campi da UFRN no interior. “Começamos em Caicó e Currais Novos; vamos também para Santa Cruz e Macaíba. Posteriormente, com esses núcleos consolidados, pretendemos ir para outros locais do estado.”
A maestra Edivânia Almeida, de 25 anos, é de Luís Gomes, assim como o violinista Lucas Natanael, professor do Projeto Sesi Solar Cultura. Ambos iniciaram a trajetória musical em projetos sociais de musicalização. “Encontrei um norte. Minha vida é 100% voltada à música. Comecei a ver onde eu poderia chegar e estar à frente de um projeto voltado para meninas é muito gratificante, porque tudo o que elas estão vivendo eu vivi”, afirma Edivânia.
O concerto também foi a primeira apresentação em um teatro para algumas integrantes, como a violoncelista caicoense Helena Dantas, de 15 anos. “O projeto mudou tudo na minha vida. Tornou-me mais madura e sociável”, revela. Ela acredita que a orquestra incentiva outras mulheres. “Como pioneiras do Seridó, estamos incentivando outras a seguirem carreira na música.”
Segundo o escritor e imortal da Academia Norte-rio-grandense de Letras, Diógenes da Cunha Lima, o projeto resgata a figura humana de Aldo Parisot. “Esse trabalho resgata a memória mais rica do Rio Grande do Norte na música e estimula as novas gerações a crescerem junto conosco.” Na plateia, a ocasião também foi marcante para outros estudantes. “É a minha primeira vez aqui e estou achando tudo muito legal”, disse Márcia Sabrina, de 12 anos, aluna da Escola Municipal Dr. Augusto Meira, em Ceará-Mirim.
Convidados especiais prestigiaram o concerto, como as percussionistas Mylãnne Santana e Samá Basílio, além da Orquestra de Cordas Padre Sátiro, de Mossoró; do Conexão Felipe Camarão, de Natal; e da Escola de Música Maestro Claudionor de Oliveira, de Goianinha. A apresentação marcou a abertura da Semana da África, instituída pela Lei nº 11.644, de autoria da deputada Divaneide Basílio.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, rebateu as críticas sobre a suspensão de produtos da marca Ypê pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo ele, os vídeos contrários à decisão tentam transformar um parecer técnico em uma disputa política.
Na última semana, a Anvisa identificou risco sanitário por contaminação bacteriana em lotes da Ypê com numeração final 1, incluindo detergentes, e recomendou a suspensão do uso. A questão, contudo, foi politizada, com movimentos ligados ao bolsonarismo dizendo se tratar de uma campanha para difamar a empresa.
Isso porque a família que controla a Ypê fez doações para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022. Como forma de protesto, apoiadores compartilharam vídeos nas redes sociais lavando o rosto, tomando banho e, até mesmo, bebendo produtos da marca.
“A acusação de perseguição a empresa não faz nenhum sentido. A inspeção que encontrou irregularidades na fábrica foi feita por técnicos da Anvisa com a vigilância sanitária do governo do Estado de São Paulo, que não é do PT, e da prefeitura de Amparo, que não foi indicada pelo presidente Lula. E o diretor da Anvisa, responsável por essa área, foi indicado pelo governo Bolsonaro”, disse Padilha.
“Ninguém está tentando destruir empresa nenhuma. Estamos falando de um risco sério. A bactéria que foi encontrada em produtos pode desenvolver resistência antibiótica. Não dá para arriscar”, acrescentou o ministro, reforçando que a Anvisa não tem lado partidário.
Padilha disse ainda que a Anvisa recebeu os vídeos compartilhados nas redes sociais e que está analisando o que pode ser feito por meios jurídicos. “Se você encontrar esses produtos na sua casa, não utilize, não jogue fora, não beba. Deixe guardado em um lugar seguro. Dependendo da decisão final da Anvisa, a empresa será obrigada a recolher e ter que ressarcir [os consumidores]”, orientou.
Veja lista de produtos da Ypê afetados (lotes final 1)
Lava-louças Ypê Clear Care
Lava-louças com Enzimas Ativas Ypê
Lava-louças Ypê
Lava-louças Ypê Toque Suave
Lava-louças Concentrado Ypê Green
Lava-louças Ypê Clear
Lava-louças Ypê Green
Lava-roupas Líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
Lava-roupas Líquido
Lava-roupas Líquido Tixan Ypê Cuida das Roupas
Lava-roupas Líquido Tixan Ypê Antibac
Lava-roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
Lava-roupas Líquido Tixan Ypê Green
Lava-roupas Líquido Ypê Express
Lava-roupas Líquido Ypê Power Act
Lava-roupas Líquido Ypê Premium
Lava-roupas Tixan Maciez
Lava-roupas Tixan Primavera
Lava-roupas Tixan Power Act
Desinfetante Bak Ypê
Desinfetante de Uso Geral Atol
Desinfetante Perfumado Atol
Desinfetante Pinho Ypê
O que diz a Ypê?
Na sexta-feira (9), a Ypê conseguiu suspender a decisão da Anvisa que proibia a fabricação e comercialização de produtos da marca, após entrar com um recurso. Mesmo assim, a agência manteve o alerta de risco sanitário, orientando os consumidores a não utilizarem os produtos com lotes de final 1.
Ao comentar sobre a decisão, a Ypê reforçou o envio de esclarecimentos adicionais e subsídios técnicos relacionados à resolução da Anvisa. “A Ypê, assim, reafirma seu compromisso de 75 anos com a qualidade, a segurança e a transparência, como forma de encontrar uma solução definitiva para a situação, no menor tempo possível.”
A marca também reforçou que diversos outros produtos Ypê não foram impactados pela decisão, desde detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes de outros lotes, com numeração final diferente de 1, além de linhas de lava-roupas em pó, amaciantes, água sanitária, sabão em barra, esponjas de aço e panos de limpeza – independentemente do lote.
Por fim, disse que “reconheceu os transtornos enfrentados pelos consumidores que tiveram dificuldades para entrar em contato” com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC). “Triplicamos nossa capacidade de atendimento para garantir mais agilidade e eficiência no suporte aos consumidores. […] Além de um novo canal digital, que oferece um atendimento mais prático e acessível.”
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira, 11, a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no curso do processo. Ele é julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em uma ação penal pela tentativa de atuar junto de autoridades dos Estados Unidos para coagir a Justiça no julgamento da trama golpista, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado.
A acusação sustenta que ele buscou apoio do governo norte-americano para impor medidas como sanções e tarifas ao Brasil em reação ao julgamento da trama golpista. Conforme destacou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Eduardo atuou de forma “continuada” para constranger ministros da Corte e interferir no andamento das ações relacionadas à tentativa de golpe de Estado.
“O inconformismo do réu materializou-se em atos concretos de hostilidade e promessas (efetivadas) de retaliação internacional com o objetivo claro de paralisar as persecuções penais em curso, o que preenche integralmente os requisitos do tipo penal imputado”, escreve a PGR nas alegações finais, enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.
Gonet explica no documento que Eduardo usou da “força intimidatória” para tentar reverter o resultado do processo contra seu pai na Corte. Conforme apontou o PGR, ex-deputado “transcendeu a fronteira da discordância democrática para ingressar na seara da criminalidade”.
Morando nos EUA desde o início de 2025, Eduardo Bolsonaro foi citado no processo por edital, ou seja, comunicado da ação penal por meio de uma publicação oficial. Como ele não apresentou advogado no caso nem defesa prévia, a Defensoria foi acionada e uma audiência de instrução, com interrogatório realizado por videoconferência, marcada.
Eduardo não compareceu ao depoimento, considerado um ato de defesa. A presença não é obrigatória, mas o réu se ausenta de momento destinado à apresentação de sua versão dos fatos.
Após a audiência, o juiz auxiliar abriu prazo de cinco dias para vista conjunta, quando acusação e defesa podem acessar os autos para pedir novas provas ou diligências para esclarecer fatos que surgiram em depoimento.
Tanto a PGR quanto a Defensoria não fizeram requerimentos. O processo avançou para a fase das alegações finais.
Com a etapa de alegações finais concluídas, a Primeira Turma poderá definir a data do julgamento, quando os ministros analisam o mérito da ação e decidem se Eduardo será absolvido ou condenado.
O ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra (União) afirmou que pretende “governar junto com a Uern” caso seja eleito. A declaração foi dada nesta segunda-feira 11, em entrevista à rádio Difusora de Mossoró, ao comentar a polêmica aberta após o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL), seu adversário para o governo, não descarta alternativas como privatização ou federalização da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern).
“Eu quero governar junto com a Uern”, afirmou Allyson, ao defender a universidade estadual como patrimônio público e instrumento de transformação social. O pré-candidato disse que a instituição deve seguir pública, gratuita e vinculada ao Estado, rejeitando qualquer hipótese de venda, privatização ou mudança que reduza o compromisso do poder público estadual com a universidade.
A fala ocorre depois de Álvaro Dias, também pré-candidato ao Governo, ter afirmado em Mossoró, na última sexta-feira 8, que temas como “federalização” e “privatização” precisariam ser “melhor estudados” em uma eventual gestão. Ao tratar do assunto, Álvaro citou a Uern e a Caern como exemplos de estruturas que estariam sendo avaliadas por sua equipe técnica. A declaração provocou reação de dirigentes da universidade, adversários e lideranças políticas, especialmente em Mossoró, cidade onde fica o campus central da instituição.
Na entrevista, Allyson adotou tom duro. Disse que a Uern é “inegociável” e que, dentro de seu grupo político, não haverá espaço para discussão sobre privatização da universidade.
“Para mim, a Uern é inegociável, para que ela continue sendo pública e gratuita para o cidadão”, declarou, citando que o gasto com a universidade é oriundo de impostos pagos pelo cidadão. Em seguida, reforçou: “Ninguém venha, dentro do nosso grupo político, da nossa base política, aqueles que estão disputando mandato de deputado estadual, federal, seja quem for, ninguém venha falar para Allyson sobre venda da Uern ou privatização da Uern, porque é um não. É um não taxativo, é um não claro”.
Allyson afirmou que não pretende sequer abrir debate sobre o tema em seu plano de governo. “Não vai ser discutido, não vai ser apresentado um projeto disso, ou daquilo, ou outra alternativa, que não seja a Uern onde ela está, fazendo o trabalho que ela está, recebendo os investimentos que ela está recebendo, e que ela continue ofertando serviços ao cidadão”, disse.
O ex-prefeito também associou a defesa da universidade à valorização da educação pública. Segundo ele, propostas de privatização ou federalização revelam desconhecimento sobre a importância da Uern para o interior do Estado e para a formação profissional de milhares de potiguares.
“Isso é um preconceito claro de quem não conhece a importância da educação, porque nunca precisou da educação pública. Quem nunca precisou da educação pública não compreende”, afirmou.
Em outro trecho, afirmou: “Isso é um preconceito de pessoas que querem enviar seus filhos para Londres, mandam seus filhos para os Estados Unidos, mandam seus filhos para a Europa, mas não querem que o filho do pobre vá. Eu sou um mossoroense legítimo, de nascença, de criação, de morar, e sou um apaixonado pela Uern”, enfatizou.
Allyson citou dados sobre a presença da universidade na formação de professores e profissionais do Rio Grande do Norte. Segundo ele, mais de 80% dos profissionais da educação que atuam nas escolas estaduais e municipais do Estado foram formados pela Uern. O pré-candidato disse ainda que há municípios onde esse percentual ultrapassa 90% e, em alguns casos, chega a 100%.
“A Uern já formou, e esse dado eu recebi diretamente da nossa reitora Cicília Maia, mais de 60 mil profissionais”, afirmou. “É querer apagar no mapa do Rio Grande do Norte mais de 60 mil pessoas que se formaram como advogado, como médico, como enfermeiro, como professor, e uma série de outros profissionais que a Uern está formando”.
Ao comparar o Rio Grande do Norte com outros estados, Allyson afirmou que a existência de universidades estaduais não deve ser tratada como gasto excessivo. Ele citou Ceará, Bahia, São Paulo e Paraná como exemplos de unidades da federação que mantêm mais de uma universidade estadual. Para ele, o fortalecimento da educação superior pública está ligado ao desenvolvimento regional.
“O Estado do Ceará, que é tido como referência na educação, possui três universidades estaduais. A Bahia possui quatro universidades estaduais. A gente tem, em São Paulo, pelo menos três universidades estaduais. O Estado do Paraná possui sete universidades estaduais”, disse.
Allyson também lembrou que, quando foi prefeito de Mossoró, teve parcerias com a Uern e contou com quadros da universidade na administração municipal. Ele citou o programa Jovem do Futuro e iniciativas de intercâmbio internacional como exemplos de ações construídas com participação da instituição.
“Eu fui prefeito, nós criamos com a Uern o programa Jovem do Futuro. Eu tinha um secretário da Uern, que era o servidor Erison Natécio, estando no meu secretariado, junto com outros tantos secretários que nós já tivemos no nosso secretariado, servidores e professores da Uern”, afirmou.
O pré-candidato disse que a universidade tem presença relevante também fora de Mossoró, incluindo Natal. Ele mencionou o campus da Zona Norte da capital potiguar como exemplo de atuação da Uern em áreas historicamente negligenciadas pelo poder público.
Para Allyson, a defesa da universidade deve ser assumida por lideranças políticas de todo o Estado. Ele elogiou manifestações públicas de vereadores, prefeitos e aliados em favor da instituição e afirmou que a polêmica exige posicionamento claro.
“A gente não pode se calar”, disse. “Vamos nos posicionar a favor da Uern, contra aqueles que estão querendo vender, aqueles que já negociaram, aqueles que talvez estão sendo financiados por interesses de venda do patrimônio de educação do Estado”, emendou o ex-prefeito.
Ao encerrar a abordagem sobre o tema, Allyson afirmou que as declarações sobre a Uern aumentaram sua disposição para disputar o Governo do Estado. “Depois dessas falas absurdas que eu ouvi no final de semana, espere de mim mais coragem, mais determinação, para rodar mais o Rio Grande do Norte, para vencer as eleições e governar ao lado da Uern”, declarou.
Outro lado Diante da repercussão negativa, Álvaro Dias divulgou um vídeo nas redes sociais no qual negou ter defendido a federalização da universidade e acusou adversários de distorcer suas declarações. “Em nenhum momento eu falei em federalização da Uern. Isso é mentira, isso é fake news, isso é distorcer a verdade e a realidade do que falamos”, afirmou.
No vídeo, o ex-prefeito classificou o ambiente da pré-campanha como “sórdido” e “sujo”. “Eu nunca vi, em nenhum momento da minha vida, nas várias campanhas ou pré-campanhas de que participei, algo tão sórdido, tão sujo, tão difícil como essa pré-campanha”, declarou.
Álvaro aproveitou a manifestação para convidar os adversários a discutir propostas para o Estado. “Vamos debater o Rio Grande do Norte, vamos apresentar propostas, vamos propor soluções para mudar o quadro dramático que o nosso estado enfrenta. Parem com fake news, com mentiras”, disse.
O ministro Kassio Nunes Marques foi sorteado nesta segunda-feira, 11, relator do pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF). A ação foi protocolada na última sexta-feira, 8, e busca anular a condenação de 27 anos de prisão imposta ao ex-presidente por tentativa de golpe de Estado.
O sorteio não contou com os nomes de Cristiano Zanin, Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia, nomes da Primeira Turma, que julgou Bolsonaro. Além disso, Luiz Fux, integrante da Segunda Turma, mas que também participou do julgamento antes da transferência, também ficou de fora.
Na petição enviada ao STF, os advogados pedem a absolvição de Bolsonaro dos crimes contra o Estado Democrático de Direito e alegam que o julgamento realizado pela Primeira Turma da Corte foi irregular. O documento tem 90 páginas.
A revisão criminal é assinada pelos advogados Marcelo Bessa e Thiago Lôbo Fleury, ex-assessor do ministro Luiz Fux no Supremo. Fux integrava a Primeira Turma durante o julgamento e votou pela absolvição de Bolsonaro.
Um dos advogados do ex-presidente afirmou ao Estadão que a ação não tem relação com a nova lei da dosimetria aprovada pelo Congresso, que pode reduzir penas de condenados pelos atos golpistas. “A questão da dosimetria deve ser tratada na execução penal e a aplicação da nova lei ocorre no âmbito da execução. Revisão criminal não é recurso. É ação que busca reparar violações legais, dentre outros motivos, em uma ação penal transitada em julgado”, disse Bessa.
O processo que resultou na condenação do ex-presidente foi relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. Os advogados ainda pedem manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre a ação.
Caso esses pedidos para anulação do caso não sejam acolhidos, a defesa de Bolsonaro requer a absolvição completa do ex-presidente de todos os crimes envolvendo a trama golpista imputados a ele.
Os advogados pedem a revisão das condenações por organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Segundo a defesa, não houve demonstração concreta de participação individual de Bolsonaro, nem atos executórios que comprovassem tentativa de depor o governo democraticamente eleito com o uso de violência ou grave ameaça.
O pedido inclui também o afastamento das acusações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, como os crimes de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A justificativa é de que não há provas de autoria, participação, instigação ou vínculo subjetivo de Bolsonaro com os executores dos ataques à sede dos Três Poderes.
Ao final, os advogados pedem autorização para apresentar e usar todas as provas permitidas pela lei para tentar comprovar os argumentos da defesa no processo.
Em setembro do ano passado, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União. Os outros sete réus envolvidos na trama golpista também foram condenados pelos mesmos crimes, em um placar de 4 a 1.
Na última sexta-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), promulgou a Lei da Dosimetria, que prevê a revisão das penas dos condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito. O projeto havia sido vetado totalmente por Lula em 8 de janeiro deste ano, durante solenidade no Palácio do Planalto em memória dos três anos dos atos antidemocráticos.
Em 20 de abril, o Congresso derrubou, por 49 votos a 24 no Senado, o veto presidencial e beneficiou diretamente o Bolsonaro Na Câmara, a derrubada do veto foi aprovada por 318 votos a 144, com cinco abstenções. Com a derrubada do veto, o ex-presidente poderia ter sua pena reduzida para 20 anos.
Em abril deste ano, o ex-presidente teve prisão domiciliar humanitária concedida por Moraes em março, com prazo inicial de 90 dias, para se recuperar da broncopneumonia. Antes, ele cumpria pena no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias (PL) não descartou a possibilidade de privatizar ou federalizar a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte em uma eventual gestão a partir de 2027. Em coletiva de imprensa durante um evento em Mossoró na última sexta-feira 8, Álvaro, porém, afirmou que as propostas precisam ser analisadas com maior profundidade.
“Federalização, privatização… São questões que precisam ser melhor estudadas, aprofundadas”, afirmou, ao ser questionado por jornalistas. Em seguida, acrescentou: “Temos uma equipe técnica muito boa, que está fazendo um estudo acerca de todas essas propostas”.
Ao citar exemplos, o ex-prefeito mencionou diretamente a Uern e também a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte. Sobre a companhia de saneamento, declarou que uma eventual privatização exigiria investimentos elevados para melhorar os serviços. “Me deram uma estimativa de que precisa o governo investir em torno de R$ 10 bilhões”, disse.
Na sequência, incluiu a universidade no mesmo raciocínio. “Como essa questão da Uern também. Todas essas questões não precisam de uma decisão, de uma definição imediata. Nós vamos aprofundar os estudos para, posteriormente, tomar essa decisão”, afirmou, citando que seu plano de governo está sendo elaborado por um grupo coordenado pela vice-prefeita de Natal, Joanna Guerra (PL).
A fala de Álvaro Dias foi criticada por adversários, especialmente em Mossoró, cidade onde está localizado o campus central da Uern e onde a instituição possui forte peso simbólico e político.
Pré-candidato ao governo pelo União Brasil, o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra fez uma defesa contundente da universidade e classificou a instituição como instrumento de transformação social.
“Não mexa com a Uern. A Uern não é problema, a Uern é solução para o Rio Grande do Norte”, declarou.
Allyson afirmou que a universidade “não está à venda” e acusou os defensores de mudanças no modelo da instituição de desconhecerem sua importância histórica. Ele citou que a Uern já formou mais de 60 mil profissionais e responde pela formação de mais de 80% dos professores que atuam na educação básica dos 167 municípios potiguares. “A educação não está à venda, e o futuro da nossa juventude não está à venda”, afirmou.
O prefeito de Mossoró também citou experiências desenvolvidas em parceria com a universidade, como o programa Jovem do Futuro e o intercâmbio Mossoró para o Mundo, e disse que, se eleito governador, pretende ampliar esse tipo de cooperação. “Repudio e lamento falas assim, sem nenhum tipo de nexo, sem nenhum tipo de conhecimento, mas carregadas de muito preconceito”, declarou.
Também pré-candidato ao governo, o ex-secretário da Fazenda Cadu Xavier (PT) afirmou que Álvaro tratou a universidade como um problema para o Estado. “Hoje, um dos pré-candidatos de direita, o bolsonarista Álvaro Dias, esteve em Mossoró atacando a nossa Uern, falando que a Uern deveria ser privatizada, federalizada, tratando a Uern como um problema para o nosso Estado”, disse.
Cadu ressaltou que a Uern conquistou autonomia administrativa e financeira durante o governo da governadora Fátima Bezerra e destacou que 80% dos estudantes da instituição são oriundos da rede pública. “São filhos de zeladores, filhos de agricultores, filhos de trabalhadores que estão estudando na nossa Uern, tendo a sua vida transformada”, afirmou.
O petista também criticou, sem citar nomes além de Álvaro, “oportunistas que defendem a Uern só pela ocasião de um ano eleitoral”.
Diante da repercussão negativa, Álvaro Dias divulgou um vídeo nas redes sociais no qual negou ter defendido a federalização da universidade e acusou adversários de distorcer suas declarações. “Em nenhum momento eu falei em federalização da Uern. Isso é mentira, isso é fake news, isso é distorcer a verdade e a realidade do que falamos”, afirmou.
No vídeo, o ex-prefeito classificou o ambiente da pré-campanha como “sórdido” e “sujo”. “Eu nunca vi, em nenhum momento da minha vida, nas várias campanhas ou pré-campanhas de que participei, algo tão sórdido, tão sujo, tão difícil como essa pré-campanha”, declarou.
Álvaro aproveitou a manifestação para convidar os adversários a discutir propostas para o Estado. “Vamos debater o Rio Grande do Norte, vamos apresentar propostas, vamos propor soluções para mudar o quadro dramático que o nosso estado enfrenta. Parem com fake news, com mentiras”, disse.
Uern reage A reitora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Cicília Maia, afirmou que a instituição será defendida de forma permanente diante de declarações que coloquem em dúvida seu papel no desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Segundo ela, a resposta da universidade deve se basear no trabalho e na apresentação de resultados concretos nas áreas de ensino, pesquisa e extensão.
“Nossa postura primeira é a da defesa permanente da nossa universidade, sempre. Postura de trabalho, apresentação de resultados concretos de desenvolvimento do estado, de apresentar cada vez mais a nossa qualidade institucional e de defender o que nossa comunidade realiza dia a dia seja no ensino, na pesquisa e na extensão”, declarou.
Cicília Maia acrescentou que qualquer projeto ou liderança que se posicione contra a Uern encontrará resistência da comunidade acadêmica e das famílias potiguares que reconhecem a importância da instituição.
“Qualquer pessoa ou projeto que fale contra a Uern, não será aceito por nossa comunidade, assim como pelas milhares de famílias potiguares que sabem o impacto transformador da Uern. Continuaremos defendendo quem defende a Uern. Porque nós somos prova viva da transformação que a educação causa na vida das pessoas. Vamos com coragem, assim como os reitores e reitoras que me antecederam, defendendo o maior patrimônio vivo do povo potiguar, a nossa Uern”, afirmou.
O pró-reitor de Extensão da universidade, Esdras Marchezan, também criticou a possibilidade de federalização da instituição. Segundo ele, esse tipo de proposta teria como consequência retirar do Governo do Estado a responsabilidade pela manutenção da única universidade estadual pública do Rio Grande do Norte.
“Os que agem assim têm um objetivo: desobrigar o Estado do compromisso com a única instituição pública de ensino superior estadual do RN. A Uern resiste há 57 anos. E seguirá assim”, declarou.
Após seis dias com problemas, um elevador do pronto-socorro Clóvis Sarinho, integrado ao comlexo do Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, voltou a funcionar nesta segunda-feira (11). A informação foi confirmada à TRIBUNA DO NORTE pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN) e pela Secretaria Estadual da Saúde Pública (Sesap).
Uma visita técnica da empresa responsável pelo equipamento ocorreu na tarde desta segunda. O elevador foi consertado e se encontra em fase de testes. O Sindsaúde afirmou que o atendimento no Clóvis Sarinho foi prejudicado, pois pacientes – principalmente em cadeiras de rodas – estavam com dificuldade de se locomover nas dependências da unidade hospitalar.
No entanto, além desse, um outro elevador do Clóvis Sarinho segue quebrado. A secretaria confirmou à TRIBUNA DO NORTE que o equipamento não tem mais conserto, mas que está providenciando a compra de outro elevador.
Essa situação no Walfredo não é relativamente nova. Em dezembro do ano passado, pacientes foram transferidos amarrados em macas ou cadeiras de rodas pelas escadas, entre setores, por conta do mesmo problema.
Policiais militares localizaram uma estrutura clandestina utilizada para a produção de dinheiro falsificado na Região Metropolitana de Natal. A ação ocorreu no conjunto Sport Club I e II, no município de Extremoz, onde um homem foi preso suspeito de envolvimento no esquema criminoso.
Segundo a Polícia Militar, a identificação do imóvel foi resultado de trabalho conduzido pelo setor de inteligência da corporação. O capitão Vinícius informou que os policiais monitoravam o grupo suspeito até conseguirem localizar a residência utilizada para a fabricação das cédulas falsas.
Durante a operação, os militares encontraram diversas notas em processo de produção. De acordo com a PM, parte do material ainda seria finalizada em diferentes valores antes de ser colocada em circulação.
Além das cédulas falsificadas, as equipes apreenderam equipamentos e materiais usados na fabricação do dinheiro. Todo o material recolhido foi encaminhado para perícia.
O suspeito preso durante a ação foi conduzido à delegacia responsável pela ocorrência, onde passou pelos procedimentos legais. A identidade dele não foi divulgada oficialmente pelas autoridades policiais.
O caso agora será investigado pela Polícia Civil, que busca identificar possíveis outros integrantes do esquema e apurar o alcance da distribuição das notas falsas na Região Metropolitana de Natal.
A passagem dos pré-candidatos a governador e a vice-governador do Estado, Álvaro Dias e Babá Pereira, por Mossoró no sábado (9), praticamente abre a campanha pré-eleitoral da aliança política do Partido Liberal (PL) e outras legendas pelo interior do Rio Grande do Norte até o período das convenções partidárias entre o fim de julho e começo de agosto.
Mesmo sem datas agendadas, depois da região Oeste, o PL deve realizar encontros nas regiões Trairi/Potengi, no Seridó e na Grande Natal, com as participações do secretário geral da legenda, senador Rogério Marinho e do senador Styvenson Valentim (PSDB), além do pré-candidato a senador Coronel Hélio.
Pelo menos 25 prefeitos do Oeste, vice-prefeitos, vereadores e outras lideranças de 60 municípios estiveram em Mossoró, além de pré-candidatos a deputados estadual e federal.
Na ocasião, o presidente estadual do PL, Rogério Marinho, destacou que a agremiação política “vive um momento de expansão no Rio Grande do Norte, reunindo lideranças comprometidas com um novo projeto para o Estado”.
“Estamos construindo uma alternativa sólida, baseada em gestão, desenvolvimento e compromisso com a população potiguar”, afirmou Rogério, destacando a capacidade de Álvaro Dias para solucionar os problemas do Rio Grande do Norte”, destacou Marinho.
O pré-candidato a governador Álvaro Dias também exortou a necessidade de união das forças políticas que defendem mudanças para o estado, reforçando o compromisso com uma agenda voltada à melhoria dos serviços públicos, geração de oportunidades e retomada do desenvolvimento econômico.
“Nós seguimos dialogando ouvindo sugestões e construindo propostas junto a quem movimenta a economia do nosso Rio Grande do Norte”, afirmou Álvaro Dias em função do diálogo tido com empresários de Mossoró e do seu entorno.
”É assim, com escuta, trabalho e parceria, que avançamos por um estado mais forte e desenvolvido, seguimos percorrendo o Rio Grande do Norte, ouvindo de perto a população, dialogando com as lideranças e entendendo os desafios que o nosso povo enfrenta todos os dias. com união, responsabilidade e compromisso que vamos implantar as mudanças necessárias e construir um estado mais forte, preparado para voltar a crescer”, afirmou Dias.
Já o pré-candidato a vice-governador Babá Pereira disse que a passagem das lideranças políticas do PL na região Oeste, foi um “momento de diálogo e construção”, pois ao lado de prefeitos, vereadores e apoiadores “discutimos ideias, projetos e soluções para fortalecer cada vez mais o Rio Grande do Norte”.
O ato político em Mossoró contou ainda com as presenças do pré-candidato a vice-governador Babá Pereira, dos deputados federais General Girão e Carla Dickson, dos deputados estaduais Gustavo Carvalho, Coronel Azevedo, Adjuto Dias e Dr. Kerginaldo e do presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) e prefeito de Portalegre, José Augusto Rêgo.
Para o deputado General Girão o encontro de Mossoró foi “estratégico para o alinhamento e fortalecimento do nosso trabalho pelo povo potiguar”.
Segundo Girão, a Oeste “é uma região de grande relevância para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte e ouvir as lideranças e discutir soluções para os desafios dos municípios é fundamental para podermos avançar juntos”.
“Nosso grupo segue integrado, firme e com o mesmo propósito: garantir que o RN volte a trilhar o caminho da crescimento e da prosperidade”, adiantou Girão.
A deputada Carla Dickson avaliou a importância do encontro para o processo das eleições de outubro: “O Brasil e o RN precisam mudar, e onde tiver um voto nós vamos buscar.”
O deputado estadual Gustavo Carvalho disse que Álvaro Dias “teve a oportunidade de conversar diretamente com a população mossoroense, ouvir demandas, compartilhar ideias e sentir de perto o carinho das pessoas”.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (12), a Operação Força Integrada II, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão no Rio Grande do Norte. A ação faz parte da Operação Força Integrada, iniciativa nacional realizada simultaneamente em 16 estados, com foco no combate ao crime organizado. Ao todo, estão sendo cumpridos 165 mandados de busca e apreensão e 71 mandados de prisão.
De acordo com a corporação, no RN, os agentes estão cumprindo oito mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão, além de outras medidas investigativas autorizadas pela Justiça. Entre os mandados de prisão, três são preventivos e um definitivo contra um foragido da Justiça.
Além do estado potiguar, também foram realizadas diligências nos estados do Espírito Santo, Ceará, Amapá, Minas Gerais, Rondônia, Acre, Sergipe, Tocantins, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Federal, a operação busca reforçar a atuação integrada das forças de segurança pública no enfrentamento às organizações criminosas e no combate à criminalidade organizada.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) atua em modelo de força-tarefa, reunindo órgãos federais e estaduais de segurança pública em ações conjuntas, sem relação hierárquica entre as instituições participantes.
Estão incluídos na iniciativa: polícias civis, militares e penais, guardas municipais, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e secretarias estaduais de segurança pública, sob coordenação da Polícia Federal. Já no RN, a FICCO é composta pela PF, Polícia Civil do RN, Polícia Militar do RN, Polícia Penal do RN e Senappen.
Atualmente, a FICCO possui 39 unidades distribuídas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, atuando de forma integrada em diferentes regiões do país.
Uma lei estadual determina serviços públicos e privados de atendimento pré-hospitalar a adotar protocolos específicos para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Síndrome de Down e outras condições sensoriais.
De acordo com a lei nº 12.724, quando a condição do paciente for informada no momento do acionamento ou identificada no atendimento inicial, a ambulância deverá se deslocar sem sirenes e sinais sonoros intensos sempre que possível. A exceção ocorre em casos de risco à segurança pública ou necessidade de advertência no trânsito.
As centrais de atendimento telefônico de urgência ficam obrigadas a repassar à equipe de socorro, antes da chegada ao local, a informação sobre a condição sensorial do paciente. O objetivo é que os profissionais ajustem a abordagem desde o primeiro contato com a pessoa atendida.
Durante o transporte, a lei permite que sejam disponibilizados abafadores ou protetores auriculares ao paciente, especialmente nos casos em que o uso da sirene for indispensável.
As equipes de socorro deverão usar, sempre que possível, formas alternativas de comunicação e estratégias para reduzir estímulos sensoriais, respeitando as condições clínicas do paciente e a urgência do caso. A regulamentação técnica e operacional dos protocolos ficará a cargo do governo estadual.
O corpo de João Paulo da Silva Santana, de 22 anos, foi encontrado boiando nas águas do açude público do município de Cerro Corá na manhã desta terça-feira (12). O jovem havia desaparecido após um afogamento registrado no último domingo.
De acordo com informações repassadas por familiares à polícia, João Paulo estava ingerindo bebida alcoólica quando decidiu tentar atravessar o açude nadando. Durante a travessia, ele acabou se afogando e desapareceu nas águas.
A Polícia Militar foi acionada após populares avistarem o corpo emergindo no açude. A área foi isolada para o trabalho das equipes do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) e da Polícia Civil, que irão investigar oficialmente as circunstâncias da morte.
O caso gerou comoção entre familiares e moradores da cidade. Após os procedimentos periciais, o corpo será removido pelo ITEP para exames necroscópicos.
O corpo do jovem João Paulo da Silva Santana, de 22 anos, continua desaparecido nas águas do Açude Eloide Souza, no município de Cerro Corá. O afogamento aconteceu na tarde do último domingo (10), por volta das 16h.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o corpo do jovem ainda não foi localizado. O sargento Cunha informou que as buscas foram encerradas nesta segunda-feira (11), mas serão retomadas na manhã desta terça-feira (12).
As equipes encerraram as buscas nesta segunda-feira (11), mas os trabalhos serão retomados na manhã desta terça-feira (12). De acordo com os bombeiros, foi realizado um mapeamento da área onde o jovem possivelmente estaria submerso.
As informações apontam que o local tem profundidade entre quatro e cinco metros, além de aproximadamente 70 metros de distância da margem do açude.
O caso segue mobilizando familiares, amigos e moradores de Cerro Corá, que acompanham com expectativa o trabalho realizado pelas equipes de resgate.
A curraisnovense Daniela Campelo de Araújo Leopoldino, bancária que havia sido demitida pelo Bradesco da agência de Santa Cruz/RN, foi reintegrada ao quadro funcional da instituição após decisão judicial. A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte.
Segundo o sindicato, a reintegração representa uma importante vitória não apenas para Daniela, mas para todas as trabalhadoras bancárias, fortalecendo a luta das mulheres por respeito, igualdade de direitos e dignidade no ambiente de trabalho.
O caso ganhou repercussão entre a categoria bancária no estado e reforça a importância da atuação sindical na defesa dos direitos dos trabalhadores.