Decreto estabelece expediente normal nas repartições municipais na quarta-feira (28) e transfere o ponto facultativo para a sexta-feira (30), com exceção dos serviços essenciais.
A Prefeitura de Currais Novos publicou o Decreto nº 6.259, de 19 de outubro de 2026, que transfere o ponto facultativo alusivo ao Dia do Servidor Público, tradicionalmente celebrado em 28 de outubro, para a sexta-feira, dia 30 de outubro.
Com a mudança, as repartições públicas municipais funcionarão normalmente na quarta-feira (28). Já na sexta-feira (30), será aplicado o ponto facultativo no âmbito da Administração Pública Municipal.
O documento, assinado pelo prefeito Lucas Galvão da Cruz, ressalta que os serviços essenciais não serão afetados pela alteração e deverão funcionar conforme escala definida pelas respectivas secretarias municipais.
O Decreto nº 6.259/2026 foi publicado no Diário Oficial dos Municípios do Estado do Rio Grande do Norte, na edição do dia 20 de outubro de 2026.
As vitórias de Lula para a Presidência da República e de Cadu Xavier no Governo do Rio Grande do Norte fortalecem o grupo político ligado ao prefeito Lucas Galvão e ao ex-prefeito Odon Júnior em Currais Novos.
O resultado eleitoral amplia o espaço para articulações políticas e coloca Lucas e Odon em evidência no cenário local, especialmente pela proximidade com os projetos políticos vencedores.
Em Currais Novos, os próximos passos serão importantes para avaliar a força dessa aliança e, principalmente, sua capacidade de transformar os resultados das urnas em ações e benefícios concretos para a população.
A política é feita de alianças, disputas, lealdades e, muitas vezes, traições. E as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte deixaram uma lição importante: não se deve subestimar a capacidade de articulação de Fátima Bezerra.
A governadora chegou a ser questionada, enfrentou o afastamento de aliados e viu seu grupo político passar por momentos de incerteza. O rompimento com Walter Alves e as dificuldades enfrentadas ao longo da campanha alimentaram avaliações de que o projeto político do PT poderia sair enfraquecido das urnas.
Mas o resultado mostrou outro cenário.
Mesmo sem disputar um cargo eletivo, Fátima Bezerra conseguiu manter seu protagonismo na política potiguar. Samanda Alves foi eleita senadora, enquanto Cadu Xavier, que ainda era pouco conhecido por boa parte do eleitorado estadual no início da disputa, conquistou uma vitória histórica ao ser eleito governador do Rio Grande do Norte.
Uma vitória construída contra as expectativas
A candidatura de Cadu Xavier enfrentou desconfiança durante boa parte da campanha. Muitos duvidavam de sua capacidade de chegar ao Governo do Estado, principalmente diante da força eleitoral de seus adversários e das críticas à administração estadual.
Fátima, porém, apostou no projeto de continuidade do PT, contou com o apoio do presidente Lula e trabalhou para transformar a candidatura de Cadu em uma alternativa competitiva.
O resultado do segundo turno, realizado neste domingo, 25 de outubro, confirmou a vitória de Cadu Xavier, que obteve 50,77% dos votos válidos, contra 49,23% de Allyson Bezerra. A vitória mantém o PT no comando do Rio Grande do Norte após os dois mandatos de Fátima Bezerra.
No Senado, a eleição de Samanda Alves também representou uma conquista importante para o grupo político da governadora.
Walter Alves e os antigos aliados
O cenário eleitoral também foi marcado pelo rompimento político entre Fátima Bezerra e Walter Alves, que se afastou do projeto governista e passou a integrar outro campo político.
Para os aliados da governadora, o episódio representou uma ruptura significativa em uma relação política que havia sustentado a aliança entre PT e MDB no estado.
Ainda assim, Fátima conseguiu reorganizar seu grupo, defender suas candidaturas e chegar ao fim do processo eleitoral com duas conquistas expressivas: uma senadora eleita e um governador eleito.
É justamente nesse contexto que a força política da governadora merece ser analisada. Em uma eleição na qual muitos esperavam o enfraquecimento do PT, ela ajudou a construir uma vitória que altera o equilíbrio de forças no Rio Grande do Norte.
Cadu Xavier: de desconhecido a governador eleito
Talvez um dos aspectos mais significativos dessa eleição seja a trajetória de Cadu Xavier. Antes da campanha, seu nome não possuía o mesmo reconhecimento popular de outros concorrentes. Sua atuação como secretário da Fazenda lhe dava experiência administrativa, mas não necessariamente a visibilidade eleitoral de um candidato tradicional.
Com o apoio de Fátima Bezerra e Lula, Cadu cresceu politicamente, chegou ao segundo turno e venceu uma disputa apertada.
O resultado demonstra que uma candidatura pode superar a falta de popularidade inicial quando consegue reunir estrutura política, apoio partidário, mobilização e uma mensagem capaz de alcançar o eleitorado.
Fátima teve papel central nesse processo, colocando sua experiência política a serviço de um projeto que muitos consideravam difícil.
A grande vencedora política de 2026?
Na minha avaliação, Fátima Bezerra sai das eleições de 2026 como uma das grandes vencedoras políticas do Rio Grande do Norte. E há argumentos concretos para sustentar essa leitura.
Ela enfrentou críticas, conviveu com rompimentos, viu aliados se afastarem e teve de defender um projeto de continuidade em um ambiente eleitoral competitivo. Mesmo assim, terminou a eleição com Samanda Alves eleita para o Senado e Cadu Xavier eleito governador.
Mais do que os resultados individuais, a vitória representa a preservação da influência do PT no comando do Estado e a capacidade de Fátima de participar da construção de novas lideranças políticas.
Isso não significa que todas as críticas à sua gestão devam ser ignoradas, nem que os desafios administrativos do governo estejam resolvidos. Significa reconhecer que a avaliação de um governo e sua força eleitoral são dimensões diferentes da política.
Fátima Bezerra pode encerrar seu ciclo à frente do Governo do Estado sem ter sido candidata em 2026, mas deixa a disputa com uma marca importante: ajudou a eleger uma aliada para o Senado e um aliado para o comando do Executivo estadual.
A história ainda vai avaliar o legado administrativo de seus oito anos de governo. Mas, no campo eleitoral, o resultado deste ano fortalece sua posição e demonstra que sua influência política continua relevante.
No fim das contas, a eleição de 2026 deixa uma pergunta para os adversários da governadora: será que subestimaram a capacidade de Fátima Bezerra de reagir nos momentos mais difíceis?
As urnas deram uma resposta contundente. E, na minha opinião, Fátima tem motivos para comemorar: diante de tantos obstáculos, terminou a eleição como uma das principais vencedoras da política potiguar.
O governador eleito pelo Rio Grande do Norte Cadu de Lula (PT) afirmou na noite deste domingo (25) que tem consciência da responsabilidade que assume a partir do próximo ano e destacou que sua vitória é dupla, em referência a reeleição do presidente Lula (PT). Segundo ele, a proposta é continuar atraindo resultados para o estado por meio da articulação junto ao Governo Federal.
A afirmação foi repassada durante coletiva de imprensa no bairro Capim Macio, zona Sul de Natal, onde o governador eleito comemora a vitória com parlamentares do PT no Rio Grande do Norte e apoiadores.
Segundo Cadu de Lula, a proposta para os próximos quatro anos é de trabalhar cada vez mais pelo desenvolvimento potiguar. Entre os projetos que pretende avançar, citou a BR-304, a terceira ponte de Natal e o hospital metropolitano. “Nosso projeto é de desenvolvimento e geração de emprego e renda para melhorar a vida do povo do Rio Grande do Norte”, disse.
Na oportunidade, o governador eleito também destacou o papel da militância e da governadora Fátima Bezerra para a vitória neste segundo turno. “Não larguei a mãe da (governadora) Fátima em nenhum momento e ela, também, não largou a minha mão”, ressaltou.
A governadora Fátima Bezerra reforçou a gratidão com a população potiguar e destacou que o Estado segue ‘do lado certo’. Segundo ela, apesar dos desafios, a campanha se manteve fortalecida e os eleitores deram um voto de confiança em Cadu. “Fomos à luta e fizemos uma das campanhas mais emocionantes do Rio Grande do Norte”, completou.
Um esquema suspeito de manipulação de filas de consultas e exames do Sistema Único de Saúde (SUS) é alvo da operação Camarote SUS, deflagrada na manhã desta segunda-feira (26), no Rio Grande do Norte. As investigações apontam que vagas destinadas à população eram bloqueadas artificialmente e posteriormente direcionadas a pacientes específicos, desrespeitando a ordem de espera. Pelo menos 578 agendamentos e autorizações de atendimento foram identificados por meio de um usuário falso criado no sistema de regulação da saúde.
Um esquema suspeito de manipulação de filas de consultas e exames do Sistema Único de Saúde (SUS) é alvo da operação Camarote SUS, deflagrada na manhã desta segunda-feira (26), no Rio Grande do Norte. As investigações apontam que vagas destinadas à população eram bloqueadas artificialmente e posteriormente direcionadas a pacientes específicos, desrespeitando a ordem de espera. Pelo menos 578 agendamentos e autorizações de atendimento foram identificados por meio de um usuário falso criado no sistema de regulação da saúde.
até sete dias. Após esse período, os agendamentos eram cancelados e as vagas liberadas para pessoas previamente selecionadas, permitindo que esses pacientes fossem atendidos fora da ordem regular de espera.
Para acelerar o processo, os investigados também teriam utilizado programas de automação capazes de reservar e bloquear dezenas de horários em poucos minutos. O mecanismo permitia controlar a disponibilidade de atendimentos na rede pública sem seguir os critérios estabelecidos pelo sistema de regulação.
Investigação apura pagamentos para direcionamento de vagas
Além da manipulação dos agendamentos, o Ministério Público investiga suspeitas de transferências bancárias entre os envolvidos. A hipótese apurada é de que pagamentos eram realizados para garantir a marcação irregular de consultas e direcionar cotas públicas de atendimento a clientes específicos.
Relatórios de rastreamento digital identificaram acessos ao perfil falso a partir de computadores instalados em repartições públicas, residências e na sede da empresa investigada. Os investigadores também suspeitam que arquivos tenham sido apagados e que o usuário fictício tenha sido cancelado na tentativa de ocultar provas da atuação do grupo.
A apuração envolve suspeitas de inserção de dados falsos em sistema informatizado, modificação indevida de programa de computador, corrupção, desvio de cotas públicas, ocultação de bens e associação criminosa.
A operação Camarote SUS mobilizou quatro promotores de Justiça, dez servidores do Ministério Público e 16 policiais militares.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) ficará sem mandato eletivo pela primeira vez em 24 anos a partir de fevereiro de 2027. Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, realizado neste domingo (25), ele permanecerá no Senado até 31 de janeiro, quando termina o mandato para o qual foi eleito em 2018.
Na apuração final, Lula foi reeleito presidente com 51,79% dos votos válidos, o equivalente a 64.256.232 votos. Flávio recebeu 48,21%, ou 59.826.041 votos. Com o resultado, o petista garantiu seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto.
Ao disputar a Presidência em 2026, Flávio deixou de concorrer à reeleição para o Senado. A derrota interrompe uma sequência de cinco mandatos consecutivos em cargos públicos: quatro como deputado estadual pelo Rio de Janeiro e um como senador.
Durante a disputa, o candidato também declarou que não reconhece o resultado eleitoral que deu a vitória a Lula.
Da Alerj ao Senado
Flávio Bolsonaro conquistou seu primeiro mandato em 2002 e assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em 2003. Foi reeleito em 2006, 2010 e 2014, permanecendo no Legislativo estadual até chegar ao Senado.
Em 2018, mesmo ano em que seu pai, Jair Bolsonaro (PL), venceu a eleição presidencial, Flávio foi o candidato mais votado ao Senado pelo Rio de Janeiro. Ele recebeu 31,3% dos votos válidos e conquistou um mandato de oito anos, iniciado em 1º de fevereiro de 2019.
A disputa presidencial de 2026 não foi sua primeira tentativa de chegar ao Executivo. Em 2016, quando ainda era deputado estadual, Flávio concorreu à Prefeitura do Rio de Janeiro e terminou em quarto lugar, sem avançar ao segundo turno. Naquele momento, continuou exercendo o mandato na Alerj.
A soma dos votos dos 25 municípios da região do Seridó confirma a vitória de Cadu de Lula (PT) no segundo turno das eleições para o Governo do Rio Grande do Norte. O candidato recebeu 116.385 votos, correspondentes a 58,78% dos votos válidos, enquanto Allyson Bezerra (União Brasil) obteve 81.623 votos, o equivalente a 41,22%.
A diferença entre os dois candidatos foi de 34.762 votos, o que representa uma vantagem de 17,56 pontos percentuais para Cadu de Lula na região. O resultado demonstra a força eleitoral do candidato petista no Seridó, onde conquistou a maioria dos votos válidos considerando o conjunto dos 25 municípios.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu a disputa presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL) nos 25 municípios da região do Seridó potiguar, segundo os dados da totalização das eleições de 2026. Ao todo, Lula recebeu 140.446 votos, o equivalente a 69,24% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro somou 62.383 votos, correspondentes a 30,76%. Os números representam uma diferença de 78.063 votos entre os dois candidatos e uma vantagem de 38,49 pontos percentuais para Lula na região. O resultado evidencia a predominância eleitoral do candidato petista no conjunto dos municípios seridoenses neste segundo turno.
Com a totalização concluída, Lula encerra a votação no Seridó com mais de dois terços dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve pouco menos de um terço da votação regional. A diferença expressiva entre os candidatos reúne os resultados dos 25 municípios e mostra o desempenho de Lula no interior do Rio Grande do Norte. Os dados consolidados também permitem dimensionar a força eleitoral de cada candidatura na região, que integra o cenário político potiguar e nacional após a definição do segundo turno presidencial.
Cadu de Lula (PT) foi o candidato mais votado para o Governo do Rio Grande do Norte em 22 dos 25 municípios do Seridó no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). Allyson Bezerra (União Brasil) venceu em três cidades: Carnaúba dos Dantas, Ipueira e Tenente Laurentino Cruz. O resultado regional acompanha a vitória de Cadu na disputa estadual, encerrada com 1.073.024 votos (50,77%), contra 1.040.399 votos (49,23%) de Allyson, uma diferença de 32.625 votos. Entre os destaques da votação no Seridó estão Jardim de Piranhas, onde Cadu alcançou 72,23%, Cruzeta, com 67,99%, e Timbaúba dos Batistas, onde obteve 67,94% dos votos válidos. Já Allyson registrou seu melhor desempenho proporcional em Carnaúba dos Dantas, com 54,47%, seguido por Ipueira, com 51,87%, e Tenente Laurentino Cruz, com 50,77%.
Em Caicó, principal município da região, Cadu venceu com 53,88% dos votos válidos, contra 46,12% de Allyson. O petista também conquistou a maioria em Acari (58,09%), Bodó (65,46%), Cerro Corá (58,61%), Currais Novos (59,81%), Equador (63,70%), Florânia (55,40%), Jardim do Seridó (54,51%), Jucurutu (61,33%), Lagoa Nova (57,38%), Ouro Branco (56,95%), Parelhas (58,23%), Santana do Matos (66,03%), Santana do Seridó (56,08%), São Fernando (64,01%), São João do Sabugi (66,01%), São José do Seridó (61,67%), São Vicente (65,64%) e Serra Negra do Norte (50,83%). Com a totalização concluída, os números mostram a distribuição dos votos nos 25 municípios seridoenses e a predominância de Cadu na maioria das cidades, embora Allyson tenha conseguido vitórias pontuais na região. A apuração municipal integra o resultado que definiu Cadu como governador eleito para o mandato de 2027 a 2030.
O resultado da votação para presidente da República em Currais Novos, na região do Seridó potiguar, aponta Lula com 64,83% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 35,17%.
Os números mostram a distribuição dos votos entre os dois candidatos no município, durante o segundo turno das eleições presidenciais.
A votação em Currais Novos integra o cenário eleitoral do Rio Grande do Norte e reflete a escolha dos eleitores do município na disputa pela Presidência da República.
O candidato Cadu Xavier, conhecido como Cadu de Lula, lidera a votação para o Governo do Rio Grande do Norte em Currais Novos, de acordo com os números informados. Na apuração do município, Cadu registra 59,81% dos votos, enquanto Allyson Bezerra aparece com 40,1%.
O resultado mostra a distribuição dos votos dos dois candidatos entre os eleitores de Currais Novos.
Confira os números em Currais Novos: Cadu Xavier (Cadu de Lula): 59,81% Allyson Bezerra: 40,1%
O auditor fiscal e ex-secretário estadual da Fazenda Cadu de Lula (PT) foi eleito governador do Rio Grande do Norte no segundo turno das Eleições 2026. A confirmação matemática da vitória foi consolidada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h07 deste domingo (25), momento em que a apuração estadual atingiu 98,76% das urnas totalizadas, tornando irreversível o resultado da disputa pelo Palácio Potengi.
Com 8.014 das 8.115 seções apuradas no estado, Cadu alcançou 50,71% dos votos válidos, totalizando 1.059.700 votos. O candidato Allyson Bezerra (União Brasil) encerrou o pleito em segundo lugar com 49,29%, somando 1.030.049 votos, configurando uma diferença de 29.651 votos entre os dois postulantes após uma das disputas majoritárias mais acirradas da história recente potiguar.
O resultado nas urnas representa a manutenção do Partido dos Trabalhadores no comando do Poder Executivo estadual e garante a sucessão da governadora Fátima Bezerra (PT), que conclui o segundo mandato no final deste ano. Na primeira fase da eleição, Allyson havia terminado na liderança com uma vantagem de 15,5 mil votos sobre Cadu, cenário que foi revertido pelo petista na contagem final das urnas no interior e na Região Metropolitana de Natal.
No boletim das 21h07, a Justiça Eleitoral computou um total de 2.204.709 votos apurados no estado. Desse universo, 2.089.749 foram votos válidos (94,79%), 79.430 foram declarados nulos (3,60%) e 35.530 foram em branco (1,61%), sem registros de votos anulados sob judice. Nas seções apuradas, onde constavam 2.626.769 pessoas aptas dentro do eleitorado potiguar de 2.656.286 eleitores, a taxa de comparecimento às urnas alcançou 83,93%, com um índice de abstenção fixado em 16,07%, totalizando 422.060 ausências. Cadu de Lula assumirá o cargo de governador a partir de 1º de janeiro de 2027 para um mandato de quatro anos.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), após a eleição matematicamente definida no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). Às 21h11, com 99,75% das seções eleitorais totalizadas, Lula tinha 64.060.216 votos, o equivalente a 51,75% dos votos válidos, segundo os dados da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Flávio Bolsonaro somava 59.719.617 votos, ou 48,25%. A diferença entre os dois candidatos era de 4.340.599 votos.
A vitória ocorreu após uma disputa acirrada. As pesquisas divulgadas na véspera da votação apontavam Flávio numericamente à frente, mas dentro da margem de erro dos levantamentos, cenário classificado como empate técnico.
Durante a campanha, Lula destacou a mobilização de apoiadores em diferentes cidades do país. Ao votar em São Bernardo do Campo (SP), neste domingo, afirmou que o movimento popular que observou naquela semana o surpreendeu e agradeceu o apoio recebido.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agradeceu aos eleitores brasileiros após vencer o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, neste domingo (25), contra Flávio Bolsonaro (PL). Em pronunciamento à imprensa, Lula destacou a participação de jovens e idosos na votação e afirmou que o resultado representou uma vitória da democracia e uma derrota do negacionismo e da desinformação.
“Essa eleição foi uma derrota do negacionismo, foi uma derrota da mentira“, declarou o presidente.
Lula iniciou o pronunciamento agradecendo aos coordenadores de sua campanha, aos partidos aliados e à população brasileira. O presidente afirmou que o país registrou os menores índices históricos de abstenção e de votos nulos, números que não foram detalhados durante a declaração.
“Hoje, a minha fala para a imprensa é agradecimento. Nós tivemos o menor número de abstenções da história deste país. Nós tivemos o menor número de votos nulos deste país“, afirmou.
Lula destaca participação da juventude
O presidente dedicou parte do pronunciamento à mobilização dos jovens durante o segundo turno. Segundo ele, a participação da juventude foi importante para o resultado da eleição.
“Eu queria agradecer ao povo brasileiro a generosidade que eles têm comigo há muito tempo e, neste segundo turno, agradecer a generosidade da juventude brasileira que foi para a rua, foi para a rua para defender a democracia“, disse.
Lula também mencionou a participação de eleitores idosos e de pessoas com dificuldades de locomoção, destacando relatos de familiares que ajudaram parentes a comparecer aos locais de votação.
“Eu vi muitas cenas hoje de pessoas sendo carregadas pelos seus netos para ir votar, pessoas impossibilitadas de locomover, pessoas com câncer e com outro tipo de doença“, relatou.
Para o presidente, a mobilização demonstrou a importância atribuída pelos eleitores ao processo democrático.
“As pessoas foram votar porque nós conseguimos convencê-las de que o voto era muito importante para segurar a democracia no país“, afirmou.
Presidente critica desinformação e influência das plataformas digitais
Durante o pronunciamento, Lula também criticou o que classificou como interferência externa no processo eleitoral por meio das plataformas digitais.
Segundo o presidente, sua campanha precisou enfrentar esse cenário para conquistar a vitória no segundo turno.
“O que venceu, na verdade, essa eleição, uma eleição em que a gente teve que vencer a intromissão vinda de fora para dentro através de plataformas digitais“, declarou.
Lula não apresentou, no trecho do pronunciamento, detalhes sobre a suposta interferência externa nem identificou os responsáveis.
Ao avaliar o resultado das urnas, o presidente afirmou que a eleição representou uma derrota de práticas que, segundo ele, marcaram a disputa eleitoral.
“Essa eleição foi uma derrota do negacionismo, foi uma derrota da mentira“, concluiu.
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, na noite deste domingo (25), que não reconhece o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em pronunciamento, o senador anunciou que sua equipe jurídica pedirá a anulação da eleição, alegando irregularidades na decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação até as 19h.
“O que aconteceu no dia de hoje não foi algo normal, foi algo inclusive inaceitável. O ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo“, declarou.
Flávio criticou o momento em que a decisão foi tomada, quando parte das seções eleitorais já havia encerrado o recebimento dos votos. Segundo ele, a medida comprometeu a igualdade de condições entre os eleitores de diferentes regiões do país.
“Às 17 horas e um minuto, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça Especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil“, afirmou.
O candidato derrotado também questionou o fato de algumas seções eleitorais terem permanecido abertas até as 19h, enquanto outras encerraram a votação às 17h, conforme orientação posterior do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados. Eu nunca vou saber se, num estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter“, disse.
Flávio anuncia pedido de anulação das eleições
Durante o pronunciamento, Flávio Bolsonaro afirmou que não considera possível reconhecer o resultado eleitoral diante das circunstâncias da prorrogação da votação.
“É impossível reconhecer o estado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições“, declarou.
O senador também acusou integrantes do STF de favorecerem o presidente Lula, mas não apresentou, no trecho divulgado, provas de que a decisão tenha alterado o resultado da eleição.
“Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo, mais uma vez, pelos amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal“, afirmou.
Flávio questiona retirada de fiscais do PL
Outro ponto levantado pelo candidato foi a suposta retirada de fiscais do Partido Liberal de uma sala-cofre durante o processo eleitoral.
“Os nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala-cofre a partir do momento que a decisão foi tomada. Então tem muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil simplesmente reconhecer essa sacanagem que ocorreu agora nessas eleições“, declarou.
Flávio não detalhou, no pronunciamento, quem teria determinado a retirada dos fiscais nem apresentou documentos que comprovassem a acusação.
Decisão do STF prorrogou votação após reclamação sobre transporte
A decisão questionada por Flávio Bolsonaro foi tomada pelo ministro Cristiano Zanin após uma reclamação constitucional apresentada pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apontou problemas no transporte de eleitores nos municípios de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia.
Inicialmente, Zanin determinou a prorrogação da votação em todo o país até as 19h. Posteriormente, o ministro esclareceu que a medida deveria ser aplicada apenas às seções que ainda não haviam encerrado o recebimento dos votos.
O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, encaminhou orientação aos tribunais regionais eleitorais para que as seções ainda abertas permanecessem funcionando até as 19h. As urnas já fechadas poderiam ter seus votos computados e totalizados normalmente.
No esclarecimento, Zanin informou que as duas candidaturas presidenciais haviam relatado problemas relacionados ao transporte de eleitores.
A decisão também ressalvou a possibilidade de apurações posteriores sobre os fatos relatados e suas eventuais consequências jurídicas.
Ao encerrar o pronunciamento, Flávio Bolsonaro afirmou que continuará atuando politicamente.
“Eu não vou desistir do meu Brasil, espero que você que tem me assistido também não desista“, concluiu.