A distribuição territorial das intenções de voto ajuda a explicar as forças e os desafios das principais candidaturas ao Governo do Rio Grande do Norte. Tabulação regional da Pesquisa Exatus mostra Allyson Bezerra liderando em dez das 11 regiões imediatas contempladas pela amostra.
O melhor resultado regional de Allyson é registrado na região de Mossoró. Entre as 210 entrevistas desse agrupamento, o candidato do União Brasil alcança 50,95%. Cadu aparece com 16,19%, enquanto Álvaro registra 9,52%.
Allyson também apresenta resultados elevados nas regiões de João Câmara, com 47,50%; Currais Novos, com 47,17%; Caicó, com 44,44%; e Canguaretama, com 43,08%. Na região imediata de Natal, que reúne a capital e municípios do entorno, o candidato alcança 42,19%.
Álvaro obtém seu melhor resultado na região de São Paulo do Potengi. Nesse recorte, formado por 39 entrevistas, o candidato do PL registra 51,28%, diante de 30,77% de Allyson e 15,38% de Cadu. É a única das 11 regiões amostrais em que Allyson não aparece na primeira posição.
O segundo melhor resultado regional de Álvaro ocorre no agrupamento de Santo Antônio, Passa e Fica e Nova Cruz, onde tem 36,99%. Allyson lidera numericamente nesse recorte, com 39,73%, e Cadu aparece com 8,22%. Na região imediata de Natal, Álvaro registra 29,89%.
Cadu alcança seu maior percentual na região de João Câmara, com 30%. O petista também apresenta desempenho acima de sua média estadual nas regiões de Canguaretama, com 27,69%; Pau dos Ferros, com 26,67%; Santa Cruz, com 25,53%; e Açu, com 21,24%.
Cadu aparece na segunda posição em seis regiões imediatas: João Câmara, Canguaretama, Pau dos Ferros, Santa Cruz, Açu e Mossoró. Álvaro ocupa o segundo lugar em Natal, Currais Novos, Caicó e no agrupamento de Santo Antônio, Passa e Fica e Nova Cruz. Em São Paulo do Potengi, onde Álvaro lidera, Allyson fica na segunda colocação.
Em uma leitura auxiliar restrita aos municípios com pelo menos 20 entrevistas, Allyson alcança seus maiores percentuais em Ceará-Mirim, com 64,86% de 37 entrevistados; Mossoró, com 58,70% de 138; e São José de Mipibu, com 56,52% de 23.
Álvaro apresenta seus maiores resultados em São Paulo do Potengi, com 50% de 20 entrevistados; Extremoz, com 44% de 25; e Caicó, com 42,11% de 38.
Cadu registra os melhores desempenhos em Canguaretama, com 46,15% de 26 entrevistados; Apodi, com 37,50% de 24; e João Câmara, com 34,38% de 32.
Esses resultados municipais devem ser interpretados como indicações descritivas. O número reduzido de entrevistas em cada cidade não permite aplicar a margem de erro estadual nem fazer generalizações isoladas para todo o eleitorado municipal.
A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 9 de setembro de 2026, com 1.500 eleitores. O levantamento tem margem de erro geral de 2,53 pontos e nível de confiança de 95%. Foi contratado pelo Grupo Agora RN, responsável pelos jornais Agora RN e O Correio de Hoje, e está registrado sob os números RN-07539/2026 e BR-01764/2026.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, suspendeu nesta terça-feira 15 o julgamento sobre a possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes para que o plenário decida, na retomada prevista para as 15h, se reúne diferentes procedimentos relacionados ao Banco Master. A proposta inclui transferir a análise para 23 de setembro, identificar outros magistrados mencionados nos documentos e sortear um novo relator.
A sessão começou destinada exclusivamente à Petição 16.662, formada a partir de um relatório da Polícia Federal (PF) sobre contatos entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master. Antes de qualquer voto sobre a validade do documento ou a continuidade da apuração, porém, os ministros passaram a discutir a reunião desse procedimento com a Petição 16.704, que concentra questionamentos sobre a atuação do ministro André Mendonça.
A questão de ordem apresentada pelo ministro Flávio Dino prevê que os casos sejam julgados em conjunto e alcancem “todos os magistrados que tenham presença em documentos” relacionados ao Master. Fachin também colocou em discussão a redistribuição dos processos por sorteio, medida que retiraria a relatoria de suas mãos e entregaria os procedimentos reunidos a outro integrante da Corte.
A eventual inclusão de um magistrado no levantamento não representa abertura automática de investigação, reconhecimento de irregularidade ou responsabilização. O plenário ainda precisará definir quais documentos serão considerados, se existem elementos que justifiquem novas apurações e quais ministros poderão participar das decisões.
A reunião dos casos também adiaria a análise para 23 de setembro, data originalmente reservada ao procedimento sobre Mendonça. Caso a proposta seja rejeitada, o STF poderá retomar ainda nesta terça o exame da Petição 16.662 e decidir se o relatório relativo a Moraes é válido, se a apuração pode prosseguir ou se o processo deve ser encerrado.
Relatório reuniu 187 interações O documento que deu origem à crise tem 218 páginas e registra 187 interações encontradas no celular de Vorcaro com um contato identificado como “Alexandre de Moraes Brasília”. O material reúne mensagens, referências a encontros e perguntas feitas pelo ex-banqueiro sobre as investigações que atingiam o Master.
Parte das comunicações foi realizada por imagens de textos preparados no bloco de notas e enviadas pelo WhatsApp para visualização única. Esse formato permitiu recuperar registros produzidos por Vorcaro, mas não todas as eventuais respostas do interlocutor. A limitação é uma das questões que deverão ser consideradas caso o STF autorize o aprofundamento da apuração.
O relatório também aborda o contrato firmado em janeiro de 2024 entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. O acordo tinha valor estimado em R$ 131 milhões e previa pagamentos mensais líquidos de R$ 3 milhões durante 36 meses, acrescidos dos tributos incidentes.
O escritório confirmou que Moraes acessou e fez alterações pontuais na minuta do contrato. Segundo a banca, a intervenção ficou restrita à verificação de possíveis conflitos de interesse. O ministro sustenta que não prestou consultoria ao banco, não interferiu em investigações e não recebeu informações antecipadas sobre operações policiais.
Na manifestação apresentada ao STF, Moraes classificou o relatório como “farsa”, “nulo e imprestável” e resultado de uma “tentativa de vingança”. Afirmou que não existe mensagem de sua autoria que demonstre favorecimento, consultoria jurídica ou conhecimento prévio de medidas da PF.
O ministro também acusou Mendonça de tentar direcionar as investigações para incluí-lo numa proposta de colaboração premiada de Vorcaro. Disse que apresentará testemunhas e advogados que teriam presenciado essas pressões. Mendonça negou a acusação durante a sessão.
PGR sustenta nulidade do procedimento A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a extinção da Petição 16.662. Em parecer lido por Fachin, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apontou uma “dupla nulidade” na determinação de Mendonça para que a PF aprofundasse os dados relacionados a Moraes.
A primeira nulidade, segundo a PGR, ocorreu porque o ministro teria ordenado diligências contra pessoas determinadas sem pedido do Ministério Público ou iniciativa da autoridade policial. A Procuradoria sustenta que o juiz não pode assumir a função de acusador nem escolher por conta própria quem deve ser investigado.
O segundo problema estaria no fato de a apuração ter alcançado um ministro do próprio Supremo. Para a PGR, Mendonça deveria ter encaminhado imediatamente as informações à Presidência da Corte, cabendo ao plenário decidir se havia base para autorizar uma investigação.
Mendonça afirma que recebeu o material presencialmente da PF em agosto. Segundo ele, as referências encontradas ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral Paulo Gonet exigiam a adoção de providências. O ministro nega ter agido fora de suas atribuições e sustenta que buscou preservar o sigilo e a regularidade das investigações.
Menções alcançam outros integrantes A possibilidade de ampliação ganhou força após a divulgação de mensagens relacionadas ao entorno de outros ministros. Os documentos mencionam familiares ou pessoas próximas a Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça. Dias Toffoli já havia deixado a relatoria do caso Master depois de ter o nome citado em outro relatório policial.
No caso de Nunes Marques, conversas entre o ex-diretor jurídico do Master Luiz Rennó e Vorcaro mencionam pagamentos de R$ 500 mil por mês relacionados ao advogado Kevin Marques, filho do ministro. A Consult Inteligência Tributária, empresa para a qual Kevin trabalhou, recebeu R$ 6,6 milhões do Master em um ano.
Kevin afirma que nunca prestou serviços ao banco nem recebeu dinheiro de Vorcaro. Segundo sua defesa, ele recebeu R$ 281,6 mil da Consult por trabalhos especializados na área tributária administrativa, sem relação com o STF. Nunes Marques declarou que nunca trocou mensagens com o ex-banqueiro e que não julgou processos do Master.
O ministro, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), declarou-se impedido de participar do julgamento. Alegou desconforto diante da citação ao filho e do possível impacto do caso sobre as eleições. Depois de apresentar sua versão, pediu autorização e deixou o plenário.
Toffoli declarou suspeição por foro íntimo e informou que não votará. Ele permaneceu na sessão e reservou-se o direito de usar a palavra. O ministro afirmou que adotou a medida para evitar constrangimentos ao tribunal e disse que já respondeu às referências feitas a ele nos documentos entregues ao Supremo.
Mensagens obtidas no celular de Vorcaro também mostram contatos com o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, entre maio de 2024 e agosto de 2025. Os registros mencionam encontros, convites para eventos e um pedido de ajuda relacionado a um caso não identificado. Em uma das conversas, Rodrigo orientou o empresário a enviar uma mensagem à secretária do pai no STF.
A defesa de Rodrigo informou que uma aproximação comercial discutida com Vorcaro não se concretizou e que o advogado não recebeu valores. Os documentos divulgados até agora não demonstram que Luiz Fux tenha interferido em julgamento ou praticado alguma irregularidade.
Dino pede apuração de encontro com Mendonça A situação de Mendonça ganhou outro desdobramento nesta terça-feira. Dino encaminhou a Fachin uma decisão que pede o esclarecimento de fatos relacionados a um encontro entre Mendonça e Vorcaro em 14 de março de 2025, na sede do Instituto Iter, em São Paulo.
A reunião ocorreu um dia antes de Mendonça pedir vista e suspender o julgamento de uma medida que limitava os preços cobrados por concessionárias de cemitérios da capital paulista. O processo foi retomado em 4 de abril de 2025, quando o ministro votou contra a cautelar que estabelecia a limitação.
Mendonça confirmou ter recebido Vorcaro a pedido de integrantes da Igreja Batista da Lagoinha, com intermediação do deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). Dino registrou expressamente que os dados não demonstram relação causal entre o encontro e o voto, nem permitem concluir que a decisão tenha sido influenciada por interesses externos. Para ele, as circunstâncias precisam ser apuradas com contraditório e ampla defesa.
A decisão determinou prazo de dez dias para que a Prefeitura de São Paulo e a SP Regula apresentem documentos sobre a concessão dos serviços funerários, a composição das empresas e eventuais relações econômicas com o Master. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) terá 15 dias para fornecer informações sobre fundos de investimento e concessionárias do setor.
Acusações marcam sessão Fachin abriu a sessão afirmando que “não se julgam pessoas; julgam-se fatos e questões jurídicas”. O presidente do STF disse que a divergência é legítima, mas não o confronto pessoal, e ressaltou que a decisão deveria ser tomada pelo plenário.
A discussão avançou para acusações diretas. Moraes afirmou que Mendonça atuou a serviço de um grupo político ligado aos condenados pela tentativa de golpe de Estado. Mendonça contestou a afirmação. O decano do STF, ministro Gilmar Mendes, acusou o colega de conduzir o caso com viés político-eleitoral e questionou a divulgação seletiva de documentos.
Mendonça qualificou como levianas as declarações de Gilmar. O ministro Luiz Fux defendeu a atuação de Mendonça em decisões relacionadas à Polícia Federal e afirmou que integrantes da corporação não poderiam se recusar a cumprir determinações judiciais.
Gilmar e Dino também questionaram a decisão de Fachin de assumir a relatoria dos procedimentos. Sustentaram que o Regimento Interno do STF exige a distribuição dos processos por sorteio. Fachin respondeu que não retirou arbitrariamente as ações dos relatores, mas adotou medidas para suspender decisões conflitantes e submeter o impasse ao plenário.
A crise havia chegado à direção da Polícia Federal em 8 de setembro, quando Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. Fux e Nunes Marques acompanharam a decisão numa votação virtual da Segunda Turma, interrompida por pedido de vista de Gilmar.
Dino determinou a reintegração dos dois dirigentes no dia seguinte. Fachin suspendeu as decisões conflitantes, manteve Rodrigues no cargo e convocou a sessão extraordinária. Também revogou a designação de Moraes para conduzir o Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news, preservando os atos praticados anteriormente e as ações penais já abertas.
A disputa sobre o sigilo ampliou o volume de documentos públicos. Mendonça liberou inicialmente 15 procedimentos relacionados ao Master e, numa segunda etapa, outros 38. Os 53 processos incluem decisões, relatórios, contratos, extratos, depoimentos, vídeos e áudios. A primeira remessa continha 25,3 gigabytes de arquivos.
Fachin assumiu no sábado 12 a relatoria da Petição 16.662 e manteve separadas as sessões sobre Moraes e Mendonça. A primeira foi marcada para esta terça-feira 15 e a segunda para 23 de setembro. A questão de ordem apresentada por Dino pode reunir novamente os dois casos e acrescentar as referências a outros magistrados.
O que o STF ainda precisa decidir Reunião dos processos
O plenário avaliará se a Petição 16.662, relacionada a Moraes, deve ser reunida à Petição 16.704, que concentra questionamentos sobre a atuação de Mendonça.
Nova data
Se a reunião for aprovada, os dois casos poderão ser examinados em conjunto em 23 de setembro.
Novo relator
Os ministros discutirão se os procedimentos reunidos devem ser redistribuídos por sorteio, retirando Fachin da relatoria.
Outros magistrados
A proposta prevê identificar ministros mencionados nos documentos do Master e verificar se existem elementos que justifiquem providências. Citação em documento não significa prática de irregularidade.
Validade do relatório
A Corte decidirá se Mendonça poderia ter determinado o aprofundamento dos dados e se o material produzido pela PF pode ser aproveitado.
Possível investigação
Se o relatório for considerado válido, o plenário ainda terá de decidir se autoriza a abertura de investigação. A autorização não representa condenação nem reconhecimento de culpa.
Pedido da PGR
A Procuradoria defende a nulidade das diligências e a extinção da Petição 16.662.
Composição do julgamento
Nunes Marques declarou impedimento e Toffoli, suspeição. A participação de Moraes, por ser o alvo inicial, e de Mendonça, por ter ordenado as diligências questionadas, também integra a discussão processual.
Cronologia da crise 1º de setembro
Mendonça retira o sigilo do relatório da PF que identifica Moraes como possível interlocutor de Vorcaro e encaminha o caso para análise do plenário.
3 de setembro
Moraes pede a investigação de Mendonça por possível abuso de autoridade e usa informações de um relatório de inteligência da PF para questionar a atuação do colega.
8 de setembro
Mendonça determina o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e Leandro Almada. Fux e Nunes Marques acompanham a decisão na Segunda Turma, mas Gilmar pede vista.
9 de setembro
Dino manda reintegrar os dirigentes da PF. Fachin suspende as decisões conflitantes, convoca sessão extraordinária e retira Moraes da condução do inquérito das fake news.
10 e 11 de setembro
Após cobranças da Presidência do STF e da PGR, Mendonça retira o sigilo de 53 procedimentos relacionados ao Master.
12 de setembro
Fachin assume a relatoria da Petição 16.662 e mantém para o dia 15 o exame do caso Moraes. A análise das condutas atribuídas a Mendonça fica marcada para 23 de setembro.
15 de setembro
O STF inicia a sessão, ouve acusações entre ministros, registra o impedimento de Nunes Marques e a suspeição de Toffoli e suspende os trabalhos antes da votação. A retomada foi prevista para as 15h, quando o plenário deverá examinar a reunião dos casos e a redistribuição por sorteio.
A Corregedoria Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte publicou o Provimento CRE nº 3/2026, que fala sobre orientações aos Juízos Eleitorais para prevenir e combater o derrame de materiais de propaganda eleitoral com foco na distribuição de “santinhos”, na véspera e no dia das Eleições 2026.
A medida busca estabelecer o cumprimento da legislação eleitoral e a redução dos impactos ambientais, causados pela propaganda. De acordo com a Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), o derrame ou o consentimento com o derrame de material de propaganda em locais de votação ou em vias próximas, na véspera e no dia da eleição, se configura propaganda irregular, além da possível apuração de crime eleitoral.
Em nota, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) informou que os Juízos Eleitorais poderão articular ações de fiscalização com órgãos públicos e instituições que atuam na segurança e na organização do pleito.
“Para planejar as ações de fiscalização, os Juízos Eleitorais poderão realizar reuniões com o Ministério Público Eleitoral, as prefeituras, a Polícia Militar, a Guarda Municipal e demais agentes públicos que estejam em serviço na véspera e no dia do pleito. O objetivo é definir estratégias para prevenir ou cessar a realização de propaganda eleitoral irregular.”, disse o TRE-RN em nota.
O deferimento também permite que os Juízos Eleitorais de primeiro grau firmem acordos com as gestões municipais para a realização da limpeza dos locais de votação e das ruas próximas na véspera e na madrugada do dia da eleição.
Registro de ocorrências
Durante a circulação pelos locais de votação no dia do pleito, os servidores da Justiça Eleitoral e auxiliares convocados que identificarem derrame de santinhos deverão:
Fotografar o local de maneira que se visualize a quantidade de material derramado e que identifique as candidatas e os candidatos na propaganda espalhada;
Registrar o auto de constatação;
Recolher amostras do material;
Quando possível, solicitar à equipe de limpeza urbanaou equipe designada a realização dos atos para a retirada imediata do material despejado.
O registro também poderá ser realizado por meio da gravação de vídeos que permitam identificar as candidaturas, o local e a quantidade de material espalhado. Caso não seja possível localizar o responsável pelo derrame, poderão ser coletadas informações que auxiliem na identificação, incluindo relato de testemunhas e da indicação de câmeras de monitoramento públicas ou privadas existentes nas proximidades.
A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) afirmou nesta terça-feira, 15, que o repasse de R$ 137 milhões anunciado pelo Governo do Estado para esta quarta-feira, 16, não será suficiente para regularizar as transferências devidas às prefeituras. Segundo o presidente da entidade, José Augusto (PP), prefeito de Portalegre, mesmo após o pagamento, a dívida estimada do Estado com os municípios ficará em cerca de R$ 185 milhões.
A declaração foi dada durante entrevista coletiva convocada pela Femurn para anunciar medidas contra os atrasos nos repasses. A federação informou que levará o caso ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN).
José Augusto afirmou que os atrasos deixaram de ser episódios pontuais e passaram a fazer parte da rotina financeira das prefeituras. Segundo ele, há problemas nas transferências de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e também do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
“São recursos do Fundeb, do ICMS e do IPVA que não estão sendo entregues aos municípios nas datas previstas”, afirmou.
O presidente da Femurn também acusou o Estado de utilizar temporariamente recursos destinados às prefeituras para cumprir outras obrigações no fim do mês. Segundo ele, a situação compromete o pagamento de fornecedores e até da folha de pessoal dos municípios.
Femurn aponta dívida de R$ 185 milhões
De acordo com José Augusto, havia um compromisso para que o governo repassasse R$ 260 milhões aos municípios no último dia 10, mas apenas cerca de R$ 115 milhões teriam sido transferidos.
O presidente da Femurn sustenta que os R$ 137 milhões anunciados pelo Estado nesta terça correspondem a valores acumulados de semanas anteriores e que novas obrigações já venceram. Por isso, segundo os cálculos apresentados pela entidade, mesmo com o pagamento previsto para quarta-feira, ainda restariam aproximadamente R$ 185 milhões em transferências pendentes.
“Os R$ 137 milhões que estão sendo pagos são das semanas anteriores. Já tem o desta semana, que faz (a dívida) chegar a R$ 185 milhões”, disse.
A federação afirma ainda que o montante pode ser maior. José Augusto informou que a entidade fará um levantamento específico sobre os repasses do IPVA para dimensionar o valor que considera devido pelo Estado aos municípios.
Femurn vai ao MPF por recursos do Fundeb
A Femurn decidiu acionar os órgãos de controle depois de considerar insuficiente a resposta do governo a uma nota pública divulgada anteriormente pela entidade.
Além de procurar o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas, a federação informou que levará o caso ao MPF por envolver recursos federais destinados ao Fundeb.
Segundo José Augusto, há recursos do fundo que deveriam estar nas contas municipais e que estariam sendo repassados com atraso há cerca de três semanas.
Governo confirma pagamento nesta quarta-feira
Em nota divulgada nesta terça-feira, o Governo do Estado informou que fará nesta quarta o “repasse integral de aproximadamente R$ 137 milhões aos municípios”. Segundo a gestão estadual, os valores correspondem a transferências constitucionais relacionadas ao ICMS e ao Fundeb.
O governo afirmou ainda que, somente em setembro, os repasses constitucionais e os recursos do Fundeb transferidos às prefeituras somam R$ 116 milhões.
A gestão estadual também disse que mantém aberto o diálogo com a Femurn e que a data do pagamento previsto para esta semana havia sido acordada com o gestor da federação.
A Femurn, no entanto, sustenta que o pagamento anunciado não regulariza a situação e decidiu manter as medidas perante os órgãos de controle.
A Justiça do Rio Grande do Norte decidiu manter as prisões preventivas de três homens investigados pelo atentado que teve como alvo o vereador e policial militar Cabo Deyvison, em Mossoró. O ataque, ocorrido no dia 15 de junho, deixou o parlamentar gravemente ferido e terminou com a morte de seu assessor e amigo, o profissional da comunicação Alyson Dyego de Oliveira Morais.
A decisão foi tomada pelo Colegiado da Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCrim) e assinada eletronicamente na segunda-feira (14), durante a revisão periódica das prisões preventivas prevista no Código de Processo Penal.
O crime aconteceu em frente à UPA do bairro Alto de São Manoel. De acordo com os autos, Alyson Dyego foi atingido por disparos e morreu, enquanto Cabo Deyvison também foi baleado e sofreu ferimentos graves.
A manutenção das prisões envolve José Antônio da Costa, Vinícius Gabriel da Silva Freitas e Wilson Mariano da Silva Filho, apontados como investigados no atentado. Para a Justiça, não surgiu, desde a decretação das prisões, nenhum elemento capaz de modificar as circunstâncias que fundamentaram a custódia dos três.
José Antônio e Vinícius Gabriel tiveram as prisões em flagrante convertidas em preventivas no dia 18 de junho. Já Wilson Mariano teve a prisão preventiva decretada no dia 20 e foi localizado e preso quatro dias depois.
O atentado contra Cabo Deyvison ganhou grande repercussão em Mossoró e em todo o Rio Grande do Norte. Além de atingir diretamente um vereador e policial militar, o crime provocou a morte de Alyson Dyego, amigo e integrante da equipe de Deyvison.
O episódio também passou a marcar a trajetória política do vereador, que desde então intensificou sua defesa do combate às facções criminosas e da necessidade de uma política de segurança pública mais firme. Cabo Deyvison sobreviveu ao ataque e retomou suas atividades políticas, transformando a experiência em uma das principais bandeiras de sua candidatura a deputado federal.
A decisão da Justiça de manter os três investigados presos representa mais um capítulo da investigação sobre o atentado e mantém o caso sob responsabilidade da unidade especializada em crimes relacionados a organizações criminosas.
O Ministério Público do RN (MPRN) instaurou procedimento para apurar se as provas escritas do concurso da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) devem ser anuladas. O concurso oferece vagas e cadastro de reserva para os cargos de policial penal e especialista em assistência penitenciária.
Um dos pontos considerados pelo MPRN é a prisão em flagrante de 11 candidatos durante a aplicação da prova objetiva. Segundo a investigação, eles são suspeitos de portar equipamentos eletrônicos que poderiam ser usados para transmitir dados durante o exame.
O MPRN também analisa o compartilhamento de imagens em aplicativos de mensagens durante a aplicação da prova. As imagens sugerem que o caderno de questões foi fotografado dentro do local de aplicação.
Documentos da investigação policial indicam que a banca organizadora não utilizou detectores de metais em todos os locais de prova. O objetivo da apuração é verificar a dimensão das possíveis irregularidades e se os mecanismos de segurança adotados foram suficientes para impedir ou identificar eventuais tentativas de fraude.
O MPRN requisitou informações à Secretaria Estadual da Administração e ao Instituto Avalia. Os órgãos têm 15 dias para informar os locais de prova, os procedimentos de segurança adotados, o uso de detectores de metais e eventual contato prévio com órgãos de inteligência e investigação.
O MPRN também acompanhará o andamento da investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa do Patrimônio Público e do Combate à Corrupção.
O abuso sexual infantil pode começar muito antes da violência, em processos de aproximação e manipulação que nem sempre são percebidos pelos adultos. É sobre como reconhecer situações de aliciamento, identificar sinais de alerta e fortalecer a proteção de crianças e adolescentes que Kennya Gralha trata em seu novo livro, Infância Segura, Futuro Protegido: Um guia prático para prevenção do abuso sexual infantojuvenil, lançado durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que segue até domingo (13).
A obra reúne orientações de especialistas de diferentes áreas e aborda temas como desenvolvimento infantil, educação sexual e emocional, violência intrafamiliar, riscos no ambiente digital e o papel da família, da escola e da rede de proteção na prevenção da violência.
Cada capítulo é assinado por uma especialista, de acordo com sua área de conhecimento e atuação, reunindo diferentes perspectivas sobre a proteção de crianças e adolescentes.
A proposta é aproximar conhecimento técnico e orientações práticas de famílias e profissionais que lidam diariamente com crianças e adolescentes.
Segundo Kennya, um dos principais objetivos do livro é transformar informação em atitudes práticas de proteção. Entre as orientações estão formas de conversar com crianças sobre corpo, limites, consentimento e sexualidade de maneira adequada à idade, além da importância de construir vínculos e canais seguros de comunicação.
“Não podemos colocar sobre a criança a responsabilidade de impedir o abuso. Nós ensinamos recursos de autoproteção, mas quem tem a responsabilidade de construir ambientes seguros e protegê-la somos nós, adultos”, ressalta.
O guia também chama atenção para mudanças de comportamento que podem indicar que algo não vai bem, como alterações no sono, alimentação e rendimento escolar, além de medo, isolamento e comportamentos incompatíveis com a idade.
“Não existe um único comportamento que, isoladamente, confirme que uma criança sofreu abuso sexual. Por isso, o livro aborda diferentes sinais e sintomas que precisam ser observados dentro do contexto da criança”, explica a especialista.
A educação sexual preventiva também ocupa espaço central no guia. Para Kennya, ensinar uma criança sobre o próprio corpo, limites, privacidade e autonomia é também oferecer ferramentas para que ela reconheça situações de risco e saiba quando e como pedir ajuda.
O guia é dedicado a pais, mães, familiares e cuidadores, além de professores, profissionais da saúde e assistência social, profissionais do Direito, gestores públicos e demais integrantes da rede de proteção.”Na verdade, eu diria que é uma obra para todo adulto que compreende que proteger crianças e adolescentes é uma responsabilidade coletiva”, sublinha a autora.
Durante a programação oficial da Bienal, a autora também participou de um momento dedicado aos leitores no dia 7 de setembro. Como “Tia Kennya”, personagem que criou para levar de forma lúdica a mensagem de prevenção ao abuso sexual infantil, ela recebeu o carinho do público e fez dedicatórias no livro Meu Corpo Ninguém Toca! Eu Grito! Eu Corro! Eu Conto!.
Os leitores são chamados por Kennya de “guardiões da infância”, em referência ao compromisso coletivo com a proteção de crianças e adolescentes.
Sobre Kennya Gralha
Kennya Gralha é educadora parental, especialista em Inteligência Sexual Infantil, pós-graduada em Educação Parental e Inteligência Emocional e em Educação Sexual, Emocional e Prevenção ao Abuso. É acadêmica de Psicologia, palestrante e presidente do Instituto HEPIM.
Autora do livro infantil Meu Corpo Ninguém Toca. Eu grito! Eu corro! Eu conto!, é criadora do Método Kacto Protetor, voltado à orientação de famílias para a prevenção ao abuso sexual infantil. Com mais de 100 palestras realizadas, sua atuação já alcançou mais de 80 mil pessoas presencialmente, em mais de 10 estados brasileiros.
As mensagens encontradas pela PF (Polícia Federal) no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro mostram que o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), mantinha uma relação de proximidade com o então dono do Banco Master.
Em conversas informais, Rodrigo Fux tratava Vorcaro como “irmão” e combinava reuniões e encontros. Em 17 de maio de 2024, Rodrigo Fux escreveu: ”Fala irmão. Tudo bem?”. Cerca de dez segundos depois, Vorcaro responde. “Fala amigo. Tudo certo?”.
Rodrigo Fux também teria articulado um encontro do ministro Luiz Fux em um evento em Londres, no Reino Unido, ligado a Vorcaro. As conversas mostram que Rodrigo Fux enviou, inclusive, o e-mail de uma secretária do ministro do Supremo ao ex-banqueiro.
Em uma das mensagens, Rodrigo Fux chama Vorcaro para uma visita ao seu escritório em Brasília e fala em recebê-lo com um “tapete vermelho”. O encontro, no entanto, acabou não acontecendo.
Leia abaixo a transcrição das mensagens enviadas em 4 de dezembro de 2024:
Rodrigo Fux: Fala, meu amigo. Tudo bem? Na segunda você estará em bsb?
Daniel Vorcaro: Fala amigo. Tudo e você? Estarei na quarta em bsb. Esta quinta estarei no Rio.
Rodrigo Fux: Vamos tomar um café no escritório na quinta? 17hs funciona para você?
Daniel Vorcaro: Puxa, eu tenho que ir embora às 16h para São Paulo.
Rodrigo Fux: Deixa eu ver. Beleza, vou remarcar aqui para te atender. 14hs, marcado.
Rodrigo Fux: Tapete vermelho, irmão.
Daniel Vorcaro: Valeu, irmão.
No mês anterior, em novembro, Vorcaro pediu para que Rodrigo Fux o ajudasse em um caso. O filho do ministro do STF respondeu: “será um prazer se eu puder ajudar”.
As mensagens constam no conteúdo disponibilizado pela PF nesta segunda-feira (14) aos gabinetes dos ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes após os ministros pedirem acesso ao material.
Em nota, a Fux Advogados diz que nunca atuou a favor de Daniel Vorcaro ou do Banco Master, nem recebeu qualquer valor do ex-banqueiro.
“A despeito do tom informal dos diálogos vazados, o que houve foi uma tentativa de aproximação comercial por parte de Daniel Vorcaro e seus sócios. Uma tentativa apenas, mas que, conforme ressaltado, jamais se concretizou. E que se deu mais de um ano antes de qualquer notícia envolvendo fraudes ou implicação criminal do banqueiro”, afirmou.
Leia a nota completa da Fux Advogados:
“1) Nunca advogou a favor de Daniel Vorcaro ou do Banco Master (controladas, subsidiárias, qualquer empresa do grupo, fundos de investimentos relacionados, etc.); 2) Nunca fez qualquer proposta de trabalho e jamais celebrou qualquer contrato ou manteve relação comercial com Daniel Vorcaro ou com Banco Master (controladas, subsidiárias, qualquer empresa do grupo, fundos de investimentos relacionados, etc.); 3) Nunca recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou do Banco Master (controladas, subsidiárias, qualquer empresa do grupo, fundos de investimentos relacionados, etc.) 4) Jamais foi contratado para atuar em processos que se encontrassem em vias de remessa ao Supremo Tribunal Federal, muito menos para atuar em processos que já se encontrassem em trâmite na Corte; 5) A despeito do tom informal dos diálogos vazados, o que houve foi uma tentativa de aproximação comercial por parte de Daniel Vorcaro e seus sócios. Uma tentativa apenas, mas que, conforme ressaltado, jamais se concretizou. E que se deu mais de um ano antes de qualquer notícia envolvendo fraudes ou implicação criminal do banqueiro”
A CNN procurou também procurou o gabinete do ministro Luiz Fux e ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto.
Conversas extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro relacionam o advogado Kevin Marques ao valor de R$ 500 mil. Ao lado do nome do advogado aparece um número de telefone do filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques. À coluna, o ministro disse que o filho nunca trabalhou para o Master e, portanto, não recebeu valor algum do Master. Ele afirmou ainda que não teve acesso ao conjunto de mensagens.
Em mensagem enviada a Vorcaro às 10h41 do dia 4 de julho de 2025, o então diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, encaminha ao chefe um arquivo contendo o nome “Kevin Marques”, um número de telefone acompanhado do texto: “Esse aqui — 500 mil mês — mantém?”.
Na sequência, o executivo envia duas risadas e comenta em referência a Kevin: “Esse aqui já era, né?”.
Vorcaro responde também com “kkkk”.
Em outra mensagem, em 8 de agosto de 2025, Rennó reenvia a mesma planilha com o valor e o nome do advogado e escreve três mensagens para Vorcaro: “esse aí”, “único meu que faltou” e “foi pago”.
Em nova troca de mensagem via WhatsApp, o executivo informa Vorcaro que “ganhamos Alcídia”, uma referência à destilaria Alcídia, em Teodoro Sampaio (SP), que ganhou causa de repercussão bilionária no Supremo com os votos de Edson Fachin, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. O julgamento foi concluído em 1º de outubro de 2024.
O resultado tinha impacto no Master porque o banco mantinha em seu balanço carteira estimada de R$ 10 bilhões de precatórios do setor, cujo valor dependia do reconhecimento dessas indenizações.
Como mostrou a coluna, Dias Toffoli votou a favor da Alcídia, posição diferente da adotada poucos dias antes em processo semelhante envolvendo a Raízen. Nas mensagens analisadas pela PF, integrantes do banco afirmaram que “Toffoli virou o voto”. Antes da conclusão do julgamento, o processo havia sido interrompido por um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques. Era preciso que ele liberasse o assunto para o julgamento.
O nome do ministro Nunes Marques está entre os contatos na agenda de Vorcaro, mas o ministro tem sustentado que não tinha relação com o banqueiro.
O FILHO DO MINISTRO
Com apenas 25 anos e dois anos de atuação como advogado, Kevin de Carvalho Marques já assinou contratos de valores elevados. Um deles foi com a Consult Inteligência Tributária, da qual recebeu R$ 281,6 mil. A empresa, por sua vez, recebeu R$ 6,6 milhões do Banco Master. Entre seus clientes, estão empresas como Refit e Grupo Petrópolis.
O celular de Daniel Vorcaro apreendido pela Polícia Federal registra conversas entre o banqueiro e o ministro Nunes Marques.
Em nota, o advogado Kevin Marques afirmou que “não prestou serviço ao banco Master nem recebeu dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro. Como informado anteriormente, o advogado Kevin Marques recebeu R$ 281,6 mil da Consult, empresa à qual prestou serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa. A atuação profissional do advogado Kevin Marques em favor da Consult não tem qualquer relação com o Supremo Tribunal Federal”.
CHAMPAGNE E MACALLAN NO JATINHO
As mensagens extraídas do celular de Vorcaro também tratam de uma viagem em jatinho particular envolvendo a advogada Camilla Ewerton Ramos. Nas conversas, Vorcaro concorda com pedidos da advogada relacionados ao voo, entre eles a utilização de um aeroporto mais discreto e a oferta de Dom Pérignon e Macallan a bordo.
A imprensa revelou posteriormente que Nunes Marques e a esposa estavam nessa viagem. O voo ocorreu em 14 de novembro de 2025, de Brasília para Maceió, para a festa de aniversário de Camilla, que atua em processos do Banco Master. O próprio gabinete do ministro confirmou a presença do casal e afirmou que a advogada ficou responsável pelo voo e pelos detalhes da viagem. A aeronave era operada pela Prime Aviation, empresa controlada pela Prime You, companhia que teve Daniel Vorcaro como sócio até setembro de 2025 e que continuou ligada à administração de seus bens.
A Prefeitura Municipal de Currais Novos realizou, na manhã desta terça-feira (15), a entrega de mais oito ruas pavimentadas no bairro Recanto Dourado.
Foram contempladas com a pavimentação as ruas José Egypto; Josefa Madeiras de Araújo; Otávio Porfiria da Silva; Pedro Porfiria da Silva; Manoel Paizinho Dantas; Francisco Gonçalves de Almeida; Professora Lindalva Dantas e Vivaldo Porfirio da Silva.
O prefeito Lucas Galvão, destacou que a pavimentação de ruas tem sido uma das prioridades da administração municipal, especialmente nos bairros onde a população aguardava há anos por melhorias.
“Hoje estamos entregando mais oito ruas pavimentadas no município. O trabalho vai continuar, porque nosso compromisso é fazer a infraestrutura chegar a todos os bairros de Currais Novos” , afirmou o prefeito.
As oito ruas entregues nesta terça-feira, são as primeiras vias pavimentadas no Recanto Dourado, marcando um importante avanço na infraestrutura e na qualidade de vida dos moradores.
O deputado estadual e candidato à reeleição, Nelter Queiroz (Progressistas), apareceu novamente em primeiro lugar geral em maus uma pesquisa para deputado estadual no Rio Grande do Norte. Desta vez, o parlamentar lidera a pesquisa espontânea Metadata/Grupo Dial, divulgada nesta segunda-feira (14), com 2,01% das citações. Com o novo resultado, Nelter chega à oitava liderança em levantamentos eleitorais realizados em 2026, consolidando uma sequência de desempenhos de destaque na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.
Na pesquisa espontânea, os entrevistados indicam livremente o nome de sua preferência, sem a apresentação de uma lista prévia de candidatos. O resultado coloca Nelter à frente dos demais nomes citados no levantamento e reforça a presença do deputado entre os candidatos mais lembrados pelo eleitorado potiguar. “Recebo esse resultado com muita gratidão e, principalmente, com muita responsabilidade. Ser lembrado e aparecer novamente em primeiro lugar mostra que o nosso trabalho está chegando às pessoas. Mas pesquisa não ganha eleição. Vamos continuar trabalhando, ouvindo o povo e mostrando tudo o que fizemos e ainda podemos fazer pelo Rio Grande do Norte”, afirmou.
A pesquisa Metadata/Grupo Dial ouviu 1.536 eleitores em 63 municípios do Rio Grande do Norte, com entrevistas realizadas entre os dias 10 e 12 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A distribuição das entrevistas contempla municípios de diferentes portes e regiões do estado. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-02543/2026 e BR-03830/2026, referentes às disputas eleitorais no Rio Grande do Norte.
O nome de Odon Júnior segue em destaque nas pesquisas eleitorais para deputado federal no Rio Grande do Norte. O novo levantamento Metadata/Grupo Dial, realizado entre os dias 10 e 12 de setembro, coloca Odon em 7º lugar na classificação geral, com 1,51% das intenções de voto, e na 3ª posição entre os nomes da Federação Brasil da Esperança.
O resultado reforça o crescimento e a consolidação de Odon Júnior na disputa por uma das vagas do RN na Câmara dos Deputados. O ex-prefeito de Currais Novos vem aparecendo de forma recorrente entre os nomes mais lembrados pelos eleitores potiguares, ampliando sua presença no cenário estadual.
A pesquisa ouviu 1.536 eleitores em 63 municípios do Rio Grande do Norte, contemplando cidades de diferentes portes e regiões do estado. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número RN-02543/2026.
A presença de Odon entre os primeiros colocados também ganha relevância pelo fato de a pesquisa abranger municípios de todas as regiões do RN, indicando que seu nome vem conquistando espaço para além do Seridó.
Pesquisa Metadata/Grupo Dial divulgada nesta segunda-feira (14) mostra Allyson Bezerra (União Brasil) à frente nos dois cenários de segundo turno em que é testado na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. O levantamento também aponta empate técnico entre Cadu de Lula (PT) e Álvaro Dias (PL) em um confronto direto.
Contra Álvaro, Allyson tem 58,2% das intenções de voto, diante de 26,4% do candidato do PL. A diferença é de 31,8 pontos percentuais, a maior registrada entre os três cenários de segundo turno pesquisados.
No confronto com Cadu, Allyson aparece com 57,6%, enquanto o petista registra 29,1%, uma diferença de 28,5 pontos percentuais.
O cenário mais equilibrado é justamente aquele que não inclui Allyson. Cadu tem 41,4% contra 38,3% de Álvaro Dias. A diferença numérica é de 3,1 pontos percentuais. Considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.
A vantagem de Allyson sobre Álvaro é de 31,8 pontos percentuais.
Allyson x Cadu
Nesse cenário, Allyson registra vantagem de 28,5 pontos percentuais sobre Cadu.
Cadu aparece numericamente 3,1 pontos à frente de Álvaro, mas os dois estão tecnicamente empatados considerando a margem de erro da pesquisa.
Pesquisa Metadata/Grupo Dial divulgada nesta segunda-feira (14) mostra Lula (PT) com 60,4% das intenções de voto no Rio Grande do Norte em um eventual segundo turno da eleição presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL).
No confronto direto, Flávio Bolsonaro aparece com 30,6%. A diferença entre os dois candidatos no eleitorado potiguar é de 29,8 pontos percentuais.
Os eleitores que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos dois representam 7,5%. Outros 1,4% não souberam ou não responderam.
A pesquisa Metadata/Grupo Dial ouviu 1.536 eleitores em 63 municípios do Rio Grande do Norte, com entrevistas realizadas entre os dias 10 e 12 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A distribuição das entrevistas contempla municípios de diferentes portes e regiões do estado.
O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-03830/2026, referente à pesquisa para presidente da República.
A pesquisa Metadata/Grupo Dial, divulgada nesta segunda-feira (14), mostra o deputado estadual Nelter Queiroz (PP) na liderança das intenções de voto espontâneas para deputado estadual no Rio Grande do Norte, com 2.01 % das citações.
Na pesquisa espontânea, os entrevistados não recebem uma lista prévia de candidatos e indicam livremente em quem pretendem votar.
Em segundo lugar aparece Dr. Gustavo Soares (PSDB), com 1,90%, seguido por Cinthia de Allyson (União), com 1,67%. Cristiane Dantas (PSDB) com 1.51% e Tomba Farias (PL) 1.46%.
Os votos Branco/ Nulo/ Nenhum somam 12,5%. Já 51,6% dos entrevistados Não sabe/Não respondeu.
Metodologia
A pesquisa Metadata/Grupo Dial ouviu 1.536 eleitores em 63 municípios do Rio Grande do Norte, com entrevistas realizadas entre os dias 10 e 12 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A distribuição das entrevistas contempla municípios de diferentes portes e regiões do estado.
O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-02543/2026 e BR-03830/2026, referente às disputas no Rio Grande do Norte.