Morre Cidinha Moraes, cofundadora da banda católica Vida Reluz

Postado em 29 de setembro de 2026

A cantora Maria Aparecida de Moraes, conhecida como Cidinha Moraes, cofundadora da banda católica Vida Reluz, morreu nesta segunda-feira, 28, aos 60 anos. Ela estava em tratamento após ser diagnosticada com hepatite C.

Nas últimas semanas, familiares, amigos e integrantes do meio católico mobilizaram as redes sociais em pedidos de oração pela recuperação da cantora, que enfrentava complicações em seu estado de saúde.

Cidinha havia completado 60 anos no último dia 7 de setembro. O velório é realizado na Sala 6 da Urbam, em São José dos Campos (SP). O sepultamento está previsto para esta terça-feira, 29, às 16h, no Cemitério Municipal Padre Rodolfo Komorek, também no município.

Mais de quatro décadas de evangelização

Cidinha Moraes dedicou mais de quatro décadas à evangelização por meio da música. A história do Vida Reluz começou em 1985, em São José dos Campos, quando ela e Walmir Alencar, ao lado de outros jovens ligados à Sociedade de São Vicente de Paulo, promoviam encontros e vigílias marcados pela oração, música e louvor. Como tinham o costume de levar a Bíblia para os encontros, ficaram inicialmente conhecidos como “Grupo da Bíblia”.

Dez anos depois, em 1995, o Vida Reluz lançou seu primeiro álbum. Ao longo das décadas seguintes, o grupo consolidou sua presença na música católica brasileira com canções que passaram a fazer parte de celebrações, grupos de oração, retiros e momentos de adoração, como “Celebra a Vitória”, “Como És Lindo”, “Diante do Rei”, “Confia em Mim” e “Gratidão”.

Ao recordar o início da missão em entrevista à Milícia da Imaculada, Cidinha falou sobre a caminhada iniciada a partir das reuniões de jovens, vigílias, adorações e grupos de oração. Sobre sua permanência no ministério, resumiu: “Fomos chamados para servir e aqui estamos”.

Cidinha permaneceu como uma das vozes do Vida Reluz ao longo dessa trajetória. Em 2026, participou das celebrações pelos mais de 40 anos de história da banda e integrava a formação do grupo ao lado dos vocalistas Rosana de Pádua e Rafinha Oliveira, Alexandre Saes, Cristiano Araújo e Paulinho Oliveira. Entre os trabalhos mais recentes está o álbum “Mar de Vitórias”, projeto que deu continuidade à missão de evangelização iniciada ainda na década de 1980.

CANÇÃO NOVA

Seu local de votação mudou? Confira as seções alteradas no RN

Postado em 29 de setembro de 2026

Eleitores do Rio Grande do Norte devem conferir o local de votação antes do primeiro turno das Eleições 2026, no domingo 4. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) informou que algumas seções foram transferidas ou agregadas a outros locais neste ano.

A relação oficial das alterações de seções eleitorais está disponível no site do tribunal. A consulta individual também pode ser feita no e-Título ou no Autoatendimento Eleitoral do TSE, que informam zona, seção e endereço atualizado.

Como conferir
No aplicativo e-Título, abra a opção “Onde votar”. Pela internet, acesse o Autoatendimento Eleitoral, informe os dados solicitados e consulte o endereço. Quem teve a seção agregada votará no local indicado pelo sistema, mesmo que o título antigo mostre outro endereço.

O TRE-RN recomenda fazer a verificação com antecedência. No domingo, a votação será das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. É necessário apresentar documento oficial com foto; o e-Título vale como identificação quando exibir fotografia.

AGORA RN

Ex-sócio de Flávio Bolsonaro relata pagamento de Rolex, encontros de senador com gp e lobby com Kassio, diz site

Postado em 29 de setembro de 2026

O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) aparece em mensagens, fotos e documentos mantidos por Alexandre Santini, ex-sócio de Flávio e antigo amigo, que revelam que pessoas próximas teriam custeado despesas pessoais e presentes de alto valor para o político. O material, divulgado nesta terça-feira, 29, pelo site PlatôBR, também menciona uma suposta intermediação de Flávio junto ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Sobre as despesas e presentes, entre os documentos está uma nota fiscal de fevereiro de 2022 referente à compra de um Rolex Submariner Date de ouro branco, no valor de R$ 305 mil. Segundo o PlatôBR, o documento está em nome do advogado Alan Belaciano, mas mensagens guardadas por Santini indicariam que o relógio foi comprado para Flávio Bolsonaro.

Belaciano também aparece nos registros relacionados à compra de equipamentos de academia para a casa de Flávio em Brasília. De acordo com a reportagem, as notas fiscais somam mais de R$ 90 mil. Na época em que o pagamento dos equipamentos veio a público, Flávio afirmou que um “amigo de longa data” havia feito a compra como um “empréstimo pessoal”, que estaria sendo quitado. 

Os documentos reunidos pelo ex-sócio também apontariam para outras despesas pagas por pessoas próximas. Segundo o PlatôBR, funcionários ligados ao grupo teriam realizado reparos na casa de Flávio. Mensalidades da academia frequentada pelo senador e pela mulher dele, Fernanda Bolsonaro, também teriam sido pagas pelo ex-sócio.

Santini e Flávio foram sócios em uma franquia da Kopenhagen na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A relação entre os dois se deteriorou a partir de 2022, em meio a uma disputa financeira. Em setembro de 2023, Santini enviou uma notificação extrajudicial cobrando cerca de R$ 1,4 milhão, alegando ter ficado no prejuízo com o negócio. 

Durante o conflito, Santini passou a guardar e compartilhar mensagens, fotos e outros registros relacionados à convivência com o senador. Parte desse material envolvia encontros privados com garotas de programa. Segundo o PlatôBR, o ex-sócio mostrou parte das imagens a Fernanda Bolsonaro.

Depois do episódio, Flávio enviou uma mensagem a Santini na qual afirmou ter se arrependido de “muitas escolhas erradas” e disse que não voltaria a errar com a família. A mensagem, porém, não especifica a quais episódios o senador se referia.

Mensagem sobre Kassio Nunes Marques
Nas mensagems, há um trecho que envolve o ministro Kassio Nunes Marques, do STF. No fim de 2023, durante a disputa financeira entre os antigos sócios, Santini escreveu a Flávio dizendo ter conhecimento de que ele havia conversado diretamente com o ministro sobre os interesses de um cliente que tinha um processo no gabinete de Kassio.

Segundo a mensagem reproduzida pelo PlatôBR, o caso seria acompanhado por Alan Belaciano, o mesmo advogado apontado como responsável pela compra do Rolex. Santini afirmou ainda que teria sido marcado um jantar com a participação do chefe de gabinete de Kassio para tratar do assunto.

A reportagem, no entanto, não identifica quem seria o cliente ou qual processo estaria em discussão. Também não apresenta comprovação independente de que a suposta intermediação junto ao ministro tenha ocorrido.

Após receber a mensagem, Flávio respondeu no mesmo dia e marcou uma reunião com Santini em seu gabinete, para uma terça-feira, às 15h. O conteúdo da conversa não foi revelado. Depois do encontro, Santini informou a interlocutores que a disputa com o ex-sócio estava encerrada.

O Terra procurou a campanha de Flávio Bolsonaro para uma manifestação sobre os fatos narrados. O espaço segue aberto. A reportagem também tenta contao com o advogado Alan Belaciano, e o ex-sócio de Flávio, Alexandre Santini.

TERRA

ELEIÇÕES 2026: Currais Novos tem crescimento de 4% em eleitores aptos a votar neste fim de semana

Postado em 29 de setembro de 2026

O município de Currais Novos, no Seridó potiguar, apresentou um crescimento de 4,06% no número de eleitores aptos a votar no pleito deste fim de semana. O número corresponde ao comparativo com 2022, ano da última eleição presidencial.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Currais Novos conta, para a votação deste domingo (4), com 33.022 eleitores em condições de votar. Em 2022, esse número correspondia a 31.733 eleitores, 1289 a menos do que para o pleito deste fim de semana.

O número é o segundo maior da série histórica apresentada no sistema do TSE. Em 2014, Currais Novos apresentou o maior número de eleitores aptos a votar no período verificado: 33.093.

Anthony Medeiros

Lula tem 45,3% contra 42,2% de Flávio Bolsonaro no 1º turno, aponta Atlas/Bloomberg

Postado em 29 de setembro de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o primeiro turno da corrida presidencial, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira, 29. A menos de uma semana para o pleito, ele tem 45,3% das intenções de voto, contra 42,2% do senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece na segunda colocação.

Brancos e nulos somam 0,9% e, indecisos, 1,2%. A margem de erro da pesquisa é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos.

Ambos os candidatos oscilaram negativamente na comparação com a rodada anterior da pesquisa. No dia 22 de setembro, Lula tinha 45,8% e Flávio, 43,4%.

A pesquisa Atlas começou a ser feita no dia 23 e foi encerrada nesta segunda-feira, 28. Outros dois levantamentos divulgados nesta segunda-feira começaram a ser feitos depois. O da Quaest, no dia 24. O do BTG/Nexus, no dia 25. Ambos fizeram entrevistas até o dia 27.

O candidato Renan Santos (Missão) aparece em terceiro lugar, com 5,2% dos votos. Augusto Cury (Avante) tem 2% e Ronaldo Caiado (PSD), 1,8%.

Os demais pontuaram abaixo de 1%: Romeu Zema (Novo) marcou 0,9%, Samara Martins (UP), 0,4%, e Rui Costa Pimenta (PCO), 0,1%. Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) não pontuaram.

A Atlas utilizou a metodologia de recrutamento digital aleatório para entrevistar 5.005 pessoas com 16 anos ou mais pela internet entre os dias 23 e 28 de setembro. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento, custeado com recursos próprios, foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04391/2026.

2º turno

O candidato do PL, contudo, pontua ligeiramente acima de Lula em um eventual segundo turno. Flávio marca 47,7% contra 47,6% do atual presidente. O placar significa empate técnico. Indecisos, brancos e nulos representam 4,8%.

De acordo com a Atlas, Lula ganharia de todos os demais adversários testados no segundo turno: 45,9% a 43,4% contra Caiado; 47,4% contra 41,2% de Zema; 46,2% contra 36,1% de Cury; e, por fim, 46,4% contra 28,9% de Renan Santos.

Estadão Conteúdo

Taxa de desemprego cai para 5,3%, a menor para o trimestre até agosto

Postado em 29 de setembro de 2026

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em agosto ficou em 5,3%, a menor já registrada para o período desde 2012, quando se inicia a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, o instituto registrou recorde no número de trabalhadores ocupados, carteira assinada, massa salarial e contribuição para a previdência.

O desempenho do desemprego no período de três meses até agosto representa recuo em relação ao trimestre móvel até maio (5,6%) e em comparação ao mesmo período de 2025 (5,6%). De acordo com a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, o resultado veio em linha com a expectativa de analistas do mercado.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (29).

O levantamento mostra que no trimestre até agosto a população ocupada atingiu 103,5 milhões de pessoas, a maior já registrada. Esse contingente representa alta de 0,8% em relação ao trimestre até maio, isto é, mais 774 mil trabalhadores.

A pesquisa revela ainda que os grupamentos de atividade que puxaram a alta da ocupação foram a indústria geral (crescimento de 2%, ou mais 265 mil pessoas) e construção (4,1%, ou mais 306 mil pessoas).

Carteira assinada na máxima
O número de empregados do setor privado com carteira assinada atingiu 39,5 milhões, também recorde.

A população desocupada terminou o período em 5,8 milhões de pessoas, recuo de 4,6% (menos 281 mil) na comparação com o trimestre de março a maio.

A população desalentada, formada por aquelas pessoas que sequer procuram trabalho pois acreditam que não vão encontrar, somou 2,4 milhões até agosto – patamar estável em relação ao trimestre anterior e 11,9% menor (menos 317 mil) em relação ao mesmo período de 2025.

A taxa de informalidade – proporção de trabalhadores informais na população ocupada – foi de 37,5%, o que representa 38,8 milhões de pessoas. No trimestre anterior era 37,3%.

O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13º salário.

Massa salarial recorde
O rendimento mensal médio do trabalhador ficou em R$ 3.777. No trimestre até maio era R$ 3.752. O maior já registrado foi R$ 3.783, no trimestre terminado em fevereiro de 2026.

A massa salarial, somatório dos salários de todos os trabalhadores, dinheiro que acaba sendo usado para consumo, pagamento de dívidas, investimentos e poupança, alcançou R$ 385,6 bilhões, a maior da série, com crescimento de 1,4% no trimestre (mais R$ 5,2 bilhões) e de 4,8% (mais R$ 17,5 bilhões) em um ano.

Recorde de contribuintes para a Previdência
De acordo com a Pnad, o Brasil atingiu o maior número já apurado de trabalhadores contribuintes para institutos de previdência, 68,5 milhões de pessoas. Isso representa que de cada 100 trabalhadores, 66,2 contribuem.

Ao contribuir para institutos de Previdência, o trabalhador adquire garantias como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.

O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de Previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.

Retrato do mercado de trabalho
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

*Com informações de Agência Brasil

Juros para famílias sobem em agosto e inadimplência chega a 6%

Postado em 29 de setembro de 2026


As famílias brasileiras continuaram enfrentando aumento dos juros, da inadimplência e do endividamento em agosto, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nesta terça-feira (29) pelo Banco Central (BC).

A taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas chegou a 61,7% ao ano, com alta de 1,4 ponto percentual (p.p.) em relação a julho; e de 2,9 p.p. na comparação com agosto do ano passado.

Entre as modalidades que mais pressionaram o indicador estão o cartão de crédito rotativo e o cartão parcelado.

Considerando famílias e empresas, a taxa média de juros das operações com recursos livres ficou em 48,5% ao ano em agosto, com aumento de 0,8 p.p. no mês e de 2,3 p.p. em 12 meses.

No caso especificamente das empresas, a taxa média de 24,2% representa recuo de 1,0 p.p. no mês e de 0,7 p.p. em 12 meses.

“Prevaleceu o efeito da variação das taxas (efeito taxa), com destaque para as reduções das taxas médias de cartão de crédito rotativo (-26,9 p.p.), de capital de giro com prazo inferior a 365 dias (-4,1 p.p.) e de capital de giro com prazo superior a 365 dias (-1,0 p.p.)”, detalhou o BC.

rédito

Apesar dos juros mais elevados, o crédito às famílias continuou crescendo. O saldo das operações livres para pessoas físicas alcançou R$ 2,6 trilhões, com expansão de 0,8% no mês e de 10,5% em 12 meses.

O resultado foi puxado principalmente pelo financiamento de veículos, pelo cartão de crédito rotativo e pelo crédito consignado para trabalhadores do setor privado, modalidade que concentra as operações do Crédito do Trabalhador.

Nas empresas, a taxa média de juros do crédito livre ficou em 24,2% ao ano, após recuo de 1 p.p. em agosto. O saldo dessas operações somou R$ 1,6 trilhão, com queda de 0,6% no mês e alta de 0,5% em 12 meses.

Segundo o BC, o resultado foi influenciado principalmente pela redução das operações de capital de giro, de desconto de duplicatas e outros recebíveis.

O saldo total da carteira de crédito livre atingiu R$ 4,1 trilhões em agosto, crescimento de 0,2% no mês e de 6,5% em 12 meses.

Endividamento e inadimplência

Os indicadores de crédito mostram que o endividamento das famílias atingiu 49,9% em julho, com aumento de 0,2 p.p. em relação ao mês anterior e de 1,1 p.p. em 12 meses.

O comprometimento da renda com o pagamento de dívidas ficou em 28,7%, estável na comparação mensal, mas 1,4 p.p. acima do registrado um ano antes.

Ao mesmo tempo, a inadimplência da carteira total de crédito do Sistema Financeiro Nacional alcançou 5% em agosto, com alta de 0,1 p.p. no mês e de 0,9 p.p. em 12 meses.

Entre as famílias, a taxa de inadimplência chegou a 6%, avançando 0,2 p.p. em relação a julho e 1,1 p.p. na comparação anual. Nas operações com empresas, o indicador permaneceu estável em 3,3%.

Crédito total soma R$ 7,4 trilhões

O saldo das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu R$ 7,4 trilhões em agosto, o que representa expansão de 0,5% no mês.

As operações com famílias cresceram 0,8%, chegando a R$ 4,7 trilhões. Nas empresas, houve redução de 0,1%, para R$ 2,7 trilhões.

Em 12 meses, o crédito total acumulou crescimento de 9,2%, com avanço de 10,5% nas operações destinadas às pessoas físicas e de 7,1% naquelas voltadas às empresas.

Considerando empréstimos bancários, títulos de dívida e financiamentos externos, o crédito ampliado ao setor não financeiro totalizou R$ 22 trilhões em agosto, o que equivale a 164,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O saldo cresceu 0,6% no mês e 11,3% em 12 meses.

O crédito ampliado às empresas somou R$ 7,3 trilhões, valor equivalente a 54,6% do PIB, com expansão de 1,1% em agosto e de 8,7% na comparação anual.

Reservas bancárias avançam

Nos agregados monetários, a base monetária encerrou agosto estável, na comparação com o mês anterior, em R$ 432,6 bilhões. Tendo como base comparativa agosto de 2025, apresentou retração de 1,4%.

As reservas bancárias cresceram 4,5% no mês, enquanto o volume de papel-moeda em circulação recuou 0,5%.

Agência Brasil

Candidato do PT, Ivan Baron retira candidatura e anuncia apoio a Zenaide para o Senado

Postado em 29 de setembro de 2026

O candidato a deputado estadual pelo PT Ivan Baron anunciou a retirada de sua candidatura e declarou apoio a Dra. Zenaide na disputa pelo Senado. O posicionamento de Ivan se soma a outras manifestações de petistas em favor da senadora nesta reta final da eleição. A declaração ocorre mesmo com o grupo petista tendo candidatura própria ao Senado no Rio Grande do Norte, com Samanda Alves e Rafael Motta.

Ivan afirmou que fez questão de ir pessoalmente até Zenaide para declarar seu voto. “Doutora, eu fiz questão de vir aqui pessoalmente falar que o meu voto pro Senado é seu. 555”, disse. Ele também anunciou a retirada de sua candidatura a deputado estadual e explicou que a decisão foi tomada para cuidar da própria saúde mental e da família. “Reconhecer a minha limitação também é ser forte”, afirmou.

Ao receber o apoio, Zenaide destacou a trajetória de Ivan na defesa das pessoas com deficiência e reafirmou seu compromisso com a pauta da inclusão. “Enquanto eu estiver no Senado, a pessoa com deficiência vai ter voz, vai ter vez e vai ter quem lute por ela”, declarou.

bg

Pacote de medidas em ano eleitoral chega a R$ 215,6 bilhões após fim de bets e novo Desenrola

Postado em 29 de setembro de 2026

O fim das casas de apostas on-line e a terceira edição do Desenrola Brasil elevaram o custo das medidas anunciadas pelo governo Lula em ano eleitoral para até R$ 215,6 bilhões. O cálculo foi feito pela Folha de São Paulo, com base em dados do governo e na consulta a especialistas.

Em maio, o pacote tinha 11 medidas e somava cerca de R$ 144 bilhões. No fim de junho, antes do defeso eleitoral, chegou a R$ 180 bilhões, com 16 medidas; no início de setembro, foi a R$ 193,8 bilhões e, agora, passa de R$ 200 bilhões, com 22 ações.

O fim das bets provocará perda de arrecadação de R$ 1,5 bilhão neste ano. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do próximo ano previa ainda R$ 5,3 bilhões com a taxação dos ganhos das casas de apostas e com a taxa de fiscalização.

Segundo a Receita Federal, a arrecadação com as bets foi de cerca de R$ 10 bilhões em 2025 e de R$ 7,3 bilhões no primeiro semestre de 2026. Os valores incluem a tributação dos ganhos e as contribuições sociais e previdenciárias pagas pelas empresas.

Com o Desenrola 3.0, o governo prevê alcançar cerca de R$ 150 bilhões em dívidas. Para isso, gastará até R$ 15 bilhões na compra desse estoque, com desconto mínimo de 90%, até 2028.

O governo comprará dívidas de até R$ 10 mil que constam nos balanços dos bancos. Ele mesmo negociará com os endividados, repassará os descontos obtidos no atacado com as instituições e liberará os bancos para emprestar mais.

O governo nega caráter eleitoral nas medidas. Ao lançar o aumento do Bolsa Família, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que as ações estão dentro do Orçamento, ao contrário do que ocorreu no último ano do governo de Jair Bolsonaro (PL).

Entre as primeiras medidas do ano está o aporte de até R$ 15 bilhões no FGO (Fundo de Garantia de Operações) para o Desenrola 2.0. O fundo é administrado pelo Banco do Brasil, que garante o pagamento das dívidas renegociadas pelos bancos em caso de calote.

Em abril, o governo anunciou R$ 21,2 bilhões para financiar caminhões e ônibus e R$ 10 bilhões para máquinas agrícolas. Vieram depois uma linha de cerca de R$ 4 bilhões para motos de entregadores de aplicativos, uma de R$ 30 bilhões para renovação de frota de taxistas e motoristas de apps e o reajuste do Bolsa Família, estimado em R$ 22 bilhões para este ano e o próximo.

Em agosto, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Guilherme Mello, disse ao jornal que as medidas têm impacto positivo na economia e não põem em risco as metas fiscais nem o controle da inflação.

98fm

Saiba como baixar o e-Título para votar

Postado em 29 de setembro de 2026

Os eleitores poderão utilizar o e-Título, a via digital do título de eleitor, para se identificar perante os mesários e votar nas eleições de 2026 – o primeiro turno ocorrerá no próximo dia 4 de outubro. No entanto, para votar apresentando somente o e-Título, disponível nas plataformas iOS ou Android, é preciso que o aplicativo contenha a foto do eleitor.

Para baixar o e-Título, é necessário acessar a AppStore ou Google Play Store e fazer o download gratuito. É importante verificar se o app aparece como “e-Título – Justiça Eleitoral Brasileira”.

Com o aplicativo aberto é preciso preencher os dados: nome completo, data de nascimento, CPF ou Título de Eleitor, e nome dos pais. Após isso, o eleitor deverá responder às perguntas de segurança exibidas na tela e criar uma senha.

Os dados informados devem ser exatamente iguais aos do último atendimento na Justiça Eleitoral. Se houver divergência, o aplicativo não validará o documento. O e-Titulo poderá ainda solicitar o reconhecimento facial, feito por meio da câmera do aparelho celular.

Além do e-Título (com foto), o eleitor poderá se identificar perante os mesários com documentos oficiais com foto, como carteira de identidade, Identidade social (para pessoas trans e travestis); passaporte ou outro documento de valor legal equivalente, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho e carteira nacional de habilitação.

Os documentos oficiais são válidos para votar mesmo fora da validade.

Agencia Brasil

Empresas têm até outubro para regularizar pendências do Simples Nacional

Postado em 29 de setembro de 2026

Microempresas e empresas de pequeno porte que pretendem ingressar ou retornar ao Simples Nacional em 2027 devem ficar atentas aos novos prazos definidos pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN). A opção pelo regime poderá ser feita entre 1º de setembro e 15 de outubro de 2026, conforme a Resolução CGSN nº 194, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (28).

A medida também estabelece prazos para empresas que já são optantes pelo Simples Nacional e pretendem escolher o regime regular de recolhimento do IBS e da CBS, tributos relacionados à reforma tributária. Nesse caso, a opção poderá ser feita até 30 de outubro de 2026. Os dois procedimentos são diferentes e não devem ser confundidos.

Opção pelo Simples Nacional

As empresas que desejam ingressar ou retornar ao Simples Nacional em 2027 poderão apresentar a solicitação entre 1º de setembro e 15 de outubro de 2026. Se aprovada, a opção terá validade a partir de 1º de janeiro de 2027.

Caso o pedido seja indeferido inicialmente por causa de débitos ou outras pendências que impeçam o enquadramento, a empresa terá até 30 de outubro de 2026 para regularizar a situação.

O prazo de regularização é fixo e vale para todas as empresas, independentemente da data em que o contribuinte tomar conhecimento do indeferimento. Por isso, pedidos feitos próximos ao fim do período de opção terão menos tempo disponível para a correção das pendências.

Também será possível cancelar a solicitação. O contribuinte poderá desistir da opção entre 3 de novembro e 20 de dezembro de 2026.

Regime regular do IBS e da CBS

O segundo procedimento é destinado às empresas que já estão no Simples Nacional e desejam recolher o IBS e a CBS pelo regime regular.

Nesse caso, o prazo para fazer a opção vai de 1º de setembro a 30 de outubro de 2026. A escolha é diferente da opção pelo Simples Nacional e deve ser avaliada separadamente pela empresa.

Confira os prazos

  • Opção pelo Simples Nacional em 2027: de 1º de setembro a 15 de outubro de 2026;
  • Regularização de pendências para ingresso no Simples: até 30 de outubro de 2026;
  • Opção pelo regime regular do IBS e da CBS: de 1º de setembro a 30 de outubro de 2026;
  • Cancelamento das opções: de 3 de novembro a 20 de dezembro de 2026.

A orientação é que as empresas acompanhem os procedimentos e eventuais pendências antes do fim dos prazos. As informações e orientações podem ser consultadas nos canais oficiais da Receita Federal e do Portal do Simples Nacional.

98FM

PREFEITURA ANUNCIA NOVA ETAPA DE PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA NO CENTRO DE CURRAIS NOVOS

Postado em 29 de setembro de 2026

Na manhã desta terça-feira (29), o prefeito Lucas Galvão, assinou a ordem de serviço para o início das obras de pavimentação asfáltica, de trechos estratégicos, que fazem a ligação entre importantes avenidas e ruas do Centro da cidade de Currais Novos.

Ao todo, serão 4.200,95m² de vias que receberão pavimentação asfáltica. A obra está dividida em três trechos:
• Trecho 01: Rua Vereador Tomaz Pinheiro, no segmento entre a Rua Lula Gomes e a Rua João Pessoa, incluindo a Rua João Pessoa, com área de 1.205,17 m²;
• Trecho 02: Rua João Alfredo, no segmento entre a Avenida Sílvio Bezerra e a Rua Dona Germana, com área de 439,84 m²;
• Trecho 03: Rua João Alfredo, no segmento entre a Avenida Sílvio Bezerra e a Avenida Coronel José Bezerra, com área de 2.555,94 m².

De acordo com o prefeito Lucas Galvão, a definição dos trechos levou em consideração a importância dessas vias para a mobilidade e o deslocamento no Centro da cidade.

“ Esses trechos são importantes ligações entre algumas das principais vias do Centro de Currais Novos e, com a pavimentação asfáltica, teremos melhores condições de tráfego para todos que utilizam essas ruas ”, destacou o prefeito.

A pavimentação desses trechos faz parte dos investimentos da Prefeitura de Currais Novos para melhorar a infraestrutura urbana, garantindo vias mais adequadas e acessíveis para a população.

Flávio reage a boato sobre Padroeira, “maior fake news”

Postado em 29 de setembro de 2026

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) classificou na segunda-feira, 28, como a “maior fake news dessa campanha” a informação de que apoiaria a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Durante agenda na região do Brás, em São Paulo, o senador acusou aliados do seu principal rival na disputa, o presidente Lula (PT), de terem impulsionado a informação falsa.

Em meio ao percurso, o presidenciável recebeu de uma eleitora uma pequena imagem da santa e a ergueu diante dos apoiadores. Flávio afirmou que um comunicado da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) confirmava que a história era falsa. A nota da organização, porém, foi divulgada principalmente para rebater uma acusação feita pelo próprio candidato no domingo, 27, de que “gente de dentro” da Conferência teria ajudado o PT a disseminar a desinformação.

Flávio Bolsonaro durante caminhada no Brás, em São Paulo. Foto: Vittor Sales/Divulgação PL
“Foi muito boa a nota, ela é esclarecedora, porque confirma que essa questão de Nossa Senhora Aparecida, ela deixar de ser a padroeira do Brasil, era uma grande mentira”, disse Flávio. O candidato voltou a acusar integrantes lulistas de espalharem a informação e citou nominalmente a primeira-dama Janja da Silva e a candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB).

“Ela foi compartilhada pela Janja, foi compartilhada pela Simone Tebet aqui em São Paulo, foi compartilhada por toda a esquerda para tentar desgastar. Só que o efeito foi o contrário”, disse.

A informação que circulou nas redes associava Flávio a uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O episódio resgatou um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Victorio Galli e arquivado no ano seguinte. Publicações passaram a atribuir a Flávio a intenção de retomar a iniciativa caso fosse eleito.

Durante a agenda, Flávio também voltou a atacar Lula pela política para as bets. Questionado sobre a medida provisória assinada pelo petista que proibiu a atividade no País, o candidato repetiu a expressão “pai do Tigrinho” para se referir ao petista e afirmou que o governo criou insegurança jurídica ao vetar agora uma atividade regulamentada durante a atual gestão.

“Eu fiz o exame de DNA ontem para ver quem era o pai do Tigrinho. Deu Lula. Lula, o pai do Tigrinho”, afirmou Flávio. O senador disse ainda que o PL votou contra os cassinos online e acusou o adversário de agir por “desespero” na reta final da campanha.+

Agenda de corpo a corpo
A seis dias do primeiro turno, Flávio afirmou que pretende manter uma agenda de corpo a corpo com os eleitores. O senador voltou a pedir a aqueles que cogitam apoiá-lo apenas numa eventual segunda rodada que antecipem o voto para 4 de outubro.

“Aqueles que ainda estão considerando votar em Flávio Bolsonaro só no segundo turno, já pensarem e darem uma oportunidade de votar já no primeiro turno”, pediu.

Ao lado dele, o governador de São Paulo e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendeu a mesma estratégia para os últimos dias de campanha. “Vai estar corpo a corpo, vai fazer o corpo a corpo, é convencer”, disse. Tarcísio acompanhou Flávio na passagem pelo Brás e pelo Mercado Municipal, ao lado do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).

A tentativa de concentrar o voto da direita também apareceu na reação à desistência de Ricardo Salles (Novo) da disputa pelo Senado por São Paulo. Salles anunciou nesta segunda-feira que deixou a corrida e passou a apoiar Guilherme Derrite(PP) e André do Prado(PL), candidatos respaldados por Tarcísio.

Flávio elogiou a decisão e disse esperar movimentos semelhantes em outros Estados. “Ele ajuda demais o Tarcísio e ajuda também na Presidência. E eu espero que esse gesto dele seja replicado também em outros locais”, afirmou.

Tarcísio defendeu que a direita evite a fragmentação. Segundo o governador, a retirada de Salles permitiu unir o grupo em São Paulo. “A gente precisava não dividir, mas somar”, disse. Flávio ainda voltou a desafiar Lula a participar do próximo debate presidencial da TV Globo. “Eu vou estar no debate da Globo e eu espero que o Lula vá para o debate da Globo. É com ele que eu quero debater”, afirmou.

TRIBUNA DO NORTE

Eleitores do RN votaram no presidente eleito em oito das últimas nove eleições gerais

Postado em 29 de setembro de 2026

A seis dias de mais uma eleição presidencial, um levantamento sobre o comportamento das urnas brasileiras nas últimas décadas mostra que o Rio Grande do Norte esteve quase sempre alinhado ao resultado nacional das disputas presidenciais realizadas desde 1989. Em oito dos nove pleitos, o candidato a presidente mais votado no RN foi também o vencedor. A exceção foi 2018, quando Jair Bolsonaro venceu nacionalmente, mas Fernando Haddad foi o mais votado no segundo turno no Estado. O número, porém, não significa que o eleitorado potiguar tenha mantido uma preferência política constante. O indicador mede apenas a frequência com que o mais votado no Estado coincidiu com o vencedor da eleição nacional.

O percentual coloca o Rio Grande do Norte na faixa de maior coincidência entre os estados brasileiros, atrás apenas de Amazonas e Minas Gerais, que registraram 100%, e no mesmo patamar de outros nove estados que também chegaram a 89%. No Nordeste, o RN está entre os seis estados com esse índice, ao lado de Bahia, Maranhão, Paraíba, Piauí e Sergipe.

O levantamento foi elaborado pelo projeto digital “Brasil em Mapas”, que analisa dados e divulga informações estatísticas, históricas, demográficas e eleitorais do país por meio de representações visuais e cartográficas.
A pesquisa considera as eleições presidenciais realizadas entre 1989 e 2022 e, quando houve segundo turno, utiliza o resultado dessa etapa para definir se o desempenho do Estado coincidiu com o vencedor nacional.

Em 1994 e 1998, quando a eleição foi decidida no primeiro turno, é considerado o resultado daquela votação. Os resultados não seguem a mesma lógica e nem indicam uma relação direta com a vitória. Partidos, candidatos e posições políticas mudaram ao longo dos anos, assim como o comportamento do eleitorado.

A trajetória do RN acompanhou quase sempre o vencedor nacional. Na primeira eleição presidencial direta após o período da ditadura militar, Fernando Collor venceu nacionalmente e também foi o candidato mais votado no Rio Grande do Norte. No segundo turno daquele ano, Collor recebeu 52,59% dos votos válidos no Estado, contra 47,41% de Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso venceu as duas eleições já no primeiro turno e também foi o mais votado no RN com 64,29% e 50,71, respectivamente. Em 2002 e 2006, o Estado acompanhou Luiz Inácio Lula da Silva (58,6% e 60,16%). O mesmo ocorreu com Dilma Rousseff em 2010 (59,54%) e 2014 (77,28%).

Em 2018, entretanto, houve a quebra do padrão. Jair Bolsonaro foi eleito presidente no segundo turno, mas no Rio Grande do Norte o candidato mais votado foi Fernando Haddad, que obteve 63,41% dos votos válidos no segundo turno, enquanto Bolsonaro ficou com 36,59%.

Quatro anos depois, o alinhamento voltou a ocorrer. Em 2022, Lula venceu a eleição nacional no segundo turno e também foi o candidato mais votado no Rio Grande do Norte (65,10%). Assim, a sequência potiguar não corresponde a uma mesma corrente política ao longo do período. O Estado acompanhou Collor, FHC, Lula, Dilma e, posteriormente, voltou a acompanhar Lula, em eleições marcadas por disputas e contextos políticos diferentes.

RN está acima da média do Nordeste
O índice de 89% também coloca o Rio Grande do Norte acima da média regional apresentada pelo levantamento. Considerando os nove estados nordestinos, a coincidência média é de aproximadamente 85%. Seis estados — Bahia, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe — registraram 89%, o equivalente a oito das nove eleições. Alagoas, Ceará e Pernambuco ficaram em 78%, correspondentes a sete coincidências em nove disputas.

O Nordeste, portanto, apresenta o maior percentual médio entre as cinco grandes regiões brasileiras, com 85%.

O Norte aparece com 80%, seguido pelo Sudeste, com 73%; Centro-Oeste, com 59%; e Sul, com 45%.
No conjunto do país, Minas Gerais e Amazonas são os dois únicos estados que aparecem com 100% no levantamento. Nos nove pleitos analisados, o candidato mais votado em cada um deles também foi o vencedor nacional. Logo abaixo estão nove estados na faixa de 89%, entre eles o Rio Grande do Norte. Na outra ponta está o Rio Grande do Sul. O Estado coincidiu com o resultado nacional em apenas duas das nove eleições, ou 22%.

A comparação precisa ser feita com uma ressalva: 89% não é uma medida de força eleitoral, fidelidade partidária ou capacidade de um Estado de “decidir” uma eleição. O indicador também não considera o tamanho do eleitorado. Cada unidade da Federação entra na comparação como uma observação: oito coincidências em nove eleições produzem os mesmos 89% para o Rio Grande do Norte que para qualquer outro estado com a mesma trajetória, independentemente da quantidade de eleitores.

O levantamento ganha interesse adicional porque o país se aproxima de uma nova eleição presidencial. O primeiro turno de 2026 está marcado para 4 de outubro, e eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro, conforme o calendário oficial do TSE. Mais de 158,7 milhões de eleitoras e eleitores estão aptos a votar neste ano, segundo os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

TRIBUNA DO NORTE

Eleições 2026 no RN: veja data, horário, cargos, documentos e como votar

Postado em 29 de setembro de 2026

O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado no próximo domingo 4. No Rio Grande do Norte, assim como no restante do País, as seções eleitorais funcionarão das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Quem estiver na fila às 17h ainda poderá votar.

Os eleitores potiguares farão seis escolhas na urna: deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. Um eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro e será restrito às disputas para presidente e governador.

O Agora RN reúne notícias, pesquisas e perfis de candidatos no especial Eleições 2026. A seguir, confira as principais informações para se preparar antes de sair de casa.

Data, horário e ordem de votação
A votação começa às 8h e termina às 17h. O horário é o mesmo em todo o território nacional, conforme regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A urna apresentará os cargos nesta ordem:

Deputado federal: quatro dígitos;
Deputado estadual: cinco dígitos;
Senador — primeira vaga: três dígitos;
Senador — segunda vaga: três dígitos;
Governador: dois dígitos;
Presidente da República: dois dígitos.
Como há duas vagas para o Senado, o eleitor deverá escolher dois candidatos diferentes. Se repetir o mesmo número nas duas etapas, o segundo voto será anulado. É permitido levar uma colinha de papel com os números dos candidatos. O TSE também mantém um simulador de votação para quem quiser treinar a sequência antes do domingo.

Documento, título e local de votação
Para votar, é necessário apresentar um documento oficial com foto. São aceitos RG, identidade social, passaporte, carteira profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, Carteira de Trabalho física e Carteira Nacional de Habilitação. Documentos vencidos podem ser usados desde que permitam identificar o eleitor.

O título eleitoral impresso não é obrigatório. O e-Título pode servir como documento de identificação quando apresentar fotografia. Quem estiver com o cadastro biométrico sem foto no aplicativo deverá levar outro documento oficial com foto. Certidão de nascimento, certidão de casamento e Carteira de Trabalho Digital não são aceitas para identificação na seção.

O local e a seção de votação podem ser consultados no Autoatendimento Eleitoral do TSE ou no aplicativo e-Título. A recomendação é fazer a consulta antes de domingo, especialmente para quem mudou de endereço ou teve a seção remanejada.

Celular deve ficar fora da cabine
Antes de entrar na cabine, o eleitor deverá desligar o celular e deixá-lo no local indicado pela mesa receptora. A proibição também vale para câmeras, filmadoras e outros aparelhos capazes de registrar ou transmitir o voto. Quem se recusar a entregar o equipamento não poderá votar naquele momento.

A manifestação individual e silenciosa de preferência por candidato ou partido é permitida, por exemplo, com bandeira, broche, adesivo ou camiseta. Aglomeração de pessoas com roupas ou instrumentos de propaganda, boca de urna, distribuição de material e tentativa de convencer eleitores são proibidas.

O voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas com idade entre 18 e 69 anos. É facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com 70 anos ou mais e analfabetos. Quem estiver fora do domicílio eleitoral poderá justificar a ausência pelo e-Título, nos locais indicados pela Justiça Eleitoral ou posteriormente, dentro do prazo legal.

As regras completas estão reunidas no Manual do Eleitor do TSE e no Guia do Eleitor do TRE-RN.

AGORA RN