A falta de iluminação pública no Loteamento Lares de Sant’Ana, localizado no bairro Monsenhor Paulo Herôncio de Melo, voltou a ser pauta de reivindicação dos moradores. Na noite da última terça-feira, o vereador G Charles esteve reunido com a comunidade para ouvir de perto as principais demandas da população e constatou que a insegurança provocada pela deficiência na iluminação é uma das maiores preocupações dos residentes.
Durante o encontro, os moradores relataram que diversas vias do loteamento permanecem com iluminação insuficiente, situação que tem aumentado o sentimento de insegurança, principalmente durante o período noturno. Segundo os relatos, a baixa luminosidade favorece a ocorrência de ações criminosas e dificulta a circulação de pedestres, ciclistas e motoristas.
Após ouvir as reivindicações, o vereador G Charles afirmou que levará a demanda ao Poder Executivo e cobrará providências urgentes para solucionar o problema.
“Os moradores têm razão em cobrar uma iluminação pública de qualidade. Trata-se de uma questão de segurança, mobilidade e dignidade. Vamos solicitar que a Prefeitura realize os serviços necessários o quanto antes para garantir mais tranquilidade às famílias que vivem no Lares de Sant’Ana”, destacou o parlamentar.
Além da iluminação, a reunião também serviu para aproximar o mandato da comunidade e reforçar o compromisso de acompanhar as necessidades dos bairros de Currais Novos. G Charles ressaltou que manter o diálogo com a população é fundamental para que as demandas sejam conhecidas e encaminhadas aos órgãos competentes.
A expectativa dos moradores é que as melhorias sejam executadas com brevidade, proporcionando mais segurança e qualidade de vida para todos que residem no Loteamento Lares de Sant’Ana.
A Polícia Federal cumpre, nesta quarta-feira (8), mandados em Natal, Mossoró, Upanema, Areia Branca e Serra do Mel dentro de uma operação nacional contra organizações criminosas. No Rio Grande do Norte, as ações envolvem duas frentes de investigação: a Operação Matriarca, em Natal, e a Operação Busting, em municípios da região Oeste.
Em Natal, a Operação Matriarca cumpre cinco mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão. Também foram determinadas medidas de bloqueio e sequestro de bens. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa relacionada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.
Já no Oeste potiguar, a Operação Busting cumpre 19 mandados de busca e apreensão em Mossoró, Upanema, Areia Branca e Serra do Mel. Essa frente da ação investiga a atuação de uma organização criminosa.
As diligências resultaram ainda na apreensão de veículos, celulares, equipamentos eletrônicos, arma de fogo, munições, drogas, mais de R$ 11 mil em espécie e outros elementos de interesse para as investigações.
No RN, cerca de 100 policiais participaram da operação, reunindo integrantes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal do Rio Grande do Norte e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), além do apoio de unidades especializadas das forças de segurança estaduais.
As duas operações fazem parte da Força Integrada III, deflagrada pela Polícia Federal em 16 estados. Ao todo, são cumpridos simultaneamente 180 mandados de busca e apreensão, 93 mandados de prisão e outras medidas cautelares determinadas pela Justiça.
A ação nacional mira crimes como tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas. Segundo a PF, as operações são executadas de forma simultânea nos estados, com participação das forças de segurança locais.
Além do Rio Grande do Norte, há ações no Amapá, Acre, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, São Paulo, Bahia e Paraná. As maiores frentes ocorrem em Belém, no Pará, onde são cumpridos 64 mandados, e em João Pessoa, na Paraíba, com 59 ordens judiciais.
A Força Integrada III é realizada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), coordenadas pela Polícia Federal. Os grupos reúnem integrantes das polícias Civil, Militar e Penal, da Polícia Rodoviária Federal, da Secretaria Nacional de Políticas Penais, das secretarias de Segurança Pública e das guardas municipais.
A Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta semana aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno, com 45% contra 40%. A diferença está dentro da margem de erro.
No cenário Lula-Flávio, os que declaram voto em branco ou nulo somam 10,5%. Os indecisos representam 4,5% do total.
O instituto testou também o confronto entre Lula e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) em um possível segundo turno. Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 36% de Michelle.
Nesse cenário, os votos em branco ou nulo somam 11%. Os indecisos chegam a 8%. Em outro cenário simulado, Lula mantém 45% e aparece à frente de Ronaldo Caiado (PSD), que soma 37,6%. Brancos e nulos totalizam 11%, e os indecisos, 6,4%.
Contra Romeu Zema (Novo), o presidente registra 45%, enquanto o ex-governador mineiro tem 37%. Brancos e nulos somam 11,9%, e os indecisos, 6,1%.
No confronto com Renan Santos (Missão), Lula aparece com 45%, contra 33% do pré-candidato. Brancos e nulos somam 13,4%, e os indecisos, 8,6%.
No último cenário testado, Lula registra 45% contra 23% de Joaquim Barbosa (DC). Brancos e nulos somam 18,6%, e os indecisos, 13,4%.
Em todos os seis cenários simulados, o presidente mantém os mesmos 45% das intenções de voto. O instituto não divulgou, na publicação, o período de realização da pesquisa nem o número de entrevistados.
Metodologia Foram ouvidas 1.500 pessoas entre os dias 3 e 6 de julho de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-05628/2026.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou nesta segunda-feira 6, a etapa de coleta da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2026. No Rio Grande do Norte, o levantamento será realizado em 4.716 domicílios distribuídos por 77 municípios. Considerada a principal pesquisa domiciliar do país sobre as condições de saúde da população, a PNS reúne informações que subsidiam a formulação e a avaliação de políticas públicas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O questionário aborda temas como doenças crônicas, estado geral de saúde, hábitos de vida, acesso e utilização dos serviços de saúde, cobertura por planos de assistência médica e outros indicadores relacionados à qualidade de vida. Durante as visitas, os pesquisadores também farão aferições de pressão arterial, peso e altura dos participantes. Pessoas com 12 anos ou mais poderão responder à pesquisa, embora parte das perguntas seja destinada apenas a entrevistados a partir de 15 anos.
A edição de 2026 traz como novidade a coleta de biomarcadores por meio de exames de sangue e urina, realizados por profissionais de saúde habilitados. Essa etapa será aplicada em moradores com 35 anos ou mais residentes em municípios da Região Metropolitana de Natal. Segundo o IBGE, os dados permitirão ampliar o conhecimento sobre fatores de risco e condições de saúde da população, fortalecendo o planejamento de ações preventivas e assistenciais.
Os agentes de pesquisa estarão identificados com colete azul, crachá funcional e Dispositivo Móvel de Coleta (DMC). A autenticidade dos entrevistadores pode ser verificada por meio do número de matrícula no portal do IBGE ou pelo telefone 0800 721 8181.
Relatório da Polícia Federal (PF) informou, nesta quarta-feira (8), que não foram encontradas armas durante a busca e apreensão na residência em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre pena domiciliar. O mandado, assinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, buscava armas, munições, acessórios e documentos de registros.
De acordo com órgão, a operação, que teve início às 7h e encerrou às 8h59, não encontrou nenhum armamento nos cômodos da residência. Durante a busca, a polícia contou com a participação de duas testemunhas.
Busca e apreensão
Advogado de defesa de Jair Bolsonaro, João Henrique Freitas informou no X que a Polícia Federal fez, nesta quarta-feira, nova operação de busca e apreensão na casa do ex-presidente por ordem de Moraes.
O mandado assinado pelo ministro buscava armas, munições, acessórios e documentos de registros de armamentos. A operação durou cerca de 1 hora e, segundo o defensor, nada foi encontrado.
A ação ocorre após o ministro do STF manter a prisão domiciliar de Bolsonaro, mas determinar que todas as armas em nome dele fossem entregues à PF.
Armas de Bolsonaro
Na madrugada de 15 de junho, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apreendeu uma arma registrada em nome de Jair Bolsonaro durante abordagem envolvendo um agente de segurança, o que levou à abertura de inquérito. A informação foi revelada pelo Metrópoles, na coluna de Mirelle Pinheiro.
Em depoimento, Bolsonaro admitiu que a arma de fogo apreendida é sua e que estava em sua residência, no condomínio Solar de Brasília, durante o cumprimento de sua prisão. O ex-presidente teria dito que “tem três mulheres em casa” e que “não podia ficar desarmado”.
Moraes determinou que o ex-presidente entregue todas as armas de fogo registradas em seu Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.
Com informações da coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles.
A administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovada por 48,5% dos entrevistados e aprovada por 46,5%, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (8).
Outros 4,9% não souberam responder avaliar.
Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em maio, os índices oscilaram dentro da margem de erro. A aprovação passou de 46,6% para 46,5%, enquanto a desaprovação recuou de 51,4% para 48,5%. Naquela ocasião, 2% não souberam responder.
Além da aprovação geral, o instituto também questionou como os entrevistados avaliam a gestão de Lula.
Para 41% dos participantes, o governo é considerado “ruim” ou “péssimo”, enquanto 32,5% classificam a administração como “ótima” ou “boa”.
Outros 24,5% avaliam como regular e 2% não souberam responder ou não opinaram.
Metodologia
Foram ouvidas 1.500 pessoas em todo o país entre os dias 3 a 6 de julho. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.
A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-05628/2026.
O Senado aprovou nesta última terça-feira (7) o projeto de lei que cria um mecanismo para automatizar o pagamento da pensão alimentícia. Conhecida como “Pix da Pensão”, a proposta permite que a Justiça determine a transferência mensal dos valores diretamente para a conta do beneficiário ou de seu representante legal. O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A aprovação ocorreu em votação simbólica, modalidade em que não há registro nominal dos votos dos parlamentares. O projeto é de autoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e teve parecer favorável da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), relatora da matéria no Senado.
Apesar do nome pelo qual ficou conhecido, o projeto não determina que o pagamento seja realizado obrigatoriamente por meio do sistema Pix. A proposta prevê apenas que a transferência seja feita de forma automática, reduzindo a necessidade de o beneficiário recorrer repetidamente à Justiça em casos de atraso.
Pelas regras aprovadas, a pessoa que recebe a pensão poderá solicitar ao juiz, em qualquer etapa do cumprimento da sentença, que o pagamento passe a ocorrer mensalmente por meio de transferência automática.
Atualmente, o desconto automático já pode ser feito quando o devedor possui vínculo formal de emprego. Nos casos em que isso não ocorre, porém, o beneficiário precisa acionar a Justiça sempre que houver inadimplência.
Com a nova regra, caberá ao magistrado determinar que a instituição financeira responsável realize as transferências nas datas estabelecidas pela decisão judicial. O juiz também deverá definir como será o procedimento caso não haja saldo suficiente na conta do devedor.
O projeto também prevê que, após eventual sanção presidencial, o Banco Central poderá promover o bloqueio automático de ativos financeiros do devedor no valor correspondente às parcelas em atraso.
Segundo o texto, caso a indisponibilidade dos recursos seja mantida após o prazo para manifestação do devedor, o bloqueio será convertido em penhora e a instituição financeira deverá transferir os valores para a conta do beneficiário no prazo de até 24 horas, por determinação judicial.
A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados no ano passado e recebeu aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 10 de junho, antes da votação em plenário.
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, afirmou nesta quarta-feira (8) que o sistema de Justiça estará atento para impedir a infiltração do crime organizado no processo eleitoral.
Segundo o ministro, o combate à violência política é uma das principais preocupações da Justiça Eleitoral. Ele destacou que medidas nessa área foram adotadas na gestão da presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Cármen Lúcia, e que estão tendo continuidade sob a presidência do ministro Kassio Nunes Marques.
“Todo o sistema de Justiça vai estar atento para que o crime organizado não se infiltre no procedimento eleitoral e para que o exercício do voto seja um exercício verdadeiro de soberania popular”, afirmou.
A declaração foi dada a jornalistas após a participação do ministro na solenidade de inauguração das Varas Especializadas em Crime Organizado do Tribunal de Justiça de São Paulo.
“Uma eleição há de ser sempre realizada com tranquilidade, sem violência, sem cooptação eleitoral, sem extorsão do consentimento eleitoral. E, para isso, a Justiça Eleitoral está preparada, como já esteve nos outros procedimentos eleitorais”, acrescentou.
Conforme mostrou a CNN, a avaliação da segurança do processo eleitoral será uma das prioridades da gestão de Kassio Nunes Marques no TSE. O ministro pretende mapear a presença do crime organizado nos estados para entender, inclusive, se haverá necessidade de reforço federal.
Uma mulher de 62 anos foi resgatada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT) em condição análoga à escravidão em um imóvel localizado em um condomínio de luxo em Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza. Segundo a fiscalização, ela trabalhava para a mesma família desde os 7 anos de idade, sem salário mensal.
O resgate ocorreu em junho, no condomínio Terras Alphaville – Residencial 2, no bairro Cidade Alpha, mas o caso foi divulgado na semana passada. De acordo com a Auditoria-Fiscal do Trabalho, a rotina da mulher começava por volta das 4h30, quando ela preparava o café da família e organizava a saída das crianças para a escola. Ao longo do dia, seguia com atividades de limpeza, preparo de alimentos, organização da residência e cuidados com menores.
Segundo a investigação, a mulher chegou à residência da família em 1971, quando tinha 7 anos. A própria empregadora relatou aos auditores que a trabalhadora teria sido “dada pela mãe”. Desde então, ela passou por três gerações da mesma família, sempre desempenhando atividades domésticas.
No momento do resgate, a trabalhadora estava na casa da neta da primeira empregadora. No local, cuidava de duas crianças, de 11 e 7 anos, além de preparar refeições e executar as atividades domésticas da residência. A fiscalização informou que, mesmo sendo hipertensa e apresentando episódios de mal-estar em situações de estresse, ela continuava realizando as tarefas normalmente.
Os auditores apontaram que a trabalhadora viveu uma relação marcada por ausência de remuneração, dependência econômica, falta de oportunidades educacionais e permanência contínua no mesmo núcleo familiar desde a infância. Para a Auditoria-Fiscal, esses elementos caracterizam grave violação à dignidade humana.
Conforme o g1, os empregadores da mulher foram identificados como:
Paulo Martins Brasil – aposentado, casado com Aurora;
Aurora Dalva Bastos de Alencar Brasil – aposentada, casada com Paulo;
Paulo Martins Brasil Filho – advogado;
Zaamarah Alencar Brasil Andrade – servidora pública, casada com Tiago;
Tiago Silva Andrade – médico veterinário, casado com Zaamarah;
Nayarah Alencar Brasil Magalhães, empregada pública.
A defesa dos empregadores negam as acusações (confira a nota no final da matéria).
A investigação também identificou que a mulher estava inscrita no Cadastro Único e recebia Bolsa Família no valor de R$ 600. Segundo a fiscalização, a empregadora fazia os saques e depois entregava os valores à trabalhadora. A AFT informou que encaminhará relatório às autoridades competentes para apuração de possível fraude contra o Estado na obtenção do benefício.
Pendências
De acordo com a Auditoria-Fiscal do Trabalho, os créditos trabalhistas devidos à mulher ultrapassam R$ 1,5 milhão, considerando salários não pagos, férias, 13º salários, FGTS, verbas rescisórias e horas extras relacionadas à supressão de descansos semanais.
Os empregadores firmaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT). O acordo prevê a regularização dos recolhimentos previdenciários referentes ao período reconhecido, pagamento de R$ 50 mil em verbas rescisórias, em dez parcelas mensais de R$ 5 mil, e a aquisição de um imóvel residencial em favor da trabalhadora, no valor mínimo de R$ 150 mil, com mobiliário e eletrodomésticos essenciais.
O TAC também prevê o custeio das contribuições previdenciárias até a obtenção da aposentadoria e complementação financeira de até R$ 12 mil caso a mulher complete 64 anos sem acesso ao benefício previdenciário. O acordo, no entanto, não representa quitação integral dos direitos da trabalhadora, permanecendo possível a cobrança judicial de créditos e indenizações.
Em nota enviada pela assessoria de comunicação do escritório BFB Advogados Associados ao g1, a família empregadora da doméstica “nega com veemência as acusações divulgadas até o momento, que não retratam a relação de convivência, cuidado e afeto construída ao longo de décadas com a senhora envolvida. Lamenta, ainda, que julgamentos precipitados tenham sido tornados públicos”.
“Ressalta-se que em nenhum momento houve resgate, uma vez que ela permanece convivendo com a família em uma relação que apresenta características pessoais e familiares incompatíveis com conclusões simplificadas”, alega a família (leia a nota na íntegra abaixo).
Nota da defesa:
“A defesa da família mencionada em reportagens divulgadas nesta semana, representada pelo escritório BFB Advogados Associados, informa que acompanha com serenidade e respeito a atuação dos órgãos públicos responsáveis pela apuração do caso.
A família nega com veemência as acusações divulgadas até o momento, que não retratam a relação de convivência, cuidado e afeto construída ao longo de décadas com a senhora envolvida. Lamenta, ainda, que julgamentos precipitados tenham sido tornados públicos.
Ressalta-se que em nenhum momento houve resgate, uma vez que ela permanece convivendo com a família em uma relação que apresenta características pessoais e familiares incompatíveis com conclusões simplificadas.
Ao longo desse período de convivência, a senhora recebeu remuneração, usufruiu de férias regulares, contou com plano de saúde com cobertura médica e odontológica particular e teve suas contribuições previdenciárias regularmente recolhidas, encontrando-se, inclusive, em processo de aposentadoria.
Em respeito às instituições, a família firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com as autoridades, reafirmando sua disposição de colaborar integralmente com a apuração e de assegurar, desde já, todo o suporte, proteção e dignidade à senhora — que é, e sempre foi, a prioridade de todos.
A família acompanha as investigações e apresentará, nas instâncias competentes, todas as provas e documentos que demonstram que a realidade dessa relação é muito diferente do que foi divulgado, confiante de que a apuração técnica e imparcial permitirá a compreensão completa e equilibrada do caso.”
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criou nesta segunda-feira (6) a comissão especial responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em caso de crimes graves.
A medida destrava a tramitação da PEC, depois de a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ter aprovado em junho a admissibilidade da proposta.
A criação de uma comissão especial é uma das etapas previstas na tramitação de uma PEC no Congresso. O colegiado será responsável por aprofundar o debate sobre o tema, incluindo a realização de audiências públicas e a consulta a especialistas.
Ao final dos trabalhos, a comissão deverá votar um relatório com a indicação de aprovação ou rejeição, antes que a proposta possa levada ao plenário da Câmara. Ainda não está decidido quem será o relator da PEC da maioridade penal.
A proposta a ser analisada altera o artigo 228 da Constituição para incluir a previsão de que a maioridade penal – idade a partir da qual uma pessoa pode ser julgada e condenada por crimes comuns, por exemplo – é atingida aos 16 anos, e não aos 18 anos, como estabelece o texto atual.
Pelas normas atuais, pessoas abaixo de 18 anos são inimputáveis e estão submetidas a uma legislação diferenciada.
Após Motta ter autorizado a instalação da comissão especial sobre o tema, os partidos deverão indicar os integrantes do colegiado. O prazo inicial para a análise e apresentação de modificações ao texto da PEC é de 10 sessões do plenário.
O colegiado tem o tempo máximo de até 40 sessões plenárias para aprovar um parecer final. Após esse período, o presidente da Câmara pode levar a PEC para votação diretamente no plenário, segundo o regimento interno.
Luiz Gustavo Xavier, da Agência Câmara de Notícias
O Rio Grande do Norte iniciou neste mês de julho a temporada de ventos com previsão de rajadas menos intensas em comparação aos últimos anos. Segundo o meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), Gilmar Bristot, a atuação do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico deverá reduzir a intensidade dos ventos, diminuir as chuvas na segunda quinzena de julho e provocar aumento das temperaturas entre setembro e novembro.
De acordo com Gilmar Bristot, as mudanças já começam a ser percebidas com o enfraquecimento das precipitações registradas nos últimos meses. “Essa condição deverá apresentar uma diminuição das chuvas, porque nós estamos com um fenômeno El Niño acontecendo no Oceano Pacífico, e as consequências aqui para a gente é uma diminuição das chuvas, principalmente na segunda quinzena de julho, e um aumento da temperatura durante os meses de setembro, outubro e novembro.”
O encerramento do período chuvoso coincide com o início da estação dos ventos no Estado, época em que normalmente são registradas rajadas entre 40 km/h e 60 km/h. Neste ano, porém, a expectativa da Emparn é de uma circulação de ventos menos intensa em razão da influência do El Niño.
Segundo o meteorologista, o fenômeno provoca um bloqueio atmosférico que dificulta a circulação dos ventos sobre o Nordeste. “Em setembro, outubro e novembro nós estaremos em plena estação dos ventos no Nordeste. O El Niño forma um bloqueio, uma alta pressão aqui sobre a América Central, sobre a região Nordeste, dificultando o fluxo do vento. Provavelmente, nós teremos uma diminuição dos ventos, a estação dos ventos deste ano será com ventos mais fracos, calmos.”
Gilmar Bristot afirma que a redução da circulação de ar também deverá provocar aumento das temperaturas, sobretudo nas áreas litorâneas. “Além de diminuir o vento, consequentemente, nós teremos aumento das temperaturas aqui no litoral, principalmente. No interior do Estado já é quente.”
A expectativa da Emparn é que os efeitos do El Niño avancem para os primeiros meses de 2027, influenciando principalmente o comportamento das chuvas no Estado. “Há uma grande expectativa de que esse El Niño consiga, pelo menos, ir até os primeiros meses de 2027, trazendo, assim, a diminuição de chuvas. Para o interior do Estado, por enquanto, nós não teremos uma mudança drástica no comportamento do clima nos próximos meses, porque as condições, normalmente, nessa época do ano, não chove e as temperaturas são elevadas. O que o sertanejo vai sentir nessa época do ano, nos próximos meses, é uma diminuição do vento.”
Embora a redução das chuvas seja uma das consequências esperadas, Bristot explica que, para o interior potiguar, o impacto imediato será limitado, já que este período do ano é tradicionalmente seco. A principal diferença será a menor intensidade dos ventos, enquanto um eventual prolongamento do fenômeno poderá influenciar o regime de chuvas do início do próximo ano.
Na capital potiguar, as temperaturas registradas durante as madrugadas ainda permanecem relativamente amenas, mas a tendência é de elevação da sensação térmica à medida que os ventos diminuírem.
“As madrugadas aqui em Natal estão com a temperatura variando em torno de 21, 22 graus. Para um cenário de aquecimento e de ilha de calor, como Natal tem se transformado nesses últimos anos, até que é uma temperatura bem razoável. Até está bastante frio, mas essa diminuição do vento trazida pela condição de El Niño vai favorecer, sim, o aumento da temperatura, também na questão do aumento da sensação térmica.”
Segundo o meteorologista, a menor circulação do ar dificulta a dissipação da umidade e aumenta a sensação de calor. “Porque se você tem menos trânsito do ar, se tem umidade, ela fica mais concentrada sobre o local e a umidade retém calor. Então, as pessoas vão ter dificuldade de transpirar, isso aí, consequentemente, aumenta a sensação térmica.”
Diante desse cenário, Gilmar Bristot orienta a população a reforçar os cuidados durante os próximos meses. “A pessoa tem que se hidratar bastante e evitar se expor muito ao sol, porque teremos um período com pouca formação de nuvens. Se você tem radiação direta, pode trazer consequências, como doenças de pele, doenças respiratórias por falta de umidade, mas tudo o que dá para controlar, se a pessoa tiver um pouquinho de cautela.”
Pré-candidata ao Senado, Samanda Alves criticou a atuação parlamentar dos senadores Styvenson Valentim (Podemos) e Zenaide Maia (PSD) afirmando que a casa Legislativa “virou um balcão de emendas”.
Durante entrevista ao Repórter 98, da 98 FM, ela questionou qual seria o trabalho dos dois senadores sem o benefício das emendas parlamentares. “Retire as emendas e o que fica de entrega [dos senadores]”, provocou.
Ela afirmou que “um senador tem que ter independência. Ter projeto que guie sua conduta”.
Indagada se a postura de Styvenson junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, seria subserviência, ela respondeu que a “postura dele leva a fazer essa leitura”.
Quanto à Zenaide Maia, ela afirmou que a senadora “tem que se posicionar” lembrando que o partido dela tem um pré-candidato à Presidência, que é Ronaldo Caiado, e ela vota em Lula. “Ela vai estar impedida de fazer isso [pedir voto para Lula]. O partido dela tem candidato. É natural que ela diga que vota em Lula, mas ela não vao construir a reeleição de Lula”, explicou.
Samanda afirmou que Zenaide “saiu do palanque [de Fátima Bezerra] olhando para questões pessoais. “Zenaide junto de um conjunto de ações desconstruíram a candidatura de Fátima [ao Senado]”, criticou.
Com relação à pré-candidatura de Rafael Motta, ela analisou que “o palanque é feito pelo diálogo”. “O PDT trouxe já o nome Jean Paul [Prates, ex-senador]. Na discussão interna fez opção por Rafael [Motta]”, comentou. Quanto ao desempenho de Motta nas pesquisas, a pré-candidata ao Senado disse que “não surpreendeu” e explicou o motivo disso. “Ele tem recall da última campanha [que foi candidato ao Senado. Foi deputado [federal]. Vamos trabalhar juntos. Uma candidatura fortalece a outra”, disse.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu, na manhã desta segunda-feira 6, um homem de 44 anos suspeito de envolvimento com pornografia infantil. A prisão foi realizada em Manaus (AM), durante a Operação Long Manus, com apoio da Polícia Civil do Amazonas e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Segundo as investigações, o crime teve origem no município de São Francisco do Oeste, no Alto Oeste potiguar. De acordo com a polícia, o suspeito manteve contato com a vítima por meio de uma plataforma digital de jogos infantis.
As investigações apontaram ainda que o homem criava diversos perfis falsos na internet para abordar crianças e adolescentes. A Polícia Civil também identificou indícios da participação dele na produção, reprodução e comercialização de material relacionado à exploração sexual infantojuvenil.
Após localizar o investigado em Manaus, as equipes do Rio Grande do Norte compartilharam informações com as forças de segurança do Amazonas, que deram cumprimento aos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.
Durante a operação, foram apreendidos aparelhos eletrônicos que passarão por perícia. Segundo a Polícia Civil, o material poderá contribuir para o aprofundamento das investigações e a identificação de possíveis outras vítimas.
O suspeito foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, levado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
O nome da operação, Long Manus, faz referência à expressão em latim que significa “braço longo”, em alusão à capacidade da investigação de localizar e prender o suspeito mesmo a milhares de quilômetros do local onde os fatos foram apurados.
A Polícia Civil reforçou que informações que possam contribuir com investigações podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.
O Governo do Rio Grande do Norte apresentou à Justiça Federal um cronograma que prevê a conclusão da reforma do Pronto-Socorro Clóvis Sarinho (PSCS), no Hospital Walfredo Gurgel, em até 480 dias (16 meses) após a reativação do contrato de repasse dos recursos federais para a obra.
O planejamento foi apresentado durante audiência na quinta-feira (2). A Justiça homologou a primeira etapa e deu prazo de 60 dias para que o Estado conclua o Termo de Referência, que será analisado pela Caixa Econômica. Caso o planejamento se confirme, a obra será concluída em outubro de 2027.
A reforma do maior hospital público de urgência e emergência do Estado é alvo de um processo na Justiça Federal porque o contrato de repasse dos recursos federais tem mais de dez anos. O objetivo das audiências é definir um plano para garantir a continuidade da obra e evitar a perda do financiamento.
A discussão na Justiça envolve um repasse de R$ 3,9 milhões destinado à reforma. Como a obra não foi concluída dentro do prazo, o processo passou a discutir a possibilidade de prorrogação do contrato para evitar a perda dos recursos federais.
Na audiência, o Estado apresentou um cronograma dividido em cinco etapas, com prazo total estimado de 480 dias, contados a partir da reativação do contrato de repasse.
Segundo a ata da audiência, o governo afirmou que considera o planejamento plenamente exequível e assumiu o compromisso de cumprir os prazos previstos.
A juíza federal substituta Moniky Mayara Costa Fonseca Dantas homologou a primeira etapa do cronograma, mas determinou que a decisão poderá ser revista caso o Estado descumpra os prazos ou ocorram atrasos injustificados.
Uma nova audiência foi marcada para o dia 3 de setembro. Até lá, o Estado deverá apresentar o Termo de Referência concluído e submetido à análise técnica da Caixa Econômica Federal.
“O Estado deverá apresentar o Termo de Referência concluído, já submetido à análise técnica da Caixa Econômica, para que esta instituição financeira delibere acerca da compatibilidade das obras nele previstas com o escopo do Contrato de Repasse”, diz trecho da decisão da Justiça.
Cronograma apresentado pelo Estado
Segundo o plano apresentado à Justiça Federal, a reforma do Pronto-Socorro Clóvis Sarinho será dividida em cinco etapas:
– Etapa 1 (60 dias) – julho a agosto/26: elaboração do Termo de Referência com o corpo médico do PSCS e planejamento das obras considerando a paralisação de setores para a execução.
Com a aprovação técnica da Caixa para a reativação do contrato, o Estado poderá começar a trabalhar nas etapas subsequentes:
– Etapa 2 (60 dias) – setembro a outubro/26: licitação para projeto executivo, com adequação de projeto arquitetônico, levantamentos, atualização de planilhas e projetos complementares, com respectivas aprovações e documentos orçamentários.
– Etapa 3 (90 dias) – novembro/26 a janeiro/27: execução dos projetos executivo e complementares e aprovação junto aos órgãos competentes.
– Etapa 4 (90 dias) – fevereiro a abril/27: licitação da obra, contratação e expedição de Ordem de Serviço.
– Etapa 5 (180 dias) – maio a outubro/27: execução, conclusão e prestação de contas da obra.
Obra parada
Em audiência no dia 18 de junho, um engenheiro da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou que os contratos das duas empresas responsáveis pela reforma foram encerrados após problemas na execução dos serviços.
Segundo ele, atrasos nos repasses financeiros e as dificuldades de realizar a obra com o hospital em funcionamento contribuíram para a paralisação.
O secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, afirmou que a necessidade de rescindir o contrato com a empresa responsável pela reforma foi um dos fatores que impediram o avanço da obra.
“Nós tivemos que fazer o distrato com a empresa e essa empresa não deu conta da reforma do Walfredo, nem do Tarcísio Maia, nem da do Santa Catarina. Isso fez com que nós ficássemos com a obra parada e é a situação que nós estamos hoje”, explicou.
Segundo o secretário, o Estado trabalha para superar os entraves administrativos e retomar o projeto.
“Na medida em que a gente consiga resolver os trâmites burocráticos, os impasses que a gente tem hoje junto com a Secretaria de Infraestrutura, com a Caixa e que a gente consiga fazer com que a obra ande, é óbvio que vai facilitar”, disse.
Motta também acrescenta que a principal dificuldade operacional é conciliar a obra com o funcionamento do hospital.
“É como trocar um pneu ou dois com o carro andando. Tem toda essa complexidade de garantir que as pessoas tenham acesso ao hospital e, ao mesmo tempo, a obra acontecer.”
Ele acrescentou que a necessidade de realizar uma nova licitação também impactou o cronograma.
“Essa situação desse embaraço de nós não termos a licitação concluída, aquela licitação que nós tivemos que distratar e essa nova, isso certamente impacta no serviço que a gente oferece”, afirmou.
Entenda o caso
A reforma do Pronto-Socorro Clóvis Sarinho é financiada por recursos federais repassados por meio de um contrato firmado há mais de dez anos. Como a obra não foi concluída no prazo, a Justiça Federal passou a acompanhar o caso para definir um plano que permita a continuidade do projeto.
Em audiência na Justiça, representantes da Caixa e do Ministério da Saúde afirmaram que ainda faltavam elementos técnicos para demonstrar a viabilidade da retomada da obra.
Entre os principais pontos apontados estavam a necessidade de atualização dos projetos, definição das intervenções remanescentes e um planejamento detalhado para compatibilizar a reforma com o funcionamento do maior pronto-socorro do estado.
Diante desse cenário, a Justiça determinou que o Estado apresentasse um cronograma com etapas, prazos e justificativas técnicas para a conclusão da reforma.
O vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison retomou às atividades na Câmara Municipal nesta terça-feira (7), após permanecer afastado desde a tentativa de homicídio sofrida em 15 de junho. Durante a sessão, o parlamentar falou sobre o período de recuperação e afirmou que retorna ao Legislativo com mais determinação para continuar o trabalho.
O atentado aconteceu enquanto ele e o assessor Diego realizavam uma transmissão ao vivo nas redes sociais, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel. Na ocasião, o assessor foi atingido pelos disparos e morreu. Cabo Deyvison também foi baleado nas pernas.
Durante o discurso de retorno, o vereador afirmou que voltou ao cargo sem acordos políticos e destacou o apoio recebido da população.
“Eu não volto empurrado por acordo nenhum, não volto pela porta dos poderosos, volto pelas mãos do povo”, declarou.
Cabo Deyvison também disse que pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido na Câmara e afirmou que o atentado fortaleceu sua atuação.
“Nossa missão não acabou, ela vai continuar. Na verdade, ela ficou ainda mais forte, porque quando uma voz incomoda, tentam calar; quando uma fiscalização incomoda, tentam parar”, afirmou.
O vereador também prestou homenagem ao assessor morto durante o ataque e disse que a memória dele será preservada. “Diego não será esquecido. A dor da família dele não pode ser tratada como estatística”, declarou.
Ao finalizar, Cabo Deyvison afirmou que retorna às atividades com uma nova perspectiva e sem medo de exercer o mandato. “Eu volto hoje diferente, mais consciente, e não volto com medo. Volto à Câmara para cumprir meu dever”, disse.