Após a notícia de que o Ministério Público Federal apresentou uma denúncia na Justiça Federal de Pernambuco contra o ex-governador Eduardo Campos (PSB), por suposto recebimento de propina em uma conta na Suíça, o filho de Eduardo, João Campos, resolveu se pronunciar.
Prefeito do Recife, João Campos (PSB) creditou como totalmente infundada a denúncia que o Ministério Público Federal apresentou contra seu pai, Eduardo Campos.
Eduardo morreu no dia 13 de agosto de 2014, após o avião em que ele estava cair em Santos, no Litoral de São Paulo. Eduardo estava em campanha para presidente da República. Depois da morte de Eduardo, a candidata a vice dele, Marina Silva, disputou o pleito.
JOÃO CAMPOS DEFENDE O PAI, EDUARDO CAMPOS João Campos emitiu nota na noite do sábado (08/04) onde defende categoricamente o seu pai, Eduardo Campos.
No texto, o prefeito do Recife, João Campos, afirma que Eduardo Campos é um “homem íntegro, correto e dedicado às missões que lhe foram conferidas pelo povo”.
João Campos também enaltece o fato de Eduardo Campos ter sido escolhido por algumas vezes o melhor governador do Brasil e afirma que ação do Ministério Público Federal “não tem o menor fundamento, sendo inclusive suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF)”.
VEJA A NOTA
“Quem conheceu o meu pai, o ex-governador Eduardo Campos, sabe que não há o menor fundamento na denúncia realizada pelo Ministério Público Federal (MPF), que o acusava, de forma completamente equivocada, de receber propina da Odebrecht por meio de uma conta no exterior. Inclusive, a ação foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF), através de decisão do ministro Ricardo Lewandowski, o que claramente reforça a sua improcedência.
Eduardo Campos era um homem íntegro, correto e dedicado às missões que lhe foram conferidas pelo povo. Sua retidão foi uma marca que o acompanhou durante toda a sua vida pública, pautada, sobretudo, pela sua incansável luta pelo combate às diferentes formas de desigualdade.
O meu pai sempre foi motivado pela vontade de fazer, como ele costumava dizer, a máquina moer para os que mais precisam. Seus mandatos no Legislativo, sua passagem pelo Ministério de Ciência e Tecnologia e suas duas gestões à frente do Governo de Pernambuco compõem a trajetória de um homem que entendia que a política é o principal meio para promover transformações na vida das pessoas. Nunca como um caminho para o próprio favorecimento.
Eduardo Campos foi eleito, seguidas vezes, o melhor governador do Brasil, sendo ainda reeleito com o maior percentual da história. Só consegue isso quem é íntegro, dedicado, competente, fazendo bem feito para quem mais precisa”.
ACUSAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO CONTRA EDUARDO CAMPOS Uma denúncia criminal apresentada pelo Ministério Público Federal na Justiça Federal de Pernambuco acusa o ex-governador Eduardo Campos (PSB) de receber pagamentos feitos por uma conta em nome de um tio aberta na Suíça.
De acordo com a acusação do Ministério Público Federal, os repasses teriam sido realizados pela Odebrechet, empreiteira, entre 2007 e 2014.
Em troca do pagamentos, ainda segundo a denúncia do Ministério Público Federal, Eduardo Campos ofereceria favorecimentos no governo de Eduardo Campos.
Na época, os valores somaram R$ 771,5 mil – correspondente a R$ 4 milhões atualmente. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo.
Aguardando nomeação para a diretoria de Planejamento do Banco do Nordeste, o secretário de Finanças e Planejamento do Rio Grande do Norte, Aldemir Freire, se prepara para deixar a pasta nos próximos dias. Em entrevista exclusiva à TRIBUNA DO NORTE, Aldemir aproveitou para pontuar os principais feitos de sua gestão e detalhar a situação fiscal do Estado. O economista diz que se orgulha de ter alcançado o equilíbrio nas contas, mas reconhece que o Rio Grande do Norte ainda está longe de ter um caixa plenamente saudável.
Aldemir afirma que encontrou um déficit acumulado de quase R$ 4 bilhões da gestão anterior e conseguiu implementar um ajuste fiscal que culminou em resultados superavitários. Segundo o chefe das contas estaduais, o Rio Grande do Norte ainda enfrenta dificuldades para quitar dívidas do passado e sofreu um baque com a desoneração do ICMS na segunda metade de 2022. Ele defende que o reajuste de impostos seja mantido, mesmo após compensações federais, para que o Estado não termine o ano no vermelho.
Na conversa, Freire criticou ainda a ação judicial impetrada por entidades produtivas do Estado contra o aumento de impostos e negou que o Rio Grande do Norte irá perder competitividade. Além disso, o economista subiu o tom contra o sindicato dos professores estaduais, classificando-o como intransigente. Ele considera que a despesa com os professores é a questão central das contas do Estado. Em greve há um mês, a categoria reivindica o pagamento integral do novo piso do magistério, o que Freire diz ser “impossível” de atender, sob pena de atrasos salariais. Confira:
Que balanço o sr. faz da sua gestão?
A coisa mais importante que a gente fez foi reverter uma tendência. O estado do Rio Grande do Norte vivia um histórico de déficit orçamentário acumulado. De 2014 até 2018 o Estado acumulou um déficit orçamentário de aproximadamente R$ 3,7 bilhões. E o que é isso? Se eu pegar as receitas de cada ano e as despesas de cada ano e somar, nós vamos ter quase R$ 4 bilhões. O Estado vinha numa trajetória de déficit seguido, que estava virando uma bola de neve e não era um déficit orçamentário saudável. O estado se endividar para fazer investimento com instituição financeira que leva 30 anos para pagar não é um problema, o problema é que o estado vinha se endividando e vinha acumulando déficit orçamentário junto com fornecedores e com servidores, então o Estado vinha numa trajetória de ladeira abaixo. A gente funcionava com uma âncora, puxando o desenvolvimento do estado para baixo, na medida que não tinha política de desenvolvimento e atrasando salário. Desde que a gente assumiu, nós dissemos que iríamos fazer um ajuste fiscal, mas ele não seria um ajuste fiscal brusco, como uma virada de 180 graus. Primeiro o estado já tinha um problema de custeio, que já estava praticamente no osso, já não fazia investimento. Tinha deficiência de pessoal em várias áreas. Eu dizia lá atrás que nós precisávamos segurar nosso crescimento das despesas e deixar que as receitas crescessem mais do que as despesas, ao contrário do que vinha acontecendo. Todo ano se gastava mais do que arrecadava. Essa foi a principal virada que fizemos e a partir de 2020 a gente passou a ter superávit orçamentário. Ter superávit orçamentário não é necessariamente uma vantagem se fosse um período normal, mas para a gente é. Para a gente ele foi necessário nesses três anos da nossa gestão. Foi necessário porque você tinha que pagar as dívidas do passado e nós ainda precisamos manter superávit pelas próximas duas gestões, nós precisamos mais ou menos de oito anos mais para frente com o Estado mantendo superávit para ter um Estado plenamente saudável. Nós equilibramos as contas.
E para onde foi esse superávit?
Para pagar as contas passadas. Nós ainda estamos num processo de pagar contas passadas, mas ainda não concluímos. Daí a necessidade de mais superávit pelos próximos anos. Isso resultou, por exemplo, no pagamento das folhas em atraso e ter reduzido o débito com fornecedores e com credores em geral. O grande norte que a gente fez foi ter virado essa chave de um estado permanentemente deficitário para um estado com orçamento equilibrado. Esse processo não se encerrou, é um processo lento que ainda vai levar alguns anos. Isso que Haddad está fazendo, nós fizemos lá atrás, uma PEC dizendo que as despesas, salvo saúde e educação, cresceriam apenas 70% do crescimento das receitas. Com o aumento do nível de investimentos, com a reforma que nós fizemos no programa de incentivos fiscais do Estado, nós já podemos dizer que o Estado já é um dos motores do crescimento da economia do Rio Grande do Norte.
O sr. está de saída da pasta de Finanças do Estado porque foi indicado pela governadora para ocupar a diretoria de Planejamento do Banco do Nordeste. Quais serão os principais projetos do novo cargo?
Ainda não há nomeação, portanto sou secretário. É uma honra, mas não posso falar sobre o assunto.
Pode adiantar algo? O RN terá grandes investimentos?
Não posso falar pelo cargo que ainda não assumi.
Se o Estado está com as contas equilibradas, com sucessivos resultados superavitários, por que a necessidade de aumento de impostos?
Quando terminamos o primeiro semestre do ano passado, o Estado estava com um superávit orçamentário da ordem de R$ 700 milhões a R$ 750 milhões. Nós terminamos o ano com superávit de R$ 167 milhões, ou seja, significa que o segundo semestre foi negativo em quase R$ 600 milhões. O efeito da medida que desonerou o ICMS continua presente. O superávit que a gente obteve no ano está mascarando um déficit que nós estamos registrando desde o segundo semestre do ano passado. Se nós não mudarmos a trajetória, corremos o risco de ter um déficit no final desse ano porque nós perdemos efetivamente R$ 80 milhões por mês. Aquele superávit serviu para cobrir o déficit que a gente passou a ter a partir da edição da lei [LC 194/22]. Essa perda continua, mas não perdemos só o ano passado. Nós perdemos no ano passado cerca de R$ 480 milhões e já perdemos esse ano R$ 80 milhões/mês em três meses. Ou seja, já perdemos R$ 240 milhões e se jogarmos para 12 meses vamos perder R$ 1 bilhão. Admitir que nós vamos conseguir acomodar R$ 1 bi nessa conta é uma ingenuidade.
A necessidade se mantém mesmo com a compensação do Governo Federal?
A medida vai compensar apenas uma parte das nossas perdas, nós vamos ter compensados aproximadamente R$ 270 milhões, que é menos do que a gente perdeu no ano passado e não vai compensar as perdas desse ano. Além disso, vai ser uma parte nesse ano e uma parte no próximo ano. Vai ser uma compensação das dívidas que a gente tem com a União.
As entidades produtivas do Estado pedem a derrubada do reajuste do ICMS na Justiça. O que pensa sobre isso?
A judicialização tem um erro bárbaro. A lei é clara. A lei diz que havendo compensação o Estado pode suspender os efeitos da lei e a lei entra pela noventena, pela regra, em validade após 90 dias da sua promulgação. No momento atual não existe nenhum mecanismo legal que garanta a compensação. Existe um documento assinado por 27 governadores, mas não existe homologação do Supremo Tribunal Federal. Legalmente não existe compensação. Chega dia 1º de abril e existe uma lei, que diz que os efeitos desta lei serão suspensos se existir a compensação. Hoje não existe nenhuma compensação. Não existe nenhum instrumento legal que compense, então não há outra alternativa. O Governo não pode escolher qual lei ou não aplicar. A lei existe e dia 1º ela teria que necessariamente ter entrado em vigor. É onde está, inclusive, o erro da judicialização. Judicializaram uma lei que o Estado é obrigado a cumprir. Os requisitos para a suspensão da lei não estão postos. Não existe um juiz que vá dar, nesse momento, a suspensão da lei porque não existem os requisitos para a suspensão da lei, o que é previsto na própria lei. O juiz, inclusive, poderia ter delegado de cara.
Os empresários apontaram ainda possível perda de competitividade para outros Estados. Como analisa isso? Ponto um: nós não fomos o único estado do País que fizemos [reajuste]. Ponto dois: a grande perda de competitividade que nós teremos é um estado quebrado. Ponto três: não há possibilidade de qualquer empresa do Rio Grande do Norte se transferir para outros estados porque o ICMS vai subir temporariamente por nove meses. A possibilidade é zero. Isso porque o custo de transferência é muito mais caro do que isso, então nós não vamos perder competitividade porque, diferentemente de outros estados que fizeram, nós somos um dos que fizeram transitório. Outros fizeram definitivo.
A exemplo do secretário Carlos Eduardo Xavier, o sr. já declarou que em caso de compensação, a governadora irá rediscutir o assunto com os deputados. O que significa “rediscutir”? A lei que aumentou o ICMS de 18% para 20% será mantida ou derrubada? Na prática, a compensação, quando estiver valendo a lei, nós vamos poder compensar apenas R$ 4 milhões por mês. Porque a compensação não é auto aplicada completamente. Se nós formos compensar, do jeito que está lá na lei, sem a necessidade de outros outros instrumentos, fora do que estão lá, nós vamos poder compensar apenas as dívidas que nós temos com a União. Então nós vamos conseguir compensar R$ 4 milhões/mês. Se a gente ficar nessa compensação, vai levar quase 72 meses para compensar o recurso todo. Então a discussão que eu faço é: vamos abrir mão integralmente da lei apenas para receber R$ 4 milhões/mês?
Portanto é uma sinalização de que o reajuste será mantido? A data de hoje é simbólica [último dia 5]. Normalmente entravam no dia de hoje, aqui na Seplan, R$ 150 milhões. Hoje entraram R$ 70 milhões. Então não tem como a gente acomodar isso porque isso é dinheiro que iria para Saúde, Educação, Segurança, pagar fornecedor, pagar salário. Aquele equilíbrio que a gente tinha conseguido nas contas está seriamente ameaçado por esse sistema. O maior prejuízo que nós podemos voltar a ter é um Estado quebrado, como ele era anteriormente. É preciso ter responsabilidade. Não é só uma responsabilidade do Estado. A Assembleia Legislativa precisa ter responsabilidade, os representantes públicos no Congresso Nacional do Rio Grande do Norte precisam ter responsabilidade. E não, irresponsavelmente, até meio que por ignorância – no sentido de falta de saber jurídico – judicializar uma lei onde os pré-requisitos da própria lei ainda não estão nem postos.
Qual a solução para afastar os riscos de atrasos salariais e perdas de investimento em virtude de um possível déficit em 2023? Tem dois dois fatores-chave para não terminarmos o ano no negativo. Primeiramente são os plenos efeitos desse acordo [de compensação]. Os plenos efeitos desse acordo não serão de imediato, vão levar pelo menos uns 90 dias para os efeitos serem sentidos no caixa do Estado. A gente precisa disso. Outro elemento importante que a gente precisa equacionar é o piso dos professores, que é outra discussão grande.
Durante a campanha de reeleição, a governadora Fátima Bezerra destacou que os recursos utilizados para quitar as folhas atrasadas do governo Robinson estariam “livres” para investimentos, sobretudo em estradas, em um segundo mandato. Essa promessa está ameaçada? Os investimentos ficam comprometidos por esses dois fatores, por um lado você precisa fazer a recuperação da receita e pelo outro você precisa definir a questão do piso dos dos professores.
Sobre o piso dos professores, a categoria encaminhou uma nova contraproposta para encerrar a greve. É viável para o Governo aceitar? Não. Eles permaneceram com a mesma ideia de que tudo precisa ser pago em 2023. Eu faço uma conta simples: terminou o primeiro trimestre agora, eu fiz umas continhas. Entre o primeiro trimestre de 2022 e o primeiro trimestre 2023, as receitas cresceram 4,28%, abaixo da inflação acumulada para o período. Nossa receita não está crescendo nem acima da inflação. Os professores estão pedindo 14,95%. Se eu pegar esse 4,28% e aplicar na receita corrente líquida do Estado, a receita vai subir R$ 600 milhões neste ano. Só o piso deste ano custa R$ 580 milhões. Nós estamos pagando um parcelamento do piso do ano passado de R$ 30 milhões por mês, o que dará perto de R$ 300 milhões. O resto do piso dos professores, que foi de 33% do ano passado, mais o desse ano, dá cerca de R$ 680 milhões. A receita do estado só vai subir R$ 600 milhões. É o dinheiro que nós teremos para tudo. De onde é que nós vamos tirar dinheiro para isso? Não é uma discussão se a demanda dos professores é justa. Nós não estamos discutindo nem o piso em si, mas sim o reajuste. Nós não temos problema nenhum em pagar o piso para quem ganha abaixo do piso. O problema é dar quase 15% de aumento para toda a carreira, retroativo a janeiro, extensivo aos inativos. Não estamos dizendo que não vamos dar os 14,95%. Estamos dizendo que vamos dar, mas nós vamos fazer com que esses 14,95% caibam no orçamento. Não faz nenhum sentido deixar de aumentar gastos com saúde, manutenção das escolas, resolver o problema das estradas porque eu vou pegar o dinheiro todinho e entregar aos professores. Estamos propondo um parcelamento que não afete as outras demandas da sociedade. Há sim uma incapacidade do Sinte de diálogo. O Sinte não avançou no diálogo e foi a categoria mais beneficiada nessa gestão. O sindicato que está sendo intransigente e está penalizando o aluno.
O fato da governadora Fátima Bezerra ter sido uma líder sindical do próprio Sinte e uma das principais defensoras do piso não cria um constrangimento para o Governo? A governadora não é a governadora dos professores. A governadora é governadora da população do Rio Grande do Norte. Ela não vai fazer uma gestão pensando apenas numa categoria em particular. Nós já avançamos muito, nós não estamos na primeira proposta, já avançamos nas propostas. O sindicato insiste [em manter a pedida inicial] e isso não vai acontecer por uma questão simples: não cabe. Alocar R$ 580 milhões esse ano para pagar o piso e pagar mais R$ 300 milhões [referente ao parcelamento do piso do ano passado] não tem como. Não tem esse dinheiro. É simples. Essa é uma discussão que eu acho que o sindicato teria que fazer com a população. A população do Rio Grande do Norte quer isso? Quer que o estado pegue hoje R$ 850 milhões, mais do que o vai ter de aumento de receita, e entregue a uma única categoria? É uma questão social. O sindicato está sendo intransigente. Isso é impossível de ser atendido. Se atender [a demanda], o Estado vai atrasar salário de todo mundo. Do ponto de vista das despesas do Estado, nenhuma despesa tem um impacto maior do que essa do piso dos professores. Ela é central.
A tensão entre Israel, Líbano e o grupo Hamas, que atua em Gaza, continua altíssima nesta sexta-feira (7) após ataques terem sido realizados em todas as direções nos últimos dias.
Segundo o porta-voz dos militares israelenses, foram atingidos “mais de 10 sítios do Hamas em Gaza” e outros três no sul do Líbano. Por sua vez, os libaneses haviam lançados foguetes contra Israel na quinta-feira (6). O Hamas teria disparado mais de 40 foguetes contra o território israelense desde a quinta.
A nova série de ataques ocorreu após os militares israelenses repreenderem com violência muçulmanos que estavam na mesquita de Al Aqsa, considerada sagrada para eles, e prenderem mais de 350 palestinos.
Itália
Nesta sexta-feira, o ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, afirmou durante um encontro com o comandante das forças armadas libanesas, general Joseph Aoun, que continuará apoiando o país por meio da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil).
“As forças armadas libanesas são fundamentais para a estabilidade e a segurança. A Itália continuará a fornecer o próprio apoio nas relações bilaterais e no âmbito da Unifil”, disse ao general.
Já para as tropas italianas no país, durante a visita que fez ao quartel, Crosetto ressaltou que “a capacidade de interagir, dialogar e encontrar instrumentos de cooperação inéditos é a menina dos olhos das nossas forças armadas”. “A vocês, que colaboram com o treinamento das forças armadas libanesas, desejo uma Boa Páscoa e um ‘obrigado’ da Itália”, pontuou.
A visita ainda incluiu um encontro com a equipe do coronel Angelo Sacco, que comanda a Missão Militar Bilateral Italiana no Líbano (Mibil). .
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista, ou seja, mais tempo para análise, e interrompeu o julgamento iniciado nesta sexta-feira (7) no plenário virtual, sobre a distribuição das chamadas sobras eleitorais para preencher vagas no Legislativo.
Não há uma data exata para retomada do julgamento, que depende da liberação de Moraes. Se ele não devolver as ações para julgamento em até 90 dias, os processos são pautados automaticamente.
Antes da suspensão, apenas Ricardo Lewandowski, que se aposenta na próxima semana, havia votado. Ele defendeu a derrubada de barreiras na distribuição das sobras eleitorais. As ações pautadas são movidas pelos partidos Rede Sustentabilidade, Podemos, PSB e Progressistas, que contestam mudanças na legislação eleitoral aprovadas em 2021.
As alterações valeram na última eleição, de modo que a decisão do STF pode afetar os mandatos de sete deputados eleitos em outubro: Sílvia Waiãpi (PL-AP), Sonize Barbosa (PL-AP), Professora Goreth (PDT-AP), Dr. Pupio (MDB-AP), Gilvan Máximo (Republicanos-DF), Lebrão (União-RO) e Lázaro Botelho (PP-TO).
O julgamento gira em torno da divisão das vagas que restam após a distribuição pelo quociente eleitoral — índice calculado a partir do número de votos válidos e dos assentos disponíveis na Casa Legislativa. A Justiça Eleitoral estabeleceu que as vagas remanescentes só podem ser disputadas por partidos que alcançarem pelo menos 80% do quociente eleitoral e por candidatos que tenham recebido no mínimo 20% desse quociente em votos.
Os partidos que acionaram o STF afirmam que as mudanças dificultam a participação, violam o princípio da igualdade de chances na eleição e causam distorções no sistema proporcional.
Voto do relator Como relator do processo, o ministro Ricardo Lewandowski abriu os votos. Ele defendeu que todos os partidos e candidatos participem da distribuição das vagas remanescentes. Para o ministro, a mudança é incompatível com o espírito do texto constitucional, porque restringe o pluralismo político.
“Toda e qualquer norma que tenha por escopo restringir a pluralidade dos partidos políticos, limitando a eleição de seus representantes, notadamente no sistema proporcional, viola os fundamentos de nosso Estado Democrático de Direito”, escreveu.
Lewandowski também chamou atenção para a hipótese de candidatos bem votados serem impedidos de participar da distribuição das vagas remanescentes se disputarem a eleição em partidos que não tenham atingido 80% do quociente eleitoral. O ministro disse que o cenário é inaceitável e demonstra desprezo ao voto.
“Pela atual legislação, com a interpretação dada pelo TSE, a vaga remanescente poderia, em tese, ser ocupada por parlamentar que conquistou apenas mil votos, em detrimento de candidato que, a par de ter obtido 75 mil votos, concorreu por uma grei que não alcançou 80 mil votos”, pontuou.
O cálculo A regra em julgamento vale para vereadores e deputados federais, estaduais e distritais. O cálculo para preencher essas vagas é feito pelo chamado sistema proporcional — fórmula que considera a proporção de votos nos partidos e federações.
O primeiro passo é definir o coeficiente eleitoral. Esse valor é obtido a partir da divisão de todos votos registrados na eleição pelo número de cadeiras a serem preenchidas na Casa Legislativa.
A segunda etapa é calcular o quociente partidário, ou seja, quantos parlamentares cada partido pode eleger. O número é o resultado da divisão do total de votos na sigla pelo quociente eleitoral.
As vagas são preenchidas pela ordem dos mais votados, desde que os candidatos tenham recebido pelo menos 10% do coeficiente eleitoral.
Como nem o sempre o cálculo é exato, as sobras são distribuídas em um segundo momento. A mudança aprovada em 2021 passou a exigir requisitos mínimos para que partidos e candidatos participem da divisão. Se as exigências não forem cumpridas, as cadeiras restantes são destinadas aos partidos que apresentarem as maiores médias.
O Pentágono está investigando o que parecem ser capturas de tela de informações militares classificadas dos EUA e da Otan sobre a Ucrânia que circulam nas redes sociais, disse um funcionário do Pentágono à CNN.
A CNN revisou algumas das imagens que circulam no Twitter e no Telegram, mas não conseguiu verificar se são autênticas ou foram adulteradas.
A vice-secretária de imprensa do Pentágono, Sabrina Singh, não quis avaliar a legitimidade dos documentos, mas disse em um comunicado que o Departamento de Defesa está “ciente dos relatos de postagens nas redes sociais e o Departamento está analisando o assunto”.
Mykhailo Podolyak, assessor-chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, disse em seu canal no Telegram que acredita que os russos estão por trás do suposto vazamento. Podolyak disse que os documentos divulgados não são autênticos, “não têm nada a ver com os planos reais da Ucrânia” e são baseados em “uma grande quantidade de informações fictícias”.
O surgimento dos documentos, genuínos ou não, aumentou o foco em quando a planejada contra-ofensiva ucraniana começará e o que, se houver, qualquer um dos lados sabe sobre os preparativos do outro para isso.
Uma imagem que tem circulado nos canais russos do Telegram e foi revisada pela CNN é uma foto de uma cópia impressa de um documento intitulado “US, Allied & Partner UAF Combat Power Build”.
Outro é intitulado “Russia/Ukraine Joint Staff J3/4/5 Daily Update (D+370)”. J3 refere-se à diretoria de operações do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, J4 lida com logística e engenharia e J5 propõe estratégias, planos e recomendações de políticas.
O New York Times, que divulgou em primeira mão a investigação do Pentágono, informou que algumas das imagens que circulam online descrevem informações que podem ser úteis para a Rússia, como a rapidez com que os ucranianos estão gastando munições usadas em sistemas de foguetes fornecidos pelos EUA.
Podolyak chamou os documentos de “um blefe, poeira nos olhos” e disse que “se a Rússia realmente recebesse preparações de cenários reais, dificilmente os tornaria públicos”.
“A Rússia está procurando uma maneira de aproveitar a iniciativa de informação, para tentar influenciar os planos de cenário para a contra-ofensiva da Ucrânia”, disse ele.
“Levantar dúvidas, comprometer ideias anteriores e assustar com sua “consciência”. Mas esses são apenas elementos padrão do jogo operacional da inteligência russa e nada mais. Não tem nada a ver com os planos reais da Ucrânia”, continuou.
Podolyak acrescentou que as tropas russas “se familiarizarão” com os verdadeiros planos de contra-ofensiva da Ucrânia “muito em breve”.
Questionado sobre as imagens que circulam no Twitter e no Telegram, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse à CNN em comunicado que “não temos a menor dúvida sobre o envolvimento direto ou indireto dos Estados Unidos e da Otan no conflito entre a Rússia e a Ucrânia”.
“Esse nível de envolvimento está aumentando, está aumentando gradualmente”, disse ele. “Estamos de olho nesse processo. Bem, é claro que torna toda a história mais complicada, mas não pode influenciar o resultado final da operação especial [a Rússia segue chamando a guerra de “operação militar especial”]”, concluiu.
Um clássico que conquistou gerações, de várias idades, O Pequeno Príncipe acaba de completar 80 anos desde sua primeira publicação em 6 de abril de 1943. O livro escrito por Antoine de Saint-Exupéry tem inúmeras curiosidades e vamos listar algumas a seguir. Antes, um pouco da história contada nesse clássico da literatura mundial.
A história contada por Antoine de Saint-Exupéry em O Pequeno Príncipe mostra um menino que vive em um minúsculo planeta, com uma rosa exigente, dois vulcões ativos e um extinto, além dos pés de baobá, que ele vive combatendo. Perdido no deserto, um aviador encontra o tal garotinho, que tem cabelos dourados e é, na verdade, um príncipe desse planeta distante.
1 Apesar de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), autor de O Pequeno Príncipe, ser francês, o livro foi publicado primeiro nos Estados Unidos, em 1943. Na França, só foi publicado em 1946, e o escritor teve a obra impressa em suas mãos dias antes de embarcar para a África junto ao Exército americano, para lutar pela França contra a ocupação alemã, durante a Segunda Guerra Mundial.
2 Quando Saint-Exupéry deixou os Estados Unidos para combater as tropas nazistas em abril de 1943, ele deu o manuscrito para sua amante, a jornalista Sylvia Hamilton, que o vendeu para a Morgan Library & Museum em Nova York por 25 anos.
3 Saint-Exupéry não só escreveu O Pequeno Príncipe como é o criador das ilustrações originais.
4 A primeira tradução brasileira, de 1952, foi feita pelo monge beneditino d. Marcos Barbosa (1915-1997), membro da Academia Brasileira de Letras.
5 É a terceira obra literária mais traduzida no mundo, com versões em mais de 300 idiomas e dialetos.
6 O Pequeno Príncipe chegou a ser proibido na Argentina, por ordem do general Rafael Videla, durante a ditadura militar de 1976-1981, que o considerou cheio de ideias subversivas.
7 O livro rendeu muitas adaptações. Em 1974, um filme musical chamado The Little Prince foi lançado. Nos anos 1980, houve uma série de desenhos animados com o personagem.
8 A primeira versão cinematográfica de O Pequeno Príncipe foi produzida em 1954, mas entre as mais famosas está a de 1975, dirigido por Stanley Donen e estrelado pelo pequeno Steven Warner, com os veteranos Gene Wilder e Bob Fosse também no elenco.
9 Além de escritor, Saint-Exupéry era piloto, primeiro militar e depois civil, chegando a tornar-se um dos pioneiros do voo postal internacional. Sua primeria obra foi o conto L’Aviateur (O aviador), em 1926.
10 Aos 44 anos, o piloto escritor permanece na ativa, participando de missões de reconhecimento junto a seu grupo 2/33. E foi em uma dessas, em 31 de julho de 1944 que ele desapareceu misteriosamente.
As prefeituras de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e Londrina, no Paraná, anunciaram que vão adotar um “botão do pânico” nas escolas da rede municipal de educação como medida de segurança para combater e prevenir possíveis ataques nesses ambientes.
O acionamento do alerta vai ocorrer por meio de um aplicativo instalado em aparelhos celulares. O dispositivo “BeOn” poderá ser usado por professores e servidores cadastrados no programa de emergências.
Na capital gaúcha, os equipamentos serão instalados em todas as 98 escolas da capital e também nas 214 instituições de educação infantil parceiras.
Assim que é ligado, o sistema envia um alerta para um Centro Integrado de Comando de Porto Alegre, que emite um alerta para as forças de segurança e demais órgãos de pronto-atendimento.
Em Londrina, o botão vai ser instalado dentro de escolas e creches, tanto públicas quanto privadas. A decisão foi tomada de forma conjunta entre professores e demais funcionários do setor de educação do município.
Segundo o prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, o objetivo é “garantir a vida e segurança de crianças, professores e funcionários”. As medidas de segurança foram adotadas após dois casos de ataques em escolas no país.
Em Blumenau, o homem de 25 anos que invadiu a creche Cantinho do Bom Pastor e matou quatro crianças está preso preventivamente por ordem da Justiça de Santa Catarina. As vítimas foram enterradas nesta quinta-feira (06).
Já o adolescente de 13 anos que invadiu a escola estadual Thomazia Montoro, em São Paulo, e matou uma professora a facadas continua internado em uma unidade da Fundação Casa na capital paulista. Ele vai passar por uma audiência na próxima semana.
Dois homens tentaram assaltar a casa do argentino Lionel Messi, na Espanha. De acordo com o programa “Y Ahora Sonsoles”, os assaltantes invadiram o local, no município de Castelldefels, em Barcelona, na madrugada da última quinta-feira.
Os criminosos invadiram a casa do argentino pelo jardim e tentaram arrombar as portas e janelas, mas não conseguiram. Os homens também tentaram entrar pela garagem, mas sem sucesso. A dupla conseguiu fugir antes da chegada da polícia.
As imagens foram capturadas pelas câmeras de segurança da casa do jogador. Os homens estavam encapuzados e vestidos de preto. Atualmente, Messi mora com a esposa e os filhos na França, onde defende o Paris Saint-Germain.
Messi tem contrato com o PSG até junho e pode não ficar no clube francês. Múltiplas fontes na Europa noticiam a tentativa do Barcelona em levar o argentino de volta para a Catalunha. Pelo clube espanhol, o jogador conquistou mais de 30 títulos.
Um homem entrou em um hospital procurando atendimento e acabou ferindo oito pessoas com uma faca na noite de quinta-feira (6), em Américo Brasiliense, interior de São Paulo. Ele foi morto pela polícia após fazer uma pessoa refém.
O homem, de 32 anos, procurou atendimento no Hospital Municipal José Nigro Neto e aparentava estar nervoso. Segundo o major da PM Alan Esteves Fernandes Gouvêa, um médico chegou a prescrever um medicamento para ele.
“Em determinado momento, ele sacou uma faca e começou a esfaquear pessoas”, relatou o major Gouvêa em entrevista a jornalistas em frente ao hospital. Sete pessoas foram feridas dentro do hospital.
O autor do ataque, então, saiu do hospital e atacou uma enfermeira que estava do lado de fora. O homem a fez refém, e uma equipe de polícia que passava pela região começou a negociar a liberação da vítima.
Um policial fez um disparo assim que a refém conseguiu se afastar do homem. Segundo nota da PM, ele ameaçava “diversas vezes” atingir a mulher no pescoço. O registro da ocorrência afirma que a mulher acabou apenas com um ferimento leve no braço.
O autor do ataque chegou a ser socorrido e levado à Santa Casa da cidade, mas não resistiu.
Agressor estava “desorientado”, diz polícia
O major Gouvêa chegou a dizer que o agressor estava em “surto”. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública disse que o homem estava “desorientado” e que uma porção de cocaína foi apreendida com ele.
A principal hipótese é que se trata de uma ação isolada, segundo a PM. O caso foi registrado como tentativa de homicídio e morte decorrente de intervenção policial e será investigado pela Delegacia Seccional de Araraquara.
“A princípio, ele é uma pessoa que usa drogas na cidade. Ele causa alguns problemas e veio até o pronto atendimento nervoso. Foram tentar medicar, ele sacou a faca. Provavelmente, [houve] um surto aí da pessoa. Não há nenhuma informação de que seja outra coisa. Não é uma coisa que acontece, é uma coisa que não é comum”, explicou o Major Alan Esteves Fernandes Gouvêa.
Entre os oito feridos, estão funcionários e pacientes. O diretor clínico do hospital, Ezequiel Rios Ariza, precisou passar por uma cirurgia e encontrava-se estável. Os demais feridos já foram liberados. O UOL procurou a Prefeitura de Américo Brasiliense para informações sobre os feridos e aguarda retorno.
De 3 a 6 de abril de 2023, ao menos 40 funcionários foram demitidos do Departamento de Jornalismo do Grupo Globo. Os cortes foram realizados em g1, GloboNews, TV Globo e afiliadas. Entre os trabalhadores desligados estão jornalistas com anos de empresa, como César Galvão, Marcelo Canellas e Giuliana Morrone.
De acordo com o site Notícias da TV e o portal UOL, o motivo da demissão em massa seria o alto valor dos salários desses funcionários. Os desligamentos foram realizados nas áreas de reportagem, produção, cinegrafia, edição, apuração, fotografia, direção e apresentação.
Eis a lista dos profissionais desligados pela emissora nesta semana até esta 6ª feira (7.abr):
Ana Paula Mendes – âncora da InterTV, afiliada em Cabo Frio (RJ);
César Galvão – repórter da Globo em São Paulo;
Celso Fontão – coordenador do Jornal da Globo, em Brasília;
Fabio Turci – repórter da Globo em São Paulo;
Fábio William – âncora do DF1, em Brasília;
Giuliana Marrone – apresentadora da Globo em Brasília;
Márcia Witczak – editora local e apresentadora da agenda cultural no DF1, em Brasília;
Marcia Correa – editora-chefe do Bom Dia São Paulo;
Emilene Silva – editora do Jornal Hoje;
Lúcia Carneiro – editora da GloboNews em Brasília;
Sávio Ladeira – repórter e editor do g1 em São Paulo;
Marta Cavallini – repórter do g1 em São Paulo;
Olivia Henriques – repórter do g1 em São Paulo;
Edmundo Silva – repórter do g1 em São Paulo;
Dennis Barbosa – editor do g1 em São Paulo;
Thaís Itaqui – repórter de Reportagens Especiais na GloboNews;
Anna Karina Bernardoni – chefe de programas e supervisora-executiva de projetos especiais na GloboNews;
Marcelo Canellas – repórter do Fantástico;
Eduardo Tchao – repórter da TV Globo no Rio de Janeiro;
Flávia Jannuzzi – repórter TV Globo no Rio de Janeiro;
Luciana Osório – repórter da Globo no Rio de Janeiro;
Mônica Sanches – repórter da Globo no Rio de Janeiro;
Jorge Espírito Santo – diretor do Fantástico;
Arthur Guimarães – produtor do Núcleo Investigativo da Globo;
Marcos Serra Lima – fotógrafo do g1 Rio;
Alba Valéria Mendonça – repórter do g1 Rio;
Rodrigo Melo – operador de mídia da Globo;
Elza Gimenez – apuradora da Globo no Rio de Janeiro;
Carlos Eduardo Bauer – editor do Jornal Nacional no Rio de Janeiro;
Eliane Maria – produtora da Globo no Rio de Janeiro;
Jô Mazzarolo – diretora de Jornalismo da Globo no Recife;
José Carlos Azevedo – chefe cinegrafista da Globo no Rio de Janeiro;
Juarez Passos – chefe de Produção da Globo no Rio de Janeiro;
Marcelo Moreira – diretor de Jornalismo da Globo em Belo Horizonte;
Luiza Silvestrini – produtora da Globo no Rio de Janeiro;
Helio Alvarez – gerente de Imagem e Áudio da Globo;
Felipe Vasquez – editor-chefe digital da GloboNews;
Cadu Velloso – chefe da GloboNews em São Paulo;
Fernando Gueiros – diretor de Projetos de Tecnologia no Jornalismo da Globo;
Leila Sterenberg – apresentadora da GloboNews.
FENAJ ENTRA COM AÇÃO
A Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas) e sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal anunciaram em comunicado que entraram com ação conjunta contra as demissões. As organizações reivindicam reunião em “caráter urgente”.
“Não basta realizarmos as notas de repúdio contra as demissões. Iremos nos organizar com a categoria para resistir coletivamente às demissões e garantir dignidade a todas e todos os profissionais da Globo”, disse Thiago Tanji, presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.
O QUE DIZ A GLOBO
O Poder360 procurou a Globo para perguntar o motivo dos cortes. “[A empresa] lamenta quando se despede de profissionais que ajudaram a escrever e a contar a sua história“, disse a companhia em nota.
Eis a íntegra :
“A Globo, assim como as demais empresas de referência do mercado, tem um compromisso permanente com a busca de eficiência e evolução, mas lamenta quando se despede de profissionais que ajudaram a escrever e a contar a sua história. Isso, no entanto, faz parte da dinâmica de qualquer empresa.
“Os resultados da Globo refletem a boa performance do conjunto das suas operações e uma constante avaliação do cenário econômico do país e dos negócios. Como parte do processo de transformação pela qual vem passando nos últimos anos e alinhada à sua estratégia, a empresa mantém a disciplina de custos e investimentos em iniciativas importantes de crescimento“.
A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil voltou a autorizar nesta semana a viagem de funcionários do governo americano ao Rio Grande do Norte.
O veto foi imposto por causa dos ataques de facções criminosas no estado, deflagrados em meados de março, e foi suspenso a partir do dia 1º de abril.
Há três semanas, a representação diplomática divulgou um alerta para que os cidadãos norte-americanos que precisassem ir ao Rio Grande do Norte revisassem os planos de viagem.
Uma estrada não pavimentada que liga a cidade de Pendências a municípios da Região da Costa Branca do Rio Grande do Norte rompeu nesta sexta-feira (7) por conta de uma cheia do Rio Piranhas-Açu, que foi provocada pelas chuvas intensas recentes no estado.
O trecho acabou destruído por volta das 8h. De acordo com a secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Município, houve um aumento considerável no nível do rio nas últimas horas.
“Em decorrência das ultimas chuvas na nossa região, ocorreu a sangria do Açude Mendubim [em Paraú]. Como nós estamos na ponta final do Rio Piranhas-Açu, mais precisamente na foz, o nível do rio subiu bastante. Ontem [quinta], estávamos na cota de 3,41 m. Hoje [sexta] amanhecemos na cota no nível volumétrico de 3,84 m. Nosso nível de normalidade é de 2,20 m”, disse o secretário Ezequias Florêncio.
Segundo o secretário, algumas medidas foram tomadas na tentativa de manter a estrutura da estrada, que amanheceu nesta sexta sendo encoberta pela água – até ter o trecho destruído.
“Ontem [quinta] fizemos algumas intervenções. Colocamos material pra tentar dar montante a esse barramento, preservar sua estrutura, mas infelizmente o nível do rio estava tão alto que ocorreu esse rompimento”, disse.
O secretário disse ainda que a prefeitura está tomando medidas para dar assistência a trabalhadores que precisam passar pelo trecho – eles serão levados de barco.
“A prefeitura está tomando todas as medidas referentes à travessia por meio de barcos dessas pessoas, de funcionários que trabalham na margem esquerda do rio, que trabalham no setor da carcinicultura, que moram lá”, disse.
“A prefeitura já tomou todas essas medidas emergenciais, até que o nível do rio abaixe e a prefeitura venha a tomar as medidas pra tamponar, fechar esse barramento de volta”.
A estrada é a principal rota de acesso do município à chamada Região da Costa Branca potiguar e é conhecida também como “Estrada do Camarão”, por ligar a zona urbana do município de Pendências a uma área onde ficam algumas das maiores fazendas de camarão do país. Pendências é uma das cidades líderes na produção de camarão em todo o Brasil.
Algumas das cidades ligadas por essa estrada são Carnaubais, Porto do Mangue, Areia Branca e Mossoró.
Moradores relatam o receio de que outro acesso de Pendências – que liga a cidade ao município de Alto do Rodrigues – também seja afetado, já que há uma ponte para ser atravessada num trecho e o rio já se mostra cheio, podendo subir em caso de novas chuvas.
A principal estrada do município é a RN-118. Pendências é uma cidade de cerca de 15 mil habitantes, segundo dados do IBGE.
O governo Lula prepara a retomada do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad), que foi esvaziado no mandato de Jair Bolsonaro. O Planalto pretende anunciar a medida na próxima segunda-feira (10/4), na cerimônia que marca os primeiros cem dias desta gestão.
No novo formato, o colegiado voltará a ter paridade entre governo e sociedade civil, que perdeu poder no grupo desde o começo do governo Bolsonaro. Os integrantes da sociedade civil serão eleitos pelas próprias entidades, em um modelo semelhante ao do Conselho Nacional de Direitos Humanos, que dá mais autonomia em relação ao Poder Executivo.
Entre as primeiras pautas do Conad está a revisão do Plano Nacional de Políticas sobre Drogas até o fim deste ano. O atual plano foi aprovado quando o Ministério da Justiça era comandado pelo bolsonarista Anderson Torres, atualmente preso por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro.
Na gestão Lula, a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas e Gestão de Ativos é liderada pela professora Marta Machado, doutora pela USP e pesquisadora do tema na Fundação Getúlio Vargas. O perfil destoa dos últimos anos, quando a secretaria era ocupada por policiais com foco na apreensão e pouco interesse na prevenção ao uso de drogas.
O comandante do Exército, general Tomás Paiva, tem feito uma autocrítica nas conversas que tem tido com ministros do Supremo Tribunal Federal. Nos encontros, ocorridos nos gabinetes dos ministros, Paiva tem dito que houve uma politização indevida dos quartéis nos últimos anos, e tem prometido trabalhar contra isso.
Uma avaliação semelhante já foi feita por Paiva em conversas com o ministro da Defesa, José Múcio, e com Lula.
A ministros do STF, Paiva também expressou discordância com o tuíte feito em abril de 2018 pelo então comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, em que ele ameaçava o Supremo caso julgasse a favor de um habeas corpus apresentado por Lula, para evitar sua prisão. Paiva era chefe de gabinete de Villas Bôas e, segundo relatos, desaconselhou o general na ocasião a tuitar daquela maneira.
O tuíte é considerado um marco no processo de politização indevida das Forças Armadas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi questionado se iria indicar uma mulher ou um juiz negro para a Corte, mas disse que não quer “criar um compromisso” agora. Na visão dele, não há de se considerar somente o critério identitário para o próximo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do Jornal O Globo.
“Se eu for responder o que você perguntou, eu estarei criando um compromisso que eu não quero ter agora. Se vai ser negro, se vai ser negra, se vai ser mulher, vai ser homem, é um critério que eu vou levar muito em conta na escolha, mas não te darei nenhuma referência, porque, se eu der referência, eu estarei carimbando a futura pessoa que vai ser ministra ou ministro da Suprema Corte”, afirmou o petista.
O mandatário ainda disse que não fará a indicação “pensando num futuro problema” pessoal e que seus critérios para escolher um nome serão conhecimento jurídico e “sensibilidade social”.
“Será uma pessoa altamente gabaritada do ponto de vista do jurídico. A pessoa tem que ter uma compreensão do mundo social, dos problemas sociais desse país. A pessoa tem que conhecer a realidade. Então tem que ter o mínimo de sensibilidade social para assumir uma postura dessa, porque é muita responsabilidade”, prosseguiu.
Ele também disse que não há pressa para a escolha e que o assunto será “bem discutido” antes da decisão. “O nome que indicarei será certamente um nome que vai fazer justiça ao povo brasileiro. Jamais indicarei um ministro da Supremo Corte por conta de precisar de algum favor. Não foi assim com nenhum que indiquei e não será assim daqui pra frente”, concluiu.
O movimento que defende a indicação de uma magistrada negra para a Corte ganhou força e obteve apoio de ministros do próprio governo, como Silvio Almeida (Direitos Humanos) e Anielle Franco (Igualdade Racial). O ministro Edson Fachin, do STF, também é um dos apoiadores da ideia.