Cláudio Castro anuncia renúncia ao governo do Rio de Janeiro para disputar ao Senado

Postado em 24 de março de 2026

O governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) anunciou nesta segunda-feira 23 que renuncia ao cargo para disputar ao Senado. A decisão foi anunciada um dia antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que poderia levar à cassação de seu mandato e à declaração de inelegibilidade.

No discurso de despedida, Castro afirmou que deixa o cargo para disputar o Senado. “Como todos sabem, saio para ser pré-candidato ao Senado”.

A cerimônia de encerramento do mandato ocorreu no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, na noite desta segunda-feira. Durante o evento, Castro apresentou ações de sua gestão e confirmou a saída do cargo.

A renúncia acontece em meio a um processo na Justiça Eleitoral e abre caminho para a realização de eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que escolherá um novo governador para cumprir mandato até o fim de 2026.

Ele também comentou sobre o momento político e sua avaliação pessoal. “Eu saio com a cabeça completamente erguida. Saio com a minha maior aprovaçã, saio, segundo as pesquisas de opinião, liderando todas as pesquisas para o Senado. Mas, acima de tudo, saio extremamente grato a Deus”.

Ao longo da fala, o ex-governador citou ações de sua gestão na segurança pública. “Temos desafios? Temos, é claro. Nós não resolvemos tudo. Mas consegui ser, em 2022, alguém que saiu de um desconhecimento quase de 90% para uma das maiores votações, senão a maior, com quase 5 bilhões de votos e quase 60% dos votos válidos do Rio de Janeiro. Saio feliz”.

Ele também comentou sua trajetória no cargo. “Eu tive um antecessor que não valorizou a cadeira de governador que desde o primeiro dia pensava em ser presidente vivi intensamente esses seis anos com orgulho de ser governador. Com a certeza que essa cadeira foi o ápice, foi o topo da minha carreira. Poder liderar o meu Estado pelos seis últimos anos foi o maior orgulho que eu pude ter na minha vida”.

Eleição indireta
Com a saída de Castro, o estado entra em situação de dupla vacância, já que não há vice-governador no momento. O cargo está vago desde que Thiago Pampolha deixou a função para assumir vaga no Tribunal de Contas do Estado.

Nesse cenário, assume interinamente o governo o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto. Ele terá até 48 horas para convocar a eleição indireta.

A escolha do novo governador será feita pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em votação indireta que deve ocorrer em até 30 dias após a vacância. O pleito definirá uma chapa com governador e vice para cumprir o mandato até 2026.

Podem concorrer brasileiros com mais de 30 anos, domicílio no estado e filiação partidária. As chapas deverão ser registradas em até cinco dias após a convocação.

A votação ocorrerá em sessão extraordinária da Alerj e, após decisão liminar do Supremo Tribunal Federal, a tendência é que o voto seja secreto.

A decisão foi tomada pelo ministro Luiz Fux, que suspendeu trechos da lei estadual que regulamenta a eleição indireta. Entre as mudanças, está a substituição do voto nominal aberto pelo voto secreto e a alteração do prazo de desincompatibilização, que passa a ser de 180 dias.

AGORA RN