Convenções encerram primeira etapa da disputa presidencial; veja o que defenderam os candidatos ao Planalto

As convenções partidárias que oficializaram as candidaturas à Presidência da República entraram na reta final e consolidaram os principais nomes da disputa eleitoral de 2026. Nos discursos, os presidenciáveis concentraram as mensagens em temas como economia, segurança pública, educação, combate à corrupção, defesa de valores e críticas aos adversários.
Entre os candidatos já oficializados estão Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Em alguns casos, as chapas ainda aguardam a definição do candidato a vice-presidente.
Confira os principais pontos defendidos por cada presidenciável.
Flávio Bolsonaro (PL)
Oficializado em convenção realizada no dia 25 de julho, em São Paulo, Flávio Bolsonaro apresentou sua candidatura como uma continuidade do legado político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O senador afirmou que pretende “devolver o Brasil aos brasileiros” e fez críticas aos governos do PT, associando-os à corrupção, ao aumento da carga tributária e à má gestão pública. Também afirmou que pretende subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do pai em 2027.
Na área de segurança pública, defendeu o endurecimento da legislação penal, propondo a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e a adoção da castração química para condenados por pedofilia. Também criticou o atual governo e alertou para o que considera riscos às instituições democráticas.
O discurso foi encerrado com o lema “Deus, Pátria, Família, Liberdade e Futuro”.
Lula (PT)
Durante a convenção do PT, Lula oficializou sua candidatura à reeleição destacando os programas e investimentos realizados durante sua gestão.
O presidente afirmou que seu histórico administrativo dispensa promessas sem fundamento e destacou ações como o Novo PAC e investimentos em estados e municípios.
Entre as prioridades apresentadas para um eventual novo mandato estão:
- ampliação das políticas para educação;
- fortalecimento das ações voltadas à população idosa;
- combate à violência contra a mulher;
- investimentos na indústria de defesa e em tecnologia nacional;
- exploração estratégica de minerais críticos e terras raras;
- avanço da transição energética.
Lula também afirmou que pretende ampliar reformas estruturais e impedir o retorno da extrema-direita ao comando do país.
Renan Santos (Missão)
Na convenção do partido Missão, Renan Santos apresentou sua candidatura como uma alternativa tanto ao PT quanto ao bolsonarismo.
O candidato relembrou a trajetória iniciada no Movimento Brasil Livre (MBL) e afirmou representar uma nova geração da política nacional. Durante o discurso, fez críticas a lideranças dos dois principais campos políticos do país.
Entre as metas apresentadas estão:
- reduzir os homicídios para menos de 10 mil por ano;
- manter os juros abaixo de 6%;
- alfabetizar nove em cada dez crianças;
- posicionar o Brasil entre as cinco maiores economias do mundo em três décadas.
Renan também defendeu uma agenda baseada no que chamou de “geração de sacrifício”, com foco em reformas e crescimento econômico de longo prazo.
Romeu Zema (Novo)
Romeu Zema utilizou sua experiência como governador de Minas Gerais e empresário para defender uma gestão focada na eficiência administrativa.
O candidato criticou os governos petistas, atribuindo ao partido dificuldades econômicas enfrentadas pelo estado e pelo país, e afirmou que pretende levar ao governo federal um modelo baseado na redução de privilégios e no incentivo ao investimento privado.
Na segurança pública, propôs:
- enquadrar facções criminosas como organizações terroristas;
- construir um presídio de segurança máxima na Amazônia;
- adotar medidas inspiradas no modelo implementado em El Salvador.
Na economia, afirmou que pretende ampliar a atração de investimentos e estimular o retorno de brasileiros que vivem no exterior.
Ronaldo Caiado (PSD)
Ronaldo Caiado teve sua candidatura oficializada em convenção realizada no dia 26 de julho, em São Paulo, tendo Gilberto Kassab como candidato a vice-presidente.
Em seu discurso, destacou os resultados obtidos durante sua gestão no Governo de Goiás, especialmente nas áreas de educação e segurança pública.
Caiado afirmou representar uma alternativa à polarização política e criticou tanto o presidente Lula quanto o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O candidato também desafiou Lula para debates durante a campanha e afirmou que pretende priorizar o combate ao narcotráfico e fortalecer as políticas de segurança pública.
Prazo eleitoral
O calendário eleitoral prevê que as convenções partidárias sejam concluídas até 5 de agosto. O registro oficial das candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá ser realizado até 15 de agosto.
98fm
