De Renan a Ciro, Haddad e Gleisi: veja nomes conhecidos derrotados nas eleições de 2026

As eleições deste domingo, 4, terminaram com derrotas de nomes conhecidos da política nacional. Ex-ministros, senadores e antigos candidatos à Presidência estão entre os políticos que não conseguiram conquistar os cargos disputados em 2026.
A lista inclui Renan Calheiros (MDB), que deixará o Senado após mais de três décadas, Ciro Gomes (PSDB), derrotado na tentativa de retornar ao Governo do Ceará, e Fernando Haddad (PT), que perdeu novamente a disputa pelo Governo de São Paulo para Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Também ficaram sem as vagas que disputavam nomes como Randolfe Rodrigues, Ciro Nogueira (PP), Gleisi Hoffmann (PT), Manuela D’Ávila (PSOL), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Renan Calheiros
Em Alagoas, Renan Calheiros não conseguiu renovar o mandato no Senado e deixará a Casa em 2027, após 32 anos consecutivos.
Renan recebeu 22,24% dos votos e ficou atrás de Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB), eleitos para as duas vagas disponíveis.
O senador está na Casa desde 1995 e presidiu o Senado em quatro ocasiões: 2005, 2007, 2013 e 2015. Antes disso, foi deputado estadual, deputado federal e ministro da Justiça.
Ciro Gomes
No Ceará, Ciro Gomes foi derrotado por Elmano de Freitas (PT) na disputa pelo Governo do Estado.
Com 97% das urnas apuradas nos dados divulgados pela Exame, Elmano aparecia com 52,88% dos votos, contra 46,52% de Ciro.
Aos 68 anos, Ciro tentava retornar ao Governo do Ceará. Nas eleições de 2018 e 2022, disputou a Presidência da República pelo PDT, sem avançar ao segundo turno.
Fernando Haddad
Em São Paulo, Fernando Haddad perdeu novamente uma disputa pelo Governo do Estado para Tarcísio de Freitas.
Tarcísio, candidato do Republicanos, garantiu a vitória no primeiro turno.
Haddad já havia enfrentado o atual governador na eleição estadual de 2022. Antes disso, foi prefeito de São Paulo e candidato à Presidência da República em 2018, quando chegou ao segundo turno.
Randolfe Rodrigues
No Amapá, Randolfe Rodrigues não conseguiu se eleger para o Senado. O senador recebeu 18,5% dos votos.
As duas vagas ficaram com Rayssa Furlan (Podemos), que obteve 29,9%, e Lucas Barreto (PSD), com 24,2%.
Ciro Nogueira
No Piauí, Ciro Nogueira (PP) também não conseguiu renovar o mandato no Senado.
As duas vagas em disputa ficaram com Marcelo Castro (MDB) e Julinho do Lula (PSD).
Gleisi Hoffmann
No Paraná, Gleisi Hoffmann (PT) não conseguiu retornar ao Senado. Ela já ocupou uma cadeira na Casa entre 2011 e 2018.
Gleisi também foi ministra-chefe da Casa Civil durante o governo Dilma Rousseff e ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais no governo Lula.
Manuela D’Ávila
No Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila (PSOL) ficou fora das duas vagas em disputa para o Senado.
Com 91,53% das urnas apuradas nos números divulgados pela Exame, Manuela aparecia em terceiro lugar, com 17,17%. Sanderson (PL) tinha 30,02% e Marcel Van Hattem (Novo), 29,99%.
Simone Tebet e Marina Silva
Em São Paulo, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) também não conseguiram se eleger para o Senado.
As duas fizeram uma dobradinha informal durante a campanha, mas ficaram atrás de Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), eleitos para as duas vagas do Estado.
Tebet deixou o Ministério do Planejamento e Orçamento em março de 2026 para concorrer ao Senado. Ela já havia exercido mandato de senadora por Mato Grosso do Sul.
Marina deixou o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em abril para disputar a eleição. Ela permaneceu filiada à Rede, partido que ajudou a fundar.
AGORA RN
