Deputado diz que PT não vai impor votos a Cadu nas articulações: “Obrigar ninguém pode”

O deputado estadual Francisco do PT afirmou, em entrevista ao programa Repórter 98 nesta quinta-feira (15), que o PT não vai impor votos ao pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte pela legenda, Cadu Xavier, aos deputados e demais nomes políticos presentes nas articulações até as eleições em outubro.
Francisco destacou que, apesar do esforço do partido e do governo para consolidar apoios, o PT não tem como controlar totalmente a postura de todos os políticos em relação aos candidatos da legenda e da federação.
“Nós vamos trabalhar para que quem vota em Fátima, vota em Lula, vota em Cadu, vota nos deputados, nas deputadas da nossa federação, de preferência do nosso partido. Todo partido quer crescer. Agora, a gente não tem como ter controle 100% disso. A pergunta que me foi feita é que se alguém quiser votar em Fátima pro Senado e quiser votar em outro governador, o que vai se fazer? Obrigar ninguém pode. Nós temos que trabalhar com a realidade”, afirmou.
O parlamentar reforçou que o partido busca construir palanques conjuntos, mas que não é possível obrigar ninguém a seguir integralmente a orientação da legenda. Ele também citou exemplos de eleições anteriores em que aliados votaram de forma dividida, como no caso de eleitores que escolheram Fátima para o governo e Rogério para o Senado, em 2022.
Cadu Xavier e as eleições indiretas
Sobre a possibilidade de Cadu Xavier ser o candidato do PT em uma eventual eleição indireta na Assembleia Legislativa, Francisco afirmou que o partido mantém Cadu como pré-candidato, destacando sua aceitação junto à militância e sua experiência técnica. “Nós temos um candidato, um pré-candidato a governador. Todo o nosso esforço vai ser para que quem nos apoia, apoie também o nosso candidato a governador”, disse.
Para o parlamentar, mesmo que outro assuma o posto de governador até as eleições de outubro, este também deverá Cadu Xavier ao governo, considerando que o nome seja um aliado da base governista.
“Inclusive, eu acredito que se se construir uma alternativa, mesmo assim, quem assumir, possivelmente, vai ter esse compromisso do apoio à candidatura de Cadu. É o nosso candidato, o pré-candidato”, disse.
98fm
