Desemprego cai para 5,1% no tri até dezembro, recorde da série histórica

Postado em 30 de janeiro de 2026

taxa de desemprego caiu a 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, menor taxa de desocupação desde a série histórica iniciada em 2012, mostrou a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (30).

Nos três últimos meses do ano, a população desocupada no Brasil ficou em 5,5 milhões, o menor contingente da série da pesquisa.

Com o resultado do mês de dezembro, a taxa anual do indicador caiu para 5,6% em 2025, ante 6,6% registrado no ano anterior, também o patamar mais baixo desde 2012. No período de um ano, a média de pessoas desocupadas caiu de 7,2 para 6,2 milhões.

A população ocupada no país em 2025 também registrou recorde na série histórica, com 103 milhões de pessoas, frente a 101,3 milhões em 2024, mostrou ainda o IBGE. Em 2012, o valor era de 89,3 milhões.

Nível de ocupação vai a 59%

Já o valor anual do nível de ocupação – percentual de ocupados na população em idade de trabalhar – ficou em 59,1% em 2025, menor da série, enquanto em 2024 era de 58,6%.

renda média real habitual dos trabalhadores atingiu o maior valor desde 2012, ficando em R$ 3.560, aumento de 5,7% (ou R$ 192) na comparação com 2024. Na série histórica, o menor resultado havia sido em 2022 (R$ 3.032).

Já o valor anual da massa de rendimento real habitual chegou a R$ 361,7 bilhões, em 2025, o maior da série, com alta de 7,5% (mais R$ 25,4 bilhões) em relação a 2024.

“Importante registrar que a queda da desocupação não foi provocada por aumento da subutilização da força de trabalho ou do desalento, reduzindo a pressão por trabalho. A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços”, afirmou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.

Em 2020 e 2021, anos da pandemia da Covid 19, a taxa de desemprego chegou a 13,7% e 14%, e cerca de 14 milhões de desocupados.

Empregados com carteira assinada tem recorde

Segundo o IBGE, a estimativa anual do número de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada cresceu 2,8% no valor de 2025 frente a 2024, chegando a 38,9 milhões de pessoas, o mais alto da série.

Houve um acréscimo de cerca de 1 milhão de pessoas com carteira assinada em relação ao ano anterior.

Já a taxa anual de informalidade passou de 39%, em 2024, para 38,1% em 2025.

cnn