Estudos sobre geodiversidade do SGB fortalecem gestão do Geoparque Seridó, no Rio Grande do Norte

Postado em 30 de abril de 2026

o mês em que o Geoparque Seridó (RN) completa quatro anos como Geoparque Mundial da Unesco, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) destaca a importância dos estudos sobre geodiversidade para consolidação, fortalecimento e valorização do território. O conhecimento produzido pela instituição contribuiu para a chancela e segue apoiando a gestão do geoparque, o planejamento do uso do território e a difusão do patrimônio geológico da região.

Em 2025, o SGB lançou as publicações Mapa da Geodiversidade do Geoparque Seridó e o Atlas da Geodiversidade do Seridó. Também foram entregues folderes que consolidam os dados, informes técnicos, dados organizados em Sistema de Informações Geográficas (SIG) e passeio virtual na Plataforma Geo 360º BR. Os produtos fazem parte do projeto Levantamento da Geodiversidade e apresentam em linguagem acessível as características do território e potencialidades.

O Seridó Geoparque Mundial da Unesco (SGMU) está localizado no semiárido nordestino, abrangendo cerca de 2.800 km² e incluindo seis municípios: Acari, Carnaúba dos Dantas, Cerro Corá, Currais Novos, Lagoa Nova e Parelhas. Mais de 100 mil pessoas vivem na região.
“O objetivo desses produtos é servir como ferramentas de planejamento para os gestores do SGMU e gestores municipais, identificando áreas de vulnerabilidade ambiental, problemas geológico-geotécnicos, potencialidades econômicas e geoturísticas, permitindo o desenvolvimento da região”, explica o pesquisador Almir Costa, coordenador executivo do Programa Levantamento da Geodiversidade.

Para o professor do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Coordenador Científico do Geoparque Seridó, Marcos Nascimento, os estudos fornecem uma base sólida para a gestão integrada do território. “A sistematização dos dados em diferentes produtos amplia significativamente o acesso à informação qualificada. Esses materiais organizam o conhecimento científico produzido e também o traduzem em formatos acessíveis para gestores públicos, educadores, turistas e, principalmente, a própria comunidade local”, afirma.

Segundo Nascimento, com as entregas, o SGB contribui para “transformar o conhecimento em ação, promovendo a conservação do patrimônio geológico, incentivando o turismo responsável e impulsionando o desenvolvimento regional de forma equilibrada e duradoura”.

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