EUA reconhece liquidação do Banco Master e bloqueia ativos

A Justiça dos Estados Unidos reconheceu na quinta-feira, 8, o processo de liquidação do Banco Master e bloqueou os ativos da instituição no país. A empresa nomeada pelo Banco Central (BC) para a liquidação, a EFB Regimes Especiais de Empresas, recebeu autorização para ouvir testemunhas, obter provas e informações de negócios.
Como mostrou o Estadão, a EFB rebateu a tentativa de Daniel Vorcaro de convencer a Justiça americana de que a liquidação do banco pode ser revertida, mencionando a contestação do Tribunal de Contas da União (TCU).
Em documento enviado nesta semana, a EFB afirmou que o questionamento não tem o poder de reverter o processo em andamento no Brasil, que decorre da descoberta de uma “fraude massiva”, e acusa o banqueiro de uma “vida de luxo e extravagâncias”.
“A objeção do Sr. Vorcaro baseia-se principalmente em arquivos feitos em um processo pendente perante o Tribunal de Contas da União para argumentar que qualquer decisão sobre a petição neste caso seria prematura”, diz a EFB, em defesa enviada ao Tribunal de Falências do Sul da Flórida, na quarta-feira, 7.
O argumento de Vorcaro é baseado em uma “premissa factual incorreta e é desprovido de qualquer autoridade”, afirma. A EFB acrescenta que não há “nenhuma ordem pendente que de alguma forma altere o status, a pendência ou a validade” do processo de liquidação do banco Master no Brasil ou a nomeação do liquidante responsável. O BC decidiu em novembro liquidar o Master.
Liquidante
A empresa nomeada pelo Banco Central (BC) para a liquidação do Master, a EFB Regimes Especiais de Empresas, rebateu a tentativa de Daniel Vorcaro de convencer a Justiça dos Estados Unidos de que a liquidação do banco pode ser revertida, mencionando a contestação do Tribunal de Contas da União (TCU).
Em documento enviado nesta semana, a EFB afirma que o questionamento não tem o poder de reverter o processo em andamento no Brasil, que decorre da descoberta de uma “fraude massiva”, e acusa o banqueiro de uma “vida de luxo e extravagâncias”.
“A objeção do Sr. Vorcaro baseia-se principalmente em arquivos feitos em um processo pendente perante o Tribunal de Contas da União para argumentar que qualquer decisão sobre a petição neste caso seria prematura”, diz a EFB, em defesa enviada ao Tribunal de Falências do Sul da Flórida, nesta quarta-feira, da 07.
O argumento de Vorcaro é baseado em uma “premissa factual incorreta e é desprovido de qualquer autoridade”, afirma. A EFB acrescenta que não há “nenhuma ordem pendente que de alguma forma altere o status, a pendência ou a validade” do processo de liquidação do banco Master no Brasil ou a nomeação do liquidante responsável. O BC decidiu em novembro liquidar o Master.
“Nenhuma decisão no processo do TCU sugere que a liquidação será revertida, ou pretende afetar a validade ou pendência contínua da liquidação”, reforça o liquidante.
Por fim, a EFB pede que a Justiça dos EUA rejeite a objeção do banqueiro e reconheça o processo de liquidação do banco Master.
Com os comentários de Vorcaro, recebidos no último dia 05, e da EFB, ontem, dia 07, o juiz responsável pelo caso Scott M. Grossman, vai agora decidir se aceita ou não o pedido do liquidante para reconhecimento também nos EUA a liquidação do Master no Brasil. Trata-se do chamado ‘Chapter 15’, que permite o reconhecimento de processos como o do banco nos EUA.
A EFB ressalta que “talvez não seja surpresa” que a única objeção apresentada na Flórida para o pedido de reconhecimento da liquidação do Master nos EUA seja a de Vorcaro, que é “acusado de ser responsável pela fraude generalizada que causou o processo de liquidação brasileiro”, é suspeito de ter “transferido uma riqueza massiva para si mesmo às custas de credores e investidores” e foi liberado da prisão no Brasil sob a condição de usar uma tornozeleira eletrônica.
Influenciadores
A Polícia Federal tem indícios de que o banqueiro Daniel Vorcaro foi quem ordenou diretamente ações virtuais de influenciadores para defender o Banco Master, atacar autoridades públicas e até mesmo criticar jornalistas. Na análise inicial que os investigadores estão realizando no telefone celular do banqueiro, apreendido em 17 de novembro no momento de sua prisão na Operação Compliance Zero, foram encontrados diálogos dele ordenando a realização desse tipo de ação. Procurada, a defesa de Vorcaro não se manifestou.
Ele pedia a promoção de informações positivas sobre o Master e determinava ataques virtuais a pessoas públicas que, na sua avaliação, estavam atuando contra seu banco.
As informações colhidas pela PF são anteriores à liquidação do banco Master pelo Banco Central em 18 de novembro, porque isso só ocorreu depois que o celular foi apreendido. Mas, na época, já havia alguns ataques virtuais ao BC por causa da demora na análise da venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB), que foi vetada pelo órgão de fiscalização no inicio de setembro.
tribuna do norte
