Ezequiel cita ‘medidas impopulares necessárias’ e diz que ‘governar é ter coragem para cortar excessos’

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira (PSDB), fez um discurso em defesa da responsabilidade na gestão pública durante a abertura dos trabalhos legislativos nesta terça-feira 3, no Palácio José Augusto. Ao fazer um balanço de sua administração à frente da Assembleia, o parlamentar lembrou ações adotadas e defendeu o que chamou de “medidas impopulares” – segundo ele, as ações foram necessárias para organizar a Casa.
“Tomamos decisões difíceis, é verdade. Muitas vezes impopulares. Mas absolutamente necessárias. Governar é também ter coragem para cortar excessos e preservar aquilo que é essencial ao funcionamento e ao bom funcionamento da instituição”, declarou o deputado estadual.
Ezequiel afirmou que, quando assumiu a Assembleia Legislativa, em 2015, tinha um “desafio claro”. “Reorganizar a casa, modernizar processos, recuperar a confiança da sociedade e projetar o parlamento potiguar para o século XXI. Era preciso coragem para mudar, firmeza para decidir e responsabilidade para conduzir”, destacou.
O presidente da Assembleia destacou uma reforma administrativa realizada na Casa. “Começamos pelo essencial. A reforma administrativa iniciada em 2016 representou um verdadeiro divisor de águas. Redesenhamos estruturas, reduzimos mais de 1.200 cargos e funções, renegociamos contratos e implantamos uma nova lógica de gestão pública na Assembleia Legislativa”, enfatizou.
“O resultado foi a economia anual significativa, além da redução significativa também das despesas de custeio”, resumiu.
Abertura dos trabalhos
O discurso de Ezequiel Ferreira aconteceu durante a abertura dos trabalhos da Assembleia para o ano de 2026 — o último da atual legislatura. Compareceram à cerimônia 19 dos 24 deputados estaduais e representantes de outros Poderes.
Entre as autoridades presentes, estiveram na solenidade: o desembargador Ibanez Monteiro, presidente do Tribunal de Justiça (TJRN); o procurador-geral de Justiça, Glaucio Pinto Garcia, chefe do Ministério Público (MPRN); e o conselheiro Carlos Thompson Costa Fernandes, presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN).
A governadora Fátima Bezerra (PT) não compareceu à cerimônia e foi representada pelo secretário de Fazenda, Cadu Xavier. O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), também não estava presente e foi representado pelo secretário de Governo, José Serafim da Costa Neto.
A tradicional leitura da mensagem anual da governadora Fátima Bezerra também estava prevista para esta terça-feira 3, na abertura dos trabalhos, mas ela alegou conflito de agenda e pediu para ir à Assembleia na próxima terça-feira 10, o que foi atendido pelo presidente Ezequiel Ferreira.
AGORA RN
