Francisco do PT entra no radar para eleição indireta na ALRN

Postado em 13 de janeiro de 2026

Na bolsa dos bastidores políticos do Rio Grande, o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Francisco do PT, surge como nova aposta da governadora Fátima Bezerra (PT) para sucedê-la em caso de eleição indireta na Assembleia, na hipótese dela renunciar ao cargo em abril para disputar a eleição para o Senado Federal e o vice-governador Walter Alves (MDB) não assumir o Executivo a fim de concorrer a uma cadeira de deputado estadual.

Mas o líder governista não confirma essa alternativa. Mas também não descarta. “Dentro do PT ainda não foi feito esse debate sobre eleição indireta, caso isso venha acontecer”, disse o líder governista, que continuou: “Nós trabalhamos com aquilo que ficou acordado e combinado com o vice-governador, ele próprio nos comunicou no ano passado e a interlocutores do governo, que assumiria o governo, mas não seria candidato à reeleição”.

Francisco do PT disse, ainda, que “daí veio, inclusive, a indicação da pré-candidatura do secretário Cadu Xavier (Fazenda) ao governo do Estado”.

Para Francisco do PT, “há muita especulação” se Walter Alves vai ou não assumir o governo. “Agora, formalmente, até onde eu sei, ele ainda não comunicou à governadora do Estado e acho que é um direito da dela ser informada oficialmente, é um dever dele na condição de vice-governador, uma vez que Fátima Bezerra e ele foram eleitos para governarem o Rio Grande do Norte até o final de dezembro de 2026”.

O líder do governo reforça que a chefe do Executivo “já há bastante tempo anunciou o desejo de ser candidata ao Senado da República e ela é pré-candidatíssima ao Senado e Cadu é o nosso pré-candidato a governador do Rio Grande do Norte nestas eleições”.

“Quanto a mim, trabalho com a probabilidade da nossa reeleição a deputado estadual. É isso que venho trabalhando, conversando, inclusive com as pessoas que me apoiam”, acrescentou Francisco do PT.

Projetos partidários

No entanto, o deputado petista admitiu que “é uma pessoa que sempre procurou cumprir também os projetos partidários e os projetos coletivos. Meu nome sempre esteve à disposição do PT, mas, repito, esse debate ainda não foi feito dentro do PT internamente, Até porque eu acho que isso, se vier a acontecer, ocorrerá somente quando o vice-governador oficializar a governadora e ao PT a sua decisão com relação a 2026”.

O secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, já admitia, na sexta-feira (9), sua disposição de concorrer ao mandato “tampão” de oito meses, concorrendo também à reeleição em 4 de outubro: “Assumiria o estado tranquilamente até pra provar que o estado está longe de estar quebrado”.

Processo eleitoral

O Rio Grande do Norte caminha para repetir um cenário semelhante ao vivido por Alagoas em maio de 2022. Naquele ano, o então vice-governador Luciano Barbosa deixou o cargo após vencer uma eleição para prefeito de Arapiraca, o que o obrigou a se desincompatibilizar do Executivo estadual. Pouco tempo depois, o governador Renan Filho também deixou o posto, criando um vácuo de poder no comando do estado.

Diante da ausência simultânea de governador e vice, a Assembleia Legislativa de Alagoas conduziu o processo de sucessão por meio de uma eleição indireta entre os parlamentares, que acabou elegendo o então deputado Paulo Dantas (MDB) para o cargo de governador e o médico José Wanderley Neto (MDB), que obtiveram 21 votos.

Naquela eleição, a mesa da Assembleia alagoana registrou oito chapas, destas três chapas foram impugnadas e outras três chapas receberam um voto cada, houve um voto em branco e duas ausências.

Em outubro do mesmo ano, Paulo Dantas foi reeleito governador de Alagoas.

Prazos

A mesa da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte deve emitir resolução convocatória da eleição indireta com registros de chapas nos mesmos moldes do que ocorreu em Alagoas.

As inscrições devem ser apresentada ao serviço de Protocolo Geral da Assembleia Legislativa até três dias antes da data marcada para o pleito, abrindo-se prazo improrrogável de 48 horas para apresentação de eventual pedido de impugnação, que será submetido à Mesa Diretora para decisão imediata, sendo estabelecido prazo de 24 horas para defesa pela chapa impugnada.

A eleição em Alagoas ocorreu mediante voto nominal e aberto.

TRIBUNA DO NORTE