Haddad e Lewandowski pedem para deixar o governo Lula, diz jornal

Postado em 6 de janeiro de 2026

O retorno antecipado do recesso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Brasília nesta semana marca o início de um período de intensas articulações políticas e decisões estratégicas. No centro da agenda do Palácio do Planalto estão duas questões prioritárias: uma reforma ministerial iminente, com a saída confirmada de figuras-chave do governo, e a delicada crise diplomática na Venezuela, que exige uma resposta firme e calculada da diplomacia brasileira.

A primeira mudança sensível no primeiro escalão deve ocorrer no Ministério da Justiça e Segurança Pública. O ministro Ricardo Lewandowski, que assumiu a pasta após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF), já comunicou ao presidente sua intenção de deixar o cargo ainda nesta semana. Segundo fontes do ministério, Lewandowski alega questões pessoais e considera que sua contribuição ao governo já foi cumprida. Contudo, nos bastidores, a insatisfação com a proposta de fatiar a pasta — criando um ministério exclusivo para a Segurança Pública — é apontada como um dos principais motivos para a sua saída. A decisão final sobre o momento da transição aguarda apenas o aval do presidente.

Outra baixa significativa esperada para breve é a do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O próprio ministro manifestou, em conversa com jornalistas, o desejo de deixar o governo já em fevereiro para se dedicar à coordenação do plano de reeleição de Lula. Haddad entende que a permanência no comando da economia seria incompatível com as futuras atribuições na campanha, ainda que a desincompatibilização não seja obrigatória para essa função. A sinalização já foi feita a Lula, que, por sua vez, havia indicado preferência por uma candidatura de Haddad ao Senado ou ao governo de São Paulo, uma ambição que o ministro não demonstrou interesse em perseguir no momento.