Hermano Morais diz que vai seguir orientação do grupo de Allyson em eleição indireta

Postado em 11 de fevereiro de 2026

O deputado estadual Hermano Morais, que está de saída do PV e prestes a se filiar ao MDB, afirmou nesta terça-feira 10 que seguirá a orientação política do grupo liderado pelo prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), em uma eventual eleição indireta na Assembleia Legislativa para o Governo do Rio Grande do Norte.

“Eu vou votar dentro do entendimento do grupo ao qual eu pertenço”, afirmou o parlamentar, em entrevista ao Jornal da Mix, da rádio Mix.

O RN terá uma eleição indireta na Assembleia caso se confirmem as renúncias da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB), que precisam deixar os cargos até 4 de abril para ficarem aptos à disputa eleitoral de outubro. Neste cenário, a Assembleia teria de eleger, em até 30 dias após a dupla vacância, uma chapa para concluir o atual mandato até 5 de janeiro de 2027.

Até o fim do ano passado, Hermano integrava a base da governadora Fátima Bezerra na Assembleia Legislativa. Ele, no entanto, rompeu com a gestão e vai apoiar a candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), ao Governo do Estado. Ele foi indicado pelo MDB para ser candidato a vice-governador.

“Eu fiz um reposicionamento político”, declarou, acrescentando que já integra “um grupo de partidos que trabalha com esse projeto novo para o Rio Grande do Norte”.

Ao tratar especificamente da hipótese, Hermano ressaltou que o cenário ainda depende de decisões que não foram formalizadas, mas avaliou que, se o processo se concretizar, a escolha deverá ser feita com responsabilidade e capacidade de enfrentamento das dificuldades administrativas do Estado. Ele destacou que essa definição não será tomada de forma isolada ou individual.

“Vamos aguardar o momento certo e vamos conversar com todos aqueles que estão nesse projeto e conversar com os outros partidos”, afirmou, citando o grupo que é formado por cinco partidos: União Brasil, PP, MDB, PSD e Solidariedade.

Hermano acrescentou que, diante da situação fiscal e financeira do Rio Grande do Norte, o perfil do nome escolhido para um eventual mandato tampão será decisivo. “Teremos que fazer a melhor escolha, a escolha mais responsável diante das dificuldades que se apresentam no Estado”, declarou.

Ainda de acordo com o deputado, o governador escolhido em eleição indireta precisaria reunir condições técnicas e políticas para conduzir a máquina pública em um período curto e marcado por restrições orçamentárias. “Tem que ser alguém que tenha capacidade de gerenciar o Estado nos últimos meses desse mandato”, disse, ao justificar a necessidade de alinhamento com o grupo político ao qual passou a integrar.

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