Isolda chama Walter de traidor e cobra saída do MDB do governo

Postado em 20 de janeiro de 2026

A deputada estadual Isolda Dantas (PT) reagiu com dureza ao anúncio de que o vice-governador Walter Alves (MDB) decidiu apoiar a pré-candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), ao Governo do RN. Para a parlamentar, o gesto representa um rompimento formal com o projeto liderado pela governadora Fátima Bezerra e exige consequências imediatas dentro da administração estadual.

Segundo Isolda, Walter não abriu diálogo com o PT nem com a governadora antes de oficializar a decisão. Para ela, ao comunicar unilateralmente a nova posição política, o vice-governador rompeu com a base do governo. Na avaliação da deputada, a permanência do MDB em cargos estratégicos da gestão se torna incompatível com o novo alinhamento político do partido.

Atualmente, o MDB comanda áreas centrais do governo estadual, como as secretarias de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Assuntos Federativos e a presidência da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern). Mesmo após comunicar o rompimento político, Walter Alves não entregou esses espaços administrativos.

A cobrança pública do PT é para que o partido deixe oficialmente o governo. A avaliação interna é de que não há coerência em manter cargos em uma gestão da qual o MDB decidiu se afastar politicamente, sobretudo em um momento de reorganização do tabuleiro eleitoral para 2026.

Disputa eleitoral antecipada
O reposicionamento do MDB também incluiu o convite ao deputado estadual Hermano Morais para compor como vice na chapa de Allyson Bezerra. Para isso, Hermano teria de deixar o PV, partido da base governista, e romper com o governo estadual. A articulação já estava em curso antes mesmo da comunicação oficial feita por Walter à governadora.

O movimento faz parte da estratégia de Walter Alves para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026, com a reorganização de bases eleitorais e alianças regionais.

PT mantém estratégia
Apesar do rompimento, Isolda Dantas afirma que o projeto político do PT segue inalterado. O partido mantém a pré-candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado e de Fátima Bezerra ao Senado. A prioridade imediata, segundo a deputada, será a eleição indireta para governador, prevista para ocorrer após a desincompatibilização da governadora e do vice no início de abril.

Dentro do PT, o nome mais citado para a eleição indireta é o do deputado estadual Francisco do PT. A avaliação da legenda é de que, mesmo com a saída do MDB, o partido seguirá conduzindo o governo e estruturando sua estratégia para as eleições de 2026.

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