Maioria apoia classificar PCC e CV como terroristas no Brasil

Postado em 24 de junho de 2026

Pesquisa Datafolha divulgada na terça-feira mostra que 59% dos brasileiros apoiam rotular as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas. No início deste mês, os Estados Unidos decidiram incorporar a definição para tais organizações criminosas. Ainda segundo o instituto, 54% acreditam que o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, teve influência na decisão do governo americano.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 17 e 18 de junho, em 139 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada na Justiça Federal sob o número BR-09956/2026.

Atuação dos EUA
Mesmo assim, a pesquisa também mostra que 74% da população rejeita a possibilidade de os EUA atuarem contra integrantes dessas facções em território brasileiro sem autorização do governo do Brasil.

Questionados se os Estados Unidos têm o direito de atacar membros de facções criminosas dentro do Brasil sem avisar ao governo brasileiro; o entrevistados responderam: Concorda totalmente: 17%, concorda em parte: 5%, não concorda nem discorda: 1%, discorda em parte: 13%, discorda totalmente: 61% e
Não sabe: 3%.

O panorama fica mais equilibrado quando o questionamento é se o governo de Donald Trump quer, na verdade, ajudar os brasileiros a partir da classificação das facções como terroristas. Sobre isso, 50% concordam, enquanto 46% são contra.

Na mesma linha, 74% não avaliam que os Estados Unidos estão usando as facções como “desculpa” para “mandar no Brasil”. Já outros 23% afirmam o oposto.

A questão foi: O governo dos Estados Unidos está usando as facções criminosas como desculpa para mandar no Brasil? E, concorda totalmente: 17%, concorda em parte: 5%, não concorda nem discorda: 1%, discorda em parte: 13%, Discorda totalmente: 61% e não sabe: 3%.

Atuação de Flávio
A decisão dos americanos em classificar CV e PCC como terroristas ocorreu poucos dias após Flávio Bolsonaro visitar Donald Trump na Casa Branca, em Washington.

Em março, o jornal americano The New York Times afirmou que ele e o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), pressionavam os Estados Unidos para adotar a designação. O tema é criticado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aponta possíveis riscos à soberania nacional.

Sobre a visita, 30% alegam que Flávio não teve influência na decisão, enquanto 16% não sabem responder.
Dentre os 54% que consideram que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) possui influência na ação americana, 57% entendem que tal articulação é negativa para o Brasil, enquanto 37% avaliam que a atuação é positiva. Outros 3% afirmam ser meio-termo, e 2% não sabem.

VOCÊ CONCORDA EM CLASSIFICAR FACÇÕES COMO ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS?

Concorda totalmente: 45%
Concorda em parte: 14%
Não concorda nem discorda: 1%
Discorda em parte: 11%
Discorda totalmente: 22%
Não sabe: 7%

Tribuna do Norte