Maus-tratos a animais disparam no RN e casos crescem mais de 40% em um ano

Postado em 31 de janeiro de 2026

Os registros de maus-tratos a animais no Rio Grande do Norte apresentaram aumento significativo entre 2024 e 2025, acendendo um alerta para autoridades e organizações de proteção animal. De acordo com dados oficiais, o número total de ocorrências passou de 244 em 2024 para 343 em 2025, um crescimento preocupante.

Entre os casos registrados, os maus-tratos que resultaram na morte de cães ou gatos somaram 75 casos em 2025. Ou seja, um animal foi morto no Rio Grande do Norte a cada quatro dias. Em 2024, o registro foi de 99 ocorrências.

Ainda em 2025, foram três registros de violência praticada durante experiências dolorosas ou cruéis em animais vivos, ainda que para fins didáticos ou científicos — prática considerada crime pela legislação brasileira.

Especialistas e ativistas reforçam que situações de violência, negligência ou abandono devem ser denunciadas. A Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98) tipifica os maus-tratos a animais como crime, com penas que podem chegar a até cinco anos de prisão, especialmente após o endurecimento da legislação nos últimos anos.

Mobilização por justiça

Diante do cenário de violência, a sociedade civil tem se organizado em atos públicos para cobrar justiça e políticas mais eficazes de proteção animal. Em Natal, um movimento popular convoca a população para uma manifestação neste domingo, 01 de fevereiro, em defesa dos animais e contra a impunidade.

“Por quem não teve voz. Por quem só sabia amar”, diz o chamado do movimento, que destaca que a luta continua através da mobilização popular.

Com o lema “Natal está junto por justiça”, o ato presta homenagem aos animais vítimas de violência e convida a população a ocupar as ruas.

Serviço:
Praça da Árvore – Mirassol
Concentração às 15h
Camisa preta

Caso Orelha ganha repercussão internacional

A indignação nacional também ecoa fora do país. A morte do cachorro comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis, repercutiu na imprensa internacional, especialmente em veículos voltados ao público hispanofalante. As reportagens destacam o debate sobre impunidade e maus-tratos a animais no Brasil.

Orelha era cuidado por moradores da região, que garantiam alimentação, atendimento veterinário e até uma casinha para o animal. No início de janeiro, ele foi brutalmente agredido e não resistiu aos ferimentos, morrendo durante o atendimento veterinário. A Polícia Civil investiga quatro adolescentes suspeitos de envolvimento no crime.

Para ativistas, casos como o de Orelha reforçam a urgência de denúncias, punições rigorosas e educação para o respeito à vida animal. “O Orelha não pode mais estar aqui, mas a luta continua através de nós”, reforçam os organizadores do ato em Natal.

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