Médicos dizem ao STF que Bolsonaro teve ‘evolução satisfatória’ e ‘melhora sutil’ no pulmão

Postado em 18 de abril de 2026

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) demonstra uma evolução clínica satisfatória, com melhora discreta no quadro pulmonar esquerdo, conforme indicado em relatório médico recente enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), neste sábado (18). Apesar dos avanços, o tratamento ainda é marcado por episódios de dor e fadiga muscular, segundo avaliações fisioterapêuticas.

Bolsonaro teve a prisão domiciliar humanitária concedida por 90 dias pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para focar em sua recuperação. Diagnosticado no mês passado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, ele passou por duas semanas de internação em tratamento intensivo.

O médico Brasil Caiado, integrante da equipe de saúde de Bolsonaro, informou que a pressão do ex-presidente está controlada. Contudo, ele relata persistência de fadiga, cansaço e “desequilíbrio” devido às medicações. O profissional destacou “boa evolução do quadro pulmonar e digestivo”, com melhora na dispneia e refluxo, e maior disposição física para atividades rotineiras.

O “desequilíbrio” foi atribuído à ação central dos medicamentos para crises de soluço, levando a um ajuste na posologia e redução das doses diárias com sucesso. Paralelamente, um relatório fisioterapêutico assinado por Kleber Caiado de Freitas detalha que, na última segunda-feira (12), Bolsonaro enfrentou uma crise de soluços com cerca de oito horas de duração, o que impactou a realização dos exercícios.

Durante a sessão de fisioterapia, o ex-presidente relatou fadiga muscular acentuada, aumento de tensão e dor dorsal. O fisioterapeuta recomendou a continuidade do acompanhamento, com progressão controlada das cargas e estratégias para controle de dor e mobilidade.

A defesa de Bolsonaro também informou ao STF a indicação para uma cirurgia no ombro direito, visando tratar as dores persistentes. Um ortopedista visitou o ex-presidente nesta semana, prescreveu analgésicos e avaliou as queixas. Os atendimentos médicos e fisioterapêuticos têm sido realizados na residência de Bolsonaro desde 30 de março.

tribuna do norte