Minha candidatura ao Senado está dentro das prioridades do PT nacional’, diz Fátima Bezerra

Postado em 12 de janeiro de 2026

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), reafirmou que vai disputar o Senado nas eleições deste ano. Em entrevista ao jornal O Globo publicada neste domingo 11, Fátima voltou a dizer que sua candidatura “está dentro das prioridades do PT nacional”.

“A minha candidatura ao Senado está dentro das prioridades do PT nacional. Sei da importância da disputa congressual neste ano para a democracia”, afirmou a governadora, para uma reportagem do jornal sobre o interesse de governadores em disputar o Senado. Além de Fátima, pelo menos 11 governadores sem possibilidade de reeleição pretendem concorrer ao Senado em 2026.

Os governadores que desejarem disputar uma das 54 cadeiras abertas no Senado precisam renunciar até 4 de abril, seis meses antes do pleito. Em 2026, serão eleitos dois senadores por estado. No Rio Grande do Norte, os senadores Styvenson Valentim (PSDB) e Zenaide Maia (PSD) encerram seus mandatos e deverão disputar a reeleição.

A disputa do Senado é considerada prioritária pelo PT. A interlocutores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já teria dito que troca “cinco governadores por um senador” nas eleições de 2026. Com a eleição de senadores pelo País afora, a meta do PT é ser um contraponto aos bolsonaristas, que consideram a eleição do Senado estratégica diante da oportunidade de emplacar pautas como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Indefinição no RN
Com a confirmação da candidatura de Fátima Bezerra, o que lhe obrigará a renunciar ao atual cargo, o comando do Governo do Rio Grande do Norte entra num cenário de indefinição.

Na semana passada, o vice-governador Walter Alves (MDB) decidiu que também vai renunciar ao cargo e, portanto, não vai assumir o Governo do Estado em abril. Com isso, o Rio Grande do Norte deverá ter uma eleição indireta na Assembleia Legislativa, em até 30 dias, para escolha de um governador e um vice para encerrarem o mandato até 5 de janeiro de 2027.

Enquanto as eleições não ocorrem, a gestão ficaria a cargo do presidente da Assembleia Legislativa, atualmente o deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB), ou do presidente do Tribunal de Justiça, hoje o desembargador Ibanez Monteiro.

AGORA RN