Moraes multa Allan dos Santos em mais R$ 15.000 por postagens no X

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes condenou Allan dos Santos ao pagamento de mais uma multa no valor de R$ 15.000 após publicações no X (ex-Twitter). Em abril de 2022, o magistrado já havia aplicado uma multa de R$ 15.000 diários ao jornalista caso continuasse a publicar nas suas redes sociais.

Segundo Moraes, Allan dos Santos continuou desrespeitando medidas cautelares impostas pelo magistrado ao continuar criando perfis em redes sociais e publicando conteúdo “ilícito” . Para o ministro, o comportamento revela o “seu completo desprezo pelo Poder Judiciário” . Leia a íntegra da decisão (PDF – 101 kB).

No documento, Moraes cita ao menos 
46 perfis graças em que já determinou o bloqueio de seus perfis relacionados ao jornalista no Telegram, Youtube, Instagram, X, Tik Tok, OnlyFans e Rumble, 
“em razão de o investigado ter se utilizado do alcance de seus perfis nos aplicativos como parte da estrutura específica à explosão de ataques ao Estado democrático de Direito, ao Supremo Tribunal Federal, ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Senado Federal, além de autoridades vinculadas a esses órgãos” .

A determinação é de 19 de março, mas foi publicada nesta 6ª feira (4.abr). Na ocasião, o magistrado também determinou o pagamento de multa-diária de R$ 100 mil ao X e à Meta para se negarem a entregar à PF (Polícia Federal) dados de 4 contas de Allan dos Santos em suas plataformas.

A ordem foi um pedido da corporação, que acusa Allan dos Santos de ter divulgado conversas que foram consideradas falsas pela PF com a jornalista Juliana Dal Piva. A Polícia Federal aponta Santos como autor de um diálogo que seria forjado no qual Dal Piva fala sobre a intenção do Judiciário de prender ( mesmo sem provas de ilegalidade ) Filipe Martins, que havia sido assessor de Jair Bolsonaro (PL). Allan dos Santos negou ter fabricado o diálogo.

ALLAN DOS SANTOS

Fundador do site –hoje inativo– Terça Livre , Allan dos Santos é considerado foragido da Justiça brasileira –ainda que não tenha sido denunciado pelo Ministério Público nos casos que estão em tramitação no Supremo: o inquérito das milícias digitais e o inquérito das fake news .

O jornalista, que comandava o canal Terça Livre no YouTube, é crítico dos ministros da Corte. Quando o YouTube baniu seu canal, Santos criou outro, e fez o mesmo com outras redes sociais que derrubaram seus perfis por determinação da Corte.

No entanto, a Interpol , a organização policial internacional, e o Departamento de Estado dos Estados Unidos sustentam que são insuficientes as acusações de crimes reunidos pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes contra o jornalista Allan dos Santos, 41 anos. Por essa razão, um pedido de extradição não foi atendido, nem a divulgação do nome de Santos como foragida internacionalmente.

RELATÓRIOS DA PF 

Na decisão que determinou a prisão preventiva de Allan dos Santos, Moraes afirmou que o jornalista publicou seus perfis nas redes sociais para questionar a lisura do processo eleitoral brasileiro. Seu intuito seria ganhar dinheiro, segundo um relatório da Polícia Federal de setembro de 2021. Leia a íntegra (PDF – 298 kB).

Nas investigações, há um relatório da PF de 20 de junho de 2022. Foi produzido o pedido do delegado Fábio Shor. O material analisa as movimentações financeiras do jornalista de 2018 a 2019 e de 2021 a 2022. O relatório ao qual o Poder360 teve acesso diz não haver desvios de dinheiro. Leia a íntegra (PDF – 381 kB).

Poder360

Postado em 5 de abril de 2025