NELTER QUEIROZ CRITICA NOTIFICAÇÕES DO DNIT CONTRA AMBULANTES E COBRA AÇÕES PARA EVITAR PREJUÍZOS A PESCADORES DO RN

O deputado estadual Nelter Queiroz (Progressistas) fez um duro pronunciamento na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta terça-feira (16), em defesa de trabalhadores ambulantes que atuam às margens de rodovias federais e de pescadores afetados pela mortalidade de peixes em reservatórios do interior potiguar.
Ao abordar o tema, o parlamentar criticou a atuação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que vem notificando comerciantes instalados às margens da BR-226 em municípios como Tangará, Jucurutu e Triunfo Potiguar. Segundo Nelter Queiroz, as medidas têm gerado preocupação entre dezenas de famílias que dependem dessas atividades para garantir seu sustento.
“Estamos falando de pais e mães de família que acordam cedo todos os dias para trabalhar honestamente e levar o pão para dentro de casa. Não é justo que essas pessoas sejam tratadas como problema. O poder público precisa agir com sensibilidade social e encontrar soluções que preservem tanto a segurança nas rodovias quanto o direito ao trabalho”, afirmou.
O deputado também fez um apelo à governadora Fátima Bezerra e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que acompanhem a situação e busquem alternativas que evitem prejuízos aos pequenos comerciantes do interior.
“São trabalhadores humildes que sobrevivem da venda de frutas, alimentos e outros produtos às margens das estradas. Em vez de perseguição, precisam de apoio, orientação e oportunidades para continuar trabalhando com dignidade”, destacou.
Ainda durante o pronunciamento, Nelter Queiroz chamou atenção para a grave mortalidade de peixes registrada na Lagoa da Ponta Grande, em Ipanguaçu e no Açude do Governo, em Currais Novos. De acordo com o parlamentar, o problema está diretamente relacionado à redução dos volumes hídricos e vem causando prejuízos econômicos e ambientais.
Diante da situação, o deputado cobrou providências urgentes do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (IGARN) e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH). “Além do impacto ambiental, estamos diante de um problema social. Muitas famílias tiram seu sustento da pesca e estão sendo diretamente prejudicadas. É preciso que os órgãos competentes atuem imediatamente para identificar as causas, minimizar os danos e proteger a renda dessas pessoas”, concluiu.
