OPINIÃO: Rogério Marinho: muito melhor como ministro do que como senador

Vou fazer uma comparação que pode incomodar algumas pessoas, mas que considero necessária: Rogério Marinho, na minha avaliação, teve uma atuação muito mais visível para o Rio Grande do Norte quando foi ministro do que tem demonstrado agora como senador.
E não estou dizendo isso sem olhar para os fatos.
Durante sua passagem pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho esteve diretamente envolvido em anúncios e ações relacionadas à segurança hídrica, à Barragem de Oiticica, ao Ramal do Apodi, à mobilidade urbana, à habitação e a outras obras no Rio Grande do Norte. O próprio Ministério registrou investimentos bilionários em ações no estado naquele período.
Hoje, Rogério Marinho é senador pelo Rio Grande do Norte. Seu mandato começou em 2023 e vai até 2031.
E aí faço uma pergunta:
O que Rogério Marinho tem feito como senador que tenha o mesmo peso, a mesma visibilidade e a mesma repercussão para o Rio Grande do Norte que teve quando era ministro?
É claro que senador não tem o mesmo poder de execução de um ministro. São funções diferentes. Mas o senador também tem a responsabilidade de representar seu estado, defender pautas de interesse dos potiguares, articular recursos e participar da construção de políticas públicas.
E é justamente nesse ponto que faço a minha crítica.
Hoje, quando acompanhamos a atuação pública de Rogério Marinho, muitas vezes o que aparece com mais força é a política nacional, a oposição ao governo Lula e as pautas ligadas ao campo político de Jair Bolsonaro.
Isso faz parte da atividade política e está dentro das atribuições de um senador.
Mas fica a pergunta: e o Rio Grande do Norte?
Onde está a grande agenda de Rogério Marinho para o nosso estado?
Quais são as grandes obras, os grandes projetos e as grandes articulações que podemos apontar e dizer: isso é resultado da atuação de Rogério Marinho como senador pelo Rio Grande do Norte?
Quando ele era ministro, era muito mais fácil identificar sua presença em obras e investimentos no estado.
Como senador, a atuação é outra. E acho que justamente por isso esse debate precisa ser feito.
Rogério Marinho foi mais presente para o Rio Grande do Norte como ministro do que tem sido como senador?
Essa é a pergunta.
Não estou dizendo que ele não trabalhou como senador. Ele apresenta projetos, participa de comissões, faz discursos e exerce normalmente o mandato. O próprio Senado registra sua participação em comissões importantes, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
O que estou questionando é outra coisa:
Qual é a marca do mandato de Rogério Marinho para o Rio Grande do Norte?
Porque o potiguar que elege um senador espera mais do que uma atuação no debate político nacional.
Espera representação.
Espera articulação.
Espera resultados.
E, olhando para a trajetória recente, fica uma constatação que merece debate:
Rogério Marinho parece ter deixado uma marca mais visível no Rio Grande do Norte quando ocupava o Ministério do Desenvolvimento Regional do que agora, sentado na cadeira de senador.
E essa não é uma questão de ser contra ou a favor de Rogério Marinho.
É uma pergunta que qualquer eleitor potiguar pode fazer:
Rogério, talvez seja hora de aprender com Styvenson.
Por Juninho Brito
