OPINIÃO: Rogério Marinho: muito melhor como ministro do que como senador

Postado em 7 de outubro de 2026

Vou fazer uma comparação que pode incomodar algumas pessoas, mas que considero necessária: Rogério Marinho, na minha avaliação, teve uma atuação muito mais visível para o Rio Grande do Norte quando foi ministro do que tem demonstrado agora como senador.

E não estou dizendo isso sem olhar para os fatos.

Durante sua passagem pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho esteve diretamente envolvido em anúncios e ações relacionadas à segurança hídrica, à Barragem de Oiticica, ao Ramal do Apodi, à mobilidade urbana, à habitação e a outras obras no Rio Grande do Norte. O próprio Ministério registrou investimentos bilionários em ações no estado naquele período.

Hoje, Rogério Marinho é senador pelo Rio Grande do Norte. Seu mandato começou em 2023 e vai até 2031.

E aí faço uma pergunta:

O que Rogério Marinho tem feito como senador que tenha o mesmo peso, a mesma visibilidade e a mesma repercussão para o Rio Grande do Norte que teve quando era ministro?

É claro que senador não tem o mesmo poder de execução de um ministro. São funções diferentes. Mas o senador também tem a responsabilidade de representar seu estado, defender pautas de interesse dos potiguares, articular recursos e participar da construção de políticas públicas.

E é justamente nesse ponto que faço a minha crítica.

Hoje, quando acompanhamos a atuação pública de Rogério Marinho, muitas vezes o que aparece com mais força é a política nacional, a oposição ao governo Lula e as pautas ligadas ao campo político de Jair Bolsonaro.

Isso faz parte da atividade política e está dentro das atribuições de um senador.

Mas fica a pergunta: e o Rio Grande do Norte?

Onde está a grande agenda de Rogério Marinho para o nosso estado?

Quais são as grandes obras, os grandes projetos e as grandes articulações que podemos apontar e dizer: isso é resultado da atuação de Rogério Marinho como senador pelo Rio Grande do Norte?

Quando ele era ministro, era muito mais fácil identificar sua presença em obras e investimentos no estado.

Como senador, a atuação é outra. E acho que justamente por isso esse debate precisa ser feito.

Rogério Marinho foi mais presente para o Rio Grande do Norte como ministro do que tem sido como senador?

Essa é a pergunta.

Não estou dizendo que ele não trabalhou como senador. Ele apresenta projetos, participa de comissões, faz discursos e exerce normalmente o mandato. O próprio Senado registra sua participação em comissões importantes, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

O que estou questionando é outra coisa:

Qual é a marca do mandato de Rogério Marinho para o Rio Grande do Norte?

Porque o potiguar que elege um senador espera mais do que uma atuação no debate político nacional.

Espera representação.

Espera articulação.

Espera resultados.

E, olhando para a trajetória recente, fica uma constatação que merece debate:

Rogério Marinho parece ter deixado uma marca mais visível no Rio Grande do Norte quando ocupava o Ministério do Desenvolvimento Regional do que agora, sentado na cadeira de senador.

E essa não é uma questão de ser contra ou a favor de Rogério Marinho.

É uma pergunta que qualquer eleitor potiguar pode fazer:

Rogério, talvez seja hora de aprender com Styvenson.

Por Juninho Brito