PF avalia pedir extradição de Eduardo Bolsonaro

Postado em 9 de outubro de 2026

A Polícia Federal avalia pedir a extradição do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro aos Estados Unidos. O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quinta-feira (8) o início do cumprimento da pena do filho de Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal só aciona a difusão vermelha da Interpol em caso de foragido com localização indefinida.

As autoridades brasileiras agora consideram oficialmente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro como procurado. O status de Eduardo ainda é tecnicamente de procurado porque ele ainda pode se entregar ao Brasil. Caso ele não o faça, ele será considerado foragido.

Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo, cometido de forma continuada.

O colegiado também impôs uma multa de 50 dias-multa, cada um equivalente a dois salários mínimos, totalizando R$ 162 mil reais.

Moraes determinou ainda a suspensão dos direitos políticos do ex-deputado — pelo tempo que durar a condenação — e o cancelamento de todos os passaportes emitidos em nome dele.

O parlamentar mora nos Estados Unidos desde o início do último ano, segundo ele, após sofrer perseguição política no Brasil.

No país, Eduardo virou um interlocutor entre a família Bolsonaro e autoridades americanas. Segundo o STF, o ex-deputado usou sua influência no país para tentar interferir no processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em julho deste ano, o governo dos Estados Unidos concedeu um green card a Eduardo. O documento garante a permanência do político por prazo indeterminado nos país norte-americano.

O documento de residência permanente de Eduardo foi pedido há mais de um ano às autoridades americanas.

Até então, ele vivia nos EUA, com autorização temporária para residir no Texas.

A extradição seria uma das alternativas da Justiça brasileira para fazer com que o ex-deputado cumprisse a pena. Com a emissão do green card isso fica mais difícil.

O documento permite que estrangeiros residam e trabalhem legalmente nos Estados Unidos por tempo indeterminado, desde que cumpram as regras da legislação migratória norte-americana.

Em nota, Eduardo diz que Moraes “mais uma vez tumultua o país com uma decisão arbitrária, inoportuna e inócua”.

“O único efeito prático desse ato, tomado deliberadamente no meio do processo eleitoral, é acirrar ainda mais, e sem nenhuma necessidade, os ânimos do país”, afirmou.

CNN