PL tenta convencer TSE a mudar contagem de voto na eleição

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ), contou ao SBT News que o partido procurou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, para sugerir mudança na forma de contagem dos votos nas eleições deste ano.
Em entrevista ao programa Sala de Imprensa, o líder do PL chama o lugar de aferição dos votos de “sala escura” mas diz que, neste ano, o partido não irá cobrar voto impresso. São oito sugestões, Sóstenes antecipou duas ao SBT. O PL quer que o TSE volte a realizar a divulgação da contagem dos votos por região, antes da totalização pela sede do tribunal, em Brasília. Outro tópico é sobre garantir mais segurança na votação em áreas dominadas pelas milícias e facções.
“Nós vamos levar 8 sugestões ao novo presidente do TSE para que ele avalie de que forma é possível aprimorar porque nós acreditamos que dará mais equilíbrio aos partidos”, disse.
“Quando tem a totalização nos estados é um backup. Nosso receio são os hackers. Quando você tem um único canal de totalização é o único canal de checagem. Só tem a sala escura aqui em Brasília que publiciza o resultado eleitoral. Quando tem 27 estados totalizando é um primeiro mecanismo de soma”, explicou. O TSE esclarece que continua a fazer a totalização de região por região, apesar da crítica do PL.
Por levantar suspeitas sobre o resultado das eleições de 2022, a legenda foi multada em R$ 22 milhões. Pago a dívida. De lá para cá, formou um grupo próprio para debater sugestões de aperfeiçoamento do pleito que agora serão entregues ao ministro. O grupo é encabeçado pelo deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), ex-ministro da Saúde na pandemia de COVID-19.
Sóstenes disse acreditar que, se eleito presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encampe a defesa pelo voto impresso. “Logicamente que para essa eleição de 2026 não tem tempo hábil, não tem recursos financeiros. Nós temos coerência do que pede. Mas que nós vamos continuar pedindo isso para o futuro, tentar votar no Congresso, vamos. E eu espero que se o nosso pré-candidato à presidência da República ganhe, seja uma das primeiras medidas que ele busque aprimorar”, disse.
O líder do PL afirmou ainda que espera insonomia de Nunes Marques e evitou fazer uma análise do primeiro mês de gestão do ministro, mesmo indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). “Não dá para fazer avaliação (de Nunes Marques) com 30 dias de trabalho. Desejo ao ministro muito êxito, um trabalho profícuo. O Brasil precisa de um TSE que faça com toda responsabilidade o enfrentamento de todos debates que o Brasil precisa”, disse.
“A gente espera isonomia do ministro Kassio, sem nenhum tipo de influência para lado A ou B. Esse início, eu não vou avaliar porque tem muito pouco tempo”, respondeu deixando claro que Nunes Marques está sob análise.
SBT
