PT representa Flávio ao TSE sob acusação de propaganda antecipada

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, apresentou uma representação ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o pré-candidato do PL à sucessão presidencial, Flávio Bolsonaro.
O petista diz que houve crime de propaganda eleitoral antecipada na distribuição de adesivos favoráveis ao senador do Rio de Janeiro pelo ex-ministro Gilson Machado.
A CNN antecipou na manhã de terça-feira (17) que o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliava recorrer à Justiça Eleitoral contra a iniciativa.
O adesivo tem a inscrição “O Nordeste está com Flavio Bolsonaro 2026”, além de uma fotografia do pré-candidato à sucessão presidencial ao lado de Jair Bolsonaro.
Na legenda do vídeo, Gilson diz que está “fazendo trabalho de formiguinha” e ressaltou que “fizeram fila para adesivar”, citando o perfil de Flávio.
Na representação, o deputado petista afirma que o conteúdo tem o objetivo de “promover, perante o eleitorado, a futura candidatura, associando seu nome, imagem e identidade política ao pleito eleitoral”.
“Constata-se estratégia clássica de antecipação de campanha eleitoral, cujo propósito é construir capital político antes do marco legal permitido, em evidente tentativa de obter vantagem indevida em relação aos demais potenciais candidatos”, ressalta.
O líder partidário ainda afirma que Flávio é como “beneficiário direto, exclusivo e inequívoco da propaganda irregular”. E solicita que a distribuição do adesivo seja interrompida imediatamente.
Além disso, a imposição de multa tanto a Gilson como a Flávio e que o episódio seja encaminhado ao Ministério Público Eleitoral.
Procurado pela CNN, Gilson disse que queria que o PT ingressasse com pedido judicial contra seu vídeo.
“Eu também vou entrar com representação pelo uso de dinheiro público para propaganda eleitoral antecipada na escola de samba”, afirmou.
Gilson disse que fez o adesivo com recursos próprios e que disponibiliza a imagem em suas redes sociais “para quem quiser fazer e baixar”, sem dinheiro público envolvido.
A CNN procurou Flávio, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.
CNN
