“PT vai estar no Senado em 2027”, afirma Samanda Alves

Postado em 25 de março de 2026

A pré-candidata ao Senado Samanda Alves afirmou que o PT do Rio Grande do Norte vai recuperar a representação no Senado Federal a partir de 2027. A declaração foi feita pela vereadora na Câmara Municipal de Natal ao responder críticas e questionamentos de parlamentares da oposição sobre o desempenho do partido e da governadora Fátima Bezerra.

Segundo Samanda, o PT está preparado para a disputa eleitoral e continuará atuando para manter espaço nas instâncias de poder. “O PT vai estar no Senado Federal, representando o Rio Grande do Norte, a partir de 2027. Podem escrever”, declarou.

O RN tem três senadores: Rogério Marinho (PL) tem mandato até janeiro de 2031, enquanto Styvenson Valentim (PSDB) e Zenaide Maia (PSD) estão em fim do mandato e deverão disputar reeleição em outubro de 2026. O PT está sem cadeira no Senado desde janeiro de 2023, quando acabou o mandato de Jean Paul Prates.

Durante sua fala, a vereadora também reagiu a um desafio lançado por um colega parlamentar, que questionou a ausência de obras entregues pelo governo estadual. Em resposta, ela citou intervenções realizadas em Natal, como a inauguração do Instituto Estadual de Educação Profissional (Iern), a nova sede da Polícia Científica e nova Central do Cidadão da Rodoviária, além da instalação de um laboratório voltado a exames do SUS.

Samanda destacou ainda que o governo estadual não inaugura obras inacabadas e mencionou que está prevista a construção da Casa da Mulher Brasileira, também na capital potiguar. Segundo ela, o projeto deverá ser iniciado pelo atual governo e concluído por futuras gestões.

Samanda foi anunciada como pré-candidata do PT ao Senado em 19 de março. A escolha ocorreu após a governadora Fátima Bezerra desistir de ir para a disputa. Com a decisão, Fátima permanecerá no governo até o fim do mandato, em 5 de janeiro de 2027. Por lei, ela teria de deixar o governo até 4 de abril para ficar apta à disputa eleitoral de outubro.

Em uma nota divulgada em 17 de março, Fátima explicou que o plano de disputar o Senado foi inviabilizado após a decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) de não assumir o governo após sua renúncia. A dupla vacância, se confirmada, levaria o Estado à realização de uma eleição indireta na Assembleia Legislativa, na qual o PT não teria garantia de eleger o sucessor.

Em 2026, cada estado vai eleger dois senadores. Uma resolução aprovada pelo PT não menciona a defesa de um 2º candidato na disputa. Internamente, porém, é colocada a possibilidade de apoio à candidatura do ex-senador Jean Paul Prates, atualmente no PDT.

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