RN ultrapassa 9 mil profissionais de educação física com registro ativo

Postado em 27 de maio de 2026

O Rio Grande do Norte registrou aumento de 7,7% no número de profissionais de educação física com registro ativo, passando de 8.230 trabalhadores em 2024 para 8.861 em 2025. Segundo dados do Conselho Regional de Educação Física da 16ª Região (CREF16/RN), o estado já soma 9.203 registros ativos neste ano.

Para o presidente do CREF16/RN, Francisco Borges de Araújo, esse crescimento é benéfico para o mercado de trabalho, a saúde pública e a segurança da população. “Cada profissional que ingressa no mercado com o seu registro regularizado significa mais potiguares protegidos e orientados por quem entende de saúde e movimento”, afirma.

Ele reforça que a educação física vai além das atividades práticas. “Profissão da área da educação, esporte e saúde não pode abrir mão de pesquisa e ciência para garantir segurança aos seus beneficiários”, pontua.

Ocrescimento acompanha a maior procura pelo curso de educação física, elevando o nível das instituições de ensino. O curso de licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por exemplo, recebeu conceito 5, a maior nota, no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2025, do Ministério da Educação (MEC).

Segundo o coordenador do curso, professor Hindiael Belchior, o resultado reflete a capacidade dos alunos de aliar conhecimento teórico e aplicação prática, a partir de atividades de extensão, pesquisa científica e estágios. Ele acrescenta que a procura pelo curso voltou aos níveis pré-pandemia, com concorrência entre 7,5 e 9,5 candidatos por vaga. As notas também cresceram, ficando entre 652 e 658 pontos na ampla concorrência.

“Essa procura reflete a busca dos candidatos por uma formação sólida e de qualidade, objetivando melhor preparação para enfrentar a alta disputa por vagas em concursos públicos”, destaca.

Outra instituição reconhecida com nota máxima no Enade foi o Centro Universitário UNI-RN. A coordenadora do curso, Sônia Maia, atribui o resultado à integração entre formação acadêmica e mercado de trabalho. “Trabalhamos com ensino, pesquisa e extensão de forma integrada, permitindo que essas áreas dialoguem entre si”, afirma.

O professor Ricardo Andrade destaca que as exigências para a formação do educador físico mudaram e exigem preparação para novas demandas, como o atendimento a alunos neurodivergentes. “Levamos essas demandas para a sala de aula e para o mercado de trabalho. O retorno que temos dos estágios sobre nossos alunos é muito positivo”, frisa.

O estudante Juliano Stefano, 33, afirma que escolheu a licenciatura para ampliar e aplicar conhecimentos na prática. “Você sai com foco para aperfeiçoar conhecimentos e colocar em prática o que aprendeu no curso”, relata.

TRIBUNA DO NORTE