Salário, impostos e emprego: o que Lula e Flávio prometem para o bolso dos brasileiros

Postado em 20 de outubro de 2026

Quanto o trabalhador brasileiro poderá ganhar, pagar em impostos e gastar com as despesas do dia a dia? Os planos de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apresentam propostas diferentes para salário mínimo, tributação, transferência de renda e emprego, mas não detalham todas as possíveis mudanças nos benefícios.

No plano registrado no TSE, Flávio propõe reduzir impostos, diminuir gradualmente os custos para contratar trabalhadores e mudar regras do mercado de trabalho. Lula defende manter os aumentos reais do salário mínimo, ampliar a proteção aos trabalhadores e cobrar proporcionalmente mais impostos das rendas mais altas.

Neste levantamento exclusivo, o NOVO Notícias compara as propostas registradas pelos dois candidatos e distingue o que poderá mudar em um novo mandato das medidas que já estão em vigor.

Salário mínimo: o que cada plano prevê
O plano de Lula prevê manter a política de valorização do salário mínimo acima da inflação. Isso significa que os reajustes devem buscar um ganho real, e não apenas acompanhar a alta dos preços. O documento, porém, não informa qual será o valor do salário mínimo no fim de um novo mandato.

O plano de Flávio prevê corrigir o salário mínimo pela inflação, mas não traz o mesmo compromisso de garantir aumentos acima dela todos os anos. Assim, os documentos não permitem calcular qual será o valor do piso nacional ao fim de cada possível governo.

Impostos: o que os candidatos propõem
Flávio propõe reduzir impostos e mudar regras de tributação. O plano relaciona a redução dos impostos a mudanças nos gastos públicos e a medidas para estimular investimentos e negócios.

Lula propõe cobrar proporcionalmente mais impostos das rendas mais altas e dar continuidade à reforma dos impostos sobre o consumo.

A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês já aparece como medida do atual governo. Para um novo mandato, porém, o plano não informa se haverá outra mudança na faixa de isenção.

Emprego: mudanças nas regras de contratação e trabalho
O plano de Flávio propõe reduzir gradualmente os custos para contratar trabalhadores, com o objetivo de incentivar a criação de empregos formais. Entre as medidas, o documento prevê contratos mais baratos para jovens de 18 a 24 anos que procuram o primeiro emprego e para pessoas com 50 anos ou mais que estejam desempregadas há pelo menos 12 meses.

O plano não informa quais encargos seriam reduzidos, quanto a medida custaria nem quantas vagas poderia gerar.

Já o plano de Lula defende a proteção social, a valorização do trabalho e regras para as atividades realizadas por meio de aplicativos e outras plataformas digitais. O documento também propõe uma jornada semanal de 40 horas, sem redução de salário, e o fim da escala 6×1.

A mudança da jornada, no entanto, depende de aprovação legislativa.

Quanto isso pode mudar no bolso?
Os planos apresentam propostas diferentes, mas não trazem dados suficientes para calcular quanto cada família poderia ganhar ou perder. O resultado dependerá da aprovação das propostas, da inflação, do crescimento da economia e dos recursos disponíveis para colocar as medidas em prática. Também é preciso distinguir o que está escrito nos planos do que os candidatos dizem durante a campanha.

A escala 6×1 é um exemplo. Durante a campanha, Flávio anunciou apoio ao fim desse modelo. No plano registrado no TSE, porém, o candidato prioriza jornadas flexíveis e não apresenta a mesma proposta de Lula: reduzir a jornada semanal para 40 horas sem cortar salários.

Os planos mostram o que cada candidato pretende fazer, mas não garantem quanto o trabalhador ganhará ou economizará.

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