Suspeitos de ligação com grupo de extermínio vão a júri popular, decide TJRN

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) decidiu manter a decisão que leva a júri popular dois acusados de homicídio apontados como integrantes de um grupo de extermínio chamado Os Caras Durões.
Com a decisão, ficou preservado o entendimento da Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas do TJRN, que pronunciou os acusados pelos crimes de homicídio qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo.
A defesa alegou, entre outros pontos, que não haveria provas mínimas suficientes para sustentar a pronúncia. No entanto, a Câmara Criminal entendeu que o conjunto de elementos reunidos no processo é consistente.
“Na hipótese, em contraponto à argumentação, militam depoimentos testemunhais, inclusive de coautor integrante do grupo, amparado pela extração de dados e outros relatos, de teor consistente”, destacou o desembargador Saraiva Sobrinho, relator do caso, que foi seguido pelos demais desembargadores da Câmara Criminal.
Segundo o magistrado, o juiz de primeira instância acertou ao reconhecer a existência de provas suficientes que indicam o envolvimento dos acusados na morte de uma vítima que teria sido assassinada por engano, no lugar do próprio irmão, supostamente ligado ao tráfico de drogas.
O relator também ressaltou que a análise de dados identificou um grupo de mensagens denominado Os Caras Durões, com 24 integrantes. De acordo com a decisão, os conteúdos das conversas estavam relacionados a atividades de extermínio, incluindo declarações como “Juntos somos o maior G E do Estado”.
AGORA RN
