Vendas do comércio no RN caem pelo sexto mês consecutivo, aponta IBGE

Postado em 15 de outubro de 2026

O comércio varejista do Rio Grande do Norte registrou queda de 1,1% no volume de vendas em agosto, na comparação com julho, completando seis meses consecutivos de resultados negativos. O desempenho foi o terceiro pior entre as unidades da Federação e ficou abaixo da média nacional, que apresentou crescimento de 0,1% no período. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A retração mantém a trajetória de queda observada desde março, quando as vendas recuaram 0,1%. Nos meses seguintes, o comércio potiguar apresentou resultados negativos de 0,2% em abril, 1,4% em maio, 0,4% em junho e 0,9% em julho. Os índices consideram a série com ajuste sazonal, que permite comparar o desempenho entre meses consecutivos.

Em agosto, o Rio Grande do Norte ficou entre os três estados com as maiores retrações do país, atrás apenas do Espírito Santo (-3,8%) e de Alagoas (-1,3%). No cenário nacional, 14 estados apresentaram crescimento nas vendas, com destaque para Rondônia (5,8%), Amapá (5,3%) e Mato Grosso do Sul (2,7%). Roraima permaneceu estável, com variação de 0%.

Na comparação com agosto de 2025, o desempenho do comércio varejista potiguar também foi negativo, com redução de 4,4% no volume de vendas. O resultado considera o comércio de bens não duráveis ou semiduráveis, que abrange atividades como supermercados, hipermercados, estabelecimentos de alimentos, bebidas e fumo, além de outros segmentos comerciais.

Apesar das quedas recentes, o balanço de períodos mais longos permanece positivo. Entre janeiro e agosto deste ano, o volume de vendas do comércio varejista do RN cresceu 3% em relação aos oito primeiros meses de 2025. No acumulado de 12 meses, a expansão foi de 4,7%, o quinto maior resultado do país.

Nesse indicador, o Rio Grande do Norte ficou atrás de Pernambuco (7,4%), Distrito Federal (6,4%), Acre (5,7%) e Amapá (5,1%). O resultado mostra que, embora o setor tenha acumulado perdas mensais desde março, o volume comercializado nos últimos 12 meses ainda supera o registrado no período anterior equivalente.

No comércio varejista ampliado, que inclui também a venda de veículos, motocicletas, peças, materiais de construção e o atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o cenário foi semelhante. O volume de vendas caiu 0,4% em agosto, na comparação com julho.

Em relação a agosto de 2025, o varejo ampliado apresentou retração de 2,4%. Já no acumulado de janeiro a agosto, houve crescimento de 2%, enquanto a variação dos últimos 12 meses ficou positiva em 2,8%.

A Pesquisa Mensal do Comércio acompanha mensalmente o comportamento das vendas e da receita nominal do setor varejista em todo o país. Os dados permitem avaliar a evolução da atividade comercial em diferentes segmentos e regiões.

TRIBUNA DO NORTE