Wagner Moura processa Silas Malafaia por difamação e injúria após publicações em rede social

O ator Wagner Moura apresentou uma queixa-crime contra o pastor Silas Malafaia pelos crimes de difamação e injúria em razão de publicações feitas nas redes sociais em janeiro deste ano. A ação já foi recebida pela Justiça e sustenta que o pastor ultrapassou os limites da liberdade de expressão ao direcionar ofensas ao artista. As informações foram publicadas inicialmente pela Folha de S.Paulo e confirmadas pelo Estadão.
De acordo com a ação, Malafaia utilizou sua conta na rede social X para fazer comentários sobre Wagner Moura. Em uma das publicações, o pastor escreveu: “Para esse artista cretino, governo bom é dar aumento de 18 reais para professores e 18 bilhões para o que eles chamam de cultura”.
Em outra postagem, ele afirmou: “Esquerdopatas defendendo artista que mama grana dos contribuintes para fazer propaganda de governo corrupto”.
Os advogados do ator argumentam que as declarações configuram “ofensas injuriosas e difamatórias, com o nítido intuito de macular” sua honra. A peça também menciona episódios anteriores envolvendo o pastor, incluindo uma condenação judicial por indenização ao influenciador digital Felipe Neto e processos relacionados a declarações contra generais do Exército.
Segundo a defesa de Wagner Moura, esses episódios demonstrariam um padrão de conduta marcado por ataques pessoais que extrapolariam os limites do debate público.
Procurado pela imprensa, Silas Malafaia negou ter cometido qualquer irregularidade e classificou a ação como uma “piada” e um caso de “intolerância”.
O pastor também questionou o fato de ter sido escolhido como alvo do processo entre os milhares de usuários que fizeram críticas ao ator nas redes sociais após a cerimônia do Oscar de 2026.
“Tem milhares de memes contra ele, até com palavrões. Por que ele me escolheu?”, afirmou.
Malafaia atribuiu a ação a motivações políticas e religiosas. “É preconceito religioso ou porque eu tenho influência? Eles querem me calar a todo custo”, declarou.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou a existência do processo. No entanto, informou que a ação tramita sob segredo de Justiça.
Agora RN
