XP, BTG e Nubank entram na mira da Justiça no caso Master

O Caso Master teve novos desdobramentos com a citação de Nubank, XP Investimentos e BTG Pactual Digital em uma ação judicial que investiga o uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como argumento comercial na oferta de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos pelo Banco Master, instituição controlada por Daniel Vorcaro.
De acordo com o processo, o ponto central da apuração é se houve propaganda abusiva ao apresentar o FGC como principal fator de segurança dos investimentos, o que pode ter levado clientes a entender que os produtos tinham baixo risco. O Nubank foi citado por ter ofertado CDBs do Banco Master em sua plataforma, embora não tenha participado da gestão nem da liquidação da instituição, decretada pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025.
O Nubank informou que não possui relação societária com o Banco Master e que a oferta desses títulos foi encerrada anteriormente. Em nota enviada ao veículo, a fintech afirmou que “a oferta de novos CDBs do Banco Master foi encerrada em 2024” e que “todas as nossas atividades observam rigorosamente as normas regulatórias vigentes”.
Ainda segundo o Nubank, “o Nubank não utiliza o modelo de assessores de investimento, garantindo que os clientes tenham total autonomia para escolherem seus produtos diretamente no aplicativo”. A empresa também declarou que não teve participação na gestão nem no processo de liquidação do Banco Master.
O BTG Pactual Digital informou que não irá comentar sobre a ação judicial. A XP Investimentos foi procurada pelo TechTudo, mas não respondeu até a publicação da reportagem.
Após a liquidação extrajudicial do Will Bank, instituição ligada ao Banco Master, passaram a circular nas redes sociais boatos sobre um possível encerramento das atividades do Nubank. Em publicação em seu site oficial, o banco digital negou a informação, classificando o conteúdo como fake news e afirmando que não há risco de fechamento, saída do Brasil ou falência.
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