Ala do PT descarta Rafael Motta e defende que segunda vaga ao Senado seja do PSOL

A Articulação de Esquerda, corrente interna do PT liderada no Rio Grande do Norte pela deputada federal Natália Bonavides, defendeu que o PSOL ocupe a segunda vaga ao Senado na chapa do campo progressista para as eleições de 2026. A ala petista descarta apoio à candidatura do ex-deputado federal Rafael Motta (PDT).
Em nota divulgada nesta segunda-feira (13), a tendência também propõe que a candidatura a vice-governador tenha perfil de esquerda, seja preferencialmente ocupada por uma mulher e mantenha vínculo com movimentos populares.
O documento sustenta que a prioridade do PT em 2026 deve ser a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirma que, no Rio Grande do Norte, a estratégia deve priorizar uma chapa identificada integralmente com o projeto político da esquerda.
Segundo a corrente, a composição com o PSOL permitiria que a base eleitoral do campo progressista votasse de forma alinhada nas duas vagas para o Senado, fortalecendo as candidaturas comprometidas com o legado do governo Fátima Bezerra, a pré-candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado e o projeto político do presidente Lula.
“Considerando esse cenário, apresentamos ao Partido a posição de que o Psol deve ser convidado a ocupar a segunda vaga ao Senado, garantindo que a nossa base social tenha a opção de votar nos dois votos para o Senado de forma casada e identificada com um projeto popular para o RN, comprometido com a defesa do legado do governo da professora Fátima e com o projeto de Cadu governador, bem como fiel ao presidente Lula e ao projeto local e nacional da esquerda”, diz um trecho da nota.
A Articulação de Esquerda também defende que o programa de governo seja elaborado a partir do diálogo com movimentos sociais, setoriais do partido, secretarias e representantes da classe trabalhadora. Para a tendência, as candidaturas majoritárias devem intensificar agendas voltadas a esses segmentos durante a campanha.
LEIA A NOTA:
A eleição de 2026 será uma batalha duríssima em defesa de um Brasil soberano, desenvolvido, livre e justo. Essa batalha será travada nacionalmente através da campanha Lula presidente, prioridade máxima do Partido dos Trabalhadores.
Em cada estado do país, o PT tem a tarefa de fazer uma campanha mobilizadora, politizada e que coloque em primeiro lugar a defesa do nosso projeto político. O desafio de fazer isso em tempos de algoritmos favoráveis à direita e em um ambiente de desmobilização será imenso.
Por isso, entendemos que uma campanha mobilizada precisa ser capaz de engajar a militância e a nossa base social em torno de um projeto de país e de RN e das candidaturas que defendem esse projeto de forma coerente e permanente.
No RN, temos um cenário melhor que em boa parte do país. Aqui poderemos votar 13 em todos os cargos em disputa, de governador à deputado estadual, e entendemos que essa é uma tática que ajuda a mobilização que precisamos para a campanha ser vitoriosa.
É nesse espírito que achamos que a unificação da esquerda é importante para a consolidação do palanque que pode ampliar a vitória do presidente Lula no RN e garantir vitórias estaduais para o governo e Senado. Além disso, devemos nos debruçar para apresentar um Programa de Governo que seja construído a partir do diálogo com os movimentos sociais, com as secretarias e setoriais do nosso partido e ouvindo a classe trabalhadora do RN. Isso implica envolver cada vez mais nossas candidaturas majoritárias em agendas que tenham esse perfil.
Considerando esse cenário, apresentamos ao Partido a posição de que o Psol deve ser convidado a ocupar a segunda vaga ao Senado, garantindo que a nossa base social tenha a opção de votar nos dois votos para o Senado de forma casada e identificada com um projeto popular para o RN, comprometido com a defesa do legado do governo da professora Fátima e com o projeto de Cadu governador, bem como fiel ao presidente Lula e ao projeto local e nacional da esquerda. Também defendemos que a vice-candidatura ao governo tenha um perfil de esquerda/progressista, que seja preferencialmente uma mulher e que tenha relação com movimentos populares. É imprescindível que a classe trabalhadora se identifique com a nossa chapa e o nosso programa.
Não mediremos esforços para eleger Lula, Cadu, Samanda, nossa bancada de deputados e deputadas e assegurar que a vitória seja além de eleitoral, política. É hora de alterar a correlação de forças no país!
Em tempos de guerra, a esperança é vermelha! Venceremos
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