Anvisa alerta que Ivermectina não tem eficácia comprovada contra o câncer

Postado em 16 de outubro de 2026

Informações que associam a ivermectina à cura do câncer circulam nas redes sociais, muitas vezes acompanhadas de promessas de resultados sem respaldo científico e da venda de protocolos e materiais sobre tratamentos alternativos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que o medicamento não é aprovado para essa finalidade e não há comprovação científica de que seja capaz de curar a doença ou reduzir tumores em seres humanos.

A ivermectina é um antiparasitário indicado para o tratamento de determinadas infecções causadas por parasitas. Parte das alegações sobre seus possíveis efeitos contra o câncer se baseia em estudos realizados em laboratório, com células, ou em animais. Embora essas pesquisas possam contribuir para o desenvolvimento de novos medicamentos, seus resultados não comprovam, por si só, que uma substância seja eficaz e segura para tratar pacientes.

O que dizem os estudos científicos?

Desde 2019, pesquisas sobre a ivermectina e outros medicamentos antiparasitários passaram a investigar possíveis efeitos contra células tumorais. No entanto, os resultados obtidos em experimentos laboratoriais ou em animais precisam ser confirmados por estudos clínicos em seres humanos, capazes de avaliar a segurança, a eficácia e os possíveis efeitos adversos.

Até o momento, não há evidências clínicas robustas que comprovem que a ivermectina cure o câncer. A existência de pesquisas iniciais não significa que o medicamento esteja aprovado ou recomendado para essa finalidade.

Quais são os riscos de usar ivermectina contra o câncer?

Um dos principais riscos é substituir ou adiar tratamentos com eficácia comprovada por alternativas sem evidências científicas suficientes. Essa decisão pode comprometer o controle da doença e reduzir as possibilidades de tratamento.

O uso do medicamento sem acompanhamento médico também pode provocar efeitos adversos e interações com outras substâncias utilizadas durante o tratamento oncológico.

Por isso, pacientes com câncer não devem interromper, substituir ou modificar o tratamento prescrito pela equipe médica por conta própria. A orientação é buscar informações em fontes confiáveis e conversar com profissionais de saúde antes de tomar decisões sobre o tratamento.

98fm