Anvisa aprova primeiras canetas genéricas de semaglutida para diabetes

Postado em 17 de agosto de 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de dois novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2. Publicada nesta segunda-feira (17), a decisão autoriza a comercialização das primeiras canetas genéricas e similares produzidas no Brasil com o princípio ativo obtido por via sintética.

Os medicamentos são agonistas do receptor de GLP-1 e são indicados para adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado, sempre como complemento à dieta e à prática de exercícios físicos.

A caneta genérica será produzida pela farmacêutica EMS e, conforme determina a regulamentação para medicamentos genéricos, não terá nome comercial. Já o medicamento similar foi registrado pelo laboratório Germed e será comercializado com o nome Semaclique.

Medicamentos terão aplicação semanal

Os dois produtos serão comercializados como solução injetável em canetas preenchidas para aplicação semanal.

Segundo a Anvisa, os medicamentos poderão ser utilizados em monoterapia, quando a metformina for considerada inadequada por intolerância ou contraindicação, ou em associação com outros medicamentos para o tratamento do diabetes tipo 2.

As canetas deverão ser armazenadas sob refrigeração, entre 2°C e 8°C, tanto antes quanto após o início do tratamento.

Quatro apresentações foram aprovadas

A Anvisa aprovou quatro apresentações dos medicamentos:

Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 1,5 ml, uma caneta e seis agulhas;
Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 3 ml, duas canetas e dez agulhas;
Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 1,5 ml, uma caneta e quatro agulhas;
Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 3 ml, duas canetas e oito agulhas.
Venda exige receita médica

Assim como os demais medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1, a semaglutida sintética continuará sujeita à prescrição médica.

A dispensação deverá ser feita mediante apresentação de receita médica em duas vias, conforme as regras vigentes para esse tipo de medicamento.

Diario do RN