Após assalto em Natal, Sargento Gonçalves critica “bolsa para menores infratores” e responsabiliza governo Fátima

A violência extrema registrada em um assalto no bairro Pitimbu, na zona Sul de Natal, ganhou repercussão política nesta terça-feira (13) após um vídeo do deputado federal Sargento Gonçalves viralizar nas redes sociais. Ao comentar as imagens do crime — em que assaltantes armados ameaçam clientes, apontam arma para o rosto de uma vítima e agridem pessoas com coronhadas — Gonçalves criticou duramente o Governo do RN e associou o avanço da criminalidade à criação de uma bolsa paga a adolescentes que cumprem medidas socioeducativas – confira abaixo:
O crime ocorreu na noite de segunda-feira e foi flagrado por câmeras de segurança. Dois homens armados invadiram o estabelecimento, promoveram agressões gratuitas, fizeram ameaças de morte e roubaram todos os presentes antes de fugir em um Toyota Etios cinza, pela Rua dos Canários, em direção ao bairro Planalto. A região, próxima ao prolongamento da Prudente de Morais e a uma área de mata, é apontada por moradores como alvo frequente de ações criminosas, o que facilita fugas e amplia a sensação de insegurança.
No vídeo, Sargento Gonçalves afirma que o Estado estaria “incentivando a prática delituosa” ao conceder uma bolsa mensal de R$ 500 a jovens egressos do sistema socioeducativo. Segundo ele, a política cria uma “cultura do crime” e contribui para o fortalecimento de um “estado paralelo” em comunidades onde, segundo o parlamentar, serviços públicos e forças de segurança enfrentam restrições impostas por facções. O deputado também citou dificuldades de acesso do SAMU a bairros como Mãe Luíza e Jardim Lola.
A bolsa criticada por Gonçalves faz parte do programa “Horizontes Potiguares”, regulamentado pelo Governo do RN por meio da Fundase. O benefício pode ser pago por até 12 meses a jovens que cumpriram medidas de internação ou semiliberdade, desde que estejam matriculados na escola, participem de acompanhamento técnico e não reincidam em atos infracionais. O governo sustenta que a iniciativa segue o ECA, o Sinase e orientações do CNJ, com o objetivo de reduzir a reincidência e promover reintegração social — tese que é frontalmente rebatida pelo parlamentar, que cobra endurecimento das políticas de segurança após mais um episódio de violência que chocou Natal.
96FM
