O Partido Liberal (PL) oficializou nesta quarta-feira, 22, apoio à candidatura do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou estar “profundamente honrado” e disse que a aliança representa um esforço para reunir diferentes forças políticas diante dos desafios enfrentados pelo Estado.
A decisão tomada na convenção estadual do PL de apoiar Ciro na corrida ao Palácio da Abolição ocorreu após uma crise dentro do partido. A aliança no Ceará colocou em lados opostos o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que divergiram publicamente sobre o posicionamento da legenda no Estado.
“Acabo de receber a notícia, muito feliz e profundamente honrado, de que a convenção estadual do PL acaba de homologar o apoio do partido à nossa candidatura ao governo do Estado do Ceará. Eu quero agradecer a todos os convencionais, a todos os membros, a todos os filiados do PL pela confiança e pela decisão de caminhar conosco nessa luta aqui no Ceará”, afirmou Ciro
No vídeo, o candidato também criticou o atual governo do Estado e justificou a aproximação entre grupos políticos adversários. “Nosso Estado está passando por um momento muito grave. Nos últimos 12 anos, o Ceará viu disparar a violência e a corrupção. O governo do Estado abandonou o nosso povo. Esse problema pede que sejamos capazes, como o PL está demonstrando de forma exemplar, de colocar de lado nossas diferenças”, declarou.
Ciro ainda reservou elogios às principais lideranças do PL cearense. O ex-ministro agradeceu ao presidente estadual da sigla, deputado federal André Fernandes, e ao deputado estadual Alcides Fernandes, que deve integrar sua chapa como candidato ao Senado.
“Eu preciso agradecer em especial ao deputado André Fernandes, esse jovem talento que a política do Ceará produziu, e ao nosso futuro senador Alcides Fernandes. Alcides é dessas pessoas que, quando você conhece de perto, você se apaixona, e eu não estou exagerando”, disse.
A disputa pelo governo do Ceará deve colocar Ciro frente ao atual governador, Elmano de Freitas (PT), que buscará a reeleição tendo o senador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, com quem é rompido, como candidato ao Senado em sua chapa.
O Ministério Público Federal (MPF) pediu na Justiça a suspensão cautelar do aumento obrigatório de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. Foi alegado que os estudos técnicos ainda não dariam segurança sobre o aumento da mistura. O chamado “mandato do E32” foi aprovado neste mês pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e terá validade a partir de 1º de agosto.
“A União utilizou pesquisas feitas para a mistura anterior de 30% para tentar validar o novo porcentual, com base na margem de tolerância de 2% adotada nos ensaios. Os estudos não se destinaram a validar, de forma específica, a adoção permanente da mistura E32 como novo padrão obrigatório nacional”, disse o MPF.
Além da revogação da medida, o Ministério Público Federal pede que a Justiça determine a realização de uma perícia independente e obrigue a União a adotar “protocolo rígido” para futuras alterações na composição de combustíveis. Foi defendido, por exemplo, “testes de longa duração e divulgação transparente dos dados científicos”.
O Ministério também demanda a indenização de R$ 500 milhões por danos morais coletivos, “em razão da falta de clareza e do risco imposto à coletividade”. Recentemente, o Ministério Público (MP) junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu a apuração de “indícios de irregularidades” relacionados à alteração da política energética adotada em razão das repercussões do conflito entre o Irã e os Estados Unidos.
O aumento para 32% terá vigência de 180 dias, com possibilidade de prorrogação, uma única vez, por igual período. Segundo parecer técnico do Ministério de Minas e Energia (MME), os resultados dos ensaios confirmam a adequação técnica da elevação do teor de etanol anidro para 32%. Os argumentos apontam para “evidência empírica robusta, produzida em ambiente controlado e com metodologia reconhecida”.
As projeções para a safra 2026/27 indicam que a produção nacional de etanol é suficiente para atender à demanda adicional decorrente da elevação da mistura, sem comprometer o abastecimento. A elevação do teor de etanol anidro de 30% para 32% implica uma demanda adicional estimada de aproximadamente 600 milhões de litros de etanol no período de vigência da medida Isso corresponde a um incremento de cerca de 4% em relação à demanda atual para fins de mistura.
Em relação a preços, a maior participação do etanol anidro na composição da gasolina C tende a reduzir o custo médio do combustível ao consumidor, de acordo com as análises. Na semana passada, o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que a elevação temporária da mistura de 32% do etanol na gasolina vai proporcionar uma redução de 3 centavos (R$ 0,03) no preço do combustível fóssil na bomba, considerando os dados disponíveis atualmente.
Já sob a ótica ambiental, a ampliação do uso de etanol anidro resulta em redução das emissões de gases de efeito estufa. Isso porque haverá substituição de combustível fóssil por biocombustível de menor intensidade de carbono. As estimativas do MME indicam uma redução de aproximadamente 552 mil toneladas de CO2 equivalente no período considerado.
A equipe de Roberto Carlos anunciou, na quarta-feira, 22, que o cantor será submetido a uma cirurgia previamente programada. A informação foi divulgada em um comunicado publicado no Instagram do cantor, que também tranquilizou os fãs ao informar que o procedimento não deve alterar sua agenda de shows.
“Comunicamos que o artista Roberto Carlos será submetido a uma cirurgia de vesícula por videolaparoscopia, previamente programada”, informou a equipe. O procedimento é minimamente invasivo e consiste na realização de pequenas incisões no abdome para a introdução de uma microcâmera e de instrumentos cirúrgicos. Segundo o comunicado, o cantor está tranquilo, seguindo todas as orientações médicas e deve ter recuperação rápida.
Dias antes do anúncio da cirurgia, Roberto Carlos já havia usado as redes sociais para alertar os seguidores sobre um vídeo falso criado com inteligência artificial. Segundo o artista, o conteúdo utilizava sua imagem e uma voz semelhante à sua para divulgar um suposto tratamento de saúde, sem qualquer autorização.
“Nunca gravei esse vídeo, não autorizei o uso da minha imagem ou da minha voz e não tenho nenhuma relação com o tratamento, produto divulgado ou suposto médico mencionado”, afirmou o cantor em comunicado publicado no Instagram.
Ele também pediu que o material não fosse compartilhado. Na ocasião, Roberto Carlos ainda reforçou que qualquer informação sobre sua vida e carreira é divulgada exclusivamente por seus canais oficiais.
O Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio em 2025, o maior número da série histórica, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quarta-feira (23). O total representa um aumento de 4% em relação a 2024 e corresponde a uma taxa de 1,4 feminicídio para cada 100 mil mulheres, consolidando a tendência de crescimento desse tipo de crime no país e confirmando o quarto recorde consecutivo do indicador.
O crescimento dos feminicídios contrasta com a redução dos demais indicadores de violência letal. Em 2025, o Brasil registrou 40.775 Mortes Violentas Intencionais, queda de 8,2% em relação ao ano anterior e a menor taxa da série histórica: 19,1 mortes por 100 mil habitantes. O país também antecipou em dois anos a meta nacional de redução dos homicídios prevista na Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social para 2027. Ainda assim, os feminicídios e as mortes decorrentes de intervenção policial foram as únicas modalidades de mortes violentas que cresceram no período.
Para a coordenadora de Gênero e Raça do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Juliana Brandão, os dados mostram que a violência letal contra mulheres segue uma dinâmica diferente da violência urbana.
“Enquanto os homicídios vêm caindo, as mulheres continuam morrendo por serem mulheres”, afirma.Juliana Brandão, coordenadora de Gênero e Raça do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Segundo ela, a violência doméstica é fortemente influenciada por fatores estruturais, como desigualdade de gênero, padrões culturais de masculinidade, controle coercitivo e fragilidades na rede de proteção, fatores que dificultam a interrupção de trajetórias de violência já conhecidas pelas instituições.
Os dados mostram que o número de mulheres assassinadas por razões de gênero vem crescendo de forma contínua. Em 2025, 44,4% de todas as mulheres assassinadas no Brasil morreram por razões de gênero, o maior percentual desde 2015, quando o feminicídio passou a integrar o Código Penal brasileiro. O ano também foi o primeiro de vigência integral da Lei nº 14.994/2024, que retirou o feminicídio da condição de qualificadora do homicídio doloso e o transformou em um crime autônomo. Para preservar a comparabilidade da série histórica, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública manteve os registros de feminicídio somados aos homicídios no cálculo das Mortes Violentas Intencionais.
Segundo Brandão, embora a mudança na legislação tenha contribuído para aprimorar os registros, ela não explica sozinha a alta dos casos.
“Se fosse apenas uma melhoria dos registros, esperaríamos uma estabilização dos números após alguns anos. O que observamos é um crescimento contínuo, acompanhado também pelo aumento de outros crimes relacionados à violência de gênero”, diz.Juliana Brandão, coordenadora de Gênero e Raça do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Ela cita, entre eles, os registros de perseguição (stalking), que cresceram 30% em 2025, e de violência psicológica, que aumentaram quase 17%.
Outro dado que chama atenção é o avanço das tentativas de feminicídio. Em 2025, 4.189 mulheres sobreviveram a tentativas de assassinato, um aumento de 5,9% em relação ao ano anterior. O Anuário destaca que, para cada feminicídio consumado registrado no país, houve 2,7 tentativas, indicando que milhares de mulheres escaparam da morte por circunstâncias alheias à vontade do agressor e permanecem em situação de risco.
Para a pesquisadora, esses números demonstram que a violência poderia ter terminado em morte na maioria desses casos. “Na definição do Código Penal, a tentativa ocorre porque circunstâncias alheias à vontade do autor impediram a consumação do crime. Ou seja, ele não desistiu de matar; ele não conseguiu”, afirma. Segundo ela, os dados evidenciam que o Estado ainda falha em identificar situações de risco e proteger essas mulheres antes que a violência alcance seu desfecho fatal.
Na avaliação dos pesquisadores, o avanço dos feminicídios evidencia os limites de uma política baseada apenas na repressão. O Anuário aponta que a persistência da violência doméstica e o aumento do descumprimento de medidas protetivas exigem uma estratégia focada na prevenção, na intervenção precoce e no monitoramento dos fatores de risco para impedir que episódios de violência evoluam para o assassinato de mulheres.
Ranking dos estados
O Anuário mostra que as maiores taxas de feminicídio em 2025 foram registradas no Amapá, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, evidenciando uma concentração dos casos nas regiões Norte e Centro-Oeste do país. Quando considerados, em conjunto, os feminicídios consumados e tentados, essas duas regiões também apresentaram os maiores índices de violência letal de gênero, reforçando as desigualdades territoriais no enfrentamento desse tipo de crime.
Perfil das vítimas e dos agressores
O retrato das vítimas mostra que o feminicídio atinge principalmente mulheres negras e em idade economicamente ativa. Em 2025, 65,1% das vítimas eram negras, 56,5% tinham entre 25 e 44 anos e 62,5% foram mortas dentro da própria residência, o que reforça a predominância da violência no ambiente doméstico.
Quando a autoria foi identificada, 96,4% dos feminicídios foram cometidos por homens. Em 60,9% dos casos, o autor era o parceiro íntimo da vítima; em 18,9%, um ex-parceiro; e em 12,1%, um familiar. Os dados reforçam que, na maioria das vezes, o agressor faz parte do círculo de convivência da mulher.
Os números também mostram que o feminicídio costuma ser o desfecho de uma sequência de violências. Para cada caso registrado em 2025, houve, em média, 502 registros de ameaça, 182 de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica, 84 de descumprimento de medida protetiva de urgência, 79 de perseguição (stalking) e 39 de violência psicológica contra mulheres.
Entre as unidades da federação que informaram os dados ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 70 mulheres foram assassinadas mesmo tendo uma medida protetiva de urgência ativa, o equivalente a uma em cada nove vítimas.
No mesmo período, o país registrou 132.025 casos de descumprimento de medidas protetivas, alta de 16,7% em relação ao ano anterior.
Para Brandão, esse crescimento revela um dos principais desafios da política de proteção às mulheres. “Estamos falando do descumprimento de uma decisão judicial emitida pelo próprio Estado. Quando essa ordem não é cumprida, o risco para a mulher permanece elevado”, afirma.
Segundo a pesquisadora, os dados mostram que, em muitos casos, o descumprimento das medidas protetivas antecede o feminicídio e evidencia os limites da capacidade estatal de impedir que a violência evolua para a morte.
O coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador Rogério Marinho (PL-RN), avaliou à CNN que a abertura de inquérito sobre o financiamento ao filme “Dark Horse” mostrará que não houve ilícito.
“Será ótimo. Vai ficar mais claro que não houve ilícito”, afirmou Marinho.
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a PF (Polícia Federal) a investigar os repasses ao filme inspirado na trajetória política de Jair Bolsonaro (PL).
A autorização é de quarta-feira (22) no fim da tarde e, segundo integrantes da PF à CNN, o inquérito será aberto ainda nesta quinta-feira (23) na Dicor (Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção).
A decisão de Mendonça significa que a PF vai apurar os repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a obra a pedido de Flávio Bolsonaro e saber se todo o montante foi para onde as notas fiscais apontam.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou a favor das investigações. Vorcaro pagou aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme.
O senador ainda não se manifestou sobre a abertura do inquérito.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, autorizou a abertura de uma investigação por parte da Polícia Federal para a apuração dos valores enviados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, com foco na disputa eleitoral de 2018.
A investigação foi autorizada por Mendonça após o pedido da própria PF, que contou com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Antes da autorização, o ministro também provocou a PGR, pedindo um posicionamento sobre o processo.
Conforme apurado pela reportagem do site Intercept Brasil, Vorcaro enviou R$ 61 milhões. O site de notícias também informou que o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), procurou o ex-banqueiro, solicitando investimentos no longa.
A PF busca confirmar a quantia citada pelo Intercept, e também investigar se o repasse feito por Vorcaro foi condicionado por favores políticos a Flávio ou ao seu grupo.
A Prefeitura de Currais Novos vai iniciar a construção de 25 casas populares em uma área localizada próxima ao Parque de Vaquejada, ampliando a oferta de moradia para famílias do município.
O prefeito Lucas Galvão, esteve no local, acompanhado por integrantes da equipe técnica, analisando o projeto e conferindo os detalhes da intervenção que será iniciada em breve.
“Estamos acompanhando de perto cada projeto, planejando e fiscalizando para que as obras saiam do papel e tragam benefícios concretos para a nossa população. É assim que seguimos construindo uma Currais Novos cada vez melhor”, destacou o prefeito Lucas Galvão.
Com a planta em mãos, Lucas apresentou o espaço que receberá a obra e destacou a importância do planejamento para garantir que a execução aconteça com qualidade, segurança e dentro dos prazos estabelecidos.
A pré-candidatura de Cadu de Lula (PT) ao Governo do Rio Grande do Norte tornou-se destaque nacional nesta quarta-feira (22), atraindo a atenção de grande veículos de imprensa de circulação no Brasil. Publicações como a Revista Veja, Metrópoles, Revista Fórum e Carta Capital repercutiram os dados da nova pesquisa AtlasIntel/94FM, que aponta o petista na liderança isolada com 36,3% das intenções de voto no cenário estimulado. O forte impacto na imprensa brasileira reforça o crescimento da imagem de Cadu como o principal nome para a sucessão estadual.
Com destaque especial, a Revista Veja analisou o cenário potiguar ressaltando o bom desempenho do PT no levantamento, que aparece com uma vantagem de quase nove pontos percentuais sobre o ex-prefeito Álvaro Dias (PL), que registra 27,7%, e Allyson Bezerra (União), com 25,1%. De acordo com os levantamentos destacados pelos portais, Cadu apresenta uma base eleitoral robusta, alcançando 40,5% dos votos válidos, o que demonstra sua força competitiva logo no início da caminhada eleitoral.
A projeção nacional também deu ênfase à liderança de Cadu em todos os cenários de segundo turno simulados. O petista venceria Álvaro Dias com 45,7% contra 35,5% e superaria Allyson Bezerra por 39,4% a 34,2%, conforme detalhado pelo portal Metrópoles e pela Revista Fórum. Além da liderança geral, a capilaridade da candidatura é evidenciada pelo desempenho em áreas estratégicas como Natal (36,2%) e pela forte adesão do eleitorado feminino, segmento no qual Cadu atinge 37,7% de preferência.
Registrada na Justiça Eleitoral sob os números RN 04754/2026 e BR 07335/2026, a pesquisa ouviu 1.245 eleitores entre os dias 16 e 21 de julho, possui margem de erro de três pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.
Evento esportivo será realizado no dia 30 de agosto e contará com percursos para atletas iniciantes e experientes.
Estão abertas as inscrições para a 6ª edição do Aquathlon e Corrida da Poeira, que será realizada no dia 30 de agosto, no município de Ipueira, no Rio Grande do Norte.
A programação terá início às 6h30, com a largada da prova de natação no Açude Curral Queimado. Em seguida, os participantes disputarão a corrida, que seguirá até o perímetro urbano da cidade, com chegada em frente ao Espaço de Eventos O Macedão.
De acordo com a organização, a competição contará com diferentes distâncias, oferecendo opções tanto para atletas iniciantes quanto para os mais experientes nas modalidades de natação e corrida.
As inscrições podem ser realizadas pelo site da 084 Sports. Mais informações também podem ser obtidas com a organização, por meio do telefone (84) 99820-4079, com Adeildo.
O Governo do Rio Grande do Norte estima arrecadar aproximadamente R$ 20 milhões com o Programa de Recuperação de Créditos Tributários (Refis 2026), que concede condições especiais para a regularização de débitos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICM) e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Regulamentado por decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), o programa permite descontos de até 99% sobre juros e multas e permanecerá aberto para adesão até 29 de julho, contemplando débitos constituídos até 31 de dezembro de 2025.
A expectativa da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-RN) é recuperar cerca de 10% do estoque de débitos considerados aptos para negociação. Segundo a pasta, o universo inicial alcançado pelo programa reúne aproximadamente R$ 195 milhões em débitos relativos ao ICMS antecipado — incidente sobre aquisições de mercadorias em outros estados — e às apurações mensais declaradas pelas empresas por meio da Escrituração Fiscal Digital (EFD). Esse montante, contudo, não inclui os Processos Administrativos Tributários originados de fiscalizações nem os créditos decorrentes das ações de monitoramento em andamento.
De acordo com a Sefaz, cerca de 30 mil empresas possuem pendências tributárias no Estado e podem aderir ao programa. O maior benefício será concedido aos contribuintes que optarem pela quitação integral da dívida em parcela única, modalidade que assegura redução de 99% dos juros e das multas. Já aqueles que preferirem parcelar os débitos poderão dividir o pagamento em até seis parcelas mensais, com abatimento de 90% sobre juros e multas.
Na avaliação da secretaria, o programa busca tanto recuperar receitas para o Estado quanto permitir que empresas regularizem sua situação fiscal e preservem benefícios tributários. “É uma oportunidade excepcional, com o objetivo de possibilitar que os contribuintes detentores de benefícios possam permanecer, bem como propiciar outros contribuintes a adesão. É uma oportunidade também de evitar o recolhimento dos débitos com cobranças de juros e multas legais”, informou a pasta.
O Refis contempla exclusivamente créditos tributários relativos ao ICM e ao ICMS constituídos até o fim de 2025. Para aderir, o contribuinte deverá reconhecer integralmente os débitos incluídos na negociação, renunciar a eventuais impugnações administrativas, recursos ou ações judiciais relacionados aos créditos tributários e efetuar o pagamento em moeda corrente. A legislação também proíbe a utilização de depósitos judiciais para liquidação das dívidas negociadas.
A iniciativa ocorre em um momento em que o governo estadual busca fortalecer o fluxo de receitas próprias diante das pressões fiscais observadas ao longo do ano. Apesar do crescimento da arrecadação do ICMS no primeiro semestre de 2026, impulsionado pela recomposição da alíquota modal para 20%, o Executivo realizou dois contingenciamentos orçamentários que somaram aproximadamente R$ 746 milhões, alegando frustração de receitas em outras fontes do orçamento estadual.
Especialistas em tributação avaliam que programas de refinanciamento costumam produzir incremento imediato no caixa dos estados, ao permitir a recuperação de créditos de difícil recebimento. Por outro lado, alertam que o uso recorrente desse tipo de mecanismo pode incentivar parte dos contribuintes a postergar o pagamento regular dos tributos na expectativa de futuras renegociações. Nesse contexto, a Sefaz sustenta que o Refis 2026 possui caráter extraordinário e não informou se haverá prorrogação do prazo de adesão após 29 de julho.
A adesão deve ser feita exclusivamente pela internet, por meio do portal virtual da Secretaria da Fazenda, na opção “Refis 2026”. A pasta também disponibilizou atendimento para esclarecimento de dúvidas pelo WhatsApp, no horário das 8h às 14h.
A federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP), decidiu não declarar apoio oficial à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Com a decisão, os diretórios estaduais das duas siglas ficam livres para construir alianças com outros candidatos na disputa nacional.
A definição ocorreu após uma reunião com o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI). Segundo informações de bastidores, o dirigente teria demonstrado insatisfação com a postura de Flávio Bolsonaro em relação ao caso envolvendo o Banco Master.
Nos últimos dias, Flávio buscava ampliar o apoio da federação à sua pré-candidatura. O senador participou, inclusive, de uma convenção do PP em São Paulo, realizada na segunda-feira (20), que confirmou a candidatura do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado na chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tenta a reeleição.
A presença de Flávio no evento paulista foi articulada por Derrite e foi vista como um gesto de aproximação com a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante a solenidade, integrantes do partido chegaram a fazer referências ao senador como “presidente” e “futuro presidente”.
Apesar da sinalização em São Paulo, a federação optou por não adotar uma posição nacional. A decisão permite que estados definam seus próprios apoios conforme os cenários políticos locais.
Flávio Bolsonaro segue em busca de alianças para fortalecer sua candidatura e ampliar o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão durante a campanha.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (22) que o Brasil não encontrou reciprocidade nas negociações realizadas com os Estados Unidos para tentar evitar a aplicação das novas tarifas sobre produtos brasileiros. Apesar do impasse, o presidente disse que o país continuará buscando um acordo e manterá o diálogo com o governo norte-americano.
“Ninguém vai ganhar do Brasil mentindo. Nós estamos na mesa de negociação, já mandamos vários documentos e propostas, eu pessoalmente fui aos Estados Unidos, ficamos 3 horas discutindo negociação e a gente nunca encontrou reciprocidade na conversa”, afirmou Lula.
Segundo o presidente, a falta de avanço nas tratativas não deve interromper as negociações. Lula declarou que o Brasil seguirá apresentando propostas e que os Estados Unidos precisam justificar a decisão de aplicar a tarifa.
Na semana passada, o governo de Donald Trump confirmou uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. A medida entrou em vigor nesta quarta-feira (22), após uma investigação do governo americano apontar supostas práticas que “oneram ou restringem” o comércio entre os dois países.
Entre os pontos citados pelos Estados Unidos estão o sistema de pagamentos Pix e a regulação de plataformas digitais.
Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, em que anunciou medidas de apoio a empresas afetadas pelo tarifaço, Lula afirmou que o Brasil continuará aberto ao diálogo e buscará novos mercados caso haja impactos nas exportações.
“Não vamos ficar chorando produtos que a gente não vendeu para eles, porque nós vamos procurar outros compradores”, declarou o presidente.
O governo federal anunciou a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas americanas e por impactos relacionados à guerra no Oriente Médio.
Os recursos serão destinados a setores como aço, alumínio, automotivo, madeira, máquinas, fertilizantes, indústria farmacêutica, têxtil e minerais críticos, além de empresas que tiveram exportações para o Golfo Pérsico prejudicadas.
Lula também sancionou uma lei que libera R$ 15 bilhões para ampliar as linhas de crédito do Plano Brasil Soberano, criado para apoiar empresas afetadas por medidas comerciais internacionais.
Outras ações seguem em estudo pelo governo e poderão ser adotadas caso empresas relatem dificuldades para comercializar produtos atingidos pelas novas tarifas.
A Federação Brasil da Esperança (Fé Brasil), composta pelo PT, PV e PCdoB, entrou nesta quarta-feira 22 com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela divulgação de informação falsa sobre as urnas eletrônicas.PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro sobre uRio Grande do Norteas eletrônicas – Agora RNPT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro sobre uRio Grande do Norteas eletrônicas – Agora RN
A ação foi protocolada um dia após o parlamentar, que é pré-candidato à Presidência da República, afirmar que as urnas eletrônicas no Brasil foram produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic, informação que já foi desmentida pelo TSE.
Os advogados da federação solicitaram ao tribunal a aplicação de multa de R$ 30 mil contra o senador, além da determinação para remover postagens que associem a empresa ao sistema eletrônico de votação.
A ação também cita aliados de Flávio Bolsonaro. A federação informou ao TSE que o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), a deputada federal Júlia Zanata (PL-SC) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro propagaram desinformação contra o processo eleitoral em postagens em seus perfis nas redes sociais.
Os parlamentares teriam articulado desinformação contra a integridade do sistema eletrônico de votação brasileiro ao citarem um documento divulgado no dia 10 de julho pelo governo norte-americano para sugerir manipulação nas eleições da Venezuela entre 2004 e 2020.
Segundo os partidos, as conclusões não têm relação com o processo eleitoral brasileiro.
“Não há nenhuma referência ao sistema eleitoral brasileiro. O documento estadunidense e suas conclusões, sejam lá quais forem, não dizem respeito ao Brasil em nenhum aspecto, porém, essa circunstância é deliberadamente omitida ou descontextualizada pelos representados em suas manifestações públicas”, afirmou a federação.
A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.
A apresentadora Ana Maria Braga e integrantes da equipe do programa Mais Você passaram mal após experimentarem uma receita preparada durante a edição desta quarta-feira (22). O episódio foi relatado pela própria apresentadora durante a atração, depois que participantes da degustação começaram a sentir desconforto estomacal.
A receita, uma barra de chocolate feita com óleo de coco e cacau em pó, foi inicialmente aprovada por quem participou da degustação. Pouco tempo depois, no entanto, Ana Maria contou que começou a sentir fortes dores no estômago.
“Para quem não está acostumado a comer óleo de coco, é muito pesado. Eu estou com uma dor de estômago danada”, afirmou a apresentadora.
Juju Massaoka, que também experimentou o doce, comparou o desconforto à sensação de ter um peso no estômago. “Parece que tem um tijolo no meu estômago”, disse.
Ana Maria explicou que normalmente evita alimentos muito gordurosos e avaliou que a quantidade de óleo de coco utilizada na preparação pode ter contribuído para o mal-estar. Segundo ela, o consumo provocou também sensação de enjoo.
“Dá um pouco de ânsia. Eu não estou acostumada a comer gordura, tenho uma certa restrição a muita gordura, não como coisa gordurosa. Uma quantidade dessa, para mim, foi muito”, relatou.
O episódio também virou motivo de brincadeira durante o programa. O personagem Louro Mané comentou que “metade da equipe” estaria no banheiro após experimentar a receita.
Ao final, Ana Maria aproveitou o caso para fazer um alerta aos telespectadores que pretendem preparar o doce em casa. “Estou chamando atenção porque tem gente aqui com dor de barriga. Só para avisar para você tomar cuidado”, afirmou.
As mortes violentas intencionais caíram 8,2% no Brasil em 2025 em relação ao ano anterior. Em contrapartida, sete estados registraram alta no quesito. Os dados são do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) na manhã desta quinta-feira (23).
Durante o ano de 2025, o Brasil registrou 40.775 mortes violentas intencionais. Na categoria estão englobadas vítimas de homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais em serviço e fora. Os números revelam uma taxa de 19,1 mortes por 100 mil habitantes.
Além da queda em relação ao ano de 2024, há também uma redução de 31,0% em comparação com 2012, primeiro ano da série histórica publicada pelo FBSP.
Mesmo com a redução das mortes violentas intencionais, sete unidades da federação registraram aumento na categoria. Elas são: Rio Grande do Norte, Rondônia, Acre, Roraima, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.
Categorias das mortes violentas intencionais
Ao analisarmos os dados por cada tipo criminal, é possível observar que, em 2025, houve 32.914 casos de homicídios dolosos, com uma taxa nacional de 15,4 e uma variação de menos 10% em relação aos números de 2024.
Com isso, o Brasil antecipou em dois anos o cumprimento da meta nacional de redução dos homicídios prevista na Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social para 2027.
Na categoria dos homicídios dolosos estão inseridos os feminicídios. Em 2025, foram registradas 1.571 vítimas. Isso significa uma taxa de 1,4 casos por 100 mil mulheres. Os casos cresceram 4% em relação ao ano anterior.
Algumas subcategorias também apresentaram queda entre os dois últimos anos analisados. Em 2025, foram 807 vítimas de latrocínio, com taxa de 0,4 por 100 mil habitantes, com redução de 17% em relação a 2024. Já os casos de lesão corporal seguida de morte tiveram, em 2025, 659 vítimas, com uma taxa de 0,3 por 100 mil e uma variação de menos 15,2% dos casos em comparação aos dados de 2024.
O fenômeno de redução aparece também nos casos de policiais civis e militares mortos em serviço ou fora de trabalho. No ano passado, foram registradas 139 mortes. Os números apontam para uma taxa de 0,27 casos para cada mil policiais da ativa. Isso implicou em uma variação de -3,5% em relação aos casos de 2024.
Por outro lado, em 2025, os casos de mortes em decorrência de intervenção policial em serviço ou fora totalizaram 6.602 registros. Os registros indicam um aumento de 5,4% em relação ao ano anterior.
As MDIP (mortes em decorrência de intervenção policial) representaram, em 2025, 16,2% de todas as mortes violentas intencionais. Ou seja, cada seis MVI no Brasil foram de autoria de policiais civis e militares.
Perfil das vítimas
O Anuário revela que a violência letal no Brasil tem alvos específicos. Os dados mostram que 90% das vítimas de mortes violentas intencionais são homens. O percentual sobe para 99,3% quando analisadas apenas as mortes decorrentes de intervenção policial.
Além disso, segundo o estudo, a violência é desproporcionalmente racializada. Pessoas negras representam 79,7% das vítimas de MVI e 79,9% das vítimas de homicídio doloso.
A proporção alcança o maior patamar nas mortes decorrentes de intervenção policial, nas quais pessoas negras correspondem a 82,0% das vítimas.
Já no que diz respeito à idade, a concentração de MVI está entre adolescentes, jovens e adultos jovens, especialmente na faixa de 18 a 24 anos.
O grupo apresenta o principal para mortes violentas intencionais, homicídio doloso e mortes decorrentes de intervenção policial. Na última categoria, a participação de pessoas de 18 a 24 anos chega a aproximadamente 36%.
Aumento das MVI em sete estados
Os estados que apresentaram crescimento nas taxas de MVI foram:
Rio Grande do Norte: 19,6%
Rondônia: 7,5%
Acre: 6,3%
Roraima: 5,8%
Distrito Federal: 5,8%
Mato Grosso do Sul: 4,9%
Rio de Janeiro: 2,1%
O Rio Grande do Norte registrou o aumento mais expressivo. Os números foram motivados principalmente pelo salto nos homicídios dolosos, que passaram de 655 em 2024 para 843 em 2025. De acordo com o estudo, os conflitos entre organizações criminosas como Comando Vermelho, Sindicato do Crime e PCC (Primeiro Comando da Capital) elevaram a violência.
Em Rondônia, o principal fato para o aumento dos dados foi a letalidade policial. O número de mortes nessa categoria saltou de apenas 8 ocorrências em 2024 para 47 em 2025, e representa 9,5% do total de mortes violentas intencionais do estado.
No Rio de Janeiro, a motivação para o aumento é a mesma. A letalidade policial, que é historicamente alta, atingiu o patamar de 20,5% de todas as mortes violentas intencionais do estado em 2025. O ano ficou marcado pela “Operação Contenção”, que deixou 122 mortos, sendo 117 civis e outros cinco agentes de segurança.
Cidades mais violentas do Brasil
O Nordeste e o Norte ainda são as regiões com as maiores taxas de mortes violentas intencionais do país (31,6 e 25,3 por 100 mil habitantes), ambas acima da média nacional. Além disso, o Nordeste concentra os 10 municípiosmais violentos do Brasil em 2025.
A Bahia conta com cinco cidades no ranking, o Ceará com três e Pernambuco e Paraíba com um município cada.