Currais Novos registra altos acumulados de chuva com volumes acima de 80mm

Postado em 1 de abril de 2026

A chuva voltou a cair com intensidade nesta terça-feira (31) na região do Seridó, trazendo bons volumes pluviométricos em diversas localidades e renovando a esperança para o homem do campo.

No município de Currais Novos, os registros foram significativos em vários pontos da cidade. Na Rua Dr. Elísio Galvão Filho (bairro Gilberto Pinheiro), foram anotados 82mm. Já na Rua Bernadete Xavier, no Centro, o acumulado chegou a 76mm.

A expectativa é de mais chuvas nesta quarta-feira. O açude Dourado já começou a receber suas primeiras águas de 2026 e nesta terça-feira recebeu 60cm,  reforçando o cenário positivo para a região.

As chuvas são fundamentais para a agricultura e o abastecimento dos reservatórios, especialmente após um período de irregularidade hídrica.

Confira os acumulados em Currais Novos

  • Rua Dr. Elísio Galvão (Gilberto Pinheiro): 82mm
  • Rua Bernadete Xavier (Centro): 76mm
  • Walfredo Galvão (UFRN): 62mm
  • Bairro Dr. José Bezerra: 59,3mm
  • Luiz de França (Dr. Sílvio Bezerra): 77mm
  • Sítio Serrote do Melo: 50mm
  • Fazenda Cacimba das Ovelhas: 35mm 
  • Sítio Malhada de Dentro: 45mm 
  • Sítio Aba da Serra: 41mm
  • Fazenda Tambduá: 35mm
  • Sítio Cacimba de Baixo: 25mm
  • Sítio Ausônio (Mirador): 32mm

TERRA DA XELITA

Lideranças partidárias falam sobre saúde, ações no interior e cobram gestão estadual

Postado em 1 de abril de 2026

Cobranças ao Governo do Estado, ações parlamentares no interior e demandas na área da saúde estiveram entre os principais temas abordados durante o horário destinado às lideranças partidárias na sessão plenária desta terça-feira (31), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

O deputado Luiz Eduardo (PL) utilizou a tribuna para fazer críticas à gestão estadual, com foco em áreas como saúde, segurança e finanças públicas. O parlamentar citou atrasos em repasses, dificuldades no fornecimento de medicamentos e a não execução de emendas parlamentares. “O meu discurso aqui é de cobrança”, afirmou.

Em seguida, o deputado Neilton Diógenes (PP) destacou agendas cumpridas em municípios do interior, com visitas a cidades do Seridó e Trairi. Entre os pontos abordados, ressaltou a implantação de uma unidade do Corpo de Bombeiros em Santa Cruz e ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população. “A política pode promover dignidade, segurança e prestação de serviço”, disse.

O deputado Nelter Queiroz (PSDB) concentrou sua fala em demandas relacionadas à saúde e à infraestrutura, com ênfase em municípios do interior. O parlamentar mencionou a chegada de equipamentos para atendimento médico em Caicó e apresentou solicitações ao Governo do Estado, incluindo melhorias em rodovias e regularização de pagamentos a prestadores de serviço. “É isso que mais o povo deseja no dia a dia”, declarou.

O horário das lideranças na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte é um período regimental das sessões plenárias destinado à manifestação de líderes de bancadas, blocos parlamentares ou partidos. Nesse espaço, os parlamentares tratam de temas relevantes, apresentam cobranças, discutem projetos e expõem posicionamentos políticos, em um momento de debate mais livre e com tempo previamente definido.

Danilo e Endrick brilham em vitória do Brasil sobre a Croácia e provam que podem estar na Copa

Postado em 1 de abril de 2026

Brasil apresentou melhora com novidades que Carlo Ancelotti promoveu e encerrou a Data Fifa, nesta terça-feira, com vitória sobre a Croácia por 3 a 1 em amistoso em Orlando, nos Estados Unidos. O triunfo foi definido com gols de Danilo Santos, um dos que ganhou – e aproveitou – a oportunidade entre os titulares, além de Igor Thiago e Gabriel Martinelli.

Embora não tenha marcado, Endrick merece menção. O jovem astro do Lyon mudou o cenário da partida quando o empate parecia que seria o resultado final. Ele foi acionado por Ancelotti aos 30 minutos e não precisou de muito tempo para mostrar por que merece estar na Copa. Sofreu pênalti que Igor Thiago cobrou e deu a assistência para Martinelli selar a vitória.

Foi um bonito gol de canhota do meio-campista do Botafogo que abriu o caminho para a vitória brasileira no último compromisso antes de ser conhecida a lista dos 26 convocados para a Copa do Mundo. Danilo tem boas chances de estar na relação, bem como o atacante Luiz Henrique, outro que foi titular nesta terça e fez bom jogo.

Ancelotti avisou que Endrick “é o futuro” da seleção, o atacante de 20 anos está disposto a mostrar que é também o presente. Não fosse ele, que fez em 20 minutos mais que o titular João Pedro, talvez o Brasil tivesse amargado o empate.

Não foi um primor o desempenho apresentado pela seleção em no Camping World Stadium, mas foi consideravelmente melhor do que havia mostrado na derrota para a França há quatro dias.

O meio de campo funcionou e o jogo fluiu melhor com Danilo ao lado de Casemiro e Matheus Cunha inspirado. O esquema de quatro atacantes se repetiu. A diferença é que Cunha, atuando como um armador, encontrou espaços para acionar seus colegas de ataque.

Foi do atacante do Manchester United a enfiada que achou Vini Jr livre na ponta esquerda. O camisa 10 achou Danilo sozinho, na entrada área. O meio-campista balançou a rede com um bonito chute perto do ângulo.

Casemiro, João Pedro e Cunha também tiveram chances para marcar. Os croatas pouco fizeram. Bento trabalhou apenas uma vez, em finalização de Vuskovic.

O Brasil ‘cozinhou’ o jogo na etapa final. Pouco fez ofensivamente, mas também pouco sofreu na retaguarda. O problema é que, com essa postura, correu risco e, em um dos raros ataques croatas, levou o empate perto do fim.

O gol de Majer foi fruto de erro coletivo da defesa brasileira, que deixou Fruk lançar Majer em profundidade. Bento, Marquinho e Danilo Luiz, este que acabara de entrar, bateram cabeça e o croata cutucou para rede.

O gol foi aos 38. Parecia que sofreria mais uma vez diante do algoz da última Copa do Mundo. Só que Endrick, que ganhou de Ancelotti a chance de jogar pouco mais de 15 minutos, mostrou porque é, mesmo, iluminado. O astro do Lyon descolou um pênalti no lance seguinte e deixou Igor Thiago bater. O centroavante converteu. No acréscimo, Endrick reapareceu para servir Martinelli, que fechou o placar em Orlando.

Estadão Conteúdo

Marinho critica “excesso de experiência” de Lula e governos do PT

Postado em 1 de abril de 2026

O coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou em entrevista à CNN Brasil o que ele chamou de “excesso de experiência” de Lula e governos do PT.

“Lula pode dizer que é o mais experiente, há 40 anos nessa, essa experiência não nos trouxe bons frutos, é uma pessoa deletéria, requentado de outros governos do PT, e nem por isso é uma ação positiva”, disse Marinho. “Nós vamos lutar para tirar esse excesso de experiência do poder”, concluído o senador.

Marinho também afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pratica uma “política irresponsável e eleitoreira” em relação ao cenário fiscal brasileiro.

Segundo ele, a política fiscal implementada desde 2023 causou “repúdio” ao presidente Lula por parte da população mais pobre. Ele afirma que em 2022, sob a gestão de Jair Bolsonaro (PL), o poder de compra era “muito mais relevante do que agora”.

“Não é por acaso uma grande aversão de um repúdio ao presidente Lula, nas regiões como Nordeste, se sentiram enganadas pela metáfora da cervejinha e picanha”, disse Marinho.

O senador também criticou os aumentos de tributos durante a gestão de Fernando Haddad (PT) no Ministério da Fazenda. Segundo ele, a população dará uma resposta nas urnas durante as eleições de outubro.

A CNN procurou o Palácio do Planalto para comentar o assunto e aguarda retorno.

CNN

Famílias do RN comprometem 76,9% da renda mesmo com alta nos ganhos

Postado em 1 de abril de 2026

O comprometimento médio da renda das famílias do Rio Grande do Norte foi de 76,9% entre 2022 e 2025, segundo levantamento da Serasa Experian. No período, o indicador apresentou queda gradual, passando de 77,9% em 2022 para 76,3% em 2025. A trajetória de redução pode ser observada ao longo dos anos: 77,9% (2022), 77,1% (2023), 76,6% (2024) e 76,3% (2025). Com os resultados, o Rio Grande do Norte permanece abaixo da média do Nordeste, região que tem 78% da renda comprometida, segundo a Serasa.

A renda média no estado registrou crescimento gradual, saindo de R$ 2.868 em 2022 para R$ 2.969 em 2025. Entretanto, essa elevação não foi suficiente para aliviar de forma significativa o orçamento das famílias.


“Mesmo com o aumento da renda média desde 2022, os dados mostram que as despesas financeiras evoluíram praticamente no mesmo ritmo, o que manteve o comprometimento em patamares elevados. Isso indica que o ganho de renda não se traduziu, necessariamente, em maior folga no orçamento das famílias”, analisa Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian.


De acordo com a Serasa, o indicador utilizado no estudo considera um conjunto amplo de despesas, incluindo gastos básicos e financeiros, como contas de consumo, crédito e outras obrigações recorrentes. “O que significa que, embora a renda tenha crescido, a estrutura de gastos das famílias permaneceu pressionada, limitando a recomposição da margem disponível no orçamento”, acrescentou Abdelmalack.

O Nordeste está entre as regiões com maior pressão no orçamento das famílias, com cerca de 78% da renda comprometida. Em seguida aparece o Centro-Oeste, com 74,7%. Já o Sudeste (72,7%) e o Sul registram os menores níveis, indicando maior fôlego relativo no orçamento das casas.


O comprometimento de renda indica a porcentagem da receita mensal destinada ao pagamento de dívidas e despesas fixas, como aluguel, empréstimos, parcelas de financiamentos e contas essenciais. Quanto maior esse percentual, menor a margem para gastos supérfluos ou poupança, impactando a capacidade das famílias de lidar com imprevistos e manter equilíbrio financeiro.


No RN, onde a renda média é mais baixa em comparação a outras regiões do país, as famílias acabam destinando uma parcela maior dos ganhos para despesas básicas e financeiras. “O peso relativo das despesas tende a ser maior em relação à renda disponível”, aponta a economista-chefe da Serasa Experian.

Essa diferença também se reflete na renda média. O Sudeste lidera, com R$ 4.448, seguido pelo Sul (R$ 4.308) e pelo Centro-Oeste (R$ 4.296). Já o Norte tem renda média de R$ 3.018, enquanto o Nordeste apresenta o menor valor do país, com R$ 2.821 — uma diferença de R$1.627 em relação à maior média regional.


Mesmo com a melhora da renda média nos últimos anos, especialistas alertam que o percentual do RN ainda é alto. Na prática, isso dificulta lidar com imprevistos, planejar compras maiores e até acessar crédito em condições mais favoráveis.

NE tem menor renda per capita do País

Para o economista Helder Cavalcanti, o maior comprometimento da renda é resultado de fatores estruturais históricos e sociais. “A região (Nordeste) apresenta, em média, menor renda per capita e maior informalidade no mercado de trabalho, o que torna a renda mais instável. Além disso, os gastos com itens essenciais consomem uma parcela maior do orçamento, deixando pouca margem para ajuste”, comenta.
Apesar do avanço da renda nos últimos anos, o alívio financeiro não ocorreu na mesma proporção. Segundo o economista, isso se deve a uma combinação de fatores econômicos e comportamentais.


“Do ponto de vista econômico, a inflação — especialmente em itens essenciais como alimentos, energia e serviços — reduziu o ganho real. Ao mesmo tempo, a ampliação do crédito facilitou o consumo imediato, na grande maioria das vezes sem o mínimo planejamento”, pondera Cavalcanti.


Ele também destaca o chamado “efeito adaptação”, em que o aumento da renda é rapidamente incorporado ao padrão de consumo. “Ao ganhar mais, o indivíduo rapidamente ajusta seu padrão de consumo, incorporando novos gastos como se fossem indispensáveis. Soma-se a isso o viés do presente, que leva à priorização do consumo imediato em detrimento da saúde financeira futura”, pondera.


No curto prazo, o aumento do consumo sustentado por crédito pode dar a impressão de dinamismo econômico. “No entanto, esse movimento tende a ser insustentável. O endividamento e a inadimplência reduz a capacidade de consumo futuro das famílias, que passam a direcionar renda para o pagamento de dívidas”, disse Helder Cavalcanti.

Outro ponto relevante é a expansão recente do crédito entre a população de menor renda, muitas vezes utilizada para consumo básico e não para investimento, o que aumenta a vulnerabilidade financeira. Do ponto de vista comportamental, a chamada “mentalidade de escassez” leva a decisões mais focadas no curto prazo, dificultando o planejamento.

Organização financeira


A recuperação do equilíbrio financeiro depende menos do aumento da renda e mais de organização e disciplina, segundo o economista Helder Cavalcanti. Entre as recomendações, estão estabelecer um limite de gastos — o ideal é entre 70% e 80% da renda —, priorizar a quitação de dívidas com juros elevados, como o cartão de crédito, e evitar compras por impulso, avaliando a real necessidade antes de consumir. Também é importante criar o hábito de poupar regularmente, mesmo que com valores pequenos.

“É fundamental envolver toda a família na gestão financeira, promovendo transparência e responsabilidade compartilhada. Além disso, mecanismos práticos, como a automatização da poupança e a redução do acesso fácil ao crédito ajudam a evitar decisões impulsivas”, conclui Helder Cavalcanti.

TRIBUNA DO NORTE

Carlos Eduardo se filia ao União Brasil e pode disputar Senado ou Assembleia

Postado em 1 de abril de 2026

Após passar quase três anos no PSD, o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves se filiou ao União Brasil e pode ser candidato ao Senado na chapa encabeçada pela candidatura do ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União) ao Governo do Estado.

A informação foi confirmada ao AGORA RN nesta terça-feira 31 pelo presidente estadual da sigla, ex-senador José Agripino Maia. “Procede. Uma alternativa que reputo exitosa, que reputo digna de apreciação”, disse Agripino, sobre a possibilidade de o ex-prefeito de Natal concorrer ao Senado.

Em 2026, serão eleitos dois senadores por estado. Até agora, porém, a chapa encabeçada pelo União Brasil só apresentou a candidatura à reeleição da senadora Zenaide Maia (PSD) — de modo que resta uma vaga em aberto.

A filiação, segundo Agripino, ocorreu dias atrás. Depois de assinar a ficha do União Brasil, Carlos Eduardo seguiu para viagem de férias ao exterior.

Ao AGORA RN, Agripino afirmou que o ex-prefeito de Natal é cogitado para o Senado, mas pode ser também candidato a deputado estadual. “Ele tem as conveniências dele, mas deixou a ficha assinada, porque, em qualquer circunstância, mostra que ele pretende estar próximo do nosso grupo”, afirmou o ex-senador.

Carlos Eduardo está sem mandato desde 2018, quando renunciou à Prefeitura do Natal para concorrer ao Governo do Estado. Naquele ano, foi derrotado por Fátima Bezerra (PT). Quatro anos depois, ele foi candidato ao Senado pelo PDT, com apoio do PT, e ficou em 2º lugar, perdendo para Rogério Marinho (PL). Em 2024, já filiado ao PSD, ele foi candidato à Prefeitura do Natal. Terminou a disputa em 3º lugar, ficando fora do segundo turno.

O nome do ex-prefeito de Natal voltou a ser especulado para o Senado diante da negativa do empresário Flávio Rocha, que chegou a ser sondado. “Conversei com Flávio há quatro semanas, depois mais não. Somos amigos, ele disse das conveniências dele e eu não insisti”, declarou Agripino.

Líder do União Brasil no RN, José Agripino está em Brasília para uma série de reuniões com a direção nacional da legenda. O ex-senador esteve com o presidente nacional do partido, Antônio Rueda, para discutir a construção das chapas para deputado estadual e federal e para tratar do repasse de verbas para o diretório potiguar. Allyson Bezerra acompanha a agenda.

AGORA RN

RN tem 2º pior resultado do País na geração de empregos em fevereiro

Postado em 1 de abril de 2026

O Rio Grande do Norte foi o segundo estado com maior perda de postos de trabalho formais em fevereiro de 2026, com saldo de -2.221 empregos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados nesta terça-feira (31). O resultado representa uma queda de 184% em relação a fevereiro de 2025, quando o RN havia criado 2.638 novas vagas, indicando uma reversão no mercado de trabalho, que passou de geração para fechamento de vagas.

Apenas três estados tiveram saldo negativo na geração de emprego em fevereiro deste ano: RN, Alagoas (-3.023) e Paraíba (-1.186). O saldo registrado no RN em fevereiro foi resultado de 19.084 admissões e 21.305 desligamentos.


Três dos cinco grupamentos de atividades econômicas tiveram resultado negativo no estado em fevereiro de 2026: agropecuária (-2.152), indústria (-1.012) e construção (-92). Por outro lado, os outros dois setores evitaram um resultado ainda pior: comércio criou 175 novas vagas, e serviços registrou saldo positivo de 861 postos de trabalho.


O resultado do RN na geração de empregos em fevereiro de 2026 contrasta significativamente com o do mesmo mês do ano passado, quando o saldo potiguar foi positivo, com geração de 2.638 vagas (23.044 admissões e 20.406 desligamentos) e desempenho positivo em três setores, com destaque para o de Serviços, que terminou o mês com um saldo de 2.489 vagas. Na sequência, vêm Construção (733) e Comércio (586). Os setores de Indústria e Agricultura apresentaram saldo negativo, com menos 122 e 1.048 vagas, respectivamente.

O salário médio real de admissão no estado em fevereiro de 2026 foi de R$ 2.010,22. O saldo de empregos formais no RN foi positivo no mês de janeiro passado, com criação de 1.281 vagas. Nesse caso, a queda no saldo de empregos foi de 273% entre janeiro e fevereiro de 2026, com o mercado passando de geração para fechamento de vagas. No acumulado do ano, o saldo também é negativo (-940), com 40.143 admissões e 41.083 desligamentos.


Os dados foram divulgados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. O Brasil teve um mês de fevereiro positivo, com 255.321 novas vagas de trabalho com carteira assinada. A criação de empregos caiu 42% em comparação a fevereiro do ano passado (440.432), pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia.

Sedec: Resultado do RN é movimento conjuntural


Na avaliação da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec-RN), os dados refletem “um movimento conjuntural que acompanha oscilações típicas do início do ano em determinados segmentos produtivos”.


“Esse comportamento é historicamente observado após o período de maior dinamismo econômico do fim de ano, quando parte das atividades realiza ajustes sazonais em seus quadros, especialmente nos setores industrial e agropecuário, que apresentaram retração no período”, diz a pasta.


Ainda segundo a Sedec-RN, no caso da agropecuária, o resultado reflete a dinâmica própria dos ciclos produtivos. Há menos contratações entre etapas da safra, sendo o fenômeno recorrente e esperado.

TRIBUNA DO NORTE

Governo do RN convoca mais de 150 profissionais de saúde aprovados em concurso

Postado em 1 de abril de 2026

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte, convocou nesta terça-feira 31, 158 profissionais de saúde aprovados no concurso de 2025. A publicação ocorreu em edição extra do Diário Oficial do Estado.

Os novos servidores vão atuar no Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes, em Natal, e no Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró. Em Natal, foram convocados 14 técnicos em enfermagem, 3 fonoaudiólogos, 7 fisioterapeutas, 8 enfermeiros, 7 pediatras, 3 neonatologistas e 4 intensivistas (2 neonatal e 2 pediátricos), totalizando 46 profissionais. Em Mossoró, foram chamados 10 fisioterapeutas, 15 enfermeiros, 24 técnicos em farmácia, 56 técnicos em enfermagem e 7 profissionais de dietética e nutrição, somando 112 servidores.

A Sesap informou que os profissionais contribuirão para a recomposição das equipes assistenciais, ampliando a capacidade de atendimento e fortalecendo a assistência nas unidades.

Com esta convocação, já são 2.046 profissionais chamados desde a homologação do concurso, em agosto de 2025. Apenas em dezembro do ano passado, foram realizadas 1.888 convocações.

AGORA RN

Argentina classifica Guarda Revolucionária do Irã como organização terrorista

Postado em 1 de abril de 2026

Argentina classificou a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) como organização terrorista. O anúncio foi feito pelo gabinete do presidente Javier Milei na noite de terça-feira (31), em meio à guerra dos Estados Unidos e Israel, aliados de Buenos Aires, contra o Irã.

O governo atribuiu a medida ao apoio da IRGC ao Hezbollah, grupo paramilitar com sede no Líbano, dizendo que o país foi vítima de dois atentados realizados pelo grupo, na década de 1990. Um deles envolveu um carro-bomba, que destruiu a Embaixada do Estado de Israel em Buenos Aires e deixou 29 mortos, e outro demoliu a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), matando 85 pessoas.

“As investigações judiciais e os trabalhos de inteligência determinaram que ambos os ataques foram planejados, financiados e executados com participação direta de altos funcionários do regime iraniano e de agentes da Guarda Revolucionária. Em virtude disso, a Justiça argentina emitiu alertas vermelhos da Interpol contra vários cidadãos iranianos”, disse o gabinete presidencial.

Agora, ao classificar a IRGC como grupo terrorista, o governo fica autorizado a aplicar sanções financeiras e restrições operacionais contra os militares. O objetivo é limitar a capacidade de atuação do grupo no país, bem como proteger o sistema financeiro argentino de ser utilizado para fins ilícitos.

“O presidente Javier Milei espera que essa decisão quite uma dívida histórica de mais de 30 anos com os familiares das vítimas e reafirma seu compromisso com o combate ao crime organizado e ao terrorismo. Este governo está determinado a que a República Argentina volte a se alinhar com a civilização ocidental, ao mesmo tempo em que condena e combate de forma direta aqueles que buscam destruí-la”, afirmou o gabinete.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

O Irã foi alvo de um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no 28 de fevereiro. O bombardeio, que deixou mais de 500 mortos, ocorreu em meio às negociações de Teerã com Washington sobre um novo acordo nuclear.

Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.

Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.

Agora, em seu segundo mandato, Trump vinha pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

Dias antes do ataque, representantes iranianos e norte-americanos se encontram na Suíça para debater um novo acordo nuclear. Eles haviam classificado o encontro como positivo, dizendo que o próximo passo envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Na manhã de sábado, no entanto, Trump acusou o Irã de “voltar a perseguir suas ambições nucleares”, mesmo após os ataques de 2025, resultando em novos bombardeios, desta vez em parceria com Israel. Em retaliação aos ataques, Teerã lançou mísseis contra Israel e atacou bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Um ataque direto aos Estados Unidos também foi prometido pelos iranianos.

O conflito se expandiu após o Hezbollah, aliado do Irã, lançar mísseis contra Israel, que respondeu atacando alvos em todo o Líbano, país onde o grupo é dominante. Além disso, drones iranianos atingiram bases militares europeias no Oriente Médio. A ação resultou em um comunicado conjunto entre França, Alemanha e Reino Unido, que sugeriram a possibilidade de entrar no conflito para “a defesa de seus interesses e de seus aliados”.

As hostilidades entre Irã e Estados Unidos escalaram para o Estreito de Ormuz. Situada entre o Irã e Omã, a região é um ponto estratégico por ser a principal rota de saída para cerca de 20% do petróleo mundial. Por esse motivo, confrontos militares na região levantam sérias preocupações sobre a segurança energética e a estabilidade do mercado global de petróleo, o que pressiona a economia.

SBT

Estatais federais têm déficit de R$ 4,16 bilhões no início de 2026, maior da série histórica

Postado em 1 de abril de 2026

As estatais federais registraram déficit de R$ 4,16 bilhões no primeiro bimestre de 2026, segundo dados do Banco Central do Brasil. O resultado é o pior para o período desde o início da série histórica, em 2002.

O valor supera o maior resultado negativo já registrado para o mesmo intervalo, observado em 2024, quando o déficit foi de R$ 1,36 bilhão.

O levantamento não inclui empresas como Petrobras, Caixa Econômica Federal, BNDES e Banco do Brasil. Por outro lado, considera companhias como Correios, Infraero, Serpro e Dataprev.

O desempenho negativo ocorre em um cenário de dificuldades financeiras nos Correios. Em dezembro, a estatal contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a cinco bancos, entre eles a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, com o objetivo de financiar capital de giro e viabilizar investimentos.

Até setembro do ano passado, os Correios acumulavam prejuízo de R$ 6 bilhões, valor próximo ao triplo do registrado no mesmo período anterior, quando o resultado negativo foi de R$ 2,1 bilhões.

Os dados fazem parte do relatório “Estatísticas Fiscais”, divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira. O documento também aponta que o setor público consolidado — que reúne União, estados, municípios e estatais — teve déficit de R$ 16,4 bilhões em fevereiro de 2026.

No acumulado de 12 meses, o setor público consolidado registra resultado negativo de R$ 52,8 bilhões.

Já a Dívida Bruta do Governo Geral, que engloba o governo federal, o Instituto Nacional do Seguro Social e os governos estaduais e municipais, alcançou 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 10,2 trilhões.

AGORA RN

Para Hermano, Fátima “deixou a desejar” no 2º mandato e RN “está a caminho da insolvência”

Postado em 1 de abril de 2026

Indicado a vice na chapa do pré-candidato Allyson Bezerra (União), o deputado estadual Hermano Morais (MDB) afirmou que o Rio Grande do Norte está “a caminho a insolvência [situação onde a dívida supera a renda]”.

A declaração dada em entrevista ao Repórter 98, da 98 FM, surgiu após ser questionado a respeito da atuação da governadora Fátima Bezerra (PT) que, segundo ele, “no segundo mandato deixou a desejar” e citou o fato de ter conseguido aumentar a receita, mas também elevou as despesas.

Morais disse que conversou com a governadora e o então secretário da Fazenda Cadu Xavier a respeito da preocupação com as contas públicas. Na avaliação do parlamentar, o governo não conseguiu conter o crescimento da despesa e destacou a importância de uma “reorganização financeira e administrativa”.

Indicado a vice na chapa de Allyson Bezerra, o deputado citou a importância em “dialogar com quem tem orçamento próprio e mostrar a realidade do Executivo”.

Ele disse que a ideia é elaborar um programa de governo chamado “RN do futuro” que é formado por um grupo de pessoas de “diversos segmentos da sociedade”. “Queremos uma campanha propositiva com uma visão de planejamento estratégico”, explicou.

Questionado a respeito de qual será o candidato que vai apoiar na disputa pela Presidência da República, Hermano foi cauteloso ao dizer que vai “aguadar posição do partido”. “Sou filiado ao MDB, que está ao centro e não definiu candidatura. Mas vamos seguir a linha do partido”, concluiu.

98FM

Memória política de Currais Novos: foto rara de campanha é resgatada nas redes sociais

Postado em 31 de março de 2026

Uma imagem histórica voltou a circular e chamou a atenção nas redes sociais ao resgatar parte da trajetória política de Currais Novos. A fotografia, considerada rara, foi compartilhada por Dona Leonor Guimarães e mostra uma antiga campanha eleitoral no município.

No registro, aparecem Geraldo Gomes e Mariano Guimarães como candidatos a prefeito e vice-prefeito. A chapa era apoiada por nomes de destaque da política da época, como Agenor Maria (senador), Henrique Alves (deputado federal) e Padre Cortez (deputado estadual).

Com o slogan “Unidos para a Vitória”, o material reforça a importância de preservar a memória política local, trazendo à tona personagens e momentos que ajudaram a construir a história de Currais Novos.

Casos de antissemitismo crescem 150% no Brasil entre 2022 e 2025

Postado em 31 de março de 2026

O número de casos de antissemitismo no Brasil registrou aumento de 150% entre 2022 e 2025, segundo levantamento divulgado pela Confederação Israelita do Brasil (Conib). Apesar de uma leve redução em relação ao pico observado em 2024, o cenário permanece elevado e é considerado motivo de preocupação pelas entidades responsáveis pelo monitoramento.

De acordo com os dados, foram contabilizadas cerca de mil ocorrências em 2025. A maior parte dos episódios ocorre no ambiente digital, que concentra aproximadamente 80% dos registros. Redes sociais, fóruns e aplicativos de mensagens aparecem como os principais meios de disseminação de conteúdos antissemitas.

O levantamento também indica crescimento na intensidade e na frequência das manifestações. Em 2025, foram identificados mais de 115 mil conteúdos com teor antissemita, com alcance estimado de dezenas de milhões de pessoas. A difusão dessas mensagens tem se ampliado, especialmente em plataformas com menor moderação.

A pesquisa revela ainda impactos diretos na rotina da comunidade judaica. Entre os entrevistados, 86% consideram o antissemitismo um problema real no Brasil, enquanto 22% afirmam já ter deixado de se identificar como judeus em determinadas situações por medo de sofrer discriminação ou violência.

Relatos apontam mudanças de comportamento no cotidiano, como evitar o uso de símbolos religiosos e culturais em público. O receio de agressões, tanto verbais quanto físicas, tem levado parte da população a adotar medidas de autoproteção.

No ambiente educacional, escolas e universidades aparecem como espaços recorrentes de manifestações antissemitas, apontados por 75% dos entrevistados. O cenário também se reflete no mercado de trabalho, onde parte dos profissionais relata episódios de discriminação direta ou indireta.

O estudo destaca ainda que metade dos entrevistados afirma ter contato com conteúdos antissemitas diariamente ou com frequência elevada. Ao mesmo tempo, cresce a migração desse tipo de material para espaços digitais menos regulados, o que dificulta a identificação e a responsabilização dos autores.

Especialistas apontam que o aumento dos casos está relacionado a fatores diversos, incluindo a polarização política, a disseminação de desinformação e o impacto de conflitos internacionais. Episódios recentes envolvendo tensões no Oriente Médio são citados como elementos que influenciam a ampliação desse tipo de discurso.

Outro ponto de debate envolve os limites entre liberdade de expressão e discurso de ódio. Entidades reforçam a necessidade de diferenciar críticas legítimas de manifestações discriminatórias, especialmente em contextos sensíveis.

Para especialistas e representantes da comunidade judaica, o enfrentamento do antissemitismo passa por ações integradas que envolvem educação, políticas públicas e monitoramento do ambiente digital. A ampliação do debate e o fortalecimento de mecanismos de denúncia são apontados como caminhos para conter o avanço do problema.

O cenário atual, segundo as entidades, reforça a necessidade de atenção contínua e de medidas que garantam a segurança e o respeito à diversidade religiosa e cultural no país.

Por O Correio de Hoje

Governo envia ao Senado indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal

Postado em 31 de março de 2026

O governo Lula (PT) deve encaminhar nesta terça-feira 31 ao Senado a formalização da indicação de Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), para o Supremo Tribunal Federal (STF). O nome havia sido anunciado há mais de quatro meses, em 20 de novembro.

O envio ocorre após um período de negociações entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que demonstrava resistência à escolha. O senador defendia inicialmente o nome do ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Apesar do anúncio antecipado, o governo optou por adiar o envio oficial para ganhar tempo na articulação política e tentar reduzir resistências antes da sabatina. Com a formalização, o processo de análise da indicação passa a tramitar no Senado.

A expectativa do Planalto é de que o cenário seja mais favorável após as conversas mantidas com Alcolumbre nos últimos meses. Ainda assim, aliados do presidente do Senado avaliam que a resistência ao nome de Messias aumentou, especialmente com o avanço das investigações relacionadas ao caso do Banco Master, que envolvem integrantes do centrão.

Nos bastidores, ministros do STF atuaram em apoio à indicação, incluindo André Mendonça e Kassio Nunes Marques, indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, além de Gilmar Mendes e Cristiano Zanin.

Alcolumbre chegou a criticar a demora no envio formal da indicação, já que, sem esse passo, o Senado não pode iniciar a tramitação. O intervalo também permitiu que Messias intensificasse articulações em busca de apoio entre os parlamentares.

Para ser aprovado, o nome precisa do voto favorável de pelo menos 41 dos 81 senadores, em votação secreta. A indicação gerou tensão entre Executivo e Legislativo, com a possibilidade de reação do Senado em pautas de interesse do governo.

Por O Correio de Hoje

Avanço da Petrobras no Rio Grande do Norte é incerto, diz ex-presidente Jean Paul Prates

Postado em 31 de março de 2026

O anúncio da Petrobras sobre a retomada da perfuração de poços na Bacia Potiguar reacendeu expectativas sobre um novo ciclo econômico no Rio Grande do Norte. Mas, na avaliação do ex-presidente da estatal e ex-senador Jean Paul Prates, os efeitos desse movimento ainda dependem de fatores técnicos e estruturais que não estão garantidos no curto prazo.

Em entrevista a O CORREIO DE HOJE, Prates afirmou que os investimentos não representam uma mudança repentina, mas a continuidade de um processo iniciado anteriormente. “Esses investimentos anunciados pela Petrobras para o Rio Grande do Norte não surgiram agora nem são uma reação direta à conjuntura internacional. Projetos dessa natureza são estruturados ao longo de anos, com base em estudos geológicos, planejamento estratégico e decisões de portfólio”, disse.

Segundo ele, durante sua gestão à frente da Petrobras, já havia sido iniciada uma retomada concreta da presença da companhia no Estado. “Nós já havíamos retomado de forma concreta a presença da companhia no Estado. Realizamos a perfuração de poços importantes, como Anhangá e Pitu Oeste, reativando a atividade exploratória na Bacia Potiguar. Trouxemos de volta protagonismo para o Rio Grande do Norte dentro da estrutura da empresa”, afirmou.

Esse movimento incluiu, ainda, a reestruturação da atuação da estatal no território potiguar. Prates destacou a reinstalação de um polo operacional em Natal, com a criação de um campus regional da Universidade Petrobras, além da centralização do monitoramento ambiental da Margem Equatorial e da coordenação de projetos ligados à energia offshore. “Estruturamos uma base que integra óleo, gás e renováveis”, resumiu.

Para o ex-presidente, o anúncio recente dialoga diretamente com esse processo anterior. “Os investimentos agora anunciados representam, na prática, a continuidade de uma estratégia que já vinha sendo construída, e que posiciona o Estado como um polo relevante tanto na exploração de petróleo quanto na transição energética”, disse.

Prates também fez questão de diferenciar os componentes do pacote de investimentos. Segundo ele, nem todas as ações têm o mesmo potencial econômico. “O arrasamento de poços é uma obrigação regulatória, necessária para o encerramento responsável de campos maduros. Já a perfuração em maiores profundidades é o que efetivamente pode gerar nova produção e abrir uma nova fronteira para o Estado”, explicou.

No campo das expectativas, o ex-presidente adotou um tom cauteloso. Ele reconheceu o potencial de expansão, mas alertou para a necessidade de confirmação técnica. “A possibilidade de produção na casa de 100 mil barris por dia é compatível com projetos bem-sucedidos, mas depende da confirmação das reservas. Pode ser maior ou menor, conforme os resultados exploratórios”, afirmou.

A estimativa de crescimento de até 30% do Produto Interno Bruto do Estado, mencionada por integrantes do governo, também foi relativizada. “São cenários otimistas, que exigem escala, continuidade de investimentos e forte encadeamento produtivo local”, disse.

Prates ressaltou que, neste momento, a exploração ainda está em fase inicial, sem volumes certificados de reservas. “No caso da Margem Equatorial e da Bacia Potiguar em águas profundas, ainda estamos em fase exploratória ou pré-delimitação. Isso significa que não há, neste momento, volumes certificados de reservas recuperáveis divulgados publicamente”, explicou.

Segundo ele, números mais precisos só poderão ser definidos após novas etapas técnicas. “Qualquer número depende da perfuração de poços adicionais, testes de formação e posterior declaração de comercialidade”, disse.

No caso da produção, o patamar de 100 mil barris por dia é considerado uma referência possível, mas não garantida. “Esse nível de produção colocaria o Rio Grande do Norte novamente como um player relevante no cenário nacional. Pode ser maior, caso haja múltiplos campos, ou menor, se os reservatórios forem mais modestos”, afirmou.

Sobre geração de empregos, Prates destacou que o impacto tende a ser mais amplo na cadeia indireta do que na operação direta. “Empregos diretos na perfuração offshore são limitados, mas altamente qualificados. O maior efeito vem dos empregos indiretos e induzidos, na cadeia de serviços, logística, manutenção, transporte e apoio operacional”, disse. Segundo ele, projetos desse porte costumam gerar “alguns milhares de empregos ao longo da fase de implantação” e depois “algumas centenas a poucos milhares na fase operacional contínua”.

Mesmo diante desse potencial, o ex-presidente reforçou que os efeitos não são automáticos. “O que se pode afirmar com segurança é que, se esses projetos se consolidarem, haverá geração de empregos, aumento de arrecadação via royalties, dinamização da cadeia de fornecedores e potencial atração de novos investimentos. Mas isso não ocorre automaticamente”, afirmou.

Ele destacou que o aproveitamento dos benefícios depende da capacidade local. “O Estado precisa estar preparado para capturar esse valor, com qualificação de mão de obra, infraestrutura e políticas de desenvolvimento bem direcionadas”, disse.

Outro ponto levantado por Prates é que o crescimento do PIB não necessariamente se traduz em melhoria proporcional na renda da população. “Um aumento expressivo do PIB pode ocorrer ao longo de alguns anos, mas isso não significa automaticamente distribuição de renda, caso não haja políticas associadas”, observou.

Ao final, o ex-presidente da Petrobras sintetizou o momento como uma oportunidade em construção, e não como resultado consolidado. “Não se trata de um movimento pontual. Trata-se da continuidade de uma estratégia que recolocou o Rio Grande do Norte no mapa energético do país, agora com a oportunidade de avançar ainda mais, combinando petróleo, gás e novas energias dentro de uma visão integrada”, afirmou.

Por O Correio de Hoje