Toffoli derruba sigilo dos depoimentos do caso Master

Postado em 30 de janeiro de 2026

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli derrubou o sigilo dos depoimentos e da acareação realizados no caso Master, em 30 de dezembro do ano passado.

Em despacho assinado na noite desta quarta-feira (29/1), o relator autorizou a publicidade dos vídeos dos depoimentos e da acareação no inquérito, mantendo sob sigilo o restante da investigação até manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na ocasião, foram ouvidos o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa; o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro e o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino.

96FM

Estudo espanhol alcança eliminação total de câncer de pâncreas em cobaias

Postado em 30 de janeiro de 2026

A oncologia mundial observa com otimismo os resultados publicados recentemente na revista científica PNAS. Sob a liderança de Mariano Barbacid, pesquisador da Fundação Cris Contra el Câncer, uma equipe de cientistas espanhóis conseguiu o que parecia impossível em laboratório: a erradicação completa do adenocarcinoma ductal pancreático — o tipo mais comum e letal do câncer de pâncreas — em modelos animais.

Trata-se da primeira vez que uma cura total e duradoura é registrada em modelos experimentais para este tipo específico de tumor, conhecido por sua agressividade e resistência a tratamentos convencionais.

O diferencial da pesquisa de Mariano Barbacid não reside na descoberta de novos compostos, mas na combinação estratégica de alvos já conhecidos.

O estudo atacou simultaneamente três pilares que sustentam a vida do tumor: oncogene KRAS, o motor genético que impulsiona o crescimento desenfreado das células; proteína EGFR, responsável pela proliferação celular; e proteína STAT3, um dos principais escudos de resistência do tumor contra terapias.

“O segredo está na ação conjunta. Ao bloquear esses três mecanismos ao mesmo tempo, as células cancerígenas perdem sua capacidade de adaptação e sobrevivência”, aponta o relatório do estudo.

A eficácia foi testada inclusive em modelos PDX (Patient-Derived Xenografts), em que o tumor é cultivado a partir de tecidos reais de pacientes humanos. Os resultados foram contundentes:

  • Remissão total: eliminação completa dos tumores nas cobaias
  • Efeito prolongado: mais de 200 dias após o fim do tratamento, os animais continuavam livres da doença.
  • Segurança: a terapia apresentou baixa toxicidade, sem efeitos colaterais graves, um obstáculo comum em tratamentos agressivos.

O que isso muda na prática?
Embora Mariano Barbacid reforce que o sucesso em camundongos não garante o mesmo resultado em humanos, a descoberta altera o paradigma do tratamento. O câncer de pâncreas é famoso por ser diagnosticado tardiamente e por “vencer” tratamentos isolados. A nova abordagem sugere que o caminho para a cura pode ser um ataque coordenado e multirecional.

Caso os testes clínicos confirmem essa eficácia em humanos, essa pode ser a maior virada na história do tratamento desta neoplasia em décadas.

ESTADO DE MINAS

Dono do Banco Master pagou R$ 67,5 mi em projeto eólico de Fabio Faria

Postado em 30 de janeiro de 2026

Uma empresa vinculada ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, comprou 90% de um projeto de energia eólica de Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro, localizado no Rio Grande do Norte.

A negociação ocorreu em fevereiro de 2024, pouco mais de um ano depois de Faria deixar o cargo, e incluiu como parte do pagamento um apartamento avaliado em R$ 50 milhões, em São Paulo, que foi revendido meses depois por R$ 54 milhões.

Pela legislação, um ex-ministro é considerado pessoa politicamente exposta (PEP) até cinco anos após sair do cargo. A negociação entre Vorcaro e Faria não configura ilegalidade, mas impõe padrão mais alto de transparência, conforme resolução do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que determina “especial atenção” a operações financeiras nesses casos. Em nota, Faria afirmou: “Fabio Faria não conhecia nem teve qualquer interação com a adquirente das cotas do empreendimento durante o exercício de suas atividades políticas. As partes vieram a se conhecer cerca de um ano após o encerramento de sua atuação pública”.

Dois anos depois do acordo, a empresa ligada a Vorcaro não aparece como sócia de Faria na Junta Comercial nem na Receita Federal. Nesse período, também não houve avanço no projeto de energia eólica. A Sociedade de Propósito Específico (SPE), chamada Fazenda São Pedro Geradora de Energia, permanece registrada apenas no nome do ex-ministro, com capital social de R$ 1.000, apesar da assinatura de um contrato de cessão de quotas sociais que previa 90% das cotas para a compradora e 10% para Faria.

O projeto, localizado no Rio Grande do Norte, tem previsão inicial de geração de 240 megawatts, mas enfrenta limitações na rede elétrica local. Atualmente, não há capacidade de transmissão para escoar a energia gerada, nem previsão de quando isso ocorrerá. Antes da venda, Faria buscou outros investidores, sem sucesso, em razão do gargalo na transmissão. Caso as torres fossem instaladas, seria possível gerar energia, mas não transmiti-la para a rede elétrica do país.

O UOL apurou que a negociação foi iniciada entre Vorcaro e Faria — o ex-ministro nega. Vorcaro, então, colocou a empresa Super Empreendimentos e Participações para concluir o negócio. Segundo investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR), a Super era usada para desviar patrimônio do Banco Master para Vorcaro. À época da negociação, a empresa era dirigida por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que foi preso e depois solto em janeiro, na segunda fase da Operação Compliance Zero.

De acordo com documentos apresentados por Faria, foi Zettel quem participou dos trâmites finais da negociação. O contrato previa que a mudança societária deveria ser registrada na Junta Comercial do Rio Grande do Norte, o que não ocorreu. Faria afirma que a obrigação de registrar a alteração era da Super. A reportagem procurou a empresa e Zettel, mas não houve retorno. Em manifestação, Daniel Vorcaro informou: “A defesa de Daniel Vorcaro esclarece que a relação de seu cliente com a empresa Super é comercial, envolvendo operações de compra e venda de ativos e contratos de inquilinato. Ressalta, ainda, que um dos sócios da empresa é cunhado de Vorcaro, fato de conhecimento público”.

Como pagamento pela aquisição, a Super ofereceu a Faria um apartamento avaliado em R$ 50 milhões na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo. O imóvel tem 818 m² de área privativa, cinco suítes, sete banheiros e onze vagas de garagem, em um prédio com 16 unidades, próximo ao Clube Pinheiros e ao Shopping Iguatemi. O apartamento não foi transferido oficialmente para o nome do ex-ministro.

Em setembro, Faria revendeu o imóvel para uma empresa do Grupo Esfera, do empresário João Camargo. Do valor de venda de R$ 54 milhões, Faria recebeu R$ 24 milhões à vista, e os R$ 30 milhões restantes foram pagos em doze parcelas mensais de R$ 2,5 milhões. O valor total do negócio envolvendo o projeto foi de R$ 67,5 milhões.

Não é a primeira vez que a Super negocia imóveis ligados a interesses de Daniel Vorcaro. Em 2022, a empresa comprou o apartamento de R$ 50 milhões em que o banqueiro mora em São Paulo. Em 2024, adquiriu a casa de R$ 36 milhões onde ele vive quando está em Brasília. No mesmo ano, a Super doou um apartamento de R$ 4 milhões para uma mulher que se apresenta como “sugar baby” e que é ré por lavagem de dinheiro, defendida por um advogado que também atua para Vorcaro.

Desde 2021, a Super adquiriu 19 imóveis, que somam mais de R$ 300 milhões, segundo levantamento do UOL. A empresa era controlada pelo fundo de investimentos Termópilas, investigado pela Polícia Federal sob suspeita de participação em fraude no Banco Master. Em 2024, o fundo declarou ter repassado R$ 1,6 bilhão à Super. A compra do projeto de Faria é o primeiro investimento conhecido da empresa no setor de energia. Na Receita Federal, a Super está listada como “holdings de instituições não-financeiras”.

O projeto eólico foi desenvolvido para ser instalado em uma área pertencente à família de Fábio Faria há pelo menos três gerações, localizada entre dois parques eólicos já instalados, próxima ao mar e em região com ventos fortes. O empreendimento enfrenta restrições por sobrecarga na rede de transmissão no Rio Grande do Norte e em estados vizinhos, o que levou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a não liberar novas conexões.

Laudo contratado por Faria em 2022 já apontava esse problema. Em relatório de 2024, o ONS afirmou: “Destaca-se a necessidade de restringir o escoamento da geração renovável variável para mitigar o risco de colapso de tensão no sistema de transmissão entre os estados do Ceará e Rio Grande do Norte”. Outro estudo do mesmo ano diz: “A inclusão de geração adicional nas regiões Norte e Nordeste, independentemente do tipo de fonte, poderá ocasionar restrições ao escoamento da geração produzida, face às limitações das interligações, em cenários de elevados excedentes de geração nessas regiões”.

Antes da negociação com Vorcaro, a Pacific Hydro, hoje chamada Spic Brasil, arrendou o terreno da família de Faria entre 2009 e 2014, mas não conseguiu levar adiante o projeto. Também houve parceria com investidores chineses, que não prosperou. Dois anos após a compra, a Super não desenvolveu nenhuma atividade no projeto eólico.

Em nota, Fabio Faria diz que “não teve qualquer interação” com empresa ligada a Vorcaro
“A venda do projeto eólico de 240 MW, com expansão para mais 132 MW, denominado Fazenda São Pedro Geradora de Energia SPE Ltda., foi realizada em fevereiro de 2024, cerca de dois anos atrás, período em que Fabio Faria já atuava no setor privado há mais de um ano, sem exercer qualquer cargo público.

É importante ressaltar que Fabio Faria não conhecia nem teve qualquer interação com a adquirente das cotas do empreendimento durante o exercício de suas atividades políticas. As partes vieram a se conhecer cerca de um ano após o encerramento de sua atuação pública.

O projeto eólico negociado tem origem em uma área de 9.661 hectares, adquirida em 1977 pelo empresário Osmundo Faria, localizada no litoral do Rio Grande do Norte. A partir dessa área, os herdeiros constituíram uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para o desenvolvimento de projetos de energia renovável, com foco na geração eólica. Após a realização de estudos técnicos, certificação dos ventos e obtenção das licenças e autorizações necessárias, o projeto atingiu estágio de maturidade que permitiu sua oferta ao mercado.

Em fevereiro de 2024, foi negociada a venda da totalidade do projeto. Como resultado das tratativas, a Super Empreendimentos e Participações Ltda. adquiriu 90% dessa SPE, optando por manter um parceiro local estratégico, como é praxe em projetos de energia.

A parte vendedora ancorou a proposta de valor do projeto eólico em pesquisa de mercado e em referências usuais do setor. O valor do ativo foi inclusive atestado por auditoria posterior. Como parte do pagamento previsto contratualmente, houve a entrega de um imóvel, recebido no primeiro semestre de 2024 e colocado à venda em seguida.

Como a venda ocorreu antes do prazo contratual para eventual transferência definitiva para o nome do beneficiário, a parte recebedora participou da operação como anuente, com o recolhimento integral dos tributos incidentes, inclusive o ITBI.

No que compete exclusivamente à parte vendedora, todas as obrigações fiscais decorrentes da operação foram devidamente apuradas, declaradas e cumpridas perante a Receita Federal, em conformidade com a legislação aplicável.

Por fim, ressalta-se que não existe, nem nunca existiu, sociedade pessoal entre a parte vendedora e pessoas físicas alheias ao quadro societário da empresa compradora. A relação entre as partes limita-se, exclusivamente, à participação minoritária na SPE específica, nos termos estritamente definidos nessa operação empresarial”.

*Com informações do UOL

Nubank recebe aprovação condicional para operar como banco nos Estados Unidos

Postado em 30 de janeiro de 2026

Nubank anunciou nesta quinta-feira (29) que recebeu aprovação condicional de um órgão regulador dos Estados Unidos para operar como banco no país.

A autorização foi concedida pelo Office of the Comptroller of the Currency (OCC), responsável pela supervisão de instituições financeiras federais.

Segundo a empresa, a aprovação permite avançar no processo de obtenção de uma licença bancária completa, que viabilizará a oferta de serviços como contas de depósito, cartões de crédito, financiamento e custódia digital de ativos no mercado americano.

Em comunicado à imprensa, o presidente-executivo do Nubank, David Vélez, afirmou que a autorização representa um passo estratégico para a companhia.

“Essa aprovação não é apenas uma expansão de nossas operações; é uma oportunidade de comprovar que um modelo digital e centrado no cliente é o futuro dos serviços financeiros em todo o mundo”, disse.

Vélez destacou ainda que, apesar da entrada nos Estados Unidos, a fintech seguirá priorizando seus principais mercados na América Latina, especialmente Brasil, México e Colômbia.

O Nubank informou que, com a licença condicional, buscará agora as autorizações necessárias junto à Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) e ao Federal Reserve.

Durante esse período, a empresa pretende capitalizar totalmente a operação nos EUA em até 12 meses e inaugurar o banco no país em até 18 meses, conforme exigências regulatórias.

Fundado em 2013 e com sede em São Paulo, o Nubank atende cerca de 127 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia.

A subsidiária Nu México recebeu autorização para se tornar banco em abril do ano passado, concedida pela Comisión Nacional Bancaria y de Valores (CNBV).

O pedido para operar como banco nacional nos Estados Unidos havia sido anunciado pela empresa no fim de setembro.

SBT

PF prende suspeito de integrar Estado Islâmico e preparar atentado a bomba no Brasil

Postado em 30 de janeiro de 2026

A PF (Polícia Federal) prendeu um homem suspeito de participar do Estado Islâmico, organização terrorista internacional, na manhã desta quinta-feira (29), em Bauru, no interior de São Paulo.

Segundo a polícia, além de fazer parte do grupo, o homem também é investigado por ações de preparação de terrorismo, inclusive pela montagem de um colete com explosivos com o objetivo de realizar um atentado terrorista suicida em território nacional.

A PF aponta que as investigações contaram com o apoio do FBI (Departamento Federal de Investigação) e foi autorizada pela 3ª Vara Federal de Bauru (SP), local onde foram cumpridos mandados de prisão temporária, de busca pessoal e domiciliar, além de medidas de acesso imediato a dados eletrônicos e de quebra de sigilo de telefone.

O caso segue sendo investigado para esclarecer os fatos, bem como prevenir a ocorrência de outras ações terroristas.

Derivado do Al-Qaeda no Iraque, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante é um grupo salafista jihadista considerado terrorista pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Seu objevo é formar um califado, um regime governado por um califa, considerado um sucessor de Maomé. A organização terrorista tem como base ideológica o takfirismo, atacando xiitas, cristãos, yazidis, curdos, entre outros.

Apesar de ter perdido territórios em 2017, o grupo mantém seus ataques por meio de células insurgentes. O ISIL é responsável por diversas violações a direitos humanos, como assassinatos sistemáticos, tráfico de pessoas e violência sexual.

CNN

Investigação apura perda de 12,7 mil remédios vencidos em Serra do Mel

Postado em 30 de janeiro de 2026

A Prefeitura de Serra do Mel adquiriu 1.000 frascos de Paracetamol 200 mg/ml com apenas nove dias de validade, embora o consumo estimado das unidades básicas de saúde indicasse a utilização de apenas nove unidades dentro do prazo, o que resultou em uma perda provável de 99,1% do estoque, segundo auditoria de uma nota fiscal que integra a investigação da Operação Mederi. As análises apontam uma perda provável de 12,7 mil diferentes remédios por expiração do prazo de validade na cidade de 13,8 mil habitantes, localizada no Oeste potiguar.


Serra do Mel está entre os municípios investigados na Operação Mederi, que apura irregularidades em contratos, licitações e na gestão de recursos públicos destinados à área da saúde em cinco cidades do Rio Grande do Norte. A investigação da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) mostra que, desde 2016, Serra do Mel movimentou R$ 4,08 milhões com a Dismed e mais R$ 1,4 milhão com a Drogaria Mais Saúde entre 2024 e 2025. A reportagem da TN não conseguiu contato com a Prefeitura de Serra do Mel.

Os dados sobre os medicamentos constam em relatório técnico que analisou compras destinadas às UBSs de Serra do Mel e apontou um descompasso entre o volume adquirido, o prazo de validade e a demanda real da rede pública de saúde. No caso do Paracetamol, a fiscalização calculou que 991 frascos apresentavam perda provável, já que não havia tempo hábil nem histórico de consumo compatível para utilização antes do vencimento.

No entanto, a situação não se restringiu ao Paracetamol. Outros medicamentos adquiridos também apresentavam validade reduzida e quantidades incompatíveis com o consumo médio nas UBSs. Entre os itens estão lotes de Azitromicina 200/500 mg, Aciclovir 200 mg, Metoclopramida 10 mg, todos comprados com validade residual que variava entre 30 e 62 dias. Mesmo assim, as quantidades adquiridas superavam, em larga escala, o consumo estimado até o vencimento (ver detalhamento na tabela).

Para se ter uma ideia, a fiscalização identificou a compra de 8.950 unidades de Azitromicina 500 mg com validade de 60 dias, apesar de consumo estimado de 759 unidades no período, o que representa uma perda provável superior a dez vezes o volume que poderia ser absorvido pela rede municipal. Em outras palavras, a auditoria mostra que, das 8.950 unidades de Azitromicina 500 mg compradas, 8.191 (91,5%) foram jogadas no lixo, de acordo com a investigação.

O relatório também atestou a situação do medicamento “Succinato de Metoprolol 100 mg”, que teria sido fornecido em 1.000 unidades, com prazo de validade de apenas um dia, o que resultou na perda total do lote no dia seguinte.


Os auditores destacam que os achados referentes ao município evidenciam fragilidade nos controles internos e ausência de critérios técnicos adequados na definição das quantidades adquiridas, especialmente em compras realizadas com produtos próximos ao vencimento.


“Em auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União no referido município, foram identificados os seguintes achados: a) parte significativa dos produtos pagos pela Prefeitura não é entregue pela empresa Dismed; b) são adquiridos produtos em quantidades superiores ao histórico de consumo da rede municipal de saúde; c) são realizados pagamentos por produtos com prazo de validade residual incompatível com o padrão de consumo do município; d) sobrepreço da ordem de R$ 53.800,00 nos itens contratados com a empresa Dismed no Pregão nº 006/2023”, diz o relatório.

Acima da demanda


Ainda no escopo da investigação, a Prefeitura de Serra do Mel manteve em estoque 1.154 comprimidos de Prednisona 5 mg no mês de maio de 2024, embora apenas 7 unidades tenham sido efetivamente dispensadas no mesmo período. As mais de mil unidades foram descartadas por expiração da validade. A diferença indica que o volume armazenado era 165 vezes maior do que a demanda registrada, segundo dados da auditoria.


Embora a Prednisona apresente consumo regular ao longo do tempo, os dados analisados indicam que, naquele mês específico, não houve demanda compatível com o volume existente em estoque. Ainda assim, não foram identificadas medidas para adequar as compras ao padrão real de utilização (gráfico abaixo).

Para os auditores, a situação demonstra que a aquisição e manutenção do estoque não observaram critérios mínimos de proporcionalidade, criando risco concreto de vencimento, descarte e desperdício de recursos públicos. “Apesar do consumo médio mensal de 25 unidades. Em 12.04.2024, a CAF destinou à unidade 600 comprimidos, volume correspondente a 24 meses de consumo. Naquela data, a UBS já mantinha em estoque 586 comprimidos”, diz a auditoria.


E continua: “A inadequada gestão da distribuição resultou em dano ao erário do município de Serra do Mel, uma vez que tanto os 600 comprimidos recebidos em abril de 2024 quanto os 584 previamente estocados possuíam prazo de validade até 31.05.2024. Deduzidas as unidades efetivamente dispensadas no período, foram descartadas 1.154 unidades do medicamento por expiração do prazo de validade”.

Compras analisadas pela CGU (Nota Fiscal nº 7.916)

  • Azitromicina 500 mg
    Quantidade adquirida: 2.200 unidades
    Validade residual: 30 dias
    Consumo estimado até o vencimento: 380 unidades
    Perda provável: 1.820 unidades
  • Azitromicina 500 mg
    Quantidade: 8.950 unidades
    Validade: 60 dias
    Consumo estimado: 759 unidades
    Perda provável: 8.191 unidades
  • Aciclovir 200 mg
    Quantidade: 1.000 unidades
    Validade: 61 dias
    Consumo estimado: 66 unidades
    Perda provável: 934 unidades
  • Metoclopramida 10 mg
    Quantidade: 1.000 unidades
    Validade: 62 dias
    Consumo estimado: 149 unidades
    Perda provável: 851 unidades
  • Paracetamol 200 mg/ml
    Quantidade: 1.000 frascos
    Validade: 9 dias
    Consumo estimado: 9 unidades
    Perda provável: 991 unidades
    Perda provável total (amostra analisada): 12.787 unidades

tribuna do norte

Prefeito preso em flagrante no RN é posto em liberdade após audiência de custódia

Postado em 30 de janeiro de 2026

O prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno, e a primeira-dama Adriana Leocádio Silva Damasceno passaram por audiência de custódia na tarde desta quinta-feira (29), um dia após as prisões em flagrante no âmbito da Operação Securitas, deflagrada pela Polícia Civil. A Justiça concedeu liberdade provisória ao casal, com a aplicação de medidas cautelares.

A audiência de custódia foi realizada pela segunda instância da Justiça potiguar em virtude da prerrogativa de foro do prefeito (foro privilegiado). As medidas definidas para a liberdade provisória incluem comparecimento mensal em juízo para informarem e justificarem as suas atividades e a proibição de ocultarem, destruírem, alienarem ou darem qualquer destinação a bens, documentos ou valores que guardem relação com os fatos sob apuração. Eles também deverão observar recolhimento domiciliar noturno e a obrigação de comunicarem previamente eventual mudança de endereço.

Segundo a Polícia Civil, a prisão em flagrante ocorreu porque o prefeito tentou atrapalhar a investigação ao tentar ocultar provas, arremessando dinheiro e um celular para fora da residência no momento do cumprimento das ordens judiciais.

A Operação Securitas foi deflagrada para investigar uma organização criminosa suspeita de intimidação de adversários políticos, com possível participação de agentes com mandato e de um policial militar. O objetivo foi reunir novos elementos probatórios para esclarecer, principalmente, suspeitas de porte ilegal de arma de fogo, constituição de milícia privada e organização criminosa, além de identificar outros possíveis envolvidos.

Os mandados miraram a apreensão de documentos, valores, armas e dispositivos eletrônicos, incluindo aparelhos celulares. As investigações tiveram início em 2023 e, de acordo com a Polícia Civil, apontam que o grupo criminoso teria núcleo armado e capilaridade político-administrativa, estruturado para usar a violência e a intimidação no ambiente político local. Entre os investigados, além do prefeito, estariam ocupantes de mandato legislativo e um policial militar.

Um dos fatos que impulsionaram a apuração foi uma ocorrência em Ielmo Marinho, quando houve notícia de que homens fortemente armados estariam no interior da Câmara Municipal, supostamente para fazer segurança privada de um parlamentar e intimidar opositores. Na ocasião, foi apreendido um arsenal com armas e munições, incluindo calibres restritos .40 e .45, além de outros materiais.

Em nota emitida pela assessoria do prefeito nessa quarta, o gestor reafirmou total disposição em colaborar com as autoridades para o esclarecimento célere do caso.

“Fernando Batista Damasceno reitera sua confiança nas instituições e na Justiça, mantendo o compromisso inabalável com a transparência e com o povo de Ielmo Marinho. A agenda administrativa e o trabalho em prol do município seguem mantidos, pautados pela ética e pela legalidade”, diz a nota.

tribuna do norte

RN criou mais de 15 mil empregos com carteira assinada em 2025, aponta Caged

Postado em 30 de janeiro de 2026

O Rio Grande do Norte criou 15.870 empregos com carteira assinada ao longo de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira 29 pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. O saldo positivo decorreu de 257.414 contratações e 241.544 desligamentos, entre janeiro e dezembro.

Dos cinco grandes setores da economia pesquisados, quatro tiveram saldo positivo de empregos em 2025: Serviços (+ 5.218), Indústria (+ 5.036), Comércio (+ 4.722) e Agropecuária (+ 1.093). Apenas a Construção Civil teve perda de empregos, com o fechamento de 208 vagas.

Apesar do resultado positivo, o RN teve o segundo pior desempenho entre os estados do Nordeste – à frente apenas de Sergipe, que encerrou o ano criando 15.457 empregos. A liderança regional ficou com o estado da Bahia, com saldo de mais de 94 mil vagas, seguido de Pernambuco (72 mil), Ceará (49 mil), Maranhão (31 mil) e Paraíba (31 mil).

Na região Nordeste como um todo, o saldo ficou positivo em 347 mil vagas formais, segundo o Caged. Foi o 2º melhor desempenho do País, atrás apenas do Sudeste, que teve saldo positivo de 504 mil empregos.

Além disso, o Rio Grande do Norte viu cair pela metade o ritmo na geração de empregos formais de um ano para o outro. Em 2024, o saldo positivo havia sido o dobro: 34.156 vagas, de acordo com números ajustados divulgados também nesta quinta-feira.

Dezembro
Considerando apenas o mês de dezembro, quando tradicionalmente ocorre o maior número de demissões, o saldo no RN ficou negativo em 5.306 vagas formais, resultado de 21.185 demissões e 15.879 contratações. O maior pacote de demissões aconteceu no setor de Serviços (- 2.304). Depois, aparecem Construção (- 1.723), Agropecuária (- 511), Indústria (- 501) e Comércio (- 267).

Esse foi o pior mês para o emprego formal no Rio Grande do Norte desde abril de 2020, auge da pandemia de Covid-19, quando foram eliminados mais de 10 mil postos de trabalho no Estado em um único mês.

Cenário nacional
Considerando os dados de todo o País, o saldo ficou positivo em 1.279.498 postos de trabalho com carteira assinada. O saldo é 23,73% menor em relação a 2024, quando o país tinha criado 1.677.575 empregos.

Apenas em dezembro, mês tradicionalmente marcado por demissões, foram eliminados 618.164 empregos, 11,29% a mais em relação ao mesmo mês de 2024. No mesmo mês do ano anterior, tinham sido fechados 555.430.

Em relação aos meses de dezembro, o total foi o pior desde dezembro de 2020, quando foram eliminadas 156.243 vagas. A mudança da metodologia do Caged não torna possível a comparação com anos anteriores a 2020.

Mesmo com a queda em dezembro, na divisão por ramos de atividade, todos os cinco setores pesquisados criaram empregos formais em 2025. O destaque foi o setor de Serviços, com saldo positivo de 758 mil postos.

A criação de empregos nesse segmento foi puxada pelo segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com a abertura de 318.460 postos formais. A categoria de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais abriu 194.903 vagas.

Emprego formal no RN em 2025 (Caged)
Saldo anual: +15.870 empregos com carteira assinada

Contratações: 257.414
Desligamentos: 241.544
Saldo por setor em 2025:

Serviços: +5.218
Indústria: +5.036
Comércio: +4.722
Agropecuária: +1.093
Construção Civil: –208
Desempenho regional: 2º pior do Nordeste
Nordeste (total): +347 mil vagas
Brasil (total): +1,27 milhão de vagas
Comparação anual:

2025: +15.870 vagas
2024: +34.156 vagas
Dezembro no RN:

Saldo: –5.306 vagas
Maior queda desde abril de 2020

agora rn

Regras da eleição indireta no RN só devem ser definidas após volta do recesso na AL

Postado em 30 de janeiro de 2026

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte deverá começar a definir na próxima semana, na volta do recesso parlamentar, as regras da eleição indireta para o Governo do Estado que deverá ser realizada até o mês de abril.

O AGORA RN apurou que um projeto de lei deverá ser apresentado nos próximos dias pela Mesa Diretora com o detalhamento de todas as regras. Esse texto, que está em fase de elaboração na Procuradoria, precisará ser aprovado pela maioria dos deputados para começar a valer. Parlamentares poderão alterá-lo nas comissões.

De acordo com o procurador-geral da Casa, Renato Guerra, algumas normas já são previamente conhecidas, por serem determinadas pela Constituição Federal e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Outras questões, no entanto, precisarão ser decididas pela Assembleia.

Em 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) fixou a tese de que os estados possuem autonomia para definirem regras específicas sobre a eleição indireta, mas não podem desviar-se dos princípios constitucionais. Há um entendimento entre os procuradores de que exigências da Constituição não podem ser ignoradas, mas que uma eleição indireta pode ter prazos mais curtos do que os de uma eleição regular.

Procurados, os deputados estaduais Francisco do PT (líder do governo na Assembleia) e Tomba Farias (líder do PL – maior partido da Casa) disseram que nenhum detalhe foi tratado sobre o assunto até agora e que vão debater o tema com o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira (PSDB).

O Rio Grande do Norte terá uma eleição indireta se forem confirmadas as renúncias da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB) antes do fim do mandato. Os dois precisam deixar os respectivos cargos até 4 de abril para ficarem aptos à eleição geral de outubro. Fátima já anunciou que é pré-candidata ao Senado, enquanto Walter Alves pretende concorrer a deputado estadual.

Pela Constituição, quando a vacância dupla ocorre nos dois últimos anos de mandato, a eleição indireta precisa acontecer em até 30 dias após a saída dos titulares. Nesse intervalo, o governo fica ocupado pelo presidente da Assembleia Legislativa (ALRN) ou pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJRN).

Na eleição indireta, caberá à Assembleia Legislativa escolher um governador e um vice-governador para encerrarem o mandato da chapa Fátima/Walter até 5 de janeiro de 2027. Neste pleito, apenas os 24 deputados estaduais votam. Já a chapa eleita em outubro deste ano, na eleição regular, tomará posse em 6 de janeiro – para um mandato de quatro anos.

Regras já definidas
Em 2022, o estado de Alagoas realizou uma eleição indireta e optou pelo voto aberto e nominal. Esse formato foi validado pelo STF. Segundo o procurador da Assembleia Legislativa, esse também será o formato no pleito do RN.

Além disso, os candidatos na eleição indireta deverão se inscrever em chapas completas, com governador e vice. Não poderá haver composição cruzada entre candidatos de chapas diferentes. Ou seja, um deputado não poderá votar num candidato a governador de uma chapa e no vice de outra, segundo o procurador.

Para vencer no primeiro turno, a chapa precisará obter maioria absoluta dos votos – o que significa 13 votos. Caso nenhuma chapa alcance esse número, haverá um segundo turno entre as duas chapas mais votadas, sendo eleita a chapa que obtiver maioria simples dos deputados presentes no plenário. Persistindo empate, será aplicado um critério ainda a ser decidido pelos deputados, que poderá ser idade (privilegiando os candidatos mais velhos).

Quanto às condições para o registro das chapas, Renato Guerra afirmou que deverão ser observadas as condições de elegibilidade previstas na Constituição Federal, como idade mínima (30 anos no caso de governador e vice), pleno exercício dos direitos políticos e filiação partidária. Também será exigida desincompatibilização de cargos públicos ocupados.

Em 2022, Alagoas seguiu os prazos de filiação e desincompatibilização das eleições gerais, mas isso não causou problema porque os candidatos não ocupavam cargos cuja renúncia é obrigatória.

Prazo de desincompatibilização e tempo de filiação partidária são incógnitas
Algumas regras da eleição indireta ainda são incógnita e precisarão ser decididas pela Assembleia. Uma delas é o tempo mínimo de filiação exigido dos candidatos. Embora nas eleições regulares a legislação exija filiação mínima de seis meses antes do pleito, esse parâmetro pode não ser automaticamente repetido para a eleição indireta, segundo o procurador.

“Aquilo que, naturalmente, não puder ser exigido pela condição excepcional desse tipo de eleição indireta, a Assembleia, fundamentadamente, não vai exigir”, disse Renato Guerra.

A mesma lógica se aplica ao prazo de desincompatibilização de outros cargos. Nas eleições regulares, os prazos chegam a até seis meses – como é o caso dos ocupantes de cargos no Poder Executivo, como governador, prefeito e secretário de Estado, que precisam deixar os cargos até abril para concorrer em outubro.

“Aquilo que não puder ser exigido pela excepcionalidade, nós não iremos exigir”, enfatizou o procurador da AL.

O tempo de desincompatibilização pode determinar o possível impedimento de alguns nomes cogitados para a disputa, como o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT). Além dele, são especulados nomes como o do secretário de Planejamento da Prefeitura do Natal, Vagner Araújo, e o do presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Roberto Serquiz. Os três nomes cogitados precisarão deixar os cargos caso decidam ir para a disputa.

Sobre a possibilidade de campanha com veiculação de mídia (como panfletos) e apresentação de plano de governo na eleição indireta, o procurador destacou que o caráter excepcional do processo impõe limites e rapidez, afastando práticas típicas das eleições regulares. Além disso, o fato de o eleitorado ser formado apenas por deputados estaduais torna ações de campanha de rua desnecessárias. Os detalhes, porém, serão definidos pelo plenário da Assembleia na volta do recesso.

O caso de Alagoas
Em 2022, o estado de Alagoas realizou uma eleição indireta após a renúncia em 31 de março do então governador Renan Filho – que pretendia disputar o Senado – e do vice Luciano Barbosa – que havia renunciado dois anos antes para disputar a Prefeitura de Arapiraca.

Após idas e vindas sobre o formato, com judicialização do caso no STF, a eleição indireta na Assembleia Legislativa de Alagoas aconteceu em 15 de maio, quando foram eleitos o governador Paulo Dantas (MDB) e o vice-governador José Wanderley Neto (MDB). Eles concorreram com outras 6 chapas. A votação foi aberta e nominal.

Em Alagoas, a inscrição das chapas ocorreu até 72 horas antes da eleição. Foram exigidos seis meses prévios de filiação partidária e os mesmos prazos de desincompatibilização das eleições regulares. O edital não tratou de regras sobre campanha eleitoral e submissão de plano de governo.

agora rn

Allyson diz ser alvo de ação do ‘sistema’ e fala em ‘enfrentar os que se acham donos do poder’

Postado em 30 de janeiro de 2026

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), afirmou nesta quinta-feira 29 que a Operação Mederi é a reação do que chamou de “sistema” – que, segundo ele, jamais teria aceitado sua ascensão política, sua origem social e a projeção que conquistou no Estado. A declaração ocorre após o político ter sido alvo de um mandado de busca e apreensão na última terça-feira 27, em uma investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre possível desvio de recursos na área da saúde.

“O sistema é bruto. O sistema não aceitou nunca que eu, vindo de família simples, família humilde, chegasse a ser prefeito da cidade de Mossoró, retirando do poder um grupo que estava lá há mais de 70 anos”, afirmou Allyson, em entrevista ao Jornal do Dia, na TV Ponta Negra. Segundo ele, a resistência do “sistema” aumentou à medida que sua gestão ganhou reconhecimento e visibilidade. “O sistema nunca aceitou que eu fizesse uma gestão reconhecida pela cidade, a ponto de ser o prefeito mais votado da história de Mossoró de todos os tempos.”

O prefeito associou diretamente a operação ao momento político que vive, destacando sua posição nas pesquisas eleitorais. “Nosso nome está em primeiro lugar para as pesquisas ao Governo do Estado, mesmo sem nunca eu ter dito que seria candidato ao Governo do Estado. O sistema não aceita nunca, e não aceitou nunca, a nossa chegada a essa posição e a aceitação popular”, declarou.

“O sistema nunca aceitou eu nunca me submeter a ser aliado de uma ideologia ou me submeter a um determinado partido, a determinadas pessoas, e ficar realmente numa posição de inferioridade para que elas pudessem mandar em mim”, complementou.

Durante a entrevista, o prefeito repetiu em diversas ocasiões que a Operação Mederi não encontrou nada que comprometesse sua conduta pessoal ou administrativa. “Nada foi encontrado que desabone a minha conduta, a minha vida, a minha história”, afirmou, acrescentando que entregou espontaneamente equipamentos e documentos às autoridades. “Eu aprendi desde cedo que quem não deve, não teme. E eu não devo, não temo.”

Allyson destacou ainda que, segundo ele, agiu além do que era exigido formalmente pelas instituições. “Eu fiz questão que a gente entregasse para a Polícia Federal, para as instituições, toda a documentação, antes do prazo até que foi nos dados, para entregar”, disse – citando a entrega de documentos à PF no dia seguinte à operação, antes do prazo limite de 30 horas.

Em um dos momentos mais contundentes da entrevista, Allyson voltou a caracterizar a operação como uma tentativa de intimidação política. “Eu estou ainda mais forte, ainda mais convicto, que eu quero ser aquele que de fato enfrenta o sistema, aqueles que se acham donos do poder”, afirmou. Ele reforçou que não se sente intimidado. “Se estão achando que eu ia ficar parado, calado, acuado, com medo, envergonhado, não me conhecem.”

Cobertura da imprensa
Durante a entrevista, o prefeito também reclamou da cobertura da imprensa nacional. Segundo Allyson, houve uma distorção dos fatos e uma exposição desproporcional de sua imagem. “Pararam tudo que estavam fazendo para bater aqui, em mim”, afirmou. Ele criticou o que chamou de omissões deliberadas.

“Não falaram que era em cinco cidades, não disseram que na minha casa nada foi encontrado, a não ser o meu celular que eu entreguei, e o computador.”

Allyson foi além ao afirmar que informações essenciais foram ignoradas. “Não foi dito em nenhum momento pela imprensa nacional que não há nenhum tipo de áudio, não há nenhum tipo de conversa, de diálogo pessoal meu envolvido no processo”, declarou. Para ele, o foco na sua imagem teria sido proposital. “O que foi mostrado foi o meu rosto e uma tentativa clara de tirar a minha credibilidade, a minha autenticidade e a minha conduta.”

O prefeito disse acreditar que novas tentativas de desgaste ainda ocorrerão. “Não tenho dúvida que estão em curso ainda para tentar tirar a minha credibilidade ou me associar a alguém ou alguma coisa”, afirmou. Apesar disso, disse estar tranquilo. “Nada vai tirar a minha paz, nada vai tirar a minha fé, nada vai tirar a minha confiança.”

Prefeito nega ter discutido propina
O prefeito de Mossoró também negou qualquer relação indevida com empresários investigados e foi enfático ao tratar das suspeitas de corrupção. “Nunca pedi nem autorizei ninguém a pedir qualquer vantagem pessoal em meu nome”, declarou. Em outro momento, reiterou: “Nunca autorizei nenhum tipo de contato pessoal, seja de quem for da nossa equipe, relacionado a contratos, a vantagem, nunca.”

Ao comentar informações que circulam no inquérito, Allyson afirmou que eventuais diálogos citados são de terceiros e que caberá a eles prestar esclarecimentos. “Isso foi visto teoricamente de um diálogo de terceiros que terão que se explicar na Justiça”, disse, frisando que não há conversas pessoais suas no processo.

agora rn

Carlos Eduardo anuncia pré-candidatura a deputado estadual em encontro com aliados

Postado em 30 de janeiro de 2026

O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PSD), anunciou sua pré-candidatura a deputado estadual durante um encontro com aliados realizado nesta quarta-feira (29), em sua casa de praia. De acordo com participantes, a reunião teve caráter informal e reuniu amigos e correligionários para conversas sobre o cenário político e as eleições de 2026.

Durante o encontro, Carlos Eduardo confirmou que está em diálogo com diferentes grupos políticos e informou ter recebido convites de ao menos três partidos interessados em sua filiação para a disputa proporcional.

Segundo o ex-prefeito, a definição sobre a legenda pela qual deverá concorrer será feita em um momento posterior, dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral. Até lá, ele pretende manter conversas com lideranças políticas e apoiadores da capital e do interior do estado.

A movimentação indica a intenção de Carlos Eduardo de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em 2026. O ex-prefeito governou Natal por quatro mandatos e também participou de eleições para cargos majoritários nos últimos anos.

O cenário partidário e as alianças para a próxima eleição estadual ainda estão em fase de definição, com articulações em curso entre diferentes lideranças e legendas.

98fm

Operação Força Total apreende quatro motocicletas irregulares nas cidades de Cerro Corá, Bodó e Lagoa Nova

Postado em 30 de janeiro de 2026

Na tarde desta quinta-feira (29), policiais do 13º BPM que tem o comando do Cel. Mycael Campos das cidades de Cerro Corá, Bodó e Lagoa Nova deflagraram mais uma fase da Operação Força Total, resultando na apreensão de quatro motocicletas em situação irregular na região do Seridó potiguar.

Durante as abordagens e fiscalizações realizadas nos perímetros urbano e rural, quatro motocicletas foram encontradas com sinais evidentes de adulteração nos elementos identificadores, como chassi e motor.

Em Lagoa Nova, uma motocicleta foi apreendida após consulta aos sistemas de segurança, que apontou registro de furto ou roubo. O condutor foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos, enquanto o veículo foi recolhido para os procedimentos legais e posterior devolução ao proprietário legítimo.

As motocicletas apreendidas foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil para a adoção das medidas cabíveis. A Operação Força Total tem como objetivo intensificar o combate à criminalidade, retirar veículos irregulares de circulação e aumentar a sensação de segurança da população nos municípios da região.

A Polícia Militar reforça a importância da colaboração da comunidade, por meio de denúncias anônimas, para o sucesso das ações e a redução dos índices de crimes relacionados a furtos, roubos e receptação de veículos.

Repórter Seridó

Suspeito de estupro de vulnerável é preso após fugir de Currais Novos para Brasília

Postado em 29 de janeiro de 2026

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, em ação conjunta com a Polícia Civil do Distrito Federal, na tarde de segunda-feira (26), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 39 anos, suspeito da prática de estupro de vulnerável.

De acordo com as investigações, após o registro dos fatos, em novembro de 2025, o suspeito deixou a cidade de Currais Novos/RN e permaneceu escondido na cidade de familiares em Brasília/DF.

Diligências foram realizadas pela equipe policial, que localizou e prendeu o suspeito. Ele foi conduzido à delegacia para a realização dos procedimentos legais cabíveis e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Ismael Medeiros

Natália Bonavides surge como possível nome do PT ao Senado caso Fátima Bezerra permaneça no governo

Postado em 29 de janeiro de 2026

O cenário político do Rio Grande do Norte para as eleições de 2026 começa a ganhar novos contornos dentro do Partido dos Trabalhadores. Embora a governadora Fátima Bezerra reafirme publicamente sua intenção de disputar uma vaga no Senado Federal, já existe, nos bastidores, a discussão sobre um possível plano alternativo da sigla: o nome da deputada federal Natália Bonavides.


A movimentação interna acontece diante de uma questão estratégica: para concorrer ao Senado, Fátima precisaria deixar o Governo do Estado antes do fim do mandato. Caso opte por permanecer no cargo até o final de 2026 ou caso a avaliação eleitoral aponte dificuldades para sua candidatura , o PT poderá precisar de outro nome competitivo para entrar na disputa majoritária.


É nesse contexto que Natália Bonavides passa a ser observada com mais atenção dentro do partido.
Nome em ascensão dentro do PT
Deputada federal em segundo mandato, Natália tem se consolidado como uma das principais lideranças do PT no Rio Grande do Norte. Com forte presença nas pautas sociais, atuação nas redes e identificação com o eleitorado jovem e urbano, ela é vista por setores da legenda como um nome com potencial de crescimento em uma disputa estadual.


Além disso, o partido avalia que uma candidatura de Natália poderia representar renovação de imagem e uma tentativa de ampliar o diálogo com segmentos do eleitorado que hoje se mostram mais distantes do governo estadual.


Fátima segue como prioridade
Apesar das especulações, Fátima Bezerra continua sendo o nome prioritário do PT para o Senado. A governadora tem reafirmado sua disposição de disputar o cargo e segue articulando politicamente para fortalecer alianças e viabilizar seu projeto eleitoral.


O impasse, no entanto, é administrativo e estratégico: deixar o governo antes do fim do mandato para entrar na disputa pode abrir um novo cenário político no Estado. Permanecer no cargo, por outro lado, pode inviabilizar a candidatura ao Senado.


Disputa promete ser acirrada
Em 2026, o Rio Grande do Norte terá duas vagas em disputa para o Senado, o que deve atrair nomes fortes de diversos grupos políticos. Diante desse quadro, o PT trabalha com cautela para não ficar sem uma candidatura competitiva caso o plano principal sofra mudanças.

A possível entrada de Natália Bonavides na corrida não é tratada oficialmente, mas já é vista como uma alternativa real dentro do partido, caso o cenário político e administrativo leve a uma reavaliação da candidatura de Fátima.


Conclusão
O que hoje é tratado como bastidor pode se transformar em definição estratégica nos próximos meses. Entre a permanência de Fátima Bezerra como candidata natural e a ascensão de Natália Bonavides como alternativa, o PT potiguar começa a desenhar os caminhos para uma das disputas mais importantes de 2026.


E, como sempre na política, tudo pode mudar, inclusive os nomes na urna

ÓTICAS MIRNA ANUNCIA DATA DE REINAUGURAÇÃO DE SUA FILIAL EM CURRAIS NOVOS

Postado em 29 de janeiro de 2026

A Óticas Mirna acaba de anunciar que será nesta segunda-feira, dia 02 de fevereiro a reinauguração da unidade da Teotônio Freire. A nova loja fica bem próximo da antiga unidade, agora no número 668, em frente a clínica CEOM.

Segundo Sr. Manuel do Ó, fundador o grupo, a loja conta com o que há de mais moderno no segmento óptico e estará de portas abertas para atender toda a população currais-novense com o carinho de sempre.

Elton do Ó, diretor do grupo, afirma que segunda-feira, a loja abrirá com café da manhã para todos aqueles que visitarem a loja e com uma promoção surpresa.