O bairro Jardins, em São Gonçalo do Amarante, parou nesta quarta-feira (9) para receber Allyson Bezerra durante caravana realizada na cidade. Ao lado da senadora Zenaide Maia, o candidato percorreu ruas tomadas por apoiadores e moradores, em mais um capítulo que já se tornou um dos símbolos da força popular da candidatura.
A mobilização em São Gonçalo do Amarante confirma um movimento que se repete em toda a Grande Natal, onde a caravana passa e o povo comparece em grande número. Bairros como o Jardins têm se transformado em verdadeiros palcos de manifestação política espontânea, reunindo moradores de diferentes idades e perfis em torno de uma mesma bandeira.
A recepção em São Gonçalo do Amarante reforça uma tendência que a candidatura vem consolidando nas últimas semanas, com o crescimento constante do apoio a Allyson Bezerra na região metropolitana, um dos principais colégios eleitorais do estado. Cidade a cidade, a carreata segue somando adesões e mostrando que o clima de mudança para o Rio Grande do Norte ganha corpo nas ruas.
O ex-presidente Michel Temer, responsável pela indicação de Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF), entrou publicamente no debate sobre a crise na Corte e cobrou uma solução rápida para os conflitos internos. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Temer pediu “serenidade”, defendeu a apuração de responsabilidades e alertou para o risco de instabilidade no país.
“Diante dos conflitos internos que hoje expõem a nossa Suprema Corte, eu sinto o dever cívico, pela vida pública que construí, de dirigir uma palavra de serenidade à nação”, afirmou.
Temer também cobrou uma resposta do próprio Supremo. “Impõe-se que a Corte Suprema logo decida a questão para impedir clima de instabilidade no país”, declarou.
A manifestação ocorre depois de o ex-presidente conversar diretamente com Moraes e sugerir ao ministro uma tentativa de diálogo com André Mendonça. Temer já havia defendido uma solução negociada para o impasse dentro do próprio STF.
Temer indicou Moraes ao STF
Moraes chegou ao Supremo em 2017 por indicação de Temer. Na época, era ministro da Justiça do governo e foi escolhido para ocupar a vaga aberta após a morte do ministro Teori Zavascki. A indicação foi posteriormente aprovada pelo Senado.
Apesar da relação com Moraes, Temer evitou transformar o pronunciamento em uma defesa individual do ministro. “O que me move não é a defesa de indivíduos, mas a defesa irrestrita da integridade das instituições, no particular, do Supremo Tribunal Federal”, disse.
Para o ex-presidente, a preservação da Corte e da harmonia entre os Poderes deve se sobrepor às disputas pessoais.
“O que deve prevalecer não são as pessoas, mas sim as instituições”, afirmou. Segundo Temer, “manter a integridade do Supremo Tribunal Federal e preservar a harmonia dos Poderes é uma questão de sobrevivência para a nossa República”.
Crise no Supremo
A manifestação acontece em meio ao agravamento das divergências internas no STF, especialmente entre Alexandre de Moraes e André Mendonça. A crise ganhou novos capítulos nos últimos dias e passou a envolver decisões relacionadas a investigações da Polícia Federal e ao comando da corporação.
Temer defendeu que o impasse seja solucionado dentro das próprias instituições. “É fundamental que esses episódios sejam superados com diálogo e respeito”, afirmou.
O ex-presidente também defendeu a investigação de eventuais responsabilidades. “Que as responsabilidades sejam apuradas, claro, mas que o nosso Norte seja sempre a harmonia, a paz e a defesa da nossa Constituição”, concluiu.
Quem atende nas Unidades de Terapia Intensiva do Rio Grande do Norte pode cruzar os braços, e o motivo é pagamento atrasado. No Monsenhor Walfredo Gurgel, hospital da capital, o Sinmed-RN — sindicato que representa a categoria no estado — avisa que a escassez de profissionais pode chegar ao ponto de desativar uma das UTIs da unidade.
A dívida com os intensivistas do Walfredo Gurgel chegou a acumular meses de atraso, e a estimativa gira em torno de R$ 6 milhões. Havia uma paralisação cogitada para 1º de setembro, que acabou não acontecendo: o Governo do Estado quitou março e abril às vésperas da data. O pagamento aliviou, mas está bem longe de ter regularizado a situação — os repasses cobriram parte do passivo, não o conjunto dele.
Há um detalhe estrutural por trás disso. Parte das escalas das UTIs é preenchida por gente contratada por meio de empresa terceirizada, e não por servidor concursado. Pelas contas que as entidades médicas apresentam, quem é servidor da própria rede cobre algo entre 40% e 50% dos plantões; o restante depende de contratação complementar.
“O atraso é insuportável” Para Geraldo Ferreira, que preside o Sinmed-RN, o efeito prático do atraso é a debandada: o médico simplesmente vai para onde o pagamento sai em dia. E é essa dificuldade crescente de completar escala que hoje coloca em xeque o funcionamento de uma UTI inteira no Walfredo Gurgel.
“No Walfredo Gurgel, as informações que me foram passadas é que há a possibilidade de desativação de uma das UTIs em razão de falta de profissionais. Por quê? Porque o atraso é insuportável, é intolerável, os profissionais não conseguem sobreviver”, afirmou.
Conforme o dirigente, basta aparecer uma oportunidade com pagamento regular para o profissional deixar o serviço em atraso — e cada saída dessas torna mais difícil fechar as escalas seguintes, num efeito que se acumula.
Não é só o Walfredo O quadro se repete fora dali. Há outras unidades, na capital e no interior, que igualmente dependem de terceirizados para fechar escala e passam pelo mesmo aperto. Foram citados os hospitais Santa Catarina e Deoclécio Marques, ao lado de serviços espalhados pelo interior potiguar.
Ferreira sustenta que o atraso é generalizado tanto na rede privada quanto na complementar, aquela que presta serviço ao poder público. Na leitura dele, a dificuldade financeira dessas unidades acaba recaindo sobretudo sobre o pagamento de quem está na ponta, atendendo o paciente.
Não é a primeira vez, aliás, que a conta atrasada se transforma em ameaça de parada. Na última semana de julho, os hospitais privados que têm convênio com o Governo do Estado anunciaram que suspenderiam o atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde por falta de repasse. A situação só se normalizou quando o Executivo liberou pouco mais de R$ 17 milhões, pagos em duas parcelas.
Falta material, falta remédio, falta gente Atraso de pagamento, contudo, não é a única queixa que chega aos conselhos. Marcos Antônio Tavares Jácome da Costa Britto, que é vice-presidente do Cremern, o conselho regional de medicina do estado, chamou atenção para problemas estruturais nos hospitais da rede. O que mais se ouve dos profissionais, segundo ele, é a falta de material e de medicamento — um problema que dá trégua em alguns períodos e logo depois retorna.
“O principal motivo de reclamação dos profissionais que lá trabalham, desses hospitais maiores do Estado, é sempre a mesma situação: materiais e medicamentos”, afirmou o dirigente do conselho. Ele lembrou episódios recentes ocorridos em Mossoró e afirmou que a irregularidade do abastecimento segue entre as maiores dificuldades enfrentadas pelas unidades da rede. “Falta de insumos, aí a regularidade do abastecimento passa por crise, melhora um pouco, depois volta a piorar. Essa é a principal reclamação, além de falta de pessoal”, declarou.
A terceirização, no diagnóstico do conselho, tapa buraco mas não resolve o fundo do problema. “A complementação de pessoal via terceirização, muitas vezes resolve, em parte, uma escala, mas deixa sempre a desejar e o motivo de reclamação é contínuo”, disse Britto — ou seja, a solução emergencial já virou rotina sem deixar de ser insuficiente.
No fim dessa linha está o paciente. Britto apontou as filas de espera por procedimentos, em diferentes especialidades, como um dos reflexos mais visíveis de tudo isso. “Enquanto existir essas filas de gente aguardando para ter a sua assistência digna, isso ainda vai prejudicar muitas pessoas”, declarou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta quarta-feira (9), brasileiros que utilizam bandeiras e outros símbolos dos Estados Unidos durante manifestações políticas no Brasil. Durante um ato em Teresina (PI), o presidente classificou essas pessoas como “vira-latas” e “traidores da pátria”, afirmando que elas não teriam compromisso com o país.
“Eu tenho muito orgulho da minha bandeira. Aqueles que só carregam a bandeira do Brasil e vão para comício com bandeira americana são vira-latas, são traidores da pátria, que não têm nenhum compromisso com este país”, declarou Lula. A fala ocorre após a presença de bandeiras dos Estados Unidos e de Israel em uma manifestação realizada em 7 de Setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo, que contou com a participação do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
O presidente também fez críticas a uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. Sem citar diretamente o ato de São Paulo ou Flávio Bolsonaro, Lula afirmou que o processo eleitoral é uma questão dos brasileiros e declarou que o ex-presidente dos EUA Donald Trump deveria se concentrar nos assuntos de seu próprio país.
“Que não venham os americanos querer influir nas nossas eleições. Se eles vierem se meter aqui, a gente vai derrotá-los”, afirmou. Segundo o Metrópoles, fonte das informações, um representante do Departamento de Estado norte-americano havia declarado, no início de agosto, que os Estados Unidos respeitariam a escolha da população brasileira em “eleições livres e justas”.
Durante o discurso, Lula também destacou que pretende continuar atuando na política para defender pautas como educação, alimentação, emprego e renda. O presidente afirmou que sua permanência na vida pública está ligada à existência de uma causa e reforçou o orgulho que sente das bandeiras do Brasil e do Partido dos Trabalhadores.
A governadora Fátima Bezerra mudou o comando da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) nesta terça-feira 9. O Governo do Rio Grande do Norte informou que o secretário Helton Edi Xavier da Silva e a secretária-adjunta Arméli Marques Brennand deixam a gestão da pasta.
Para responder interinamente pela Seap, foi designado o secretário estadual de Segurança Pública, coronel Francisco Canindé de Araujo.
Na nota divulgada pelo Governo, não foram informados os motivos para a troca de comando. O comunicado agradece a Helton Xavier e Arméli Brennand pelos serviços prestados durante o período em que estiveram à frente da Secretaria.
Mudança ocorre após fugas em Alcaçuz A mudança ocorre após episódios recentes de fuga no Complexo Penitenciário de Alcaçuz, em Nísia Floresta. Na terça-feira 8, o interno Anderson Stallone Flores dos Santos, de 38 anos, escapou da Penitenciária Estadual de Alcaçuz durante uma obra de ampliação do módulo de saúde, segundo a Polícia Penal.
Em agosto, 11 internos também fugiram da Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, que integra o complexo. A nota do Governo, porém, não relaciona as fugas à mudança na gestão da Seap.
Vídeo mostrou cobrança por visitas íntimas A troca também ocorre após a circulação de um vídeo em que presos do Pavilhão Rogério Coutinho Madruga cobram da secretária-adjunta Arméli Brennand a retomada das visitas íntimas no sistema prisional potiguar.
O encontro foi registrado durante visita institucional realizada em 26 de agosto. A Seap afirmou que a atividade teve caráter coletivo, aberto e institucional e que não houve reuniões privadas com os detentos.
As visitas íntimas não ocorrem no Rio Grande do Norte desde 2017. A modalidade não é um direito previsto na Lei de Execução Penal e, segundo recomendação do Ministério Público do Rio Grande do Norte, sua criação geral no Estado dependeria de uma lei estadual específica.
Nota do Governo “O Governo agradece aos servidores Helton Edi Xavier da Silva e Dra. Arméli Marques Brennand pela contribuição e pelos serviços prestados durante o período em que estiveram à frente da pasta”, informou o Executivo estadual.
O Governo também confirmou a designação interina do secretário de Segurança Pública para responder pela gestão da Seap.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou nesta quarta-feira (9) o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news e assumiu a condução da investigação. A decisão integra uma série de medidas adotadas pelo presidente da Corte para tentar conter a crise institucional provocada pelo embate entre Moraes e André Mendonça e pelas decisões conflitantes envolvendo a direção da Polícia Federal.
O inquérito, aberto em 2019, continuará em vigor, mas Fachin indicou um caminho para sua conclusão. Pela decisão, o procedimento e outras investigações preliminares vinculadas a ele serão encaminhados à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR), que deverão avaliar a apresentação de denúncia ou o pedido de arquivamento.
A mudança vale a partir desta quarta e preserva os atos já praticados por Moraes. Ações penais originadas do inquérito e que já tiveram denúncia recebida também continuarão seguindo a tramitação atual.
Fachin justificou que a designação de Moraes para conduzir o inquérito, feita em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, representava uma delegação de uma atribuição da Presidência da Corte e, portanto, poderia ser revogada.
STF julgará relatório sobre Moraes
Fachin também convocou uma sessão extraordinária do plenário para terça-feira (15), às 10h, para analisar o processo que reúne mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e destinadas a Moraes. O sigilo desse material havia sido retirado por decisão de André Mendonça.
A divulgação do relatório da PF está no centro da crise que se aprofundou nos últimos dias. Após a abertura das informações, Moraes encaminhou à presidência do STF outros relatórios de inteligência que, segundo ele, apontariam “fortes indícios” de irregularidades cometidas por Mendonça na condução de investigações relacionadas aos casos Master e INSS.
Mendonça reagiu afirmando ter sido alvo de “monitoramento sistemático” e ilegal pela inteligência da Polícia Federal. As acusações apresentadas pelos dois ministros ainda estão sob análise e não representam conclusão sobre a ocorrência de crimes ou irregularidades.
Outra medida determina a suspensão de procedimentos que possam representar investigações contra integrantes do próprio Supremo. Casos desse tipo deverão ser encaminhados inicialmente à presidência da Corte.
Fachin também suspendeu o procedimento aberto pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, para apurar uma possível interferência na elaboração de relatórios da PF relacionados ao caso.
Na semana passada, Fachin já havia retirado do inquérito das fake news o pedido de Moraes para investigar Mendonça. O material foi transferido para um procedimento separado conduzido pela presidência do STF.
Andrei Rodrigues permanece na PF
Fachin também interveio na disputa sobre o comando da Polícia Federal e manteve Andrei Rodrigues como diretor-geral da corporação.
Na terça-feira (8), Mendonça determinou o afastamento de Andrei. Nesta quarta, Flávio Dino decidiu pela reintegração do delegado. Fachin suspendeu os efeitos das decisões conflitantes e determinou que a controvérsia passe a ser conduzida pela presidência do Supremo.
Segundo Fachin, as decisões sucessivas produziram um “inconciliável conflito de posições judiciais”.
Andrei terá 48 horas para apresentar informações ao presidente do STF. Fachin manteve ainda o prazo de 72 horas concedido anteriormente a Mendonça para prestar esclarecimentos.
As decisões colocam a presidência do Supremo no centro da administração da crise e concentram sob Fachin os principais procedimentos relacionados ao confronto entre ministros, à atuação da Polícia Federal e aos desdobramentos do caso Master.
A PF (Polícia Federal) cumpre neste momento 49 mandados de busca e apreensão contra nomes ligados ao financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), apura suposto desvio de emendas parlamentares repassadas a organização da sociedade civil.
Os mandados da operação Make Up, realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.
Segundo a PF, as investigações apontam a existência de uma “organização criminosa formada por agentes públicos e privados”, que é suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados.
De acordo com a corporação, levantamentos financeiros identificaram movimentação de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado. A operação investiga crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu nesta quarta-feira (9/9) as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino envolvendo o comando da Polícia Federal (PF) e determinou que o impasse seja levado ao Plenário da Corte.
Fachin suspendeu tanto a ordem de Mendonça que afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, quanto a decisão de Dino que determinou a reintegração dos dois.
Com isso, o quadro fica como estava antes da decisão de Mendonça: Andrei segue como diretor-geral da PF.
Na decisão, Fachin deu uma “resposta” aos colegas de Corte e afirmou que é grave o quadro em que “decisões de ministros passam a ser desafiadas horizontalmente”.
“É grave o quadro em que decisões de ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência. Essa é a razão pela qual determinei, nos autos da Pet 16.704, a suspensão de decisão proferida pelo ministro Flávio Dino sobre o mesmo objeto, nos autos da Pet 16.669”, afirmou Fachin.
O presidente da Corte ainda intimou o Andrei Rodrigues para prestar informações em até 48 horas sobre o caso. “Isso feito, o Presidente decidirá sobre a permanência ou não do Diretor-Geral da Polícia Federal no procedimento específico referido acima (SL 1946), de competência da Presidência”, diz.
Em outra decisão, Fachin ainda revogou a relatoria de Alexandre de Moraes do Inquérito das Fake News, instaurado desde 2019.
Entenda a crise A PF mapeou troca de mensagens e supostos encontros entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Andrei Rodrigues e Paulo Gonet também apareceram em mensagens do banqueiro. O ministro André Mendonça derrubou sigilo de relatório da PF. Com a crise instalada no Supremo, a PGR defendeu a nulidade dos atos de Mendonça. Moraes pediu a abertura de investigação contra Mendonça no Inquérito das Fake News. André Mendonça apontou que era alvo de monitoramento ilícito da Polícia Federal e determinou o afastamento do diretor-geral da corporação. Dino mandou reintegrar os delegados à cúpula da PF.
Moraes x Mendonça O pano de fundo da crise é o avanço das investigações envolvendo o caso do Banco Master.
Andrei Rodrigues e Leandro Almada, diretor de Inteligência da PF, foram afastados de seus cargos na cúpula da corporação, nessa terça-feira (8/9), por decisão do ministro André Mendonça. O magistrado apontou condutas suspeitas no relatório enviado ao ministro Alexandre de Moraes no âmbito do Inquérito das Fake News.
Mendonça justificou que o afastamento preventivo do diretor da corporação é necessário para evitar que as atividades policiais “continuem sendo vilipendiadas”.
Flávio Dino, no entanto, reconduziu os delegados aos cargos nesta quarta-feira. Segundo ele, Mendonça estaria interferindo na investigação ao afastar as chefias.
O ministro ressaltou que a medida é inédita e que inquéritos policiais não podem ser afetados por “divergências funcionais ou pessoais com a Polícia Federal”. Ele defendeu que o caso seja debatido no plenário da Corte. Fachin, no entanto, ainda não se manifestou sobre uma data para essa discussão presencial.
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), substituiu nesta quarta-feira (9) a prisão preventiva de Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, pelo uso de tornozeleira eletrônica.
Romeu estava preso desde dezembro de 2025, quando foi alvo de uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.
Agora, além da monitoração eletrônica, Mendonça proibiu Romeu de manter contato, direto ou indireto, com outros investigados e com testemunhas relacionadas à operação.
A mudança na prisão atende a um pedido apresentado pela defesa. Com a decisão, Romeu poderá deixar a prisão, mas continuará submetido às medidas cautelares estabelecidas pelo ministro.
Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, é acusado de operar um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas cadastrados no INSS.
De acordo com as investigações, o “careca do INSS” seria um intermediário dos sindicatos e associações, recebendo os recursos que eram debitados indevidamente dos aposentados e pensionistas, e repassando parte deles a servidores do Instituto ou familiares e empresas ligadas a eles.
Relembre a operação Sem Desconto A primeira fase da operação Sem Desconto foi deflagrada pela PF e pela CGU (Controladoria-Geral da União) em 23 de abril de 2025. A ação revelou um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Na época, os investigadores estimavam que as fraudes podiam chegar a cerca de R$ 6 bilhões.
Oito estreantes compõem a lista de convocados da Seleção Brasileira para amistosos contra Austrália e Índia, entre o fim de setembro e o início de outubro. Esta é a primeira convocação do técnico Carlo Ancelotti depois da Copa do Mundo de 2026, na qual o Brasil foi eliminado pela Noruega nas oitavas de final.
Dos 26 convocados, 16 jogadores atuam no futebol europeu e os outros dez jogam em times do Brasil. O Corinthians foi o time nacional com mais atletas na lista: Hugo Souza, Matheuzinho e Breno Bidon.
Os estreantes são os goleiros Pedro Morisco (Coritiba) e Otávio (Cruzeiro), os zagueiros Arthur Dias (Athletico-PR) e Jair Cunha (Nottingham), os laterais Matheuzinho (Corinthians) e Mauro Júnior (PSV) e os volantes Breno Bidon (Corinthians) e Gabriel Bontempo (Santos).
Veja a lista completa de convocados
Goleiros: Hugo Souza (Corinthians) Morisco (Coritiba) Otávio (Cruzeiro);
Defensores: Artur Dias (Athletico-PR) Douglas Santos (Zenit) Gabriel Magalhães (Arsenal) Jair (Nottingham Forest) Marquinhos (PSG) Matheuzinho (Corinthians) Mauro Júnior (PSV) Vitor Reis (Manchester City) Wesley (Roma)
Meio-campistas: Andrey Santos (Manchester United) Breno Bidon (Corinthians) Bruno Guimarães (Arsenal) Danilo Santos (Botafogo) Douglas Luiz (Juventus) Gabriel Bontempo (Santos)
Atacantes: Endrick (Real Madrid) Estêvão (Chelsea) João Pedro (Chelsea) Pedro (Flamengo) Raphinha (Barcelona) Rayan (Bournemouth) Samuel Lino (Flamengo) Vinicius Junior (Real Madrid)
Datas dos primeiros amistosos pós-Copa:
25/9 – Austrália x Brasil – no Queensland Country Bank Stadium, às 7h
29/9 – Austrália x Brasil, no Suncorp Stadium, às 7h
3/10 – Índia x Brasil, no Salt Lake Stadium (horário a definir)
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) enviará solicitação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que nove cidades do Rio Grande do Norte tenham a presença da Força Federal durante as eleições. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (9).
A medida foi aprovada pelo Pleno do TRE-RN e foi tomada após análise das demandas de segurança em localidades consideradas mais vulneráveis a conflitos eleitorais ou que enfrentam consideráveis dificuldades logísticas.
Os municípios contemplados são:
Serra Negra do Norte
Jardim de Piranhas
Alexandria
Tibau
Boa Saúde
Sítio Novo
Serra Caiada
Ipanguaçu
João Dias
Entre esses, Serra Negra do Norte, Jardim de Piranhas, Alexandria e João Dias já haviam recebido reforço na segurança nas Eleições 2024.
De acordo com o TRE, o pedido tem como objetivo assegurar a tranquilidade do processo de votação e proteger eleitores, mesários e urnas eletrônicas em cidades com histórico de disputas acirradas e episódios de violência política.
Nem todos os municípios que solicitaram o reforço foram incluídos, pois as solicitações foram analisadas individualmente pelo Tribunal com base em critérios técnicos de segurança, em relatos dos juízes eleitorais e em informações dos setores de Inteligência da Polícia Militar e da Justiça Eleitoral.
O TRE informou ainda que os próximos passos envolvem o encaminhamento da solicitação ao TSE, que avaliará a necessidade e decidirá sobre a autorização do envio das tropas. Caso seja aprovado, o Exército atuará em conjunto com a Polícia Militar e a Polícia Federal na proteção dos procedimentos do pleito.
A decisão deverá ser publicada antes do início oficial da campanha eleitoral, previsto para outubro.
Os principais candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte e ao Senado receberam, juntos, R$ 24,19 milhões em recursos do Fundo Partidário para financiar as campanhas nas eleições deste ano. Os valores mostram diferenças significativas entre as estruturas financeiras colocadas à disposição dos candidatos pelos partidos.
Levantamento feito a partir dos valores destinados às campanhas mostra que R$ 7,91 milhões foram repassados aos quatro candidatos ao Governo considerados, enquanto os oito nomes que disputam as duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado receberam R$ 16,27 milhões.
Allyson lidera recursos entre candidatos ao Governo
Entre os candidatos ao Governo, Allyson (União) recebeu o maior volume de recursos partidários. Foram dois repasses que, somados, chegam a R$ 3.905.588,20.
Na sequência aparece Álvaro Dias (PL), com R$ 3 milhões destinados à campanha.
Cadu de Lula (PT) recebeu dois repasses, de R$ 711.552,25 e R$ 210 mil, totalizando R$ 921.552,25.
Já Professor Robério Paulino (PSOL) recebeu R$ 90 mil.
Somados, os recursos destinados às quatro campanhas ao Governo chegam a R$ 7.917.140,45.
Styvenson e Rafael Motta superam R$ 3,7 milhões
Na disputa pelo Senado, o maior volume entre os candidatos analisados foi destinado a Styvenson Valentim (Podemos). A campanha recebeu R$ 3.811.887,03.
Logo depois aparece Rafael Motta (PDT), com R$ 3,7 milhões. Samanda de Lula (PT) recebeu dois repasses que totalizam R$ 3.448.198,32, enquanto Zenaide Maia (PSD) recebeu R$ 3 milhões.
A campanha de Coronel Hélio (PL) recebeu R$ 1,5 milhão, e Tércio Tinoco (União) contou com R$ 726.344.
Os candidatos do PSOL Sandro Pimentel e Sonia Godeiro receberam R$ 45 mil cada.
Considerando os oito candidatos ao Senado, os repasses somam R$ 16.276.429,35.
Veja os valores
Governo do RN
Allyson (União) — R$ 3.905.588,20 Álvaro Dias (PL) — R$ 3.000.000,00 Cadu de Lula (PT) — R$ 921.552,25 Professor Robério Paulino (PSOL) — R$ 90.000,00
A Prefeitura de Cruzeta abriu concurso público com 132 vagas imediatas, além de cadastro de reserva. Os salários chegam a R$ 9.867,47. As inscrições podem ser feitas pela internet até 12 de outubro. Há vagas para candidatos com formação nos níveis fundamental, médio, técnico e superior.
O concurso é organizado pelo Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro (IDIB). As taxas de inscrição variam de R$ 100 a R$ 150, conforme o cargo.
São três editais ao todo. Os editais oferecem cargos nas áreas de saúde, educação, administração e infraestrutura, além de vagas para a Câmara Municipal. Para professor polivalente, são 15 vagas imediatas.
Na área da saúde, os maiores salários são para médicos que atuarão em Unidades Básicas de Saúde (UBS), com remuneração de R$ 9.867,47.
Há ainda um edital específico para os cargos de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias. Para a Guarda Civil Municipal, são oferecidas quatro vagas imediatas.
Além da prova objetiva, os candidatos à Guarda Civil Municipal passarão por Teste de Aptidão Física (TAF), avaliação psicológica, exames de saúde, investigação social e curso de formação. As provas objetivas estão previstas para 29 de novembro.
Concurso de Cruzeta 132 vagas imediatas
cadastro de reserva Salários: até R$ 9.867,47
Inscrições: até 12 de outubro
Escolaridade: fundamental, médio, técnico e superior
Taxas: de R$ 100 a R$ 150
Organização: IDIB
Prova objetiva: prevista para 29 de novembro
Guarda Civil Municipal: 4 vagas, com TAF, avaliação psicológica, exames de saúde, investigação social e curso de formação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quarta-feira 9 a quebra total do sigilo das investigações relacionadas ao caso Master. Em declaração sobre a crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF), Lula também cobrou explicações e medidas imediatas.
Segundo o presidente, a apuração deve alcançar todos os envolvidos, “doa a quem doer”. Ele pediu mais transparência no andamento do caso e criticou o que classificou como vazamentos seletivos com impacto na disputa eleitoral.
Presidente cita transparência nas investigações Lula afirmou que a divulgação dos fatos precisa ser feita de forma ampla. Como exemplo, mencionou a Operação Spoofing, cujo material foi divulgado durante a atuação de Ricardo Lewandowski no Judiciário.
O presidente não detalhou quais providências espera das instituições nem comentou casos específicos ligados às investigações.
Crise envolve decisões no STF O caso Master ganhou novos desdobramentos nos últimos dias com a divulgação de relatórios, mensagens e decisões relacionadas a autoridades e à Polícia Federal. O Agora RN mostrou que André Mendonça pediu informações à PGR sobre uma mensagem atribuída a Daniel Vorcaro. Nesta quarta-feira, o ministro Flávio Dino suspendeu o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da corporação.
A apuração sobre o Banco Master continua em andamento. As declarações de Lula ocorrem em meio à discussão sobre a divulgação de informações e documentos ligados ao caso.
Os bancários do Rio Grande do Norte decidiram encerrar a greve nos bancos privados após aceitarem o acordo apresentado pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A paralisação, no entanto, continua nos bancos públicos. As negociações com a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil seguem nesta quarta-feira (9).
A decisão sobre os bancos privados foi tomada em assembleia na noite desta terça-feira, após um dia de paralisação no Estado. A proposta prevê reposição da inflação mais 0,6% de ganho real, além da renovação de cláusulas da convenção coletiva e da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
O Sindicato dos Bancários do RN (SEEB-RN), no entanto, criticou os termos. O diretor Marcos Tinôco classificou a proposta como “rebaixada” e destacou que o RN foi o único estado a manter a greve nos bancos privados durante todo o dia.
“Infelizmente, nós não temos as condições objetivas de continuar uma greve sozinhos, só o Rio Grande do Norte”, afirmou Tinôco. Segundo ele, a assinatura ocorreu após a proposta ser aceita nacionalmente pelas entidades ligadas à Contraf-CUT.