Em reunião realizada nesta terça-feira na sede do PDT nacional, em Brasília, o ex-senador Jean Paul Prates e o ex-deputado federal Rafael Motta discutiram as estratégias da sigla para as eleições deste ano.
A ideia, conforme, Jean postou em suas redes sociais, é construir uma candidatura que em sendo vitoriosa teria um mandato compartilhado entre ele e Rafael. “Em agenda com presidentes de partidos aliados, Carlos Lupi também apresentou o entendimento construído entre os dois pré-candidatos do PDT ao Senado no Rio Grande do Norte, Jean Paul Prates e Rafael Motta, propondo a formalização pública de um acordo de compartilhamento de mandato como estratégia de fortalecimento do projeto político do partido no estado”, explicou Jean.
O acordo contou com a chancela do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e da presidente estadual do partido no Rio Grande do Norte, Márcia Maia.
A escolha do candidato será definida por meio de pesquisa. O mais citado vai compor chapa com o PT, buscando o segundo voto do lulismo.
Os vereadores G Charles, João Paulo, Sebastião e Cleyber Trajano participaram de uma audiência na Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) com o objetivo de garantir investimentos para a zona rural de Currais Novos.
Na reunião, os parlamentares solicitaram a perfuração de poços, instalação de dessalinizadores e construção de barragens submersas, medidas consideradas essenciais para melhorar o acesso à água nas comunidades rurais.
A iniciativa visa reduzir os impactos da seca e oferecer mais segurança hídrica para os moradores, especialmente agricultores familiares. Os vereadores destacaram a importância da parceria com o Governo Federal para viabilizar as ações e atender uma demanda histórica do município.
A incidência de raios no Rio Grande do Norte aumentou 24% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento da Neoenergia Cosern com base em dados da Plataforma Climatempo. Entre janeiro e março, foram registradas 45.377 descargas atmosféricas no estado, com maior concentração nas regiões Oeste e Seridó.
De acordo com a distribuidora, o aumento está diretamente ligado à maior frequência de chuvas nessas regiões. No mesmo período, o número de ocorrências relacionadas ao sistema elétrico provocadas por raios subiu 9%, resultando em interrupções pontuais no fornecimento de energia para cerca de 373 mil pessoas em todo o estado.
Segundo a Neoenergia Cosern, Apodi liderou o ranking de incidência de raios, com 2.633 registros, seguido por Caicó (2.300) e Mossoró (2.170). Também aparecem entre os municípios com maior número de descargas Governador Dix-Sept Rosado (2.023), Caraúbas (1.739), Campo Grande (1.448), Upanema (1.368), Serra Negra do Norte (1.346), Jucurutu (1.123) e Açu (1.066).
O superintendente técnico da Neoenergia Cosern, Antonio Carlos Queiroz, afirmou que a concessionária tem ampliado investimentos para reduzir impactos das descargas atmosféricas. “Entre as medidas estão a instalação de para-raios e a modernização da rede elétrica com equipamentos telecomandados, que permitem maior agilidade no restabelecimento do fornecimento de energia”, apontou.
Confira a lista completa:
Apodi – 2.633 Caicó – 2.300 Mossoró – 2.170 Gov. Dix-Sept Rosado – 2.023 Caraúbas – 1.739 Campo Grande – 1.448 Upanema – 1.368 Serra Negra do Norte – 1.346 Jucurutu – 1.123 Açu – 1.066 Baraúna – 1.005 Santana do Matos – 964 Angicos – 881 Tenente Ananias – 849 São João do Sabugi – 744 Alexandria – 719 Felipe Guerra – 663 Pau dos Ferros – 635 Marcelino Vieira – 609 Patu – 569 Jardim de Piranhas – 569 Afonso Bezerra – 541 Florânia – 535 Umarizal – 532 São Fernando – 491 Acari – 490 Parelhas – 439 Olho d’Água do Borges – 380 Jardim do Seridó – 379 Pendências – 368 Francisco Dantas – 363 Severiano Melo – 355 São Rafael – 350 Fernando Pedroza – 343 Serra do Mel – 328 Paraú – 328 Carnaubais – 327 Itaú – 324 Pedro Avelino – 323 Jandaíra – 311 Ipueira – 295 Triunfo Potiguar – 286 Cruzeta – 282 Ouro Branco – 272 Rafael Godeiro – 271 São Tomé – 267 João Câmara – 259 Portalegre – 259 Lajes – 256 Riacho da Cruz – 253 Rodolfo Fernandes – 251 Antônio Martins – 241 Martins – 237 Pedra Preta – 234 Janduís – 231 São Miguel – 230 Paraná – 226 Ceará-Mirim – 226 Santa Cruz – 225 José da Penha – 224 Almino Afonso – 222 Taboleiro Grande – 221 São José do Seridó – 220 Macau – 220 Ipanguaçu – 217 São Vicente – 207 Encanto – 195 Currais Novos – 192 Alto do Rodrigues – 190 Jardim de Angicos – 177 Porto do Mangue – 167 Luís Gomes – 159 Timbaúba dos Batistas – 158 Riacho de Santana – 158 Areia Branca – 157 Rafael Fernandes – 155 João Dias – 152 São Francisco do Oeste – 149 Cerro Corá – 143 Equador – 143 Lajes Pintadas – 140 Serrinha dos Pintos – 137 São Miguel do Gostoso – 135 Pilões – 134 Touros – 133 Itajá – 129 Coronel João Pessoa – 118 Parazinho – 113 Campo Redondo – 95 Carnaúba dos Dantas – 94 Água Nova – 91 Doutor Severiano – 87 Frutuoso Gomes – 82 Venha-Ver – 82 Ielmo Marinho – 80 Januário Cicco – 77 Messias Targino – 77 Bodó – 74 Santana do Seridó – 71 Pureza – 70 Tangará – 67 Galinhos – 67 Coronel Ezequiel – 64 Rio do Fogo – 63 Santo Antônio – 61 Taipu – 53 Tenente Laurentino Cruz – 53 Lagoa Nova – 52 Macaíba – 52 Várzea – 50 Caiçara do Norte – 50 São José do Campestre – 49 Major Sales – 48 Nova Cruz – 48 Guamaré – 46 Caiçara do Rio do Vento – 46 Grossos – 44 São Bento do Norte – 43 Viçosa – 41 Sítio Novo – 36 Extremoz – 34 Santa Maria – 32 Bento Fernandes – 32 Tibau – 30 Pedra Grande – 30 Lucrécia – 30 Serrinha – 30 Serra Caiada – 30 Barcelona – 29 São Bento do Trairí – 29 Monte Alegre – 28 São Paulo do Potengi – 27 São Pedro – 24 Maxaranguape – 24 Riachuelo – 19 Monte das Gameleiras – 18 São Gonçalo do Amarante – 17
O pré-candidato do PT ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, afirmou que a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) foi a melhor do Estado nas últimas duas décadas. “O governo da professora Fátima é o melhor governo dos últimos 20 anos aqui no nosso Estado”, afirmou Cadu, em entrevista à TV Band RN.
Cadu Xavier, que chefiou a equipe econômica do governo — inicialmente, como secretário de Tributação e, depois, como secretário de Fazenda —, citou que a gestão atual promoveu uma mudança estrutural no cenário do Rio Grande do Norte, especialmente quando comparado ao período anterior a 2019.
Ao justificar a afirmação, o pré-candidato traçou um paralelo com o passado recente. “O Rio Grande do Norte até 2018 era terra de salários atrasados, de polícia aquartelada, de rebeliões em presídios, e hoje a gente vive um momento completamente diferente”, disse.
Para Cadu, a regularização da folha salarial e a valorização do funcionalismo são elementos centrais dessa transformação. “O Estado paga o seu servidor em dia, valoriza o servidor”, pontuou.
No campo fiscal, ele destacou a redução do comprometimento da receita com despesas de pessoal. “Em dezembro de 2018, o Rio Grande do Norte comprometia 63% da sua receita com gasto com pessoal. Hoje, nós já estamos na casa dos 56%, ou seja, uma queda de mais de 7 pontos percentuais”, afirmou, ao defender que houve equilíbrio entre responsabilidade fiscal e valorização dos servidores.
A segurança pública foi apresentada como o principal resultado da gestão. “Eu tenho convicção de que o maior legado do governo da professora Fátima é a segurança pública”, declarou.
Ele citou indicadores para sustentar a avaliação. “Natal é hoje a capital mais segura do Nordeste, o Rio Grande do Norte está entre os quatro estados mais seguros do País”, disse. Segundo o pré-candidato, o cenário atual contrasta com o passado recente. “Saímos de um estado que vivia com a polícia aquartelada, porque os policiais não recebiam salário. Um estado que tinha rebeliões nos presídios, e hoje isso não existe mais”, declarou.
Cadu também atribuiu os avanços a investimentos realizados ao longo da gestão. “Nós tivemos mais de 5 mil profissionais de segurança pública contratados no governo da professora Fátima através de concurso público”, afirmou. Ele acrescentou que houve “investimento forte em equipamentos, armamentos e coletes” e renovação da frota. “As viaturas do nosso estado são todas novas”, disse.
O pré-candidato ainda destacou a integração das forças de segurança como fator determinante. “Essa integração fez com que a gente estivesse hoje em outro patamar.”
Na saúde, reconheceu a existência de desafios, mas ressaltou avanços na estrutura e na interiorização dos serviços. “Hoje, no governo da professora Fátima, nós temos o dobro de leito de UTI que a gente tinha antes”, afirmou. Ele também mencionou a ampliação de cirurgias eletivas e melhorias em hospitais regionais. “Se você comparar a saúde pública do Rio Grande do Norte de hoje com a de 2018, a situação é muito melhor do que a que a gente tinha antes”, disse.
O pré-candidato defendeu a continuidade do modelo de regionalização. “A gente tem que continuar esse processo de regionalização da saúde, não dá para a gente concentrar a saúde nos grandes centros”, afirmou. Para ele, é necessário superar a lógica de deslocamento de pacientes. “A gente tem que continuar esse processo de fortalecimento da saúde regional para que a saúde esteja próxima do povo.”
Na educação, Cadu reconheceu dificuldades, especialmente na alfabetização, mas atribuiu a responsabilidade compartilhada com os municípios. “A alfabetização está na obrigação do município”, disse, ao defender a cooperação institucional. Ainda assim, apontou avanços da gestão estadual. “Nós temos hoje o triplo de alunos matriculados no ensino integral do que existia antes”, afirmou. Também citou investimentos estruturais. “Nós temos mais de 100 escolas reformadas, temos todas as escolas do Estado conectadas e mais de 29 mil Chromebooks distribuídos.”
Ele destacou ainda a criação de novos institutos de educação. “Nós temos a construção dos 10 Ierns”, disse, ao comparar as unidades aos institutos federais. Sobre os resultados, afirmou esperar melhoria nos indicadores. “A gente espera um resultado do Ideb trazendo o Rio Grande do Norte para um patamar intermediário”, afirmou ele, sobre o indicador que está prestes a sair.
Mesmo diante de pesquisas que apontam desgaste das gestões estadual e federal, Cadu minimizou o impacto. “Seria arriscado se a gente não tivesse entregas para apresentar”, afirmou. Ele citou o histórico recente como referência. “Em 2022, a governadora Fátima enfrentava também um quadro de desaprovação e foi eleita no primeiro turno”, disse.
Ao final, o pré-candidato reforçou que sua candidatura está ancorada na continuidade do projeto político. “A gente está colocando o nome à disposição com muita firmeza para defender o legado do governo da professora Fátima e apontar um futuro de mais desenvolvimento, geração de emprego e renda para o nosso povo”, afirmou.
O cenário das pré-candidaturas à Presidência da República, após o fim da janela partidária, não inclui até o momento nenhuma mulher. Caso se confirme, será a primeira eleição desde 2002 disputada apenas por homens. Hoje, os principais nomes colocados são o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), além de outros seis pré-candidatos.
Entre eles estão os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, que deixaram seus cargos para disputar o Planalto. Também se colocaram na corrida Aldo Rebelo (DC), Renan Santos (Missão), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Augusto Cury (Avante).
O quadro contrasta com a eleição de 2022, quando quatro mulheres concorreram à Presidência, o maior número do século. Entre elas estavam Simone Tebet e Marina Silva, que atualmente não são cotadas para a disputa ao Planalto. Tebet confirmou candidatura ao Senado em São Paulo, enquanto Marina também deve disputar vaga na Casa. Outras candidatas naquele pleito foram Soraya Thronicke, além de nomes como Sofia Manzano e Vera Lúcia.
Desde 2006, todas as eleições presidenciais contaram com ao menos duas mulheres na disputa. Em 2002, a ausência feminina ocorreu após a retirada da candidatura de Roseana Sarney.
Para especialistas, o atual cenário reflete entraves estruturais dentro dos partidos. “Tirando a Dilma, que disputou as eleições porque o Lula a indicou, todas as candidaturas de mulheres nas eleições presidenciais desde 2002 não tinham alta competitividade. A Tebet, caso mais recente, em 2022, teve uma boa colocação para uma primeira candidatura, mas não contou com apoio consistente do seu próprio partido em vários estados”, afirma Lilian Sendretti, pesquisadora do Cebrap, em entrevista ao jornal O Globo.
Segundo ela, o problema está na própria organização partidária. “As estruturas partidárias continuam sendo majoritariamente masculinas, seja nas instâncias internas de tomada de decisão, seja na proporção de candidaturas e no quanto os partidos investem nessas campanhas.”
A pesquisadora Juliana Fratini, doutora em ciência política pela PUC-SP, destaca que os avanços recentes na participação feminina ocorreram principalmente por atuação da Justiça Eleitoral, que fiscaliza o cumprimento das cotas de gênero. A regra exige que partidos tenham entre 30% e 70% de candidaturas de cada sexo, com punições em caso de descumprimento.
“O Judiciário foi a instituição que mais contribuiu para o ingresso da mulher na política institucional nos últimos anos, devido à verificação do cumprimento das cotas, tanto no quesito de vagas quanto no repasse de recursos”, afirma Fratini.
Ela ressalta, porém, que a norma vale apenas para eleições proporcionais, como para deputado e vereador, e não se aplica às disputas majoritárias, como a presidencial.
Fratini também aponta que, diante das limitações estruturais, a visibilidade feminina tem se concentrado em outras figuras políticas, como as primeiras-damas. “Como estratégia, isso acaba concentrando visibilidade nas primeiras-damas, enquanto nem as ministras indicadas por esses presidentes ganharam a mesma relevância. Com isso, não há estímulo nem referências femininas fortes com protagonismo político”, diz.
O resultado, segundo especialistas, é um cenário em que a presença feminina na disputa pelo principal cargo do país permanece condicionada a fatores políticos e institucionais que ainda limitam sua competitividade.
Pré-candidatos ao Planalto em 2026 Nomes colocados na disputa até o momento:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Flávio Bolsonaro (PL) Ronaldo Caiado (PSD) Romeu Zema (Novo) Aldo Rebelo (DC) Renan Santos (Missão) Cabo Daciolo (Mobiliza) Augusto Cury (Avante) Últimas candidatas à Presidência 2022
Simone Tebet (MDB) Soraya Thronicke (União Brasil) Sofia Manzano (PCB) Vera Lúcia (PSTU) 2018
Marina Silva (Rede) Vera Lúcia (PSTU) 2014
Dilma Rousseff (PT) Marina Silva (PSB) Luciana Genro (Psol) 2010
Primeira-dama de Pedro Velho tem trabalho social na região
Pedrovelhense, Daiana Valentim vem consolidando seu nome como uma das lideranças em ascensão no Agreste Potiguar. Mãe de cinco filhos e atual primeira-dama de Pedro Velho, ganhou destaque pela atuação à frente da Secretaria de Assistência Social, transformando a pasta em uma das mais bem avaliadas da gestão.
O município de Pedro Velho tem cerca de 11 mil eleitores e faz fronteira com Canguaretama que tem 25 mil votos e Montanhas que tem quase 10 mil votantes aptos este ano.
Daiana promoveu uma verdadeira reestruturação da assistência social, com a criação de programas como o Auxílio Cidadão, o Minha Casa, Meu Sonho, além do aprimoramento de todos os serviços ofertados à população. Também foi responsável pela construção do novo prédio da assistência e pela garantia de 45 unidades habitacionais, com outras 200 em andamento por meio do Minha Casa Minha Vida.
Com raízes em Monte Alegre e forte presença em cidades como Canguaretama, Montanhas e Goianinha, Daiana amplia sua atuação para além de Pedro Velho, consolidando vínculos em uma região que ultrapassa 80 mil eleitores.
Recentemente filiada ao PSDB, vive um novo momento em sua trajetória pública, fortalecendo sua presença no Agreste e ampliando o alcance de um trabalho marcado pelo compromisso social e pela transformação de vidas.
O ex-prefeito de Currais Novos, Odon Jr, tem chamado atenção na política do RN. Discreto e firme em suas posições, vem sendo lembrado em pesquisas em várias regiões do estado.
A pesquisa SETA/Blog do Barreto colocou Odon com 0,7% em 8° lugar na disputa geral para Deputado Federal e em 2° lugar na Federação do PT.
Integrante do Grupo Avante do PT, Odon fará dobradinha com o deputado estadual Francisco do PT e conta com o incentivo de Samanda Alves, Presidenta Estadual do PT e da governadora Fátima Bezerra. Com a pré-candidatura de Samanda ao Senado, o potencial eleitoral de Odon cresce em diversas regiões.
Em suas redes sociais, Odon agradeceu a confiança do povo e afirmou que seguirá trabalhando até 2026 para representar o RN na Câmara Federal e contribuir com um projeto de desenvolvimento para o Brasil.
O colapso hídrico enfrentado por São João do Sabugi motivou um pronunciamento do deputado Francisco do PT durante a sessão plenária desta terça-feira (7), na Assembleia Legislativa do RN. O parlamentar apresentou um requerimento solicitando ao Governo do Estado a implantação de uma adutora para interligar a Barragem de Carnaúba à sede do município, visando garantir a segurança hídrica da população da região do Seridó.
A iniciativa foi endereçada à governadora Fátima Bezerra (PT), à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) e à Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern). Segundo o líder do governo na Assembleia Legislativa, a medida é urgente, uma vez que o município depende exclusivamente do Açude Sabugi, que opera atualmente com apenas 3,67% de sua capacidade total.
Durante sua fala, o parlamentar detalhou a fragilidade do sistema atual, que tem exigido o uso emergencial de carros-pipa e poços tubulares para o abastecimento público. “O reservatório Sabugi, com capacidade para 61,8 milhões de metros cúbicos, encontra-se em situação crítica, agravada pela irregularidade das chuvas e perdas por evaporação”, alertou o legislador, ressaltando que a qualidade da água também está comprometida pelo baixo volume acumulado.
A solução proposta por Francisco do PT consiste na captação de água na Barragem Carnaúba, situada na zona rural do próprio município, a cerca de 15 quilômetros da área urbana. Com capacidade de 25,7 milhões de metros cúbicos, o reservatório detém hoje aproximadamente 38% de seu volume total.
Conforme os dados apresentados, o abastecimento anual da cidade consumiria apenas 10% da disponibilidade atual do reservatório, o que comprova a viabilidade técnica do projeto. O investimento estimado para a obra gira entre R$ 18 milhões e R$ 20 milhões. Para o deputado, a intervenção é essencial para fortalecer a economia local e promover dignidade aos moradores, permitindo que permaneçam em seu território com qualidade de vida.
A proporção de famílias brasileiras com dívidas atingiu o recorde de 80,4% em março. O índice do mês de fevereiro marcava 80,2%. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo divulgou os dados em seu levantamento mais recente. O percentual era de 77,1% em março do ano passado.
O cenário reflete os impactos da taxa Selic (taxa básica de juros da economia). O presidente da instituição, José Roberto Tadros, explicou que a redução dos juros demora meses para fazer efeito prático. O endividamento deve continuar em alta até que esse alívio chegue ao consumidor final.
A elevação nos preços dos combustíveis também contribui para o quadro negativo no país. O encarecimento logístico afeta o valor final das mercadorias. As famílias sofrem redução no poder de compra e recorrem ao crédito para pagar despesas básicas.
A parcela de inadimplentes (pessoas com contas em atraso) manteve a estabilidade em 29,6%. O grupo de pessoas que se consideram muito endividadas recuou levemente de 16,1% para 16%. O comprometimento médio da renda com dívidas também caiu de 29,7% para 29,6% no período.
O aumento do endividamento concentrou-se nas faixas de renda mais altas. O índice subiu de 78,7% para 79,2% entre quem ganha de cinco a dez salários mínimos. O grupo com renda superior a dez salários mensais passou de 69,3% para 69,9%.
As famílias com ganhos de até três salários mínimos mantiveram o indicador estável em 82,9%. A classe média baixa registrou uma queda no endividamento de 82,9% para 82,6% em março. O economista-chefe da instituição, Fabio Bentes, alertou para os riscos futuros na economia.
Ele ponderou que uma nova rodada de alta na inflação pressionará desproporcionalmente o orçamento das famílias mais pobres. A pesquisa considera como dívidas as faturas de cartão de crédito e o uso do cheque especial. O levantamento inclui ainda carnês de loja, prestações de imóveis e o crédito consignado (empréstimo com desconto direto no salário).
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes determinou no dia 31 de março a redução de 100 dias da pena do hacker Walter Delgatti Neto por seu desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio para pessoas privadas de liberdade, o Enem PPL.
Delgatti está preso em Tremembé, em São Paulo, onde cumpre pena de oito anos e três meses pela invasão, em 2023, dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a mando da ex-deputada federal Carla Zambelli, atualmente presa na Itália. Na ocasião, o hacker inseriu na plataforma da Justiça um mandado falso de prisão contra Moraes.
A defesa do hacker havia solicitado a remição de um total de 173 dias da pena com base em atividades educacionais realizadas na prisão. No pedido apresentado ao STF, os advogados requereram a conversão de 296 horas de cursos de capacitação em 24 dias de pena, além do abatimento de 16 dias pela leitura e elaboração de resenhas de quatro obras literárias, dentro do programa de remição pela leitura.
Além disso, os advogados solicitaram a redução de 133 dias em razão do desempenho do apenado no Enem PPL 2025, exame aplicado a pessoas privadas de liberdade, sustentando que a aprovação no teste gera direito ao desconto adicional no tempo de cumprimento da pena.
Moraes no entanto, acolheu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e fixou a remissão de 100 dias pelo desempenho no Exame. Na decisão, Moraes afirmou que o benefício extra não se aplica porque Delgatti já possuía ensino superior completo antes de ingressar no sistema prisional.
Em relação aos demais pedidos, o ministro apontou que a defesa não havia juntado a documentação adequada para comprovar o desempenho do hacker. No caso da remição por leitura, não havia prova de que as resenhas dos livros foram avaliadas e validadas pela comissão responsável, como exige norma do Conselho Nacional de Justiça.
Já quanto aos cursos de capacitação, os certificados apresentados “não comprovam a existência de autorização ou convênio prévio entre as instituições de ensino e o poder público, nem detalham o conteúdo programático e as avaliações, requisitos indispensáveis para demonstrar a adequação aos propósitos da Lei de Execução Penal”, diz a decisão.
Por isso, o ministro concluiu que apenas a parte relativa ao ENEM poderia ser aceita naquele momento, determinando ainda que novas informações sejam apresentadas para reavaliar os outros pedidos.
Delgatti chegou à Penitenciária 2 de Tremembé em fevereiro de 2025 para cumprir a pena imposta pelo STF. Em dezembro do mesmo ano, ainda no regime fechado, foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, também no Vale do Paraíba. Em janeiro de 2026, após Moraes deferir a progressão ao regime semiaberto, retornou à unidade de Tremembé.
Antes dessa condenação no STF, Delgatti já respondia por outro processo. Na Operação Spoofing, foi condenado em primeira instância a 20 anos de reclusão por hackear autoridades da extinta Operação Lava Jato e vazar mensagens obtidas ilegalmente O caso ainda tramita em segunda instância na Justiça Federal em Brasília, e o hacker responde ao processo em liberdade.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga nesta terça-feira (7) um levantamento inédito que estima que o PIB do País sofrerá uma queda de 0,7% se a jornada de trabalho for reduzida de 44 para 40 horas semanais. Isso equivale a uma perda de R$ 76,9 bilhões para a economia brasileira.
A entidade destaca que a indústria é o setor que mais será impactado, caso o Congresso Nacional aprove a medida. “O segmento enfrentará a maior queda no PIB em termos relativos, de 1,2%, o equivalente a R$ 25,4 bilhões. Além da redução nas horas trabalhadas, o aumento generalizado dos preços da economia em razão da alta do custo do trabalho impactará em perda de competitividade para a indústria nacional, ampliando os efeitos negativos da redução da jornada sobre o setor”, diz a CNI.
O levantamento aponta que, em seguida, o setor mais afetado será o do comércio, com retração de 0,9% do PIB, ou R$ 11,1 bilhões. Depois, aparecem os setores de serviços (-0,8%), agropecuária (-0,4%) e o de construção (-0,3%).
Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a queda do PIB industrial em 1,2% pode acelerar o processo de desindustrialização e terá impacto em toda a cadeia produtiva. “A maior redução das horas trabalhadas aumentará a exposição brasileira ao mercado externo. A consequência será a perda de competitividade do produto nacional. Assim, a nossa indústria vai perder participação no mercado doméstico e internacional, a partir da redução nas exportações e da alta nas importações”, destaca Alban.
A CNI utilizou um modelo de Equilíbrio Geral Computável (EGC) para calcular os efeitos do aumento de custos causada pela redução da carga horária semanal na economia brasileira. “Os cálculos mostram que, como consequência da elevação do custo do trabalho, haverá, ao fim do processo de ajuste da economia, aumento generalizado dos preços. O impacto será sobre bens e serviços para os consumidores finais, como também sobre insumos e matérias-primas para as empresas, o que gera perda de competitividade.”
A indústria defende a separação do debate técnico sobre a redução da jornada de trabalho do calendário eleitoral. “A discussão da redução de jornada é legítima, mas qualquer decisão dessa dimensão deve levar em conta a avaliação de impacto e seus efeitos econômicos. A produtividade no Brasil ainda está muito aquém de países semelhantes e há escassez de mão de obra. Por isso, ainda não é hora de alterar a jornada de trabalho”, afirma Ricardo Alban.
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma ação penal e uma ação de improbidade administrativa contra parte dos investigados na Operação Faraó, que apura suposto uso irregular de recursos federais destinados ao projeto Sífilis Não, executado no âmbito da Universidade Federal do RN (UFRN). Segundo o órgão, as irregularidades teriam ocorrido a partir de 2017, envolvendo recursos repassados pelo Ministério da Saúde.
As investigações apontam que integrantes ligados ao Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais), vinculado à Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec), teriam utilizado verbas do projeto de forma indevida. As duas ações protocoladas tratam apenas de parte das apurações realizadas no Rio Grande do Norte, e novos desdobramentos ainda são analisados.
De acordo com o MPF, entre as irregularidades investigadas estão recebimento indevido de diárias, pagamento de despesas pessoais com recursos públicos e concessão irregular de bolsas financiadas com verbas federais destinadas ao projeto.
As ações também citam custos de viagens nacionais e internacionais, algumas delas sem relação comprovada com o programa ou realizadas durante períodos de férias, além de despesas duplicadas já cobertas por diárias pagas pela fundação responsável pela gestão dos recursos.
Concessão de bolsas e despesas investigadas O MPF afirma que um dos denunciados teria indicado a própria esposa para integrar a equipe do projeto e receber uma bolsa financiada com recursos do programa. A investigação também menciona a concessão de bolsas a outro investigado que, segundo o órgão, não teria qualificação comprovada para atuar no projeto.
Ainda conforme a denúncia, recursos teriam sido utilizados para custear viagens e refeições em restaurantes, além de despesas pagas por meio de cartões corporativos vinculados a uma entidade parceira do projeto.
Possíveis punições previstas em lei Na ação penal, o MPF pede a condenação dos investigados pelo crime de peculato, previsto no artigo 312 do Código Penal. Caso haja condenação, a pena pode variar de dois a doze anos de reclusão, além de multa.
Já na ação de improbidade administrativa, o órgão aponta possível enriquecimento ilícito, o que pode resultar em penalidades como perda de função pública, suspensão de direitos políticos, pagamento de multa e proibição de contratar com o poder público.
Entenda a Operação Faraó A Operação Faraó foi deflagrada em 2023 em uma ação conjunta do MPF, Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU). Mandados foram cumpridos no Rio Grande do Norte, São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal.
O projeto Sífilis Não é um programa nacional financiado pelo Ministério da Saúde, voltado para ações de prevenção e redução dos casos de sífilis adquirida e sífilis em gestantes no Brasil. Os recursos foram transferidos à UFRN, que os repassou à Funpec para execução das atividades.
As investigações seguem em andamento e podem gerar novos desdobramentos envolvendo pessoas, empresas e contratos analisados pelos órgãos de controle.
O Rio Grande do Norte registrou 858 acidentes com escorpiões entre janeiro e o início de março de 2026, segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Ao longo de todo o ano de 2025, foram contabilizadas 5.756 ocorrências.
Diante do cenário, a Sesap, por meio do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), divulgou orientações sobre prevenção, identificação de sintomas e busca por atendimento.
De acordo com o órgão, o atendimento inicial deve ser realizado em unidades de pronto atendimento. Nos casos em que há indicação de soro antiescorpiônico, o paciente é encaminhado a uma unidade de referência.
Os sintomas mais comuns após a picada incluem dor no local, ardência e dormência. Com a evolução do quadro, podem surgir dor abdominal, náuseas, vômitos, suor intenso e agitação. Crianças de até 10 anos e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis.
A recomendação é procurar atendimento médico imediatamente após o acidente. A população também pode entrar em contato com o Ciatox pelos telefones (84) 98883-9155, 0800 281 7005 e 3232-4295 para orientações.
Entre as medidas indicadas após a picada estão lavar o local com água e sabão, manter a vítima calma e, se possível, registrar imagem do escorpião para auxiliar na identificação. O órgão orienta ainda que não se deve sugar o veneno, fazer torniquete, manusear o animal ou aplicar substâncias sobre a lesão.
Para prevenir acidentes, a Sesap recomenda examinar calçados e roupas antes de usá-los, vedar frestas e buracos em paredes, evitar o acúmulo de lixo e entulhos e controlar a presença de insetos como baratas e cupins. A pasta também destaca a importância de preservar predadores naturais, como corujas, sapos, lagartixas e galinhas.
Segundo a secretaria, a prevenção e o atendimento rápido são fundamentais para reduzir o risco de complicações.
O Rio Grande do Norte está entre os estados alvo da Operação Heavy Pen, deflagrada nesta terça-feira 7 pela Polícia Federal, com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, para combater a entrada irregular, a produção clandestina e a venda ilegal de medicamentos usados para emagrecimento.
Ao todo, são cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, além de 24 ações de fiscalização em diferentes estados do país, incluindo o RN.
As ações ocorrem nos estados do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.
Alvo da investigação A operação investiga grupos envolvidos na cadeia ilegal desses produtos, desde a importação até a comercialização de substâncias de uso injetável.
Entre os itens analisados estão medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida, usados em tratamentos para obesidade, além de substâncias como a retatrutida, que ainda não tem autorização para comercialização no Brasil.
Fiscalização Durante as diligências, estão sendo fiscalizados estabelecimentos como laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas que atuam fora da regulação sanitária, com produção, fracionamento ou venda de medicamentos sem registro ou de origem desconhecida.
Segundo a Polícia Federal, os materiais apreendidos serão usados para dar continuidade às investigações.
As condutas apuradas podem configurar crimes como falsificação e comercialização irregular de medicamentos, além de contrabando.
O ex-ministro das Comunicações e ex-deputado federal Fábio Faria, que representou o RN no Congresso, voltou a ser citado em apurações relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, instituição que teve liquidação determinada pelo Banco Central em novembro de 2025.
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, mensagens trocadas entre Vorcaro e Faria em maio de 2024 foram recuperadas a partir de um serviço de armazenamento em nuvem e encaminhadas à CPMI do INSS, que investigou possíveis irregularidades envolvendo operações financeiras ligadas ao setor.
De acordo com a publicação, em conversa por WhatsApp, Vorcaro informou a Faria que havia recebido em casa o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto. Na mesma mensagem, o empresário mencionou que viajaria para Brasília e que uma assinatura poderia ocorrer no dia seguinte.
Na troca de mensagens citada pela reportagem, Vorcaro escreveu: “Mas está tudo certo. Estou indo para Brasília. Amanhã acho que assina Augusto. ACM foi lá em casa”. Faria respondeu: “Bom demais”.
O “Augusto” mencionado na mensagem seria o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master. Ele chegou a ser preso preventivamente pela Polícia Federal em novembro de 2025 durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades na concessão de crédito por instituições ligadas ao grupo.
Posteriormente, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) determinou a soltura de Augusto Lima, de Daniel Vorcaro e de outros investigados. Atualmente, ele responde às investigações em liberdade, cumprindo medidas cautelares.
Investigações envolvendo o Banco Master A Operação Compliance Zero apura suspeitas de concessão irregular de crédito e outras operações financeiras investigadas por órgãos federais. Parte das apurações também analisa contratos e operações envolvendo crédito consignado vinculado ao INSS.
Reportagens também apontaram mudanças nas regras do crédito consignado em 2022, que permitiram a criação de novas modalidades de empréstimo e ampliaram a atuação de algumas instituições financeiras no setor.
Negócio envolvendo projeto de energia O nome de Fábio Faria já havia sido citado anteriormente em reportagens relacionadas ao caso. Investigação publicada pelo UOL apontou que uma empresa ligada a Daniel Vorcaro teria adquirido 90% de um projeto de energia eólica pertencente ao ex-ministro.
Segundo a reportagem, o negócio teria sido fechado em fevereiro de 2024 e envolvido R$ 67,5 milhões, incluindo a transferência de um imóvel de alto padrão em São Paulo como parte do pagamento. Pela legislação brasileira, ex-ministros permanecem classificados como Pessoas Politicamente Expostas (PEP) por até cinco anos após deixarem o cargo, o que exige maior rigor em operações financeiras, mas não configura irregularidade por si só.
Posicionamento Procurado pela Folha de S.Paulo, Fábio Faria informou que não comentaria o caso, segundo a reportagem. As investigações sobre o Banco Master e seus ex-dirigentes continuam em andamento nos órgãos responsáveis.