O deputado estadual Nelter Queiroz (Progressistas) apresentou projeto de lei na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte propondo o reconhecimento da tradicional Cavalgada de Sant’Ana, realizada no município de Currais Novos, como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado. A iniciativa busca valorizar uma das mais importantes manifestações de fé, cultura e tradição do Seridó potiguar.
Realizada há mais de duas décadas dentro da programação da Festa de Sant’Ana, a cavalgada reúne centenas de cavaleiros, amazonas, vaqueiros e fiéis em um percurso marcado pela devoção religiosa e pela preservação dos costumes sertanejos. O cortejo tem início após a Missa do Vaqueiro e segue pelas ruas da cidade conduzindo a imagem peregrina de Sant’Ana até a Igreja Matriz, reunindo milhares de participantes e espectadores.
Segundo Nelter Queiroz, a proposta reconhece a relevância histórica, cultural e religiosa da cavalgada para Currais Novos, para a região do Seridó e para todo o Rio Grande do Norte.
“A Cavalgada de Sant’Ana representa a força da fé do nosso povo e a riqueza da cultura vaqueira que ajudou a construir a identidade do Seridó. Reconhecer essa manifestação como patrimônio imaterial do Estado é garantir a preservação de uma tradição que atravessa gerações e mantém viva a história do nosso povo”, destacou o parlamentar.
Na justificativa da matéria, o deputado ressalta que a cavalgada vai além de um evento equestre, configurando-se como uma expressão legítima da cultura vaqueira seridoense, reunindo símbolos, costumes e tradições que fazem parte da identidade regional.
A vereadora e primeira dama de Natal, pré-candidata a deputada federal (PL) Nina Souza cumpriu uma intensa agenda pelo Alto Oeste potiguar ao lado do prefeito Paulinho Freire e do pré candidato a deputado estadual Dr. Getúlio Rêgo, uma das maiores referências da política do Rio Grande do Norte, reconhecido por seus dez mandatos na Assembleia Legislativa e pela trajetória dedicada à saúde pública e ao desenvolvimento dos municípios do interior.
A programação teve início em Umarizal, onde Nina e Getúlio participaram de encontro com os vereadores Camilo e Ubiratan, os ex-vereadores Armando Araújo e Jatão, além do ex-prefeito Rogério Fonseca. O momento foi marcado por debates sobre os desafios e as potencialidades da região.
Em Apodi, a agenda foi realizada a convite do suplente de vereador Charton Rêgo, reunindo lideranças políticas e comunitárias em um importante momento de diálogo sobre o futuro do Alto Oeste.
A comitiva seguiu para Doutor Severiano, onde foi recebida pelo vice-prefeito Elias Pinheiro, pela vereadora Maria Eduarda Pinheiro, pelo empresário Van Pinheiro e pelo advogado João Helder. O encontro reforçou a aproximação com lideranças comprometidas com o desenvolvimento do município e da região.
Encerrando a programação, Nina Souza e Getúlio Rêgo estiveram em Pau dos Ferros, participando de um encontro político que reuniu importantes lideranças locais, entre elas o ex-prefeito Leonardo Rêgo, os vereadores Gilson Rêgo, Gordo do Bar e Dominiciana, além dos ex-vereadores Leka, Kasumaro, Zélia Leite e outras lideranças da região.
A agenda contou ainda com a presença do pré-candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias, do pré-candidato a vice-governador Babá Pereira e do pré-candidato ao Senado Federal Coronel Hélio. Álvaro participou das atividades realizadas em Umarizal, Doutor Severiano e Pau dos Ferros, fortalecendo o diálogo com lideranças do Alto Oeste e ampliando as discussões sobre os desafios do Rio Grande do Norte.
“Estamos fortalecendo parcerias, ouvindo quem vive a realidade de cada cidade e construindo um projeto que tenha como prioridade o desenvolvimento dos municípios e a melhoria da qualidade de vida da população. Tenho a alegria de realizar essa agenda ao lado de Dr. Getúlio Rêgo, uma referência da política potiguar, cuja história de trabalho continua inspirando gerações”, afirmou.
O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado relator de ações na Corte relacionadas ao filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A produção está no centro de uma polêmica após ser revelado que Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, financiou a obra a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
Um dos processos que Nunes Marques relatará foi movido pela pré-campanha de Flávio contra o instituto Atlas Intel. Os advogados do senador questionam a inclusão em uma pesquisa eleitoral de um áudio em que ele cobra de Vorcaro os recursos para o filme.
A fala foi reproduzida para os entrevistados no levantamento, que apontou queda de intenção de voto no filho de Bolsonaro.
Outra ação que terá Nunes Marques como relator foi movida pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, do grupo Prerrogativas, e pelo deputado Rogério Corrêa (PT-MG) para proibir a exibição do Dark Horse durante a campanha.
Os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) argumentam que se trata de propaganda eleitoral antecipada.
Nunes Marques também relatará ação do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) que pede investigação de suposto abuso de poder econômico no financiamento da cinebiografia de Bolsonaro por Vorcaro.
A tarde desta quarta-feira (3), no Parlamento potiguar, foi de homenagens pelo Dia Nacional do Oftalmologista, comemorado em 7 de maio. Proposta pelo deputado estadual Adjuto Dias (PL), a solenidade contou com a presença do parlamentar Hermano Morais (MDB), de autoridades do Governo do Estado e da Câmara Municipal de Natal, além de médicos, familiares e amigos dos homenageados.
“Hoje, esta Casa Legislativa se reúne num momento de reconhecimento, gratidão e respeito. Celebramos o Dia do Oftalmologista, homenageando homens e mulheres que fizeram da Medicina uma verdadeira missão de vida. Profissionais que escolheram dedicar seus talentos, seus estudos e sua sensibilidade à preservação da visão, um dos sentidos mais preciosos da existência humana”, iniciou o propositor.
Para o Adjuto Dias, “enxergar é mais do que ver”. “É reconhecer rostos queridos, contemplar paisagens, acompanhar o crescimento dos filhos, ler uma página, trabalhar, sonhar, viver com autonomia e dignidade. E é exatamente por compreender a importância desse dom que os oftalmologistas exercem um papel tão essencial na sociedade”, ressaltou.
Segundo o deputado, cada consulta, cada diagnóstico e cada cirurgia realizada por esses profissionais carrega consigo muito mais do que técnica.
“Carrega esperança, cuidado e a possibilidade de devolver luz a quem, muitas vezes, estava mergulhado na escuridão da insegurança e da limitação. E é por isso que hoje homenageamos trajetórias marcadas pela excelência, pela ética, pela dedicação à ciência e, sobretudo, pelo compromisso humano com o próximo”, frisou.
Ainda de acordo com o parlamentar, “nenhuma inovação substitui aquilo que verdadeiramente diferencia um grande médico: o compromisso humano”.
“E é exatamente isso que vemos na trajetória de cada profissional homenageado nesta Sessão Solene. São homens e mulheres que ajudam crianças a descobrirem o mundo com nitidez. Que devolvem independência aos idosos. Que restauram sonhos. Que aliviam dores. Que transformam vidas todos os dias, muitas vezes sem qualquer reconhecimento público. Por isso, esta homenagem é mais do que justa e, hoje, o Rio Grande do Norte agradece a todos que fazem da Oftalmologia não apenas uma profissão, mas um sacerdócio de cuidado e serviço. Parabéns a todos os oftalmologistas! Que esta homenagem represente o reconhecimento sincero da sociedade potiguar à importância da missão que cada um de vocês exerce diariamente. Muito obrigado!”, concluiu Adjuto Dias.
Após a entrega das placas aos homenageados, o presidente da Sociedade de Oftalmologia do Estado do Rio Grande do Norte (SOERN), Anderson de Lima Martins, fez o seu pronunciamento, em nome de todos eles.
“Hoje é um dia de grande importância para os oftalmologistas do RN. A nossa especialidade transforma vidas diariamente, devolvendo autonomia, oportunidade, dignidade e qualidade, por meio da preservação e da recuperação da visão. Então, nada mais justo que enaltecer as pessoas que ajudaram – e ajudam – a cumprir essa missão. Os homenageados desta solenidade representam diferentes gerações, áreas de atuação e trajetórias. Entre eles, estão professores, pesquisadores, gestores, pioneiros e profissionais que dedicam suas vidas ao cuidado de pacientes e ao fortalecimento da Oftalmologia. Portanto, são todos muito relevantes para o Rio Grande do Norte”, destacou Anderson Martins.
Na sequência, o presidente da SOERN fez uma referência especial ao Dr. Araken Britto, homenageado “in memoriam”, que faleceu em fevereiro do ano passado.
“Infelizmente, ele não está mais aqui entre nós. Araken foi um grande amigo e um grande homem. Cada um tem uma história para contar aqui sobre ele, com certeza. Especialmente eu, pois num momento em que eu não tinha onde trabalhar, ele me ofereceu a clínica dele. Então, eu agradeço muito a ele e à sua família por causa disso”, detalhou, emocionado.
Continuando sua fala, o médico se referiu aos demais homenageados, deixando o seu “reconhecimento e gratidão”.
“Cada um de vocês contribuiu, à sua maneira, para que a Oftalmologia potiguar alcançasse o nível de excelência que possui atualmente”, enfatizou.
Em seguida, o oftalmologista alertou sobre o maior desafio da área no Rio Grande do Norte: o fato de que o estado possui uma das maiores filas de espera para transplante de córnea no Brasil.
“Essa é uma realidade que nos desafia e exige compromisso todos os dias. Por isso aproveito para agradecer aos oftalmologistas engajados na causa, atuando em captação, transplante, assistência a pacientes e na construção de soluções para ampliar o acesso ao tratamento”, ressaltou.
Por fim, Anderson Martins fez um convite à comunidade oftalmológica Norte-rio-grandense para que “continue focada em torno do mesmo propósito”.
“Nenhuma transformação acontece de forma isolada, e é a união da nossa classe que nos permite enfrentar desafios e ampliar o acesso da população a uma saúde ocular de qualidade. Além disso, eu acredito que a melhor forma de homenagearmos aqueles que construíram a nossa história é continuarmos trabalhando para construir um futuro ainda melhor. Parabéns a todos os homenageados desta tarde. Recebam o respeito, a admiração e a gratidão da Oftalmologia do Rio Grande do Norte. Muito Obrigado!”, concluiu o especialista.
Ao final da solenidade, foi exibido um vídeo institucional do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, em celebração à data.
Homenageados: Anderson de Lima Martins Araken Britto de Sousa (in memoriam) Breno Barth Amaral de Andrade Carlos Alberto Salustino Dutra Júnior Carlos Alexandre de Amorim Garcia Filho Iracema de Azevedo Dantas Joaquim Santiago Dantas Neto José Rosendo Cavalcanti Neto Luciana Dantas Brito Marco Antônio Rey de Faria Rafael Barbosa de Araújo
A classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos passa a valer a partir desta sexta-feira (5). A medida foi anunciada pelo governo norte-americano no fim de maio e tem gerado discussões sobre possíveis reflexos nas áreas de segurança, economia e relações diplomáticas entre os dois países.
Desde o anúncio, o governo brasileiro mantém interlocução com autoridades americanas na tentativa de reverter a decisão. Apesar das preocupações levantadas por especialistas, integrantes do governo federal avaliam que não há, neste momento, indicativos de operações militares dos Estados Unidos em território brasileiro.
Com a nova classificação, as duas facções deixam de ser tratadas exclusivamente como organizações ligadas ao narcotráfico e ao crime organizado pelas autoridades norte-americanas, passando a integrar a lista de grupos enquadrados na legislação antiterrorismo dos EUA. A mudança amplia os instrumentos legais disponíveis para investigação, monitoramento e aplicação de sanções.
A legislação americana prevê punições para pessoas físicas ou jurídicas que ofereçam qualquer tipo de apoio a organizações classificadas como terroristas. Entre as condutas passíveis de investigação estão repasses financeiros, prestação de serviços, suporte logístico e outras formas de assistência direta ou indireta.
A decisão também deve aumentar o nível de fiscalização sobre instituições financeiras e empresas que mantêm operações vinculadas ao sistema econômico dos Estados Unidos. Especialistas apontam que ativos localizados em território americano ou submetidos à legislação do país podem ficar sujeitos a bloqueios e outras medidas restritivas.
Outro efeito previsto envolve restrições migratórias. Pessoas eventualmente associadas aos grupos poderão enfrentar impedimentos para obtenção de vistos ou entrada em território norte-americano.
Apesar da mudança adotada pelos Estados Unidos, a legislação brasileira permanece inalterada. No Brasil, PCC e Comando Vermelho continuam sendo enquadrados como organizações criminosas, sem alteração em seu status jurídico.
Especialistas também alertam para possíveis impactos econômicos e diplomáticos. Segundo análises na área de relações internacionais, a medida pode ampliar riscos para empresas e instituições financeiras que atuam no mercado americano, além de gerar novos desafios na cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado.
Outro ponto observado é o compartilhamento de informações entre os dois países. Avaliações indicam que a nova classificação pode exigir ajustes nos mecanismos de cooperação entre órgãos de investigação e inteligência, que atualmente mantêm ações conjuntas voltadas ao enfrentamento das facções criminosas.
O governo brasileiro acompanha os desdobramentos da medida e seus possíveis efeitos sobre a relação bilateral, enquanto especialistas seguem monitorando os impactos práticos da nova política adotada pelos Estados Unidos.
O Rio Grande do Norte já conta com mais de 6 mil carros elétricos em circulação, segundo o Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran). Ao todo, são 6.089 veículos movidos exclusivamente por energia elétrica registrados no Estado, de acordo com a última atualização, divulgada nesta semana.
De acordo com o Detran, a maior parte da frota é composta por veículos elétricos com fonte externa de recarga, que somam 5.390 unidades. São aqueles veículos que precisam ser recarregados na tomada ou em eletropostos. O levantamento também registra 425 veículos elétricos classificados como de fonte interna (aqueles que geram a eletricidade a bordo, sem depender de tomada) e outros 274 enquadrados na categoria de elétricos (categoria genérica, normalmente atribuída a carros mais antigos).
O Estado contabiliza ainda 5.301 veículos híbridos em circulação, considerando diferentes tecnologias de motorização. Desse total, 2.391 são modelos movidos a gasolina e eletricidade, 1.664 utilizam sistema híbrido flex (gasolina, álcool e eletricidade), 697 são híbridos plug-in, que podem ser recarregados na tomada, 384 são classificados como híbridos convencionais (cuja bateria é recarregada internamente) e 165 combinam motores a diesel e elétrico.
O crescimento desse tipo de veículo acompanha uma tendência observada em todo o país. A ampliação da oferta de modelos, a entrada de novas montadoras no mercado brasileiro e a expansão gradual da infraestrutura de recarga têm contribuído para o aumento da presença desses veículos nas ruas, além da procura dos consumidores por economia, diante da alta do preço da gasolina.
Um carro 1.0 turbo a gasolina, com consumo médio de 12 km/l e combustível a R$ 7 por litro, gera um gasto mensal em torno de R$ 700. Já um veículo 100% elétrico compacto, com bateria de 38 kWh e autonomia próxima de 300 km, pode ter custo mensal de cerca de R$ 152 em recargas domésticas para percorrer a mesma distância, valor que pode ser ainda menor em residências com energia solar.
Nos híbridos plug-in, a combinação entre motor elétrico e combustão reduz o gasto mensal para aproximadamente R$ 354, quase metade do custo de um carro convencional. Apesar de ainda enfrentarem limitações em viagens longas, os veículos eletrificados ganham espaço pela economia no uso diário e já começam a competir com modelos a combustão também no preço de compra, especialmente nos segmentos compactos e médios.
Impacto reduzido Do ponto de vista ambiental, especialistas apontam que os carros elétricos tendem a emitir menos carbono ao longo de sua vida útil quando comparados aos veículos movidos a combustão. Um levantamento citado pelo Conselho Internacional de Transporte Limpo indica que a emissão de carbono pode ser até 68% menor ao considerar todo o ciclo de vida do veículo, incluindo sua fabricação.
No entanto, estudos observam que a produção dos veículos elétricos, especialmente das baterias, exige maior consumo de energia e de minerais como lítio, níquel e cobalto. Isso faz com que o impacto ambiental inicial seja mais elevado do que o de um carro convencional. Os elétricos podem ser cerca de 30% menos ecológicos no momento da fabricação, mas essa diferença tende a ser compensada após alguns anos de uso devido à redução das emissões durante a circulação.
Outro fator considerado importante é a origem da eletricidade utilizada para abastecer os veículos. Quanto maior a participação de fontes renováveis na matriz energética, maior tende a ser o ganho ambiental proporcionado pelos carros elétricos. No caso do Rio Grande do Norte, que lidera a geração de energia eólica no país e possui forte expansão da energia solar, o contexto favorece uma eletrificação com menor pegada de carbono.
Pesquisas recentes também indicam que, mesmo levando em conta as emissões geradas na fabricação das baterias, os veículos elétricos apresentam menor emissão total de CO₂ ao longo da vida útil do que modelos a gasolina ou diesel. A principal diferença está no fato de que os carros elétricos concentram parte relevante das emissões na etapa de produção, enquanto os veículos a combustão continuam emitindo poluentes durante toda a operação.
Além dos efeitos sobre o clima, a eletrificação da frota é associada à redução da poluição urbana e a possíveis benefícios para a saúde pública. Estudos apontam que a diminuição da emissão de gases e partículas provenientes dos motores pode contribuir para a melhoria da qualidade do ar nas cidades.
IPVA Os proprietários de veículos 100% elétricos no Rio Grande do Norte passaram a pagar uma alíquota maior de IPVA em 2026. A mudança decorre da Lei nº 12.206, sancionada pela governadora Fátima Bezerra (PT) no fim de 2024, que instituiu um escalonamento gradual da cobrança para esse tipo de veículo.
Após anos de isenção, os carros elétricos passaram a recolher IPVA com alíquota de 0,5% em 2025. Neste ano, o percentual foi elevado para 1%, o dobro do cobrado anteriormente. A legislação prevê uma nova alteração em 2027, quando a alíquota passará para 1,5%.
Segundo a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), a medida é aplicada exclusivamente aos veículos totalmente elétricos. Os modelos híbridos continuam enquadrados na mesma faixa tributária dos automóveis movidos a combustão, com alíquota de 3%.
Mesmo com o aumento gradual, os veículos elétricos continuarão recebendo tratamento tributário diferenciado. Ao final do período de transição, em 2027, a alíquota de 1,5% corresponderá à metade da cobrada sobre os demais veículos no estado, atualmente fixada em 3%.
Mudança em condomínios A expansão da frota de veículos elétricos no Rio Grande do Norte tem impulsionado mudanças na legislação e nas normas de construção voltadas à adaptação da infraestrutura urbana. Nesse contexto, a Assembleia Legislativa vem discutindo um projeto de lei que garante aos proprietários o direito de instalar estações individuais de recarga para veículos elétricos em edificações residenciais e comerciais.
A proposta, de autoria do deputado estadual Neilton Diógenes (PP), busca assegurar a implantação de pontos de recarga em condomínios, acompanhando o avanço da mobilidade elétrica e a crescente demanda por estruturas adequadas para abastecimento desses veículos.
A iniciativa se soma a medidas já previstas na legislação municipal de Natal. O novo Código de Obras da capital, instituído pela Lei Complementar nº 258/2024, tornou obrigatória a previsão de soluções para recarga de veículos elétricos em empreendimentos residenciais multifamiliares e em edificações não residenciais de grande porte.
A exigência está prevista no artigo 142 da norma e tem como objetivo adequar novos projetos imobiliários à expansão da eletromobilidade. A regra, entretanto, não se aplica a programas habitacionais públicos ou empreendimentos subsidiados com recursos públicos.
O Rio Grande do Norte ainda possui 176 lixões ativos e 229 áreas mapeadas de descarte irregular de resíduos, de acordo com os dados do Painel de Resíduos Sólidos do RN, ferramenta do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) que monitora a situação da destinação de lixo no Estado.
A permanência dos lixões contraria o que está estabelecido na Lei nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A lei federal determinou o encerramento de todos os lixões no Brasil e a substituição por aterros sanitários adequados. Contudo, o prazo tem sido sucessivamente prorrogado devido a desafios financeiros e estruturais dos municípios.
A promotora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, Kaline de Andrade, enfatiza que a permanência dos lixões no Rio Grande do Norte está relacionada a diversos fatores. Entre eles, estão a insuficiência de estruturas adequadas para a destinação final dos resíduos, a ausência da cobrança efetiva da taxa ou tarifa de manejo de lixo e a interrupção de políticas públicas em razão das mudanças de gestão nos governos estadual e municipais.
Ela também cita a falta de capacitação técnica em algumas administrações municipais, além das limitações da infraestrutura rodoviária, que elevam os custos de transporte e operação dos serviços de limpeza urbana. Outro aspecto apontado é a baixa prioridade dada, ao longo dos anos, aos impactos sociais, ambientais e de saúde pública provocados pelos lixões, questão que, segundo a promotora, permaneceu por muito tempo fora do centro das políticas públicas.
Kaline explica que a preocupação com a destinação adequada é comum a todos munícipios. “Infelizmente, mesmo entre os municípios que já encaminham seus resíduos para aterros sanitários, muitos ainda utilizam os antigos lixões como estações de transbordo temporárias, para só depois despachar o material para os aterros”.
A promotora relata que atualmente há uma melhor distribuição de aterros sanitários licenciados no Estado, além de alguns localizados na Paraíba, que atendem munícipios potiguares. Ainda de acordo ela, a parte central do Estado, especialmente a região Seridó e o Vale do Açu, não possuem aterros licenciados em funcionamento nas proximidades, o que dificulta o encaminhamento devido dos resíduos.
A erradicação dos lixões no RN ainda está longe de se tornar realidade. Segundo a promotora, apesar dos avanços, ainda há um longo caminho pela frente. “Em nosso território, persistem muitos municípios que mantêm lixões como destinação final. Além disso, há aqueles que iniciam o descarte correto, mas não conseguem mantê-lo, seja por descontinuidade política, seja por questões financeiras e contratuais”.
Ela pontuou que o MPRN realiza o acompanhamento contínuo da implementação da política de resíduos através de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), Acordos de Não Persecução Penal (ANPP), além de fiscalizações constantes e do monitoramento mensal do volume de resíduos encaminhado aos aterros tanto no RN quanto da Paraíba.
“Dependendo da situação local e territorial de cada município, o Ministério Público pode acompanhar a implementação da Política de Resíduos Sólidos por diferentes vias: celebrando TAC, firmando ANPP ou, quando necessário, oferecendo denúncia por crime ambiental devido à manutenção do lixão”, explicou.
Segundo a promotora, o cumprimento integral da Política Nacional de Resíduos Sólidos no Rio Grande do Norte depende de uma série de ações coordenadas. Entre as medidas consideradas prioritárias, estão o encerramento definitivo dos lixões, com a destinação adequada dos rejeitos para aterros sanitários ou tecnologias licenciadas; a implantação efetiva da taxa ou tarifa de manejo de resíduos; o fortalecimento da educação ambiental; a ampliação da separação correta entre recicláveis e rejeitos em residências, empresas e órgãos públicos; a estruturação de um sistema eficiente de logística reversa; o mapeamento e a recuperação de áreas degradadas pela disposição irregular de resíduos; além do incentivo e valorização do trabalho desenvolvido por catadores e recicladores.
Femurn aponta obstáculos para municípios cumprirem lei Apesar de ainda existirem dezenas de lixões ativos no Rio Grande do Norte, a Federação dos Municípios do Estado do RN (Femurn) avalia que o cenário está avançando e que a erradicação dessas áreas de descarte irregular pode ocorrer nos próximos anos. A entidade atribui a permanência do problema à falta de infraestrutura adequada para destinação final dos resíduos, aos altos custos operacionais e à ausência de sustentabilidade financeira dos serviços de manejo de lixo.
Segundo a Femurn, embora o painel de resíduos sólidos do Ministério Público aponte a existência de 176 lixões ativos no estado, esse número inclui municípios que possuem mais de uma área de disposição irregular. Dados atualizados pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Meio Ambiente (CAOP Meio Ambiente) indicam que 102 municípios já destinam seus resíduos para um dos três aterros sanitários em operação no RN — Braseco, CTR Potiguar e Oeste Ambiental — enquanto outros 10 utilizam aterros localizados na Paraíba. Com isso, a entidade afirma que atualmente 65 municípios ainda mantêm lixões ativos.
De acordo com a federação, um dos principais obstáculos para o encerramento definitivo dos lixões é a quantidade limitada de aterros sanitários licenciados no Estado. Algumas regiões continuam sem cobertura adequada, mesmo considerando um raio de até 100 quilômetros dos aterros em funcionamento. A Costa Branca é apontada como uma das áreas mais afetadas pela falta de alternativas para a destinação dos resíduos.
Outro desafio citado pela entidade é o custo elevado do transporte dos resíduos até os aterros sanitários e das tarifas cobradas para o tratamento do lixo. Segundo a Femurn, muitos municípios conseguem iniciar a destinação correta dos resíduos para atender às exigências legais e às recomendações do Ministério Público, mas acabam enfrentando dificuldades para manter o serviço por falta de recursos. Em alguns casos, isso resulta no retorno ao uso dos lixões ou na destinação parcial dos resíduos aos aterros.
A federação também destaca que a ausência de coleta seletiva agrava o problema. Sem a separação prévia dos materiais recicláveis, todo o volume de resíduos precisa ser transportado para os aterros, aumentando os custos operacionais dos municípios.
Na avaliação da Femurn, as exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos são difíceis de serem cumpridas por municípios de pequeno porte quando analisados individualmente. A entidade defende a regionalização dos serviços por meio de consórcios públicos, permitindo o compartilhamento de custos e infraestrutura. Entre as medidas consideradas necessárias estão a implantação de estações de transferência e transbordo para reduzir as despesas com transporte.
A federação afirma ainda que os municípios vêm buscando apoio dos governos estadual e federal desde a elaboração dos primeiros planos estaduais de resíduos sólidos, em 2009. No entanto, parte dos projetos planejados para ampliar a estrutura de destinação final ainda não foi executada. Entre as iniciativas aguardadas estão obras financiadas por convênios da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) para as regiões do Alto Oeste e Seridó, além de projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) voltados à coleta seletiva.
Mesmo diante dos desafios, a Femurn considera que o estado está próximo de superar o problema dos lixões. A expectativa é reforçada pela previsão de entrada em operação do aterro sanitário de Caicó e pelos processos de licenciamento para novos empreendimentos em Assú e Areia Branca. A entidade também cita o aumento da cobrança por parte do Ministério Público, que tem ampliado a atuação na esfera criminal e exigido a recuperação das áreas degradadas e a sustentabilidade financeira dos serviços de limpeza urbana.
O deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, se reuniram nesta terça-feira (2), no Rio de Janeiro, para discutir o cenário eleitoral de 2026 e avaliar possíveis caminhos políticos fora da polarização nacional. O encontro ocorreu em uma livraria da capital fluminense.
Segundo Aécio, a conversa teve como foco a análise de cenários eleitorais e a possibilidade de construção de uma alternativa ao atual ambiente político dividido entre lulismo e bolsonarismo.
Pesquisas devem orientar próximos passos
Segundo O Estadão, presidente do PSDB classificou a reunião como “um café entre dois mineiros preocupados com o Brasil” e afirmou que ambos irão acompanhar as pesquisas eleitorais das próximas semanas para avaliar a viabilidade desse projeto político.
De acordo com o tucano, o encontro serviu como uma primeira troca de impressões sobre o cenário nacional e sobre a potencialidade de uma candidatura que represente uma alternativa à polarização.
Apesar da sinalização, Aécio não detalhou qual formato essa construção poderia assumir nem confirmou qualquer composição eleitoral.
Filiação de Joaquim Barbosa impulsiona especulações
A reunião ocorreu duas semanas após o anúncio da filiação de Joaquim Barbosa ao Democracia Cristã (DC), movimento que o habilitou a disputar as eleições.
Com a entrada do ex-ministro no partido, o DC retirou a pré-candidatura de Aldo Rebelo, que acabou sendo expulso da legenda. Apesar disso, Barbosa ainda não confirmou oficialmente que pretende concorrer a qualquer cargo em 2026.
Nos bastidores, a filiação ampliou as especulações sobre uma possível candidatura presidencial do ex-presidente do STF.
Atuação no mensalão é vista como ativo político
Aécio destacou que Joaquim Barbosa mantém forte reconhecimento junto a uma parcela do eleitorado em razão de sua atuação no julgamento do mensalão, período em que presidiu o Supremo Tribunal Federal.
Segundo o dirigente tucano, esse histórico faz com que o ex-ministro preserve um importante recall político e eleitoral.
O próprio Aécio, por outro lado, tem evitado se colocar como pré-candidato à Presidência. Em entrevista concedida na segunda-feira (1º) ao portal O Antagonista, afirmou que só disputará a eleição caso consiga viabilizar seu nome politicamente.
Declaração de Aécio
Ao comentar o encontro, o presidente do PSDB afirmou que a conversa foi uma primeira etapa de avaliação do cenário político.
“Foi um café entre dois mineiros preocupados com o Brasil. O ministro Joaquim Barbosa se habilitou à disputa eleitoral ao se filiar a um partido político, o DC, e, assim como nós, busca construir um caminho fora da polarização.”
Aécio acrescentou que ambos acompanharão a evolução das pesquisas eleitorais nas próximas semanas para medir a receptividade desse projeto e a evolução do quadro político-eleitoral.
Estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas no mundo sofram com a doença de Parkinson atualmente. Até 2050, esse número pode mais que dobrar, chegando a 25,2 milhões, um aumento de 112%, segundo dados da revista científica The BMJ.
Como o Parkinson tem a idade como seu maior fator de risco, também é caminho natural que os números acompanhem o envelhecimento da população. A doença atinge majoritariamente pessoas acima dos 65 anos, embora o “Parkinson de início precoce” possa afetar pacientes na faixa dos 50, 40 anos ou até em pessoas ainda mais jovens.
É o que explica o neurologista clínico e especialista em parkinson e demências, José Guilherme Schwam Jr. Segundo ele, além da idade, a doença parece ser mais prevalente em trabalhadores rurais, principalmente naqueles expostos a agrotóxicos.
Quando se fala em Parkinson, a primeira imagem que vem à mente da maioria das pessoas são os tremores nas mãos. Contudo, a doença costuma dar sinais silenciosos muito antes de afetar a coordenação motora. O especialista alerta que é necessário ficar atento aos sinais não motores, que podem aparecer anos e às vezes décadas antes dos tremores.
“Os sinais motores clássicos envolvem os tremores em repouso, que está presente em 70% dos pacientes, a lentidão para realizar movimentos do dia a dia e a rigidez muscular. Diminuição do olfato, intestino muito preso, depressão e distúrbios do sono como se debater violentamente durante os sonhos são sinais de alerta importantes”, destaca José Guilherme.
Ainda não existe cura definitiva para o Parkinson ou uma blindagem 100% eficaz contra a doença. O médico ressalta, no entanto, que a principal forma de retardar a progressão motora da doença é o exercício físico, além de uma dieta balanceada e cuidado com a saúde cardiovascular e metabólica.
“Uma atividade física regular e com intensidade adequada tem um efeito neuroprotetor importante. Ela ajuda, de forma comprovada a diminuir o risco de quedas, limitações motoras, dores difusas, inerentes à evolução do Parkinson e, junto com a medicação correta, é o que vai garantir a qualidade de vida, a independência e a autonomia do paciente por muitos anos”, afirma.
José Guilherme ressalta que o diagnóstico precoce continua sendo a melhor ferramenta. Ao perceber qualquer lentidão incomum ou tremores recorrentes, a recomendação é buscar a avaliação de um neurologista para garantir que o tratamento comece o quanto antes.
A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Socioeconômico, Meio Ambiente e Turismo da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou, nesta quarta-feira (3), uma série de projetos voltados à valorização do patrimônio histórico e cultural potiguar, ao fortalecimento do turismo, à preservação da memória coletiva e ao incentivo à educação.
Um dos destaques da reunião foi a aprovação de projetos que buscam preservar importantes referências da história e da identidade cultural do Rio Grande do Norte. Entre eles está a proposta do deputado Francisco do PT que reconhece o Museu Quilombola Gídeo Véio como Patrimônio Cultural e Histórico do Estado. A iniciativa contribui para a valorização da memória das comunidades quilombolas e para a preservação de tradições que ajudam a contar a história do povo potiguar.
A preservação do patrimônio histórico também esteve presente em diversas outras matérias aprovadas. O deputado Ivanilson Oliveira (PV) teve reconhecidos como patrimônios estaduais o Mirante das Cruzes, em Areia Branca; a Pedra do Chapéu, em Tibau; o Moinho Holandês, em Grossos; e a Pedra do Sapo, em Fernando Pedroza. As propostas ampliam a proteção desses espaços e fortalecem o potencial turístico dos municípios, estimulando a geração de renda e o desenvolvimento regional por meio do turismo sustentável.
Dentro da mesma perspectiva de valorização dos espaços de memória, a comissão aprovou projeto do deputado Ubaldo Fernandes (PV) que reconhece a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Macau, como Patrimônio Cultural, Religioso e Turístico do Estado. A medida reforça a importância da religiosidade como elemento de identidade cultural e de atração de visitantes para o município.
A proteção do patrimônio cultural potiguar também motivou a aprovação de um conjunto de projetos de autoria da deputada Isolda Dantas (PT). As matérias reconhecem como patrimônios estaduais o Teatro Sandoval Wanderley, em Natal; o Teatro Municipal Dix-Huit Rosado, o Palácio da Resistência e o Casarão Lili Duarte, em Mossoró; além da Fundação Santa Luzia – Rádio Rural de Mossoró. “Os reconhecimentos representam mais um passo para a preservação de equipamentos e instituições que ajudaram a construir a história cultural e social do Rio Grande do Norte”, justificou Isolda.
Na mesma linha de valorização da memória e da comunicação potiguar, foi aprovado o projeto do deputado Adjuto Dias (PL) que reconhece a Rádio Rural de Natal como Patrimônio Histórico e Cultural do Estado. A iniciativa destaca a contribuição da emissora para a informação, a evangelização e a formação de gerações de norte-rio-grandenses.
Outro projeto que recebeu aprovação foi o do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), que reconhece o Centro Cultural Trampolim da Vitória como Patrimônio Histórico e Cultural Material e Imaterial do Rio Grande do Norte. O espaço desempenha papel fundamental na preservação da memória relacionada à participação do Estado durante a Segunda Guerra Mundial e representa um importante equipamento cultural para a sociedade potiguar.
Além da preservação histórica, a reunião também contemplou iniciativas voltadas ao fortalecimento das manifestações culturais populares. O deputado Francisco do PT teve aprovados projetos que reconhecem como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado o programa Forró Pela Rural, da Rádio Rural de Caicó, e o tradicional “Coco no Pé”, contribuindo para a valorização de expressões que fazem parte da identidade cultural do povo potiguar.
Nesse mesmo contexto, a comissão aprovou propostas do deputado Nelter Queiroz (PP) que reconhecem o Festival Bonita Rock e a Cavalgada de Sant’Ana, em Caicó, como patrimônios culturais imateriais do Estado, além da inclusão dos eventos no calendário oficial do Rio Grande do Norte. As iniciativas fortalecem tradições já consolidadas e contribuem para ampliar a visibilidade de manifestações culturais que movimentam a economia e o turismo regional.
O incentivo ao turismo também esteve presente na pauta com a aprovação do projeto que institui a Rota Turística Caminhos das Serras do Sertão, também de autoria de Nelter Queiroz. A proposta busca integrar municípios, valorizar atrativos naturais e culturais e criar novas oportunidades de desenvolvimento econômico para o interior do Estado.
Na área educacional, os parlamentares aprovaram o projeto do deputado Coronel Azevedo (PL) que garante aos estudantes das redes pública e privada o direito ao aprendizado da Língua Portuguesa de acordo com as normas cultas. A matéria reforça a importância da formação educacional e da valorização da língua como instrumento de desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes.
A comissão também avançou em pautas voltadas à sustentabilidade e à proteção social. Entre elas está o projeto da deputada Terezinha Maia (PL) que institui o Programa Estadual de Incentivo à Energia Solar para Pequenos Produtores Rurais, medida que poderá contribuir para a redução de custos no campo e para a ampliação do uso de energias renováveis no Estado.
Já na área da causa animal, foi aprovada a Lei Lucy, de autoria da deputada Divaneide Basílio (PT). A proposta institui a Política Estadual de Manejo Ético, Controle Populacional e Proteção dos Animais Comunitários, estabelecendo diretrizes para o cuidado responsável e para a promoção do bem-estar animal em espaços públicos e privados de uso coletivo.
Ao final da reunião, todas as matérias receberam aprovação unânime dos parlamentares presentes, evidenciando o consenso em torno de iniciativas que preservam a memória do Estado, fortalecem a cultura, incentivam o turismo, promovem a educação e contribuem para o desenvolvimento social e econômico do Rio Grande do Norte.
O sistema prisional do Rio Grande do Norte passa a contar com duas visitas mensais para pessoas privadas de liberdade, dobrando a frequência atual e voltando ao que estava em vigor antes da pandemia. A mudança foi oficializada pela Secretaria da Administração Penitenciária (Seap/RN) por meio da Portaria nº 1164/2026, publicada nesta quarta-feira 3, que também estabelece novas regras para o funcionamento das visitas nas unidades prisionais do estado.
A nova norma unifica procedimentos para cadastro de visitantes, entrada de materiais, alimentos, vestimentas e regras de segurança em todo o sistema prisional.
De acordo com a Seap, a implantação da segunda visita mensal, como era antes da pandemia de Covid-19, será iniciada em unidades de menor porte. Neste primeiro momento, não serão contempladas a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, a Penitenciária Estadual de Parnamirim, o Complexo Penal Agrícola Mário Negócio Masculino, a Penitenciária Estadual do Seridó e a Cadeia Pública de Ceará-Mirim. Nesses locais, a ampliação ocorrerá de forma gradual.
A portaria também regulamenta de forma detalhada o acesso de visitantes às unidades prisionais, incluindo exigências de cadastro, controle de entrada e padronização de itens permitidos. Segundo o texto, cada interno poderá receber duas visitas por mês, sendo a primeira com um visitante adulto acompanhado de crianças ou adolescentes com vínculo, e a segunda exclusiva para um visitante adulto.
Cada visita terá duração de duas horas, contadas a partir do momento em que o visitante estiver com o interno no local designado.
A norma também define critérios para revista pessoal, proibindo procedimentos vexatórios e priorizando o uso de equipamentos eletrônicos e inspeção visual, além de estabelecer regras específicas para entrada de alimentos, materiais de higiene e medicamentos.
A Seap informou que a medida será ampliada progressivamente para outras unidades do sistema prisional do estado.
Sindppen se manifesta contra alteração: “Seap não ouve diretores” A medida gerou reação do Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN). A presidente da entidade, Vilma Batista, afirmou que a ampliação das visitas ocorre em um contexto de pressão dentro do sistema prisional. “Desde 2023, o crime organizado vem pressionando a gestão atual para o retorno não só da visita íntima, como também mais um dia de visita social.”
Segundo ela, a ampliação pode impactar a rotina operacional das unidades, especialmente diante do efetivo disponível. “Não é só um dia de visita, nós iremos ter mais pessoas dentro das unidades prisionais com baixo efetivo, onde nós deixaremos de exercer várias outras atividades importantes que garantem o controle do sistema prisional.”
A presidente também apontou que o aumento do fluxo de visitantes pode exigir redistribuição de equipes e afetar outras atividades previstas na rotina do sistema. “Quanto mais visitantes dentro das unidades, mais nós precisaremos de movimentar efetivo para garantir que essa visita seja fiscalizada, seja monitorada, que nós tenhamos policiais na visada, na vigilância aproximada.”
Vilma também criticou a decisão da administração penitenciária e mencionou possíveis impactos na segurança. “Então isso mostra que a Secretaria, mais uma vez, não ouve os seus diretores, não ouve os seus policiais, baixa uma portaria irresponsável que vem em contramão inclusive da própria política do governo federal.”
Como ficam as novas regras de visitas A Portaria nº 1164/2026 estabelece mudanças no funcionamento das visitas em presídios do Rio Grande do Norte:
Frequência: duas visitas mensais por interno (antes era uma durante o período pós-pandemia) Formato: 1ª visita: 1 adulto + filhos ou 1 criança/adolescente com vínculo 2ª visita: apenas 1 visitante adulto Duração: 2 horas por visita Implantação: começa por unidades menores e será ampliada gradualmente Cadastro: obrigatório, com envio de documentos pessoais e comprovação de vínculo Revista: prioriza inspeção eletrônica e visual; revista vexatória é proibida Alimentos permitidos: itens específicos e em quantidade limitada, como sanduíches, frutas e bebidas em recipientes transparentes Vestimenta: roupas claras, sem acessórios metálicos ou itens proibidos Crianças e adolescentes: devem estar acompanhados por responsável cadastrado A norma também prevê sanções para visitantes que descumprirem as regras, incluindo suspensão temporária ou proibição de acesso às unidades.
A comunidade Malhada da Areia, localizada na zona rural de Currais Novos, vivenciou na noite desta quarta-feira (ontem) um momento de fé, tradição e confraternização com a abertura oficial da Festa de Santo Antônio, padroeiro da localidade. O evento reuniu moradores, visitantes e lideranças locais para o início das celebrações religiosas em homenagem ao santo.
Entre os presentes esteve o vereador G Charles, que acompanhou a programação de abertura e destacou a importância das festividades religiosas para a preservação da cultura e das tradições das comunidades rurais do município.
A cerimônia contou com a presença do Padre Leonardo, responsável pela celebração religiosa que marcou o início dos festejos. Durante a noite, fiéis participaram de momentos de oração e devoção, reafirmando a fé e a união da comunidade em torno das celebrações ao padroeiro.
Para o vereador G Charles, participar da abertura da festa representa uma forma de prestigiar e valorizar as manifestações religiosas que fazem parte da identidade do povo currais-novense.
“É sempre uma alegria estar presente em momentos como este, que fortalecem a fé, a convivência comunitária e mantêm vivas as nossas tradições. A Festa de Santo Antônio é um patrimônio cultural e religioso da comunidade Malhada da Areia e merece todo o nosso reconhecimento”, destacou o parlamentar.
A programação da Festa de Santo Antônio seguirá nos próximos dias com celebrações religiosas, novenas e atividades sociais, reunindo moradores da comunidade e de diversas localidades da região.
Pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (3) aponta que, para 53% dos brasileiros, a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas é benéfica para o Brasil.
Já 33% consideram a medida ruim para o país, enquanto 14% não souberam responder, de acordo com o levantamento.
O PoderData ouviu 2.500 pessoas em 166 municípios dos 27 estados do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa foi realizada após o Departamento de Estado norte-americano anunciar, no último dia 28, a inclusão das duas facções brasileiras nas listas de Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) e de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs).
O enquadramento resulta em bloqueios financeiros administrados pelo Departamento do Tesouro dos EUA e impõe sanções criminais e diplomáticas, como a proibição de entrada de integrantes no país e a ilegalidade do fornecimento de recursos aos grupos.
Segundo os Estados Unidos, o PCC e o CV são considerados as organizações criminosas mais violentas do Brasil, com redes ilícitas que se estendem por toda a região e afetam a segurança nacional norte-americana.
Reações políticas A medida foi anunciada após encontros em Washington entre o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e autoridades dos Estados Unidos, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio. O senador argumentou que os grupos controlam territórios pela força e infiltram instituições, devendo ser tratados como terroristas.
O Palácio do Planalto foi surpreendido com o anúncio. O presidente Lula (PT) afirmou que, embora as facções sejam terroristas para a sociedade brasileira e devam ser combatidas internamente, a decisão estrangeira fere a soberania nacional.
O assessor especial Celso Amorim declarou que a cooperação internacional contra a lavagem de dinheiro é bem-vinda, mas que a utilização do tema como pretexto para intervenção é inaceitável.
Eduardo Bolsonaro, member of the Chamber of Deputies of Brazil and son of former Brazilian President Jair Bolsonaro, speaks during the Conservative Political Action Conference (CPAC) in Buenos Aires on December 4, 2024. (Photo by JUAN MABROMATA / AFP)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento a ação penal em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é réu pela acusação de promover o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras. A data da análise do caso ainda não foi definida.Tarifaço: STF libera julgamento do processo contra Eduardo Bolsonaro – Agora RNTarifaço: STF libera julgamento do processo contra Eduardo Bolsonaro – Agora RN
O caso será julgado pela Primeira Turma da Corte, que também é formada pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, além de Moraes, relator do processo.
Em novembro do ano passado, o STF aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte. Ele responde pelo crime de coação no curso do processo.
Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.
Antes de liberar o caso para julgamento, Alexandre de Moraes determinou a notificação do ex-deputado por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular.
Diante da situação, o ministro autorizou que a defesa fosse realizada pela Defensoria Pública da União (DPU).
Nas alegações finais apresentadas ao Supremo, órgão defendeu a anulação do processo e disse que Moraes não pode julgar o caso poder ter sido vítima do cancelamento de vistos e das sanções financeiras oriundas da Lei Magnitsky.
“Aqui o Julgador é, ao mesmo tempo, a principal vítima das condutas que é chamado a julgar”, disse a DPU.
De acordo com a acusação feita pela PGR, Eduardo fomentou as ações dos Estados Unidos para tentar impedir o Supremo de condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista.
“Comprovou-se que o réu deliberadamente se utilizou de graves ameaças contra as autoridades responsáveis pelo julgamento da AP 2.668, algumas concretizadas, a fim de favorecer o interesse de seu pai, livrando-o de qualquer responsabilização criminal”, argumentou a procuradoria.
A uma semana do início da Copa do Mundo de 2026, marcada para 11 de junho, especialistas projetam um volume recorde de apostas esportivas durante o torneio.
Segundo Darren Small, vice-presidente da Sportradar, uma das maiores empresas de tecnologia esportiva do mundo, a receita global gerada pelas apostas durante a competição pode superar US$ 50 bilhões (cerca de R$ 251,5 bilhões).
A estimativa é superior à projeção de US$ 35 bilhões divulgada pelo banco britânico Barclays no início do ano e supera os números registrados na edição anterior do Mundial.
O que explica esse valor recorde? Especialistas apontam que a Copa do Mundo tem um poder de mobilização único. O torneio reúne familiares e amigos e desperta o interesse até de quem normalmente não acompanha futebol e isso gera impacto no setor de apostas.
“A Copa do Mundo é um evento esportivo totalmente especial e diferenciado. Para aumentar a emoção e deixar o entretenimento ainda mais intenso, é natural que fãs de todo o mundo realizem mais apostas durante a competição, gerando uma movimentação maior do que em outros períodos”, afirma Marco Tulio, CEO da Ana Gaming, grupo que gere as marcas 7K Bet, Cassino Bet e Vera Bet. Além da força do torneio, a regulamentação do setor no Brasil também é apontada como um fator relevante para impulsionar o mercado.
Para especialistas, a combinação entre o alcance global da Copa e um ambiente regulado tende a impulsionar a atividade das casas de apostas e aumentar a participação dos brasileiros durante o torneio.
“A Copa do Mundo historicamente representa o momento de maior atividade para o mercado de apostas esportivas, mas nesta edição existe um fator adicional: a regulamentação do setor no Brasil. O consumidor está mais consciente, mais exigente e busca marcas que transmitam confiança, segurança e transparência. O crescimento não virá apenas do apostador recorrente, mas principalmente de milhões de brasileiros que terão seu primeiro contato com plataformas reguladas durante o torneio, avalia Stefano Andrade, CEO da BB Gaming, holding responsável pela bra.bet.br. “É fundamental que as plataformas forneçam, aos apostadores, a segurança contra o jogo problemático, golpes e fraudes. Em meio ao grande volume esperado, também é essencial fazer com que o público saiba se está, de fato, adentrando um ambiente de jogo regulamentado, com ferramentas de jogo responsável e a garantia de que a aposta vencida realmente vai ser paga pela plataforma”, afirma Daniel Fortune, influenciador digital especialista em bets e Jogo Responsável. A Copa do Mundo de 2026 contará com um formato inédito, com a participação de 48 seleções. Esta também será a primeira edição do torneio sediada por três países: Estados Unidos, México e Canadá.
A competição começa no dia 11 de junho, com a partida de abertura entre México e África do Sul. Já a Seleção Brasileira estreia em 13 de junho contra o Marrocos.