Na madrugada desta terça-feira (16), por volta das 2h10, o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte foi acionado para atender a uma ocorrência de incêndio veicular às margens da Rodovia RN-041.
Ao chegar ao local, a guarnição de combate a incêndio constatou que um veículo do tipo Sprinter estava completamente tomado pelas chamas. O automóvel encontrava-se muito próximo à parede de uma empresa de móveis projetados, gerando risco de propagação do fogo para o interior do estabelecimento.
Os bombeiros realizaram o combate direto às chamas e, simultaneamente, o resfriamento da estrutura da empresa, evitando que o incêndio se alastrasse e causasse danos ainda maiores.
Após a extinção do fogo, a equipe efetuou o rescaldo e assegurou que não havia risco de reignição.
O deputado estadual Nelter Queiroz (Progressistas) fez um duro pronunciamento na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta terça-feira (16), em defesa de trabalhadores ambulantes que atuam às margens de rodovias federais e de pescadores afetados pela mortalidade de peixes em reservatórios do interior potiguar.
Ao abordar o tema, o parlamentar criticou a atuação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que vem notificando comerciantes instalados às margens da BR-226 em municípios como Tangará, Jucurutu e Triunfo Potiguar. Segundo Nelter Queiroz, as medidas têm gerado preocupação entre dezenas de famílias que dependem dessas atividades para garantir seu sustento.
“Estamos falando de pais e mães de família que acordam cedo todos os dias para trabalhar honestamente e levar o pão para dentro de casa. Não é justo que essas pessoas sejam tratadas como problema. O poder público precisa agir com sensibilidade social e encontrar soluções que preservem tanto a segurança nas rodovias quanto o direito ao trabalho”, afirmou.
O deputado também fez um apelo à governadora Fátima Bezerra e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que acompanhem a situação e busquem alternativas que evitem prejuízos aos pequenos comerciantes do interior.
“São trabalhadores humildes que sobrevivem da venda de frutas, alimentos e outros produtos às margens das estradas. Em vez de perseguição, precisam de apoio, orientação e oportunidades para continuar trabalhando com dignidade”, destacou.
Ainda durante o pronunciamento, Nelter Queiroz chamou atenção para a grave mortalidade de peixes registrada na Lagoa da Ponta Grande, em Ipanguaçu e no Açude do Governo, em Currais Novos. De acordo com o parlamentar, o problema está diretamente relacionado à redução dos volumes hídricos e vem causando prejuízos econômicos e ambientais.
Diante da situação, o deputado cobrou providências urgentes do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (IGARN) e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH). “Além do impacto ambiental, estamos diante de um problema social. Muitas famílias tiram seu sustento da pesca e estão sendo diretamente prejudicadas. É preciso que os órgãos competentes atuem imediatamente para identificar as causas, minimizar os danos e proteger a renda dessas pessoas”, concluiu.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), presidente estadual do Partido Liberal, solicitou à Secretaria Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte proteção policial para o vereador Cabo Deyvison Nascimento após o atentado ocorrido na noite de segunda-feira (15), em Mossoró. Em ofício encaminhado ao secretário Francisco Canindé de Araújo Silva, o parlamentar também pediu prioridade máxima na investigação do crime, que deixou o vereador ferido e resultou no assassinato de seu assessor, Allysson Diego de Oliveira Morais.
Pré-candidato a deputado federal, Cabo Deyvison foi alvo de um atentado a tiros em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel, em Mossoró, durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais acompanhado de Allysson Diego. Diante da gravidade do episódio, Rogério Marinho afirma que o caso ultrapassa um episódio isolado de violência urbana e exige pronta resposta das forças de segurança para garantir a proteção do parlamentar e a continuidade do livre exercício de seu mandato.
Ao justificar o pedido, Rogério Marinho sustenta que o episódio “transcende a violência comum” e alcança dimensão institucional, uma vez que atingiu diretamente o núcleo de atuação de um representante eleito pelo voto popular. O ofício ressalta que a gravidade dos fatos impõe pronta resposta do Estado diante do risco concreto à integridade física de Cabo Deyvison, destacando que a morte do assessor evidencia a necessidade de adoção de medidas preventivas capazes de evitar “novas investidas criminosas”.
O documento também fundamenta a solicitação nos artigos 5º e 144 da Constituição Federal, que asseguram a inviolabilidade do direito à vida e estabelecem a segurança pública como dever do Estado. Além do pedido de “imediata e ininterrupta disponibilização de escolta policial” ao parlamentar e eventual extensão da proteção a seus familiares, mediante avaliação técnica, Rogério Marinho solicita a inclusão do vereador nos protocolos oficiais de proteção a autoridades e o direcionamento dos órgãos de inteligência e investigação para a célere elucidação do homicídio e da tentativa de homicídio registrados em Mossoró.
“A situação narrada transcende a violência comum; trata-se de um atentado letal que atingiu o núcleo de trabalho de um representante do Poder Legislativo municipal, configurando um ataque direto ao Estado Democrático de Direito”, destaca Rogério Marinho em trecho do ofício. “A proteção de autoridades sob ameaça concreta é medida cautelar indispensável para assegurar a continuidade da representação popular sem a coerção do medo e da violência”, acrescenta o senador.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, disse que o Bolsa Família é um “direito adquirido” do povo brasileiro e que é uma “estabilidade para quem já passou fome”, defendeu a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e disse que foi um “erro” a maneira como o governo de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), tratou a imprensa.
— Para mim, a imprensa exerce um papel fundamental. E acho que foi um dos problemas que eu identifico no governo do presidente Bolsonaro, o relacionamento com a imprensa, o preconceito, muitas vezes, de quem estava gerindo o orçamento para a publicidade, com relação a alguns veículos de comunicação. Isso tem que ser mudado radicalmente. É um aprendizado de uma coisa que eu acho que foi feita errada, a gente não precisa repetir o erro — falou no fórum Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja nesta segunda-feira (15), em São Paulo.
Em relação ao Bolsa Família, Flávio sugeriu ampliar a regra de proteção para que os beneficiários do programa sigam recebendo o recurso por um tempo mesmo após conseguirem um emprego formal ou depois de terem aberto uma empresa, sem detalhar como isso seria feito. Pela regra atual, quando o beneficiário tem a carteira assinada, por dois anos ele passa a receber 50% dos valores que recebia, desde que a renda por pessoa da família não ultrapasse meio salário mínimo.
— Muita gente tem um preconceito com relação a quem está no Bolsa Família, como se não quisesse trabalhar. É um erro isso. Quase 70% das pessoas que recebem o Bolsa Família trabalham informalmente. E não vão para a formalidade porque têm medo de perder o benefício. A gente tem que entender que o Bolsa Família é estabilidade para quem já passou fome. A pessoa pensa o seguinte: “se eu arrumar um trabalho de carteira assinada e eu perder o Bolsa Família, e se eu perder o meu trabalho, como é que eu vou ficar? Vou voltar para aquela época que eu passava fome, que eu tinha que pedir dinheiro no sinal de trânsito?” — falou.
Flávio disse que vai propor “a criação de um programa para garantir que as pessoas permaneçam ganhando o Bolsa Família em caso de passarem para um emprego formal ou abrirem a sua própria empresa por um período mais longo”.
O senador ainda defendeu a isenção do IR para quem ganha salários de até R$ 5 mil, uma das vitrines do governo Lula (PT) para a eleição deste ano, mas usou a fala para comparar a gestão atual com a de seu pai.
— Eu sou favorável, era uma promessa de campanha também do presidente Bolsonaro. A única diferença é que, com o Bolsonaro, certamente, você teria uma compensação de abrir mão dessa receita, você teria de onde tirar, sem precisar aumentar ou criar impostos. O atual governo faz o contrário, esfola o contribuinte brasileiro com elevadíssima carga tributária para poder cumprir essa promessa de campanha — falou.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou nesta segunda-feira (15) a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal por fraudes no sistema financeiro do país.
A decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações.
Com a rejeição da PGR, a segunda tentativa de Vorcaro de assinar um acordo de colaboração está totalmente encerrada. No mês passado, a proposta foi negada pela primeira vez.
Na semana passada, a Polícia Federal (PF) também rejeitou a segunda proposta. Os investigadores concluíram que o banqueiro não apresentou novidades em relação ao material que já foi apreendido e não assumiu que cometeu crimes.
No dia 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Desde então, ele tenta fechar um acordo de delação.
O banqueiro está preso em uma sala da Superintendência da PF em Brasília.
A presidente estadual do PT, Samanda Alves, voltou a defender a entrada do PSDB na chapa governista para as eleições de 2026 e afirmou que a legenda presidida no Rio Grande do Norte pelo deputado estadual Ezequiel Ferreira seria “muito bem-vinda” ao projeto liderado pelo pré-candidato ao Governo Cadu Xavier (PT). Até agora, o PSDB, que integra uma federação com o Cidadania, não indicou em qual coligação estará nas eleições de 2026.
Em entrevista à rádio 95 FM Mossoró nesta segunda-feira 15, Samanda reforçou que o diálogo entre PT e PSDB é antigo e que cabe aos tucanos definir o momento certo para uma eventual adesão. A petista, que também é pré-candidata ao Senado, enfatizou que a interlocução com o PSDB decorre da parceria construída ao longo dos dois mandatos da governadora Fátima Bezerra (PT), o que facilita as conversas.
“O diálogo que nós temos com o PSDB não é um diálogo de agora. O deputado Ezequiel apoiou a eleição de Fátima no segundo turno de 2018, apoiou a reeleição e tem sido um parceiro institucional muito firme do governo da professora Fátima Bezerra”, afirmou.
Ela acrescentou que considera natural a negociação em curso — Ezequiel negocia com outras chapas — e reconheceu que o PSDB possui seus próprios interesses políticos. Enquanto isso, disse que o PT segue buscando fortalecer o seu projeto. “É claro que o PSDB tem seus interesses, nós temos os nossos, e a gente aguarda que o PSDB nos dê um retorno, mas segue fortalecendo o nosso campo político”, declarou.
Samanda reforçou o convite para que a legenda integre formalmente a aliança governista. “O PSDB é muito bem-vindo. É um partido que tem uma musculatura aqui no nosso Estado e cabe a eles tomarem a decisão no tempo correto deles. Enquanto isso, nós vamos fortalecendo o nosso campo político”, disse.
Nas últimas semanas, lideranças do PT têm reforçado o convite para que o PSDB integre o projeto governista na disputa eleitoral de 2026. O pré-candidato ao governo Cadu Xavier já afirmou que a vaga de vice na chapa está reservada para indicação de Ezequiel Ferreira. Além disso, negociações envolvendo a futura disputa pela presidência da Assembleia Legislativa, a partir de 2027, também estão em curso.
Durante a entrevista, Samanda Alves também avaliou o cenário eleitoral e afirmou que tanto sua candidatura quanto a de Cadu Xavier vivem um momento de crescimento. Segundo ela, esse desempenho é resultado das agendas realizadas pelo interior do Estado e do contato direto com a população.
“É uma caminhada boa. Nossa pré-candidatura e a de Cadu Xavier são as pré-candidaturas que mais têm crescido, fruto de um trabalho de diálogo, de visitas intensas. A gente sempre esteve perto do povo, conversando e dialogando”, afirmou.
Samanda revelou ainda que já reúne apoio de mais de 50 prefeitos potiguares — de um total de 167 —, embora tenha evitado divulgar quais gestores já aderiram ao projeto. “Nós passamos dos 50 prefeitos e prefeitas que têm fortalecido o nosso diálogo. Muitos apoios também vêm de lideranças da oposição”, disse, justificando que prefere não detalhar os nomes por estratégia política.
A dirigente petista também confirmou que a composição definitiva da chapa majoritária ainda está em negociação entre os partidos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Rio Grande do Norte. Segundo ela, seguem em discussão tanto a vaga de vice-governador quanto as quatro suplências das candidaturas ao Senado. Além de Samanda, o outro nome ao Senado já definido é o de Rafael Motta (PDT).
“Nós estamos dialogando. Construímos política dialogando. Estamos ouvindo quais são as demandas dos partidos, que têm interesses legítimos de compor a chapa para suplências ou para a vice-governadoria. É nessa construção, com muito diálogo, que vamos fechar o nosso time”, afirmou.
Uma transmissão ao vivo realizada em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, em Mossoró, terminou em violência na noite desta segunda-feira 15. O vereador e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) foi baleado durante um atentado a tiros e precisou ser socorrido. O cinegrafista que o acompanhava, identificado como Diego de Oliveira Morais, foi atingido pelos disparos e morreu no local.
O ataque aconteceu enquanto o parlamentar realizava uma live na zona leste do município. Cabo Deyvison foi atingido nas pernas, recebeu os primeiros atendimentos na própria UPA e, em seguida, foi transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).
Na saída da unidade de saúde para o hospital, o vereador demonstrou indignação (vídeo abaixo) e direcionou declarações a possíveis adversários ligados à política e ao crime. Policial militar de formação, ele atua no primeiro mandato na Câmara Municipal de Mossoró e tornou-se conhecido por denúncias envolvendo a gestão pública e organizações criminosas.
Segundo informações divulgadas, o parlamentar costumava utilizar colete à prova de balas, mas não estava com o equipamento de proteção no momento do atentado.
Diego de Oliveira Morais, que trabalhava na produção das transmissões do vereador, foi atingido pelos disparos e morreu antes da chegada do socorro.
Primeiro mandato Eleito vereador de Mossoró em 2024 com 1.766 votos, Deyvison Thales Martins do Nascimento, conhecido como Cabo Deyvison, ingressou na Câmara Municipal pelo MDB. Em março deste ano, deixou a legenda e filiou-se ao PL com o objetivo de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.
Desde a mudança partidária, o vereador passou a enfrentar uma disputa judicial relacionada ao mandato. O MDB ingressou com ação questionando sua permanência no cargo após a desfiliação. Cabo Deyvison afirma ser alvo de perseguição política e busca na Justiça manter o mandato parlamentar.
As circunstâncias do atentado e a motivação do crime deverão ser investigadas pelas autoridades policiais.
A pauta de votação da Assembleia Legislativa contempla 25 propostas na sessão ordinária na manhã desta terça-feira (16), porém, o debate mais caloroso deve ficar por conta da apreciação do veto da governadora Fátima Bezerra (PT) ao projeto de lei que garante repasse automático de recursos do ICMS e IPVA aos municípios do Rio Grande do Norte.
O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), José Augusto Rego, confirma que está mobilizando o comparecimento de prefeitos à Assembleia, para que pleiteiem a derrubada do veto governamental ao projeto, que em 10 de dezembro do ano passado foi aprovado à unanimidade pelos 22 deputados presentes à sessão daquele dia.
José Augusto Rego disse que, inicialmente, estava entrando em contato com “aqueles prefeitos de municípios situados mais perto de Natal, para que possam ir ao plenário”, no entanto, “tem certeza que todos os deputados que votaram a favor do projeto”, vão votar contra o veto da chefe do Executivo, “porque é uma conquista municipalista, independentemente de posição política partidária”.
Por essa razão, José A. Rego, que é prefeito de Portalegre, na região Oeste, acha que a pré-campanha de deputados, que são candidatos à reeleição, não vai atrapalhar o processo de discussão do veto: “O embate eleitoral é uma questão secundária. Esse projeto foi aprovado por unanimidade dos deputados, que entenderam a importância, a legalidade da aprovação desse projeto, que foi vetado pelo governo do Estado alegando uma inconstitucionalidade”.
Rego explicou que depois do veto da governadora, “a gente vinha trabalhando um projeto alternativo, que por sinal, na semana passada foi encaminhado ao governo, para que fosse enviado à Assembleia, mas acredito que com essa demora, foi aprovada a derrubada do veto em duas comissões”.
“O importante, é isso que nós queremos, que essa solução seja definitiva, esperando que, caso a Assembleia derrube o veto, que o governo acate essa derrubada do veto, que é é uma conquista importante para o municipalismo”.
O dirigente da Femurn disse, ainda, que a instituição “sempre procurou o diálogo permanentemente, de maneira republicana e democrática, mas como com essa demora entendemos que a Assembleia resolveu pautar e caso seja derrubada do veto, todos nós prefeitos e prefeitas aplaudimos essa posição”.
O prefeito de Acari, Fernando Antonio Bezerra, o “Fernandinho” também disse que a presidência da Femurn “está acompanhando diretamente o assunto” e tem, inclusive, “tentado construir alternativas operacionais razoáveis para a efetividade da medida”.
“Nosso principal desejo: que o veto seja derrubado e que os repasses para os Municípios atendam a legalidade, celeridade (de forma desburocratizada) e transparência”, disse “Fernandinho”.
Autor do projeto, o deputado estadual Gustavo Carvalho (PL) defende “a necessidade dos municípios terem seus recursos preservados de acordo com o pagamento que é feito pelo contribuinte”.
Por ocasião da análise da proposta na Comissão de Finanças e Fiscalização, o deputado estadual Coronel Azevedo (PL) afirmou na quarta-feira (10), que o governo “já se apropria de forma indébita dos consignados e começa também a se apropriar indebitamente dos recursos do bolo tributário dos municípios. Qual é a necessidade que tem o governo de usar esses recursos se não sabe administrar os recursos que tem?” Responsável por relatar a matéria na Comissão de Administração, Serviços Públicos, Trabalho e Segurança Pública, o deputado estadual Taveira Júnior (PSDB) disse que não entendia o porquê do veto, “já que o projeto facilita muito em ver o que é do governo do Estado, que é do governo federal e que é dos municípios”, mas o governo do Estado “segura os recursos para resolver os seus problemas, repassando com dez, 15 e até 20 dias de atraso, deixando os municípios em situação difícil”.
O veto Em resumo, o Executivo justificou no veto encaminhado à Assembleia em 31 de março, que a proposição embora parcialmente alinhada à legislação federal, “extrapola o espaço de conformação normativa conferida aos Estados, ao inovar em matéria já disciplinada por lei complemente federal de observância obrigatória”. Segundo o governo, o projeto “institui modelo rígido de fluxo financeiro, com criação de agente centralizador de arrecadação, exigência de trânsito diário dos recursos, imposição de saldo zero diário em conta centralizadora e vedação absoluta de qualquer trânsito temporário por conta da titularidade do Estado”.
A nova lei da CNH, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em junho de 2026, alterou as regras de renovação para motoristas com 50 anos ou mais.
Pelas novas regras, condutores entre 50 e 70 anos terão a CNH válida por cinco anos. Já para quem tem mais de 70 anos, a renovação deverá ser feita a cada três anos, com exame médico presencial obrigatório.
A legislação também criou a renovação automática para motoristas cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), que reúne quem não cometeu infrações com pontuação nos últimos 12 meses. O benefício, porém, poderá ser utilizado apenas uma vez por condutores acima de 50 anos.
Ficam fora da renovação automática motoristas com mais de 70 anos, condutores com indícios de doenças que possam comprometer a direção e aqueles que tenham cometido infrações sujeitas à pontuação no período exigido.
A lei mantém a obrigatoriedade dos exames de aptidão física e mental, realizados por profissionais credenciados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). A avaliação psicológica continua exigida para motoristas profissionais e para quem busca a primeira habilitação.
Antes mesmo do início oficial da campanha de 2026, o Rio Grande do Norte já registra dois movimentos que chamam atenção: a disparada no número de pesquisas eleitorais e o avanço da judicialização envolvendo esses levantamentos.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o RN mais que dobrou o número de pesquisas registradas nos cinco primeiros meses de 2026, em comparação com o mesmo período de 2022. Ao mesmo tempo, partidos políticos intensificaram a disputa nos tribunais para contestar resultados, metodologias e registros dos levantamentos.
Entre janeiro e maio de 2022, o estado teve 13 pesquisas registradas. No mesmo intervalo de 2026, o número saltou para 33, um crescimento de 153,85%. O avanço coloca o RN entre os estados nordestinos que mais ampliaram a realização de pesquisas na fase pré-eleitoral, atrás apenas da Paraíba, que registrou 32 pesquisas neste intervalo de tempo.
Entre os demais estados do Nordeste, Sergipe registrou crescimento de 150%, passando de 10 para 25 pesquisas. O Ceará saiu de sete para 20 levantamentos, alta de 185,71%. Pernambuco avançou de 12 para 17 pesquisas, enquanto Alagoas passou de seis para oito registros. A Bahia manteve estabilidade, repetindo os 12 levantamentos observados em 2022. Já o Maranhão foi o único estado analisado a apresentar redução, caindo de 24 para 17 pesquisas.
Judicialização ganha força O cenário potiguar também chama atenção pelo avanço da judicialização em torno dos resultados apresentados pelas pesquisas eleitorais. Um levantamento realizado pelo NOVO Notícias junto ao Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE-RN) aponta que, entre janeiro e os primeiros 10 dias de junho deste ano, pelo menos 20 processos foram protocolados questionando pesquisas eleitorais divulgadas no estado.
As ações envolvem pedidos de suspensão de divulgação, questionamentos metodológicos, impugnações de registros e acesso aos dados utilizados pelos institutos. Isso tende a fazer com que a Justiça Eleitoral se torne um dos principais espaços de disputa da pré-campanha potiguar.
Os registros do TRE-RN mostram que o Republicanos lidera o número de ações ajuizadas, com nove processos. Em seguida aparecem o União Brasil, com cinco representações, e o PSD, com três.
Do outro lado, os institutos de pesquisa também passaram a conviver com um aumento das contestações. O PNH Pesquisa aparece como o instituto mais acionado judicialmente, figurando em seis processos. O Instituto Veritá foi alvo de três ações. Datavero e Seta aparecem em seguida, com duas contestações cada.
Os processos identificados no levantamento mostram que algumas disputas resultaram em liminares que suspenderam temporariamente pesquisas. Em outros casos, os levantamentos foram liberados após análise do mérito. Também há situações em que a Justiça determinou a retirada de conteúdos divulgados em redes sociais e aplicativos de mensagens por ausência de registro eleitoral ou descumprimento das exigências legais.
Além da tentativa de barrar divulgações, partidos passaram a buscar acesso a bancos de dados e sistemas internos dos institutos para verificar informações utilizadas na elaboração das pesquisas.
O movimento indica maior fiscalização sobre os levantamentos e evidencia o peso desses números nas estratégias dos grupos que disputarão as eleições de 2026.
Resultados que alimentam o debate A multiplicação dos levantamentos também tem produzido situações que ampliam o debate sobre metodologia e credibilidade das pesquisas. No dia 29 de maio, por exemplo, três institutos divulgaram levantamentos para o Governo do RN com resultados bastante distintos.
Enquanto uma pesquisa apontou o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), na liderança, outra indicou o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), à frente da disputa. Já um terceiro levantamento colocou o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), na primeira posição.
A divergência entre os resultados repercutiu no meio político e nas redes sociais, reforçando discussões sobre critérios metodológicos, margem de erro e interpretação dos dados eleitorais.
Institutos pedem mais rigor Em meio ao aumento das disputas judiciais, a Associação dos Institutos de Pesquisas do Estado (Assinp/RN) divulgou nota pública defendendo o fortalecimento dos critérios técnicos e a ampliação da fiscalização eleitoral.
A entidade afirma que tem acompanhado o crescimento de práticas que considera prejudiciais à credibilidade das pesquisas científicas, citando a divulgação de levantamentos sem observância dos requisitos metodológicos e legais exigidos pela legislação eleitoral.
Segundo a Assinp/RN, pesquisas confiáveis exigem transparência na metodologia, definição clara da amostra, divulgação da margem de erro e registro formal junto à Justiça Eleitoral. A entidade também defendeu maior rigor na fiscalização e punição de eventuais irregularidades para preservar a confiança da população nos levantamentos de opinião pública.
Para o sociólogo Daniel Menezes, professor da Universidade Federal do RN (UFRN) e estudioso da área de comportamento eleitoral, o quadro observado atualmente representa um fenômeno relativamente novo no processo político brasileiro.
Segundo ele, candidatos e grupos políticos passaram a recorrer ao Judiciário com mais frequência quando não concordam com os resultados apresentados pelas pesquisas.
Na avaliação do pesquisador, o crescimento desse movimento exige uma atuação mais integrada entre tribunais eleitorais e órgãos de fiscalização, além da construção de critérios mais uniformes para análise dos registros e metodologias utilizadas pelos institutos.
Para Menezes, a falta de entendimento padronizado sobre exigências técnicas pode gerar interpretações diferentes entre magistrados e aumentar a insegurança jurídica em torno dos levantamentos.
Com a campanha se aproximando Com a aproximação das convenções partidárias e o avanço da pré-campanha, a expectativa é de aumento tanto no número de pesquisas registradas quanto nas disputas judiciais envolvendo esses levantamentos.
A tendência é que os levantamentos continuem influenciando estratégias políticas, narrativas de campanha e posicionamentos partidários muito antes da abertura oficial do período eleitoral.
BOX – Pesquisas e disputas no RN 33 pesquisas registradas entre janeiro e maio de 2026 Crescimento de 153,85% em relação a 2022 20 ações judiciais envolvendo pesquisas em 2026 Republicanos lidera o número de representações: 9 União Brasil aparece em seguida: 5 ações PNH Pesquisa é o instituto mais contestado: 6 processos Instituto Veritá aparece em 3 ações judiciais Maranhão foi o único estado do Nordeste a registrar queda no número de pesquisas
A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar nesta terça-feira (16) a ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de coação no curso do processo.
A sessão terá início às 14h com a leitura do relatório do caso pelo ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, a PGR terá uma hora para defender os argumentos a favor da condenação do ex-deputado.
Depois, será a vez dos advogados de Eduardo se manifestarem. Realizada pela DPU (Defensoria Pública da União), a defesa terá também uma hora para a sustentação oral.
Só então terá início a votação. A Primeira Turma é hoje composta por apenas quatro ministros: Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
Eduardo responde à acusação de ter atuado junto a autoridades e parlamentares dos Estados Unidos para pressionar o governo americano a adotar medidas contra ministros do STF e contra o próprio Brasil.
Segundo a denúncia apresentada pela PGR, o objetivo seria constranger integrantes da Corte e interferir nas investigações relacionadas aos atos antidemocráticos e à tentativa de golpe de Estado por meio da articulação de sanções internacionais, entre elas a Lei Magnitsky.
A defesa, por sua vez, afirma que as manifestações do parlamentar estão protegidas pela liberdade de expressão e pela atuação política exercida no exterior.
Desde o início do processo, Eduardo vem ignorando a tramitação da ação. Residente nos Estados Unidos desde o ano passado, o ex-deputado não contratou advogado para o caso, fazendo com que a DPU assumisse o processo.
Ele também deixou de comparecer ao interrogatório por videoconferência do STF, evento normalmente utilizado para autodefesa do réu.
Na última semana, a DPU tentou adiar a análise do caso e levantou dúvidas sobre a composição do colegiado responsável pelo julgamento.
O requerimento foi pela convocação de um ministro de outra turma para completar o quórum do colegiado. O órgão argumenta que a vaga aberta no colegiado desde a saída do ministro Luiz Fux prejudica o julgamento e abre margem para um empate na votação.
Ao analisar o pedido, Moraes afirmou que a jurisprudência do STF é firme no sentido de que a ausência de um integrante da turma não impede o julgamento de ocorrer. O quórum mínimo, segundo o regimento, é de três ministros.
Moraes disse ainda que um integrante a menos na turma não oferece nenhum prejuízo à defesa, já que o empate em casos criminais faz prevalecer a decisão mais favorável ao réu.
Celebrando seus 30 anos de história, o Forrónovos deu espaço para dois ex-quadrilheiros brilharem e levarem informação, alegria e emoção ao público.
Duije e Carla Iara abrilhantaram o evento com sua irreverência, comunicação e animação. Ambos, ex-integrantes de quadrilhas juninas, fizeram a plateia interagir, vibrar, rir e participar ainda mais da festa, tudo com muita naturalidade e profissionalismo.
Os dois conseguiram estar em sintonia com os comunicadores Kézia e Sérgio, que neste ano receberam uma merecida homenagem pelos seus 15 anos de dedicação ao ofício, dentro dos 30 anos de história do Forrónovos.
Parabéns à Prefeitura Municipal de Currais Novos pela realização do evento e, em nome de Adriano Nunes, secretário de Cultura, e Carlos Medeiros, coordenador do Forrónovos, pelo olhar sensível de abrir espaço para aqueles que um dia dançaram e abrilhantaram esse festival e que, hoje, de uma forma diferente, continuam fazendo a diferença e contribuindo para que o Forrónovos siga encantando e emocionando o público.
Há 20 anos, quando poucos acreditavam que o jiu-jítsu poderia transformar vidas no Seridó, um homem decidiu sonhar.
Esse homem era Wanderson Marcelo.
Sem estrutura, sem grandes patrocinadores e enfrentando todas as dificuldades que quem empreende conhece, ele abriu as portas de uma escola que não ensinaria apenas golpes. Ela ensinaria disciplina, respeito, caráter e superação.
Assim nasceu a WGT.
O que começou como um sonho de um guerreiro se transformou em uma família que atravessou gerações.
Durante essa caminhada, Wanderson nunca esteve sozinho.
Ao seu lado estavam seus irmãos, Uallison e Uemerson, companheiros de batalha que dividiram os momentos difíceis, as vitórias, as viagens, os campeonatos e a missão de levar o nome da WGT cada vez mais longe.
Foram anos de união verdadeira.
Anos em que os três irmãos mostraram que uma equipe forte não é construída apenas por medalhas, mas por lealdade.
Enquanto muitos viam apenas uma academia, eles construíam um legado.
O tatame virou segunda casa.
Ali, Wanderson criou seus filhos, viu crianças se tornarem adultos, formou atletas, professores, campeões e, principalmente, cidadãos.
A WGT cresceu, abriu caminhos para novas filiais e levou o nome de Currais Novos para competições importantes dentro e fora do estado. A equipe acumulou títulos e resultados expressivos ao longo dos anos, com destaque para conquistas de atletas e do próprio professor Wanderson em competições de alto nível.
Mas o maior troféu nunca foi o ouro.
O maior troféu sempre foram as vidas transformadas.
Cada faixa conquistada, cada aluno que venceu a timidez, cada criança que encontrou um propósito. Cada família que encontrou na WGT um lugar para pertencer.
Desde 2006, a WGT vem escrevendo sua história e expandindo sua presença pelo Rio Grande do Norte, mantendo viva a missão de formar campeões dentro e fora dos tatames.
Hoje, ao completar 20 anos, a WGT não celebra apenas uma data.
Celebra milhares de treinos, milhares de quedas, milhares de recomeços.
Celebra uma história construída por suor, fé e perseverança. Uma história que começou com um homem acreditando em um sonho. E que hoje continua através de cada aluno que veste o kimono da WGT. Porque equipes nascem todos os dias. Mas legados são construídos ao longo de décadas. 20 anos de WGT. 20 anos formando guerreiros. 20 anos honrando a família. 20 anos transformando vidas através do jiu-jítsu. E essa história ainda está apenas começando.
Neste 15 de junho, completam-se 9 anos da morte de Wilma de Faria, uma das maiores lideranças políticas da história do Rio Grande do Norte.
Natural de Mossoró, Wilma construiu uma trajetória marcada pelo pioneirismo e pela dedicação à vida pública. Foi vereadora, deputada federal, prefeita de Natal e entrou para a história ao se tornar a primeira mulher eleita governadora do Rio Grande do Norte, governando o estado por dois mandatos consecutivos entre 2003 e 2010.
Conhecida como a “Guerreira”, destacou-se pela forte presença política e pela defesa de projetos voltados ao desenvolvimento do estado. Sua atuação deixou marcas na administração pública e consolidou seu nome como uma das figuras mais influentes da política potiguar.
Wilma de Faria faleceu em 15 de junho de 2017, aos 72 anos, em Natal. Nove anos depois, seu legado continua vivo na memória dos potiguares, sendo lembrada pela sua história de luta, liderança e contribuição ao Rio Grande do Norte.
Como parte das homenagens pelos nove anos de sua partida, familiares, amigos e admiradores participarão nesta terça-feira (16) de uma missa em sua memória. A celebração acontecerá às 19h, na Igreja Matriz de Sant’Ana, no bairro de Capim Macio, em Natal.
O deputado estadual Nelter Queiroz (Progressistas) apresentou projeto de lei complementar, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, propondo a ampliação de 10% para 20% do percentual mínimo de vagas reservadas às pessoas com deficiência nos concursos públicos estaduais. A medida altera o artigo 12 da Lei Complementar nº 122/1994 e busca fortalecer as políticas de inclusão e acessibilidade no serviço público potiguar.
A proposta estabelece que, em cada concurso público realizado pelo Estado, pelo menos 20% das vagas sejam destinadas às pessoas com deficiência, dobrando o percentual atualmente garantido pela legislação estadual. Segundo o parlamentar, a iniciativa representa um avanço necessário para assegurar maior participação desse segmento nos quadros da administração pública e promover a igualdade de oportunidades.
De acordo com dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo IBGE em 2025, o Rio Grande do Norte possui cerca de 285,3 mil pessoas com algum tipo de deficiência, o equivalente a 8,8% da população estadual. O índice coloca o estado entre os cinco com maior proporção de pessoas com deficiência do país e acima da média nacional, que é de 7,3%.
Para Nelter Queiroz, a legislação potiguar precisa acompanhar a realidade social e avançar na garantia de direitos. “Estamos falando de inclusão, dignidade e oportunidades. O serviço público deve refletir a diversidade da sociedade e assegurar que as pessoas com deficiência tenham condições reais de acesso aos cargos públicos. Nosso objetivo é fortalecer uma política que promova justiça social e igualdade de oportunidades para todos”, defendeu o deputado.
Nelter Queiroz destaca ainda que a Constituição Federal assegura a reserva de vagas para pessoas com deficiência em concursos públicos e que estados e municípios podem ampliar mecanismos de inclusão. O parlamentar cita ainda experiências exitosas em outras unidades da federação, como o Distrito Federal, que já adota o percentual de 20% para esse público.
“Caso aprovado, o projeto colocará o Rio Grande do Norte entre os estados brasileiros com legislação mais avançada na promoção da inclusão de pessoas com deficiência no serviço público, reforçando os compromissos assumidos pelo Brasil por meio da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que possui status constitucional no ordenamento jurídico nacional”, frisou.