Cadu diz que fará governo diferente de Fátima, com foco em emprego e investimentos no RN

O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), afirmou que pretende imprimir uma identidade própria à sua gestão, com foco no desenvolvimento econômico, na geração de empregos e na ampliação da capacidade de investimento do Estado. Em entrevista à GloboNews, o petista destacou que mantém uma relação de lealdade com a governadora Fátima Bezerra (PT), mas reconheceu diferenças entre suas trajetórias políticas e prioridades administrativas.
“Eu disse ao longo da campanha que eu tenho muita lealdade a Fátima, mas eu tenho um DNA próprio. A gente tem uma trajetória diferente, eu tenho uma pegada, vamos dizer assim, mais voltada para o desenvolvimento, para a geração de emprego e de renda”, afirmou.
Cadu destacou a ligação histórica de Fátima com o movimento sindical e afirmou que sua própria trajetória foi construída a partir de experiências diferentes. “Então o meu governo vai ser um governo diferente do dela. Eu acho que é isso, as ideias se complementam”, declarou.
Apesar da diferenciação, o governador eleito descartou um conflito entre gerações dentro do PT. Segundo ele, a chegada de novas lideranças não representa um rompimento com a história do partido ou com os dirigentes que contribuíram para sua formação política.
Na área econômica, Cadu apontou a situação fiscal do Rio Grande do Norte como um dos principais desafios da próxima administração. Segundo ele, o Estado enfrenta dificuldades estruturais há mais de duas décadas, o que exige medidas para ampliar a capacidade de investimento e melhorar a prestação de serviços públicos.
“A gente está trabalhando para montar um governo com esse princípio de ampliar a capacidade de investimento do Estado, de avançar na prestação de serviços públicos para a população”, disse.
Segurança pública e combate às facções
Durante a entrevista, Cadu também abordou o avanço das organizações criminosas no Brasil e defendeu uma atuação integrada entre as forças de segurança federais, estaduais e municipais.
O governador eleito comemorou a aprovação da PEC da Segurança Pública e avaliou que a proposta poderá facilitar a cooperação entre os diferentes níveis de governo no enfrentamento à criminalidade.
Para Cadu, o combate às facções deve combinar presença policial e oferta de serviços públicos nos territórios onde o crime organizado ampliou sua atuação.
“A gente não pode falar em segurança pública sem falar em ocupação desses territórios pelo Estado, com prestação de serviços públicos, para que a gente ocupe o espaço que o crime organizado ocupou ao longo desse período”, afirmou.
O petista reconheceu que a segurança pública continuará sendo um desafio no Rio Grande do Norte, mas avaliou que houve avanços durante a gestão de Fátima Bezerra e prometeu dar continuidade às ações desenvolvidas na área.
Reforma tributária e competitividade
Outro tema abordado foi a reforma tributária, da qual Cadu participou das discussões. O governador eleito classificou as mudanças como um avanço para a economia brasileira e demonstrou confiança no cumprimento do cronograma de transição, previsto até 2033.
Segundo ele, a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto Seletivo deverá simplificar o sistema de tributação sobre o consumo.
Cadu também relacionou a reforma à possibilidade de recuperação da competitividade econômica e ao fortalecimento da indústria nacional.
“A reforma vai trazer para o país uma retomada da competitividade que o Brasil perdeu ao longo das últimas décadas”, declarou.
O governador eleito afirmou ainda que a experiência dos técnicos das administrações tributárias na implantação de sistemas como a nota fiscal eletrônica contribui para uma expectativa positiva em relação à implementação das novas regras.
98FM














