A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro evitou falar da crise que assola a pré-campanha a presidente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de uma conversa negociando R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro. Ao invés de defender o senador, Michelle preferiu desconversar.
Na saída do evento de lançamento da pré-candidatura de Maria Amélia, dona de uma famosa rede de docerias em Brasília, Michelle afirmou que o caso não é assunto dela.
“(Sobre) Flávio, você tem que perguntar pra ele”, declarou, recusando-se a responder como ela avaliava o impacto da crise na campanha do enteado.
Flávio admitiu que pediu dinheiro ao banqueiro do Master para bancar o filme Dark Horse que trata da carreira política de Jair Bolsonaro. Nesta terça-feira, o senador também afirmou que visitou Vorcaro após sua prisão domiciliar, mas disse que foi para dizer que não precisaria mais da ajuda dele ao constatar que as denúncias contra o banqueiro eram graves.
Mais cedo, no palco do evento, Michelle elogiou o senador Eduardo Girão (Novo-CE) e defendeu sua pré-candidatura ao governo do Ceará. Ela aproveitou para cutucar a aliança feita por bolsonaristas com o grupo de Ciro Gomes (PSDB) no Estado.
“Se tiver que perder, vamos perder com dignidade. A gente não vai fazer aliança com o mal. Aqui não é projeto de poder”, declarou Michelle.
Ciro é o pivô de uma crise entre Michelle e liderança do PL cearense, que articularam essa aliança. A ex-primeira-dama não engoliu até hoje os ataques que Ciro fez ao marido dela, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Consumidores de 22 distribuidoras de energia do país terão a conta de luz barateada. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (19) as regras para devolver até R$ 5,5 bilhões aos consumidores por meio de descontos nas contas de luz de clientes das regiões Norte e Nordeste, além do Mato Grosso e de partes de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Segundo a agência, o objetivo é aliviar o valor das tarifas em regiões que possuem custos mais altos de geração e distribuição de energia, especialmente em áreas isoladas que dependem de usinas movidas a diesel.
O desconto médio estimado nas tarifas pode chegar a 4,51%, mas o percentual final ainda dependerá do valor total arrecadado e dos reajustes tarifários de cada distribuidora ao longo de 2026.
De onde vem Os recursos virão de um encargo chamado Uso de Bem Público (UBP), valor pago pelas usinas hidrelétricas à União pelo uso dos rios para geração de energia elétrica.
Na prática, embora o pagamento seja feito pelas geradoras, esse custo acaba sendo incluído nas tarifas cobradas pelas distribuidoras e repassado aos consumidores.
Até o início deste ano, esse pagamento era feito de forma parcelada pelas hidrelétricas dentro da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo usado para financiar políticas do setor elétrico.
Uma lei aprovada recentemente permitiu que as hidrelétricas antecipassem o pagamento dessas parcelas futuras com desconto de 50%. Em troca, o dinheiro arrecadado deverá ser usado para reduzir as tarifas de energia das áreas atendidas pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Como funcionará A Aneel aprovou a metodologia de distribuição desses recursos entre as distribuidoras beneficiadas.
O critério busca equilibrar os efeitos dos descontos entre as concessionárias, levando em consideração o tamanho de cada mercado e os custos de energia em cada região.
Inicialmente, o governo estimava arrecadar até R$ 7,9 bilhões com a antecipação do UBP. No entanto, nem todas as geradoras aderiram ao acordo. Das 34 empresas elegíveis, 24 aceitaram antecipar os pagamentos, reduzindo a previsão final para cerca de R$ 5,5 bilhões.
O pagamento pelas hidrelétricas está previsto para julho. Depois disso, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) informará à Aneel o valor efetivamente arrecadado.
Só então a agência definirá os percentuais preliminares de desconto nas contas de luz.
Percentuais previstos A Aneel trabalha atualmente com três cenários possíveis de desconto médio nas tarifas:
arrecadação de R$ 4,5 bilhões: redução média de 5,81%;
arrecadação de R$ 5 bilhões: redução média de 5,16%;
arrecadação de R$ 5,5 bilhões: redução média de 4,51%.
Segundo a agência, o percentual efetivo aplicado a cada distribuidora dependerá dos processos de reajuste tarifário ao longo do próximo ano.
Quem será beneficiado A medida alcança consumidores atendidos por distribuidoras localizadas:
nas regiões Norte e Nordeste
no Mato Grosso
em partes de Minas Gerais
em partes do Espírito Santo
A política beneficia consumidores chamados de “cativos”, que compram energia diretamente das distribuidoras e não participam do mercado livre de energia.
Desconto antecipado Algumas distribuidoras começaram a utilizar parte desses recursos antes mesmo da arrecadação definitiva. As concessionárias da Neoenergia na Bahia e da Equatorial no Amapá pediram a antecipação dos valores durante seus processos tarifários.
A Amazonas Energia também recebeu R$ 735 milhões da repactuação. Segundo a Aneel, o reajuste médio aprovado para os consumidores da distribuidora ficou em 6,58%. Sem esse aporte financeiro, a alta chegaria a 23,15%.
Outras empresas ainda aguardam a liberação dos recursos para aplicar os novos descontos tarifários. Entre elas estão Enel Ceará, Roraima Energia, Energisa Rondônia e Energisa Acre.
Objetivo da medida A Aneel afirma que a política busca reduzir o peso da conta de luz em regiões que possuem custos operacionais maiores e menor número de consumidores em comparação com outras partes do país.
Essas localidades costumam depender mais de geração térmica e de sistemas isolados, o que encarece a produção e a distribuição de energia elétrica.
Segundo a agência, o efeito dos descontos será incorporado gradualmente aos reajustes e revisões tarifárias das distribuidoras ao longo de 2026.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que quer votar na próxima semana, no Plenário, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1. De acordo com o presidente, a comissão especial deve votar o texto na semana que vem, e a proposta deve seguir direto para o Plenário. Motta ainda vai se reunir com o relator da PEC na comissão, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), até o fim da semana para detalhar os pontos do parecer.
“Alguns pontos estão sendo discutidos. Vamos receber representantes do setor produtivo e vamos conduzir essa pauta com equilíbrio, sem abrir mão de entregar à sociedade a redução da jornada, sem redução salarial e dois dias de descanso”, disse o presidente. “Temos a plena convicção de que isso não atrapalhará a produtividade do país”, disse.
Após reunião de líderes, Motta detalhou ainda a pauta da semana de votações no Plenário. Segundo ele, os líderes partidários decidiram votar nesta e na próxima semana projetos ligados ao agronegócio. O deputado destacou que ainda não há acordo quanto ao mérito das propostas, mas a Frente Parlamentar da Agropecuária e o governo estão negociando.
Segundo ele, a Casa vai avançar primeiro em requerimentos de urgência e depois na discussão dos textos. Entre eles, citou o Profert, que incentiva a produção de fertilizantes no Brasil, o seguro rural e a proposta sobre combustíveis. Explicou que a proposta busca diminuir a dependência externa e proteger o setor agropecuário das oscilações do mercado internacional.
“Hoje, o Brasil tem, na sua balança comercial, uma grande importância do setor do agro e não é bom ficar vulnerável aos preços dos fertilizantes de outros países. A estratégia é buscar a produção nacional”, disse o parlamentar.
Já em relação à proposta que cria o seguro rural, com garantias para os produtores, Motta afirmou que o texto está sendo negociado com o governo para construir um consenso na votação.
Além dessa proposta, está na pauta o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/26, que vincula o aumento extraordinário de receita federal obtido com arrecadação pela subida do barril de petróleo exportado a medidas para estabilizar os preços dos combustíveis no país. O presidente ressaltou que a medida é pontual enquanto durarem os efeitos econômicos no petróleo da guerra com o Irã.
“Vamos continuar o diálogo com o governo para um texto de consenso, para trazer uma garantia de que não tenhamos um aumento do preço dos combustíveis para o consumidor”, explicou Motta.
O prazo para a apresentação de recurso para o indeferimento do pedido de isenção da taxa de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio 2026 (Enem) termina às 23h59 desta terça-feira 19, no horário de Brasília.Enem: termina hoje prazo de recurso para isenção de taxa de inscrição – Agora RNEnem: termina hoje prazo de recurso para isenção de taxa de inscrição – Agora RN
O prazo para a reconsideração é válido também para os candidatos que tiveram a justificativa de ausência no Enem 2025 reprovada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O recurso deve ser feito na Página do Participante do Enem. É preciso entrar com login da conta da plataforma Gov.br.
Para conhecer o resultado dos pedidos liberados pelo Inep no dia 13, o interessado deve acessar também a Página do Participante do exame.
Documentação O recurso deve ser apresentado com a respectiva documentação que comprove uma das situações definidas pelo MEC para o Enem 2026.
De acordo com as regras previstas no anexo I do edital de isenção da taxa de inscrição e de justificativa de ausência no último Enem, têm direito ao recurso os candidatos que se enquadram nos seguintes perfis:
estar matriculado na 3ª série do ensino médio neste ano de 2026, em escola pública; ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em unidade de ensino privada; estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica e integrantes de família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), e com renda familiar de até três salários mínimos ou renda por pessoa de até meio salário mínimo; ser beneficiário do programa federal Pé-de-Meia, inclusive treineiros do 1º e 2º ano do ensino médio. Para contestar a negativa da isenção da taxa de inscrição do Enem, o participante deve apresentar documentos como a declaração de realização de todo o ensino médio em escola do sistema público de ensino do Brasil (municipal, estadual ou federal) ou histórico escolar do ensino médio, com assinatura da escola.
Ausência em 2025 Para entrar com recurso da justificativa de ausência, o candidato faltoso na edição do ano passado deve enviar nova documentação.
Confira aqui os documentos aceitos para a justificativa de ausência no Enem 2025.
Serão aceitos somente documentos com nome completo do candidato nos formatos PDF, PNG ou JPG, com o tamanho máximo de 2 megabytes (MB).
As declarações devem estar datadas e assinadas. Não serão aceitos documentos autodeclaratórios ou emitidos, por exemplo, por pais ou responsáveis dos participantes.
Se for constatado que o participante declarou informações falsas, conseguindo uma isenção indevida, ele será eliminado do exame, a qualquer tempo, e deverá ressarcir à União os custos referentes à taxa de inscrição, podendo ainda responder por crime contra a fé pública.
Resultados O resultado final dos recursos será conhecido em 25 de maio.
O Inep alerta que não enviará qualquer tipo de correspondência à residência do participante para informar o resultado da justificativa de ausência no Enem 2025 e da solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição no Enem 2026.
Após entrar com o recurso, o candidato que tiver seu pedido de isenção negado em definitivo deverá se inscrever, conforme regras do futuro edital do Enem 2026. Além disso, precisará pagar a taxa de inscrição no exame para ter sua participação confirmada.
Inscrição A inscrição no Enem é obrigatória para todos, mesmo para quem solicitou a isenção e teve o deferimento concedido.
O candidato que teve o pedido do recurso de isenção negado em definitivo, em 25 de maio, ainda terá que pagar a taxa para se inscrever no exame.
O período de inscrição será divulgado pelo MEC em breve.
Enem O Enem, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.
Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.
Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta terça-feira 19, a segunda fase da Operação “Antitanque” e prendeu dois homens, de 20 e 27 anos, suspeitos de envolvimento em ataques criminosos ocorridos no município de Parelhas, na região Seridó potiguar.
A ação foi realizada em conjunto com a Polícia Civil da Paraíba e teve como objetivo o cumprimento de mandados de prisão preventiva contra os investigados.
De acordo com as investigações, os suspeitos são apontados como integrantes de um grupo criminoso com atuação em Parelhas, com envolvimento em crimes de tráfico de drogas e homicídios.
As prisões ocorreram nos municípios de Campina Grande e Picuí, ambos no estado da Paraíba. Durante o cumprimento das ordens judiciais, uma pistola calibre .380 foi apreendida com um dos suspeitos.
Após a prisão, os homens foram conduzidos para a realização dos procedimentos cabíveis e permanecem à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos nas ações criminosas.
A instituição também reforçou a importância da colaboração da população e orienta que informações anônimas sejam repassadas por meio do Disque Denúncia 181.
A cúpula da Segurança Pública do Rio Grande do Norte se reuniu, nesta terça-feira (19), em Natal, com representantes da Câmara Municipal de Ouro Branco para discutir episódios de vandalismo registrados após a eleição suplementar no município. A disputa terminou com diferença de 17 votos em favor do professor Amariudo (PP).
Segundo relatos apresentados pelos vereadores, residências de famílias ligadas ao grupo da ex-candidata Dra. Fátima teriam sido alvo de atos de desrespeito e vandalismo durante a segunda-feira (18). Houve registro de lixo e objetos arremessados contra casas, além de provocações e badernas em diferentes pontos da cidade. As ocorrências foram comunicadas à Polícia Militar e à Polícia Civil de Caicó.
Participaram da reunião o secretário estadual de Segurança Pública, coronel Araújo; o secretário-adjunto, delegado Osmir Monte; o comandante-geral da PMRN, coronel Alarico; e o coronel Cirne, responsável pelo comando regional do Seridó. Pela Câmara de Ouro Branco, estiveram presentes o presidente da Casa, Júnior Nogueira, e os vereadores Maiza e Kleginaldo.
Os parlamentares relataram preocupação com o clima de tensão no município após o resultado da eleição suplementar. De um total de 3.994 votos apurados, 3.925 foram considerados válidos. Os votos nulos somaram 54, o equivalente a 1,35%, enquanto os brancos chegaram a 15, ou 0,38%.
Durante o encontro, os vereadores também questionaram a atuação da segurança no município ao longo da segunda-feira. Segundo documento apresentado por eles, o policiamento local estava sob responsabilidade do 1º sargento Dirceu de Medeiros Costa, cunhado do ex-prefeito cassado Samuel Souto, principal apoiador do prefeito eleito Amariudo.
“Não é de hoje que o STG Dirceu trabalha no emocional político e familiar, sendo bastante insuficiente o verdadeiro serviço da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, que tem o lema Vigilantis Semper (Sempre Vigilante)”, diz trecho do documento assinado pela maioria dos vereadores da cidade.
Os vereadores solicitaram providências ao Comando-Geral da Polícia Militar e cobraram apuração sobre a atuação dos agentes responsáveis pela segurança no município. Eles também pediram a identificação e punição dos envolvidos nos atos de vandalismo registrados após a eleição.
Os parlamentares Luiz Eduardo (PL) e Nelter Queiroz (PP) comentaram, no horário destinado aos pronunciamentos dos líderes parlamentares na sessão ordinária desta terça-feira (19), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, sobre a invasão de criminosos ao Hospital Regional de Caicó, no Seridó potiguar, e cobraram do Governo do Estado mais segurança pública para a região.
A ação criminosa ocorreu na madrugada desta terça-feira (19), onde dois criminosos armados invadiram a unidade hospitalar, fizeram funcionários de reféns, roubaram a arma do vigilante e, antes de fugir, ainda fizeram disparos.
O deputado estadual Luiz Eduardo (PL) lembrou que o hospital atende mais de 26 cidades na região. “Nem os hospitais estão se salvando da ação criminosa. O governo afirma que o Rio Grande do Norte está fora do mapa da violência, o que é contraditório porque todos os dias temos notícias de crimes, principalmente lá em Mossoró, e ainda não ouvi o pronunciamento do governo do estado em relação a aumentar o efetivo naquela cidade. Essa é a triste realidade do RN”, opinou.
Nelter Queiroz também repudiou a ação criminosa em Caicó, contou que os bandidos invadiram as unidades pela área da hemodiálise, quebrando uma vidraça para conseguir acesso ao interior do hospital. Durante a ação, uma enfermeira e um técnico de enfermagem teriam sido rendidos e ficado reféns, ameaçados. “Os criminosos sabem que aqui no estado a segurança está vulnerável. Sugiro ao governo do estado que aumente o número de vigilantes e deixe uma viatura permanente de frente ao hospital regional para dar mais garantia de segurança”, disse o deputado.
O deputado federal Mário Frias (PL-SP) afirmou nesta terça-feira (19), em entrevista ao programa News Noite, do SBT News, que está atualmente nos Estados Unidos, mas negou qualquer intenção de permanecer fora do país em meio às investigações envolvendo a produção de “Dark Horse”. O filme mostra trajetória de Jair Bolsonaro (PL) até a presidência da República.
“Como deputado, estive agora no Bahrein propondo alguns investimentos no Brasil e agora estou nos Estados Unidos para fazer também uma prospecção de um investimento em segurança pública. Mas eu volto ao Brasil. Não devo nada. Estou pronto para prestar conta. Estou à disposição da Justiça”, declarou.
Durante a entrevista, Frias também negou arrependimento pela aproximação com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para buscar investimentos para o filme.
“É óbvio que eu não me arrependo. A gente não podia saber… […] a gente tem que partir do princípio que não há culpa. […] É claro que eu não me arrependo de absolutamente nada. Fizemos um projeto sério”, afirmou.
Reportagens publicadas pelo Intercept Brasil apontam que Vorcaro teria prometido R$ 134 milhões ao projeto, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente repassados.
Contratos da produção também indicam que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro chegou a ocupar uma posição executiva com poderes sobre o orçamento do filme durante a fase inicial do projeto.
Nesta terça-feira (19), o site revelou, em nova reportagem, que Frias enviou, em dezembro de 2024, um áudio de agradecimento a Vorcaro relacionado ao filme “Dark Horse”.
A mensagem foi encaminhada no mesmo dia em que o banqueiro tinha uma reunião prevista com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em São Paulo.
Questionado sobre a relação com Vorcaro, Frias admitiu ter falado “algumas vezes” com o banqueiro e afirmou que os contatos ocorreram exclusivamente por causa do filme.
O deputado disse ainda que deve divulgar, até o início da próxima semana, uma prestação de contas sobre o financiamento da produção “para tudo mundo ficar bem tranquilo”.
O parlamentar também justificou o silêncio público sobre o caso até agora alegando cláusulas de confidencialidade. Segundo ele, qualquer manifestação mais detalhada poderia violar acordos de não divulgação e afastar investidores.
“A gente não pode falar absolutamente nada”, afirmou, ao citar contratos do tipo NDA (Non-Disclosure Agreement, Acordo de Não Divulgação, em português).
Frias voltou a afirmar que o longa foi financiado exclusivamente com recursos privados. De acordo com o deputado, os investimentos foram realizados pela empresa Entre Investimentos, sem participação formal de Vorcaro ou do Banco Master nos contratos.
“Não tem assinatura de Daniel, não tem assinatura de Banco Master”, declarou.
A Polícia Federal (PF), no entanto, cita a Entre Investimentos nas apurações sobre um suposto esquema financeiro ligado ao Banco Master, que teria utilizado empresas e fundos de investimento para dificultar o rastreamento de recursos.
As investigações envolvem operações com dinheiro de fundos públicos de previdência, como o RioPrevidência e a Amapá Previdência (Amprev).
Caso no STF
Além das suspeitas relacionadas ao financiamento privado, o caso também passou a envolver recursos públicos. Na última sexta-feira (15), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um processo para apurar possíveis irregularidades no envio de emendas parlamentares de Frias e dos deputados Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-RS).
A ação foi apresentada pelos deputados Henrique Vieira Lima (Psol-RJ) e Tabata Amaral (PSB-SP).
Segundo as suspeitas levantadas no processo, ao menos R$ 2 milhões destinados por Frias à Academia Nacional de Cultura poderiam ter ligação indireta com a produção do filme.
A entidade é presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama, que também é sócia da produtora Go Up Entertainment, responsável por “Dark Horse”.
Frias rebateu as acusações e afirmou que as emendas parlamentares “não tem nada a ver com filme”. Segundo ele, a própria advocacia da Câmara já teria informado oficialmente que os repasses seguiram os procedimentos legais.
Mal desembarcou de Brasília, onde na semana passada garantiu mais de 3 milhões em investimentos para Cerro Corá, o prefeito Maciel Freire já estava novamente nas ruas. Em um dia intenso de trabalho, o gestor percorreu obras, visitou instituições e acompanhou de perto o andamento dos serviços da prefeitura.
Para quem acompanha a gestão, a postura não é novidade. Esse tem sido o estilo adotado por Maciel Freire desde o início do mandato: presença constante, visitas às obras e contato direto com a população.
Enquanto muitos gestores administram apenas do gabinete, Maciel escolheu estar presente no dia a dia da cidade. Em Cerro Corá, o gabinete segue de portas abertas, mas o prefeito também faz questão de acompanhar pessoalmente cada ação realizada pela administração municipal.
Durante as visitas, Maciel cobra qualidade, fiscaliza detalhes e acompanha a execução dos serviços. Segundo ele, não basta apenas entregar obras — é necessário garantir que cada investimento seja bem aplicado em benefício da população.
A atual gestão também tem buscado se afastar de práticas assistencialistas, apostando em ações concretas, obras e melhorias estruturais para transformar o município.
A população já percebe essa diferença no modo de administrar. O prefeito que conversa com moradores, ouve demandas e acompanha os serviços é o mesmo que busca recursos em Brasília e trabalha para garantir investimentos para Cerro Corá.
A gestão municipal segue reforçando a ideia de que governar é estar presente nas ruas, acompanhando de perto as necessidades da cidade e da população.
O deputado estadual Francisco do PT celebrou a aprovação, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, do projeto de lei de autoria do Governo do Estado que garante a gratificação por merecimento para policiais civis.
Líder do Governo na Assembleia, Francisco teve atuação decisiva na articulação para aprovação da matéria, considerada uma reivindicação histórica da categoria. O parlamentar atuou diretamente como intermediador entre os policiais civis e o Governo do Estado, contribuindo na construção e elaboração de pontos importantes do projeto.
“Foi um processo construído com diálogo, ouvindo a categoria e buscando junto ao Governo uma solução justa e possível. Fico feliz em contribuir para uma conquista tão importante para os policiais civis do nosso estado”, destacou o deputado.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do RN (SINPOL/RN), Nilton Arruda, agradeceu ao parlamentar pelo empenho na construção e aprovação da proposta.
“Quero agradecer ao deputado Francisco pela dedicação e pelo compromisso com a Polícia Civil. Ele foi fundamental nesse processo, abrindo o diálogo com o Governo e ajudando a construir um projeto que atende uma luta antiga da nossa categoria”, afirmou Nilton Arruda.
A aprovação do projeto representa um avanço importante no reconhecimento e valorização dos profissionais da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.
Uma técnica de enfermagem, identificada como Aldenize Ferreira da Silva, descobriu durante a busca por emprego em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, que o nome dela consta, há 24 anos e 2 meses, como ocupante do cargo de presidente da República.
A descoberta inusitada aconteceu na semana passada, após Aldenize procurar emprego na Agência do Trabalhador de Jaboatão dos Guararapes. Segundo a técnica de enfermagem, a descoberta do erro foi recebida com surpresa.
“Quando o rapaz me disse que eu tinha vínculo de presidente da República, eu fiquei assim, chocada, sem entender, porque eu estava desempregada e sem renda […] Eu arregalei logo o olho pra ele e cheguei a levantar da cadeira para olhar na tela do computador. Eu disse para ele: ‘você vai ter que me mostrar, porque eu só acredito vendo’”, explicou Aldenize Ferreira em entrevista ao Bom Dia Pernambuco.
O registro errado também aparece na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) Digital da técnica de enfermagem , com salário inicial de R$ 201,60. Além disso, segundo o documento, o cargo de presidente estaria vinculado à Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, município em que Aldenize trabalhou em serviços gerais e como merendeira entre 2000 e 2002.
Ainda de acordo com o documento, a última remuneração foi de R$ 15,42, registrada em dezembro de 2002.
Por meio de nota, a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes informou que a Secretaria de Administração do município identificou que o erro é decorrente da transição do antigo sistema SEFIP (Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social) para o ambiente digital do eSocial.
Segundo a gestão municipal, durante essa migração, houve o registro incorreto de servidores ocupantes de cargos comissionados genéricos como “Presidente da República” em algumas bases de dados.
Além disso, a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes se comprometeu a corrigir possíveis falhas e consequências às pessoas afetadas, caso apareçam outros casos semelhantes.
A orientação da gestão municipal é que todos os ex-servidores compareçam à Unidade de Gestão de Pessoas (UGEP), localizada no Palácio da Batalha, na Avenida Barreto de Menezes, em Prazeres, no horário das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira.
No local, segundo a Prefeitura, serão prestados todos os esclarecimentos necessários sobre a situação, além da adoção das devidas providências para correção nos sistemas.
A reportagem do Diario de Pernambuco procurou o Ministério do Trabalho e Emprego para saber se o órgão está acompanhando esse caso e quais os direitos que a técnica de enfermagem terá diante desse erro, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria.
Durante a sessão ordinária realizada na manhã desta terça-feira, o vereador G Charles trouxe à tribuna da Câmara Municipal de Currais Novos questionamentos sobre a legalidade da criação da Ronda Patrimonial Motorizada (ROPAM) pela Prefeitura Municipal.
O parlamentar apresentou parecer jurídico emitido pela Procuradoria Legislativa da Câmara, que aponta ilegalidades na instituição da ROPAM, destacando a ausência de lei municipal autorizando oficialmente a criação da estrutura.
Segundo o documento, a atuação da ROPAM invade competências típicas da Guarda Municipal, órgão que, de acordo com a Constituição Federal, somente pode existir mediante criação por lei específica e regulamentação própria.
O parecer também alerta para possível desvio de função de vigilantes patrimoniais que estariam sendo utilizados em atividades de patrulhamento motorizado e segurança preventiva, funções diferentes das previstas no concurso público realizado pelo município.
Na tribuna, G Charles afirmou que o seu papel é fiscalizar os atos do Poder Executivo e garantir que as ações da gestão municipal estejam dentro da legalidade.
“Estamos tratando de segurança pública, um tema extremamente sério. Não podemos permitir que estruturas sejam criadas sem respaldo legal e sem a devida segurança jurídica para a população e para os próprios servidores”, destacou o vereador.
O parecer jurídico conclui que a criação da ROPAM, da forma como foi apresentada, é ilegal e inconstitucional por ausência de lei autorizativa e pela usurpação de competências atribuídas à Guarda Municipal.
O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou Daniel Vorcaro no fim de 2025, logo após a primeira prisão do dono do Banco Master pela Polícia Federal (PF).
A visita, segundo apurou a coluna, aconteceu na residência do banqueiro em São Paulo, quando ele já havia deixado a prisão e foi autorizado a ir para casa com algumas restrições.
A aliados, o próprio Flávio já admitiu a visita a Vorcaro. O senador alegou que visitou o banqueiro para informar que não faria mais negócios com ele após a prisão.
Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025. Ele foi detido pela PF no Aeroporto de Guarulhos em São Paulo, quando tentava embarcar para o exterior.
O banqueiro, entretanto, foi solto pouco tempo depois. Na ocasião, a decisão foi dada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), sediado em Brasília.
Apesar da liberdade, o dono do Banco Master teve algumas restrições impostas. Entre elas, o uso da tornozeleira eletrônica e a apresentação periódica à Justiça.
O banqueiro foi preso novamente em 4 de março de 2026. Desta vez, por ordem do ministro do STF André Mendonça, que alegou “risco concreto de interferência nas investigações”.
Na ocasião, foi descoberto que Vorcaro mantinha uma espécie de milícia pessoal, com acesso a dados sigilosos da PF, comandada por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.
Após a reportagem, Flávio confirmou a visita a Vorcaro em pronunciamento à imprensa feito após uma reunião com deputados e senadores do PL, na terça-feira (19/5), em Brasília. O senador, porém, não deu detalhes.
“Fui sim até o encontro dele. Ele estava restrito e não podia sair do estado de São Paulo, então fui até ele. (…) Eu fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história. Dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investido há muito mais tempo e o filme não correria risco”, afirmou. As mensagens de Flávio a Vorcaro Na semana passada, o site Intercept Brasil já havia revelado áudios e mensagens enviados por Flávio a Vorcaro, nos quais o senador cobrava patrocínio a um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Uma dessas mensagens foi enviada por Flávio em 16 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez e dois dias antes da liquidação do Banco Master pelo Banco Central.
A bactéria Pseudomonas aeruginosa, identificada pela Anvisa em produtos da Ypê, é alvo de pesquisas desenvolvidas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) devido à sua resistência a antibióticos e desinfetantes e ao potencial de causar infecções graves em humanos.
A contaminação levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a suspender, no último dia 7 de maio, a fabricação, comercialização e distribuição de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes de todos os lotes com numeração final 1 produzidos pela Química Amparo, fabricante da Ypê, em sua unidade de Amparo (SP).
Segundo o professor Rafael Wesley Bastos, integrante do Programa de Pós-Graduação em Biologia Parasitária da UFRN e vice-coordenador do Grupo de Estudos e Ações em Saúde Única (Geasu-RN), a principal preocupação é justamente a capacidade da bactéria sobreviver em produtos destinados à limpeza.
“A Pseudomonas é resistente a desinfetantes e, justamente por isso, a gente se preocupa dela estar presente nesses produtos, porque ela sobrevive — coisas que outras bactérias normalmente não conseguem”, afirma.
A Pseudomonas aeruginosa é encontrada naturalmente em ambientes úmidos, como água, piscinas, torneiras e sistemas de abastecimento. Apesar de comum no ambiente, pode provocar infecções de pele, ouvido, olhos e trato urinário. Em casos mais graves, pode levar à sepse, principalmente em pacientes imunossuprimidos.
Pesquisas recentes conduzidas na UFRN também mostraram que a bactéria pode inibir o crescimento do Candida auris, fungo multirresistente considerado prioritário pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O estudo foi publicado na revista científica Frontiers in Fungal Biology.
Outro desafio apontado pelos especialistas é a capacidade da bactéria formar biofilmes — estruturas viscosas que aderem a tubulações e equipamentos industriais, dificultando sua eliminação mesmo após processos de desinfecção.
Após o recolhimento dos produtos, a orientação é que consumidores suspendam imediatamente o uso e procurem o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Ypê para solicitar troca ou ressarcimento. O descarte em lixo comum, pia ou vaso sanitário não é recomendado devido ao risco de contaminação ambiental.
A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (19), mandados de busca e apreensão contra um perito criminal federal suspeito de vazar à imprensa informações sigilosas da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o STF, o ministro André Mendonça, relator do caso, acolheu pedido da Polícia Federal para o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão e a adoção de medidas cautelares contra o investigado. Entre as medidas está a suspensão do exercício da função pública do policial federal alvo da apuração.
Segundo a Corte, a Polícia Federal aponta que o perito teria repassado a um profissional da imprensa dados protegidos por sigilo relacionados a fatos ocorridos no início das investigações. As informações teriam sido obtidas a partir da análise de material apreendido em uma das fases da Operação Compliance Zero.
Em nota, o STF informou que a investigação busca apurar a conduta do agente público, que, em tese, teria violado o dever funcional de resguardar informações sigilosas. A apuração segue sob responsabilidade da Polícia Federal.
A Operação Compliance Zero investiga um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e já teve diferentes fases deflagradas pela PF, com medidas autorizadas pelo Supremo. O caso envolve suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e outras irregularidades relacionadas ao grupo investigado.