O deputado estadual Francisco do PT utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira (15), para homenagear os professores potiguares pela passagem do Dia do Professor. Durante o pronunciamento, o parlamentar destacou a importância dos educadores na formação de cidadãos e na transformação da sociedade, além de anunciar a realização de uma sessão solene em reconhecimento aos profissionais que marcaram a história da educação no Estado.
Professor de formação, Francisco ressaltou o orgulho de exercer a profissão e lembrou a importância da educação em sua trajetória pessoal e política. “É um dia de celebrar essa missão daqueles homens e mulheres que ajudam a transformar pessoas, e essas pessoas ajudam a mudar o mundo”, afirmou.
O parlamentar também destacou o significado de representar a população na Assembleia Legislativa sem perder sua identidade como educador. “Estar aqui nesta Casa, na condição de professor que exerce o mandato de deputado estadual, é uma grande honra. Foi a educação que me trouxe e me levou aonde cheguei. Sou professor com muita honra e muito orgulho”, declarou.
Ao defender uma educação pública inclusiva e de qualidade, Francisco do PT reforçou a necessidade de valorizar os profissionais do ensino e anunciou que a Assembleia Legislativa realizará uma sessão solene em homenagem aos professores e professoras que fizeram e continuam fazendo história na educação do Rio Grande do Norte.
A deputada estadual Terezinha Maia (PL) confirmou oficialmente o seu apoio a Allyson Bezerra, do União Brasil, na disputa do segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte. No primeiro turno, a deputada esteve ao lado do candidato do PL. Agora, para esta nova etapa da eleição, ela destaca que o momento é de somar forças, dialogar e unir o estado em busca de soluções para a população potiguar. Ela apoiou o candidato Álvaro Dias no 1º turno.
A chegada de Terezinha Maia fortalece a campanha de Allyson Bezerra no Seridó, sua terra natal da cidade de São Rafael, e na Grande Natal, regiões onde a deputada possui um trabalho reconhecido e forte presença política.
O candidato Allyson Bezerra comemorou a aliança, ressaltando o trabalho marcante da parlamentar na defesa das mulheres, na melhoria da saúde e no apoio aos municípios.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), firmou um acordo de não persecução penal (ANPP) com parte dos envolvidos na Operação Conto da Sorte e recuperou cerca de R$ 1,4 milhão para os cofres públicos. O procedimento investigatório apura a exploração não autorizada de jogos em sistema municipal de loteria e a ocultação de valores e seguirá para os demais envolvidos no caso. O grupo utilizava como âncora o órgão Lotseridó, criado pela Prefeitura de Bodó.
Dos investigados, três confessaram formalmente as práticas ilícitas apuradas durante o procedimento ministerial e formalizaram o acordo. Os acordantes pagarão R$ 200 mil em parcelas vinculadas ao processo de execução. O montante pecuniário será destinado em partes iguais à Receita Federal e ao Ministério da Fazenda. Da mesma forma, houve o perdimento definitivo de R$ 1,2 milhão aos cofres estaduais referente ao lucro presumido. O acordo prevê ainda que as empresas do grupo econômico devem comprovar a implantação de programa de conformidade em até 180 dias.
Conto da Sorte
A operação Conto da Sorte aconteceu simultaneamente nos Estados de Pernambuco, São Paulo e Ceará. O objetivo era colher provas sobre um esquema de exploração irregular de apostas de quotas fixas e jogos de azar na internet, as chamadas bets. A investigação que resultou na operação teve atuação conjunta da Receita Federal.
A operação apurou crimes de lavagem de dinheiro, induzimento à especulação, exploração de jogo de azar e loteria não autorizada, associação criminosa e crimes contra as relações de consumo.
A operação Conto da Sorte é fruto de uma investigação do MPRN, que foi originada a partir de análise técnica da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, e contou com o apoio da Receita Federal do Brasil, dos MPs de São Paulo, Pernambuco e Ceará, além das polícias desses três Estados.
Golpes
As pessoas entravam nos golpes induzidas a erro por meio de artifícios digitais. O grupo realizava a invasão de sistemas de computadores de órgãos públicos e injetava códigos em páginas de boa reputação, como sites com finais “.gov.br” e “edu.br”. Essa adulteração criava arquivos de indexação forjados que direcionavam o robô de buscas da internet e os usuários para os sites ilegais de apostas, transmitindo uma falsa credibilidade.
Fachada
Para movimentar os valores e ocultar os verdadeiros donos do negócio, os líderes estruturaram uma rede de empresas de fachada chamadas de facilitadoras de pagamento ou de apoio operacional. Essas firmas eram registradas em nome de laranjas, que eram pessoas de baixa renda, beneficiários de programas de assistência social ou parentes dos organizadores. Os chefes do esquema mantinham o controle das contas bancárias por meio de procurações públicas.
A apuração apontou que as empresas funcionavam de forma irregular, utilizando endereços inexistentes, salas comerciais vazias ou escritórios virtuais. O grupo também manteve o fluxo financeiro e continuou operando mesmo depois de os registros de CNPJ terem sido formalmente baixados e extintos na Receita Federal. O MPRN identificou que os líderes criaram 21 empresas registradas em um mesmo endereço fantasma em Bodó.
O comércio varejista do Rio Grande do Norte registrou queda de 1,1% no volume de vendas em agosto, na comparação com julho, completando seis meses consecutivos de resultados negativos. O desempenho foi o terceiro pior entre as unidades da Federação e ficou abaixo da média nacional, que apresentou crescimento de 0,1% no período. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A retração mantém a trajetória de queda observada desde março, quando as vendas recuaram 0,1%. Nos meses seguintes, o comércio potiguar apresentou resultados negativos de 0,2% em abril, 1,4% em maio, 0,4% em junho e 0,9% em julho. Os índices consideram a série com ajuste sazonal, que permite comparar o desempenho entre meses consecutivos.
Em agosto, o Rio Grande do Norte ficou entre os três estados com as maiores retrações do país, atrás apenas do Espírito Santo (-3,8%) e de Alagoas (-1,3%). No cenário nacional, 14 estados apresentaram crescimento nas vendas, com destaque para Rondônia (5,8%), Amapá (5,3%) e Mato Grosso do Sul (2,7%). Roraima permaneceu estável, com variação de 0%.
Na comparação com agosto de 2025, o desempenho do comércio varejista potiguar também foi negativo, com redução de 4,4% no volume de vendas. O resultado considera o comércio de bens não duráveis ou semiduráveis, que abrange atividades como supermercados, hipermercados, estabelecimentos de alimentos, bebidas e fumo, além de outros segmentos comerciais.
Apesar das quedas recentes, o balanço de períodos mais longos permanece positivo. Entre janeiro e agosto deste ano, o volume de vendas do comércio varejista do RN cresceu 3% em relação aos oito primeiros meses de 2025. No acumulado de 12 meses, a expansão foi de 4,7%, o quinto maior resultado do país.
Nesse indicador, o Rio Grande do Norte ficou atrás de Pernambuco (7,4%), Distrito Federal (6,4%), Acre (5,7%) e Amapá (5,1%). O resultado mostra que, embora o setor tenha acumulado perdas mensais desde março, o volume comercializado nos últimos 12 meses ainda supera o registrado no período anterior equivalente.
No comércio varejista ampliado, que inclui também a venda de veículos, motocicletas, peças, materiais de construção e o atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o cenário foi semelhante. O volume de vendas caiu 0,4% em agosto, na comparação com julho.
Em relação a agosto de 2025, o varejo ampliado apresentou retração de 2,4%. Já no acumulado de janeiro a agosto, houve crescimento de 2%, enquanto a variação dos últimos 12 meses ficou positiva em 2,8%.
A Pesquisa Mensal do Comércio acompanha mensalmente o comportamento das vendas e da receita nominal do setor varejista em todo o país. Os dados permitem avaliar a evolução da atividade comercial em diferentes segmentos e regiões.
O deputado federal General Girão (PL-RN) anunciou apoio a Allyson Bezerra (União Brasil) no segundo turno da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a decisão foi motivada pela oposição ao PT e defendeu a eleição de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
“É evidente que não vamos ficar do lado do PT jamais. O povo não aguenta mais e o Rio Grande do Norte precisa de mudança”, declarou Girão. Allyson disputa o governo estadual contra Cadu de Lula (PT), enquanto Flávio enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Reeleito para a Câmara dos Deputados, Girão começou a manifestação agradecendo aos eleitores e afirmou estar alinhado ao PL. Ao justificar o apoio estadual, apresentou a saída do PT do governo como condição para a mudança que defende.
“O ciclo do PT no Rio Grande do Norte precisa ser encerrado para que o Estado volte a crescer”, afirmou.
A declaração ocorre após o PL liberar seus filiados para decidir individualmente como atuar no segundo turno estadual. Conforme noticiado pelo Agora RN, o senador e presidente estadual do partido, Rogério Marinho (PL-RN), anunciou a orientação na sexta-feira 9, em coletiva no Hotel Majestic, em Natal.
Segundo Rogério, a legenda deixou de formalizar apoio a Allyson porque o candidato não quis aderir à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. A orientação permitiu apoios individuais ao candidato do União Brasil, enquanto o partido manteve a campanha presidencial como prioridade.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, anunciou, em entrevista à Jovem Pan Natal, que o pagamento do Bolsa Família será realizado com reajuste de 15,04%. Segundo ele, os recursos serão creditados conforme o calendário mensal do programa.
“É uma novidade para você aqui em primeira mão na Jovem Pan: nós estamos creditando amanhã todo o valor para pagamento do Bolsa Família, como fazemos todos os meses”, afirmou o ministro.
Wellington Dias também explicou que os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) final 1 poderão movimentar os valores a partir do sábado e do domingo, sem depender do funcionamento presencial das agências bancárias.
“A Caixa Econômica, já a partir de sábado e domingo, para o chamado NIS 1, o primeiro dia do calendário de pagamento, já estará disponível”, declarou.
O ministro acrescentou que os beneficiários poderão movimentar o dinheiro por meios digitais, como o Pix, ou utilizar o cartão de débito. As agências da Caixa Econômica Federal, segundo ele, estarão abertas a partir de segunda-feira para atendimento presencial.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) foi um dos quatro senadores que não compareceu à sessão que aprovou o fim da escala 6×1 no Brasil. Ele é coordenador de campanha do senador Flávio Bolsonaro à presidência.
O senador podia ter participado da sessão remotamente. Além dele também não participaram da votação os senadores Sérgio Moro, Márcio Bittar e Dr. Hiran. Apenas um senador votou contra a PEC: Hamilton Mourão, que é ex-vice-presidente de Jair Bolsonaro.
O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (14/10/2026), em votação nominal em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição nº 221 de 2019. Do total de 81 senadores que compõem a Casa, quatro parlamentares não compareceram à sessão deliberativa.
A matéria obteve aprovação com 75 votos favoráveis e apenas um voto contrário, proferido pelo senador Hamilton Mourão. Não foram registadas abstenções durante a chamada nominal.
Ao todo, 77 senadores estiveram presentes na sessão. O presidente dos trabalhos, Davi Alcolumbre, não votou em conformidade com o artigo 51 do Regimento Interno do Senado Federal (RISF).
Em relação à bancada potiguar, os senadores Styvenson Valentim e Zenaide Maia participaram na deliberação e votaram a favor da emenda constitucional.
Currais Novos celebra nesta quinta-feira, 15 de outubro, seus 136 anos de emancipação política. Para marcar a data, a Prefeitura Municipal promove a segunda edição da Corrida da Prevenção e Emancipação Política, unindo a celebração da história do município ao incentivo à prática esportiva e à qualidade de vida.
A emancipação política de Currais Novos ocorreu em 1890, por meio do Decreto Estadual nº 59, que desmembrou a então vila de Acari e elevou Currais Novos à condição de município autônomo, consolidando um novo capítulo no desenvolvimento da região.
A história do município, no entanto, começou bem antes, em 1755, com a fundação da Fazenda do Coronel Cipriano Lopes Galvão. Foi nesse contexto que surgiram os chamados “Três Currais Novos”, origem do nome que identifica a cidade até os dias atuais.
Ao longo dos anos, o povoado se desenvolveu e se transformou em um importante polo econômico da região, construindo uma identidade marcada pela riqueza mineral, pelas belezas naturais e pelo acolhimento característico do sertão seridoense.
Para o prefeito Lucas Galvão, celebrar o aniversário de Currais Novos é reconhecer a trajetória de quem ajudou a construir a cidade e renovar o compromisso com seu futuro.
“ São 136 anos de emancipação política, uma trajetória construída por homens e mulheres que acreditaram e continuam acreditando nesta terra. Temos orgulho das nossas raízes, das nossas riquezas e, principalmente, do nosso povo. Nosso compromisso é continuar trabalhando para que Currais Novos avance cada vez mais” , destacou o prefeito.
A programação comemorativa ganha um significado especial com a realização da segunda edição da Corrida da Prevenção e Emancipação As inscrições para a corrida serão realizadas a partir das 16h, na Praça Cristo Rei, local onde os participantes poderão se dirigir para garantir sua participação no evento.
Reeleito com 105.403 votos, Coronel Azevedo (PL), o deputado estadual mais votado do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026, declarou que votará em Allyson Bezerra no segundo turno para governador.
“Quem votou em mim não vota no PT e não votará”, afirmou o parlamentar antes de anunciar sua escolha por Allyson.
A declaração soma à candidatura o apoio de um deputado que recebeu mais de 105 mil votos e liderou a votação para a Assembleia Legislativa, reforçando a articulação política de Allyson nesta etapa da disputa.
Outros parlamentares eleitos e reeleitos também declararam apoio a Allyson Bezerra, somando-se a quase 30 prefeitos que anunciaram adesão neste segundo turno. O movimento amplia a base política da candidatura e reforça a mobilização da Grande Natal ao interior do Rio Grande do Norte.
O prefeito de Natal, Paulinho Freire, abriu nesta quarta-feira (14), na Zona Norte da capital, a mobilização do seu grupo político na reta final do segundo turno em favor de Allyson Bezerra (União Brasil). Diante de apoiadores, vereadores e lideranças que acompanharam a Caravana do Azulão, o prefeito anunciou dez dias de caminhadas de casa em casa pelos bairros da cidade.
“Governador Allyson, nós estamos dando agora o pontapé inicial. São dez dias andando em Natal, de casa em casa. O nosso grupo vem agora dizer a você que, se depender de Natal, você será o governador do Rio Grande do Norte”, afirmou Paulinho.
O prefeito convocou os presentes a manter o ritmo até o dia da votação. “A partir de agora, a gente só para no dia 25, no domingo, quando as urnas se abrirem e a esperança voltar a reinar no Rio Grande do Norte. Tenho certeza que o estado terá um novo governador, e o governador é Allyson Bezerra”, declarou.
Allyson agradeceu o apoio e classificou o ato como o início de uma arrancada na capital. “Eu sei que Natal vai nos dar uma linda e grande vitória, que vai confirmar a mudança no Rio Grande do Norte no dia 25”, disse o candidato. A agenda foi a primeira nas ruas ao lado de Paulinho Freire desde o anúncio do apoio do prefeito e do seu grupo à candidatura.
O deputado estadual eleito pelo União Brasil e ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, foi preso nesta quinta-feira (15) durante a Operação Unha e Carne 8, da Polícia Federal (PF). A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 7,6 bilhões em seis anos por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Canella foi o segundo mais votado entre os candidatos a deputado estadual no Rio de Janeiro, com mais de 197 mil votos.
O delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil, também foi preso na operação. Segundo a PF, o grupo investigado é suspeito de utilizar os postos de combustíveis para lavar dinheiro e teria participação de agentes públicos e articulação político-institucional.
As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e representam um desdobramento da sexta fase da Operação Unha e Carne, realizada em julho. Na ocasião, Canella e Amim foram alvos de mandados de busca e apreensão.
A investigação teve início após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encaminhar à PF um relatório de inteligência financeira que apontou a movimentação de R$ 7,6 bilhões pelo grupo ao longo de seis anos.
Os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes como lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e formação de cartel. A Polícia Federal também apura possíveis irregularidades em contratações públicas.
Mandados de prisão
Nesta quinta-feira, agentes federais cumpriram mandados em municípios do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios. A operação prevê seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão.
Canella foi preso em casa, em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Além dele e de Marcus Amim, foram presos Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo, inspetor da Polícia Civil.
A decisão do STF também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas investigadas, a maioria do setor de combustíveis. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados relacionados aos policiais civis investigados.
Outras fases da operação
Em julho, Márcio Canella foi preso após a polícia encontrar um fuzil em seu carro. O episódio levou à sétima fase da operação, realizada em setembro, quando o vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella, do União Brasil, foi preso por suspeita de posse irregular de arma de fogo de uso restrito.
A investigação ocorre no contexto de medidas determinadas pelo STF no julgamento da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que inclui providências para apurar possíveis relações entre agentes públicos e facções criminosas.
Os fatos seguem sob investigação, e as suspeitas atribuídas aos envolvidos ainda dependem de apuração e do devido processo legal.
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto totais no segundo turno da eleição presidencial, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 44%.
O levantamento indica ainda que 9% dos entrevistados pretendem votar em branco ou nulo ou afirmam que não vão votar. Outros 1% estão indecisos.
Considerando apenas os votos válidos — cálculo que exclui votos em branco, nulos e eleitores indecisos — Flávio Bolsonaro registra 51%, enquanto Lula aparece com 49%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os percentuais devem ser interpretados dentro desse intervalo.
Flávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Pesquisa anterior mostrava Flávio com 44% e Lula com 42% Na pesquisa Quaest divulgada em 3 de outubro, véspera do primeiro turno, Flávio Bolsonaro tinha 44% das intenções de voto totais, enquanto Lula registrava 42%. Naquele levantamento, 13% dos entrevistados afirmavam que votariam em branco ou nulo ou que não compareceriam para votar. Os indecisos representavam 1%.
Flávio tem 43% e Lula, 42%, na espontânea No cenário espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Flávio Bolsonaro é citado por 43% dos eleitores, enquanto Lula aparece com 42%. Nesse recorte, 8% dizem que pretendem votar em branco ou nulo ou que não irão votar. Outros 7% não souberam responder ou permanecem indeciso
48% desaprovam o governo Lula, contra 45% que aprovam Pesquisa Quaest mostra que 48% dos eleitores desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ante 45% que o aprovam. Na comparação com levantamento anterior, de 3 de outubro, véspera do primeiro turno, a desaprovação oscilou 1 ponto porcentual para baixo (era de 49%), enquanto a aprovação fez o caminho inverso e oscilou um ponto para cima (era 44%).
Transferência de votos A Quaest aponta que 34% dos eleitores de Augusto Cury (Avante) devem votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, e 30% em Flávio Bolsonaro (PL). O escritor e psiquiatra ficou em terceiro lugar no primeiro turno, com 3.448.569 votos (2,89% dos votos válidos). Ainda entre eleitores de Cury, outros 30% mencionaram voto nulo/em branco ou nem comparecimento às urnas e 6% dizem estar indecisos.
Já entre os eleitores de Renan Santos (Missão), 40% indicam migrar para Flávio no segundo turno, e 14% dizem votar em Lula. Outros 43%, porém, afirmam votar branco ou nulo, e 3% estão indecisos. Santos ficou em quarto lugar no primeiro turno, com 2 24% de votos (2.675.887). A Quaest indica que, dos votos em Ronaldo Caiado (PSD), 42% dizem apoiar Flávio no segundo turno, 23% no Lula, e outros 33% declaram voto nulo/em branco/não vai votar. Já 2% estão indecisos. O ex-governador de Goiás ficou em quinto lugar nas urnas no último dia 4, obtendo 2,18% dos votos (2.605.148).
A Quaest entrevistou 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026.
O câncer de pulmão costuma ser associado ao cigarro, mas também pode surgir em pessoas que nunca fumaram. Muitas vezes, a doença cresce silenciosamente, sem provocar sintomas que chamem a atenção. Foi durante exames de rotina que os médicos identificaram um nódulo no pulmão do papa Leão XIV, de 71 anos. O pontífice passou por uma cirurgia em Roma, e o Vaticano informou, nesta terça-feira (13), que o tumor era um adenocarcinoma pulmonar. Segundo a oncologista Danielli Matias, esse é o tipo mais comum de câncer no pulmão, com cerca de 31 mil novos casos por ano no Brasil.
A descoberta do papa chama a atenção para uma característica da doença: a possibilidade de se desenvolver sem sinais evidentes, mesmo em pessoas que não possuem histórico de tabagismo. De acordo com Danielli, o adenocarcinoma pode atingir diferentes perfis de pacientes. “Ele acomete pacientes tabagistas e não tabagistas, e também é o mais comum entre quem nunca fumou”, afirma.
Esse tipo de tumor tem origem nas células glandulares presentes no tecido pulmonar. Em alguns pacientes, o tumor está frequentemente associado a alterações moleculares, danos ao DNA da célula tumoral que desencadeiam o desenvolvimento da doença. Essas mudanças também podem ajudar os médicos a identificar tratamentos mais adequados para cada caso. “Temos muitos casos de pacientes que nunca fumaram. Existe a possibilidade de cerca de 60% de apresentar alguma alteração genômica”, relata Danielli.
Embora o tabagismo continue sendo o principal fator de risco para o câncer pulmonar, outros elementos podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Segundo o Ministério da Saúde, a exposição à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição, doença pulmonar obstrutiva crônica, fatores genéticos e história familiar de câncer de pulmão favorecem o desenvolvimento desse tipo de câncer.
Uma das dificuldades é perceber quando algo está errado. Tosse persistente, falta de ar e dor no peito são manifestações que podem ser confundidas com problemas respiratórios mais comuns. Em algumas situações, também pode haver sangue na secreção eliminada pela tosse ou perda de peso sem explicação aparente.
O problema é que esses sinais nem sempre aparecem no início. Segundo a especialista, cerca de 80% dos casos de câncer de pulmão no Brasil são identificados em estágios avançados. “A maioria das pessoas só procura o médico quando já está sentindo alguma coisa, e quando o câncer de pulmão dá sintomas, muitas vezes ele já está em um estágio mais avançado”, explica.
A identificação precoce pode mudar o caminho do tratamento. Quando o tumor ainda está restrito ao pulmão, as possibilidades de retirada completa por cirurgia são maiores. Por isso, o acompanhamento de pessoas com maior risco de desenvolver a doença tem papel importante.
Um dos exames utilizados para esse rastreamento é a tomografia de tórax de baixa dose. Segundo a oncologista Danielli Matias, ele permite visualizar pequenas alterações nos pulmões, inclusive antes que o paciente apresente sintomas. A avaliação é especialmente indicada para determinados grupos de fumantes e ex-fumantes, considerando fatores como idade e intensidade do histórico de tabagismo.
No caso de Leão XIV, a identificação do nódulo durante exames de rotina permitiu que os médicos realizassem uma intervenção cirúrgica. Durante o procedimento, que durou cerca de 90 minutos, os médicos removeram o lobo inferior do pulmão direito para retirar uma massa cancerosa. O papa retornou ao quarto após o procedimento.
A cirurgia é uma das principais alternativas para pacientes com câncer pulmonar em estágio inicial. No entanto, a retirada do tumor nem sempre significa o encerramento do tratamento. As características identificadas na análise do tecido e a eventual presença de células cancerígenas em outras estruturas ajudam a definir os próximos passos.
“Quanto mais precoce, maiores as chances de cura. Pacientes com doença localizada no pulmão e totalmente ressecada com cirurgia têm possibilidade de cura muito maior do que aqueles com acometimento linfonodal, no mediastino, ou doença metastática”, afirma Danielli.
Depois da cirurgia, o acompanhamento médico continua sendo necessário. Exames periódicos permitem observar a recuperação e identificar possíveis sinais de retorno da doença. Dependendo das características do tumor, também pode ser recomendado um tratamento complementar para reduzir o risco de recidiva.
Segundo informações divulgadas pelo Vaticano na manhã desta quarta-feira (14), o papa passou por exames de sangue e pela radiografia do tórax previstos após a cirurgia. Os resultados apresentaram uma evolução pós-operatória regular e foi iniciada uma fisioterapia respiratória. A previsão é que ele permaneça hospitalizado por pelo menos uma semana.
Os senadores do RN Zenaide Maia (PSD) e Styvenson Valentim (Podemos) votaram a favor da PEC 221/2019, que acaba com a escala 6×1. Rogério Marinho (PL) não compareceu aos dois turnos realizados nesta quarta-feira 14.
Rogério Marinho (PL) não compareceu às duas votações nominais do Plenário. O resultado foi de 75 votos favoráveis e um contrário em cada turno. O único voto contra foi de Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Como votaram os senadores do RN Zenaide Maia (PSD): sim no primeiro e no segundo turnos; Styvenson Valentim (Podemos): sim no primeiro e no segundo turnos; Rogério Marinho (PL): não compareceu às duas votações.
Os dados constam nos mapas nominais divulgados pelo Senado Federal. Os senadores do RN participaram de maneiras diferentes da decisão: dois apoiaram a PEC e um não registrou voto. Posições durante a tramitação Zenaide defendeu publicamente a aprovação da PEC e discursou sobre o tema durante a análise no Senado. Styvenson também votou pelo texto final, embora tenha assinado uma emenda apresentada no Plenário. O destaque referente à mudança foi retirado antes da votação.
Rogério Marinho havia se posicionado contra o relatório favorável à proposta na Comissão de Constituição e Justiça, em setembro. O senador apresentou emendas para alterar o texto, mas elas foram rejeitadas. Ele também aparece entre os autores da emenda apresentada no Plenário.
O que foi aprovado A PEC reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, garante dois dias de repouso remunerado e impede redução de salários. A transição será concluída em 14 meses, contados a partir da publicação da emenda constitucional.
Como o Senado não modificou o texto aprovado pela Câmara, a proposta segue para promulgação pelo Congresso Nacional. Não há sanção presidencial.
Resultado nacional e próximos passos No conjunto do Senado, a proposta recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário nos dois turnos. O único voto contra foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Como se trata de uma emenda à Constituição, o texto não depende de sanção presidencial e segue para promulgação pelo Congresso Nacional.
Entre os senadores do RN, Zenaide Maia defendeu a mudança como uma medida de proteção aos trabalhadores e chamou atenção para a dupla jornada enfrentada por muitas mulheres. Styvenson Valentim também apoiou o texto nas duas votações.
Rogério Marinho não registrou voto no plenário. Durante a análise anterior na Comissão de Constituição e Justiça, o parlamentar havia se posicionado contra o relatório aprovado pelo colegiado. A ausência em plenário, porém, significa que ele não participou do placar final de 75 a 1.
A PEC reduz inicialmente a jornada máxima de 44 para 42 horas semanais e, depois de 12 meses, para 40 horas, sem diminuição salarial. A vigência começa dois meses após a promulgação. O resultado completo está disponível no site do Senado.
O fim da escala 6×1 será implementado em duas etapas, com a garantia de duas folgas remuneradas por semana e a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
O primeiro conjunto de mudanças está previsto para dois meses após a publicação da emenda constitucional, enquanto o limite de 40 horas será alcançado 14 meses depois da publicação. A promulgação está prevista para terça-feira, (20). Os novos prazos, porém, começam a ser contados a partir da publicação da emenda.
Como será a mudança na escala 6×1
A transição ocorrerá em duas fases. Na primeira, dois meses após a publicação da emenda, a jornada máxima semanal cairá de 44 para 42 horas. Na mesma data, os trabalhadores passarão a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana.
Na segunda etapa, 12 meses após o início da primeira fase, o limite semanal será reduzido de 42 para 40 horas. Com isso, a jornada máxima prevista será alcançada 14 meses após a publicação da emenda.
Veja o cronograma previsto:
Dois meses após a publicação: jornada máxima de 42 horas semanais e adoção de dois dias de descanso remunerado por semana.
14 meses após a publicação: jornada máxima de 40 horas semanais, com limite diário de oito horas.
A proposta proíbe a redução salarial em razão da mudança, tanto nominal quanto proporcional, incluindo os pisos salariais das categorias. Quem já trabalha até 40 horas por semana não terá uma redução proporcional da jornada.
Como funcionarão as duas folgas semanais
A garantia de dois dias de descanso remunerado passa a valer na primeira etapa da transição. Um dos dias deverá ser, preferencialmente, o domingo.
A regra encerra, na prática, o modelo de seis dias consecutivos de trabalho para um de descanso como jornada regular. No entanto, a preferência pelo domingo não garante que as duas folgas sejam fixas aos sábados e domingos. A organização dos dias de descanso poderá variar conforme a atividade e as negociações aplicáveis.
Os trabalhadores que já cumprem jornadas de até 40 horas semanais também terão direito aos dois dias de descanso remunerado.
Qual será o papel dos acordos coletivos
Acordos e convenções coletivas terão papel importante na adaptação das empresas às novas regras. Dois meses após a publicação da emenda, perderão a validade as cláusulas sobre jornada e repouso semanal que forem incompatíveis com os novos limites.
Durante o ano de transição entre as jornadas de 42 e 40 horas, negociações coletivas poderão prever jornadas diárias superiores a oito horas, desde que sejam respeitadas as duas folgas semanais e as demais condições previstas na Constituição.
A proposta também permite regras específicas de compensação para atividades que funcionam continuamente, como determinados serviços essenciais. Nesses casos, acordos coletivos poderão estabelecer formas de organização dos descansos, inclusive com folgas acumuladas e concedidas posteriormente, conforme as condições previstas no texto.
A regra estabelece, porém, que o trabalhador não poderá passar mais de uma semana sem pelo menos um dia de descanso.
Quem será alcançado pela mudança
A mudança é direcionada aos trabalhadores com vínculo formal de emprego. Trabalhadores informais, autônomos e pessoas contratadas como pessoa jurídica não serão alcançados diretamente pela nova regra.
O texto prevê condições específicas para profissionais de alta renda. As regras de duração e controle da jornada não se aplicam a trabalhadores com diploma de nível superior que recebam mais de 2,5 vezes o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atualmente informado em R$ 21.188,87. A exceção depende de decisão do empregador ou de previsão em acordo ou convenção coletiva.
Mesmo nesses casos, permanece a obrigação de garantir duas folgas semanais. A exceção também não se aplica a empregados públicos.
Para trabalhadores terceirizados que prestam serviços ao poder público, a adequação deverá ocorrer por meio de aditivo contratual, a ser assinado em até um ano. Caso o documento não seja formalizado dentro desse prazo, a nova jornada será aplicada mesmo assim.
Como ficam as pequenas empresas
A PEC não estabelece regras específicas imediatas para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. O texto prevê a possibilidade de uma lei complementar criar medidas de compensação para esses negócios, condicionadas à manutenção do nível de emprego.
Essa regulamentação ainda precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional. Representantes do setor empresarial defendem a discussão de medidas para reduzir os custos de adaptação à nova jornada.
Qual será o impacto econômico do fim da escala 6×1
As estimativas sobre os efeitos da mudança variam entre entidades empresariais e instituições de pesquisa.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a redução da jornada poderá elevar os custos anuais com trabalhadores formais entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões, além de provocar uma queda de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB). A variação depende de como as empresas vão compensar as horas reduzidas, seja com novas contratações, seja com o pagamento de horas extras.
A Confederação Nacional do Comércio (CNC) projeta que o impacto poderá provocar repasses de até 13% aos preços.
Já o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) calcula que o aumento dos custos com trabalhadores não ultrapassaria 10% nem nos setores mais afetados. No custo total das empresas, o impacto estimado varia de 1%, no comércio e na indústria, a 6,6%, em vigilância e segurança.
O pesquisador Daniel Duque, do FGV Ibre, projeta a perda de aproximadamente 638 mil empregos formais.
As estimativas são projeções de diferentes instituições e pesquisadores, com metodologias e premissas próprias, e não representam resultados já observados.
Como outros países reduziram a jornada de trabalho
A redução da jornada de trabalho no Brasil segue uma tendência observada em outros países, mas prevê um período de transição mais curto. No Chile, uma lei aprovada em 2023 estabeleceu a redução gradual da carga horária semanal de 45 para 40 horas, ao longo de cinco anos, sem redução salarial. Na Colômbia, a jornada passou de 48 para 42 horas semanais, em um processo iniciado em 2021 e concluído em 2026.
No México, a redução de 48 para 40 horas semanais foi aprovada com implementação gradual entre janeiro de 2027 e 2030. A legislação mexicana, porém, mantém a garantia mínima de apenas um dia de descanso por semana. Na Europa, Portugal reduziu a jornada de 44 para 40 horas semanais em 1996, enquanto a França adota o limite de 35 horas semanais desde o início dos anos 2000.