Veículo foi doado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte e será utilizado para atender às demandas do município, especialmente na zona rural.
A Prefeitura de Currais Novos recebeu, na manhã desta sexta-feira (23), uma carreta pipa com capacidade para transportar 24 mil litros de água. O veículo, doado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte, ficará à disposição da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente para reforçar as ações de abastecimento e atender às demandas da população.
O prefeito Lucas Galvão destacou a importância da parceria com o Governo do Estado.
“ Essa carreta pipa, chega para fortalecer o trabalho da nossa Secretaria de Agricultura e ampliar nossa capacidade de atender às necessidades da população. Sabemos dos desafios que a escassez de água traz para muitas famílias, principalmente na zona rural, e um equipamento com capacidade para 24 mil litros representa um reforço muito importante. Agradecemos ao Governo do Estado por essa parceria ”, afirmou o prefeito.
Com a chegada do novo veículo, a Prefeitura de Currais Novos, amplia os recursos disponíveis para enfrentar os desafios relacionados ao abastecimento de água, especialmente, nas comunidades rurais do município.
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União Brasil) levou a melhor no debate da Inter TV Cabugi, na noite desta quinta-feira (22), o último antes do segundo turno. Allyson cobrou de Cadu Xavier o valor da dívida dos consignados, os salários atrasados dos médicos e as viaturas da PM paradas por falta de combustível, e o candidato do governo não respondeu nenhuma das perguntas.
Logo na abertura, Allyson fez a sua autodescrição para quem tem deficiência visual, homenageou Ivan Baron e Tércio Tinôco e falou do irmão, Max Daniel, que tem surdez e autismo. “Desde criança, eu sei o que é a luta dos familiares”, disse. Foi assim que ele apresentou a proposta das Casas do Autista nas regiões polo, para que as famílias do interior tenham atendimento perto de casa.
O momento mais tenso veio com o decreto do governo que corta R$ 195 milhões, sendo R$ 6 milhões da UERN, R$ 5 milhões da segurança e mais de R$ 160 milhões das estradas, e que só deve sair depois da eleição. Cadu reclamou que a minuta tinha sido vista no sistema do governo e, pouco depois, disse que não sabia nem se o documento existia. “Hoje é o dia que a máscara está caindo”, rebateu Allyson.
Entre um ataque e outro do adversário, Allyson apresentou o IPVA zero para motos de até 170 cilindradas, com perdão das dívidas e devolução das motos apreendidas. Falou ainda da terceira ponte de Natal, que vai levar o nome da governadora Wilma de Faria, do fim da fila de 20 mil pessoas à espera de cirurgias eletivas e da bolsa em dinheiro para alunos da rede estadual.
Na fala final, Allyson disse que o seu governo não vai ficar olhando para o retrovisor. Eleito no domingo, começa já na segunda-feira a montar um secretariado técnico e qualificado, com gente de bem, para colocar em prática o projeto de mudança do Rio Grande do Norte.
O setor de bonelaria do Rio Grande do Norte acumula retração de faturamento estimada em mais de R$ 2,9 milhões com o fim das apostas esportivas e dos cassinos on-line no Brasil, as chamadas bets. Isso porque diversas fabricantes de bonés do estado já haviam recebido encomendas e executavam ou se preparavam para iniciar a produção de peças destinadas, em grande parte, ao Carnaval, com entregas previstas a partir de meados de janeiro de 2027. Os pedidos somavam mais de 500 mil peças. A proibição das apostas foi aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no final de setembro, a nove dias do primeiro turno das eleições.
Uma das fabricantes potiguares mais afetadas é a WRL Bonés, de Serra Negra do Norte. A empresa tinha um pedido de 300 mil peças para a Esportes da Sorte. A encomenda representaria R$ 2,1 milhões em receita e envolveria cerca de 200 trabalhadores, entre empregados da fábrica e profissionais de fornecedores. Segundo a diretora Larissa Almeida, a empresa não dispõe de outros clientes capazes de substituir esse volume de pedidos. “Com a medida [de proibição das bets], nós fomos muito afetados, porque janeiro é um mês de baixa”, afirma.
Larissa Almeida disse que ainda não há um cálculo de quanto os R$ 2,1 milhões em receita previstos com a encomenda representam no faturamento da empresa, mas pontuou que o volume fará falta. Outro aspecto citado por ela é a ausência de novas contratações sem a produção para as bets. “A gente costumava contratar mais pessoas quando recebia esse tipo de encomenda. Agora, não haverá mais essas contratações”, diz.
Outra fabricante fortemente afetada é a DF Bonés e Chapéus. A empresa estima R$ 850 mil em encomendas perdidas, equivalentes a 200 mil peças. A produção estava prevista para começar em novembro, com a participação de cerca de 50 pequenos produtores, mas agora a fabricante busca alternativas para evitar demissões.
Elnio Kenden, proprietário da empresa, diz que o impacto afetará toda a economia do negócio. “O comércio de Caicó acaba sendo afetado, porque existem muitos terceirizados que atuam junto com as empresas de boné. Então, é um prejuízo muito grande”, afirma Elnio dos Bonés, como ele é mais conhecido como.
As peças estavam sendo produzidas para o Carnaval e o empresário ressalta que os impactos também estão relacionados ao fato de que muitos comerciantes que fornecem tecidos para as confecções já possuíam material em estoque, de olho na demanda para a folia. “Além disso, nós já tínhamos algumas peças para a final do Brasileirão e não sabemos o que fazer. Estamos com essa produção toda parada, mesmo com a matéria-prima em mãos”, conta.
Marcos Vale, da empresa Marcos Daniel Vale, também de Caicó, conta que estava em execução uma encomenda de 130 mil peças para a Esportes da Sorte e outras bets. Desse total, 60 mil ainda não haviam sido entregues quando a proibição foi anunciada. “Agora, a gente não tem como direcionar esses produtos a outros clientes, uma vez que eles possuem logomarcas para patrocínios a times de futebol”, disse Marcos, que preferiu não revelar os valores correspondentes às peças suspensas.
Demissões
Na empresa de Marco Vale a perspectiva é de diminuir o quadro de funcionários. Segundo ele, a fabricante se prepara para uma redução de 25% no quadro de funcionários, uma vez que a demanda está em queda.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Bonés e Chapéus do Rio Grande do Norte (Sindibonés RN), Francisco Sena, afirma que não há um levantamento sobre os impactos do fim das bets no faturamento e no mercado de trabalho do setor, mas reconhece que as fabricantes que atuam junto a essas marcas já sentem reflexos importantes. “Existem fabricantes que focaram bastante em produzir para as empresas de aposta on-line. Então, estas, de fato, foram muito afetadas”, destaca.
O presidente avalia que faltou planejamento quanto à proibição das bets, de modo que muitas empresas foram surpreendidas. “Muitas estão de ‘calça curta’. Para se ter ideia, algumas delas recebiam, por ano, encomendas de cerca de 1 milhão de produtos como bonés, viseiras e outros. Então, a cadeia foi atingida, em um ambiente onde o Seridó potiguar é o segundo maior polo de fabricação de boné do Brasil, tendo Caicó como cidade-referência no estado”, afirma Francisco Sena.
Sedec diz que mantém suporte ao setor
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do estado (Sedec/RN) informou em nota que acompanha com atenção os desdobramentos das restrições e adequações regulatórias federais sobre o segmento de apostas e a publicidade associada.
A pasta diz que o principal ponto de atenção está nas indústrias âncoras, mas também na rede de microempreendedores e costureiras terceirizadas que prestam serviços a essas fábricas. “A retração repentina de grandes pedidos tende a gerar ociosidade temporária nessas oficinas menores caso a carteira não seja rapidamente recomposta”, pontua a nota.
Para a secretaria, “embora o cancelamento gere uma fricção de curto prazo no fluxo de caixa das empresas diretamente contratadas, o ecossistema regional possui flexibilidade técnica para redirecionar a capacidade produtiva a outros segmentos comerciais”.
A Sedec destacou que para resguardar a atividade industrial e a manutenção dos postos de trabalho na região, o Governo do Estado disponibiliza uma rede de suporte institucional e financeiro, que inclui linhas de crédito e capital de giro por meio da Agência de Fomento do RN, incentivos fiscais como o Proedi, além de articulações com o Sistema S e a Federação das Indústrias para consultorias sobre prospecção de mercado, adequação de portfólio de produtos e inserção em redes nacionais de fornecimento.
A reportagem procurou a Prefeitura de Caicó para saber se existe alguma medida de apoio para mitigar os impactos sobre a cadeia produtiva no município diante da proibição das bets, mas não houve retorno.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 52% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, enquanto o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), registra 48%, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta sexta-feira, 23. Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos Os porcentuais são os mesmos dos divulgados no levantamento da terça-feira, 20.
O cálculo exclui votos brancos, nulos e entrevistados que não sabem ou não responderam.
Considerando os votos totais, Flávio oscilou de 48% para 49% entre os dois levantamentos, enquanto Lula permaneceu com 45%. A diferença numérica entre os candidatos, portanto, passou de três pontos porcentuais para quatro pontos. Os que pretendem votar em branco ou anular permaneceram em 5%, e os que não sabem ou não responderam passaram de 2% para 1%.
Espontânea
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio registra 48% e Lula, 44%. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 3% não sabem ou não responderam.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu 56.104.503 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula obteve 53.879.538 votos, correspondentes a 45,16%, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Rejeição
O instituto também questionou os eleitores sobre em qual candidato não votariam se as eleições fossem hoje. Nesse caso, a rejeição ao atual presidente Lula foi de 36%, contra 33% que dizem rejeitar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Outros 28% dizem rejeitar ambos e 3% afirmaram não rejeitar nenhum.
Metodologia
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores por telefone, com entrevistadores humanos, entre 19 e 22 de outubro. A margem de erro geral é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09670/2026.
Uma loja de vendas online foi condenada a restituir um consumidor e pagar indenização de R$ 2 mil por danos morais após o autor da ação comprar três prateleiras na plataforma e receber apenas uma. De acordo com a sentença, proferida pelo Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Currais Novos, a restituição dos valores deverá corresponder ao valor proporcional às duas prateleiras que não foram entregues.
As informações são do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e foram divulgadas nesta quinta-feira (22). De acordo com os autos do processo, o autor da ação comprou três prateleiras de aço galvanizado pelo valor de R$ 503,00. Entretanto, o consumidor recebeu apenas uma unidade no dia 18 de abril deste ano.
Além disso, ele comprou o material com objetivo de expor, de maneira adequada, produtos em sua “lojinha de bairro”, buscando organizar o espaço e atrair mais clientes. A não entrega das prateleiras acabou prejudicando o objetivo.
O consumidor tentou resolver a questão de maneira administrativa por meio de atendimento via chat da plataforma. Na ocasião, a ré apresentou a proposta para que o autor ficasse apenas com a única unidade recebida e fosse reembolsado em R$ 100,60. Como a sugestão de valor apresentada pela plataforma não correspondia ao preço desembolsado pelo consumidor, ele não aceitou a proposta.
A empresa ré, ainda de acordo com os autos, respondeu o seguinte: “não temos mais opções para apresentar”, afastando a responsabilidade de resolver a situação. De acordo com o juiz Ricardo Antônio Menezes, responsável pelo caso, a relação entre ambas as partes é de consumo, levando em consideração o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Com isso, a responsabilidade do fornecedor por defeito no serviço é objetiva.
É pontuado na sentença que ficou comprovado que o autor comprou três prateleiras anunciadas na plataforma. “No caso em espécie, a parte ré não logrou êxito em demonstrar que entregou a mercadoria para o destinatário, ou de que procedeu ao estorno da quantia referente às duas prateleiras que não foram entregues, ônus que lhe incumbia em razão do que dispõe o art. 373, II do CPC”, escreveu o magistrado.
O juiz destacou também que as provas presentes nos autos são suficientes e claras para comprovar a falha na prestação do serviço no que diz respeito a não entrega dos produtos adquiridos pelo consumidor. “Considerando que o preço total da compra foi de R$ 503,00 para três unidades, o valor unitário corresponde a R$ 167,67, de modo que o ressarcimento devido perfaz a quantia de R$ 335,34, equivalente às duas prateleiras não entregues”, esclareceu o magistrado.
Em relação aos danos morais, observou que, mesmo após ter sido informada da situação vivenciada pelo autor, a plataforma não realizou a entrega dos produtos que não foram enviados e, também, não restituiu os valores referentes às prateleiras não recebidas. “Portanto, entendo que ficou devidamente demonstrado que, por falha na prestação de serviço, o autor foi vítima de transtornos que, por sua vez, ultrapassam o mero aborrecimento, fazendo surgir a necessidade de reparação. Assim, acolho o pleito de indenização por danos morais formulados pelo autor”, destacou o juiz.
Dessa maneira, a plataforma foi condenada a restituir o valor de R$ 335,34 referente aos produtos que não foram entregues, com essa quantia sendo corrigida monetariamente pela taxa Selic. Além disso, a ré também terá que pagar indenização por danos morais no valor de R$ 2 mil, montante que deverá receber correção monetária pela taxa Selic.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 60,8% das intenções de voto para a Presidência da República no Rio Grande do Norte, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 32%. A vantagem do petista entre os eleitores potiguares é de 28,8 pontos percentuais, segundo nova pesquisa do instituto Exatus.
Os números referem-se à pesquisa estimulada, na qual os entrevistados recebem uma lista com os nomes dos candidatos. O levantamento foi contratado pelo Grupo Agora RN, que edita os jornais O Correio de Hoje e Agora RN.
Ainda segundo a Exatus, 4,11% dos eleitores responderam que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum dos concorrentes. Outros 3,15% disseram não saber em quem votar.
A pesquisa também avaliou o grau de definição da escolha dos eleitores. Entre os entrevistados que declararam voto em Lula, 97,9% afirmaram que a decisão é definitiva. Outros 1,8% disseram que ainda podem mudar de opção até a eleição, enquanto 0,3% não souberam ou não responderam.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 98,7% consideram a escolha definitiva, percentual numericamente superior ao registrado entre os apoiadores do presidente. Nesse grupo, 1,3% admitem mudar o voto até domingo. O percentual dos que não souberam ou não responderam foi de 0%.
A possibilidade de mudança é maior entre os entrevistados que escolheram nenhum, branco ou nulo. Nesse segmento, 13,4% disseram que ainda podem rever a posição, enquanto 83,3% afirmaram estar decididos. Outros 3,3% não souberam ou não responderam. Os percentuais de definição correspondem a cada grupo de eleitores, e não ao conjunto dos entrevistados.
No primeiro turno, Lula recebeu 1.237.963 votos no Rio Grande do Norte, equivalentes a 59,75% dos válidos. Flávio Bolsonaro somou 720.493 votos, ou 34,77%. A diferença entre os dois no Estado foi de 517.470 votos. Os percentuais das urnas consideram apenas os votos válidos, enquanto a pesquisa estimulada inclui também as respostas nenhum, branco, nulo e não sabe.
O instituto Exatus entrevistou 1.500 eleitores do Rio Grande do Norte entre segunda-feira 19 e quarta-feira 21. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral com os números RN-01134/2026 e BR-05704/2026.
Presidência no RN – Estimulada – 2º turno Lula (PT): 60,8% Flávio Bolsonaro (PL): 32% Nenhum/branco/nulo: 4,11% Não sabe: 3,15% Definição do voto Eleitores de Lula: 97,9% estão decididos; 1,8% ainda podem mudar; 0,3% não sabem ou não responderam. Eleitores de Flávio Bolsonaro: 98,7% estão decididos; 1,3% ainda podem mudar; 0% não sabem ou não responderam. Eleitores que escolheram nenhum/branco/nulo: 83,3% estão decididos; 13,4% ainda podem mudar; 3,3% não sabem ou não responderam.
A três dias da decisão do segundo turno, o candidato Allyson Bezerra (União Brasil) lidera a corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte com 51,51% dos votos válidos. Os dados são do novo levantamento da Exatus/Agora RN divulgado nesta quinta-feira (22). Cadu de Lula (PT) registra 48,49% das intenções válidas na pesquisa. O cálculo dos votos válidos exclui as respostas de brancos, nulos e indecisos.
O resultado reflete o avanço do sentimento de mudança e a busca do eleitorado potiguar por uma nova gestão no Governo do Estado. Esse movimento ganha força com o elevado nível de decisão dos eleitores: entre os apoiadores de Allyson, 95,1% afirmam que a escolha é definitiva, reforçando a solidez da sua base a caminho das urnas no próximo domingo (25).
Considerando a totalidade das intenções de voto e, com base no cenário estimulado, Allyson soma 46,08% contra 43,37% de Cadu. Outros 5,64% dos entrevistados pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 4,92% declararam estar indecisos. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Esses números reforçam a continuidade do desempenho no primeiro turno, quando Allyson terminou em primeiro lugar com 733.809 votos válidos (36,94%).
O levantamento foi realizado entre os dias 19 e 21 de outubro de 2026, com 1.500 eleitores entrevistados em todo o Estado do Rio Grande do Norte. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números RN-01134/2026 e BR-05704/2026.
Quando o orçamento aperta, surgem problemas que vão muito além da falta de dinheiro. Uma pesquisa feita pela 99Pay, divulgada com exclusividade pela Veja, revelou que nove em cada dez brasileiros disseram ser afetados negativamente na saúde mental por questões financeiras.
Os principais fatores de desgaste emocional apontados pela pesquisa são: atrasar o pagamento de contas, a dificuldade de guardar dinheiro, o medo de despesas inesperadas, crescimento das dívidas e a necessidade de recorrer a empréstimos.
Segundo o levantamento, um em cada quatro brasileiros adiou ou deixou de marcar consultas médicas por falta de dinheiro, enquanto 15% afirmaram não buscar atendimento psicológico pelo mesmo motivo.
Praticamente metade dos respondentes revelou sentir ansiedade diante de imprevistos financeiros, além de frustração, insegurança, tristeza, irritabilidade, medo e impotência.
Perdendo o sono e a alegria de viver
Os problemas financeiros têm feito quase um terço dos brasileiros passar noites em claro. Além de perder o sono, as pessoas têm adiado sonhos, pois deixam de fazer cursos ou investir nos estudos.
Sem perspectiva de crescimento e com o orçamento sobrecarregado de dívidas, a tristeza surge como um sentimento quase inevitável. Ao contrário do que muitos podem imaginar, o brasileiro não é um mal pagador. Ao contrário, para se livrar das dívidas, muitos aceitam negociações abusivas que multiplicam em três ou quatro vezes (se não mais) o que realmente devem.
A Clínica Stella Fernandes está presente no XVIII Encontro de Revendedores de Combustíveis do Nordeste, realizado nos dias 29 e 30 de outubro de 2026, na Arena das Dunas, em Natal, capital potiguar.
O evento reúne os principais representantes do setor de revenda de combustíveis, além de empresários, sindicatos e profissionais do mercado, em uma programação voltada para negócios, inovação, relacionamento e oportunidades comerciais.
Com feira de negócios, palestras, entrevistas e networking, o encontro se consolida como um importante espaço para troca de experiências e discussão de tendências que movimentam o setor no Nordeste.
A participação da Clínica Stella Fernandes no evento reforça sua presença nesse importante ambiente de relacionamento e integração profissional.
O XVIII Encontro de Revendedores de Combustíveis do Nordeste é uma realização do Sindipostos RN e da Revenda Integrada, com apoio da Fecombustíveis.
A Faculdade Três Marias anunciou o lançamento do curso de Odontologia em Currais Novos, ampliando as opções de ensino superior para quem deseja ingressar na área da saúde sem precisar sair do município.
A novidade representa uma nova oportunidade para estudantes que sonham em seguir carreira como cirurgiões-dentistas e buscam formação profissional na região do Seridó potiguar.
De acordo com a instituição, o curso chega com a proposta de oferecer estrutura e qualidade de ensino para preparar os futuros profissionais para o mercado de trabalho. As matrículas já estão abertas, e as vagas são limitadas.
Os interessados em obter mais informações sobre o curso e o processo de matrícula podem acessar o site cn.tresmarias.edu.br ou entrar em contato pelo WhatsApp, no número (84) 99441-6690.
Com o lançamento, a Faculdade Três Marias passa a divulgar mais uma opção de formação superior para quem deseja investir no futuro profissional em Currais Novos.
Policiais militares de São Paulo (PMESP) são acusados de obrigar três suspeitos detidos em Piracicaba, no interior do estado, a vestir camisetas de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A denúncia foi revelada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo SBT News, que conversou com a mãe de um dos detidos, um adolescente de 17 anos.
Segundo ela, o filho foi abordado usando uma camiseta azul, mas apareceu posteriormente com uma peça que trazia mensagens de apoio ao petista. A mulher afirma que os policiais agrediram o jovem e a ameaçaram para que não divulgasse o ocorrido.
As imagens dos três homens vestindo camisetas brancas com estampas vermelhas foram divulgadas nas redes sociais pelo senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). O post de Derrite noticiou a prisão dos homens. As peças tinham os dizeres “Professores da Apeoesp com Lula” e tinham aparência de serem novas.
A deputada estadual Professora Bebel (PT) disse ter sido contatada por moradores sobre o caso e acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) pedindo que a Polícia Federal abra um inquérito para apurar possíveis irregularidades, incluindo suspeitas de fraude eleitoral e abusos contra o adolescente.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirmou que “não compactua com desvios de conduta e pune com rigor casos comprovados”. A pasta acrescentou que, até o momento, não havia registros dos fatos relatados na comunidade Vitória Pantanal.
A secretaria orientou que eventuais vítimas formalizem as denúncias em uma delegacia, pela Delegacia Digital ou na Corregedoria da Polícia Militar, para que as ocorrências sejam investigadas.
O deputado estadual Nelter Queiroz (PP) voltou a cobrar, durante pronunciamento na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, a ampliação da rede de abastecimento de água da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern) para atender famílias que construíram suas casas, mas ainda não dispõem de água encanada. O parlamentar criticou a burocracia nos procedimentos da companhia e responsabilizou o Governo do Estado pelas dificuldades enfrentadas pela população.
Como exemplo, Nelter citou a comunidade Salgadinho, localizada na região entre os municípios de Caicó, Jucurutu e Jardim de Piranhas. Segundo ele, após mais de um ano de cobranças, conseguiu viabilizar, junto à concessionária de energia, a ligação elétrica para moradores que haviam construído suas residências e aguardavam o serviço. Agora, a luta é pela extensão da rede de abastecimento de água.
“Não tem coisa melhor para aquele cidadão, aquela cidadã, do que conseguir construir uma casa. E, quando constrói essa casa, vem o finalmente: ligar a energia e ligar a água encanada”, destacou o deputado, ressaltando que o abastecimento de água é uma responsabilidade do Governo do Estado, por meio da Caern, e criticou a transferência de responsabilidades para as administrações municipais. Nelter afirmou que situações semelhantes ocorrem em Caicó, Jucurutu, Assú e em outros municípios potiguares.
De acordo com o deputado, o modelo de atendimento da Companhia tornou mais burocrática a solicitação de extensões da rede de abastecimento. Ele explicou que, anteriormente, demandas dessa natureza podiam ser encaminhadas e resolvidas localmente, enquanto agora precisam ser remetidas à estrutura central da Caern, em Natal, para análise e liberação.
Para Nelter, a dificuldade de acesso à água encanada penaliza especialmente as famílias que se esforçam para conquistar a casa própria e deixar de pagar aluguel. O deputado também relacionou as críticas à gestão estadual às dificuldades que, segundo ele, a população enfrenta para acessar outros serviços públicos, como a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Ao encerrar o pronunciamento, Nelter Queiroz voltou a defender uma mudança na condução do Governo do Rio Grande do Norte e convocou a população a refletir sobre os rumos da administração estadual nas eleições do próximo domingo, dia 25. O parlamentar reforçou apoio ao candidato Allyson Bezerra, ex-prefeito de Mossoró, a quem atribuiu uma gestão positiva à frente do município.
Termina nesta quinta-feira (22) o prazo para a realização de comícios e outras atividades de campanha, além da circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet. As regras valem para os candidatos que disputam o segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).
Até 24 horas após o encerramento da votação, também ficam proibidas a publicação e a republicação de conteúdos novos produzidos ou alterados por inteligência artificial que utilizem imagem, voz ou manifestações de candidatos e pessoas públicas.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderá divulgar comunicados e orientações ao eleitorado até sábado (24), com espaço de até dez minutos diários nas emissoras de rádio e televisão.
No domingo, a votação ocorrerá das 8h às 17h. Além da escolha do presidente da República, eleitores do Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins também votarão para governador. Nesses locais, a ordem de votação será governador e, em seguida, presidente.
Seis municípios terão ainda eleições suplementares para prefeito. Nessas cidades, os eleitores votarão primeiro para presidente e depois para prefeito.
O TSE recomenda que os eleitores consultem com antecedência o local de votação no site do tribunal ou no aplicativo e-Título. Também é permitido levar uma anotação em papel com os números dos candidatos. O uso de celular na cabine de votação é proibido.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou à reta final do segundo turno com ao menos 804 representações relacionadas à eleição presidencial, mais que o dobro das 325 registradas no mesmo período de 2022. O levantamento, fechado na noite desta quarta-feira 21, também supera as 388 ações de 2018. A disputa entre as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) levou a Corte a decidir sobre canais de WhatsApp e conteúdos produzidos com inteligência artificial.
Além das representações, o tribunal recebeu 30 pedidos de investigação judicial eleitoral. Esses processos apuram suspeitas de abuso de poder político, econômico ou de autoridade e podem resultar em cassação e inelegibilidade. Juristas ligados às campanhas estimam que os julgamentos ocorram mais perto das eleições de 2030, devido ao tempo necessário para reunir e analisar provas.
As representações convencionais, por sua vez, tratam de questões como propaganda irregular, retirada de publicações e pedidos de direito de resposta, com decisões geralmente mais rápidas.
Os embates judiciais começaram no primeiro semestre, antes do início oficial da campanha, com processos principalmente sobre propaganda eleitoral antecipada. Naquele período, ministros ouvidos sob reserva pelo g1 avaliaram que as campanhas recorreriam à Justiça como parte da disputa eleitoral.
Com o avanço da eleição, as ações passaram a envolver divulgação de informações falsas, impulsionamento de conteúdo negativo contra candidatos, realização de showmícios e propagandas no rádio e na televisão.
A análise das representações cabe aos juízes auxiliares designados pela presidência do TSE. O grupo informado é formado pela jurista Estela Aranha, pelo ministro substituto Marco Aurélio Bellizze, pelo vice-presidente André Mendonça e pelo presidente Nunes Marques. Aranha foi indicada durante a presidência de Cármen Lúcia; os demais foram designados por Nunes Marques.
No dia 13 de outubro, o TSE reuniu representantes de Lula e Flávio para discutir a redução do número de processos, o combate à desinformação e a proteção contra o uso indevido de imagem e voz por inteligência artificial.
As campanhas concordaram em desistir de representações referentes à pré-campanha e de pedidos de direito de resposta relacionados ao primeiro turno. Não houve consenso, porém, sobre os critérios para vincular canais de WhatsApp mantidos por terceiros às candidaturas apoiadas.
O debate ganhou espaço após o crescimento do canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), que alcançou 7,5 milhões de participantes.
Em resposta, o PL criou o Tropa do Flávio, com 2 milhões de integrantes. O canal é conduzido pelo senador Gustavo Gayer (PL-GO), pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e pelo empresário Pablo Marçal, com participações da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC).
A campanha de Flávio pediu a suspensão do Exército do Lula, alegando disseminação de mentiras. Nunes Marques acolheu o pedido. A equipe do senador também havia recorrido ao corregedor-eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que solicitou informações antes de decidir.
No mesmo dia da ordem de suspensão, Cueva derrubou a decisão. Depois, Nunes Marques cassou a determinação do corregedor e exigiu o registro do canal como meio oficial de comunicação da campanha petista. O espaço ficou fora do ar e foi posteriormente restabelecido pelo presidente do TSE.
A campanha de Lula questionou por que a mesma exigência de registro não havia sido aplicada ao Tropa do Flávio. Antes de um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, Lula chamou de “absurda” a suspensão do canal. Sua campanha classificou o episódio como “censura”.
Flávio elogiou a Justiça Eleitoral, afirmou ser alvo de mentiras em massa e disse esperar que a instituição “seja mais ágil”.
Sem acordo entre as candidaturas, o TSE definiu que o apoio espontâneo não vincula automaticamente um canal à campanha. Assim, a criação de um espaço favorável a um candidato não torna sua equipe automaticamente responsável pelo conteúdo divulgado.
Internamente, os ministros também discutiram restrições a canais políticos com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores à votação de domingo 25.
Em nota, o gabinete de André Mendonça informou que o assunto foi discutido nas reuniões dos dias 16 e 20 e que o ministro ficou responsável por elaborar uma minuta de resolução para avaliação dos colegas. À TV Globo, Nunes Marques disse ser contrário a mudanças de última hora. Segundo outros ministros ouvidos, a proposta não deve avançar.
O uso de inteligência artificial também provocou decisões do tribunal. Um dos casos envolveu um vídeo de Jair Bolsonaro produzido com IA e exibido em julho, na convenção que confirmou a candidatura de Flávio.
Após reunião fechada e deliberação em plenário, o TSE manteve a proibição de deepfakes nas campanhas, mas estabeleceu que o conteúdo precisa apresentar grau de realismo para configurar irregularidade. Na mesma sessão, a maioria decidiu não aplicar multa nem determinar a retirada do vídeo apresentado pelo PL.
Os óculos inteligentes também entraram no debate. Segundo o material divulgado, os dispositivos são proibidos na cabine de votação, embora não sejam mencionados expressamente nas regras do tribunal, nos manuais ou no treinamento dos mesários.
Entre os pedidos de investigação judicial eleitoral, seis foram apresentados pela coligação de Lula contra Flávio. Cinco foram admitidos e um aguarda análise do corregedor.
A campanha petista conseguiu abrir investigações sobre o suposto uso dos perfis de Nikolas Ferreira e Pablo Marçal para ampliar a candidatura de Flávio no segundo turno e sobre uma rede de publicações colaborativas no Instagram favoráveis ao senador.
Flávio apresentou oito ações contra Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Seis foram admitidas, uma delas parcialmente. Os questionamentos incluem o uso da estrutura do Ministério da Cultura, de prédios e eventos públicos e o desfile da escola de samba que homenageou Lula no carnaval do Rio de Janeiro, em fevereiro. Outros dois processos do Partido Novo contra Lula também foram admitidos.
Integrantes das campanhas ouvidos sob reserva afirmaram que consideram as investigações necessárias, em vez de “armas secretas”.
Ações dessa natureza levaram à inelegibilidade de Jair Bolsonaro em dois julgamentos: um sobre a reunião com embaixadores estrangeiros, realizada em julho de 2022, e outro sobre abuso de poder político e econômico nas comemorações do Bicentenário da Independência, naquele ano.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) apontou que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, Instagram e Facebook, não cumpriu integralmente as medidas determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir tratamento igualitário às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
O MPE sugere a aplicação de multa por descumprimento de decisão judicial, mas não indica um valor. As informações são da coluna de Gustavo Uribe, do Metrópoles.
O parecer foi solicitado após o ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, cobrar da empresa comprovações de que as determinações eleitorais estavam sendo cumpridas. A Meta havia afirmado que seguia as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
A campanha de Lula relatou restrições na distribuição de anúncios e a desativação de sua conta de publicidade. Também apontou a aprovação de anúncios eleitorais pagos do exterior sem identificação, a circulação de conteúdo sintético durante período vedado e a atuação de perfis que utilizam inteligência artificial.
No parecer, o MPE afirma que a Meta não cumpriu integralmente exigências relacionadas à apresentação de estatísticas e à disponibilização de filtros na ferramenta de inteligência artificial.
O documento cita diferenças nas respostas fornecidas pela ferramenta de tradução da plataforma. “A distinção de resposta a depender da candidatura reduz a credibilidade da alegação de simples falha aleatória e alcança precisamente a manifestação espontânea do eleitor”, afirma o relatório.
O parecer também menciona uma reclamação da campanha petista sobre diferenças na geração de imagens pela ferramenta de inteligência artificial.
Apesar das falhas identificadas, o Ministério Público reconheceu que a empresa cumpriu parte das determinações.
Entre as medidas adotadas estão a reversão das restrições à conta de anúncios da campanha, a suspensão de anúncios eleitorais não contratados pelas candidaturas e a reposição da distribuição de impulsionamentos que não haviam sido entregues.