A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, por meio da Escola da Assembleia, participa das comemorações pelos dois anos da Rede de Escolas Judiciais e de Governo do RN (Rejug-RN), que acontecem no dia 24 de outubro, às 8h30, no Centro de Operações do TRE-RN (COJE), em Natal.
A programação contará com a palestra “Inovação no Serviço Público”, ministrada por Betânia Peixoto Lemos, presidente da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e referência nacional em gestão e modernização da administração pública. O evento é aberto ao público, com inscrições gratuitas pelo link https://me-qr.com/l/rejug.
Criada em 2023, a Rejug-RN reúne nove escolas e centros de formação, incluindo a Escola da Assembleia, com o objetivo de promover integração, capacitação e troca de experiências entre instituições públicas.
Segundo o coordenador da Rede, juiz Marco Bruno Miranda Clementino, a Rejug busca fortalecer o diálogo e a cooperação entre os órgãos. “Nosso compromisso é consolidar a Rede como um espaço estratégico de troca de conhecimentos e boas práticas, alinhado às necessidades do estado e da sociedade”, afirmou.
Idealizada durante a gestão da desembargadora Zeneide Bezerra à frente da Esmarn, a Rejug tem se destacado como um espaço de formação continuada e inovação no serviço público, com atuação integrada entre o Judiciário, o Legislativo e o Executivo.
Estreia nesta quarta-feira (15), no Youtube, o Podcast Capítulo Extra, da jornalista e produtora cultural Bethise Cabral. Mirando a produção contemporânea brasileira e feminina, em especial a nordestina, Bethise entrevista escritoras do Rio Grande do Norte, do Ceará, de Pernambuco e do Seridó nessa primeira temporada.
O desejo de produzir o programa veio do desejo de compartilhar impressões sobre obras literárias lidas que ultrapassassem o espaço de um clube de leitura. Há alguns anos as leituras da jornalista apresentam, de forma proposital, esse recorte de gênero.
“Pesquiso muito e leio prioritariamente mulheres. Dedico ainda mais atenção ao que mulheres negras têm escrito e também produzido na cultura brasileira. O estalo para produzir o Capítulo Extra veio após a leitura de Mata Doce, da escritora baiana Luciany Aparecida”, explica Bethise.
E continua: “Sabe aqueles romances que te prendem e que te fazem se demorar por não querer viver o luto do fim da leitura? Mata Doce é um desses. Eu li e não consegui me desvencilhar dos personagens por semanas. E daí veio a ideia de colocar o Capítulo Extra no mundo”, comenta.
Nessa primeira temporada os episódios irão ao ar quinzenalmente e terá a produção literária como foco. “A ideia é que seja a primeira de muitas temporadas. Vamos trabalhar para que isso aconteça”, conclui.
O presidente da Frente Parlamentar das Águas do Rio Grande do Norte, deputado Francisco do PT, participou nesta segunda-feira (13), no campus da UFERSA, em Mossoró, da abertura do VI Encontro Estadual de Comitês de Bacias Hidrográficas.
O evento, que segue até o dia 16 de outubro, reúne autoridades, pesquisadores e representantes de instituições ligadas ao tema para discutir gestão das águas e soluções para os desafios hídricos do estado.
A mesa de abertura contou ainda com as presenças da deputada estadual Isolda Dantas (PT); do reitor da UFERSA, Rodrigo Codes; do secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Paulo Varela; do diretor-presidente do IGARN, Procópio Lucena; da coordenadora do Fórum Potiguar do Comitê de Bacias Hidrográficas, Ceres Virgínia; e de Jorge Luís Pinto, organizador do encontro.
Durante sua fala, o deputado Francisco do PT destacou a importância do evento para o fortalecimento da política hídrica potiguar.
“O debate promovido por este encontro é fundamental para que possamos pensar o uso da água de forma integrada e sustentável. Os comitês de bacias exercem um papel essencial na construção de políticas públicas que garantam o acesso à água e a preservação dos nossos recursos hídricos”, afirmou o parlamentar.
Policiais da 1ª Companhia do 13º Batalhão de Polícia Militar de Currais Novos foram acionados para atender duas ocorrências de violência doméstica nesta segunda. Em uma delas, o agressor foi preso em flagrante e apresentado ao plantão da Delegacia de Polícia Civil. Já no segundo caso, o suspeito conseguiu fugir antes da chegada da guarnição.
Em Acari, um jovem foi conduzido ao plantão da Polícia Civil após ser flagrado praticando direção perigosa em via pública. De acordo com a PM, o suspeito teria alugado uma motocicleta em Currais Novos e estava realizando manobras perigosas — empinando o veículo pelas ruas da cidade. A moto foi apreendida.
Ainda em Acari, o novo comandante da 2ª Companhia, Major Garcia, deu início à Operação Terra das Cordilheiras, ação que visa reforçar o policiamento ostensivo e garantir mais segurança à população local.
O Ministério da Saúde (MS) emitiu um alerta nacional para os Estados e municípios nesta sexta-feira, 10, sobre o aumento de casos de sarampo no País. Do início de janeiro até o momento, o Brasil registra 34 casos da doença. Os Estados do Tocantins, Maranhão e Mato Grosso chegaram a entrar em situação de surto. A pasta solicita intensificação da vacinação e da vigilância em relação a possíveis infecções.
De acordo com a pediatra Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o cenário é motivado por uma cobertura vacinal heterogênea. “Você pode ter 95% (de cobertura vacinal) em um lugar, mas 10% em outro, por exemplo. Então, nesses municípios em que a cobertura é baixa, os casos vão surgindo até que você perde o controle”, explica.
O esquema básico de vacinação é composto por duas doses. A primeira é aplicada aos 12 meses de idade e a segunda, aos 15 meses. Geralmente, é utilizada a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. O imunizante está disponível gratuitamente na rede pública. Isabella destaca que a eficácia é de 98% e a vacinação é a única forma de prevenção à doença.
Em 2024, o Brasil apresentou cobertura vacinal da tríplice viral de 95,7% para a primeira dose e 80,3% para a segunda dose. Já os dados preliminares de 2025 indicam coberturas de 91,2% e 74,6%, respectivamente. De acordo com o MS, esses índices aumentam a vulnerabilidade para a circulação do vírus do sarampo, já que estão abaixo da meta recomendada de 95%.
Dos 34 casos registrados no Brasil, nove são importados de pessoas que retornaram do exterior já infectadas. Outros 22 estão relacionados a esses casos. Já os outros três apresentam sequenciamento genômico compatível com variantes que circulam em outros países.
Segundo Isabella, muitos países estão vivendo um surto de sarampo, como os Estados Unidos, destino frequente de brasileiros. A transmissão começa justamente quando essas pessoas viajam, contraem a doença e retornam ao Brasil. Esses são os casos chamados de importados. “O problema é quando surgem infecções em pessoas que não viajaram. Isso significa que o vírus já está circulando na comunidade”, destaca.
Sarampo no mundo
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), foram notificados mais de 360 mil casos suspeitos da doença em 173 países, e cerca de 164 mil deles foram confirmados. A maior parte dos registros veio da Região do Mediterrâneo Oriental, com 34% dos casos, seguida pela África, com 23%, e pela Europa, com 18%.
Nas Américas, o cenário também chama atenção. Foram confirmados 11.691 casos de sarampo e 25 mortes em dez países. O Canadá liderou o número de infecções, com pouco mais de 5 mil casos, seguido pelo México, com 4.703, e pelos Estados Unidos, com 1.514.
Em março deste ano, os Estados Unidos registraram o primeiro óbito em dez anos por conta da doença. A situação aconteceu no início da gestão de Robert F. Kennedy Jr. como secretário de Saúde e Serviços Humanos, cargo equivalente ao de ministro da Saúde no Brasil. Kennedy Jr. já afirmou que a vacina tríplice viral estaria ligada ao autismo, uma alegação que foi estudada e desmentida – ou seja, não tem qualquer base científica.
Na América do Sul, a Bolívia enfrenta um surto ativo com 320 casos confirmados, enquanto o Paraguai registrou 50 casos, o Peru, 4, e a Argentina, 35.
Os dados da OMS apontam que os adolescentes e jovens adultos registram o maior número absoluto de casos. Nas Américas, 22% dos casos confirmados ocorreram entre pessoas de 10 a 19 anos, e 19% entre 20 e 29 anos. No entanto, quando se considera a taxa de incidência proporcional à população, os bebês com menos de 1 ano são os mais vulneráveis, com 6,6 casos para cada 100 mil habitantes.
O que é o sarampo?
O sarampo é uma doença causada por um vírus do gênero Morbillivirus, de transmissão respiratória, assim como a covid-19, influenza e outras infecções virais. A doença causa um quadro de saúde preocupante e potencialmente fatal, especialmente para crianças com menos de 2 anos.
“Até os anos 90, o sarampo era uma das principais causas de mortalidade infantil no Brasil”, pontua Isabella.
Os sintomas iniciais costumam ser parecidos com os de uma gripe: febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e mal-estar. Depois de alguns dias, surgem manchas vermelhas pelo corpo, a principal marca da doença. Quando elas aparecem, o paciente pode estar transmitindo a doença há seis dias – a transmissão continua até quatro dias após o surgimento dessas marcas.
É importante frisar que o vírus do sarampo é considerado um dos mais contagiosos: um indivíduo com a doença pode infectar outros 16 que não estejam imunizados.
A Comissão Especial que analisa o pedido de cassação do mandato da vereadora Brisa Bracchi (PT) por suposto uso político de recursos públicos no evento “Rolê Vermelho” ocorrido em09 de agosto, na Cidade Alta, encerra a fase de depoimentos das testemunhas de defesa, incluindo a oitiva da própria acusada de quebra de decoro parlamentar, na tarde desta terça-feira (14).
Também será ouvido um funcionário da Fundação Capitania das Artes (Funcarte), órgão municipal responsável por executar a emenda parlamentar, no valor de R$ 18 mil, que resultou no pedido de cassação do seu mandato proposto pelo vereador Matheus Faustino (União Brasil).
Ao fim da instrução processual e dos depoimentos das testemunhas, segundo o Regimento Interno da Casa, começa a correr o prazo de cinco dias para o denunciado para apresentar razões finais.
Em seguida o relator, vereador Fúlvio Saulo (Solidariedade), emite seu parecer e em seguida a Comissão processante decide pela procedência ou improcedência da acusação, solicitando ao presidente da Câmara, vereador Ériko Jácome (PP), a convocação de sessão para julgamento.
Na sessão de julgamento, o processo será lido integralmente, e, a seguir, os vereadores que desejarem poderão manifestar- se verbalmente pelo tempo máximo de 15 minutos cada um, e, ao final, o denunciado, ou seu procurador, terá o prazo máximo de duas horas para sustentar oralmente sua defesa.
Durante a fase de depoimentos as testemunhas ouvidas foram a secretária municipal de Cultura e presidente da Funcarte, Iracy Azevedo, o produtor cultural Geraldo Gondim, a produtora musical Barbara Baracho, da Banda Skarimbó e o seu vocalista, além da cantora Kristal.
Conforme registros oficiais, foram pagos R$ 15 mil à cantora Khrystal e banda; R$ 2,5 mil à banda Skarimbó e R$ 500,00 ao DJ Augusto, totalizando R$ 18 mil com recursos públicos oriundos de emenda impositiva da vereadora Brisa Bracchi.
Em seu depoimento sobre organizador do “Rolé Vermelho: Bolsonaro na Cadeia”, o produtor Geraldo Gondim confirmou que o ato apresentado como “cultural” — realmente tinha viés político associado ao PT, partido ao qual é filiado.
Segundo Gondim, a vereadora Brisa Bracchi não atuou, diretamente, na organização do ato político, ocorrido na “Casa Vermelha”, localizado na rua Princesa Isabel, mas contribuiu por divulgá-lo em suas redes sociais.
“A gente saiu pedindo para todo mundo que tá envolvido pra fazer colab, gravar vídeo, foto…”, declarou Gondim, que admitiu ter produzido e distribuído pulseiras vermelhas com os dizeres “Bolsonaro na Cadeia”.
O denunciante vereador Matheus Faustino chegou a participar da penúltima reunião de oitivas de testemunhas, na quinta-feira (09). “Com as novas provas anexadas, as declarações feitas pelos depoentes a partir das minhas perguntas e por tudo que já se sabia, a Comissão Especial terá condições de julgar o caso com imparcialidade e responsabilidade após finalizado todo o devido processo legal de ampla defesa”, dizia na ocasião.
Para a vereadora Brisa Bracchi, série de depoimentos das testemunhas comprovam que ”não há qualquer prova contra o nosso mandato. As testemunhas foram unânimes em apontar a legalidade dos atos do mandato e explicaram que a execução das emendas foi feita pela Funcarte, dentro de todos os trâmites legais por eles mesmos atestados”.
Uma ocorrência registrada à 0h31 desta terça-feira (14) provocou interrupção no fornecimento de energia em diversos estados do País, incluindo o Rio Grande do Norte. Segundo a Neoenergia Cosern, 26 subestações elétricas da distribuidora foram afetadas pelo apagão. Segundo o governo federal, a falha foi causada por um incêndio em uma subestação no Paraná.
A empresa, que fornece a energia do Estado, informou que aguarda o relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para esclarecer as causas do problema. O restabelecimento do serviço começou em menos de quatro minutos após a interrupção e foi concluído por volta de 1h da madrugada, de forma gradual.
De acordo com a distribuidora, 21 municípios potiguares tiveram o fornecimento temporariamente suspenso: Natal (em trechos do Centro, Ribeira, Igapó e Planalto), Acari, Assu, Caicó, Campo Grande, Currais Novos, Governador Dix-Sept Rosado, Guamaré, Jardim do Seridó, Jucurutu, Macau, Major Sales, Marcelino Vieira, Nova Cruz, Parelhas, Parnamirim, Santa Cruz, Santana do Matos, Santo Antônio, São José de Mipibu e São Miguel.
Falha foi causada por incêndio
Em nota divulgada na manhã desta terça, o Ministério de Minas e Energia (MME) explicou que a falha teve origem em um incêndio em um reator na Subestação de Bateias, no Paraná, o que provocou o desligamento de toda a estrutura de 500 kV e a desconexão entre as regiões Sul e Sudeste/Centro-Oeste do sistema elétrico nacional.
Segundo o MME, o problema gerou uma “perturbação de grande porte” no Sistema Interligado Nacional (SIN), com o desligamento de cerca de 10 mil megawatts de carga, controlado automaticamente por meio do Esquema Regional de Alívio de Carga (ERAC) — mecanismo que evita colapsos maiores na rede.
A pasta informou ainda que a recomposição da energia começou “logo nos primeiros minutos” e foi concluída até 1h30 nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto a região Sul teve o fornecimento restabelecido totalmente por volta de 2h30.
O MME destacou que o tempo de recuperação foi inferior ao registrado em outras ocorrências semelhantes no Sistema Interligado Nacional. Uma reunião preliminar entre o ministério, o ONS e os principais agentes do setor está programada para esta terça-feira, com o objetivo de identificar as causas exatas do incêndio. O Relatório de Análise da Perturbação (RAP) deverá ser apresentado até sexta-feira (17).
Ao menos oito estados tiveram apagão
Nas redes sociais, usuários relataram apagões em ao menos oito estados, além do RN: São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Ceará, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Santa Catarina.
Os efeitos foram distintos: enquanto em algumas localidades a oscilação durou apenas segundos, em outras houve interrupção total do serviço por até 20 minutos.
No Amazonas, a empresa responsável pelo abastecimento, a Amazonas Energia, atribuiu a falha a uma “perturbação” no Sistema Interligado Nacional (SIN). O problema afetou bairros das cidades de Manaus, Parintins e Itacoatiara. De acordo com a concessionária, a interrupção começou às 0h09 e foi resolvida por volta das 0h25.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL), afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece como símbolo da direita e que, apesar dos processos e restrições judiciais, sua influência continuará viva nas eleições de 2026. Além de inelegível por ataques ao sistema eleitoral, Bolsonaro foi condenado no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de estado.
“Bolsonaro hoje é um símbolo, é uma referência, e ninguém mata uma ideia”, declarou o parlamentar. “Ele é uma pessoa de quem o sistema morre de medo. Como é que alguém se elege presidente da República num país com 120 milhões de eleitores sem partido político, sem tempo de televisão e sem dinheiro? Ele voou abaixo do radar. Quando o sistema percebeu que ele era um perigo, tentou matá-lo com uma facada.”
As declarações de Rogério foram dadas em entrevista à TV TCM, de Mossoró. O senador relatou que esteve recentemente com o ex-presidente e descreveu a situação de saúde dele após as cirurgias decorrentes do atentado de 2018. “Em mais de quatro horas de conversa, ele não parou de soluçar e vomitou três ou quatro vezes. Então, é alguém que está sequelado por uma tentativa de assassinato”, contou.
Mesmo assim, segundo Marinho, Bolsonaro continua sendo um ponto de união da direita e das forças conservadoras. “É um senhor de 70 anos. Mas ele representa um sentimento que une um grande grupo de brasileiros que pensam como ele, que respeitam a família, que amam o seu país, que não querem a corrupção, que não aceitam como normal esse cerceamento da liberdade, a censura, não respeitar o contraditório”, disse.
Para o senador, independentemente de poder disputar as eleições de 2026, o ex-presidente continuará influenciando o cenário político. “Ele é esse símbolo que todos nós trazemos dentro de nós, de amor ao nosso país. Eu espero que a anistia aconteça, que ele seja anistiado e possa participar do debate político, do processo político. Mas, independentemente disso, a ideia que ele representa, o conceito que ele traz dentro de si, vai estar em debate nas eleições de 2026”, afirmou. “Eu não tenho dúvida que vai vencer o bem.”
Coerência e identidade política Secretário-geral do PL e um dos principais estrategistas do partido, Rogério Marinho destacou a importância da coerência ideológica entre os seus membros e defendeu que a política brasileira vive um momento em que o eleitor exige posicionamentos claros.
“Cada vez mais a população está entendendo que não é possível votar em um político que tem uma posição no Estado e uma outra em Brasília, ou tem uma posição num município diferente da que ele tem em outro município. As pessoas estão cobrando coerência. Então, quem é você? O que é que você defende? De que maneira você se comporta, tanto na sua vida privada como na sua vida pública?”, questionou o senador.
Ele afirmou que as redes sociais contribuíram para o aumento da transparência e da cobrança sobre os agentes públicos. “Houve um fenômeno no Brasil e no mundo inteiro que foram as redes sociais. Então não é possível as pessoas se esconderem mais, fazerem de conta que são uma coisa e serem uma outra coisa completamente diferente.”
Para Marinho, a coerência é um pilar da reconstrução da direita no Rio Grande do Norte e no país. “Nós representamos hoje a direita no Brasil e no Estado do Rio Grande do Norte”, disse.
“Quem defende valores, e aí eu falo de família, de respeito à vida desde a concepção, de não aceitar a liberação das drogas, de defender uma política pública dura com quem infringe a lei, de defender o empreendedorismo, o cidadão ter a capacidade de, com seu próprio esforço, com seu próprio suor, prover o seu sustento tendo uma boa educação, uma boa qualificação, defender o direito de propriedade, defender uma política em que o Estado não se aproveite da sociedade, não seja maior do que a sociedade pode suportar.”
O papel da oposição Rogério Marinho defendeu a necessidade de uma oposição independente e ativa no Rio Grande do Norte, sem mencionar nomes ou gestões específicas, mas sinalizando que o PL pretende ampliar seu protagonismo.
“Para qualquer governo, qualquer que seja ele, é necessário que, para que ele melhore, para que ele produza, para que ele faça bem o seu papel, que haja também uma oposição independente, séria, que não pode ser cooptada”, afirmou.
Segundo ele, o partido quer ir além da disputa eleitoral: “Não adianta apenas a gente falar de política no ano eleitoral, o partido precisa necessariamente ser um órgão vivo, vibrante.”
Marinho disse ainda que a legenda tem buscado capilaridade em diversas regiões do Estado, e citou o caso do Oeste. “O PL já está em Rodolfo Fernandes, estamos tratando de uma negociação lá em Rafael Godeiro, temos o vice-prefeito lá em Marcelino Vieira, temos a prefeita em Tenente Ananias. Estamos nos preparando aqui na região para termos um posicionamento mais forte, porque o partido precisa se mostrar.”
Polarização e futuro das eleições O senador também abordou a polarização entre PT e PL e defendeu que o embate político de 2026 refletirá as diferenças ideológicas entre as duas visões de Estado.
“Não dá para separar a política estadual da política nacional”, disse. “Porque se você tem os valores que eu acabei de preconizar aqui, você vai administrar de uma forma. Se você não tem esses valores, vai administrar de outra forma.”
Ele, que é pré-candidato a governador, criticou o atual modelo de gestão do governo estadual e associou os problemas a uma estrutura pública “inchada e ineficiente”. “O Rio Grande do Norte seguramente é o Estado que tem o maior comprometimento de folha de pagamento com a sua receita. Isso impede que o Estado tenha a capacidade de fazer investimentos discricionários com recursos próprios nos municípios do Estado”, declarou.
“Você não vê ou não tem notícia de convênios celebrados do o governo do Estado com prefeituras para obras de infraestrutura. Isso acontece cotidianamente nos estados vizinhos do Ceará e da Paraíba, por exemplo.”
Marinho defendeu uma visão de Estado “enxuto, racional e eficiente”, contrapondo-se àquilo que chamou de modelo “hipertrofiado”. “Nós acreditamos no Estado eficiente, no Estado enxuto, no Estado racional, que sirva à sociedade e não no Estado gigante, cheio de cargos pendurados para apaniguados e aliados políticos, o que faz com que a sociedade sinta um peso muito maior.”
O senador rejeitou o rótulo de radical e disse que o PL apenas mantém firme seus princípios. “Às vezes nos chamam de radical. Nós somos a extrema-direita porque defendemos a Constituição, porque defendemos a liberdade de expressão, o livre-arbítrio, que não haja censura, que as pessoas possam se expressar”, disse. “Nós radicalizamos na defesa da democracia, na defesa da vida, na defesa do empreendedorismo, na defesa da propriedade, na defesa da Constituição.”
Após a derrubada da medida provisória (MP) que substituiria o aumento do IOF, o governo Lula iniciou uma série de exonerações de aliados políticos em cargos de segundo escalão. As demissões atingiram principalmente indicados de partidos do Centrão, como PP, PSD, União Brasil e MDB, e são vistas como uma retaliação direta à articulação que levou à derrota da MP na Câmara dos Deputados.
Entre os atingidos estão nomes ligados ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), a lideranças do PSD de Gilberto Kassab e a deputados do União Brasil. Foram feitas mudanças em cargos da Caixa Econômica Federal, Codevasf, Iphan, Dnit e superintendências do Ministério da Agricultura. No entanto, o Palácio do Planalto poupou aliados do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), cuja indicação para a presidência da Caixa permanece intacta — ele se ausentou da votação que levou à queda da MP.
O governo considera a votação como uma “linha de corte” para medir o grau de fidelidade dos partidos da base. Deputados que votaram contra ou ajudaram a retirar a MP de pauta foram os primeiros alvos. Já os que se abstiveram, como Lira, não sofreram sanções por enquanto. A estratégia, segundo auxiliares de Lula, também tem um componente eleitoral, mirando o alinhamento político em 2026.
A movimentação gerou insatisfação entre parlamentares do Centrão. Líderes afirmam que punir aliados nesse momento é “ilógico” e que o governo corre o risco de tensionar ainda mais sua relação com a Câmara. Alguns deputados ressaltam que a votação foi apenas sobre a retirada de pauta, e não sobre o mérito da matéria, criticando a dureza da reação do Planalto.
Mesmo com as demissões, o governo deixou aberta a possibilidade de reaproximação com os partidos punidos. A avaliação interna é que a resposta serviu como um alerta político, mas sem fechar portas para futuras negociações no Congresso.
O senador Styvenson Valentim, do PSDB-RN, cravou: o indicado do presidente Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF) será o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pachedo. A informação foi dada em entrevista ao Jornal das 6, da 96 FM.
“Vai ser Pacheco. Vocês têm dúvidas? Mas se você tem a oportunidade de colocar um senador que tem relacionamento, vai colocar alguém que não tem? Vamos usar a lógica da coisa. Pacheco tem as qualidades dele”, afirmou Styvenson Valentim.
O senador também riu ao ser questionado sobre a possibilidade da governadora do RN, Fátima Bezerra, do PT, ser a indicada.
Não, isso é palhaçada”, disse.
VAGA NO STF
O ex-presidente do STF, Luís Roberto Barroso, anunciou na semana passada a aposentadoria da Corte. Ele ficará mais alguns dias para entregar pedidos de vistas e, então, deixa o cargo, abrindo espaço para uma nova indicação do presidente Lula.
A Polícia Civil realizou a incineração de mais de 1,2 tonelada de cocaína, apreendida durante a “Operação Nox Alba”, deflagrada em conjunto com a Receita Federal no fim de setembro deste ano, na tarde desta segunda-feira (13). A ação, considerada pela Polícia Civil como uma das maiores apreensões da história do Rio Grande do Norte, foi realizada em uma cerâmica localizada no município de São José de Mipibu, na Região Metropolitana de Natal.
De acordo com a Polícia Civil, a queima do entorpecente contou com o acompanhamento de representantes da Polícia Científica do RN e do Ministério Público Estadual, garantindo a transparência e a legalidade de todo o procedimento, conforme previsto na legislação vigente.
A droga incinerada foi avaliada em mais de R$ 150 milhões, representando um duro golpe nas finanças de uma organização criminosa interestadual que vinha atuando na distribuição de grandes carregamentos de cocaína no Nordeste.
As investigações conduzidas pela DEICOR apontam que o grupo utilizava empresas de fachada e veículos de transporte de carga para ocultar o entorpecente e simular a legalidade das operações.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte reforça que o apoio da sociedade é fundamental para o enfrentamento ao crime organizado. Informações anônimas podem ser repassadas de forma segura por meio do Disque Denúncia 181.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, nesta terça-feira (14), os sete réus apontados como integrantes do “núcleo 4” da tentativa de golpe de Estado. Os trabalhos ocorrerão presencialmente, com sessões também nos dias 15, 21 e 22 de outubro.
O chamado “núcleo 4” da trama golpista é acusado de produzir e disseminar informações falsas sobre o sistema eletrônico de votação e atacar autoridades contrárias a um golpe de Estado. As ações foram feitas em articulação com o núcleo central da organização criminosa — já julgado —, composto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
São réus do “núcleo 4”:
Ailton Gonçalves Moraes Barros – ex-major do Exército;
Ângelo Martins Denicoli – major da reserva do Exército;
Carlos César Moretzsohn Rocha – ex-presidente do Instituto Voto Legal;
Giancarlo Gomes Rodrigues – subtenente do Exército;
Guilherme Marques de Almeida – tenente-coronel do Exército;
Marcelo Araújo Bormevet – policial federal;
Reginaldo Vieira de Abreu – coronel do Exército.
Todos são acusados de:
Organização criminosa armada;
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
Tentativa de golpe de Estado;
Dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima;
Deterioração de patrimônio tombado.
As sessões do julgamento seguiram o padrão adotado nas demais ações penais, com a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes e sustentações orais da acusação, representada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e das defesas. Encerradas as manifestações, os ministros apresentarão os votos.
A decisão pela absolvição ou pela condenação é tomada por maioria. Caso haja condenação, o relator apresentará sua proposta de fixação das penas, seguido pelos demais integrantes do colegiado.
Em setembro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação de todos os réus do grupo. Nas alegações finais, Gonet defendeu que o grupo utilizou ilegalmente a estrutura do Estado, incluindo a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para alimentar ataques contra as urnas eletrônicas e autoridades, o que teria contribuído para os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Julgamentos O “núcleo 4” da trama golpista é o segundo a ser julgado pelo STF. O julgamento do “núcleo 1” terminou em 11 de setembro, com a condenação de todos os oito réus, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em novembro, será a vez do “núcleo 3” ser julgado, formado por militares de forças especiais, seguido pelo “núcleo 2”, acusado de monitorar e neutralizar autoridades públicas, em dezembro.
O servidor da Caern, Adelson Santos está de volta à Unidade de Receita Estadual de Currais Novos. Após um período à frente da gerência regional da CAERN, Adelson retoma agora suas atividades no órgão, onde já tem uma trajetória reconhecida pelo trabalho técnico e pela dedicação ao serviço público.
Sua volta é bem recebida por colegas e pela população que acompanha de perto a rotina administrativa da cidade, já que Adelson sempre manteve bom relacionamento com as instituições e lideranças locais.
No mês do Outubro Rosa, o Ministério da Saúde recebe o primeiro lote do Trastuzumabe Entansina, medicamento de última geração incorporado ao SUS para o tratamento do câncer de mama HER2-positivo, uma forma agressiva da doença que estimula o crescimento das células tumorais. A primeira remessa, com 11.978 unidades (6.206 de 100 mg e 5.772 de 160 mg), chegou nesta segunda-feira (13) ao almoxarifado do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).
Ao todo, serão quatro lotes do medicamento. As próximas entregas estão previstas para dezembro de 2025, março e junho de 2026. Os insumos atenderão 100% da demanda atual pelo medicamento no SUS , beneficiando 1.144 pacientes em 2025.
“É um avanço gigantesco para a oncologia nacional, com o primeiro protocolo clínico voltado a esse tratamento. Trata-se de uma medicação muito esperada pela nossa população, que poderá reduzir em até 50% a mortalidade das pacientes com câncer de mama do tipo HER2 positivo. É uma grande vitória para a saúde pública e para o povo brasileiro”, afirmou o diretor do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, José Barreto.
O investimento total é de R$ 159,3 milhões para a compra de 34,4 mil frascos-ampola do medicamento, sendo 17,2 mil unidades de 100 mg e 17,2 mil de 160 mg. O Ministério da Saúde negociou a compra no valor de cerca de 50% abaixo do mercado, garantindo economia de aproximadamente R$ 165,8 milhões e ampliando o acesso ao tratamento no SUS. Os preços negociados passaram de R$ 7,2 mil por frasco de 100 mg e R$ 11,6 mil por frasco de 160 mg, para R$ 3,5 mil e R$ 5,6 mil respectivamente.
O Trastuzumabe Entansina é indicado para mulheres que ainda apresentam sinais da doença após a quimioterapia inicial, geralmente em casos de câncer de mama HER2- positivo em estágio III. A nova terapia representa um avanço no cuidado, ampliando as opções de tratamento no SUS e oferecendo melhores perspectivas de controle da doença e qualidade de vida. O medicamento será distribuído às secretarias estaduais de saúde, que farão a dispensação conforme os protocolos clínicos vigentes.
Além do Trastuzumabe Entansina, o Ministério da Saúde avança na oferta dos inibidores de ciclinas (abemaciclibe, palbociclibe e ribociclibe) indicados para o tratamento de câncer de mama avançado ou metastático com receptor hormonal positivo e HER2- negativo.
A portaria que autoriza a compra descentralizada desses medicamentos, por meio da Autorização de Procedimento de Alta Complexidade (APAC), será publicada ainda neste mês. Esse modelo permite que estados e municípios realizem diretamente a aquisição dos medicamentos, com financiamento federal, otimizando a logística e garantindo que o tratamento chegue com mais agilidade às pacientes atendidas nos serviços especializados.
Ampliação de Mamografia
Recentemente o Ministério da Saúde anunciou mudança na faixa etária para realização da mamografia no SUS. A partir de agora o exame está disponível também para mulheres a partir dos 40 anos, mesmo na ausência de sintomas de câncer. A ampliação da faixa etária fortalece o diagnóstico precoce e o acesso à assistência, especialmente para mulheres que antes encontravam barreiras no sistema público de saúde, como a exigência de histórico familiar ou de sinais clínicos da doença. Em 2024, as mamografias realizadas em mulheres com menos de 50 anos já corresponderam a 30% do total, ultrapassando 1 milhão de exames.
Carretas Agora Tem Especialistas
Neste mês também foi iniciado o trabalho das 28 carretas do Agora Tem Especialistas, que levam atendimento para o público feminino em regiões com vazios assistenciais em 20 estados brasileiros. Para reduzir o tempo de espera no SUS, a iniciativa inédita do Governo do Brasil tem foco na saúde da mulher, com trabalho voltado para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero.
As carretas da saúde da mulher atuam em locais de difícil acesso e com pouca oferta de serviços especializados de saúde. Os primeiros atendimentos começaram nesta sexta- feira (10), com 15 unidades móveis distribuídas em municípios de 13 estados: Humaitá (AM), Rio Branco (AC), Macapá (AP), Paulo Afonso (BA), Imperatriz (MA), Juiz de Fora (MG), Diamantina (MG), Campo Grande (MS), Lagarto (SE), Registro (SP), Palmas (TO), Senhor do Bonfim (BA), Japeri (RJ) Guaranhuns (PE) e Goiânia (GO). A estimativa é que sejam atendidos 42,5 mil pacientes ao longo do mês, sendo realizados 130 mil procedimentos, entre consultas, exames e biópsias.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (13) pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que fossem revogadas a prisão domiciliar e outras medidas cautelares às quais o político está submetido.
Moraes citou o “fundado receio de fuga do réu” e o “reiterado descumprimento das cautelares” para manter Bolsonaro preso em casa, medida que visa “a garantia da ordem pública e a necessidade de assegurar a integral aplicação da lei penal”, escreveu o ministro.
No momento, pesa contra Bolsonaro um mandado de prisão preventiva domiciliar expedido no inquérito em que ele é investigado por obstrução de Justiça e ameaça ao Estado Democrático de Direito.
O inquérito que levou Bolsonaro a ficar preso em casa, com uso de tornozeleira eletrônica, por sua vez, foi aberto para apurar a atuação do ex-presidente em auxiliar seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), no convencimento do governo dos Estados Unidos a aplicar sanções contra autoridades brasileiras.
O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, por exemplo, teve revogado o visto de entrada nos EUA. Para o PGR, o ex-presidente e seu filho já confessaram, em declarações públicas, que buscam intimidar e impedir o funcionamento regular do Judiciário brasileiro por meio de pressões norte-americanas.
Além da domiciliar, Moraes impôs a Bolsonaro medidas como a proibição de receber visitas não autorizadas pelo Supremo, com a exceção de seus advogados. O ex-presidente também está proibido de utilizar qualquer aparelho celular, o que se aplica também às redes sociais. Ele ainda não pode entrar em contato com embaixadores ou representantes diplomáticos de outros países.
Bolsonaro também foi condenado pelo Supremo por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes, a 27 anos e 3 meses de prisão, mas a sentença ainda não começou a ser executada, pois ainda há recursos pendentes de julgamento, ou seja, a ação ainda não transitou em julgado. Os ministros ainda devem estabelecer qual será o regime inicial para o cumprimento de pena nesse caso.
Defesa No pedido de revogação da prisão domiciliar, os advogados que representam Bolsonaro, Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno, argumentaram que a PGR já apresentou denúncia no inquérito sobre obstrução de Justiça e não acusou o ex-presidente nesse inquérito, motivo pelo qual não haveria “fundamento mínimo necessário” para manter as medidas cautelares determinadas nesse processo.