O prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno, e a primeira-dama Adriana Leocádio Silva Damasceno passaram por audiência de custódia na tarde desta quinta-feira (29), um dia após as prisões em flagrante no âmbito da Operação Securitas, deflagrada pela Polícia Civil. A Justiça concedeu liberdade provisória ao casal, com a aplicação de medidas cautelares.
A audiência de custódia foi realizada pela segunda instância da Justiça potiguar em virtude da prerrogativa de foro do prefeito (foro privilegiado). As medidas definidas para a liberdade provisória incluem comparecimento mensal em juízo para informarem e justificarem as suas atividades e a proibição de ocultarem, destruírem, alienarem ou darem qualquer destinação a bens, documentos ou valores que guardem relação com os fatos sob apuração. Eles também deverão observar recolhimento domiciliar noturno e a obrigação de comunicarem previamente eventual mudança de endereço.
Segundo a Polícia Civil, a prisão em flagrante ocorreu porque o prefeito tentou atrapalhar a investigação ao tentar ocultar provas, arremessando dinheiro e um celular para fora da residência no momento do cumprimento das ordens judiciais.
A Operação Securitas foi deflagrada para investigar uma organização criminosa suspeita de intimidação de adversários políticos, com possível participação de agentes com mandato e de um policial militar. O objetivo foi reunir novos elementos probatórios para esclarecer, principalmente, suspeitas de porte ilegal de arma de fogo, constituição de milícia privada e organização criminosa, além de identificar outros possíveis envolvidos.
Os mandados miraram a apreensão de documentos, valores, armas e dispositivos eletrônicos, incluindo aparelhos celulares. As investigações tiveram início em 2023 e, de acordo com a Polícia Civil, apontam que o grupo criminoso teria núcleo armado e capilaridade político-administrativa, estruturado para usar a violência e a intimidação no ambiente político local. Entre os investigados, além do prefeito, estariam ocupantes de mandato legislativo e um policial militar.
Um dos fatos que impulsionaram a apuração foi uma ocorrência em Ielmo Marinho, quando houve notícia de que homens fortemente armados estariam no interior da Câmara Municipal, supostamente para fazer segurança privada de um parlamentar e intimidar opositores. Na ocasião, foi apreendido um arsenal com armas e munições, incluindo calibres restritos .40 e .45, além de outros materiais.
Em nota emitida pela assessoria do prefeito nessa quarta, o gestor reafirmou total disposição em colaborar com as autoridades para o esclarecimento célere do caso.
“Fernando Batista Damasceno reitera sua confiança nas instituições e na Justiça, mantendo o compromisso inabalável com a transparência e com o povo de Ielmo Marinho. A agenda administrativa e o trabalho em prol do município seguem mantidos, pautados pela ética e pela legalidade”, diz a nota.
O Rio Grande do Norte criou 15.870 empregos com carteira assinada ao longo de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira 29 pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. O saldo positivo decorreu de 257.414 contratações e 241.544 desligamentos, entre janeiro e dezembro.
Dos cinco grandes setores da economia pesquisados, quatro tiveram saldo positivo de empregos em 2025: Serviços (+ 5.218), Indústria (+ 5.036), Comércio (+ 4.722) e Agropecuária (+ 1.093). Apenas a Construção Civil teve perda de empregos, com o fechamento de 208 vagas.
Apesar do resultado positivo, o RN teve o segundo pior desempenho entre os estados do Nordeste – à frente apenas de Sergipe, que encerrou o ano criando 15.457 empregos. A liderança regional ficou com o estado da Bahia, com saldo de mais de 94 mil vagas, seguido de Pernambuco (72 mil), Ceará (49 mil), Maranhão (31 mil) e Paraíba (31 mil).
Na região Nordeste como um todo, o saldo ficou positivo em 347 mil vagas formais, segundo o Caged. Foi o 2º melhor desempenho do País, atrás apenas do Sudeste, que teve saldo positivo de 504 mil empregos.
Além disso, o Rio Grande do Norte viu cair pela metade o ritmo na geração de empregos formais de um ano para o outro. Em 2024, o saldo positivo havia sido o dobro: 34.156 vagas, de acordo com números ajustados divulgados também nesta quinta-feira.
Dezembro Considerando apenas o mês de dezembro, quando tradicionalmente ocorre o maior número de demissões, o saldo no RN ficou negativo em 5.306 vagas formais, resultado de 21.185 demissões e 15.879 contratações. O maior pacote de demissões aconteceu no setor de Serviços (- 2.304). Depois, aparecem Construção (- 1.723), Agropecuária (- 511), Indústria (- 501) e Comércio (- 267).
Esse foi o pior mês para o emprego formal no Rio Grande do Norte desde abril de 2020, auge da pandemia de Covid-19, quando foram eliminados mais de 10 mil postos de trabalho no Estado em um único mês.
Cenário nacional Considerando os dados de todo o País, o saldo ficou positivo em 1.279.498 postos de trabalho com carteira assinada. O saldo é 23,73% menor em relação a 2024, quando o país tinha criado 1.677.575 empregos.
Apenas em dezembro, mês tradicionalmente marcado por demissões, foram eliminados 618.164 empregos, 11,29% a mais em relação ao mesmo mês de 2024. No mesmo mês do ano anterior, tinham sido fechados 555.430.
Em relação aos meses de dezembro, o total foi o pior desde dezembro de 2020, quando foram eliminadas 156.243 vagas. A mudança da metodologia do Caged não torna possível a comparação com anos anteriores a 2020.
Mesmo com a queda em dezembro, na divisão por ramos de atividade, todos os cinco setores pesquisados criaram empregos formais em 2025. O destaque foi o setor de Serviços, com saldo positivo de 758 mil postos.
A criação de empregos nesse segmento foi puxada pelo segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com a abertura de 318.460 postos formais. A categoria de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais abriu 194.903 vagas.
Emprego formal no RN em 2025 (Caged) Saldo anual: +15.870 empregos com carteira assinada
Contratações: 257.414 Desligamentos: 241.544 Saldo por setor em 2025:
Serviços: +5.218 Indústria: +5.036 Comércio: +4.722 Agropecuária: +1.093 Construção Civil: –208 Desempenho regional: 2º pior do Nordeste Nordeste (total): +347 mil vagas Brasil (total): +1,27 milhão de vagas Comparação anual:
2025: +15.870 vagas 2024: +34.156 vagas Dezembro no RN:
Saldo: –5.306 vagas Maior queda desde abril de 2020
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte deverá começar a definir na próxima semana, na volta do recesso parlamentar, as regras da eleição indireta para o Governo do Estado que deverá ser realizada até o mês de abril.
O AGORA RN apurou que um projeto de lei deverá ser apresentado nos próximos dias pela Mesa Diretora com o detalhamento de todas as regras. Esse texto, que está em fase de elaboração na Procuradoria, precisará ser aprovado pela maioria dos deputados para começar a valer. Parlamentares poderão alterá-lo nas comissões.
De acordo com o procurador-geral da Casa, Renato Guerra, algumas normas já são previamente conhecidas, por serem determinadas pela Constituição Federal e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Outras questões, no entanto, precisarão ser decididas pela Assembleia.
Em 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) fixou a tese de que os estados possuem autonomia para definirem regras específicas sobre a eleição indireta, mas não podem desviar-se dos princípios constitucionais. Há um entendimento entre os procuradores de que exigências da Constituição não podem ser ignoradas, mas que uma eleição indireta pode ter prazos mais curtos do que os de uma eleição regular.
Procurados, os deputados estaduais Francisco do PT (líder do governo na Assembleia) e Tomba Farias (líder do PL – maior partido da Casa) disseram que nenhum detalhe foi tratado sobre o assunto até agora e que vão debater o tema com o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira (PSDB).
O Rio Grande do Norte terá uma eleição indireta se forem confirmadas as renúncias da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB) antes do fim do mandato. Os dois precisam deixar os respectivos cargos até 4 de abril para ficarem aptos à eleição geral de outubro. Fátima já anunciou que é pré-candidata ao Senado, enquanto Walter Alves pretende concorrer a deputado estadual.
Pela Constituição, quando a vacância dupla ocorre nos dois últimos anos de mandato, a eleição indireta precisa acontecer em até 30 dias após a saída dos titulares. Nesse intervalo, o governo fica ocupado pelo presidente da Assembleia Legislativa (ALRN) ou pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJRN).
Na eleição indireta, caberá à Assembleia Legislativa escolher um governador e um vice-governador para encerrarem o mandato da chapa Fátima/Walter até 5 de janeiro de 2027. Neste pleito, apenas os 24 deputados estaduais votam. Já a chapa eleita em outubro deste ano, na eleição regular, tomará posse em 6 de janeiro – para um mandato de quatro anos.
Regras já definidas Em 2022, o estado de Alagoas realizou uma eleição indireta e optou pelo voto aberto e nominal. Esse formato foi validado pelo STF. Segundo o procurador da Assembleia Legislativa, esse também será o formato no pleito do RN.
Além disso, os candidatos na eleição indireta deverão se inscrever em chapas completas, com governador e vice. Não poderá haver composição cruzada entre candidatos de chapas diferentes. Ou seja, um deputado não poderá votar num candidato a governador de uma chapa e no vice de outra, segundo o procurador.
Para vencer no primeiro turno, a chapa precisará obter maioria absoluta dos votos – o que significa 13 votos. Caso nenhuma chapa alcance esse número, haverá um segundo turno entre as duas chapas mais votadas, sendo eleita a chapa que obtiver maioria simples dos deputados presentes no plenário. Persistindo empate, será aplicado um critério ainda a ser decidido pelos deputados, que poderá ser idade (privilegiando os candidatos mais velhos).
Quanto às condições para o registro das chapas, Renato Guerra afirmou que deverão ser observadas as condições de elegibilidade previstas na Constituição Federal, como idade mínima (30 anos no caso de governador e vice), pleno exercício dos direitos políticos e filiação partidária. Também será exigida desincompatibilização de cargos públicos ocupados.
Em 2022, Alagoas seguiu os prazos de filiação e desincompatibilização das eleições gerais, mas isso não causou problema porque os candidatos não ocupavam cargos cuja renúncia é obrigatória.
Prazo de desincompatibilização e tempo de filiação partidária são incógnitas Algumas regras da eleição indireta ainda são incógnita e precisarão ser decididas pela Assembleia. Uma delas é o tempo mínimo de filiação exigido dos candidatos. Embora nas eleições regulares a legislação exija filiação mínima de seis meses antes do pleito, esse parâmetro pode não ser automaticamente repetido para a eleição indireta, segundo o procurador.
“Aquilo que, naturalmente, não puder ser exigido pela condição excepcional desse tipo de eleição indireta, a Assembleia, fundamentadamente, não vai exigir”, disse Renato Guerra.
A mesma lógica se aplica ao prazo de desincompatibilização de outros cargos. Nas eleições regulares, os prazos chegam a até seis meses – como é o caso dos ocupantes de cargos no Poder Executivo, como governador, prefeito e secretário de Estado, que precisam deixar os cargos até abril para concorrer em outubro.
“Aquilo que não puder ser exigido pela excepcionalidade, nós não iremos exigir”, enfatizou o procurador da AL.
O tempo de desincompatibilização pode determinar o possível impedimento de alguns nomes cogitados para a disputa, como o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT). Além dele, são especulados nomes como o do secretário de Planejamento da Prefeitura do Natal, Vagner Araújo, e o do presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Roberto Serquiz. Os três nomes cogitados precisarão deixar os cargos caso decidam ir para a disputa.
Sobre a possibilidade de campanha com veiculação de mídia (como panfletos) e apresentação de plano de governo na eleição indireta, o procurador destacou que o caráter excepcional do processo impõe limites e rapidez, afastando práticas típicas das eleições regulares. Além disso, o fato de o eleitorado ser formado apenas por deputados estaduais torna ações de campanha de rua desnecessárias. Os detalhes, porém, serão definidos pelo plenário da Assembleia na volta do recesso.
O caso de Alagoas Em 2022, o estado de Alagoas realizou uma eleição indireta após a renúncia em 31 de março do então governador Renan Filho – que pretendia disputar o Senado – e do vice Luciano Barbosa – que havia renunciado dois anos antes para disputar a Prefeitura de Arapiraca.
Após idas e vindas sobre o formato, com judicialização do caso no STF, a eleição indireta na Assembleia Legislativa de Alagoas aconteceu em 15 de maio, quando foram eleitos o governador Paulo Dantas (MDB) e o vice-governador José Wanderley Neto (MDB). Eles concorreram com outras 6 chapas. A votação foi aberta e nominal.
Em Alagoas, a inscrição das chapas ocorreu até 72 horas antes da eleição. Foram exigidos seis meses prévios de filiação partidária e os mesmos prazos de desincompatibilização das eleições regulares. O edital não tratou de regras sobre campanha eleitoral e submissão de plano de governo.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), afirmou nesta quinta-feira 29 que a Operação Mederi é a reação do que chamou de “sistema” – que, segundo ele, jamais teria aceitado sua ascensão política, sua origem social e a projeção que conquistou no Estado. A declaração ocorre após o político ter sido alvo de um mandado de busca e apreensão na última terça-feira 27, em uma investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre possível desvio de recursos na área da saúde.
“O sistema é bruto. O sistema não aceitou nunca que eu, vindo de família simples, família humilde, chegasse a ser prefeito da cidade de Mossoró, retirando do poder um grupo que estava lá há mais de 70 anos”, afirmou Allyson, em entrevista ao Jornal do Dia, na TV Ponta Negra. Segundo ele, a resistência do “sistema” aumentou à medida que sua gestão ganhou reconhecimento e visibilidade. “O sistema nunca aceitou que eu fizesse uma gestão reconhecida pela cidade, a ponto de ser o prefeito mais votado da história de Mossoró de todos os tempos.”
O prefeito associou diretamente a operação ao momento político que vive, destacando sua posição nas pesquisas eleitorais. “Nosso nome está em primeiro lugar para as pesquisas ao Governo do Estado, mesmo sem nunca eu ter dito que seria candidato ao Governo do Estado. O sistema não aceita nunca, e não aceitou nunca, a nossa chegada a essa posição e a aceitação popular”, declarou.
“O sistema nunca aceitou eu nunca me submeter a ser aliado de uma ideologia ou me submeter a um determinado partido, a determinadas pessoas, e ficar realmente numa posição de inferioridade para que elas pudessem mandar em mim”, complementou.
Durante a entrevista, o prefeito repetiu em diversas ocasiões que a Operação Mederi não encontrou nada que comprometesse sua conduta pessoal ou administrativa. “Nada foi encontrado que desabone a minha conduta, a minha vida, a minha história”, afirmou, acrescentando que entregou espontaneamente equipamentos e documentos às autoridades. “Eu aprendi desde cedo que quem não deve, não teme. E eu não devo, não temo.”
Allyson destacou ainda que, segundo ele, agiu além do que era exigido formalmente pelas instituições. “Eu fiz questão que a gente entregasse para a Polícia Federal, para as instituições, toda a documentação, antes do prazo até que foi nos dados, para entregar”, disse – citando a entrega de documentos à PF no dia seguinte à operação, antes do prazo limite de 30 horas.
Em um dos momentos mais contundentes da entrevista, Allyson voltou a caracterizar a operação como uma tentativa de intimidação política. “Eu estou ainda mais forte, ainda mais convicto, que eu quero ser aquele que de fato enfrenta o sistema, aqueles que se acham donos do poder”, afirmou. Ele reforçou que não se sente intimidado. “Se estão achando que eu ia ficar parado, calado, acuado, com medo, envergonhado, não me conhecem.”
Cobertura da imprensa Durante a entrevista, o prefeito também reclamou da cobertura da imprensa nacional. Segundo Allyson, houve uma distorção dos fatos e uma exposição desproporcional de sua imagem. “Pararam tudo que estavam fazendo para bater aqui, em mim”, afirmou. Ele criticou o que chamou de omissões deliberadas.
“Não falaram que era em cinco cidades, não disseram que na minha casa nada foi encontrado, a não ser o meu celular que eu entreguei, e o computador.”
Allyson foi além ao afirmar que informações essenciais foram ignoradas. “Não foi dito em nenhum momento pela imprensa nacional que não há nenhum tipo de áudio, não há nenhum tipo de conversa, de diálogo pessoal meu envolvido no processo”, declarou. Para ele, o foco na sua imagem teria sido proposital. “O que foi mostrado foi o meu rosto e uma tentativa clara de tirar a minha credibilidade, a minha autenticidade e a minha conduta.”
O prefeito disse acreditar que novas tentativas de desgaste ainda ocorrerão. “Não tenho dúvida que estão em curso ainda para tentar tirar a minha credibilidade ou me associar a alguém ou alguma coisa”, afirmou. Apesar disso, disse estar tranquilo. “Nada vai tirar a minha paz, nada vai tirar a minha fé, nada vai tirar a minha confiança.”
Prefeito nega ter discutido propina O prefeito de Mossoró também negou qualquer relação indevida com empresários investigados e foi enfático ao tratar das suspeitas de corrupção. “Nunca pedi nem autorizei ninguém a pedir qualquer vantagem pessoal em meu nome”, declarou. Em outro momento, reiterou: “Nunca autorizei nenhum tipo de contato pessoal, seja de quem for da nossa equipe, relacionado a contratos, a vantagem, nunca.”
Ao comentar informações que circulam no inquérito, Allyson afirmou que eventuais diálogos citados são de terceiros e que caberá a eles prestar esclarecimentos. “Isso foi visto teoricamente de um diálogo de terceiros que terão que se explicar na Justiça”, disse, frisando que não há conversas pessoais suas no processo.
O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PSD), anunciou sua pré-candidatura a deputado estadual durante um encontro com aliados realizado nesta quarta-feira (29), em sua casa de praia. De acordo com participantes, a reunião teve caráter informal e reuniu amigos e correligionários para conversas sobre o cenário político e as eleições de 2026.
Durante o encontro, Carlos Eduardo confirmou que está em diálogo com diferentes grupos políticos e informou ter recebido convites de ao menos três partidos interessados em sua filiação para a disputa proporcional.
Segundo o ex-prefeito, a definição sobre a legenda pela qual deverá concorrer será feita em um momento posterior, dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral. Até lá, ele pretende manter conversas com lideranças políticas e apoiadores da capital e do interior do estado.
A movimentação indica a intenção de Carlos Eduardo de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em 2026. O ex-prefeito governou Natal por quatro mandatos e também participou de eleições para cargos majoritários nos últimos anos.
O cenário partidário e as alianças para a próxima eleição estadual ainda estão em fase de definição, com articulações em curso entre diferentes lideranças e legendas.
Na tarde desta quinta-feira (29), policiais do 13º BPM que tem o comando do Cel. Mycael Campos das cidades de Cerro Corá, Bodó e Lagoa Nova deflagraram mais uma fase da Operação Força Total, resultando na apreensão de quatro motocicletas em situação irregular na região do Seridó potiguar.
Durante as abordagens e fiscalizações realizadas nos perímetros urbano e rural, quatro motocicletas foram encontradas com sinais evidentes de adulteração nos elementos identificadores, como chassi e motor.
Em Lagoa Nova, uma motocicleta foi apreendida após consulta aos sistemas de segurança, que apontou registro de furto ou roubo. O condutor foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos, enquanto o veículo foi recolhido para os procedimentos legais e posterior devolução ao proprietário legítimo.
As motocicletas apreendidas foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil para a adoção das medidas cabíveis. A Operação Força Total tem como objetivo intensificar o combate à criminalidade, retirar veículos irregulares de circulação e aumentar a sensação de segurança da população nos municípios da região.
A Polícia Militar reforça a importância da colaboração da comunidade, por meio de denúncias anônimas, para o sucesso das ações e a redução dos índices de crimes relacionados a furtos, roubos e receptação de veículos.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, em ação conjunta com a Polícia Civil do Distrito Federal, na tarde de segunda-feira (26), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 39 anos, suspeito da prática de estupro de vulnerável.
De acordo com as investigações, após o registro dos fatos, em novembro de 2025, o suspeito deixou a cidade de Currais Novos/RN e permaneceu escondido na cidade de familiares em Brasília/DF.
Diligências foram realizadas pela equipe policial, que localizou e prendeu o suspeito. Ele foi conduzido à delegacia para a realização dos procedimentos legais cabíveis e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
O cenário político do Rio Grande do Norte para as eleições de 2026 começa a ganhar novos contornos dentro do Partido dos Trabalhadores. Embora a governadora Fátima Bezerra reafirme publicamente sua intenção de disputar uma vaga no Senado Federal, já existe, nos bastidores, a discussão sobre um possível plano alternativo da sigla: o nome da deputada federal Natália Bonavides.
A movimentação interna acontece diante de uma questão estratégica: para concorrer ao Senado, Fátima precisaria deixar o Governo do Estado antes do fim do mandato. Caso opte por permanecer no cargo até o final de 2026 ou caso a avaliação eleitoral aponte dificuldades para sua candidatura , o PT poderá precisar de outro nome competitivo para entrar na disputa majoritária.
É nesse contexto que Natália Bonavides passa a ser observada com mais atenção dentro do partido. Nome em ascensão dentro do PT Deputada federal em segundo mandato, Natália tem se consolidado como uma das principais lideranças do PT no Rio Grande do Norte. Com forte presença nas pautas sociais, atuação nas redes e identificação com o eleitorado jovem e urbano, ela é vista por setores da legenda como um nome com potencial de crescimento em uma disputa estadual.
Além disso, o partido avalia que uma candidatura de Natália poderia representar renovação de imagem e uma tentativa de ampliar o diálogo com segmentos do eleitorado que hoje se mostram mais distantes do governo estadual.
Fátima segue como prioridade Apesar das especulações, Fátima Bezerra continua sendo o nome prioritário do PT para o Senado. A governadora tem reafirmado sua disposição de disputar o cargo e segue articulando politicamente para fortalecer alianças e viabilizar seu projeto eleitoral.
O impasse, no entanto, é administrativo e estratégico: deixar o governo antes do fim do mandato para entrar na disputa pode abrir um novo cenário político no Estado. Permanecer no cargo, por outro lado, pode inviabilizar a candidatura ao Senado.
Disputa promete ser acirrada Em 2026, o Rio Grande do Norte terá duas vagas em disputa para o Senado, o que deve atrair nomes fortes de diversos grupos políticos. Diante desse quadro, o PT trabalha com cautela para não ficar sem uma candidatura competitiva caso o plano principal sofra mudanças.
A possível entrada de Natália Bonavides na corrida não é tratada oficialmente, mas já é vista como uma alternativa real dentro do partido, caso o cenário político e administrativo leve a uma reavaliação da candidatura de Fátima.
Conclusão O que hoje é tratado como bastidor pode se transformar em definição estratégica nos próximos meses. Entre a permanência de Fátima Bezerra como candidata natural e a ascensão de Natália Bonavides como alternativa, o PT potiguar começa a desenhar os caminhos para uma das disputas mais importantes de 2026.
E, como sempre na política, tudo pode mudar, inclusive os nomes na urna
A Óticas Mirna acaba de anunciar que será nesta segunda-feira, dia 02 de fevereiro a reinauguração da unidade da Teotônio Freire. A nova loja fica bem próximo da antiga unidade, agora no número 668, em frente a clínica CEOM.
Segundo Sr. Manuel do Ó, fundador o grupo, a loja conta com o que há de mais moderno no segmento óptico e estará de portas abertas para atender toda a população currais-novense com o carinho de sempre.
Elton do Ó, diretor do grupo, afirma que segunda-feira, a loja abrirá com café da manhã para todos aqueles que visitarem a loja e com uma promoção surpresa.
Na manhã desta quinta-feira, o vereador G Charles participou do encerramento do primeiro módulo do curso de informática promovido pela APADEVI, iniciativa que está sendo viabilizada por meio de recursos de emenda impositiva de autoria do parlamentar.
A emenda destinada pelo vereador tem como objetivo a realização de diversos cursos de capacitação, entre eles o curso de informática, que busca ampliar o acesso ao conhecimento tecnológico e contribuir para a inclusão digital da população.
O curso de informática é dividido em três módulos e está atendendo pessoas de várias faixas etárias, proporcionando oportunidades de aprendizado tanto para jovens quanto para adultos. As aulas acontecem no laboratório de informática da APADEVI, que conta com estrutura adequada para o desenvolvimento das atividades.
Durante o momento de encerramento do primeiro módulo, o vereador G Charles destacou a importância de investir em ações que promovam educação, qualificação e inclusão social, reafirmando o compromisso do seu mandato com iniciativas que gerem impacto positivo na vida das pessoas.
A expectativa é que, ao final dos três módulos, os participantes estejam mais preparados para utilizar ferramentas digitais no dia a dia, no mercado de trabalho e na busca por novas oportunidades.
O nome de Marcelinho, representante de Currais Novos em um reality show de repercussão nacional, não para de crescer também fora da casa mais vigiada do Brasil. O participante acaba de atingir a impressionante marca de 170 mil seguidores nas redes sociais, um número que chama atenção e mostra a força da torcida que ele vem conquistando em todo o país.
Participando de um programa com visibilidade em nível nacional, Marcelinho tem conseguido se destacar não apenas pela sua presença no jogo, mas também pelo carisma que vem cativando o público aqui fora. O crescimento acelerado nas redes é reflexo direto dessa popularidade.
Sair de uma cidade do interior do Rio Grande do Norte e ganhar o Brasil não é para qualquer um e os 170 mil seguidores comprovam que Marcelinho está conseguindo transformar a oportunidade no reality em projeção real e apoio do público.
A marca é considerada surpreendente, especialmente pelo pouco tempo de exposição no programa. A cada dia, novos fãs chegam para acompanhar seus passos dentro e fora da competição.
Currais Novos segue na torcida, e os números mostram que o Brasil também.
Foi protocolada na Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF) uma denúncia envolvendo possíveis irregularidades na escalação de atletas do América e do Potyguar Seridoense no Campeonato Estadual.
O caso agora entra oficialmente na esfera da entidade e deverá ser encaminhado ao Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Norte (TJD/RN), que será responsável por analisar a situação e decidir sobre eventuais punições.
Entenda o caso
A denúncia aponta que atletas com mais de 20 anos, ainda registrados com vínculo amador (não profissional), teriam sido relacionados em partidas da competição, o que pode configurar infração ao regulamento específico do campeonato.
No caso do América, a situação envolve o atleta Elias, que teria sido incluído em súmula nas partidas contra Potyguar Seridoense, Globo e Laguna.
Já o Potyguar Seridoense é citado por possíveis irregularidades administrativas e esportivas envolvendo os atletas Toró e Fabrício.
Toró foi relacionado nas partidas contra América, Globo e Potiguar de Mossoró;
Fabrício constou em súmula nos confrontos contra Santa Cruz e América.
Apesar de terem sido relacionados oficialmente, nenhum dos três atletas chegou a entrar em campo nas partidas mencionadas.
Procurado, o Potyguar Seridoense informou que aguarda o andamento dos fatos para se posicionar oficialmente.
Com mais esse episódio, o Campeonato Estadual volta a ser marcado por discussões fora das quatro linhas, e o desfecho dependerá exclusivamente da análise e deliberação da Justiça Desportiva.
Pessoas mais ativas à noite podem ter um risco maior para o coração, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (28/1) no Journal of the American Heart Association.
A pesquisa analisou dados de mais de 300 mil adultos do UK Biobank e identificou que indivíduos com preferência por dormir e acordar mais tarde tiveram piores indicadores de saúde cardiovascular ao longo do tempo.
Os pesquisadores investigaram o chamado cronotipo, a tendência natural de cada pessoa para estar mais desperta e produtiva pela manhã ou no período da noite.
Cerca de 8% dos participantes se declararam claramente noturnos, enquanto quase um quarto afirmou ter perfil matutino. A maioria ficou no grupo intermediário.
O que os dados mostram sobre o coração Para avaliar a saúde cardiovascular, o estudo utilizou as métricas do Life’s Essential 8, um conjunto de critérios da American Heart Association (AHA) que inclui alimentação, atividade física, tabagismo, sono, peso, colesterol, glicemia e pressão arterial.
A análise indicou que pessoas com perfil noturno tiveram uma probabilidade 79% maior de apresentar uma pontuação geral ruim de saúde cardiovascular em comparação com o grupo intermediário. Além disso, durante um acompanhamento médio de 14 anos, o risco de sofrer infarto ou AVC foi 16% maior entre aqueles com hábitos mais noturnos.
Entre as mulheres, a associação foi ainda mais forte. O cronotipo vespertino apareceu ligado a índices mais baixos de saúde cardiovascular de forma mais marcada do que entre os homens.
O papel do relógio biológico e dos hábitos associados Os pesquisadores apontam que parte desse risco pode estar relacionada ao desalinhamento circadiano, quando o relógio biológico interno não acompanha o ciclo natural de luz e escuridão nem as rotinas sociais do dia a dia.
“Pessoas com cronotipo vespertino frequentemente apresentam desalinhamento circadiano, o que significa que seu relógio biológico interno pode não corresponder ao ciclo natural de luz do dia para a noite”, afirma o principal autor Sina Kianersi, do Brigham and Women’s Hospital e da Harvard Medical School, em comunicado. Segundo ele, esse descompasso pode favorecer comportamentos que afetam diretamente o coração, como sono insuficiente, tabagismo e alimentação de pior qualidade, fatores que ajudam a explicar o risco maior observado no estudo.
O que pode ser feito? Especialistas ressaltam que ter o hábito de dormir mais tarde não significa, por si só, que alguém vá desenvolver problemas cardíacos. Para Kristen Knutson, que liderou uma declaração científica recente da American Heart Association sobre saúde circadiana, há medidas simples no dia a dia que podem reduzir esse risco.
“Esses resultados mostram que o maior risco de doenças cardíacas entre pessoas com cronotipo vespertino se deve, em parte, a comportamentos modificáveis, como fumar e dormir”, afirma.
Ela destaca que pessoas noturnas podem reduzir o risco ao cuidar do sono, evitar o tabagismo e manter hábitos saudáveis. Além disso, considerar o cronotipo pode ser útil até para orientar intervenções e tratamentos em horários mais alinhados ao ritmo biológico de cada indivíduo.
Limitações e próximos passos Os autores ressaltam que a maioria dos participantes do UK Biobank era branca e, em geral, mais saudável do que a população média, o que pode limitar a aplicação dos resultados a outros grupos. Além disso, a classificação de cronotipo foi autodeclarada e medida apenas uma vez.
Ainda assim, o estudo reforça a ideia de que a rotina de sono e vigília tem peso real na saúde do coração e que hábitos associados ao estilo de vida noturno merecem atenção, especialmente na meia-idade e na velhice.
Astrônomos identificaram um novo planeta com tamanho semelhante ao da Terra e com possibilidade de estar localizado em uma zona habitável. O objeto foi batizado de HD 137010 b e está a cerca de 150 anos-luz da Terra, na Via Láctea.
A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade do Sul de Queensland (UniSQ), em parceria com cientistas da Universidade de Harvard e da Universidade de Oxford, e publicada na revista Astrophysical Journal Letters.
O HD 137010 b tem cerca de 6% a mais de tamanho que a Terra e orbita sua estrela a uma distância comparável à que Marte mantém do Sol. Por essa característica, os pesquisadores descrevem o planeta como um “ponto de encontro entre a Terra e Marte”. Essa posição o coloca na chamada zona habitável de sua estrela, região definida na astronomia como aquela em que, em teoria, a água poderia existir em estado líquido na superfície de um planeta.
O astrônomo Alex Venner, autor principal do estudo, afirma que há cerca de 50% de chance de o HD 137010 b ser habitável. Segundo ele, o planeta está “realmente no limite do que consideramos possível em termos de potencial habitabilidade”.
Apesar do interesse científico, o HD 137010 b ainda não é considerado um planeta confirmado. No artigo, ele é classificado como um “candidato”, pois necessita de pelo menos mais uma observação para que sua existência seja comprovada de forma definitiva.
As estimativas ambientais também impõem restrições quanto à possibilidade de presença humana. Embora a estrela HD 137010 seja semelhante ao Sol, ela é mais fria e menos brilhante, o que faz com que o planeta receba menos de um terço da luz e do calor que a Terra recebe.
De acordo com os pesquisadores, a temperatura máxima estimada da superfície do HD 137010 b poderia chegar a cerca de -68 °C. Para comparação, a temperatura média da superfície de Marte é de aproximadamente -65 °C.
Somente com novas observações os astrônomos poderão confirmar se o HD 137010 b é, de fato, um planeta e avaliar se esse corpo celeste pode reunir condições mínimas para a existência de água líquida e, em tese, de vida.
A falta de alimentação para profissionais da saúde em hospitais da rede estadual do Rio Grande do Norte voltou a ser denunciada pelo Sindsaúde/RN. Segundo a entidade, a suspensão das refeições durante os plantões ocorre por falhas em contratos de fornecimento e pela paralisação da empresa terceirizada JMT, o que compromete as condições de trabalho e ameaça a qualidade da assistência hospitalar.
Relatos apontam que servidores enfrentam plantões extensos sem garantia de alimentação. No Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, um aviso interno informou que a interrupção ocorreu por descumprimento de entregas dos fornecedores. Em outras unidades, o sindicato relaciona o problema à greve da JMT, motivada por atrasos nos pagamentos.
Há denúncias registradas nos seguintes hospitais: Monsenhor Walfredo Gurgel; Regional Alfredo Mesquita Filho; Regional Deoclécio Marques de Lucena; Regional Dr. Mariano Coelho; Regional Monsenhor Antônio Barros; e Regional Lindolfo Gomes Vidal.
O Sindsaúde/RN afirma que a situação é recorrente na rede estadual e cobra do Governo do Estado e da Sesap a regularização dos pagamentos, o restabelecimento imediato da alimentação e soluções definitivas para evitar novas interrupções. A entidade diz que seguirá monitorando e denunciando irregularidades.
Em nota, a Sesap informou que a alimentação dos pacientes está assegurada e que trabalha para agilizar os pagamentos aos fornecedores, temporariamente afetados pelo fechamento do sistema financeiro estadual no início do ano fiscal.