Muitas pessoas acham que a recomendação de limpar os pinceis de maquiagem após cada uso é exagerada. Mas um novo estudo talvez as faça mudar de ideia. A pesquisa, conduzida pela Spectrum Collections, marca britânica de pinceis para maquiagem e cosméticos, revelou que a limpeza descartada desses utensílios pode deixá-los com mais bactérias do que o assento do vaso sanitário, segundo informações do tablóide britânico Mirror.
Os investigadores analisaram o armazenamento de dois conjuntos de pinceis – um limpo e um sujo – em cinco locais diferentes, incluindo uma penteadeira no quarto, uma bolsa de maquiagem, uma bolsa exclusiva para pincéis de maquiagem, uma gaveta para pincéis e um suporte no banheiro . Após duas semanas, eles compararam as bactérias presentes nos pinceis com as de um assento do vaso sanitário.
Os resultados das amostras revelaram que todos os pincéis sujos continham as mesmas ou mais bactérias do que o assento do vaso sanitário, independente de onde eles foram armazenados. Foram encontrados vestígios potenciais de E.Coli, levedura e mofo que podem levar a infecções fúngicas. Já os pinceis limpos demonstraram significativamente menos bactérias.
A pedido da Spectrum Collections, a cientista cosmética Carly Musleh analisou os resultados e alertou que deixar os pinceis sujos e com bactérias aumenta a probabilidade de transferência para o rosto na próxima vez que você aplicar a maquiagem.
— Usar pinceis sujos pode aumentar o risco de causar um desequilíbrio na comunidade microbiana de forma saudável e levar a um aumento no número de micróbios patogênicos que podem causar surtos ou problemas mais sérios, como impetigo ou doenças estafilocócicas — disse Musleh.
Uma segunda pesquisa realizada pela empresa com sua base de clientes revelou que a maioria das pessoas limpa os pinceis, no mínimo, a cada duas semanas, sendo que 20% deles aprenderam limpá-los uma vez a cada um a três meses.
— Muitos de nós usávamos pincéis de maquiagem diariamente para aplicar uma variedade de produtos diferentes, mas geralmente os deixamos semanas ou meses antes de serem limpos. Estudos observaram que o pincel de maquiagem médio pode conter células mortas da pele, óleo e bactérias que podem ser transferidos entre o produto e o rosto — explicou uma cientista cosmética.
Se limpar os pinceis após cada uso parece uma recomendação muito distante da realidade, Hannah e Sophie Pycroft, cofundadoras da Spectrum, orientam higienizá-los pelo menos uma vez por semana para remover qualquer bactéria.
A limpeza correta inclui lavar os pinceis com água e sabão neutro. Nesse processo, é importante não esquecer de limpar o centro e a parte inferior das cerdas, pois esse pode se tornar um espaço onde as bactérias se acumulam. No entanto, é preciso estar atento para não submergir uma parte de metal na água, o que pode danificar o pincel.
Recepcionado com tapete vermelho, crianças que balançavam bandeiras da China e do Brasil e uma banda militar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido pelo presidente da China, Xi Jinping, no Grande Salão do Povo.
Em sintonia com a declaração do governo chinês de que a visita de Lula marca “uma nova era” nas relações bilaterais, o petista recebeu a primeira cerimônia completa de boas-vindas desde a reabertura da China em dezembro, após o fim da política de ” covid zero”.
Com tapete vermelho, banda militar e crianças balançando bandeiras chinesas e brasileiras, Lula e sua comitiva foram recebidos pessoalmente pelo presidente Xi Jinping e pela primeira-dama chinesa, Peng Liyuan. Os hinos nacionais dos dois países foram tocados, e os presidentes fizeram uma vistoria das tropas — neste momento, a banda militar reproduziu “Novo tempo”, música de Ivan Lins.
A expectativa é que os dois tenham uma reunião aberta e outra fechada, antes de assinarem 15 acordos. A lista divulgada pelo governo brasileiro não dá muitos detalhes sobre o teor dos pactos, mas entre eles há decisões de alavancar a cooperação em tecnologia, no desenvolvimento industrial, economia digital, comunicações, combate à fome, desenvolvimento espacial e agropecuária.
Os compromissos com Xi são os mais importantes da agenda de Lula na gigante asiática. Antes, Lula já havia se reunido com o premier chinês, Li Qiang, no início desta tarde (madrugada no Brasil).
O presidente Lula chegou no Grande Salão do Povo por volta das 16h30 (5h30 no Brasil), onde foi recebido por Xi Jinping e pela primeira-dama chinesa, Peng Liyuan. Lula cumpriu as autoridades chinesas e, em seguida, Xi apertou as mãos da comitiva brasileira — nela estão autoridades como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o chanceler Mauro Vieira, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
Em seguida, os dois caminharam em direção a um púlpito onde ouviram a execução dos hinos nacionais de ambos os países e fizeram uma revista às tropas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está na lista das 100 pessoas mais influentes de 2023 organizada pela revista Time e divulgada nesta quinta-feira (13).
O nome do presidente aparece na categoria de “Líderes” da lista. Na justificativa para a escolha de Lula, a revista destaca o ambientalismo presente em sua plataforma de governo.
“Depois de anos de degradação e destruição ambiental sancionadas pelo estado, o povo do Brasil escolheu um novo caminho ao eleger um campeão do clima”, diz o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, que assina o texto sobre Lula. Cada texto sobre um dos escolhidos é escrito por uma personalidade diferente.
Na lista também constam outros líderes mundiais como o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro e o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz. Além de outros nomes icônicos como Beyoncé, Lionel Messi, Elon Musk.
A revista Time escolhe todos os anos 100 personalidades de diversas áreas – dentre artistas, esportistas, políticos, empresários e outros – que se destacaram ao longo do ano de alguma maneira.
Em 2020, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) também apareceu dentre as personalidades escolhidas pela revista para compor a lista daquele ano.
Em seu Twitter, Lula agradeceu Al Gore pelo texto.
O Congresso do Chile aprovou, nesta terça-feira, 11, uma lei que reduz a jornada de trabalho de 45 para 40 horas semanais. A nova normativa será implementada gradualmente nos próximos cinco anos.
Assim, o Chile torna-se, depois de Equador e Venezuela, o terceiro país da América Latina com uma carga de trabalho de 40 horas semanais, em comparação com as 48 que, por exemplo, vigoram em Argentina, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai, segundo a OIT. Por sua vez, a carga horária no Brasil é de 44 horas semanais.
“Para as pessoas que estão em suas casas […], que muitas vezes precisam deixar seus filhos ainda dormindo porque devem sair muito cedo, este é um projeto que vai contribuir enormemente para a nossa qualidade de vida”, comentou a ministra do Trabalho, Jeannette Jara.
O projeto, que já havia sido votado no Senado, foi aprovado na Câmara dos Deputados por 127 votos a favor, 14 contra e três abstenções.
Voto na qualidade de vida e início de grandes discussões A proposta “teve muita oposição e muitos consideraram que era impossível […] Priorizou-se uma melhor qualidade de vida”, disse a ministra à AFP.
A iniciativa foi impulsionada por deputados do Partido Comunista, entre eles Camila Vallejo, ministra secretária-geral de governo, e foi adiante graças a um acordo entre governo e oposição.
A nova lei, que deverá ser promulgada pelo presidente Gabriel Boric, será implementada de maneira gradual. No prazo de um ano, a jornada será de 44 horas, diminuirá para 42 no terceiro ano de aplicação e para 40 horas após cinco anos.
“É bom para muitas famílias. Eu estou tendo vida familiar apenas aos 60 anos. Vou chegar em casa cedo para curtir os netos”, afirma Julio Arancibia, um jardineiro de 60 anos.
Salário continuará o mesmo Segundo a normativa, os empregadores não poderão diminuir os salários dos trabalhadores e as duas partes poderão negociar uma semana de quatro dias de trabalho e três de descanso.
No entanto, o benefício não chegará ao trabalho informal, que, no Chile, é de 27,3%.
“A nós não nos afeta muito [a nova lei]. Trabalhamos igual as horas que temos [atualmente]. Eu sei que não vai nos beneficiar”, lamenta Patricia Paillacan, uma garçonete de 41 anos.
A América Latina é uma das regiões onde se trabalha mais horas no ano e tem um dos índices de informalidade mais altos, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, planeja lançar em breve um novo programa para moradores de rua da cidade de São Paulo.
Chamado de ‘Saindo das Ruas’, o programa visa incentivar produtores rurais a contratarem moradores de rua da capital e levá-los para trabalhar no campo.Em troca, o estado compraria parte da produção. As informações são da TV Brasil. O programa será estruturado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, que firmará convênios com agricultores para que o governo estadual adquira toda a produção para fornecer alimentação em equipamentos públicos.
O projeto é uma versão estendida do programa Trabalho Novo, criado pela prefeitura de São Paulo.
A ideia é não separar as famílias que atualmente vivem nas ruas e oferecer assistência emocional e socioeconômica.
Uma lei estadual de 2011 obriga o governo do estado a comprar 30% de seus alimentos de produtores da agricultura familiar. Um dos objetivos do projeto também é cumprir essa legislação.
O Ministério da Fazenda prepara um pacote para maio visando impulsionar a economia com ações sustentáveis. Batizado de Plano de Transição Ecológica, o projeto está dividido em seis eixos, com medidas escalonadas ao longo dos próximos meses. O “pacote verde” inclui de incentivos para o mercado de crédito de carbono a produção de painéis solares e ampliação da participação de produtos da floresta nas exportações.
“A estruturação está sendo feita dentro da Fazenda, com todos mergulhados no tema, mas o governo inteiro está engajado”, disse ao Rafael Dubeux, assessor especial do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O cargo de Dubeux, inédito no ministério, aponta para a importância que o governo quer dar ao tema.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já deixou claro que quer fazer do Brasil uma vitrine sustentável lá fora. Além disso, prometeu à ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, que as questões verdes seriam tratadas de forma transversal por toda a Esplanada.
Além de ações específicas de cada Pasta, a Fazenda está coordenando as ações com Minas e Energia, Agricultura e o próprio MMA, sobre o tema. O órgão tem uma subsecretaria verde dentro da Secretaria de Política Econômica e pretende emitir títulos soberanos sustentáveis no segundo semestre.
A intenção é que o anúncio oficial seja feito no mês que vem porque o Brasil sediará um evento de conselho de fundos climáticos em junho, com previsão de discurso de Haddad, e o País quer mostrar ao mundo que está atuando em várias frentes sustentáveis.
“A bola está quicando no Brasil e o ministro da Fazenda está entusiasmado com a pauta. Os compromissos do governo estão cada vez mais claros nessa área”, garantiu. Além disso, a partir de dezembro, o Brasil se tornará o anfitrião do grupo das 20 maiores economias do globo (G20) e quer tornar a sustentabilidade como o tema central das discussões.
Não se tratará apenas de processos de descarbonização da economia, conforme o compromisso feito no Acordo de Paris. “É aproveitar essa pegada para fazer uma transformação no setor produtivo brasileiro e que se torne uma vantagem para o Brasil, não apenas um custo. Até porque o custo de não fazer nada seria maior”, disse o assessor.
Incentivos econômicos
O primeiro eixo é o de “Incentivos Econômicos”, onde está inserido o mercado de crédito de carbono ou “títulos verdes”, que podem ser adquiridos por empresas que emitem gases nocivos à atmosfera.
O dinheiro usado nessa troca vai para a conservação de florestas públicas ou privadas. A ideia é elaborar com o Banco Central uma taxonomia verde, ou seja, uma classificação que permite identificar quais atividades contribuem com impactos positivos para o meio ambiente e quais oferecem riscos.
Como a União Europeia é a região do planeta mais desenvolvida nesse tema e com negócios com o Brasil, o provável é que os parâmetros internos sejam definidos por meio dessa referência. Na América latina, Colômbia e México já desenvolveram regras de taxonomia.
Adensamento tecnológico
O segundo eixo é o de adensamento tecnológico do setor produtivo, que engloba a Revolução 4.0, conceito que envolve a aplicação de tecnologia de dados e automação para aumentar a eficiência a produtividade nas empresas.
“A ideia é aproveitar essa transição para adensar tecnologicamente todas as áreas. Não é proteger a indústria antiga, mas incentivar a indústria nova.”
Suspeito de financiar os atos golpistas de 01/08 em Brasília, o empresário Joveci Xavier de Andrade afirmou que ter participado das manifestações antidemocráticas foi “estupidez”.
O que aconteceu: Joveci disse que “não deveria ter ido” à manifestação porque “deu muito errado” o ato golpista, o que ele classificou como uma “estupidez”. O bolsonarista prestou depoimento hoje na CPI dos Atos Antidemocráticos na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
O empresário afirmou que chegou “próximo à rampa” que dá acesso ao Palácio do Planalto, mas recusou que tenha participado da depredação às sedes dos Poderes da República.
Joveci também recusou que financiou os golpistas, mas admitiu que foi pelo menos três vezes ao acampamento em Brasília e defendeu que aqueles que depredaram o patrimônio público sejam responsabilizados. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, ele teria fornecido lonas, alimentos e água aos bolsonaristas acampados no QG.
Joveci é investigado por suspeita de ser um dos financiadores dos acampamentos golpistas em frente ao quartel-general do Exército em Brasília. Ele é dono de uma rede atacadista.
Fui aquela euforia. Confesso que eu não deveria ter ido. Deu muito errado. Eu jamais imaginaria aquilo. Em qual país isso deu certo? Destruir o Congresso, Supremo, isso só ia aumentar a nossa conta. Destruiu tudo agora e volta o Bolsonaro? É de uma estupidez muito grande.”
A CPI dos Atos Antidemocráticos na Câmara Legislativa do DF investiga quem são os responsáveis pelas cenas de vandalismo na capital federal em 8 de janeiro de 2023 . os golpistas.
O próximo a ser ouvido será o general e ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) Augusto Heleno.
O deputado federal Alberto Fraga (PL-DF) apresentou um projeto de lei para que os animais de estimação sejam tratados como “filhos” após separação conjugal. O PL nº 1.806, de 2023, foi protocolado nessa quarta-feira (12/4) na Câmara dos Deputados.
Atualmente, não há legislação quanto à tutela dos animais domésticos em casos de divórcio, conforme consta na proposta legislativa. Veja neste link o projeto.
Se aprovado como está, o projeto deverá considerar os interesses dos cônjuges e dos filhos no momento da separação do casal. Ainda será necessário avaliar a responsabilidade financeira e solidária dos divorciados.
De acordo com o parlamentar, há a previsão de uma guarda compartilhada e ainda uma ajuda de custos com rações, por exemplo, para o ex-casal. “O objetivo é que a questão dos animais seja resolvida ainda com juiz, para evitar briga. Hoje, os animais são vistos como membros da família, há carinho e afeto”.
Na justificativa do projeto, Fraga defende que os animais sejam considerados como seres “dotados de sensibilidade”. Desta forma, necessitariam de cuidados específicos, especialmente os de estimação. O deputado acrescentou que estão cada vez mais frequentes as demandas judiciais sobre o destino dos animais de estimação.
“A aprovação desse projeto de lei será um grande avanço na defesa dos direitos dos animais de estimação e ajudará a evitar conflitos desnecessários entre as partes envolvidas”, declarou Fraga nas redes sociais.
O PL deve ser avaliado em comissão temática. Acompanhe neste link a tramitação do PL.
Veja a íntegra da justificativa do projeto protocolado:
Este projeto de lei objetiva, inspirado em legislação de Portugal, Lei nº 8, de 3 de março de 2017, dar tratamento diferenciado a animais de estimação quando da dissolução da sociedade conjugal. Os animais, consoante a evolução da sociedade, deixam de ser tratados como objetos e passam a ser considerados “seres sencientes”, ou seja, dotados de sensibilidade, que necessitam de cuidados especiais, especialmente os de estimação.
Noutro giro, quando da dissolução da sociedade conjugal, cada vez mais frequentes são as demandas judiciais acerca do destino dos animais de estimação, normalmente de natureza positiva, em que ambos cônjuges desejam ficar com os animais, tendo em vista os laços de afetividade, sendo que inexiste legislação para tanto, exceto quanto à partilha de bens, igualando animais domésticos a um móvel, por exemplo.
Contudo, o tratamento dado aos animais de estimação deve ser diferenciado da partilha de bens, estabelecendo adequadamente o destino deles, de acordo com os interesses dos cônjuges, e igualmente dos filhos, considerando também o bem estar do animal, e eventualmente responsabilidade financeira solidária.
Enfim, por ser uma medida inovadora no ordenamento jurídico ao dar tratamento adequado a animais de estimação, quando da dissolução conjugal, é que solicito o aperfeiçoamento e a aprovação desta proposição.
Após uma semana em que tudo deu errado, a ala bolsonarista do PL prometeu organizar uma reunião para lavar a roupa suja e rever a estratégia de oposição a Lula. Não à toa. Enquanto os apoiadores de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados davam sinais de despreparo, ao priorizarem a lacração nas redes sociais em vez de estudarem os temas sobre que agora legislam, os adultos trabalhavam. Arthur Lira formou o maior bloco de partidos da Câmara, e o governo acumulou vitórias ao ver seus ministros atropelarem a pirotecnia dos bolsonaristas.
Deputados mais experientes do PL estão irritados com a falta de postura dos correligionários que assumiram o primeiro mandato neste ano. Neste grupo, estão parlamentares que não chegaram agora e ex-integrantes do governo Bolsonaro. Um aliado do ex-presidente afirmou que os novatos não entendem o funcionamento da Câmara e ignoram conselhos de quem já passou quatro anos em Brasília.
A audiência com o ministro da Justiça, Flávio Dino, na Comissão de Segurança Pública, na terça-feira (11/4), mostrou a falta de alinhamento no PL. O líder da oposição, Carlos Jordy, tinha enviado mensagens de WhatsApp para os deputados não se descontrolarem na frente de Dino. Ignorado, Jordy levantou-se em uma das discussões e gritou três vezes para o colega Gilvan da Federal ter calma. De nada adiantou.
Dino ficou menos de duas horas na Câmara. O presidente da comissão, Sanderson (PL-RS), encerrou a audiência por falta de ordem, para desespero dos bolsonaristas. Marco Feliciano saiu do local dizendo que a oposição era “uma vergonha”, enquanto Jordy soltou palavrões. A aliados, declarou que ficou “puto para caralho” com o que viu.
No dia seguinte, a comissão recebeu o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. Sanderson disse à coluna que procurou cada um dos deputados do PL para exigir seriedade na audiência.
“Pedi para eles serem sérios. Isso aqui custa dinheiro. Se for para ser daquele jeito nem precisa convocar mais a comissão. Fica todo mundo em casa”, disse Sanderson. A audiência com Silvio Almeida transcorreu em clima mais ameno, sem que deputados tentassem se estapear dentro da comissão, mas Almeida surfou diante da falta de preparo.
Os bolsonaristas afirmam que o governo Lula “vai mal”, mas que a oposição “está pior” e sem rumo na Câmara. Interlocutores dos deputados mais experientes dizem que ninguém vai conseguir fazer um bom trabalho se os novatos insistirem em ser o “próximo Nikolas Ferreira“.
A preocupação com a popularidade nas redes sociais explicaria as diversas tentativas de lacração nas comissões, segundo os próprios bolsonaristas. Ninguém engoliu, por exemplo, a fala de André Fernandes (PL-CE) durante a audiência de Dino na semana passada, na CCJ. O deputado perguntou sobre os “277 processos” que aparecem atrelados ao nome de Dino na plataforma de consulta JusBrasil. Levou uma invertida do ministro, tornando-se piada na internet, ao ouvir a explicação que ali estava listado todo tipo de menção ao ministro em documentos oficiais, e não só processos.
“Se for para falar bobagem, fica quieto”, esbravejava um bolsonarista de segundo mandato, ao recordar o caso.
Questionado sobre os percalços da oposição, Eduardo Bolsonaro tergiversou e disse à coluna que a bancada saberá se organizar melhor. “Eu só dou conselhos para quem me pede”, afirmou. “É natural que haja uma conversa entre a gente para avaliar o que não deu certo. Aprendemos com nossos erros. Vamos ajustando o que não deu certo após cada reunião.”
O PL não entrou em nenhum dos dois grandes blocos formados na Câmara. Deputados esperavam que Jair Bolsonaro ajudaria a arrumar a casa ao assumir o papel de líder da oposição, mas o ex-presidente nunca demonstrou interesse na função.
Enrolado no caso das joias sauditas, Bolsonaro retornou ao Brasil no dia 30 de março e, desde então, mal deu as caras no escritório a que tem direito na sede do PL.
O STF (Supremo Tribunal Federal) publicou o acórdão da revisão da vida toda do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A revisão foi aprovada em dezembro do ano passado, e a tese a favor dos aposentados e pensionistas não sofreu alterações. A decisão final foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico nesta quinta-feira, 13.
Agora, toda a vida contributiva pode ser considerada no cálculo da aposentadoria e outros benefícios do INSS, com exceção do auxílio-maternidade. Até então, só eram consideradas as contribuições a partir de julho de 1994, início do Plano Real, o que prejudicava beneficiários que tiveram salários mais altos antes do período.
Quem tem direito à revisão?
Tem direito à revisão quem se aposentou há no máximo dez anos, antes da reforma da Previdência de 2019, e tenha contribuído para o INSS antes de 1994. Isso porque a lei de 1999 estabeleceu que as contribuições anteriores ao Plano Real, de julho de 1994, não seriam contabilizadas no cálculo do benefício previdenciário, já que o País tinha outras moedas antes dessa data, como explica Jeanne Vargas, advogada especialista em direito previdenciário.
Dessa forma, a revisão da vida toda só é benéfica para pessoas que contribuíram antes de 1994 e que tinham contribuições que melhoram o benefício atual. Assim, esse período não computado passaria a ser considerado no cálculo, elevando a média da aposentadoria.
O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) realizou pesquisa de preço dos combustíveis nesta segunda feira (10), em Natal. A pesquisa identificou variação negativa em todos os combustíveis em relação aos preços praticados no mês anterior. As gasolinas comuns e aditivadas tiveram uma variação de (-4,39%) e (-4,72%), o etanol teve variação de (-6,88%). No gás veicular, a variação registrada foi positiva de 0,12%, no mês anterior, a pesquisa encontrou variação positiva nos combustíveis e o gás natural teve 0,32%, ou seja, esse combustível vem se mantendo com os preços estáveis desde o início do ano.
Na segunda quinzena do mês de março, o governo federal anunciou uma redução nas refinarias para o diesel de R$ 4,02 para R$ 3,84, ou seja, uma redução de R$ 0,18. O custo levando em consideração o biodiesel misturado o preço nas refinarias a variação é de 4,69%. A pesquisa encontrou um preço médio nas bombas de R$ 5,93, levando um acréscimo de R$ 0,72 no custo final para o consumidor. Nesse mês de abril, a variação do diesel comum e o S-10 em relação ao mês de março, foram de (-2,75%) e (-311%).
No mês passado a pesquisa identificou variação negativa nos preços dos combustíveis após o fim da desoneração do governo nos impostos federais como PIS e COFINS. Já nesse mês a variação negativa encontrada foi da redução nas refinarias, mesmo como o aumento de 18% para 20% no imposto estadual, o ICMS desde o dia primeiro desse mês.
O Núcleo de pesquisa, setor responsável pela análise dos dados, realiza mensalmente em 84 postos de gasolina na cidade do Natal, contemplando as quatro regiões da cidade, os preços entre o mês atual e o anterior. As planilhas contendo todos os dados de preço, média, e variação, bem como os estabelecimentos pesquisados, para todos os combustíveis, dentre outras informações, podem ser obtidas através do endereço eletrônico http://www.natal.rn.gov.br/procon/pesquisa. É permitido cópia dos dados da pesquisa, desde que seja citada a fonte: Núcleo de pesquisa Procon Natal. No entanto, é vedada a utilização deste material, integral ou parcial, para fins de anúncio publicitário comercial de qualquer espécie.
O preço médio do diesel comum esse mês foi de R$ R$ 5,93. A região com o maior preço foi a Leste com o preço médio de R$ 6,08. Já a região com menor preço foi a Sul, com o preço médio de R$ 5,83. A variação entre o maior e menor preço foi de 24,81%, com o maior preço encontrado de R$ 6,59 e o menor preço de R$ 5,28, no posto Domingos na Avenida Conselheiro Tristão, 609 no bairro da Redinha e no posto Pajuçara, na Avenida Moema Tinoco s/n bairro Potengi, ou seja, uma diferença de R$ 1,31, entre o maior e preço pesquisado.
A gasolina comum teve um preço médio esse mês de R$ 5,82. Em março, a pesquisa encontrou um preço médio para a gasolina comum de R$ 6,09. A variação entre o maior e menor preço foi de 6,96%, com o maior preço de R$ 5,99 e o menor sendo vendido a R$ 5,60, no posto Ribeira na Avenida Rio branco nº 180, Ribeira. A região com o maior preço em média foi a Norte com R$ 5,89, e a região com o menor preço em média foi a Leste com R$ 5,77.
O etanol segue a tendência dos demais combustíveis, com a variação negativa. Esse mês, o preço médio encontrado foi de R$ 4,56. Em março, o preço médio encontrado pela pesquisa foi de 4,90, isto significa, uma redução de R$ 0,46. O menor preço foi do etanol encontrado no posto Brasil, na avenida presidente Bandeira nº 1270, no bairro de Lagoa Seca. Já a região com o maior preço médio desse combustível foi a Leste e a Sul de R$ 4,57, e a região com o menor preço em média foi a Oeste de R$ 4,51.
Hoje o preço do etanol corresponde a 78,35% do preço médio da gasolina. Sendo assim, não é viável ao consumidor que possui veículo flex, ou seja, esse percentual teria que ser de 70% do preço médio do etanol em relação ao da gasolina, isto é, teria que está custando em média R$ 4,07, o litro do etanol para ser vantajoso.
O gás veicular vem se mantendo com preços praticamente estáveis. No início do ano, o preço médio era de R$ 4,37, manteve-se com o mesmo preço no mês de fevereiro e março de R$ 4,38. Nesse mês, a pesquisa identificou um aumento para o consumidor de R$ 0,01 centavos por m3, ou seja, um preço médio nesse mês de R$ 4,39. O menor preço de R$ 4,32 foi encontrado no posto Santa Cruz, na Avenida Mario Negócio nº 2298 no bairro das Quintas. A região com o menor preço em média foi a Oeste de R$ 4,37. Todas as demais estavam com o preço médio de R$ 4,39.
A pesquisa nesse mês de abril identificou que 89% dos postos pesquisados estavam com preços menores que março, ou seja, 75 do total de postos pesquisados reduziram seus preços em relação ao mês anterior. O mesmo foi observado para o etanol com 60% e o diesel com 71%, ou seja, cinquenta e sessenta postos, respectivamente.
Diante dos preços analisados e com redução negativa esse mês em relação ao anterior, o Procon Natal, ratifica o quanto é importante, o consumidor pesquisar antes de abastecer seu veículo. Uma vez que a pesquisa encontrou uma variação muito grande entre o maior e menor preço praticado pelos postos de combustíveis na capital.
Após 32 partidas, o ABC conhece a derrota jogando no Frasqueirão. Pela Terceira Fase da Copa do Brasil, o alvinegro perdeu para o Grêmio pelo placar de 2×0. A partida ocorreu na noite de quinta-feira (13).
O jogo começou muito truncado. O Grêmio não se encontrou dentro da nova formação usada por Renato Gaúcho. Já o ABC tentou mais. Principalmente usando as costas dos laterais gremistas.
Apesar da forte marcação, o ABC foi o melhor. Chegou duas vezes. Ambas com Felipe Garcia. Um de fora da área e outro uma cabeçada que beijou o travessão.
No final, os alvinegros ficaram reclamando de pênalti após um toque na mão do zagueiro Kanneman. O VAR analisou e entendeu que não foi pênalti.
Pelo segundo tempo, o ABC caiu de produção, sentiu o cansaço. Com isso, os gaúchos conseguiram aproveitar as oportunidades que, aos poucos foram surgindo.
Entre essas oportunidades, o tricolor abriu o placar com Villasanti, após o cruzamento de Vina pela direita. O segundo gol foi uma pintura. Bitelo decidiu arriscar um chute de longe. A bola foi no ângulo esquerdo da meta do Simão, que nada pode fazer.
Mesmo com o placar adverso, Marchiori foi fazendo as alterações. O treinador abecedista colocou Daniel Vançan, Raphael Luz e Allan Dias. Porém, os três não dizeram a diferença.
Mais de um ano depois, o ABC perde dentro da sua casa. A última derrota foi no dia 23 de janeiro do ano passado contra o América. A segunda partida entre Grêmio e ABC vai ocorrer na Arena Grêmio, no dia 27 de abril.
Seleção para professor supervisor de bolsistas de iniciação à docência. A bolsa é no valor de R$ 1.100,00. Tem uma vaga para o Campus Currais Novos. Podem concorrer professores de Química que atuam na rede pública há, pelo menos, dois anos
A bolsa tem duração de 18 meses a partir do início do programa.
Segue o link para o edital de Professor Supervisor: https://portal.ifrn.edu.br/campus/curraisnovos/noticias/edital-seleciona-docente-supervisor-do-pibid/
As vendas no varejo no Rio Grande do Norte apresentaram a maior queda do Brasil no mês de março. É o que aponta a terceira edição do Índice de Atividade Econômica Stone Varejo, que apresenta dados mensais de movimentação no setor. De acordo com o levantamento, a queda foi de 11,3% em relação a março de 2022. O índice leva em consideração as vendas no comércio em operações de crédito e débito. Para interlocutores do segmento varejista do RN, os ataques criminosos influenciaram negativamente na arrecadação e faturamento de lojistas.
Entre os estados do Nordeste, apenas Piauí, Paraíba e Ceará apresentaram variações positivas em março. “Imagino que esses ataques não tenham impactado só o varejo, mas o turismo e setor de serviços. Não é possível afirmar se todo o efeito foi por conta disso [ataques], mas influencia sim”, analisa o pesquisador econômico e cientista de dados da Stone, Matheus Calvelli.
Ele aponta também outros fatores que podem ter contribuído para o resultado negativo, como o comportamento dos turistas que, no início do ano passado, com a volta ao normal da pandemia, optaram mais por destinos nacionais. “O dólar estava caro. É natural que o Sudeste viaje para o Nordeste. Então, quando comparamos março do ano passado com esse ano, tínhamos mais gente viajando no ano passado. Era um período de elevação. Isso pode ter sido um fator também”, pontua.
Em nível de Brasil, no mês de março de 2023, as vendas no varejo caíram 1,8%, em relação ao mesmo período de 2022. De acordo com o levantamento, apenas dois setores registraram crescimento no terceiro mês do ano: artigos farmacêuticos (10%) e móveis e eletrodomésticos (1,8%). Cinco segmentos não conseguiram alcançar resultados positivos, com a maior queda no sub-segmento de hipermercados e supermercados (-10,3%), seguido por livros, jornais, revistas e papelaria (-9,2%), tecidos, vestuários e calçados (-4,1%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,4%) e material de construção (-1,2%).
“Basicamente, não existem feriados nacionais em março e, historicamente, isso tem influência no comércio de modo geral”, explica Calvelli. “O nosso indicador econômico traz uma visão completa a respeito do varejo no país e isso ajuda o empreendedor a entender o mercado nacional, com os movimentos setoriais e as oscilações dos segmentos examinados”, complementa o pesquisador econômico e cientista de dados da Stone, responsável pelo levantamento.
O presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim, Matheus Feitosa (Aeba), diz que as empresas de pequeno, médio e grande porte tiveram redução de vendas na casa dos 70%, mesmo para marcas que atendem de forma virtual. Feitosa aponta, ainda, que os ataques criminosos em março influenciaram na feira do bairro e reduziram conseqüentemente o fluxo de pessoas no Alecrim. Oficialmente foram 307 ocorrências em mais de 40 cidades entre os dias 14 e 24 de março.
“Os depoimentos dos lojistas é que até o dia 10 de março, as empresas vinham em um bom ritmo de vendas, tanto presencialmente quanto virtualmente. Após os ataques, se espalhando nos grupos e entre clientes e empresários, as vendas começaram a cair e se estagnaram por volta de 70% a 80% em perda de vendas e fluxo de clientes até esse movimento cessar”, aponta.
Lojistas da Cidade Alta também corroboraram a queda no faturamento durante no mês passado. “Esperávamos um mês bom, mas infelizmente com esses ataques houve uma queda e demorou muito para se resolver o problema. Era um verdadeiro terror. As fake news também atrapalharam, fechávamos a loja e ficávamos aqui dentro”, comenta o vendedor de artigos para celular, Leonardo Macedo, 25 anos.
Notícias de arrastões, que não se confirmaram, afastaram clientes e comprometeram as vendas. “Passamos a trabalhar até 13h, isso trouxe um prejuízo grande para o comércio do Centro. Tivemos que fechar a galeria em alguns momentos. A queda no geral foi de 50% no movimento e faturamento”, acrescenta o barbeiro Daniel Dantas, 46.
Crise afetou quase metade do mês no comércio
Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte- Fecomércio/RN, o indicador Stone de Varejo Restrito é o primeiro sinal concreto de algo que o setor já esperava: a queda vertiginosa nas vendas do Comércio e dos Serviços no mês de março em. “O índice de -11,4% sobre março do ano passado, a maior retração do Brasil, deixa muito claro que houve uma fortíssima influência negativa da crise de segurança, que comprometeu quase 50% dos dias do terceiro mês do ano, no faturamento das empresas”, relata o presidente da entidade, Marcelo Queiroz.
Segundo ele, esta visão fica mais nítida quando se compara o índice potiguar com o dado nacional (queda de 1,8%) e, principalmente, com os dados de estados vizinhos como Ceará (+0,8%) e Paraíba (+1,3%). “Aliás, podemos até dizer que parte das vendas que perdemos podem ter migrado para estes estados, exatamente aquela parte dos turistas que deixamos de receber aqui e que terminaram optando pelos nossos vizinhos, onde havia segurança”, avalia Queiroz.
Marcelo Queiroz, da Fecomércio, poderá que o índice Stone é particularizado apenas em uma operadora de vendas e, por isso, não é definitivo. “Mas é um bom balizador. Iremos acompanhar com muita atenção os dados da arrecadação estadual relativos a março que, esperamos, também devem ser publicados até a semana”, declara.
Na visão dele, o índice é preocupante, especialmente quando se considera que em alguns segmentos (como o do Turismo, por exemplo) os reflexos de todo o caos enfrentado pelo estado nos dias de ataques ainda ecoam.
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RN) apontam, por exemplo, que a ocupação média durante a semana santa deste ano ficou em 52% (em 2022, a ocupação foi de 65%). Já no comparativo com o ano de 2019, antes da pandemia de covid-19, o recuo foi ainda maior, de 18 pontos percentuais, uma vez que a ocupação dos hotéis do RN naquele ano ficou em 70%. “Os atos terroristas e atentados afugentaram os turistas e viajantes. O reflexo está acontecendo agora, exatamente como nós prevíamos. O nosso medo não era de imediato, nossa preocupação sempre foi com as vendas futuras. Como elas estarão?”, questionou Abdon Gosson, presidente da ABIH-RN durante audiência pública na terça-feira (11) na Assembleia Legislativa do Estado, quando se discutiu a crise no setor.
Metodologia mapeia e traça retrato do varejo
O Índice Stone Varejo tem como base a metodologia proposta pelo time de Consumer Finance do Federal Reserve Board (FED), que idealizou um modelo de indicador econômico similar nos Estados Unidos. O objetivo é mapear mensalmente os dados de pequenos a grandes varejistas e divulgar um retrato do varejo nacional.
“No ano passado tivemos um ano de oferta: as situações econômicas brasileiras não estavam tão deterioradas como estão hoje, muito por conta de oferta de crédito barato. Aconteceram algumas coisas no ano passado que aliviou o cenário, como algumas decisões que não tinham como se sustentar. O cenário de hoje é uma resposta disso: o que vimos era sustentado por coisas que o próprio governo não tinha como manter. Isso vem mudando. O fato é que temos um problema de crédito hoje muito pelo fato de que tivemos uma oferta exacerbada no passado”, avalia o pesquisador econômico e cientista de dados da Stone, Matheus Calvelli.
Na análise mensal, embora a atividade econômica esteja num nível inferior à registrada no ano passado, há sinais de recuperação. Houve alta de 3,6% no volume de vendas em março, após um fevereiro fraco. E todos os segmentos apresentaram melhora nesse período, mas três se destacaram: o de móveis e eletrodomésticos (7,9%); tecidos, vestuário e calçados (7,4%); e livros, jornais, revistas e papelarias (7,2%).
Pelo terceiro mês consecutivo, o Espírito Santo se manteve com bom resultado, com crescimento de 6,1% na avaliação anual, sendo o terceiro maior a nível nacional e o maior do eixo Sul-Sudeste. Os dois estados com resultados melhores que o Espírito Santo foram Acre (11%) e Tocantins (10,2%). Ainda chamaram atenção Paraná (2,2%) e Paraíba (1,3%).
Em fevereiro, o índice reportou queda significativa nas economias do eixo Sudeste-Sul, com exceção do Espírito Santo. Em março, São Paulo e Minas Gerais (0,9%) estiveram entre os que mais cresceram. Entre as regiões mais afetadas, o Rio Grande do Sul (1,1%), por sua vez, teve a terceira maior queda na atividade econômica em março, atrás apenas do Rio Grande do Norte (11,4%) e Sergipe (5,8%).