Babá diz que, se houver vitória no 1º turno, será de Álvaro Dias

Postado em 11 de junho de 2026

O ex-presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) Babá Pereira (PL), pré-candidato a vice-governador na chapa de Álvaro Dias (PL), afirmou que, se a eleição para o Governo do Estado terminar no primeiro turno em 2026, a vitória será da chapa formada por ele e pelo ex-prefeito de Natal.

Em entrevista ao podcast Especial Eleições 2026 — disponível na íntegra no YouTube do Agora RN —, Babá contestou a leitura de que a eleição esteja encaminhada a favor de Allyson Bezerra (União). Segundo ele, o grupo de Álvaro trabalha com levantamentos internos diferentes dos divulgados publicamente e vê uma disputa mais aberta.

“Nós temos pesquisas internas que mostram cenário totalmente diferente do que algumas mostram”, afirmou. Em seguida, citou levantamentos de institutos como Veritá, Consult e Media, dizendo que alguns deles já apontaram Álvaro Dias em vantagem ou em empate técnico com Allyson.

A fala mais forte veio quando Babá projetou o desempenho da chapa na campanha. “Eu costumo dizer que, se tiver de haver um ganhador no primeiro turno, esse ganhador seremos nós”, afirmou. Depois, reforçou a declaração. “Eu não tenho dúvida que, se houver um ganhador no primeiro turno, esse ganhador será Álvaro Dias-Babá”, declarou.

O pré-candidato atribuiu essa confiança ao que chamou de “exército” político montado pelo grupo no interior e em Natal. Segundo Babá, a chapa já contabiliza apoio de cerca de 85 a 90 prefeitos, de um total de 167 no Rio Grande do Norte, além de ex-prefeitos, vereadores, vice-prefeitos, secretários municipais e lideranças comunitárias. Para ele, esse conjunto de apoios só deve se movimentar com força a partir do início oficial da campanha.

Babá afirmou que a maior parte do eleitorado ainda não está atenta à disputa estadual. Segundo ele, neste momento, quem acompanha política são principalmente lideranças, dirigentes partidários, vereadores, prefeitos, ex-prefeitos e pessoas mais próximas do ambiente eleitoral. A virada, na avaliação dele, ocorrerá quando as candidaturas forem registradas e as bases municipais forem para as ruas.

“Agora, quem está falando em política são apenas os políticos, aquelas pessoas que vivem naquela bolha da política”, disse. “As pessoas, no geral, ainda não se ativeram à política. E só vão se ater realmente no período eleitoral, a partir de agosto”, completou.

O argumento de Babá é que, quando essa fase chegar, prefeitos, vereadores e lideranças locais terão peso direto na orientação do voto. Ele disse que o eleitor costuma ouvir quem escolheu para representá-lo no município. “Ela vai ouvir um vereador que é amigo seu, vai ouvir um prefeito, um vice-prefeito, um ex-prefeito”, afirmou.

Ao comentar o cenário eleitoral, Babá também endossou a tese de que a disputa tende a ser reorganizada pela polarização nacional entre direita e esquerda. Ele citou as eleições de 2022 para o Governo do RN e a eleição de 2024 para a Prefeitura do Natal como exemplos de disputas em que, segundo sua avaliação, candidatos de centro perderam força quando o eleitor passou a identificar com mais clareza os palanques de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

Na leitura dele, esse movimento pode atingir Allyson Bezerra. Babá afirmou que, quando começar o horário eleitoral, os eleitores ligados à esquerda tenderão a se aproximar de Cadu Xavier (PT), enquanto os eleitores da direita devem caminhar para Álvaro Dias. “Aqueles que são seguidores da esquerda vão ficar com Cadu, aqueles que são seguidores da direita, consequentemente, irão ficar com Álvaro Dias”, disse.

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