Democratas criticam decisão de Trump de conceder visto a Flávio Bolsonaro

Postado em 28 de outubro de 2026

O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos criticou a decisão do governo Donald Trump de conceder visto ao senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em publicação na rede social X, o comitê, ligado aos democratas, comparou o tratamento dado ao parlamentar brasileiro à política migratória dos EUA para pessoas que fogem de guerras e conflitos no Sudão e no Haiti. “Negar resultados eleitorais, sim”, afirmou o comitê, ao criticar o que considera um tratamento privilegiado a Flávio Bolsonaro e sua família.

O deputado democrata Joaquin Castro também criticou a decisão. Em publicação no Instagram, afirmou que perder uma eleição não justifica a concessão de asilo e cobrou explicações do governo Trump sobre a possível ajuda ao senador para deixar o Brasil.

Chegada aos Estados Unidos

Flávio Bolsonaro, a esposa e as duas filhas chegaram a Miami nesta quarta-feira (28), após passarem pela Argentina e seguirem de avião para os Estados Unidos, com uma parada no Equador.

Segundo informações divulgadas pela Reuters, um aliado do senador e uma fonte do governo norte-americano confirmaram a viagem na terça-feira (27).

A viagem ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal. O senador não cumpriu o prazo estabelecido pela decisão.

Na véspera, após ser intimado pela Justiça, Flávio havia negado a intenção de deixar o país e afirmado que permaneceria no Brasil para organizar a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Investigação por lavagem de dinheiro

Flávio Bolsonaro é investigado em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro. O advogado Willer Tomaz, apontado como amigo do senador, também é investigado. Ambos negam irregularidades.

A decisão sobre os passaportes foi tomada após Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, defender em uma transmissão nas redes sociais que o senador deixasse o Brasil caso perdesse a eleição presidencial e passasse a liderar a oposição do exterior.