Eduardo Bolsonaro é demitido da PF enquanto STF forma maioria para manter condenação

Postado em 21 de setembro de 2026

O Ministério da Justiça e Segurança Pública publicou portaria nesta segunda-feira (21) que efetiva a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal. A informação foi divulgada pela CNN Brasil.

O ato encerra o vínculo do ex-parlamentar com a corporação. O governo federal justificou a medida por “infração disciplinar de abandono de cargo”. Segundo a portaria, ele faltou ao serviço de forma injustificada por mais de 30 dias consecutivos.

Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mudou-se para os Estados Unidos em fevereiro de 2025. Em julho deste ano, obteve o “green card”, documento que permite residir no país.

Para manter o cargo, ele precisaria retornar ao Brasil. A função de escrivão não pode ser exercida de forma remota.

Desde que assumiu o mandato de deputado federal, Eduardo não recebia salário como escrivão. Ele foi afastado do cargo de parlamentar em 2025.

Eduardo ingressou na Polícia Federal em 2010, como escrivão. A remuneração inicial da carreira é de R$ 14 mil.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) já formou maioria para manter a condenação de Eduardo por coação no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado. A pena é de 4 anos e 2 meses. A Corte o condenou por atuar junto a autoridades dos Estados Unidos, no governo de Donald Trump, para pressionar por sanções contra ministros do STF e contra o Brasil. Segundo o tribunal, o objetivo era beneficiar o pai.

98fm