Líder de caminhoneiros convoca paralisação nacional a partir desta segunda-feira (13)

O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, anunciou que caminhoneiros farão uma paralisação nos portos do país a partir da meia-noite desta segunda-feira (13). A mobilização tem como objetivo pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a colocar em votação a Medida Provisória (MP) nº 1.343, que altera regras do piso mínimo do frete e atende a reivindicações da categoria.
Segundo Landim, a decisão foi tomada após duas semanas de tentativas para que a proposta fosse incluída na pauta do Senado. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o dirigente afirmou que a orientação é para que os caminhoneiros suspendam as viagens até que haja uma definição sobre a votação da medida, prevista para ocorrer na terça-feira (14). A MP perde a validade na próxima quinta-feira (16) caso não seja aprovada pelo Congresso.
“Terça-feira a gente tem uma sinalização que vai colocar para votar, mas a orientação é que você [caminhoneiro] não saia para viajar a partir da 0h, para que a gente possa acompanhar até terça-feira para ver se de fato vai entrar na pauta para votar, e não vamos aceitar perder essa MP, caducar ela. Davi Alcolumbre, você foi avisado. Agora você segura, meu irmão”, afirmou Chorão.
Editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em março, a MP do Frete reforça os mecanismos de fiscalização do transporte rodoviário de cargas, cria um piso salarial nacional de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas do setor e altera os critérios para o cálculo do piso mínimo do frete, considerando custos como combustível, manutenção e seguros.
A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em junho e seguiu para análise do Senado. O texto também incorporou um dispositivo que prevê anistia a multas aplicadas a caminhoneiros e transportadores envolvidos nos bloqueios de rodovias registrados após as eleições presidenciais de 2022. Até o momento, o Senado não havia se manifestado sobre o anúncio da paralisação.
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