Lula culpa divisão da esquerda por eleição de Rogério Marinho no RN

Postado em 25 de setembro de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a divisão de votos entre candidatos do campo aliado contribuiu para a eleição de Rogério Marinho (PL) ao Senado pelo Rio Grande do Norte em 2022. A declaração foi feita durante ato político no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira 24.

Sem mencionar Rafael Motta pelo nome, Lula citou um “companheiro do PSB, rebelde” que decidiu disputar o Senado mesmo após a aliança liderada pela então governadora Fátima Bezerra ter definido apoio a Carlos Eduardo Alves, então filiado ao PDT.

“Um ato impensado pode trazer um prejuízo muito grande para quem vai governar o país”, afirmou o presidente. Lula disse que a eleição para o Senado exige atenção porque parlamentares de oposição podem dificultar a aprovação de projetos e a condução do governo federal.

Divisão entre Carlos Eduardo e Rafael
Em 2022, Fátima Bezerra e o PT apoiaram Carlos Eduardo para a única vaga do Senado em disputa no Estado. Rafael Motta, então deputado federal pelo PSB, manteve sua candidatura e concorreu separadamente.

A composição com Carlos Eduardo também envolveu o então senador Jean Paul Prates, do PT. Jean Paul deixou de disputar a reeleição e foi indicado como primeiro suplente na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Natal.

Rogério Marinho venceu a eleição com 41,85% dos votos válidos. Rafael Motta recebeu 22,76%. O resultado eleitoral não permite, por si só, estabelecer uma relação de causa e efeito entre uma candidatura e a vitória de outra, mas Lula usou a disputa como exemplo ao defender unidade entre aliados.

Contexto de 2026
A fala do presidente ocorre em meio à atual eleição para o Senado no Rio Grande do Norte, quando duas vagas estarão em disputa. Rafael Motta voltou a concorrer e tem Jean Paul Prates como primeiro suplente na chapa.

Rafael integra a composição governista ao lado de Samanda Alves (PT). A senadora Zenaide Maia (PSD), candidata à reeleição, disputa o pleito em outra aliança estadual, embora mantenha alinhamento ao governo Lula no Senado.

AGORA RN